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HEFESTO – VULCANO

Hefesto (nome grego) – Vulcano (nome romano)

HEFESTO – DEUS DAS FORJAS

Hephaestus ou Hefaísto, deus do fogo e dos artífices, foi expulso do Olimpo por sua mãe Hera, segundo a lenda, desgostosa de que ele fosse coxo...

Das suas forjas saíam muitas maravilhas, inclusive a primeira mulher mortal, Pandora, em quem os deuses infundiram vida. No Olimpo, construiu para si um magnífico e brilhante palácio de bronze, equipado com muitos servos mecânicos.

Atenas, cidade que dava valor ao artesanato, estimava-o.

VULCANO

Artesão; cair na real; estudo; planejamento; sublimação; habilidade; destreza; detalhamento; rejeição da família; complexos – nós a serem trabalhados; onde usarmos a prestabilidade e a humildade, conseguiremos habilidade.

HEFESTO, O WORKAHOLIC OLÍMPICO

A palavra inglesa workaholic significa literalmente viciado em trabalho. Designa um indivíduo que praticamente ocupa de maneira compulsiva todos os espaços de seu tempo em função de uma ou mais atividades profissionais.

Os workaholics não surgiram em consequência de um mundo moderno que parece valorizar somente a produtividade. Provavelmente sempre existiram, pois as causas de tal comportamento podem ser inúmeras.

Alguns tópicos devem ser levados em consideração tais como a questão da sobrevivência (tanto física como psicológica) e o fato de se fazer o que gosta.

Mas que parece ser o lugar – comum é uma necessidade de preencher a mente, evitando com isso ficar a sós com os próprios pensamentos, ou melhor, evitando entrar em contato com sigo mesmo. Dessa forma, o indivíduo arranja um álibi para não se defrontar com as suas deficiências.

Outro forte motivo é a busca da perfeição. Esse procedimento pode ser comparado a um processo alquímico onde a obsessão pelos detalhes, no que diz respeito ao trabalho executado, acaba por transformar em ouro o chumbo interior.

Na mitologia grega existe uma divindade (que na realidade é um arquétipo) que abrange todas essas possibilidades: Hefesto, o “deus ferreiro”.

Algo de sua natureza pode ser captado a partir do significado do Teônimo: aph = água, aistos = acender, por em fogo: donde se conclui que o deus é “o que incendeia a água”.

De acordo com o mito, ao se meter numa briga entre seus pais Hera e Zeus, foi por esse motivo lançado para fora do Olimpo, indo se esborrachar na ilha de Lemnos, fato responsável por sua condição de manco e caolho.

Uma outra versão conta que Hera, com ciúme do fato de Palas Atena ter nascido das meninges de Zeus sem a sua participação, gerou Hefesto sozinha.

O menino, no entanto, veio ao mundo coxo e aleijado e, por esse motivo, foi atirado pela mãe do alto do sagrado habitat dos deuses.

Depois de um dia inteiro, o deus ferreiro caiu no mar, sendo em seguida recolhido pela Mereida Tétis, que se tornou então sua mãe de criação.

Após um período de iniciação que durou 9 anos em uma gruta submarina, onde aprendeu os ofícios de ferreiro e artesão, Hefesto começou a criar engenho e verdadeiras obras de arte que encantavam a todos.

Habilidoso, nenhum detalhe escapava aos seus olhos críticos e analíticos, fazendo questão de agradar todos aqueles que requisitavam seus serviços (qualidades típicas virginianas).

Dessa maneira sentia-se útil, fato que compensava de alguma forma a sua feiura e o seu complexo de rejeição.

Hefesto, a mando de Zeus, usando o barro como matéria prima, forjou Pandora, a primeira mulher, animando-a logo em seguida com o seu sopro divino.

Antes havia prendido o Titã Prometeu a uma rocha com grilhões de ferro, fato que atesta o seu epíteto de “deus dos nós”, aquele que tem o poder de atar e desatar.

Mostrou sua gratidão atendendo ao pedido de Tétis (sua mãe de criação) para que forja-se uma nova armadura para o seu filho Aquiles, que resolveu retornar ao combate contra os troianos em função da morte de seu grande amigo Pátroclo (o herói se afastou das batalhas por ter sido ofendido em sua timé, ou seja, sua honra, por Agamêmnon).

Hefesto provou ser corajoso nos campos de batalha: na guerra de Troia, lutando ao lado dos Aqueus, afastou o deus – rio Escamandro com seu hálito ígneo quando o mesmo, indignado com os cadáveres que boiavam no seu leito (em sua maioria mortos por Aquiles), tentava afogar o herói.

Na Gigantomaquia, matou o gigante Clício, golpeando-o com barras de ferro em brasa.

Trabalhador incansável, vivia metido em sua oficina, no monte Etna, fabricando armas, joias e os temíveis raios de Zeus, função adquirida depois da morte dos Ciclopes.

Como pode ser constatado, a divindade simplesmente não para. Está sempre fazendo alguma coisa. Por esse motivo, Hefesto quase nunca voltava para casa.

Consequentemente, Afrodite, sua esposa, sentindo-se solitária, logo arranjou um passa tempo: Ares, o deus da guerra. Desconfiado, segundo uma variante, preparou o seu leito com uma rede invisível e inquebrável, e acabou apanhando sua mulher e o amante em flagrante.

Chamados logo em seguida para presenciar a débil cena, os deuses explodiram em gargalhadas, que ecoaram por todo o Olimpo.

O deus ferreiro, no mito, comete um dos maiores pecados que um workholic, com toda a sua dedicação, pode vir a cometer: canalizando por completo a sua energia para uma determinada área da vida, descuida-se das demais, causando um desequilíbrio que, mais tempo, menos tempo, irá provocar algum tipo de ruptura.

Assim como a vida imita a arte, imita também o mito, num moroso e infindável ciclo de repetições. Da mesma forma que o fogo aquece a água, trazendo tudo o que está no fundo do recipiente para a tona, o workholic precisa, de vez em quando, parar e sondar o seu interior.

Fugir da sombra, com toda a certeza, nunca é a melhor solução. Faz-se necessária uma auto-análise onde a busca pelos detalhes ao invés de ser projetada para fora, deve ser vivênciada interiormente.

Essa é a verdadeira alquimia, a verdadeira essência de virgem e da sexta casa, os cadinhos (xícaras sem asa de porcelana grossa) do zodíaco.

Conduzido por Hermes – Mercúrio psicopompo (condutor de almas), o indivíduo então atinge o seu mais profundo e obscuro santuário. Só depois do confronto consigo mesmo, uma espécie de morte simbólica, é que a luz pode ser incorporada.

Após transpor a linha do horizonte e penetrar no hemisfério norte, ou seja, no signo de libra ou na sétima casa, o workholic então poderá desposar sua Afrodite, transformando-se num verdadeiro guerreiro, renascido e com uma nova maneira de administrar sua energia e encarar a existência.

GIRAFAMANIA
Última atualização: 27/08/2011.
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