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HISTÓRIA DA ARTE MEDIEVAL

IDADE MÉDIA ou ÉPOCA MEDIEVAL

Românico foi o novo estilo artístico da Europa cristã latina e germânica nos séculos XI e XII. Esse período foi anterior ao Gótico e, em alguns países, como Portugal, prolongou-se além do século XIII.

Com o estilo Românico, a Europa Ocidental pode, pela primeira vez, apresentar uma unidade artística, que apesar de ter tomado aspectos diferentes em algumas regiões, teve suas características principais mantidas. A arquitetura resolveu vários problemas construindo abóbadas de pedras, substituindo as de madeira.

O “AFRESCO” é um tipo especial de pintura mural onde o pigmento puro da cor, em forma de pó, é misturada com água numa superfície que tenha sido revestida recentemente com nata de cal ou gesso ainda úmido. Essa técnica de pintura é conhecida como “buon fresco” ou afresco verdadeiro.

O “fresco secco” é pintado sobre a superfície com o revestimento já seco, fazendo sua durabilidade ser menor, já que dessa forma o pigmento não penetra totalmente, ou não se incorpora ao material da superfície.

O afresco é apropriado para climas secos, tendo sido muito utilizado na Itália desde o final da Idade Média. Dentre os principais pintores de afrescos estão Fra Angelico e Giotto.

Arte e arquitetura gótica: compreende de 1140 até o século XVI. Durante este período os irmãos holandês, Hubert & Jan van Eyck, inventaram a pintura a óleo, misturando pigmentos com óleo.

Pintores da época foram: Jan van Eyck, Hugo van der Goes, Melchior Broederlam, Master Theodoricus e Hieronymus Bosch. Para historiadores de arte o estilo gótico é dividido em três períodos: “Início do Gótico, Alto Gótico e Final do Gótico”.


IDADE MÉDIA ou ÉPOCA MEDIEVAL

Classificação védica (pertencente à filosofia dos hindus): Em relação aos animais, a literatura védica classifica mais de 260 mamíferos, pássaros, répteis, peixes e insetos. No século V d. C., Prasastapata estabelece o critério de classificação dos animais segundo o tipo de reprodução (sexuada e não).

Nomeado pelo Papa, Santo Isidoro de Sevilha (c. 560-636), o etimologista, autor da primeira obra enciclopédia do mundo “Etymologiarum Libri XX”. Alguns livros desta obra são dedicados à Medicina, ao corpo humano, à História Natural e à dietética. Santo Isidoro é um dos grandes elos de transmissão da cultura clássica para a Idade Média.

Sua obra “Etimologias” foi utilizada ao longo de toda a Idade Média. Tanto que mesmo em autores muito posteriores, como Tomás de Aquino, encontram-se referências à esta obra. Ao examinar qualquer questão, o autor costumava analisar a etimologia das principais palavras envolvidas na discussão. Não o fazia para ostentar erudição, mas por basear-se na convicção de que a denominação da palavra podia conter em si informações sobre a própria realidade referida.


Império de Carlos Magno (768-814), “O sonho dos que estão acordados é a esperança” (Carlos Magno, Rei dos Francos)

Rei dos francos e dos romanos (742?-814), também conhecido como Carlos I, o Grande, é o responsável pela unificação dos territórios cristãos da Europa Ocidental. Membro da dinastia carolíngia e filho do Rei Pepino III, o Breve, chega ao trono em 768, mas só passa a ter total controle do poder depois da morte de seu irmão, Carlomano, em 771.

Durante seus 46 anos de reinado promove mais de 50 guerras para expandir o Cristianismo e impor sua hegemonia ao Ocidente. Conquista a Saxônia, apodera-se da Catalunha, da Baviera e da Frísia e luta contra os árabes na região dos Pirineus (Andorra). Toma o território dos lombardos, na Itália... Nota: páginas relacionadas: História da Alemanha, História da Itália, Vaticano, sistema monetário Franco Francês...

