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HISTÓRIA DA ARTE

IDADE MÉDIA

1000-1200 ou 900-1100 – Período Românico
1150-1500 ou 1100-1400 – Períodos Gótico e Flamengo
1193-1280 – Alberto Magno
1225-1274 – Santo Tomás de Aquino
1240c.-1302 – Cimabue (Bencivieni di Pepo)
1267-1337 – Giotto di Bondone
1387-1455 – Fra Angelico
1390-1441 – Jan van Eyck
1450-1516 – Hieronimus Van Aeken Bosch ou “El Bosco”
1478-1532 – Jan Gossaert
Também: Hugo van Der Goes, Melchior Broederlam, Theodoricus (século XIV)


Anthony Van Dyck (www.vandyck.co.uk/welcome.html)

RENASCENÇA – RENASCIMENTO E MANEIRISMO (1400 a 1500)

1401-1428 – Masaccio
1445-1510 – Botticelli
1452-1519 – Leonardo da Vinci
1470c.-1528 – Grünewald (As Dez Mais)
1471-1528 – Albrecht Dürer
1475-1564 – Michelangelo Buonarroti
1490-1576 – Tiziano Vecellio, Ticiano, Titian
1483-1520 – Raphael Sanzio (Rafaello Santi)
1477-1510c. – Giorgione (As Dez Mais)
1528c.-1569 – Pieter Brüegel (The Elder)
1518-1594 – Tintoretto
1541-1614 – El Greco


BARROCO, CLÁSSICO E ROCOCÓ

BARROCO E ROCOCÓ

Adriaen Coorte; Caracci; Charles le Brun; Francesco Guardi; Georges de la Tour; Hendrick Terbrugghen; Jacob van Ruisdael; Jordaens; Judith Leyster; Louis Lorrain le Nain; Gabriel Metsu; Murillo; Nicolas Poussin; Pieter Saenredam; Guido Reni; Jan Steen; Tiepolo; Zurbaran

1556-1629 – Carlo Maderno
1573-1610 – Caravaggio
1577-1640 – Rubens
1580-1666 – Frans Hals (página de René Descartes)
1598-1680 – Gian Lorenzo Bernini
1599-1660 – Velazquez
1606-1669 – Rembrandt
1610-1666 – Albert Eckhout (Maurício de Nassau)
1612-1680 – Frans Jansz Post (Maurício de Nassau)
1612-1670 – Louis Le Vau
1622-1654 – Carel Fabritius
1632-1675 – Vermeer (Johannes Vermeer)
1697-1768 – Canaletto
1720-1780 – Bernardo Bellotto
1730-1814 – Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho
1746-1828 – Goya


NEOCLÁSSICO (1760 a 1795)

Neoclassicismo foi um movimento artístico e literário ocorrido entre o século XVIII e começo do século XIX, que pregava o retorno ao estilo clássico.

REVOLUÇÃO FRANCESA
1792 A GUILHOTINA FOI USADA PELA PRIMEIRA VEZ

ILUMINISTA?

ROMANTISMO E NEO-CLASSICISMO

Importante movimento artístico e de ideias, do início do século XIX, que, abandonando os modelos clássicos e o iluminismo, passou ao individualismo e valorizou a sensibilidade e a fantasia...

1748-1825 – David (Jacques-Louis David)
1774-1840 – Friedrich (Caspar David Friedrich)
1798-1863 – Delacroix
1818-1877 – Courbet
1825-1905 – Bouguereau

1840 – Renascimento gótico ou neogótico (segundo império). Exemplos: Sacré-Couer, Igreja de Sainte-Clothilde.

ECLETISMO

1830 a 1848 – Luís Felipe, França
1852 a 1870 – Napoleão III, França
1837 a 1901 – Vitoriano, Inglaterra
1850 a 1900 – Historimus – países nórdicos

IMPRESSIONISMO E
NEO-IMPRESSIONISMO
(Impressionism – www.impressionism.org)

O Impressionismo foi um movimento pictórico do fim do século XIX, que expressa a realidade essencialmente como impressão de fenômenos de cor e luz...

