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Girafa – idioma português
Ao tronco indo-europeu pertencem 425 línguas, entre elas sete das dez mais faladas do planeta (em ordem alfabética): alemão, bengali, espanhol, hindi, inglês, português e russo.
Espalhada pelos cinco continentes, a língua portuguesa figura entre as mais faladas do mundo. Estruturada a partir do século XII, desde o século XV ultrapassou as fronteiras da península Ibérica, acompanhando as caravelas lusitanas na aventura das grandes navegações...
A língua portuguesa é oficial em sete países: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. Os sete países que têm o português como a língua oficial são chamados de lusófonos. E, apesar da incorporação de vocábulos nativos, de certas particularidades de sintaxe, pronúncia e grafia, a língua portuguesa mantém uma unidade.
O português é uma das línguas oficiais da Comunidade Europeia desde 1986, data em que Portugal torna-se membro da Instituição... Em 1994? é criada a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), com sede em Lisboa. Formada pelos países listados abaixo, tem como objetivos preservar e expandir o português pelo mundo e promover a cooperação política, social, econômica e cultural entre os países-membros.
O selo foi emitido por Macau em 09/03/1954, para comemorar o centenário do primeiro selo postal de Portugal. Na ilustração pode-se ver o primeiro selo postal português (no centro) e o Brasão de Armas das antigas colônias de Portugal...
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1. Angola 2. Brasil 3. Cabo Verde 4. Guiné-Bissau 5. Moçambique 6. Portugal 7. São Tomé e Príncipe |
O português é também falado em pequenas comunidades, reflexo de povoamentos portugueses do século XVI, como é o caso de:
Anteriormente, o sistema ortográfico adotado no Brasil foi o aprovado pela Academia Brasileira de Letras, na sessão de 12/08/1943, e simplificado pela Lei nº. 5.765, de 18/12/1971.
Houve uma reforma ortográfica feita no Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (AO), assinado em Lisboa, no dia 16/12/1990, por representantes de sete países de língua portuguesa: Portugal, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e, posteriormente, por Timor Leste. No Brasil, esse Acordo foi aprovado pelo Decreto Legislativo nº 54, de 18/04/1995.
O nosso alfabeto possuia 23 letras (três a menos do que no alfabeto latino), mas depois do Acordo Ortográfico o nosso alfabeto passou a ter 26 letras, pois foram reintroduzidas as letras K, W e Y (figura abaixo).
O alfabeto completo passa a ser: A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z. As letras k, w e y, que na verdade não tinham desaparecido da maioria dos dicionários da nossa língua, são usadas em várias situações. Por exemplo:
a) na escrita de símbolos de unidades de medida: km (quilômetro), kg (quilograma),
W (watt);
b) na escrita de palavras e nomes estrangeiros (e seus derivados): show, playboy,
playground, windsurf, kungfu, yin, yang, William, kaiser, Kafka, kafkiano.
Observação: Para memorizar o número de letras do alfabeto, ou o número de Estados que compreende o Brasil, relacione ou associe um tema ao outro, pois o total de ambos os números é mesmo.
Do latim ao português
Derivada do latim vulgar (popular), desenvolve-se na Lusitânia (atual Portugal e região espanhola da Galícia) a partir do final do século III antes de Cristo. Nessa época, o Império Romano conquista a região e institui o latim como língua oficial.
Com as invasões bárbaras, no século V, o latim começa a entrar em decadência. A partir do século VIII deixa de ser falado, quando os árabes dominam a península Ibérica e impõem sua língua.
A expulsão dos árabes, no século XII, leva à criação do reino de Portugal. O latim volta, então, a ser a língua predominante, embora já modificado pelas influências que recebeu dos povos bárbaros e do próprio árabe.
Posteriormente, o idioma é reformulado e dá origem ao galego-português. Um dos primeiros documentos escritos nessa língua data de 1198: uma poesia, conhecida como Cantiga da Ribeirinha, escrita pelo trovador Paio Soares de Taveirós.
Aos poucos, o galego-português vai sofrendo modificações e adquirindo, na região de Portugal, as características do português moderno.
