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– G-I-R-A-F-A na língua brasileira de sinais (usando a datilologia)

Esta é a palavra em português G-I-R-A-F-A escrita utilizando o alfabeto manual de LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais!

Os livros didáticos de aprendizado de LIBRAS ensinam que quando a palavra de um exercício tem que ser em datilologia, então se coloca em letra maiúscula e separada por hifens, para as pessoas saberem o que está escrito.

A datilologia é a soletração de uma palavra usando o alfabeto manual de LIBRAS.

Na Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS, podemos nos referir ao animal usando a datilologia, alfabeto manual onde cada sinal corresponde a uma letra (imagens acima), mas também podemos utilizar um sinal específico para a palavra girafa, o qual chamamos de “sinal da girafa”, como mostra a imagem abaixo.

Já o sinal é formado a partir da combinação do movimento das mãos com um determinado formato (que chamamos configuração de mãos de LIBRAS), em um determinado lugar, podendo este lugar ser uma parte do corpo ou espaço em frente ao corpo.

SINAL DA GIRAFA
Fonte – www.acessobrasil.org.br/libras

A datilologia é mais usada para expressar nome de pessoas, localidades e outras palavras que não possuem um sinal específico. Às vezes, uma palavra da língua portuguesa que por empréstimo passou a pertencer a LIBRAS, por ser expressa pelo alfabeto manual com uma incorporação de movimento próprio desta língua, será apresentada pela soletração ou parte da soletração como as palavras “reais” e “nunca”, por exemplo.

É difícil de explicar isso utilizando apenas a escrita, sem demonstrar com as mãos, porque LIBRAS é uma língua de modalidade gestual-visual... Portanto se a pessoa ver o gesto sobre o que estamos querendo falar, torna-se muito mais fácil dela entender...

Uma pessoa que não é surda pode usar a datilologia quando ela não sabe o sinal correspondente do que quer falar com um surdo... Então para o surdo entender do que se trata devemos soletrar, usando o alfabeto manual...

Entretanto nem todo surdo é “sinalizado”, muitos são “oralizados” e outros não conhecem LIBRAS, infelizmente...

Dia do Surdo • É comemorado no dia 26 de setembro porque, neste dia, em 1857, durante o Império de D. Pedro II, o professor francês Hernest Huet, que era surdo, fundou o Imperial Instituto de Surdos Mudos, no Rio de Janeiro. No ano do centenário passou a denominar-se INES – Instituto Nacional de Educação de Surdos. O deficiente auditivo se comunica através da LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais. Mais do que uma escola, hoje, o Ines é o Centro Nacional de Referência na Área da Surdez (www.ines.gov.br).

– Francisco de Sales (Castelo de Sales, Thorens-Glières, Saboya, 21/08/1567 – Lyon, 28/12/1622), primogênito entre os 13 filhos dos Barões de Boisy, nasceu no Castelo de Sales, em Sabóia, França, em 21/08/1567 e morreu em 28/12/1622. Francisco aceitou em sua casa um jovem com dificuldade de audição e criou uma linguagem de símbolos para possibilitar a comunicação. Essa obra de caridade conduziu a Igreja a dar-lhe um título de Padroeiro dos Surdos. Sacerdote católico, bispo de Genebra, tem o título de Doutor da Igreja, é titular e patrono da família salesiana (fundada por São João Bosco), também patrono dos escritores e jornalistas. A festa litúrgica de São Francisco de Sales é celebrada no dia 24 de janeiro.

Nota: As imagens acima e informações relevantes sobre a Língua Brasileira de Sinais foram recebidas da professora Marcia e de sua amiga surda, Maria, em 26/12/2007.

Língua de Sinais

As Línguas de Sinais (LS) são as línguas naturais das comunidades surdas. Ao contrário do que muitos imaginam, as Línguas de Sinais não são simplesmente mímicas e gestos soltos, utilizados pelos surdos para facilitar a comunicação. São línguas com estruturas gramaticais próprias.

Atribui-se às Línguas de Sinais o status de língua porque elas também são compostas pelos níveis linguísticos: o fonológico, o morfológico, o sintático e o semântico. O que é denominado de palavra ou item lexical nas línguas oral-auditivas são denominados sinais nas línguas de sinais.

O que diferencia as Línguas de Sinais das demais línguas é a sua modalidade visual-espacial. Assim, uma pessoa que entra em contato com uma Língua de Sinais irá aprender uma outra língua, como o Francês, Inglês etc. Os seus usuários podem discutir filosofia ou política e até mesmo produzir poemas e peças teatrais.

LIBRAS, ou Língua Brasileira de Sinais, é a língua materna dos surdos brasileiros e, como tal, poderá ser aprendida por qualquer pessoa interessada pela comunicação com essa comunidade.

Como língua, esta é composta de todos os componentes pertinentes às línguas orais, como gramática semântica, pragmática sintaxe e outros elementos, preenchendo, assim, os requisitos científicos para ser considerada instrumental linguístico de poder e força.