1830-1903 – Camille Pissarro (Pompidou)
1832-1883 – Manet
1834-1917 – Degas
1839-1906 – Cézanne
1840-1926 – Monet
1841-1919 – Renoir
1844-1910 – Henri-Julien-Félix Rousseau (o aduaneiro)
1848-1903 – Gauguin
1868-1941 – George Morren
1869-1954 – Matisse (Henri Émile Benoîte Matisse)

EXPRESSIONISMO ou “Pós Impressionista”

1853-1890 – Van Gogh
1863-1944 – Munch (Edvard Munch)
1883-1944 – Erich Heckel
1890-1918 – Egon Schiele

Art Noveau – Liberty (1889 à Primeira Guerra Mundial, 1920)
Art Déco (1915 a 1930)

REALISMO

Enfoque objetivo da realidade em sua concretude ou no seu conteúdo, que reage aos excessos da imaginação e da emoção... Na Filosofia o Realismo é uma doutrina que afirma que o mundo objetivo tem existência real e que é independente do pensamento...

1864-1901 – Toulouse-Lautrec, Henri de Toulouse-Lautrec (www.artchive.com/lautrec/index.html)
1884-1920 – Modigliani (Amedeo Modigliani)
1881-1973 – Picasso (Pablo Ruiz Picasso)
1888-1978 – Giorgio De Chirico
1893-1983 – Miró (Joan Miró)
1887-1985 – Marc Chagall
1904-1989 – Salvador Dalí

ARTE MODERNA – MODERNISMO (1920 a 1940)

1889-1964 – Anita Malfatti
1903-1962 – Cândido Portinari – Art Images (www.ocaiw.com/portinar.htm)
1897-1976 – Emiliano Di Cavalcanti
1891-1957 – Lasar Segall
Mário de Andrade (escritor)
Oswald de Andrade (escritor)
1886-1973 – Tarsila do Amaral
Victor Brecheret (escultor)

Nota: Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, os irmãos Marcelo e Milton Roberto, Afonso Reidy, Gregori Warchavchik, Roberto Burle Marx (1909-1994) e Rino Levi, grandes mestres do século XX e que marcaram o período áureo da arquitetura brasileira, entre as décadas de 30 e 60...

Obra-prima do francês Jean Batiste Camile Corot, “Rosas num copo” (1874), ainda as telas Laurent-Denis Sennegon (1842), “Jovem de ombro nu” (1835) e “Cigana com Bandolim” (1874), todas compõem o acervo do MASP...

Abaixo, selo da França emitido em 28/04/2002, pintura do colombiano Fernando Botero: “Les Danseurs”. NT

SÉCULO 20 (até 1950)
1842-1905 – Pedro Américo
1882-1922 – Artur Timóteo da Costa
1865-1926 – Gustavo Dall’Ara
1865-1926 – Batista da Costa
1853-1927 – Benedito Calixto de Jesus
1900-1934 – Ismael Néri
1860-1937 – Antônio Parreiras
1877-1939 – Lucílio de Albuquerque
1856-1942 – Pedro Alexandrino Borges
1866-1944 – Eliseu Visconti
1909-1956 – Tomás Santa Rosa
1902-1958 – José Pancetti
1890-1959 – Paulo Rossi Osir

Concretismo – Arte Concreta ocorre na década de 1950; especialmente na poesia concreta...

ARTE ABSTRATA

1866-1944 – Wassily Kandinsky
1879-1953 – Francis Picabia
1881-1939 – Albert Gleizes
1881-1955 – Fernand Léger
1883-1956 – Jean Metzinger (Cubista)
1888-1964 – Roger Bissière
1891-1976 – Max Ernst
1896-19?? – Honoré Marius Bérard
1896-1987 – André Masson
1897-1981 – Roger Chastel
1911-1993 – Alfred Manessier

Movimentos Zero e Minimalismo dos anos 60 e 70, representados por artistas como Charlotte Posenenske, Robert Ryman e Daniel Buren... são considerados os mais importantes movimentos artísticos na Europa pós-guerra no fim dos anos 50...