Quando a dinastia Avis é fundada, em 1385, o português passa a ser a língua oficial. Com a expansão marítima portuguesa, entre os séculos XV e XVI, espalha-se por várias regiões da África, Ásia e América.
Português – língua oficial do Brasil
A língua falada no Brasil colonial não acompanha as mudanças ocorridas durante o século XVIII no português falado na metrópole: além de manter-se fiel à maneira de pronunciar da época da descoberta, o português falado no Brasil sofre fortes influências indígenas e africanas e, mais tarde, de imigrantes europeus que se instalam no centro-sul.
Isso explica a presença de modalidades fonéticas tão distintas quanto as do nordestino, do mineiro ou do gaúcho, mesmo conservando uma rara uniformidade. A língua portuguesa no Brasil, apesar de falada em uma imensa extensão territorial, manteve sua unidade, variando apenas em questões superficiais de léxico e modalidades de pronúncias regionais.
O idioma português chegou ao território brasileiro a bordo das naus portuguesas, no Século XVI, para se juntar à família linguística tupi-guarani, em especial o Tupinambá, um dos dialetos Tupi. Os índios, subjugados ou aculturados, ensinaram o dialeto aos europeus que, mais tarde, passaram a se comunicar nessa “língua geral”, o Tupinambá. Em 1694, a língua geral reinava na então colônia portuguesa, com características de língua literária, pois os missionários traduziam peças sacras, orações e hinos, na catequese...
Com a chegada do idioma iorubá (Nigéria) e do quimbundo (Angola), por meio dos escravos trazidos da África, e com novos colonizadores, a Corte Portuguesa quis garantir uma maior presença política. Uma das primeiras medidas que adotou, então, foi obrigar o ensino da Língua Portuguesa aos índios...
Língua indígena – A língua de contato entre o colonizador e os povos indígenas do litoral é o tupi mais precisamente o dialeto tupinambá. Os jesuítas estudam a língua, traduzem orações cristãs para a catequese e ela se estabelece como língua geral, ao lado do português, na vida cotidiana da colônia. Na metade do século XVIII, o tupi tem sua utilização proibida por uma Provisão Real de 1757. Nessa época, o português se fortalece com o afluxo de grande número de pessoas da metrópole. Com a expulsão dos jesuítas do país (1759), o português fixa-se definitivamente como o idioma do Brasil.
Herança tupi – Da língua indígena, o português incorpora principalmente palavras referentes à flora (abacaxi, buriti, caju, carnaúba, cipó, imbuia, ipê, jabuticaba, jacarandá, mandacaru, mandioca, maracujá, peroba, pitanga, sapé, taquara), à fauna (araponga, caninana, capivara, curió, piranha, quati, sagui, sabiá, sucuri, tatu, urubu), a nomes geográficos (Aracaju, Guanabara, Itapeva, Niterói, Pindamonhangaba, Tijuca) e a nomes próprios (Bartira, Jurandir, Maíra, Ubirajara).
Influência africana – O iorubá, falado pelos negros vindos da Nigéria, deixa o vocabulário ligado ao candomblé (nomes de divindades como Exu, Iansã) e à cozinha afro-brasileira (vatapá, abará, acarajé). O quimbundo angolano fornece palavras da vida cotidiana (caçula, cafuné, molambo, moleque) e termos relativos à escravidão (banguê, senzala, mocambo, maxixe, samba).
O Português no Mundo
Segundo dados de 1995 do Summer Institute of Linguistics da Universidade do Texas, Estados Unidos, o português é a sexta língua mais falada no mundo. É a língua materna de 170 milhões de falantes, concentrados em sete países. Além dos falantes nativos, 12 milhões de pessoas utilizam o português como segunda língua no mundo.
América – O Brasil é o único país de língua portuguesa na América, com cerca de 163 milhões de falantes no total (língua materna e segunda língua). O português falado no Brasil colonial é influenciado pelas línguas indígenas, africanas e de imigrantes europeus. Isso explica as diferenças regionais na pronúncia e no vocabulário verificadas, por exemplo, no Nordeste e no Sul do país. Apesar disso, a língua conserva a uniformidade gramatical em todo o território.
