Depois da Arte Pré-histórica, chega a época da Arte Grega...
Enquanto a arte egípcia é uma arte ligada ao espírito, a arte grega liga-se à inteligência, pois os seus reis não eram deuses, mas seres inteligentes e justos que se dedicavam ao bem-estar do povo...
A arte grega volta-se para o gozo da vida presente. Contemplando a natureza, o artista se empolga pela vida e tenta, através da arte, exprimir suas manifestações.
Na sua constante busca da perfeição, o artista grego cria uma arte de elaboração intelectual em que predominam o ritmo, o equilíbrio, a harmonia ideal.
Eles tem como características: o racionalismo, amor pela beleza, interesse pelo homem (essa pequena criatura que é “a medida de todas as coisas”) e a democracia.
Exemplos: Zeus (senhor dos céus), Atenéia (deusa da guerra), Afrodite (deusa do amor), Apolo (deus das artes e da beleza), Posseidon (deus das águas), entre outros.
As Olimpíadas eram realizadas em Olímpia, a cada 4 anos, em honra a Zeus. Os primeiros jogos começaram em 776 antes de Cristo. As festas olímpicas serviam de base para marcar o tempo...
Filósofos gregos através da obra “A Escola de Atenas”
O salão chamado “Stanza della Segnatura”, no Vaticano, era usado pelo Papa Júlio II (1443-1513) como biblioteca e escritório onde ele assinava os decretos da corte eclesiástica. Cada uma das paredes deste local representam: a teologia, a poesia, o direito e a filosofia.
A Escola de Atenas, pintada em técnica de afresco por Raphael Sanzio (entre 1508 a 1511, em 1520?), ilustra a filosofia e está repleto dos maiores expoentes desta disciplina. Quem olha para o afresco logo imagina sobre o que os personagens estão conversando... Os temas são variados.
Nessa obra, Raphael (aparece em auto-retrato) presta homenagem a Leonardo da Vinci, descrevendo-o de Platão, também a Michelângelo, descrevendo-o de Heráclitos...
Procure no Sistema de Coordenadas Alfanumérico (quadro abaixo), passe o seu “mouse” lentamente sobre alguns dos mestres gregos, clique uma vez e veja o que eles diziam...
As linhas imaginárias cruzadas entre as letras e os números laterais da obra, permitem informar a localização de 15 personagens pintados na obra.
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Quinze dos personagens da obra acima estão identificados na lista abaixo... Se preferir, cada um deles tem uma coordenada entre parênteses no texto abaixo:
Nota: Tive a oportunidade de contemplar essa obra em 07/08/2007, “Stanza della Segnatura” (também chamada de “Stanze di Raffaello”), Museus do Vaticano (http://www..it/).
Platão foi discípulo de Sócrates e professor de Aristóteles
Platão (428-347 a.C.) é considerado um dos grandes pensadores da história da filosofia. Sua obra, escrita em forma de diálogos, ainda é muito presente. Platão deu a Esopo um lugar de honra em sua “República”.
Ele explica o princípio da idéia: o mundo em que vivemos é mera sombra, onde nada é estável ou permanente, impossibilitando o verdadeiro conhecimento. Mas, felizmente, essa realidade visível não é tudo que existe, existe um reino mais elevado e espiritual, o mundo luminoso das idéias...
... como, antes de “cair” no mundo terreno, nosso espírito habitava esse mundo e lá conhecia a verdade, nós guardamos reminiscências dessa existência anterior...
É como se ficássemos no topo de uma montanha onde a paisagem é infinita e, depois, parássemos em um vale onde a neblina não permite observar sequer um palmo em nossa frente, então lutaríamos para achar o caminho que leva a montanha...
Então, temos tremendas inquietudes em busca deste caminho, porém, as paixões do corpo, os sentidos e as crenças desviam-nos deste caminho, devemos lutar contra tudo isso e contra nossos próprios desejos e egoísmos para atingir o conhecimento direto de nós mesmos e do Universo.
Enfim, Sócrates, Platão e Aristóteles foram os três maiores filósofos gregos da antigüidade, também foram grandes estudiosos das fábulas, por verem nelas um bom exercício para desenvolver a competência argumentativa.
Platão conta que Sócrates ao esperar a morte na prisão, escreveu em forma de versos muitas das fábulas de Esopo...
Abaixo, um selo postal de 1968, emitido por Dominica, que mostra a obra: “A Morte de Sócrates”. O selo compreende uma série de 4 valores comemorativa ao 20º aniversário da WHO – World Health Organisation (1948-1968): “Venus and Adonis”, Rubens (5c), “The Death of Socrates”, David Jacques Louis (15c), “Christ and the pilgrims of Emmaus”, Velasquez (24c) e “Plate washing his hands”, Rembrand (50c). Sócrates se preparando para beber veneno... Veja mais nos diálogos iniciais de Platão, Apologia, Crito e Euthyphro...
Do lado esquerdo da tela, Socrates himself was permanently pissed, emitido por Dominica... Do lado direito, bloco com selo de Platão emitido pelas Ilhas Maldivas (imagem recebida de Enio)...
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Abaixo, cenas da mesma obra, “A Escola de Atenas”, mostradas através de selos da República da Serra Leoa, emitidos em 1983 (Michel: 703/706) para comemorar os 500 anos do nascimento de Raphael (1483-1520).
