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Ordem: Artiodáctilo
(Artiodactyla)
Família: Bovídeos / Bovidae
Antílope é a designação comum para um grupo variado de mamíferos bovídeos. O grupo engloba espécies de diferentes famílias. Muitos antílopes têm em seu nome as expressões “bok ou buck” (antelope, male goat) que significam antílope, cabra ou bode (pequeno animal com chifres).
Observações:
1. Todas as espécies desta página estão destacadas com o sinal ● e as subespécies
com o sinal •
2. Nesta página foram suprimidas as espécies extintas, salvo uma ou outra exceção.
Também algumas subespécies.
A Família dos Bovídeos compreende várias Subfamílias:
► Aepycerotinae – impalas (Impala na língua zulu significa gazela)
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► Alcelaphinae – antílopes africanos, búbalos, hirolas, gnus, topis, damaliscos.
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► Antilopinae – Ditos antílopes verdadeiros inclui: antílope-saltador, cervicapra, gazelas (thomson, dama, grant, cuvier, dorcas), gazela-girafa, dik-diks, sunis, antílope-salta-rochas, rafícero-comum, rafícero-do-cabo.
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► Bovinae – Bovinos inclui os gados: bisões, bois e vacas, iaques, zebu, banteng, búfalos-asiáticos (anoas, carabao que vive na ilha de Marajó), búfalos-africanos, antílopes de chifres espirais.
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Nas imagens abaixo podemos ver o elande-comum e o elande-gigante, também algumas das principais espécies do gênero Tragelaphus, respectivamente: niala, bongo, cudu-lesser, sitatunga e grande-cudu.
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► Caprinae – Capríneos inclui: antílopes, tar, takin, cabras e bodes (tur, ibex), antílopes-cabras (saros e gorais), ovinos (carneiros e ovelhas), camurças.
► Cephalophinae (do grego kephalé, cefalo- = crânio, cabeça) – duikers (Duiker significa “mergulhador” e o animal tem esse nome por causa de seu comportamento, pois ele “mergulha” na mata e desaparece...), únicos da família dos Bovídeos que são onívoros...
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► Hippotraginae – adax, palancas, órixes
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► Peleinae – rheboks (Reebok em africâner parece que siginifica correr... Em 1960, os donos da empresa Reebok descobriram esse nome em um dicionário...)
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► Reduncinae – cobos
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Nota: É discutida nova subfamília, Pantholopinae (antílopes-tibetanos), descrita em seguida.
GÊNERO: Pantholops (Hodgson, 1834)
● P. hodgsonii (Abel, 1826) – chiru, antílope-tibetano / Tibetan Antelope,
Chiru / Antilope du Tibet, Chirou (vive no Tibete, China) – Subfamília: Pantholopinae
ou Antilopinae (em discussão): antigamente era classificado na subfamília Antilopinae,
mas a evidência morfológica e molecular levaram à separação do Chiru no monotípico
Pantholopinae...
I – Subfamília: Aepycerotinae (Gray, 1872)
GÊNERO: Aepyceros (Sundevall,
1847)
● A. melampus (Lichtenstein, 1812) – impalas / Impala (países
da África Austral e Oriental)
• A. m. melampus – impala-sul-africano / South African Impala (sudeste
de Angola)
• A. m. johnstoni – impala-malauiano / Malawi Impala (norte de Moçambique,
Malauí, leste da Zâmbia)
• A. m. katangaei – impala-de-katanga / Katanga Impala (sudeste do
Congo
• A. m. petersi – impala-de-cara-preta / Black-faced Impala (ameaçado
de extinção, endêmico do sudoeste de Angola e norte da Namíbia)
• A. m. rendilis – impala-queniano / Kenyan Impala (Quênia, Uganda)
• A. m. suara – impala-tanzaniano / Tanzanian Impala (Tanzânia, Ruanda)
Somente os machos têm chifres, como mostra o “card” (abaixo) com um macho e duas fêmas... Ao lado, selo obliterado da África do Sul que mostra um impala macho.
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II – Subfamília: Alcelaphinae (Brooke, 1876)
GÊNERO: Alcelaphus
spp. (Blainville, 1816) – búbalos (distingui-se por sua longa cabeça
estreita; parecido com o topi)
● A. buselaphus (Pallas, 1766) – búbalo / Hartebeest / Bubale Roux
(Parque Zakouma, no Chade, parques
da Zâmbia, por exemplo)
• A. b. cokii (Günther, 1884) – kongoni / Coke’s Hartebeest, Kongoni
/ Bubale de Coke (nativo do Quênia e Tanzânia)
• A. b. lelwel (Heuglin, 1877) – Lelwel Hartebeest (África Oriental,
Central)
• A. b. major (Blyth, 1869) – Western Hartebeest / Bubale major (África
Ocidental, Central; selo do Níger,
por exemplo)
• A. b. swaynei (Sclater, 1892) – Swayne’s Hartebeest (endêmica da
Etiópia; ameaçado de extinção)
• A. b. tora (Gray, 1873) – Tora Hartebeest (nativo da Eritreia e Etiópia;
ameaçado de extinção)
● A. caama (Geoffroy Saint-Hilaire, 1803) – búbalo-vermelho / Red Hartebeest
/ Bubale Caama (vaca-do-mato de Angola)
● A. lichtensteinii (Peters, 1849) – búbalo-de-lichtenstein / Lichtenstein’s
Hartebeest / Bubale de Lichtenstein
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GÊNERO: Beatragus (Vrba, 1997)
● B. hunteri (Sclater, 1889), sinônimo: Damaliscus hunteri
– hirola / Hirola, Hunter’s Hartebeest / Damalisque de Hunter / Damalisco
de Hunter, Antílope de cuatro ojos (Quênia;
tem glândulas características próximas aos olhos)
GÊNERO: Connochaetes spp.