Europa – O português é a língua oficial de Portugal, falada aproximadamente por 10 milhões de portugueses (língua materna e segunda língua). Em 1986, o país passa a integrar a Comunidade Econômica Europeia (CEE) e a língua portuguesa é adotada como um dos idiomas oficiais da organização. Atualmente, mais de 1 milhão de cidadãos da União Europeia (antiga CEE) falam o português. Eles estão concentrados na França, Alemanha, Bélgica, em Luxemburgo e na Suécia. A França é o país com mais falantes (750 mil).
Ásia – Entre os séculos XVI e XVIII, o português é a língua franca nos portos da Índia e sudeste da Ásia. Atualmente, a cidade de Goa, na Índia, é o único lugar do continente onde o português sobrevive na sua forma original, com 250 mil falantes no total. Entretanto, o idioma está sendo gradualmente substituído pelo inglês. Em Damão e Diu (Índia), Java (Indonésia), Macau (ex-território português, de população predominantemente chinesa), Sri Lanka e Málaca (Malásia) fala-se o crioulo, língua que conserva o vocabulário do português, mas adota formas gramaticais diferentes.
África – O português é a língua oficial de 5 países, somando cerca de 7,5 milhões de falantes no total. Nesses países, o português oficial – usado na administração, no ensino, na imprensa e nas relações internacionais – convive com diversos dialetos crioulos.
1 – Em Angola, 60% dos moradores falam o português como língua materna. Cerca de 40% da população fala dialetos crioulos como o bacongo, o quimbundo, o ovibundo e o chacue.
2 – Em Cabo Verde, quase todos os habitantes falam o português e um dialeto crioulo, que mescla o português arcaico a línguas africanas. Há duas variedades desse dialeto, a de Barlavento e a de Sotavento.
3 – Em Guiné-Bissau, 90% da população fala o dialeto crioulo, semelhante ao de Cabo Verde, ou dialetos africanos, enquanto apenas 10% utiliza o português.
4 – Em Moçambique, somente 0,18% da população (30 mil pessoas) considera o português como língua oficial, embora seja falado por mais de 2 milhões de moçambicanos. A maioria dos habitantes usa línguas locais, principalmente as do grupo banto.
5 – Nas ilhas de São Tomé e Príncipe, apenas 2,5% dos habitantes falam a língua portuguesa. A maioria utiliza dialetos locais, como o forro e o moncó, além de línguas de Angola.
Fonte: Almanaque Abril CD-ROM, 1995
Quando usar c cedilhado em lugar de ss?
De modo geral, os substantivos terminados em -ção (-ssão) em português escrevem-se com ç ou ss, conforme derivem de palavras latinas terminadas em -tione ou -sione.
Exemplos: exceptione – exceção, extensione – extensão, punctione – punção, pressione – pressão, tensione – tensão, tortione – torção. Escrevem-se ainda com cedilha (“ç” ou “Ç”):
a) Derivados de verbos terminados em ter: abster/abstenção, conter/contenção,
deter/detenção, ater/atenção, reter/retenção.
b) Palavras formadas com os sufixos: aça, aço, ação, çar, iça, iço, nça, uça,
uço. Ex.: bagaço, barcaça, couraça, ricaço, cortiça, aguçar, carniça, caniço,
esperança, carapuça, dentuço.
c) Após ditongos: eleição, traição, beiço, louça, equação.
d) depois de in e un. Ex.: distinção, função.
e) Palavras de origem tupi, africana ou exótica: açaí, cachaça, caçula, cupuaçu,
Iguaçu, jararacuçu, Juçara, maniçoba, Uruaçu. A letra “ç” é usada em vocábulos
derivados do tupi-guarani.
f) Palavras de origem árabe: açafrão, açoite, açúcar, açucena, açude, mulçumano.
g) Palavras derivadas de outras terminadas em to(r): ato/ação, executar/execução,
infrator/infração, absorto/absorção.