Movimento Tropicalista ou Tropicália foi um movimento cultural ocorrido no Brasil no final dos anos 60, na década de 1960; com grandes tendências na música popular brasileira...

Caetano Veloso, Capinam, Gal Costa, Gilberto Gil, Glauber Rocha, Guilherme Araújo, Jorge Ben, Jorge Mautner, Júlio Medaglia, Lanny Gordin, Maria Bethânia, Nara Leão, Os Mutantes (Arnaldo Baptista, Sérgio Dias e Rita Lee), Rogério Duarte, Rogério Duprat, Tom Zé, Torquato Neto, Waly Salomão, Sérgio Sampaio etc.

Nota: Em 22/11/2011, às 22h00, nós assistimos ao show “Maria Bethânia interpreta Chico Buarque”, no Via Funchal (www.viafunchal.com.br); convite cortesia do Circuito Cultural Banco do Brasil (Plateia 1, Fileira G, Mesa 02.A/B).

SÉCULO 20 – anos 60
1896-1961 – Oswaldo Goeldi
1885-1962 – Georgina de Albuquerque
1896-1962 – Alberto da Veiga Guignard
1898-1966 – Heitor dos Prazeres
1922-1967 – Antônio Bandeira
1879-1968 – Nivouliès de Pierrefort

POP ART (1970 a 1980)

Movimento Pop art (usava figuras e ícones populares como tema de suas pinturas). Artistas mais importantes do Pop Art: Andy Warhol, Johns, Lichtenstein...

Movimento que surgiu nos anos 70, nos Estados Unidos e na Inglaterra, o pop art valoriza imagens de consumo e da cultura de massa. A televisão vira objeto supremo na sala e os móveis em alta são sofás e poltronas confortáveis para assistir aos programas prediletos. As matérias-primas usadas são o acrílico, os cromados, as espumas, o fiberglass, o plástico laminado e os poliuretanos. Madeiras para cadeiras e mesas são: amendoim, angico, aroeira, caviúna, cedro, cerejeira, ipê, mono, pau-marfim, piquivá, roxinha e tambu.

Com o objetivo da crítica irônica ao bombardeamento da sociedade capitalista pelos objetos de consumo da época, ela operava com signos estéticos de cores inusitadas massificados pela publicidade e pelo consumo, usando como materiais principais gesso, tinta acrílica, poliéster, látex, produtos com cores intensas, fluorescentes, brilhantes e vibrantes, reproduzindo objetos do cotidiano em tamanho consideravelmente grande, como de uma escala de cinquenta para um, transformando o real em hiper-real.

SÉCULO 20 – anos 70 e 80
1899-1970 – Vicente do Rego Monteiro
1907-1971 – Sanson Flexor
1907-1971 – Mário Zanini
1923-1973 – Ivan Serpa
1889-1973 – Flávio de Carvalho
1906-1974 – Aldo Bonadei
1909-1978 – Yolanda Mohalyi
1899-1979 – Sigaud (Eugênio P. Sigaud)
1914-1979 – Djanira da Mota e Silva
1902-1980 – Rebolo
1937-1980 – Hélio Oiticica
1899-1982 – Tadashi Kaminagai
1902-1984 – Orlando Teruz
1917-1984 – Maria Leontina F. da Costa
1897-1987 – Arpad Szenes
1897-1987 – Manoel Santiago
1920-1988 – Lígia Clark
1907-1988 – Clóvis Graciano
1896-1988 – Volpi (Alfredo Volpi)
1915 -1988 – Milton Dacosta
1907-1988 – Bustamante Sá

BAUHAUS – principais artistas representantes da Bauhaus Alemã: Oskar Schlemmer, Johannes Itten e Josef Albers...