(Lichtenstein, 1812) – gnus / Wildebeest (que significa besta selvagem)
/ Ñu (em espanhol)
● C. gnou (Zimmermann, 1780) – gnu-preto, gnu-de-cauda-branca / White
Tailed Gnu, Black Wildebeest / Gnou noir, Gnou à queue blanche (só vive na África
do Sul, Província do Cabo, Colesberg)
● C. taurinus (Burchell, 1823) – gnu-azul, boi-cavalo, guelengue /
Blue Wildebeest, Common Wildebeest / Gnou bleu (é o mais abundante em grande
parte da África)
• C. t. albojubatus – gnu-do-leste, gnu-oriental, gnu-azul-de-barba-branca
/ Eastern White Bearded Wildebeest (Quênia, Tanzânia)
• C. t. cooksoni – gnu-de-cookson / Cookson’s Wildebeest (Zâmbia)
• C. t. johnstoni – gnu-de-niassa / Nyassa Wildebeest, Nyassaland Wildebeest
(Malauí, Moçambique, Tanzânia)
• C. t. mearnsi – gnu-d’oeste, gnu-ocidental / Western
White Bearded Wildebeest
• C. t. taurinus – gnu-azul, boi-cavalo (Angola),
gnu-azul-de-barba-negra / Blue wildebeest, Brindled Wildebeest (África do Sul,
Botsuana, Moçambique, Namíbia, Suazilândia, Zâmbia, Zimbábue)
A palavra “Connochaetes” deriva de duas gregas: “konnos” que significa barba e “khaite” que significa cabelos caídos – referente aos pelos que possui na face e no pescoço. Abaixo (lado esquerdo), selo obliterado da África do Sul. Lado direito, “card” com gnus.
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GÊNERO: Damaliscus spp. (P. L. Sclater & Thomas, 1894) – damaliscos, topis, sassabies
● D. korrigum (Ogilby, 1837) – topi / Topis e Korrigum
• D. k. korrigum (Ogilby, 1837) – korrigum, tiang / Korrigum, Tiang,
Senegal Hartebeest, Senegal Topi (Sudão,
Etiópia, Uganda)
• D. k. jimela (Matschie, 1892) – topi / Topi
• D. k. topi (Blaine, 1914) – topi-da-costa / Coastal Topi (África
Oriental, ao longo da costa do Quênia e da Somália)
● D. lunatus (Burchell, 1823) – topi, damalisco / Tsessebe
• D. l. lunatus (Burchell, 1823) – Common Tsessebe (Angola)
• D. l. tiang (Heuglin, 1863) – Tiang (Província
Ocidental da Zâmbia)
● D. pygargus (Pallas, 1767) – qual a diferença deles???
• D. p. phillipsi (Harper, 1939) – Blesbok (reintroduzido na África
do Sul, Lesoto e Suazilândia)
• D. p. pygarus (Pallas, 1767) – bontebok, bonteboque / Bontebok (Western
Cape)
● D. superstes (Cotterill, 2003) – Bangweulu Tsessebe (Zâmbia)
Tem a cabeça comprida, sua pelagem é lustrosa, castanho-avermelhada, arroxeada na parte superior das patas e mais escura na parte superior do focinho, no ventre e na parte inferior das patas. Seus chifres são anelados e em formato diferenciado. Pode ser encontrado no Parque Zakouma, no Chade, por exemplo, e compreende a fauna de animais protegidos de Moçambique...
III – Subfamília: Antilopinae (Gray, 1821)
GÊNERO: Ammodorcas (Thomas, 1891)
● A. clarkei (Thomas, 1891) – dibatag, gazela-de-clark / Dibatag (leste
da Etiópia e do norte da Somália)
GÊNERO: Antidorcas (Sundevall, 1847)
● A. marsupialis (Zimmerman, 1780) – antílope-saltador / Springbok
/ Springbuck
• A. m. marsupialis (Zimmermann, 1780)
• A. m. angolensis (Blaine,
1922) – cabra-de-leque
• A. m. hofmeyri (Thomas, 1926)
Antílope saltador do Transval, o Springbock tornou-se para o mundo inteiro o símbolo da África do Sul. “Springbok” em africâner e neerlandês significa: spring saltar e bok antílope ou cabra, literalmente antílope-saltador. A filatelia reproduz esta simbólica desde 1910, quer através do grafismo de seus selos, quer através das filigranas que apresentam a cabeça deste animal (como podemos ver na imagem abaixo).
A cabeça deste antílope aparece nas filigranas (cabeça de antílope múltipla) dos selos regulares da África do Sul e da antiga ex-colônia África do Sudoeste... A imagem de cor azul e branca mostra a vinheta do Correio Aéreo da República da África do Sul. Esta etiqueta reproduz o logotipo da Companhia Aérea Nacional da África do Sul, “South African Airways”. Trata-se de um Springbock, animal-símbolo do país, ao qual se adicionaram asas.
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Do lado esquerdo da tela, cartão-postal da África do Sudoeste, atual Namíbia. Do lado direito, selo da África do Sul, com valor facial de 10 centavos, que mostra os jogadores da equipe nacional de Rugby, que também utilizam a simbólica associada ao Springbock. Com efeito, são conhecidos por este nome nos meios desportivos do mundo inteiro: “Equipe dos Springbocks”. Assim como os seus colegas jogadores de Rugby neozelandeses que são conhecidos como os “Kiwis”...
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GÊNERO: Antilope (Pallas, 1766)
● A. cervicapra (Linnaeus, 1758) – cervicapra / Blackbuck, Krishna
Mrigam / Antilope cervicapre (planícies do Paquistão à Índia; Nepal; existem
4 subespécies)
GÊNERO: Dorcatragus (Noack, 1894) – Tribo Neotragini que compreende
antílopes-anões
● D. megalotis (Menges, 1894) – beira / Beira (pequeno antílope das
regiões áridas da Somália, Etiópia e Djibouti)
GÊNERO: Gazella spp. (Blainville, 1816) – gazelas. Gazela é a denominação comum para diversas espécies de antílopes africanos e asiáticos, especialmente as do gênero Gazella, de corpo esbelto e chifres espiralados. Atenção: Para o gênero Gazella foram incluídas (em seguida) espécies que ora são classificadas em gêneros diferentes ora aparecem como sinônimos: Eudorcas (Fitzinger, 1869) e Nanger (Lataste, 1885).