Possui todos os elementos classificatórios identificáveis de uma língua e demanda de prática para seu aprendizado, como qualquer outra língua.

Foi na década de 60 que as línguas de sinais foram estudadas e analisadas, passando então a ocupar um status de língua. É uma língua viva e autônoma, reconhecida pela linguística.

Pesquisas com filhos surdos de pais surdos estabelecem que a aquisição precoce da Língua de Sinais dentro do lar é um benefício e que esta aquisição contribui para o aprendizado da língua oral como Segunda língua para os surdos.

Os estudos em indivíduos surdos demonstram que a Língua de Sinais apresenta uma organização neural semelhante à língua oral, ou seja, que esta se organiza no cérebro da mesma maneira que as línguas faladas.

A Língua de Sinais apresenta, por ser uma língua, um período crítico precoce para sua aquisição, considerando-se que a forma de comunicação natural é aquela para o qual o sujeito está mais bem preparado, levando-se em conta a noção de conforto estabelecido diante de qualquer tipo de aquisição na tenra idade.

A Língua Brasileira de Sinais foi aprovada pela Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002.

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“É impossivel para aqueles que não conhecem a língua de sinais perceberem sua importância para os surdos, sua enorme influência sobre a felicidade moral e social dos que são privados da audição e sua maravilhosa capacidade de levar o pensamento a intelectos que de outra forma ficariam em perpétua escuridão. Enquanto houver dois surdos no mundo e eles se encontrarem, haverá o uso de sinais.” (J. Schuylerhong)


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INFORMAÇÕES TÉCNICAS

1 – LIBRAS

A LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) tem sua origem na Língua de Sinais Francesa. As Línguas de Sinais não são universais. Cada país possui a sua própria língua de sinais, que sofre as influências da cultura nacional. Como qualquer outra língua, ela também possui expressões que diferem de região para região (os regionalismos), o que a legitima ainda mais como língua.

2 – Sinais

Os sinais são formados a partir da combinação da forma e do movimento das mãos e do ponto no corpo ou no espaço onde esses sinais são feitos. Nas línguas de sinais podem ser encontrados os seguintes parâmetros que formarão os sinais:

a) Configuração das mãos

São formas das mãos que podem ser da datilologia (alfabeto manual) ou outras formas feitas pela mão predominante (mão direita para os destros ou esquerda para os canhotos), ou pelas duas mãos.

Os sinais DESCULPAR, EVITAR e IDADE, por exemplo, possuem a mesma configuração de mão (com a letra y). A diferença é que cada uma é produzida em um ponto diferente no corpo.

b) Ponto de articulação

É o lugar onde incide a mão predominante configurada, ou seja, local onde é feito o sinal, podendo tocar alguma parte do corpo ou estar em um espaço neutro.

c) Movimento

Os sinais podem ter um movimento ou não. Por exemplo, os sinais PENSAR e EM-PÉ não têm movimento; já os sinais EVITAR e TRABALHAR possuem movimento.

d) Expressão facial e/ou corporal

As expressões faciais / corporais são de fundamental importância para o entendimento real do sinal, sendo que a entonação em Língua de Sinais é feita pela expressão facial.

e) Orientação/Direção

Os sinais têm uma direção com relação aos parâmetros acima. Assim, os verbos IR e VIR se opõem em relação à direcionalidade.

3 – Convenções da LIBRAS

A grafia: os sinais em LIBRAS, para simplificação, serão representados na Língua Portuguesa em letra maiúscula. Exemplo: CASA, INSTRUTOR.

A datilologia (alfabeto manual): usada para expressar nomes de pessoas, lugares e outras palavras que não possuem sinal, estará representada pelas palavras separadas por hífen. Ex.: M-A-R-I-A, H-I-P-Ó-T-E-S-E.

Os verbos: serão apresentados no infinitivo. Todas as concordâncias e conjugações são feitas no espaço. Exemplo: EU QUERER CURSO.

As frases: obedecerão à estrutura da LIBRAS, e não à do Português. Exemplo: VOCÊ GOSTAR CURSO SENAI? (Você gosta do curso do SENAI?)

Os pronomes pessoais: serão representados pelo sistema de apontação. Apontar em LIBRAS é culturalmente e gramaticalmente aceito.

Para conversar em LIBRAS não basta apenas conhecer os sinais de forma solta, é necessário conhecer a sua estrutura gramatical, combinando-os em frases...


Se você quiser saber mais a respeito, visite os sites relacionados abaixo, os quais me serviram de fonte na construção desta página:

LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais – www.libras.org.br

FENEIS – Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos – www.feneis.org.br

Acesso Brasil – www.acessobrasil.org.br/libras

Abaixo, capa do “Livro Ilustrado de Língua Brasileira de Sinais” – Desvendando a comunicação usada pelas pessoas com surdez, Márcia Honora, Mary Lopes Esteves Frizanco. Revisão especializada: Flaviana Borges da Silveira Saruta (Surda). Editora: Ciranda Cultural...

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Última atualização: 10/02/2014.
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