This page is part of © GIRAFAMANIA website / Esta página é parte do site GIRAFAMANIA

X – A RODA DA FORTUNA

Colocada à beira de um precipício, esta carta representa o eterno movimento da vida e do destino no Tarô, o mundo da ilusão e da mudança, ascensão e queda, o bem e o mal.

As três figuras animalescas representam: o da direita, a infância, o passado, o Hermanubis (espírito de Deus), o bem, as forças construtivas, tentando atingir o ponto mais elevado da roda; o da esquerda, a velhice, o futuro, o Tifão (espírito do mal) “parece estar caindo nas profundezas”; e em cima a figura coroada e alada, representando o homem que conseguiu sucesso, a maturidade, o presente, aquele que controla o equilíbrio da roda e que está pronto para usar a espada.

A roda gira como uma dispensadora de alegrias e tristezas, de vida e de morte, do bem e do mal, significando que nos elementos da vida existem o negativo e o positivo.

Numa consulta a carta é uma influência fatídica e irreversível, mas o seu curso não poderá ser conhecida com antecedência. Como o carro, este arcano é uma força superior que desencadeará acontecimentos inevitáveis na vida do consulente, embora seus efeitos não se façam sentir de imediato.

Apesar de neutra a primeira vista, esta carta deve ser recebida com muito otimismo, pois, num sentido mais amplo, ela significa que a alternância da sorte será positiva para todos os planos e aspirações do consulente.

O círculo representa a necessidade de as forças malignas se apossarem do ser humano a fim de, neste, se auto purificarem. Rege a Cabala Adão e Eva – procriação, reajuste, rege o Sabat que é o ritual do hebraico e a árvore da vida.

Planeta: Saturno. Dia da semana: Sábado. Signo: Virgem. Elemento: Fogo. Divindade: A Esfinge – que significa a elevação dos humildes e a queda dos orgulhosos, ela perguntava para os passantes: qual o animal que de manhã tem quatro pés, ao meio dia tem dois e três ao entardecer? As três pacas (donas do tempo). Representa Euá, que é a dona da adivinhação, também da beleza e imponência. Vela: branca ou amarela. Santo católico: Santa Luzia.

Em pá – Destino, mudança, ascensão, supremacia, iniciativa, êxito, fortuna, progresso, inevitabilidade, término de um problema, acontecimento afortunado, carta neutra e carmática, enigma, relacionamentos com altos e baixos, sexualidade, bom para amizades, negócios e dinheiro. Você faz da roda um carma ou um darma, é a ação e reação, você faz você paga, o que você manda você recebe, não tenha pressa, tenha paciência para resolver. Quer dizer que o mundo gira e que as coisas mudam, o que hoje parece ser uma coisa, amanhã pode ser outra. Representa mudança, ou aponta para um sucesso inesperado. Você vive passando por períodos instáveis, difíceis, mas que lhe trazem ensinamentos. Pare de querer ser o primeiro em tudo, dê mais valor à humildade.

Invertida – Fracasso, má sorte, inconstância, interrupção, período de instabilidade, falsidade, ilusão, ruim para o amor, sentimentos, relacionamentos com altos e baixos, doenças, pressão, circulação, reumatismo, artrite – pois segura e controla muito a emoção.

LETRA HEBRAICA – IOD, YOD ou IUD – Símbolo do mistério da lei da compensação. Conhecer as leis do movimento perpétuo e poder demonstrar a quadratura do círculo. “A Cabala”.

O Sephiroth do Nada, no número dos dez dedos, cinco opõe-se a cinco, com uma aliança singular, precisamente no meio, na circuncisão da língua e na circuncisão do membro. A década saída do nada é análoga à dos dez dedos do corpo humano, cinco paralelos a cinco, no centro dos quais está a aliança com o Único, pela palavra da língua e rito de Abraão. A criação diz-se, foi realizada pelos dedos de Deus, e está escrito: “Quando eu vejo Teus céus, o trabalho de Teus dedos”... As dez numerações decimais e o Sephiroth, são análogos aos dedos das mãos do homem. Iud a primeira letra do Tetragramaton, que representa o Pai, tem valor numérico 10.

Cada mão, YaD em hebráico, possui quatorze ossos, valor numérico de YaD. Cinco opõem-se a cinco: Brit Yachid ou Brit Yichud – uma “aliança unificante” – Brit é aliança como em Lurot ha-Brit (as tábuas da aliança) de Moshe. Dez Sephiroth do Nada, dez e e não nove, dez e não onze, Entenda com Sabedoria, Seja sábio com Entendimento, Examine com elas e teste com elas, Faça (cada) coisa firmar-se em sua essência, e faça o Criador sentar em Sua base. Dez são os números saídos do nada, e não o número nove, dez e não onze. Compreenda esta grande sabedoria, entenda este conhecimento, investigue-o e pondere a seu respeito, torne-o evidente e reconduza o Criador ao seu trono.

A mais alta faculdade do homem é o Desejo, que corresponde a primeira Sephirah – Kether (Coroa). Dizemos que Deus é puro desejo, puro amor, puro conhecimento... Na verdade estas qualidades são representadas no Sephiroth, inferior a Deus, pois faz parte de sua criação, Deus coloca-se acima do Sephirorth, que não é nove, pois Kheter não representa Deus, e também não é onze, pois não inclui Deus. Deus pertence a uma categoria totalmente diversa do Sephiroth, e sua essência não pode ser descrita por nenhuma palavra, e portanto não podemos descrevê-lo.

Entendimento (Binah) envolve pensamento verbal, enquanto Sabedoria (Chochmah) representa o pensamento não verbal puro.

A sabedoria está associada ao hemisfério não verbal direito do cérebro, enquanto que o hemisfério verbal, esquerdo, está associado ao entendimento e a inteligência. Experimentar pensamentos não verbais é uma experiência difícil de se atingir, diversas técnicas de meditações e mantras são utilizados para indução destes estados. É por isso que o Cabalista diz que a Sabedoria só pode ser experimentada vestida de entendimento. É nesse ponto que o Sepher Yetzirah inicia a explicação de como entender/utilizar as Dez Sephiroth do Nada... Entenda com Sabedoria e seja sábio com Entendimento.

AXIOMA – “Custoso é saber o que compras com a experiência e mais custoso ainda é saber o que falta para comprar...”

Entrada principal !
Última atualização: 08/10/2010.
volta ao topo

ERMITÃO TARÔ
FORÇA