● G. albonotata (Rothschiild,
1903) ou Eudorcas albonotata – gazela-albonotata / Mongalla Gazelle
(Sudão)
● G. rufifrons (Gray, 1846) ou Eudorcas rufifrons – gazela-vermelha,
gazela-de-frente-rosa / Red-fronted Gazelle / Korin (Senegal, Etiópia, Gâmbia
e Níger)
● G. thomsonii (Günther, 1884) ou Eudorcas thomsonii – gazela-de-tomson
(nome do explorador escocês Joseph Thomson) / Thomson’s Gazelle (Etiópia, Quênia,
Tanzânia)
● G. dama (Pallas, 1766) ou Nanger dama – gazela-dama
/ Dama Gazelle / Gazelle Dama (Argélia, Senegal)
● G. granti (Brooke, 1872) ou Nanger granti – gazela-de-grant
/ Grant’s Gazelle / Gazelle de Grant (Etiópia,
Quênia, Somália, Sudão, Tanzânia, Uganda)
● G. soemmerringii (Cretzschmar, 1828) ou Nanger soemmerringii
– gazela-soemmering / Soemmerring’s
Gazelle / Gazelle de Soemmerring
Para uma rápida identificação entre as duas gazelas mais comuns, a gazela-de-grant tem a barriga branca e a gazela-de-thomson também tem a barriga branca, só que com uma listra negra ao lado, como podemos ver nos “cards”, respectivamente.
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● G. bennettii (Sykes, 1831) – gazela-indiana / Indian Gazelle, Chinkara
/ Gazelle Indienne
● G. cuvieri (Ogilby, 1841) – gazela-de-cuvier
/ Cuvier’s Gazelle
/ Gazelle de Cuvier (Argélia)
● G. dorcas (Linnaeus, 1758) – gazela-dorcas
/ Dorcas Gazelle / Gazelle Dorcade (Argélia)
● G. gazella (Pallas, 1766) – gazela-da-montanha / Mountain Gazelle
/ Gazelle de Montagne
● G. leptoceros (F. Cuvier, 1842) – gazela-de-chifres-delgados / Slender-horned
Gazelle, Rhim / Gazelle de Rhim, Gazelle des Sables, Gazelle à Cornes Fines
● G. spekei (Blyth, 1863) – gazela-spekei
/ Speke’s Gazelle / Gazelle de Speke (Somália)
● G. subgutturosa (Güldenstädt, 1780) – gazela-persa, gazela-da-areia
/ Goitered Gazelle (Ásia Central, oeste do Irã, sul do Paquistão, bem como o
Deserto de Gobi)
● G. rufina † (Thomas, 1894) ou Eudorcas rufina – gazela-rosa / Red Gazelle. Viveu na Argélia, Marrocos, hoje está extinta. Abaixo, gazelas-do-marrocos mostradas em um máximo-postal de 1942...
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GÊNERO: Litocranius (Kohl,
1886)
● L. walleri (Brooke, 1878) – gazela-girafa ou gerenuk (que
na língua somali significa pescoço-de-girafa) / Gerenuk
GÊNERO: Madoqua spp. (Ogilby, 1837) – dik-dik (seu nome deriva
do som que emite quando assustado; Angola)
– Tribo Neotragini que compreende antílopes-anões
● M. guentheri (Thomas, 1894) – dik-dik-de-guenther / Guenther’s dik-dik
/ Dik-dik de Günther (leste da África, Etiópia, Quênia, Somália, Sudão)
● M. kirkii (Günther, 1880) – dik-dik-de-kirk / Kirk’s dik-dik / Dik-dik
de Kirk (leste da África, Namíbia)
● M. piacentinii (Drake-Brockman, 1911) – dik-dik-prateado? / Silver
dik-dik / Dik-dik argenté (na região corno da África, costa da Somália)
● M. saltiana (Desmarest, 1816) – dik-dik-saltador? / Salt’s dik-dik
/ Dik-dik de Salt
GÊNERO: Neotragus spp. (Hamilton Smith, 1827) – Tribo Neotragini que
compreende antílopes-anões
● N. batesi (Winton, 1903) – antílope-pigmeu-de-bates / Bates’s Pygmy
Antelope / Antilope de Bates
● N. moschatus (Von Dueben, 1846) – suni / Suni / Suni de Zanzibar
● N. pygmaeus (Linnaeus, 1758) – antílope-real / Royal Antelope / Antilope
Royale, Antilope pygmée
GÊNERO: Oreotragus (A. Smith, 1834) – compreende a tribo Neotragini
de antílopes-anões
● O. oreotragus (Zimmerman, 1783) – antílope-salta-rochas /
Klipspringer (pequeno antílope africano que faz jus ao nome, pois Klipspringer
em africâner e neerlandês significa “rock jumper”, literalmente saltador de
rocha; na língua Xhosa é chamado de “umvundla” que significa coelho; habita
a África Austral e Oriental; África do Sul, Etiópia)
GÊNERO: Ourebia (Laurillard, 1842) – Tribo Neotragini que compreende
antílopes-anões
● O. ourebi (Zimmermann, 1782) – ouribi / Oribi / Ourébi (antílope
de pequeno porte encontrado nas savanas africanas)
GÊNERO: Procapra spp. (Hodgson, 1846) – Gazelas da Ásia Central
● P. gutturosa (Pallas, 1777) – gazela-mongol / Mongolian Gazelle,
Zeren / Gazelle à Queue Blanche, Gazelle de Mongolie
● P. picticaudata (Hodgson, 1846) – goa, gazela-tibetana / Tibetan
Gazelle, Goa / Gazelle du Tibet
● P. przewalskii (Büchner, 1891) – gazela-de-przewalski / Przewalski’s
Gazelle / Gazelle Przewalski
GÊNERO: Raphicerus spp. (H. Smith, 1827) – Tribo Neotragini que compreende
antílopes-anões
● Raphicerus campestris (Thunberg, 1811) – rafícero-comum, rafícero-campestre
/ Steenbok (Steinbuck, Steinbok) / Raphicère Champêtre (Angola)
● Raphicerus melanotis (Thunberg, 1811) – rafícero-do-cabo / Cape Grysbok,
Southern Grysbok / Raphicère du Cap (Zimbábue)
● Raphicerus sharpei (Thomas, 1897) – rafícero-de-sharpe, rafícero-do-norte
/ Sharpe’s Grysbok, Northern Grysbok / Raphicère de Sharpe
Etimologia: Raphis (agulha) + keras (chifre). De origem africâner com mistura de outras línguas, as palavras “steenbok, steenboc, steinbock, stanbucca” significam a mesma coisa, “steen” stone = pedra + “bok, buck” antelope, male goat = antílope, cabra ou bode. Nota: Às vezes, esta espécie é confundida com a C. ibex.
