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HISTÓRIA DA ARTE ROMANA

A arte romana sofreu duas fortes influências: a da arte etrusca popular e voltada para a expressão da realidade vivida, e a da greco-helenística, orientada para a expressão de um ideal de beleza.

Um dos legados culturais mais importantes que os etruscos deixaram aos romanos foi o uso do arco e da abóbada nas construções. Nota: Alexandria.

Mitologia romana – loba romana amamentando Romulo e Remo...

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Sistema Monetário Romano

O sistema monetário romano incluía o Denário (denarius, em latim, plural denarii), uma pequena moeda de prata que era a de maior circulação no Império Romano.

Embora seja difícil comparar valores monetários antigos com os atuais, é geralmente aceito que no fim da República e no início do Principado o Denário correspondia ao salário diário de um trabalhador.

Com um denário era possível comprar em torno de 8 quilos de pão, ou seja, 32 reais em valores de hoje, atualmente o salário médio do trabalhador brasileiro é de 45 reais ao dia (2005).

O Denário foi cunhado pela primeira vez em 211 antes de Cristo, durante a República, e valia 10 asses, daí o seu nome, que significa “que contém dez” em latim e em português.

Em torno de 141 a.C., foi reavaliado para 16 asses, devido à diminuição do tamanho do asse. O denário continuou a ser a principal moeda em circulação no Império até sua substituição pelo antoniniano, em meados do século III d.C.

O conteúdo de prata do Denário flutuou com o tempo, a depender das circunstâncias políticas e econômicas, tendo sido reduzido paulatinamente. Um áureo (moeda de ouro) valia 25 denários.

Mesmo após a sua extinção, o Denário continuou a servir de unidade de conta no Império Romano.

Posteriormente, diversos países adotaram o termo “denário” (ou uma variação) para designar as suas moedas nacionais, como o denier francês e o dinar (دينار) usado em países árabes.

A própria palavra dinheiro, em português (e diñero, em espanhol), vem do latim denarius.

Hoje, o Dinar é a moeda nacional de vários países, a maioria deles árabes, como Argélia, Barein, Iraque, Jordânia, Kuwait, Líbia, Macedônia, Sérvia, Sudão e Tunísia.
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Arquitetura romana

As características gerais da arquitetura romana são: busca do útil imediato, senso de realismo; grandeza material, realçando a ideia de força; energia e sentimento; predomínio do caráter sobre a beleza; originais: urbanismo, vias de comunicação, anfiteatro, termas.

As construções eram de seis espécies, de acordo com as funções:

1 – Religião: Pouco se conhece sobre os seus Templos. Os mais conhecidos são o templo de Júpiter Stater, o de Saturno, o da Concórdia e o de César.

O Panteão, construído em Roma durante o reinado do Imperador Adriano foi planejado para reunir a grande variedade de deuses existentes em todo o Império, esse templo romano, com sua planta circular fechada por uma cúpula, cria um local isolado do exterior onde o povo se reunia para o culto.

O selo emitido em 1974 (abaixo), mostra as Ruínas de um Templo Romano, na cidade de Évora, AlentejoPortugal.

2 – Comércio e civismo: A princípio destinada a operações comerciais e a atos judiciários, a Basílica servia para reuniões da bolsa, para tribunal e leitura de editos. Mais tarde, já com o Cristianismo, passou a designar uma igreja com certos privilégios. A basílica apresenta uma característica inconfundível: a planta retangular (de quatro a cinco mil metros) dividida em várias colunatas. Para citar uma, a basílica Julia, iniciada no governo de Júlio César, foi concluída no Império de Otávio Augusto.

3 – Higiene: As Termas eram constituídas de ginásio, piscina, pórticos e jardins, as termas eram o centro social de Roma. As mais famosas são as termas de Caracala que, além de casas de banho, eram centro de reuniões sociais e esportes. Exemplo: Termas de Cluny, da época galo-romana em Paris, França.

4 – Divertimentos:

5 – Monumentos decorativos: Arco de Triunfo é um pórtico monumental feito em homenagem aos imperadores e generais vitoriosos. O mais famoso deles é o Arco de Tito, todo em mármore, construído no Forum Romano para comemorar a tomada de Jerusalém. Coluna Triunfal: a mais famosa é a coluna de Trajano, com seu característico friso em espiral que possui a narrativa histórica dos feitos do Imperador em baixos-relevos no fuste. Foi erguida por ordem do Senado para comemorar a vitória de Trajano sobre os dácios e os partos.

6 – Moradia: As casas eram construídas ao redor de um pátio chamada Átrio.

Selo da Espanha emitido em 1974: Estátua da Cabeça de Trajano – Império Romano.

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Pintura romana

O Mosaico foi muito utilizado na decoração dos muros e pisos da arquitetura em geral. A maior parte das pinturas romanas que conhecemos hoje provém das cidades de Pompeia e Herculano, que foram soterradas pela erupção do Vesúvio em 79 antes de Cristo.

Os estudiosos da pintura existente em Pompeia classificam a decoração das paredes internas dos edifícios em quatro estilos:

Primeiro estilo: Recobrir as paredes de uma sala com uma camada de gesso pintado; que dava impressão de placas de mármore.

Segundo estilo: Os artistas começaram então a pintar painéis que criavam a ilusão de janelas abertas por onde eram vistas paisagens com animais, aves e pessoas, formando um grande mural.

Terceiro estilo: Representações fiéis da realidade e valorizou a delicadeza dos pequenos detalhes.

Quarto estilo: Um painel de fundo vermelho, tendo ao centro uma pintura, geralmente cópia de obra grega, imitando um cenário teatral. Por exemplo: ?

Nota: Selo de Mali 1974 – Scott: C211/C213. Mosaics from Pompeii: 250fr Alexander the great in battle (Mosaic from Pompei) 250f imperf from limited printing.

Escultura romana

Os romanos eram grandes admiradores da arte grega, mas por temperamento, eram muito diferentes dos gregos. Por serem realistas e práticos, suas esculturas são uma representação fiel das pessoas e não a de um ideal de beleza humana, como fizeram os gregos. Retratavam os imperadores e os homens da sociedade. Mais realista que idealista, a estatuária romana teve seu maior êxito nos retratos.

Com a invasão dos bárbaros as preocupações com as artes diminuíram e poucos monumentos foram realizados pelo Estado. Era o começo da decadência do Império Romano que, no século V – precisamente no ano de 476 – perde o domínio do seu vasto território do Ocidente para os invasores germânicos.

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Última atualização: 15/02/2011.
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