A crescente expansão do Império Franco e sua aliança com o Papa resultam na coroação de Carlos Magno como imperador dos romanos e dos franceses em 800. Sua corte em Aix-la-Chapelle torna-se a sede política e administrativa do Império e um centro intelectual efervescente.

Por isso, o período de seu reinado é conhecido como Renascimento Carolíngio. Morre após ter coroado imperador seu filho Luís I, o Piedoso. A pedido do imperador alemão Frederico I, é canonizado em 1165 e cultuado na Alemanha e na França durante toda a Idade Média.

Nota: Há um selo da Alemanha Ocidental emitido em 1974 (Scott: 6N15), com valor facial de 1 M, que mostra Carlus Magnus.

Curiosidade – Carlos Magno não sabia escrever e, para assinar o nome, usava esse monograma de letras, em forma de cruz. As letras K, R, L e S eram abreviaturas de seu nome latino, Karolus. Quando aprendeu a escrever, assinava como se vê ao lado. O Imperador utilizou em selo para timbrar seus documentos. Além de sua efígie, trazia a seguinte inscrição em latim: “Cristo, protegei Carlos, rei dos francos”. Fonte: Conhecer – Abril Cultural – Vol. I, Edição 1968; enviado por Lídia em 02/06/06.

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No século XI, temos o início da construção da Catedral Gótica de Paris (1100), também a Saint Chapelle e a Tour Saint-Jacques. Também temos a Notre Dame de La Garde (1214), em Grace, sul da França.

Do lado esquerdo da tela, o FDC carimbado mostra uma foto de Saint Chapelle e um de seus vitrais da janela ilustra o selo obliterado em 22/10/1966, em Paris. Do lado direito, FDC carimbado em 05/06/1965, na cidade de Sens, que mostra a Catedral de Sens e um vitral da janela da igreja francesa.

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Alberto Magno (1193-1280)

O filósofo alemão Albert de Bollstädt (1193-1280), nome quando estudante, e que posteriormente foi canonizado como Saint Albertus Magnus (1622), escreve “De Animabilis” – Dos Animais (Século XIII), um estudo sobre a obra de Aristóteles.

Nessa obra, sobre a história natural, ele menciona girafas “de cor avermelhada intercalada com manchas brancas”. Em uma outra edição do mesmo livro, ele descreve a girafa com diferentes nomes, usando anabula, camelopardulus e oraflus.

Ele repetiu o erro do enciclopedista Vicent Deauvais que em seu “Especulum Naturale” (1225) a descreveu em 3 diferentes nomes: anabulla, camelopardo, orasius. Anabula, provavelmente, tem sua origem entre os etíopes que chamavam a girafa de “nabin”; e “orafle” foi usado no velho francês.

Era tal a afluência e a presença dos que iam ouvi-lo em Paris que foi necessário ensinar em praça pública – hoje, ainda conhecida como Place Maubert (da contração de Magni Alberti). Alberto foi mestre de Santo Tomás de Aquino – seu aluno mais ilustre. Em 1931, Pio XII proclama-o grande Doutor da Igreja e Patrono dos Cultores das Ciências Naturais.

Série de 2 valores emitida em 1980 pelo Vaticano, cujos selos mostram St. Alberto Magno em missão de paz... Scott: 677/678. JT

Abaixo, ambos os selos foram emitidos pela Alemanha Ocidental. Do lado esquerdo da tela, selo regular de 18/09/1961, com valor facial de 5 Pfennig e cor oliva, mostra a efígie de Alberto Magno. Scott: 824. Michel: 199. Do lado direito, selo de 1980 com valor facial de 50 Pf, que comemora o aniversário de 700 anos da morte de Albertus Magnus. Scott: 1328/1329.

Outras emissões de Albertus Magnus:
Bélgica – 1969 (Scott: 713), St. Albertus Magnus, Igreja de Saint Paul em Antuérpia (século XVI).
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Santo Tomás de Aquino (1225-1274), ou St. Thomas Aquinas, Thomas de Achino, foi um teólogo italiano que fico famoso ao escrever entre 1259-1273, a “Summa Contra Gentiles” e a “Summa Theologica” (verdadeira síntese do passado e intuição do futuro), inspiradas em Aristóteles – do qual ele foi um grande comentarista.