Ptolomeu está de frente para Zoroastro, ambos seguram um glogo e olham para Raphael e Sodoma.
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Euclides está ensinando geometria aos seus pupilos...
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No detalhe da obra, Pitágoras está sentado (lado esquerdo), em pé estão Hypatia de Alexandria (filósofa, matemática e astrônoma; exact likeness of Francesco Maria della Rovere, Duke of Urbino) e Parmênides, sentado do lado direito apoiando sua cabeça, o filósofo Heráclitos quem dizia: “É melhor mostrar maior rapidez em acalmar um ressentimento do que em apagar um incêndio”.
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Veja a página sobre Hipócrates!
Fonte: Cultura e Conhecimento – A Escola de Idéias (http://www.brasilcult.pro.br/)
Arquitetura Grega
As edificações que despertaram maior interesse são os templos. A característica mais evidente dos templos gregos é a simetria entre o pórtico de entrada e o dos fundos. O templo era construído sobre uma base de três degraus. O degrau mais elevado chamava-se estilóbata e sobre ele eram erguidas as colunas. As colunas sustentavam um entablamento horizontal formado por três partes: a arquitrave, o friso e a cornija. As colunas e entablamento eram construídos segundo os modelos da ordem dórica, jônica e coríntia.
Ordem Dórica – simples e maciça. O fuste da coluna é monolítico e grosso. O capitel é uma almofada de pedra. Nascida do sentir do povo grego, nela se expressa o pensamento. Sendo a mais antiga das ordens arquitetônicas gregas, a ordem dórica, por sua simplicidade e severidade, empresta uma idéia de solidez e imponência.
Ordem Jônica – representa a graça e o feminino. A coluna apresenta fuste mais delgado e não se firma diretamente sobre o estilóbata, mas sobre uma base decorada. O capitel é formado por duas espirais unidas por duas curvas. A ordem dórica traduz a forma do homem e a ordem jônica traduz a forma da mulher.
Ordem Coríntia – o capitel é formado com folhas de acanto e quatro espirais simétricas, muito usado no lugar do capitel jônico, de um modo a variar e enriquecer aquela ordem. Sugere luxo e ostentação.
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Os principais monumentos da arquitetura grega:
Pintura grega
A pintura grega encontra-se na arte cerâmica. Os vasos gregos são também conhecidos não só pelo equilíbrio de sua forma, mas também pela harmonia entre o desenho, as cores e o espaço utilizado para a ornamentação. Além de servir para rituais religiosos, esses vasos eram usados para armazenar, entre outras coisas, água, vinho, azeite e mantimentos. Por isso, a sua forma correspondia à função para que eram destinados.
As pinturas dos vasos representavam pessoas em suas atividades diárias e cenas da mitologia grega. O maior pintor de figuras negras foi Exéquias. A pintura grega se divide em três grupos:
Escultura grega
A estatuária grega representa os mais altos padrões já atingidos pelo homem. Na escultura, o antropomorfismo – esculturas de formas humanas – foi insuperável. As estátuas adquiriram, além do equilíbrio e perfeição das formas, o movimento.
No Período Arcaico os gregos começaram a esculpir, em mármores, grandes figuras de homens. Primeiramente aparecem esculturas simétricas, em rigorosa posição frontal, com o peso do corpo igualmente distribuído sobre as duas pernas. Esse tipo de estátua é chamado Kouros (palavra grega: homem jovem).
No Período Clássico passou-se a procurar movimento nas estátuas, para isto, se começou a usar o bronze que era mais resistente do que o mármore, podendo fixar o movimento sem se quebrar. Surge o nu feminino, pois no período arcaico, as figuras de mulher eram esculpidas sempre vestidas.
Período Helenístico podemos observar o crescente naturalismo: os seres humanos não eram representados apenas de acordo com a idade e a personalidade, mas também segundo as emoções e o estado de espírito de um momento. O grande desafio e a grande conquista da escultura desse período foi a representação não de uma figura apenas, mas de grupos de figuras que mantivessem a sugestão de mobilidade e fossem bonitos de todos os ângulos que pudessem ser observados. Exemplo: Vênus de Milo, Museu do Louvre.
Os principais mestres da escultura clássica grega são:
Praxíteles, celebrado pela graça das suas esculturas, pela lânguida pose em “S” (Hermes com Dionísio menino), foi o primeiro artista que esculpiu o nu feminino.
Policleto, autor de Doríforo – condutor da lança, criou padrões de beleza e equilíbrio através do tamanho das estátuas que deveriam ter sete vezes e meia o tamanho da cabeça.
Fídias, talvez o mais famoso de todos, autor de Zeus Olímpico, sua obra-prima, e Atenéia. Realizou toda a decoração em baixos-relevos do templo Partenon: as esculturas dos frontões, métopas e frisos.
Lisipo, representava os homens “tal como se vêem” e “não como são” (verdadeiros retratos). Foi Lisipo quem introduziu a proporção ideal do corpo humano com a medida de oito vezes a cabeças.
Miron, autor do Discóbolo – a estátua do homem arremessando um disco.
Última atualização: 12/09/2008. |