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? – girafa na língua bemba
?: idioma bemba (Chibemba)
O idioma Bemba, também chamado de Chibemba, Chiwemba ou Wemba, é a língua do povo Bemba e é falada como primeira ou segunda língua por mais de 5 milhões de pessoas, principalmente na Zâmbia, mas também na República Democrática do Congo, Tanzânia, Malauí e Zimbábue.
Variações:
Os dialetos principais são: Aushi, Bemba, Bisa, Chishinga, Kunda, Lala, Lamba, Luunda, Ng'umbo, Swaka, Tabwa e Unga. Os nomes de cada um, coincide com o nome da região em que se fala tal dialeto. A influência do léxico inglês, especialmente nas cidades tem dado lugar a outras formas dialectais conhecidas como Chikopabeeluti e Chitauni.
Ainda está intimamente relacionada com outras línguas bantús como o Kaonde, Luba, Nsenga, Tonga, Nyanja e Chewa.
Implantação da língua Bemba:
A importância política do reino Bemba levou os primeiros missioneiros a criar materiais de enseñanza em Chibemba e, já no ano de 1907, publicou-se a primeira gramática Bemba. Por outro lado, a administração colonial utilizou o chibemba como um dos quatro idiomas indígenas principais (junto com Lozi, Nyanja e Tonga) para ser usado na educação e meios de comunicação de massas.
Com a emigração massiva, durante os anos 20, de Bembas às zonas mineiras de Copperbelt, o idioma se extendeu além do território tradicional Bemba, até o ponto que nos anos 40, o chibemba se havia convertido na língua franca da região de Copperbelt.
Mais tarde, a emigração hacia as cidades, os matrimônios interétnicos e o alto grau de multilingualismo no país ha hecho que mais da metade da população da Zâmbia fale ou entenda o chibemba, até o ponto que na capital, Lusaka, onde o Nyanja é a primeira língua, também se fala em amplas zonas da cidade.
O Chibemba é um dos sete idiomas autoctonos oficiais da Zâmbia, junto com Kaonde, Lozi, Lunda, Luvale, Nyanja e Tonga, utilizados na educação, meios de comunicação e documentos governamentais. O inglês é o idioma oficial do Estado.
Ortografia:
Em 1977, o Governo da Zâmbia aprovou a Lei de normalização sobre a ortografia das línguas do país, estabelecendo várias formas de escritas.
Fonte: http://ikuska.com/Africa/Lenguas/bemba/index.htm
?: idioma bambará (Bambara)
O Bambará, conhecido também como Bamanakan, é a língua do Povo Bambará. É falada por mais de três milhões de pessoas, fundamentalmente no Mali, também como idioma minoritário no Senegal, Costa do Marfim, Gâmbia, Mauritânia e Burkina Fasso.
As principais formas dialetais, segundo o número de pessoas que as utilizam, são o Somono, Segu, San, Beledugu, Ganadugu, Wasulu e Sikasso. O idioma com que tem maiores similaridades é o mandingo, em alguns de seus dialetos.
Fonte: http://ikuska.com/Africa/Lenguas/bambara/index.htm
Arte Bambara – Antílope Duplo
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Eis um emblema usado pelos Bambara (povo agrícola que vivia a oeste da grande curva do Rio Níger) para danças de plantação e colheita. É o símbolo de “Chi Wara”, herói e semideus, primeiro criador mítico de cereal.
Há diversas variações deste motivo. Este, representa um tema fixo: símbolo de fertilidade na forma de antílope, mãe e filho. Somente poderemos compreendê-lo se o imaginarmos como era usado: o dançarino fixava-o à própria cabeça por sobre fibras de córtices de árvore, semelhantes a uma peruca.
Embora se trate de versão recente, conserva, na posição dupla das pernas e no ritmo sinuoso e vertical, da parte superior, a elegância e o movimento que provém de tradição altamente desenvolvida, de extraordinária habilidade em composições verticais.