Letras Maiúsculas
Títulos de obras intelectuais, literárias e artísticas. Exemplos: Memórias Póstumas de Brás Cubas, Eles Não Usam Black-Tie, Casa Grande e Senzala, O Bêbado e a Equilibrista, Abaporu.
Altos conceitos religiosos ou políticos. Exemplos: Nação, Pátria, Senado, Igreja.
Nomes de épocas históricas e eras ou períodos geológicos. Exemplos: Idade Média, República Velha, Renascença, Período Neolítico, Era Mesozóica.
Nomes de eventos históricos e festas religiosas. Exemplos: Proclamação da República, Natal, Ramadã.
Nomes de concursos e eventos. Exemplos: Festival Internacional da Canção, Congresso Brasileiro de Cardiologia.
As palavras Oriente e Ocidente e os nomes dos pontos cardeais quando usados para citar regiões. Exemplos: a cultura do Oriente, as cidades do Nordeste.
Tautologia é o termo usado para definir um dos vícios de linguagem. Consiste na repetição de um mesmo conceito ou ideia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido. O exemplo clássico é o famoso 'subir para cima' ou o 'descer para baixo'.
Note que todas essas repetições são dispensáveis. Por exemplo, 'surpresa inesperada'. Existe alguma surpresa esperada? É óbvio que não. Devemos evitar o uso das repetições desnecessárias. Fique atento às expressões que utiliza no seu dia-a-dia. Alguns exemplos na lista abaixo:
- elo de ligação
- acabamento final
- certeza absoluta
- quantia exata
- nos dias 8, 9 e 10, inclusive
- expressamente proibido
- em duas metades iguais
- sintomas indicativos
- há anos atrás
- vereador da cidade
- outra alternativa
- detalhes minuciosos
- a razão é porque
- superávit positivo
- todos foram unânimes
- conviver junto
- fato real
- encarar de frente
- multidão de pessoas
- amanhecer o dia
- criação nova
- retornar de novo
- empréstimo temporário
- surpresa inesperada
- escolha opcional
- planejar antecipadamente
- abertura inaugural
- continua a permanecer
- a última versão definitiva
- possivelmente poderá ocorrer
- comparecer em pessoa
- gritar bem alto
- propriedade característica
- demasiadamente excessivo
- a seu critério pessoal
- exceder em muito
A Editorial Verbo foi fundada em 1958, na cidade de Lisboa – Portugal. A Enciclopédia Verbo Luso-Brasileira de Cultura, Edição Século XXI, ímpar no panorama nacional é a mais importante obra de referência naquele país.
O “Grupo Verbo” é formado pela Editoral Verbo S.A.; EDC – Crediverbo; Verbo Postal; Editora Ulisséia, Verbo Publicações Periódicas; Universidade Católica Editora, Confraria dos Apreciadores de Vinhos; Tri-Chem; Litécnica (Luanda – Angola); Mabuko (Maputo – Moçambique) e a Editora Verbo (São Paulo – Brasil), a qual foi criada em 1966 e é braço atuante da Editorial Verbo no Brasil. Distribui edições do próprio Grupo, bem como publica edições brasileiras.