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GÊNERO: Saiga (Gray, 1843)
● S. tatarica (Linnaeus, 1766) – saiga / Saiga / Saïga (Ásia, Eurásia,
Cáucaso, Mongólia, principalmente o Deserto de Gobi)
IV – Subfamília: Bovinos / Bovinae (Gray, 1821)
GÊNERO: Bison spp. (Hamilton Smith, 1827) – bisões ou bisontes
● B. bison (Linnaeus, 1758) – bisão-americano
/ American bison / Bison d’Amérique du Nord (América do Norte)
● B. bonasus (Linnaeus, 1758) – bisão-europeu
/ European bison, Wisent / Bison d’Europe (Europa)
GÊNERO: Bos spp. (Linnaeus, 1758) – bois
● B. frontalis (Lambert, 1804) – bisonte-indiano, gaial-doméstico /
Gayal, Mithun (forma domesticada do B. gaurus)
● B. gaurus (Hamilton Smith, 1827) – gauro / Gaur, Indian bison (forma
selvagem do B. frontalis)
● B. grunniens (Linnaeus, 1766) – iaque
(doméstico) / Yak (encontrado em toda a região do Himalaia, no sul e norte da
Ásia, planalto tibetano, Mongólia, Rússia); sinônimo: B. mutus – iaque
(selvagem) / Wild yak (forma selvagem do B. grunniens)
● B. sauveli (Urbain, 1937) – kuprey / Kouprey, Kouproh, Grey Ox (boi
que vive nas florestas do norte do Camboja, acredita-se existir em países limítrofes)
– Animal-símbolo do Camboja!
● B. javanicus (d’Alton, 1823) – banteng / Banteng, Tembadau (sudeste
da Ásia; existem subespécies)
● B. primigenius † (Bojanus, 1827) – auroque
/ Aurochs, Urus (ancestral do gado doméstico que habitou a Europa, Ásia e norte
da África, hoje extinto, mas sobreviveu na Europa até 1627; é o gado que aparece
nas pinturas rupestres de Lascaux, por exemplo) – Animal-símbolo
da Moldávia!
● B. indicus (Linnaeus, 1758) – zebu / Zebu, Humped Cattle, Indicus
Cattle, Brahmin Cattle (forma domesticada do B. primigenius)
● B. taurus (Linnaeus, 1758) – boi, touro, vaca (tecnicamente vaca
se refere apenas ao bovino fêmea) / Cattle, Bull, Cow (forma domesticada do
B. primigenius; gado bovino doméstico e auroques; com duas principais
subespécies: B. t. taurus, gado-europeu, e o B. t. indicus,
gado-indiano ou zebu)
GÊNERO: Boselaphus (Blainville, 1816)
● B. tragocamelus (Pallas, 1766) – nilgó ou antílope-azul / Nilgai
/ Antilope Nilgaut (é o maior antílope asiático, ocorre no Paquistão e na Índia)
GÊNERO: Bubalus spp. (C. Hamilton Smith, 1827) – búfalos-asiáticos
ou bubalinos
● B. arnee (Linnaeus, 1758) – búfalo-asiático (selvagem) / Wild Water
Buffalo, Wild Asian Buffalo (Índia, Nepal, Butão, Myanmar, Tailândia)
● B. bubalis (Linnaeus, 1758) – búfalo-asiático (doméstico), carabao,
búfalo-do-pântano, búfalo-aquático / Domestic Asian Water Buffalo, Carabao /
Buffle Commun, Buffle Domestique, Kérabau, Karbau (Índia, Bangladesh, Paquistão,
Nepal, Bhutan, Tailândia). Nota: É a espécie que vive na ilha de Marajó, no
Pará.
● B. cebuensis † (Croft et al., 2006) – anoa, búfalo-anão / Dwarf Buffalo,
Cebu Tamaraw, Tamaraw, Anoa (foi descoberto nas Filipinas)
● B. depressicornis (H. Smith, 1827) – anoa-da-planície / Lowland Anoa
/ Anoa de Malaisie
● B. mephistopheles † (Hopwood, 1925) – búfalo-de-chifre-curto / Short-horned
Water Buffalo
● B. mindorensis (Heude, 1888) – búfalo-anão-de-mindoro, tamarau /
Tamaraw, Mindoro Dwarf Buffalo / Tamarau (único bovino endêmico da ilha de Mindoro
nas Filipinas)
● B. quarlesi (Ouwens, 1910) – búfalo-montanhês, anoa-da-montanha /
Mountain Anoa / Anoa des Montagnes
GÊNERO: Pseudonovibos (Peter e Feiler, 1994)
● P. spiralis (Peter e Feiler, 1994) – Kting Voar? / Kting Voar, Khting
Vor, Linh Duong, Snake-eating Cow (Camboja, Vietnã)
GÊNERO: Pseudoryx (Dung et al., 1993)
● P. nghetinhensis (Dung et al., 1993) – Saola (significa “spindle”
= chifres), falso-órix, boi-de-vu-quang / Vu Quang Ox (Reserva Natural de Vu
Quang, no Vietnã, também no Laos; nghetinhensis
refere-se às duas províncias vietnamitas
de Nghe An e Ha Tinh, enquanto Pseudoryx deriva de Pseudo = falso + órix = antílope
arábico ou africano)
GÊNERO: Syncerus (Hodgson,
1847) – búfalos-africanos – Animal-símbolo
da Zâmbia!