Em sua doutrina busca conciliar a razão com a fé, o mundo natural com o sobrenatural. Ao subordinar a filosofia à teologia, provoca a reação de outros escolásticos e a formação de correntes filosóficas divergentes. Declarado Doutor da Igreja, em 1567, é Padroeiro das Universidades, Academias e Colégios Católicos.

A tese de Tomás de Aquino assegurava que o Universo gira em redor da Terra... O selo mais representativo, no qual o santo assegura que o Universo gira em redor da Terra é da Colômbia que aparece o Doutor do Catolicismo a escrever, sentado à entrada de uma gruta...

Alberto Magno e Tomás de Aquino constituíram um centro de referência ao examinar transformações, principalmente na elaboração de um racionalismo nos limites da Ciência Sagrada e na projeção das mesmas...

Abaixo, série com 3 valores emitida em formato se-tenant pela Cidade do Vaticano, em 1974, cuja imagem mostra no centro do tríptico São Tomás de Aquino com auréula e estudantes em volta...

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O pintor Jan van Eyck (1390-1441) foi o precursor de uma nova etapa na pintura dos países do norte da Europa. Longe de coincidir com a linguagem artística do Renascimento italiano, sua pintura exerceu uma grande influência sobre muitos de seus artistas. Van Eyck começou sua carreira como pintor na corte do conde de Holanda. No ano de 1430, já estabelecido na cidade de Bruges, iniciou seu trabalho em colaboração com o irmão, Hubert, no famoso altar de Gantes, “O Cordeiro Místico”.

Foi nesse políptico que pela primeira vez os Van Eyck desenvolveram uma nova maneira de pintar, chamada pelos historiadores de “speculum mundi”, pela precisão botânica com a qual captaram do natural plantas, flores e árvores. Tratava-se de refletir a realidade tal como o olho humano a percebia. Para incorporar a ilusão do espaço, Van Eyck se valeu da novíssima câmara escura, deixando de lado os cálculos matemáticos dos mestres italianos. Surgiram assim planos truncados e, às vezes imperfeitos, mas nem por isso menos reais.

A naturalidade de seus nus se deveu à utilização do óleo, que diferentemente da têmpera lhe permitiu imprimir a textura exata à pele humana, partindo das tonalidades claras para as escuras por meio da superposição de camadas de tinta. Em suas célebres biografias, o pintor Vasari considerava Van Eyck o inventor da técnica da pintura a óleo. Isso, muito longe de ser uma coisa certa, dá uma ideia da importância de suas contribuições nesse campo.

Acredita-se que na verdade o que o mestre flamengo realmente conhecia era uma receita especial para conseguir a secagem rápida do óleo... Abaixo, “O Homem de Turbante” – Jan van Eyck, Galeria Nacional, Londres.

Abaixo, 3 selos que retratam obras de 3 artistas distintos, respectivamente: 1 – “Escape from Egypt”, do pintor flamengo Melchior Broederlam (semi-postal da França, emitido em 1987, com sobretaxa de benefício para a Cruz Vermelha Francesa). 2 – “Margarita van Eyck”, do pintor Jan van Eyck (selo do Burundi emitido em 1966). 3 – “Le Peche Originel”, do pintor Hugo van der Goes (selo do Emirado Árabe de Ajman).

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Do lado esquerdo, selo da Bélgica emitido em 1985: Série “Europalia”, pintura de Jan Gossaert (1478-1532): “The Madonna of Leuwen”. Historiadores de arte acham difícil caracterizar Jan Gossaert; às vezes ele é considerado um pintor de estilo gótico, assim como da renacença, mas o gótico mais. Do lado direito, selo da República Tcheca emitido em 1967: Arte gótica by the Czech Master Theodoricus (século XIV), emitido para a Expo 67, Montreal.

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Última atualização: 17/12/2013.
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