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► EDITORA EDITORIAL VERBO S.A. – www.editorialverbo.pt Sede: Av. António Augusto de Aguiar, 148 – 1069 – 019 Lisboa – Portugal Rua da Figueira, 215 – Parque D. Pedro II – CEP: 03006-000 – São Paulo – Brasil Telefone: (11) 3313-5214 – verbo@editoraverbo.com.br – www.editoraverbo.com.br |
Abaixo, títulos publicados pela Editora relacionados com as girafas:
Autor: Lucienne Erville | Ilustração: Philippe Salembier
— Título: A GIRAFA GIGI E A ZEBRA
ZEZÉ (A girafa Gigi e a zebra Zezé)
ISBN: | Idioma: Português de Portugal
Editora: Editora Verbo (Lisboa) | Série/Coleção: Verbo Infantil 85
Ano da Obra – Copyright: | Edição: 1ª 1978
Segmento: Literatura Estrangeira – Literatura Portuguesa – Literatura Infanto-juvenil
Ficha Técnica – Tipo de capa: Brochura | Formato: cm. | Nº de páginas: 21
Autor: Nadine Saunier, Marcelle Geneste e Anne Leduc | Ilustração: n/c | ESGOTADO
— Título: A GIRAFA (A girafa)
ISBN: 9722211447 | ISBN-13: 9789722211444 | Idioma: Português de Portugal
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Editora: Editora Verbo Jurídico (Lisboa) | Verbo (Brasil) | Série/Coleção:
Animais Nossos Amigos Ano da Obra – Copyright: 1988 | Edição: 1ª 1988, 1990, 2ª 1991 Segmento: Literatura Estrangeira – Literatura Portuguesa – Literatura Infantil Ficha Técnica – Tipo de capa: Encadernado | Formato: 19 x 22 cm. | Peso: 150g | Nº de páginas: 20 | Descrição: assunto sobre girafas, mamíferos... |
Autor: Hergé | Ilustração: n/c
— Título: ANITA NO JARDIM ZOOLÓGICO
(Anita no jardim zoológico)
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Código: 9722205250 | Editora: Verbo Nota (não sei o que é... deve ser algum brinquedo relacionado ao livro): L. Cubo – Anita e os animais do jardim zoológico | Código: 9722222147 | Preço: R4 52,00 |
— Título: GIRAFA (Girafa) | A partir
dos 3 anos | Livros de cartão
ISBN : 972568406X | ISBN 13: 9789725684061 | Formato: 24 x 24 cm. | Páginas:
8 | R$ 22,25 (Cia. dos Livros, 30/03/09)
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► EDITORA ULISSEIA Av. António Augusto de Aguiar, 148 – 1º 1050 – 021 – Lisboa – Portugal ulisseia@editorialverbo.pt |
A Editora Ulisseia foi fundada em 1948 e tem sido reconhecida como uma das mais importantes editoras portuguesas das décadas de 50 e 60, sendo considerada como a mais inovadora casa de edição portuguesa no dominío da literatura de ficção. Em 1972, a Editora Ulisseia foi adquirida pelo Grupo Verbo e em 2001 retoma a atividade no campo da ficção.
— Título: A GIRAFA (A Girafa) | Autor: Diversos | Editora: Ulisseia | Preço sugerido: R$ 38,00 (Livraria Saraiva)
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GUIA PRÁTICO DA NOVA ORTOGRAFIA
Autor: Douglas Tufano – Professor e autor de livros didáticos de língua portuguesa
© 2008 Editora Melhoramentos Ltda. | Diagramação: WAP Studio
ISBN: 978-85-06-05464-2 | Ano: agosto de 2008 (1ª Edição)
Trema
– Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a letra u para indicar que ela deve ser pronunciada nos grupos gue, gui, que, qui. O trema permanece apenas nas palavras estrangeiras e em suas derivadas. Exemplos: Bündchen, Müller, mülleriano.
– Mudanças nas regras de acentuação
1. Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima sílaba). Por exemplo: alcateia, androide, apoia (verbo apoiar), assembleia, boia, celuloide, colmeia, Coreia, estreia, geleia, heroico, ideia, jiboia, joia, odisseia, paranoia, plateia, tramoia etc. Atenção: essa regra é válida somente para palavras paroxítonas. Assim, continuam a ser acentuadas as palavras oxítonas terminadas em éis, éu, éus, ói, óis. Exemplos: papéis, herói, heróis, troféu, troféus.
Nota: Palavras que eu não sei: européia, européias, Galiléia, Judéia, Juréia, Paulicéia, Pompéia, Tróia...? (matéria sp)
2. Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no i e no u tônicos quando vierem depois de um ditongo. Como baiuca, Bocaiuva, cauila, feiura. Atenção: se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em posição final (ou seguidos de s), o acento permanece. Exemplos: tuiuiú, tuiuiús, Piauí.
3. Não se usa mais o acento das palavras terminadas em êem e ôo(s). Como era e como ficou: abençôo abençoo, crêem (verbo crer) creem, dêem (verbo dar) deem, dôo (verbo doar) doo, enjôo enjoo, lêem (verbo ler) leem, magôo (verbo magoar) magoo, perdôo (verbo perdoar) perdoo, povôo (verbo povoar) povoo, vêem (verbo ver) veem, vôos voos, zôo zoo.