● S. caffer (Sparrman, 1779) – búfalo-africano, búfalo-cafre / African
buffalo / Buffle d’Afrique
• S. c. brachyceros (Gray, 1837)
• S. c. caffer (Sparrman, 1779) – búfalo-do-cabo ou búfalo-negro /
Cape Buffalo / Buffle du Cap, Buffle de Cafrérie (Angola)
• S. c. aequinoctialis (Blyth, 1866) – búfalo-equinocial / Buffle Équinoxial
• S. c. mathewsi (Lydekker, 1904) – búfalo-de-montanha / Búfalo de
Montaña
• S. c. nanus (Boddaert, 1785) – búfalo-de-floresta / African Forest
Buffalo / Buffle Nain, Buffle de Forêt (coloração avermelhada)
Do lado esquerdo, selo sul-africano que compreende a série “The Big Five”. No centro um “card”. Do lado direito, selo do Chade que mostra girafa, búfalo e o seu predador leão – espécies que compreendem a fauna do Parque Nacional de Zakouma, no Chade.
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GÊNERO: Taurotragus spp.
(Wagner, 1855) – elandes
● T. derbianus (Gray, 1847) – elande-gigante, elande-de-derby / Giant
Eland, Derby’s Eland / Elan de Derby (habita o
Senegal, por exemplo)
● T. oryx (Pallas, 1766) – elande-comum, gunga
(Angola), cefo / Eland,
Common Eland, Eland Antelope / Elenantilope, Eland genannt (em alemão)
• T. o. livingstoni – elande-de-livingston / Livingston’s Eland
• T. o. oryx – elande-do-cabo, elande-do-sul, elande-austral / Southern
Eland / Elan du Cap
• T. o. pattersonianus – elande-do-leste-africano, elande-oriental
/ East African Eland
O elande é o maior antílope de toda a África. Uma diferença peculiar em relação a outros antílopes é que nesta espécie os chifres das fêmeas são maiores que os do macho. Abaixo (do lado esquerdo), um “card”. Do lado direito, selo de Botsuana sobre arte rupestre com elande e girafa.
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Os selos abaixo compreendem uma série emitida em 1993 pela então República do Zaire – atual República do Congo, para comemorar os 50 Anos do Parque Garamba, eles mostram as duas espécies de elande, o elande-do-cabo e o elande-de-derby, respectivamente.
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GÊNERO: Tetracerus (Leach, 1825)
● T. quadricornis (Blainville, 1816) – antílope-de-quatro-cornos, tetrácero,
chousingha / Four-horned Antelope, Chousingha (florestas da Índia peninsular
e Nepal)
GÊNERO: Tragelaphus spp.
V – Subfamília: Capríneos / Caprinae (Gray, 1821)
GÊNERO: Ammotragus (Blyth, 1840) deriva do grego ammos: areia, referindo-se
ao casaco cor de areia, e tragos: cabra
● A. lervia (Pallas, 1777) – carneiro-da-barbária, arruí / Barbary
Sheep / Mouflon à Manchettes, Mouflon
de Barbarie, Aoudad, Arui (montanhas do norte da África)
• A. l. angusi (Rothschild,
1921)
• A. l. blainei (Rothschiild,
1913)
• A. l. lervia (Pallas, 1777)
• A. l. fassini (Lepri, 1930)
• A. l. ornatus † (I. Geoffroy Saint-Hilaire, 1827), sinônimo A.
l. ornata (Audouin, 1829) – Egyptian Barbary Sheep
• A. l. sahariensis (Rothschild, 1913)
GÊNERO: Arabitragus (Ropiquet & Hassanin, 2005)
● A. jayakari (Thomas, 1894), sinônimo: Hemitragus jayakari
– tar-árabe / Arabian Tahr / Tahr d’Arabie (nativo da Arábia; até recentemente
era classificado no gênero Hemitragus, mas estudos de filogenia molecular revelaram
evidências genéticas que pertencia a grupo distinto e apoiam sua remoção para
separar em monotípico)
GÊNERO: Budorcas (Hodgson, 1850)
● B. taxicolor (Hodgson, 1850) – takin – animal
nacional do Butão
• B. t. bedfordi (Thomas, 1911) – Shanxi, Golden Takin / Takin doré,
Pusser Bamen (China)
• B. t. taxicolor (Hodgson, 1850) – Mishmi Takin / Takin de l’Himalaya,
Takin Mishmi, Himalaye Bamen (nativo da Índia, Myanmar e China)
• B. t. tibetana (Milne-Edwards, 1868) – Sichuan Takin, Tibetan Takin
/ Takin du Tibet, Takin du Sichuan (nativo do Tibete e províncias Sichuan, Gansu
e Xinjiang na China)
• B. t. whitei (Lydekker, 1907) – takin-butanês / Bhutan Takin / Takin
du Bhoutan, Druk gi Bamen (nativo do Bhutan, Índia e China)
GÊNERO: Capra spp. (Linnaeus, 1758)
● C. aegagrus (Erxleben, 1777) – cabra-selvagem (cabra-de-bezoar, pasang)
/ Wild Goat (Europa, Ásia; inclui subespécies, entre elas a cabra doméstica)
● C. caucasia (Güldenstädt and Pallas, 1783) – tur-do-cáucaso-ocidental
/ West Caucasian Tur (montanhas do Cáucaso)
● C. cylindricornis (Blyth, 1841) – tur-do-cáucaso-oriental / East
Caucasian Tur (montanhas do Cáucaso)
● C. falconeri (Wagner, 1839) – markhor / Markhor (Afeganistão, Paquistão,
Tajiquistão, Uzbequistão; inclui subespécies)
● C. ibex (Linnaeus, 1758) – ibex-dos-alpes, ibex-alpino / Alpine Ibex,
Capra Ibex / Bouquetin / Stambecco (Alpes europeus; inclui subespécies). Nota:
Como esta espécie é chamada de Steinbock em alemão e Steenbok em neerlandês,
muitas vezes é confundida com a espécie africana que tem o mesmo nome.