CONTEMPORÂNEA (1990 até hoje)

A preocupação é com o conforto. Para isso, vale misturar estilos, materiais, texturas e cores. O antigo pode conviver com o moderno em um mesmo espaço e sem conflitos. Uso do vidro e do alumínio em detalhes do mobiliário.

SÉCULO 20 – ANOS 90
1916-1990 – Emeric Marcier
1919-1990 – Aurélio D’Alincourt
1922-1991 – Rubem Valentim
1897-1992 – Armando Vianna
1906-1992 – Joaquim Tenreiro
1903-1992 – Lívio Abramo
1914-1994 – Iberê Camargo
1906-1994 – Ado Malagoli
1918-1997 – Sylvio Pinto
1924-1997 – Manabu Mabe
1911-1998 – Carybé
SÉCULO 21
1920-2001 – Carlos Scliar
1920-2001 – Tikashi Fukushima
1920-2001 – Aluísio Carvão
1921-2001 – Ione Saldanha
1907-2003 – Cícero Dias
1922-2004 – José Paulo M. da Fonseca
1922-2006 – Aldemir Martins
1942-2008 – Rubens Gerchman
1922 – Arcângelo Ianelli

EM ATIVIDADE
1913 – Tomie Ohtake
1918 – Enrico Bianco
1921 – Franz Krajcberg
1925 – Reinaldo Fonseca
1925 – Marcelo Grassmann
1928 – Flávio-Shiró Tanaka
1931 – Kazuo Wakabayashi
1936 – Sérgio Telles
1940 – Roberto Magalhães
1941 – Juarez Machado
1944 – Antônio Dias
1944 – João Câmara Filho

Albery | Palatnik

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Arte Aplicada (a qual se ocupa da qualidade de beleza e elegância)

“Autorretrato” – Frida Kahlo

Almeida Júnior, José Ferraz de Almeida Júnior (1850-1899)
“Descanso do modelo” (1882), óleo sobre tela, 98 × 131 cm. Museu Nacional de Belas Artes – Rio de Janeiro

“Amolação interrompida”, 1894 (140 × 200 cm) e “Caipira picando fumo”, 1893 (141 × 202 cm)
Ambos óleo sobre tela, compõem o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo. Procedência Transferência do Museu Paulista, 1905.

José Maria de Medeiros (1849-1925)
“Iracema” (1881), óleo sobre tela, 168,3 × 255 cm. Museu Nacional de Belas Artes – Rio de Janeiro
Nota: Parece não participou de nenhuma Bienal...

Victor Meirelles de Lima (1832-1903)
Detalhe da obra “Batalha dos Guararapes” (1875-79), óleo sobre tela, 500 × 925 cm.
Museu Nacional de Belas Artes – Rio de Janeiro (bloco)

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Arte brasileira é o termo utilizado para designar toda e qualquer forma de expressão artística produzida no Brasil, desde a época pré-colonial até os dias de hoje. Dentro desta ampla definição, estão compreendidas as primeiras produções artísticas da pré-história brasileira e as diversas formas de manifestações culturais indígenas, bem como a arte do período colonial, de inspiração Barroca, e os registros pictóricos de viajantes estrangeiros em terras brasileiras.

Com a chegada da Missão Artística Francesa no século XIX, ensaia-se pela primeira vez a criação de uma escola nacional de arte, consolidada por meio do estabelecimento da Academia Imperial de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Posteriormente, sob a influência do Expressionismo, do Cubismo e do Surrealismo europeus, junto com uma valorização do Primitivismo, o Brasil assistirá ao desenvolvimento do Modernismo, que será progressivamente incorporado ao gosto da sociedade e da arte oficial, até que a assimilação das novas tendências surgidas no pós-guerra contribua para o florescimento da arte contemporânea brasileira.

