HISTÓRIA DA ESCRITA I

O primeiro selo mostra hieróglifos de um livro egípcio. Aqui, os símbolos pictográficos foram organizados de cima para baixo. Embora, antigos egípcios também escreviam da direita para esquerda ou vice-versa.

O selo mostra somente uma pequena parte do Livro da Morte, o qual pertence ao Museu Britânico de Londres e é considerado o mais belo exemplar do tipo.

O título original é “Per-em-hru”, grosseiramente traduzido como “O Livro sobre a Manifestação da Alma” – “The Book on the Manifestation of the Soul”.

Em 190 capítulos, o papirus dá uma descrição detalhada sobre o culto da morte. Ao fundo do selo, vê-se a parede pintada da tumba da necrópole de Theban, criada em 1361 antes de Cristo.


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Hieróglifo é um ideograma figurativo que constitui a notação de certas escritas analíticas, como por exemplo e sobretudo a egípcia.

Ilustrações egípcias...

Abaixo (lado esquerdo), um dos selos de uma série de seis sobre a “História da Escrita”, emitida pela França, em 1998. Do lado direito, também um dos selos (Scott: 66) da série: “História da Escrita”, emitida por Venda (um território da África do Sul).

There are three “cartouches”, the oval which contains a king’s name. The left cartouche is Neb-kheperu-Re, the throne name of Tut-ankh-amun, which is the content of the middle cartouche. The right cartouche is Ankh-Hesen-Amun, Tut’s wife, and possibly his sister, or at least his step-sister.

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Rashid – Roseta

No porto do delta do rio Nilo (Egito), próximo de Alexandria, em Agosto de 1799, é onde foi encontrada a famosa pedra com a qual o pesquisador francês decifrou o significado dos hieróglifos, em 1822.

Por muitos séculos, os coloridos hieróglifos, que foram grafados nas construções dos templos dos faraós, intrigaram diferentes povos que estiveram no Egito... Era claro que se tratava de um alfabeto, mas não havia pistas para decifrá-lo...

Um capitão do exército de Napoleão, chamado Bourchard, comandava soldados que cavavam uma trincheira, onde encontraram na cidade de Rashid (Roseta), quase às margens do Mediterrâneo, uma estranha pedra com símbolos diversos.

Era um bloco de basalto (3½ foot long, ou 125 x 80cm, peça de granito) com três inscrições, sendo uma em hieróglifo e as outras em demótico e em grego antigo.

Decifrado pelo oftalmologista britânico Thomas Young e traduzido por Jean François Champollion (1790-1832), usando as incrições gregas como base. A pedra foi datada de março de 196 antes de Cristo.

Abaixo (lado esquerdo), selo aéreo do Egito, emitido em 1999, em comemoração ao bicentenário da descoberta da pedra de Roseta (Scott: C238). Do lado direito, emitido em 28/06/1999, com valor facial de 3 francos, o selo da França presta homenagem a Champollion (Scott: 2718); parece que o carimbo de Primeiro Dia é de Figeac (Lot), em 26/06/1999.

O grego era fácil de traduzir e revelou que se tratava de um decreto em honra do rei Ptolomeu (talvez Ptolomeu V, Epiphanes, 205-180). Ao mesmo tempo, a pedra indicava expressamente que os dois textos egípcios tinham o mesmo significado.

Enviada mais tarde à Europa, ela foi estudada por Jean-François Champollion que, comparando os hieróglifos com as inscrições em grego e egípcio demótico contidas na pedra, conseguiu decifrar o enigma, pois, se os hieróglifos eram capazes de representar uma palavra estrangeira (Ptolomeu, um nome grego), não podia tratar-se simplesmente de símbolos de objetos: cada um representava um som.

Descobriu-se nesta pedra as numerosas menções o nome de Ptolomeu. Champollion reconhece esse mesmo nome em um obelisco na ilha de File. Com base no nome Ptolomeu, ele conseguiu ler outros nomes e descobrir o sentido de todos os signos, abrindo a porta para a moderna egiptologia.

Abaixo (lado esquerdo), selo emitido por Mônaco em 1990 (Scott: 1733). Do lado direito (acima), selo aéreo do Egito, emitido em 1972, em comemoração ao sesquicentenário da descoberta da pedra de Roseta (Scott: C153).

Do lado direito (abaixo), com carimbos de Primeiro Dia de Figeac (Lot) e Paris, em 14/10/1972, o selo da França foi colocado à venda no dia 16/10/1972 e retirado de circulação em 6/07/1973. Com valor facial de 0,90 francos, o selo mostra a frase: “Ton édifice est durable comme le ciel” e marca o ano em que foi decifrado o significado dos hieróglifos, em 1822, por Jean-François Champollion.


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Quando morreu, em 1832, Champollion já conseguira decifrar grande número de inscrições e textos escritos em papiros.

Graças a esse único homem, as “palavras dos deuses”, segredo outrora bem guardado pela casta dos escribas, foram reveladas ao mundo...

A pedra está preservada, atualmente, no Museu Britânico (British Museum), em Londres.


Nota: O que será que está grafado nessa pedra? Você tem o seu conteúdo para agregar aqui, nesta página?
Sei que se trata de uma homenagem a um dos reis da Dinastia dos Ptolomeus... Como a pedra foi datada de 196 a.C. e, analisando a sucessão dos “Ptolomeus”, penso que tal homenagem foi ao rei Ptolomeu V - Epiphanes (205-180)... Entretanto, continuo sem saber o que está escrito na pedra...

Outras emissões:
República Centro-Africana 2002 - Scott: ? Jean-François Champollion, com a pedra de Roseta. Valor facial de 815F.

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Última atualização: 01/07/2008.
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HISTÓRIA DA ESCRITA
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