● C. nubiana (F. Cuvier, 1825) – ibex-da-núbia, cabra-nubiana / Nubian
Ibex (Israel, Jordânia, Arábia Saudita, Oman, Egito, Iêmen, Sudão)
● C. pyrenaica (Schinz, 1838) – ibex-espanhol, ibex-do-pirineus / Iberian
Ibex, Spanish Ibex, Spanish Wild Goat (região dos Pirineus; inclui subespécies)
● C. sibirica (Pallas, 1776) – ibex-siberiano / Siberian Ibex (norte
da Ásia)
● C. walie (Rüppell, 1835) – ibex-walia / Walia Ibex (montanhas Semien
na Etiópia)
GÊNERO: Capricornis spp. (Ogilby, 1836) – saros
● C. crispus (Temminck, 1836 / Temminck, 1845), sinônimo: Naemorhedus
crispus – saro-japonês / Japanese Serow / Saro du Japon (o mais peludo)
● C. milneedwardsii (David, 1869) – saro-chinês / Chinese Serow / Saro de Chine
● C. rubidus (Blyth, 1863 / David, 1869) – saro-vermelho / Red Serow
/ Saro Carmin / Rote Serau (norte de Burma)
● C. sumatraensis (Bechstein, 1799), sinônimo: Naemorhedus sumatraensis
– saro-continental / Sumatran Serow / Saro de Sumatra (mais escuro, com maior crina)
● C. swinhoei (Gray, 1862), sinônimo: Naemorhedus swinhoei
– saro-de-taiwan / Taiwan Serow, Formosan Serow / Saro de Taïwan (marrom)
● C. thar (Hodgson, 1831) – saro-himalaio / Himalayan Serow / Saro
de l’Himalaya
O saro é uma espécie de antílope-cabra de médio porte que habita o leste da Ásia. Geralmente são escuros, têm chifres curtos e alguns têm jubas distintas. A palavra “sa-ro” em Lepcha (língua falada em Sikkim, na Índia, partes do Nepal e Butão), significa “cabra-do-tibete-de-cabelos-compridos”. Os saros, ao contrário dos gorais, fazem uso de suas glândulas pré-orbitais na marcação de cheiro.
GÊNERO: Hemitragus spp. (Hodgson, 1841 / Linnaeus, 1758)
● H. jemlahicus (C. H. Smith, 1826) – tar-himalaio / Himalayan Tahr
/ Jharal, Tahr de l’Himalaya (capríneo encontrado nos Himalaias)
GÊNERO: Nemorhaedus spp. ou Naemorhedus spp. (Hamilton Smith,
1827) – gorais (tem pequenos chifres cônicos e pelagem de coloração cinzenta-marrom)
● N. baileyi (Pocock, 1914) – goral-vermelho / Red Goral / Goral Roux,
Bouquetin du Népal (província de Yunnan na China, Tibete, nordeste da Índia,
norte de Myanmar)
● N. caudatus (Milne-Edwards, 1867) – goral-de-cauda-longa / Long-tailed
Goral / Goral à Longue Queue (norte da Ásia, incluindo Rússia, China, Coreia,
Myanmar, Tailândia)
● N. goral (Hardwicke, 1825) – goral-do-himalaia / Himalayan Goral,
Ghural / Goral de l’Himalaya (nativo dos Himalaias, nordeste da Índia, Nepal,
Butão, norte do Paquistão)
● N. griseus (Milne-Edwards, 1871) – goral-chinês, goral-cinza / Chinese
Goral / Goral Gris, Goral Chinois (Burma, China, Índia, Tailândia, Vietnã, e
possivelmente Laos)
GÊNERO: Nilgiritragus (Ropiquet & Hassanin, 2005)
● N. hylocrius (Ogilby, 1838), sinônimo: Hemitragus hylocrius
– tar-de-nilgiri / Nilgiri Tahr / Tahr des Nilgiri (capríneo endêmico da Índia,
encontrado apenas nas montanhas Nilgiri; até recentemente era classificado no
gênero Hemitragus, mas estudos de filogenia molecular revelaram evidências genéticas
que pertencia a grupo distinto e apoiam sua remoção para separar em monotípico)
GÊNERO: Oreamnos (Rafinesque, 1817)
● O. americanus (Blainville, 1816) – cabra-das-rochas / Mountain Goat,
Rocky Mountain Goat / Chèvre des Montagnes Rocheuses (capríneo norte-americano,
especializado em terreno muito áspero, distribuído pelas montanhas rochosas
no Canadá e Estados Unidos)
GÊNERO: Ovibos (Blainville, 1816)
● O. moschatus (Zimmermann, 1780) – boi-almiscarado / Muskox (mamífero
do Ártico adaptado ao frio extremo do Tundra)
GÊNERO: Ovis spp. (Linnaeus, 1758) – ovinos (espécies com várias
subespécies):
● O. ammon (Linnaeus, 1758) – carneiro-da-montanha, argali / Argali,
Mountain Sheep (Ásia Central; Himalaya, Tibete, Altay)
● O. canadensis (Shaw, 1804) – bighorn (do inglês, big horn, chifre
grande) / Bighorn (carneiro selvagem da América do Norte)
● O. dalli (Nelson, 1884) – carneiro-de-dall, Thinhorn (do inglês,
thin horn, chifre fino) / Dall Sheep, Dall’s Sheep (carneiro selvagem da América
do Norte)
● O. nivicola (Eschscholtz, 1829) – carneiro-das-neves / Snow Sheep
(nordeste da Sibéria; similar ao O. canadensis)
● Ovis aries (Linnaeus, 1758) – carneiro, ovelha doméstica (mamíferos
lanosos) / Sheep, Mouflon / Mouton (domesticada a partir da O. orientalis;