HISTÓRIA DA PINTURA NATURALISTA NO BRASIL

Século XVI

No início das grandes descobertas realizadas por desbravadores europeus, o desenho teve uma importante participação na divulgação da natureza e costumes de nosso povo, como as xilogravuras realizadas sob a orientação do alemão Hans Staden, que esteve no Brasil entre 1553 e 1557, retratando com fidelidade sua passagem por terras brasileiras.

Século XVII (Holandeses no Brasil: Os pintores do Príncipe)

Albert Eckhout (1610?-?) e Franz Post (1612-1680) chegam ao Brasil em 1637, com a missão cultural holandesa, criada por João Maurício de Nassau-Siegen, com o objetivo de descrever a natureza exótica que tanto fascinava aos europeus.

Aos 25 anos, Frans Post aceita um convite do então governante da Holanda Equatorial, João Maurício de Nassau, e fica no Brasil de 1637 a 1644, documentando aspectos da nova terra com suas telas. Historicamente, sua importância é imensa (senão a maior na história do Brasil), tendo sido o primeiro pintor, em terra americana, a dar uma versão ao mesmo tempo fiel e poética da região, num momento em que toda a ênfase era concedida à pintura de natureza religiosa. Nota: Série Relações Diplomáticas.

Eckhout e Post viajaram pelo nordeste retratando suas paisagens e seu povo. Frei Cristovão de Lisboa realiza entre 1625 e 1631 diversas ilustrações minuciosas sobre aves e morcegos, utilizando lápis e nanquim, que culminaram no livro “História dos animais e árvores do Maranhão”.

Século XVIII

Em 1783, Alexandre Rodrigues Ferreira chefia a “Viagem filosófica pelas capitanias do Grão-Pará, Rio Negro, Mato Grosso e Cuiabá”, a qual foi organizada em Portugal, com objetivo de estudar aquela região (durante dez anos).

Foram realizadas diversas ilustrações sobre a fauna, flora e paisagens, além de suas populações, sobretudo indígenas. Encontramos neste trabalho ilustrações de espécies que não eram conhecidas pela Ciência, como o “Anambé-preto” (Cephalopterus ornatus), Geoffroy St. Hilaire, 1809, e o “Urumutum” (Nothocrax urumutum), Spix, 1825.

Século XIX

A abertura dos portos em 1808, tornou o Brasil mais acessível aos viajantes naturalistas e artistas que vieram com grande entusiasmo para estudar e retratar nossa natureza.

Chega em 1813 o naturalista alemão Georg H. von Langdsdorff na qualidade de Cônsul da Rússia, que alimentava um “sonho”: ir a lugares onde nenhum homem branco estivera anteriormente.

Organizou então uma expedição e viajou pelo Brasil entre 1821 e 1829 contando com eficientes pesquisadores e grandes pintores, como o alemão Johann Moritz Rugendas (1802-1858), Aimé-Adrien Taunay (1803-1828) e Hércules Florence.

Apesar de todas as dificuldades, estes artistas realizaram inúmeros desenhos em aquarela sobre aves, mamíferos, peixes, plantas, paisagens e índios de nosso país. Todo este acervo encontra-se hoje em São Petersburgo, na antiga União Soviética.

Com a Missão Artística Francesa, em 1816, veio o artista Jean-Baptist Debret, que passa a retratar com fidelidade os costumes do homem brasileiro, como índios e caboclos. Debret viera em 1816 com a missão francesa incumbida por D. João 6º de estruturar a Academia Real de Belas Artes. Permaneceu no Brasil até 1831, quando, já desgostoso com a nova direção da Academia, regressou a sua terra natal...

Nota: Acompanham a Missão Artística Francesa, o pai Nicolas Antoine Taunay (1755-1830), seus dois filhos Félix Émile Taunay (1795-1881) e Aimé-Adrien Taunay (1803-1828), ainda o irmão mais novo, o escultor Auguste-Marie Taunay (1768-1824)...

