This page is part of © GIRAFAMANIA website / Esta página é parte do sítio GIRAFAMANIA

HISTÓRIA DA ARTE RENASCENTISTA

RENASCIMENTO E MANEIRISMO

O Renascimento foi uma época ou movimento de renovação das artes e ciências europeias, entre os séculos XIV a XVI, marcado pela valorização da Antiguidade Clássica.

O Renascimento Italiano se espalha pela Europa, trazendo novos artistas que nacionalizaram as ideias italianas... Em ordem alfabética, os principais pintores foram:

  • Albrecht Altdorfer, alemão (1480-1538)
  • Albrecht Dürer (1471-1528)
  • Andrea del Verrocchio (1435-1488, pintor e escultor)
  • Andrea Mantegna (1431-1506, pintor e escultor)
  • Antonello da Messina
  • Benoso Gozzoli
  • Bernardino Luini
  • Carlo Crivelli
  • Corregio
  • Cosimo Tura
  • Dirk Bouts
  • El Greco (1541-1614)
  • Família Vivarini
  • Filippino Lippi (1457-1504)
  • Francesco Bacchiacca (1494-1557)
  • Gérard David
  • Giorgione (1477-1510, pintor)* (As Dez Mais)
  • Giorgio Vasari (1511-1574)
  • Giovanni Bellini (1430-1516, pintor)
  • Grünewald (1470c.-1528) (As Dez Mais)
  • Hans Holbein
  • Hans Memling

RENASCIMENTO CULTURAL ou RENASCENTISMO

O termo Renascimento é comumente aplicado à civilização europeia que se desenvolveu entre 1300 e 1650, sobretudo no século XVI. Além de reviver a antiga cultura greco-romana, ocorreram nesse período muitos progressos e incontáveis realizações no campo das artes, da literatura e das ciências, que superaram a herança clássica.

O ideal do humanismo foi sem duvida o móvel desse progresso e tornou-se o próprio espírito do Renascimento. Num sentido amplo, esse ideal pode ser entendido como a valorização do homem (Humanismo) e da natureza, em oposição ao divino e ao sobrenatural, conceitos que haviam impregnado a cultura da Idade Média.

Ou seja, a partir do Renascimento, o ser humano passou a ser o grande foco das preocupações da vida e do imaginário dos artistas. O retrato, por exemplo, tornou-se um dos gêneros mais populares da pintura, utilizado, na ausência da fotografia, para o registro de pessoas e famílias nobres e burguesas.

Dentro desse universo de figurações, o autorretrato se estabelece como um sub-gênero repleto de peculiaridades. Nele, o artista se retrata e se expressa, numa tentativa de leitura e transmissão de suas características físicas e sua interioridade emocional.

Ali também, na maneira como utiliza cores e pinceladas, no modo como desenha suas próprias formas e lhes atribui volumes e texturas, o artista constrói seus próprios comentários sobre a natureza e os atributos da arte.

Características gerais: Racionalidade; Dignidade do Ser Humano; Rigor Científico; Ideal Humanista; Reutilização das artes greco-romana.


Principais características da Pintura Renascentista:

– Perspectiva: arte de figura, no desenho ou pintura, as diversas distâncias e proporções que têm entre si os objetos vistos à distância, segundo os princípios da matemática e da geometria.

– Uso do claro-escuro: pintar algumas áreas iluminadas e outras na sombra, esse jogo de contrastes reforça a sugestão de volume dos corpos.

– Realismo: o artistas do Renascimento não vê mais o homem como simples observador do mundo que expressa a grandeza de Deus, mas como a expressão mais grandiosa do próprio Deus. E o mundo é pensado como uma realidade a ser compreendida cientificamente, e não apenas admirada.

– Inicia-se o uso da tela e da tinta à óleo.

Outra característica da arte do Renascimento, em especial da pintura, foi o surgimento de artistas com um estilo pessoal, diferente dos demais, já que o período é marcado pelo ideal de liberdade e, consequentemente, pelo individualismo.