Fonte: Enciclopédia dos Museus – Volume – Museu Britânico – Londres
Edição 1967 Arnoldo Mondadori Editore – Ceam – Milão
Fotografia 1967 – de Kodansha LTD – Tóquio
Recebido de Lídia em 19/06/2006.
INDLULAMETHI – girafa na língua zulu
Indlulamethi – girafa no idioma zulu (IsiZulu)
A população da África do Sul é formada por vários grupos étnicos, entre eles os zulus – tribo com língua própria localizada na região de Zuzulândia – considerada a pátria do povo Zulu.
A nação Zulu, localizada na província de KwaZulu-Natal, ainda é regida por um monarca Zulu – o rei Goodwill Zwelitini (2001).
Abaixo, cartões-postais ilustrando homens da etnia Zulu. Do lado direito da tela, o cartão-postal mostra o chefe Teteluka, em Natal.
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Cartão-postal sobre mulheres da etnia Zulu.
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Abaixo (lado esquerdo), cartão-postal sobre mulheres da etnia Zulu Intombi. Cartão-postal sobre mulheres da etnia Zulu Maiden (lado direito).
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As mulheres dessa etnia usam enfeites, miçangas e contas como roupas... assim como podemos ver em uma peça de madeira revestida que comprei naquelas terras... Veja em Artesanatos Africanos!
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Cartão-postal A Bevy of beleza Zulu.
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Abaixo, lista alfabética de palavras de origem africana incorporadas em nosso vocabulário (vocábulos e seus significados):
A
abará: bolinho de feijão.
acará: peixe de esqueleto ósseo.
acarajé: bolinho de feijão frito (feijão fradinho).
agogô: instrumento musical constituído por uma dupla campânula de ferro, produzindo
dois sons.
amuo: sm. Mau humor passageiro, revelado no aspecto, gestos ou silêncio; arrufo,
calundu.
angu: massa de farinha de trigo ou de mandioca ou arroz.
B
bangüê: padiola de cipós trançados na qual se leva o bagaço da cana.
bangulê: dança de negros ao som da puíta, palma e sapateados.
banzar: meditar, matutar.
banzo: nostalgia mortal dos negros da África.
banto: nome do grupo de idiomas africanos em que a flexão se faz por prefixos.
batuque: dança com sapateados e palmas.
banguela: desdentado.
berimbau: instrumento de percussão com o qual se acompanha a capoeira.
búzio: concha.
C
cachaça: aguardente.
cachimbo: aparelho para fumar.
cacimba: cova que recolhe água de terrenos pantanosos.
Caculé: cidade da Bahia.
cafife: diz-se de pessoa que dá azar.
cafuca: centro; esconderijo.
cafua: cova.
cafuche: irmão do Zumbi.
cafuchi: serra.
cafundó: lugar afastado, de acesso difícil.
cafuné: carinho.
cafungá: pastor de gado.
calombo: quisto, doença.
calumbá: planta.a
calundu: sm. Mau humor; amuo.
calunga: sf. 1. Coisa qualquer de tamanho reduzido. 2. Boneco pequeno.
camundongo: rato.
Candomblé: religião dos negros iorubás.
candonga: intriga, mexerico.
canjerê: feitiço, mandinga.
canjica: papa de milho verde ralado.
carimbo: instrumento de borracha.
catimbau: prática de feitiçaria.
catunda: sertão.
cassangue: grupo de negros da África.
caxambu: grande tambor usado na dança harmônica.
caxumba: doença da glândula falias.
chuchu: fruto comestível.
cubata: choça de pretos; senzala.
cumba: forte, valente.
Cumbe: povoação em Angola.
D
dendê: fruto do dendezeiro.
dengo: manha, birra.
E
efó: espécie de guisado de camarões e ervas, temperado com azeite de dendê e
pimenta.
Exu: deus africano de potências contrárias ao homem.
F
fubá: farinha de milho.