A comitiva da princesa Leopoldina: Thomas Ender (1793-1875) chegou à nossa terra em 1817, um ano após os franceses, e fazia parte da comitiva da princesa Leopoldina, prometida em casamento ao príncipe D. Pedro...

Selos alusivos ao Bicentenário de Nascimento do Pintor Jean Baptiste Debret (1768-1848)
Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil

Selo emitido em 30/10/1968 foi emitido o selo Jean Baptiste Debret 1768.1968, com valor facial de NCr$ 0,10 que mostra “o”... Picotagem: 11 x 11½. Tiragem: 2.500.000 unidades. Impressão: Offset. Yvert: 875. Scott: 1104. Michel: 1193. RHM: C-616.

Selo emitido em 05/11/1969, com valor facial de NCr$ 0,20 que mostra a obra em aquarela “Aguadeiro”. Picotagem: 11½. Tiragem: 1.000.000 unidades. Impressão: Offset, Monolustro, sem goma. Yvert: 910. Scott: 1141. Michel: 1234. RHM: C-654. ok

Selo emitido em 19/05/1970, com valor facial de Cr$ 0,30 que mostra a obra em aquarela “Escravos”. Picotagem: 11½. Tiragem: 1.000.000 unidades. Impressão: Offset, Monolustro, sem goma. Yvert: 929. Scott: 1141A. Michel: 1257. RHM: C-675.

John Gould (1804-1881), artista inglês de grande capacidade criativa, publica diversas iconografias sobre as aves de vários continentes. Sobre as aves do Brasil, realizou monografias sobre beija-flores (1849-1861), e sobre tucanos (1854) com belas ilustrações destas espécies. O mais curioso, é que Gould nunca esteve no Brasil, realizando todos os trabalhos na Europa.

Pintor e pesquisador, João Teodoro Descourtilz que esteve na região sudeste desde 1829, foi naturalista viajante do Museu Nacional entre, 1854 a 1855 e deixou uma importante coleção de pranchas ilustradas magistralmente.

Emílio Goeldi, em 1894, assumiu o cargo de diretor do “Museu Paraense de História Natural e Etnografia”, hoje conhecido como Museu Paraense Emilio Goeldi, contratando o excelente pintor e profundo conhecedor do ambiente amazônico, Ernesto Lohse que ilustrou o livro “Álbum de Aves Amazônicas” (1900 a 1906), com sublimes pranchas. Lohse foi morto em 1930 por revolucionários na porta do museu...

Século XX

No século XX, temos Maria Werneck que foi uma das primeiras brasileiras a se dedicar, como profissional, à arte de retratar as plantas deste país. A inglesa Margaret Ursula Mee (1909-1988) realizou diversas expedições pela Amazônia e também pelo Sudeste do Brasil, ilustrando com extrema beleza nossa flora, principalmente bromélias e orquídeas.

Os irmãos Demonte, Etiene, Rosália e Ivonne, que nos últimos trinta anos ilustraram diversos trabalhos sobre aves, mamíferos e insetos, além de desenhar várias espécies de beija-flores para os livros de Augusto Ruschi.

Frederico Lencioni, Jenevora Searight, Eduardo Brettas, Tomas Sigrist e muitos outros continuam perpetuando, em seus trabalhos, os ideais de que arte e ciência caminham juntos na divulgação e preservação de nossa ameaçada natureza.

Bibliografia Consultada: Sick, H (1984) Ornitologia brasileira: uma introdução. Brasília: Ed. Universidade de Brasília.

Outras fontes:

Autorretratos – Self-Portraits (www.ponteiro.com.br/ARTE/autoret/index.htm)

Percursos Visuais no Acervo do MAC – USP (www.mac.usp.br/projetos/percursos/entrada.html)

Utopia – Portrait Gallery (http://utopia.utexas.edu/project/portraits/)

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Última atualização: 07/04/2012.
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