4. Não se usa mais o acento que diferenciava os pares pára/para, péla(s)/ pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e pêra/pera. Ele para o carro. Ele foi ao Polo Norte. Ele gosta de jogar polo. Esse gato tem pelos brancos. Comi uma pera.
Nota: O acento diferencial deixa de existir em palavras homófonas (que têm o mesmo som, mas significados diferentes). É o que acontece com pára (do verbo parar) e para (preposição).
• Permanece o acento diferencial em pôde/pode. Pôde é a forma do passado do verbo poder (pretérito perfeito do indicativo), na 3ª pessoa do singular. Pode é a forma do presente do indicativo, na 3ª pessoa do singular. Exemplo: Ontem, ele não pôde sair mais cedo, mas hoje ele pode.
• Permanece o acento diferencial em pôr/por. Pôr é verbo. Por é preposição. Exemplo: Vou pôr o livro na estante que foi feita por mim.
• Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos ter e vir, assim como de seus derivados (manter, deter, reter, conter, convir, intervir, advir etc.). Exemplos: Ele tem dois carros. / Eles têm dois carros. Ele vem de Sorocaba. / Eles vêm de Sorocaba. Ele mantém a palavra. / Eles mantêm a palavra. Ele convém aos estudantes. / Eles convêm aos estudantes. Ele detém o poder. / Eles detêm o poder. Ele intervém em todas as aulas. / Eles intervêm em todas as aulas.
• É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/fôrma. Em alguns casos, o uso do acento deixa a frase mais clara. Veja este exemplo: Qual é a forma da fôrma do bolo?
5. Não se usa mais o acento agudo no u tônico das formas (tu) arguis, (ele) argui, (eles) arguem, do presente do indicativo dos verbos arguir e redarguir.
6. Há uma variação na pronúncia dos verbos terminados em guar, quar e quir, como aguar, averiguar, apaziguar, desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir etc. Esses verbos admitem duas pronúncias em algumas formas do presente do indicativo, do presente do subjuntivo e também do imperativo. Veja:
a) se forem pronunciadas com a ou i tônicos, essas formas devem ser acentuadas.
Exemplos:
• verbo enxaguar: enxáguo, enxáguas, enxágua, enxáguam; enxágue, enxágues, enxáguem
• verbo delinquir: delínquo, delínques, delínque, delínquem; delínqua, delínquas,
delínquam
b) se forem pronunciadas com u tônico, essas formas deixam de ser acentuadas.
Exemplos (a vogal sublinhada é tônica, isto é, deve ser pronunciada mais fortemente
que as outras):
• verbo enxaguar: enxaguo, enxaguas, enxagua, enxaguam;
enxague, enxagues, enxaguem
• verbo delinquir: delinquo, delinques, delinque, delinquem;
delinqua, delinquas, delinquam
Atenção: no Brasil, a pronúncia mais corrente é a primeira, aquela com a e i tônicos.
– Uso do hífen
Algumas regras do uso do hífen foram alteradas pelo novo Acordo. Mas, como se trata ainda de matéria controvertida em muitos aspectos, para facilitar a compreensão dos leitores, apresentamos um resumo das regras que orientam o uso do hífen com os prefixos mais comuns, assim como as novas orientações estabelecidas pelo Acordo.
As observações a seguir referem-se ao uso do hífen em palavras formadas por prefixos ou por elementos que podem funcionar como prefixos (primeiro elemento), como: aero, agro, além, ante, anti, aquém, arqui, auto, circum, co, contra, eletro, entre, ex, extra, geo, hidro, hiper, infra, inter, intra, macro, micro, mini, multi, neo, pan, pluri, proto, pós, pré, pró, pseudo, retro, semi, sobre, sub, super, supra, tele, ultra, vice etc.