G
guandu: o mesmo que andu (fruto do anduzeiro), ou arbusto de flores amarelas,
tipo de feijão comestível.
I
inhame: planta medicinal e alimentícia com raiz parecida com o cará.
Iemanjá: deusa africana, a mãe d’água dos iorubanos.
iorubano: habitante ou natural de Ioruba (África).
J
jeribata: alcóol; aguardente.
jeguedê: dança negra.
jiló: fruto verde de gosto amargo.
jongo: o mesmo que samba.
L
libambo: bêbado (pessoas que se alteram por causa da bebida).
lundu: primitivamente dança africana.
M
máculo ou mácula: sf. Nódoa, mancha.
Macumba: sf. 1. Religião afro-brasileira com elementos de várias religiões indígenas
brasileiras e do Cristianismo. 2. O ritual que corresponde a ela.
Macumbeiro: adj. sm. Diz-se de, ou praticante da macumba.
malungo: título que os escravos africanos davam aos que tinham vindo no mesmo
navio; irmão de criação.
maracatu: sm. Oriundo da região do Estado de Pernambuco (PE), é um cortejo carnavalesco
que segue uma mulher que, num bastão, leva uma bonequinha enfeitada, a calunga.
marimba: peixe do mar.
marimbondo: o mesmo que vespa.
maxixe: fruto verde.
miçanga: conchas de vidro, variadas e miúdas.
milonga: certa música ao som de violão.
mandinga: feitiçaria, bruxaria.
molambo: pedaço de pano molhado.
mocambo: habitação muito pobre.
moleque: negrinho, menino de pouca idade.
muamba: contrabando.
mucama: escrava negra especial.
mulunga: árvore.
munguzá: iguaria feita de grãos de milho cozido, em caldo açucarado, às vezes
com leite de coco ou de gado. O mesmo que canjica.
murundu: montanha ou monte; montículo; o mesmo que montão.
mutamba: árvore.
muxiba: carne magra.
muxinga: açoite; bordoada.
muxongo: beijo; carícia.
maassagana: confluência, junção de rios em Angola.
O
Ogum ou Ogundelê: Deus das lutas e das guerras.
Orixá: Divindade de religiões afro-brasileiras. Divindade secundária do culto
jejênago, medianeira que transmite súplicas dos devotos suprema; divindade desse
culto; ídolo africano.
P
puita: corpo pesado usado nas embarcações de pesca em vez fateixa.
Q
quenga: vasilha feita da metade do coco.
quiabo: fruto de forma piramidal, verde e peludo.
quibebe: papa de abóbora ou de banana.
quilombo: valhacouto de escravos fugidos.
quibungo: invocado nas cantigas de ninar, o mesmo que cuca, festa dançante dos
negros.
queimana: iguaria nordestina feita de gergelim .
quimbebé: bebida de milho fermentado.
quimbembe: casa rústica, rancho de palha.
quimgombô: quiabo.
quitute: comida fina, iguaria delicada.
quizília: antipatia ou aborrecimento.
S
samba: dança cantada de origem africana de compasso binário (da língua de Luanda,
semba = umbigada).
senzala: alojamento dos escravos.
soba: chefe de trigo africana.
T
tanga: pano que cobre desde o ventre até as coxas.
tutu: iguaria de carne de porco salgada, toicinho, feijão e farinha de mandioca.
U
urucungo: sm. Berimbau (instrumento musical).
V
vatapá: sm. Da culinária (comida), iguaria de origem africana, à base de peixe
ou galinha, com camarão seco, amendoim etc., temperada com azeite de dendê e
pimenta.
X
xendengue: magro, franzino.
Z
zambi ou zambeta: cambaio, torto das pernas.
zumbi: sm. Fantasma que vaga pela noite, segundo lenda afro-brasileira. Nota:
Nome do herói nacional Zumbi
dos Palmares.
Última atualização: 27/10/2009. |