animal de enorme importância econômica como fonte de carne, laticínios, lã e
couro; a ovelha Dolly, por exemplo, foi o primeiro mamífero a ser clonado) –
Sinônimos: O. musimon (muflão), O. orientalis (Gmelin, 1774)
– muflão-asitático, urial, Shapo, Arkhar (ocorre no sudoeste da Ásia, nas montanhas
da Turquia, Irã, Iraque, entre outros países do deserto; é considerado um dos
dois ancestrais do carneiro doméstico, segundo análises de DNA)
GÊNERO: Pseudois spp. (Hodgson, 1846)
● P. nayaur (Hodgson, 1833) – carneiro-azul-do-himalaia / Bharal, Himalayan
Blue Sheep / Grand Bharal (Nepal, Tibete, China, Índia, Paquistão, Butão; inclui
subespécies)
● P. schaeferi (Haltenorth, 1963) – carneiro-azul-anão, bharal-anão
/ Dwarf Blue Sheep, Dwarf Bharal / Petit Bharal (China, Tibete)
GÊNERO: Rupicapra spp. (Blainville, 1816) – camurças (espécies
com várias subespécies):
● R. pyrenaica (Bonaparte, 1845) – camurça-dos-pirineus / Pyrenean
Chamois, Izard (francês), Rebeco, Gamuza (espanhol), Camoscio (italiano)
● R. rupicapra (Linnaeus, 1758) – camurça / Chamois (montanhas da Europa;
Alpes europeus; Cáucaso, Turquia)
VI – Subfamília: Cephalophinae (Gray, 1871)
GÊNERO: Cephalophus spp. (Hamilton Smith, 1827) – chamados também
de cefalófos (cefálofo?) ou duiqueiros
● C. adersi (Thomas, 1918) – duiker-de-zanzibar, duiker-de-ader / Aders’s
Duiker / Céphalophe d’Ader
● C. brookei (Thomas, 1903) – duiker-de-brooke / Brooke’s Duike / Céphalophe
de Brooke
● C. callipygus (Peters, 1876) – duiker-do-gabão, duiker-de-peters
/ Peters’s Duiker / Céphalophe de Peter
● C. dorsalis (Gray, 1846) – duiker-da-baía / Bay Duiker / Céphalophe
à Bande Dorsale
● C. harveyi (Thomas, 1893) – duiker-de-havey / Harvey’s Duiker / Cefalofo
di Harvey, Cefalofo Rosso
● C. jentinki (Thomas, 1892) – duiker-de-jentink / Jentink’s Duiker,
Yellow-backed Duiker / Céphalophe de Jentink
● C. leucogaster (Gray, 1873) – duiker-de-ventre-branco / White-bellied
Duiker / Céphalophe à Ventre Blanc
● C. natalensis (A. Smith, 1834) – duiker-vermelho-de-natal / Red Forest
Duiker, Natal Duiker, Red Duiker / Céphalophe du Natal (aparece em selo da Gâmbia
com acácia)
● C. niger (Gray, 1846) – duiker-negro / Black Duiker / Céphalophe
Noir (desapareceu das Reservas de Kalakpa e de Shai Hill, no centro e no sul
de Gana)
● C. nigrifrons (Gray, 1871) – duiker-de-testa-preta / Black-fronted
Duiker / Céphalophe à Front Noir
● C. ogilbyi (Waterhouse, 1838) – duiker-de-olgiby / Ogilby’s Duiker
/ Céphalophe d’Ogilby
● C. rubidis (Thomas, 1901) – duiker-de-ruwenzori / Ruwenzori Duiker,
Ruwenzori Red Duiker / Cefalofo del Ruwenzori
● C. rufilatus (Gray, 1846) – duiker-de-flanco-vermelho / Red-flanked
Duiker / Céphalophe à Flancs Roux
● C. silvicultor (Afzelius, 1815) – duiker-de-dorso-amarelo / Yellow-backed
Duiker / Céphalophe à Dos Jaune (Zâmbia)
● C. spadix (True, 1890) – duiker-abade, duiker-de-abbott / Abbot’s
Duiker / Céphalophe d’Abbott (vivem apenas na região do Kilimanjaro)
● C. weynsi (Thomas, 1901) – duiker-de-weyns / Weyns’s Duiker / Céphalophe
de Weyns
● C. zebra (Gray, 1838) – duiker-zebrado, duiker-listrado / Zebra Duiker
/ Céphalophe-zèbre
As fotografias mostram duas das principais espécies, respectivamente: C. niger e C. rufilatus.
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GÊNERO: Philantomba (Blyth, 1840)
● P. maxwellii (Hamilton-Smith, 1827), sinônimo: Cephalophus maxwellii
– duiker-de-maxwell / Maxwell’s Duiker / Céphalophe de Maxwell (pequeno antílope
encontrado do Senegal e Gâmbia ao sudoeste da Nigéria). Duas subespécies são
descritas: P. m. danei (Hinton, 1920) e P. m. maxwellii (Hamilton-Smith,
1827).
● P. monticola (Thunberg, 1789), sinônimo: Cephalophus monticola
– duiker-azul / Blue Duiker / Céphalophe bleu (florestas da África Central e
do Sul)
GÊNERO: Sylvicapra (Ogilby, 1837)
● S. grimmia (Linnaeus, 1758) – duiker-comum, duiqueiro-de-grimm /
Gray Duiker, Common Duiker, Gray, Bush Duiker / Céphalophe de Grimm (pequeno
antílope distrbuído pela África Subsaariana)
VII – Subfamília: Hippotraginae (Brooke, 1876)
GÊNERO: Addax (Rafinesque, 1815)
● A. nasomaculatus (Blainville, 1816) – adax / Addax (outrora
espalhado pelas regiões desérticas no norte da África, do oceano Atlântico ao
rio Nilo; aparece em selo do Sudão,
por exemplo, e em selo do Níger).