GIORGIONE (1477-1510)

Conhecido também por G. Barbarelli ou Giorgio da Castelfranco, Giorgione foi o iniciador da escola veneziana. Influenciado por seu mestre Giovanni Bellini, abandonou a rigidez geométrica do Renascimento à qual antepôs a suave modelagem e a difusão dos contornos na luz.

Também se preocupou em revalorizar a simbologia da paisagem como expressão de estados de ânimo. Os dados biográficos de Giorgione são bastante confusos, e infelizmente são poucas as obras que trazem assinatura, o que torna extremamente difícil sua identificação.

Isso contribuiu para a formação, entre os críticos, de duas correntes históricas opostas: a Expansionista, que pretende declarar como pertencentes ao pintor todas as obras que estejam de acordo com o essencial de seu estilo, e a Restritiva, que limita o número de quadros aos assinados.

É improvável que essas teorias entrem em acordo quanto à totalidade da produção de Giorgione. No entanto, o pintor realmente deixou claro para a posteridade que o belíssimo quadro “A Tempestade” é obra de seu genial pincel.

Veja “A Tempestade”, obra pintada em 1505, na página: As Dez Mais! Há também a famosa obra “Vênus Dormindo” pintada em 1510...

“A Velha” – Giorgione, Veneza – Itália...

volta ao topo

METSYS

“O casamento desigual”, obra de Metsys que compõe o acervo do MASP, São Paulo.

volta ao topo

TINTORETTO (1518-1594)

Parece que seu nome original foi Jacopo Robusti... Do lado esquerdo, “Autorretrato” – Tintoretto. Do lado direito, selo emitido pelo Paraguai em 1972 que mostra a obra “Autorretrato” que está no Museu do Estado, em Assunção – Paraguai.

Nota: Série de Uganda com 6 valores (1994?), cujos selos mostram obras de Tintoretto: 100 xelins (Self Portrait), 300 xelins (A Philosopher), 400 xelins (The Creation of the Animals; detalhe), 450 xelins (The Fest of Belshazzar; detalhe), 500 xelins (The Raising of the Brazen Serpent) e 1.000 xelins (Elijah Fed by the Angel).

volta ao topo

Arquitetura renascentista

Na arquitetura renascentista, a ocupação do espaço pelo edifício baseia-se em relações matemáticas estabelecidas de tal forma que o observador possa compreender a lei que o organiza, de qualquer ponto em que se coloque.

“Já não é o edifício que possui o homem, mas este que, aprendendo a lei simples do espaço, possui o segredo do edifício” (Bruno Zevi, Saber Ver a Arquitetura).

Principais características:

Exemplos na França, Paris: Igreja St. Etienne-du-Mont; Igreja St.-Eustache; Fontaine des Innocentes; Pont Neuf. Exemplos na Espanha: Hostal de San Marcos.

O principal arquiteto renascentista:

Brunelleschi, é um exemplo de artista completo renascentista, pois foi pintor, escultor e arquiteto. Além de dominar conhecimentos de Matemática, Geometria e de ser grande conhecedor da poesia de Dante. Foi como construtor, porém, que realizou seus mais importantes trabalhos, entre eles a cúpula da Catedral de Florença e a Capela Pazzi.


Escultura renascentista

Em meados do século XV, com a volta dos papas de Avinhão para Roma, esta adquire o seu prestígio. Protetores das artes, os papas deixam o Palácio de Latrão e passam a residir no Vaticano. Ali, grandes escultores se revelam, o maior dos quais é Michelângelo, que domina toda a escultura italiana do século XVI. Algumas obras: Moisés, Davi (4,10m) e Pietá.

Outro grande escultor desse período foi Andrea del Verrochio. Trabalhou em ourivesaria e esse fato acabou influenciando sua escultura. Obra destacada: Davi em bronze (1,26 m).

Principais características:

Entrada principal !
Última atualização: 02/12/2011.
volta ao topo

HISTÓRIA DA ARTE