1. Com prefixos, usa-se sempre o hífen diante de palavra iniciada por h. Exemplos: anti-heroi, anti-higiênico, anti-histórico, co-herdeiro, macro-história, mini-hotel, proto-história, sobre-humano, super-homem, ultra-humano. Exceção: subumano (nesse caso, a palavra humano perde o h).
2. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal com que se inicia o segundo elemento. Exemplos: aeroespacial, agroindustrial, anteontem, antiaéreo, antieducativo, autoadesivo, autoajuda, autoaprendizagem, autoescola, autoestrada, autoinstrução, coautor, coedição, extraescolar, infraestrutura, plurianual, semiaberto, semianalfabeto, semiesférico, semiopaco. Exceção: o prefixo co aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o: coobrigar, coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, coocupante etc.
3. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante (exceto o h) diferente de r ou s. Exemplos: anteprojeto, anticolonial, antipedagógico, autocolante, autopeça, autoproteção, coprodução, geopolítica, infravermelho, microcomputador, pseudoprofessor, semicírculo, semideus, seminovo, ultramoderno, vasodilatador. Atenção: com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen. Exemplos: vice-rei, vice-almirante etc.
4. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s. Nesse caso, duplicam-se essas letras. Exemplos: antirrábico, antirracismo, antirreligioso, antirrugas, antissocial, autorretrato, biorritmo, contrarregra, contrassenso, cosseno, infrassom, microssistema, minissaia, multissecular, neorrealismo, neossimbolista, semirreta, suprassumo, ultrarresistente, ultrassom, ultrassonografia.
5. Quando o prefixo termina por vogal, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma vogal. Exemplos: anti-ibérico, anti-imperialista, anti-inflacionário, anti-inflamatório, arqui-inimigo, auto-observação, contra-almirante, contra-atacar, contra-ataque, micro-ondas, micro-ônibus, re-emitida?, semi-internato, semi-interno.
6. Quando o prefixo termina por consoante, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma consoante. Exemplos: hiper-requintado, inter-racial, inter-regional, sub-bibliotecário, super-racista, super-reacionário, super-resistente, super-romântico. Atenção: Nos demais casos não se usa o hífen. Exemplos: hipermercado, intermunicipal, superinteressante, superproteção.
• Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r:
sub-região, sub-raça etc.
• Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por
m, n e vogal: circum-navegação, pan-americano etc.
7. Quando o prefixo termina por consoante, não se usa o hífen se o segundo elemento começar por vogal (há exceção de mal-estar). Exemplos: hiperacidez, hiperativo, interescolar, interestadual, interestelar, interestudantil, superamigo, superaquecimento, supereconômico, superexigente, superinteressante, superotimismo.
8. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen. Exemplos: além-mar, além-túmulo, aquém-mar, ex-aluno, ex-colônia, ex-diretor, ex-hospedeiro, ex-prefeito, ex-presidente, pós-graduação, pré-disposição, pré-história, pré-vestibular, pró-europeu, recém-casado, recém-nascido, sem-terra.
9. Deve-se usar o hífen com os sufixos de origem tupi-guarani: açu, guaçu e mirim. Exemplos: amoré-guaçu, anajá-mirim, capim-açu.
10. Deve-se usar o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares. Exemplos: ponte Rio-Niterói, eixo Rio-São Paulo.
11. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição. Exemplos: girassol, madressilva, mandachuva, paraquedas, paraquedista, pontapé.
12. Para clareza gráfica, se no final da linha a partição de uma palavra ou combinação de palavras coincidir com o hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte. Exemplos:
Na cidade, conta-
-se que ele foi viajar.
O diretor recebeu os ex-
-alunos.
“REVISÃO DE TEXTOS”
Joralima TEXTO – Redação, Adequação e Revisão de Textos
orientação redação revisão
• Revisão de texto
• Adequação aos diversos formatos e estilos
• Redação de textos
• Digitação e formatação
• Tradução e revisão (inglês)
• Orientação redacional
Jorge de Lima – Bacharel
em Letras – FFLCH/USP
Informações: (11) 3266-9405 ou (11) 9830-1678
E-mail: joralima@usp.br – Página na internet: http://joralimatexto.blogspot.com
Última atualização: 17/11/2009. |