Nota: Brasília.
GÊNERO: Hippotragus spp. (Harris, 1838) – palancas
● H. equinus (Desmarest, 1804) – palanca-vermelha, antílope-ruão (cavalo) / Roan Antelope, Hippotrague (exceto na região norte da África, pode ser encontrada no Parque Zakouma do Chade, no Parque Niokolo-Koba e no 1º selo do Senegal, por exemplo, em parques de Angola e da Zâmbia)
● H. leucophaeus † (Pallas, 1766) – palanca-azul, antílope-azul / Bluebuck, Blue Buck, Blue Antelope, Blaubok (viveu no sul da África e foi extinto no século XIX devido à caça por sua pele e carne, movida pelos colonos europeus britânicos e holandeses)
● H. niger (Harris, 1838) – palanca-negra
(mostrada no card abaixo) / Sable Antelope (África Oriental e Austral, sul do
Quênia, Namíbia, Zâmbia,
Zimbábue)
• H. n. kirkii – palanca-negra-zambiana / Zambian Sable Antelope (classificada
como vulnerável, Zâmbia Ocidental e centro de Angola)
• H. n. niger – palanca-negra-nigeriana? (considerado de baixo risco
de conservação)
• H. n. roosevelti – palanca-negra-de-roosevelt / Roosevelt Sable Antelope
(Quênia, Tanzânia, possivelmente em Moçambique)
• H. n. variani (Varian, 1916) – palanca-negra-gigante,
pala-pala ou palave / Giant Sable Antelope (endêmica de Angola; criticamente
ameaçada) – Animal-símbolo
de Angola, cuja Província
de Malanje é a terra deste animal!
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GÊNERO: Oryx spp. (Blainville, 1816) – órixes – Órix é a designação comum para três grandes antílopes do gênero Oryx encontrados nas planícies áridas e desertos da África e da Ásia; muito fortes e pesados, de pelo curto cinzento ou amarronzado, chifres longos e quase retos, presentes nos dois sexos.
● O. beisa (Rüppell, 1835) – órix-beisa, órix-do-leste-da-áfrica /
East African Oryx / Oryx Beïsa, Oryx d’Afrique de l’Est
• O. b. beisa – órix-beisa, órix-oriental / East African Oryx
• O. b. calliotis – órix-de-franja-orelhudo? / Fringe-eared Oryx
As maiores populações ocorrem em parques da Etiópia, Quênia e Tanzânia. A espécie O. beisa habita o leste da África e é estreitamente relacionado com a O. gazella que habita o sul da África. Ambas são consideradas ameaçadas de extinção. A classificação destes dois animais varia entre os especialistas... Um sistema tem a O. gazella como uma espécie e a O. beisa como outra, com duas subespécies (como está nesta página). O outro sistema tem a espécie O. gazella com três subespécies: O. g. gazella, O. g. beisa, e O. g. calliotis. Provavelmente devem ser considerados sinônimos...
● O. dammah (Cretzschmar, 1827) – órix-dama, órix-cimitarra / Scimitar Oryx, Scimitar-horned Oryx / Oryx algazelle, Oryx de Libye
Espécie nativa do norte de África, hoje, possivelmente está extinta na natureza. No entanto, há relatos não confirmados de populações no Níger e Chade central, e uma população que habita uma reserva natural cercada na Tunísia...
● O. gazella (Linnaeus, 1758) – órix-gazela, órix-austral, órix-sul-africano, guelengue (Angola), guelengue-do-deserto / Gemsbok, Gemsbuck / Oryx Gazelle / Órice de El Cabo (África Oriental e Austral, Namíbia) Animal-símbolo da Namíbia!
● O. leucoryx (Pallas, 1766) – órix-árabe, órix-branco, órix-da-arábia / Arabian Oryx, White Oryx / Oryx d’Arabie, Oryx Blanc
Do grego orux que significa gazela ou antílope e leukos branco. É a menor espécie, tornou-se extinta na natureza em 1972, na Península Arábica – historicamente seu habitat natural. Foi reintroduzida em 1982, em Omã (Santuário do Órix-árabe), mas a caça furtiva reduziu seus números. Uma das maiores populações do órix-árabe existe na Sir Bani Yas Island, nos Emirados Árabes Unidos. Outras populações foram reintroduzidas no Qatar, Bahrein, Israel, Jordânia e Arábia Saudita, com uma população total em estado selvagem de cerca de 900 indivíduos (2003). Cerca de 600 estão em cativeiro.
VIII – Subfamília: Peleinae (Gray, 1872)
GÊNERO: Pelea (Gray, 1851) – Nota: Às vezes é classificado na subfamília
(seguinte) Reduncinae.
● P. capreolus (Forster, 1790) – rhebok, cervo-cabra / Grey Rhebok,
Grey Rhebuck / Péléa (endêmico da África do Sul, Zimbábue, Lesoto e Suazilândia)
IX – Subfamília: Reduncinae (Meyer, 1907)
GÊNERO: Kobus spp. (A. Smith, 1840) – cobos / Waterbuck (com 6 espécies como cob, lechwe, puku, cobo-defassa)
GÊNERO: Redunca spp. (Hamilton-Smith, 1827) / Reedbuck
● R. arundinum (Boddaert, 1785) – cobo-grande-dos-juncais / Southern
or Common Reedbuck / Grand Cobe des Roseaux (África do Sul, Angola, Zâmbia)
● R. fulvorufula (Afzelius, 1815) – cobo-da-montanha / Mountain
Reedbuck / Cobe de Montagne (Tanzânia)
● R. redunca (Pallas, 1767) – cobo-dos-juncais / Bohor, Bohar Reedbuck
/ Cobe des Roseaux / Tohe (em suaíle) / Chango (em Angola)
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Última atualização: 27/08/2011. |