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Giraffa – idioma latino (latim)
Se escreve igual ao italiano.
Latim medieval – CAMELOPARDUS
Latim antigo – GERAFFAN, CAMELO PARDIS, CAMELEOPARD
O nome científico da girafa é Giraffa camelopardalis – versão latina de “camelo-leopardo”.
O latim foi a língua falada no antigo Império Romano e, hoje, é mantida como oficial pela Igreja Católica no Estado do Vaticano. Deu origem às demais línguas românicas (latinas ou neolatinas). Língua da qual derivam, entre outras, o italiano, o francês, o espanhol e o português.
O latim, embora não seja mais falado por nenhum país desde o Império Bizantino, não pode ser considerado extinto, pois além de ser utilizado em celebrações na Cidade do Vaticano, seu vocabulário também é usado em algumas ciências, como a Medicina, a Biologia e o Direito.
O latim ou alfabeto romano desenvolveu a partir do etrusco (Etruscan) antes de 600 a.C. O alfabeto latino é usado por idiomas de origem europeia (com excessão de alguns idiomas do leste europeu), e por outros idiomas também. As letras J, U e W foram diferenciadas de I e V. Z e G foram adicionadas.
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O latim foi designado internacionalmente para identificar as espécies, Taxinomia, como é sabido.
Citações firafídeas em latim:
* Giraffa quam Arabes Zurnapa, Graeci et Latini Camelopardalin nominant; Bellon, Obs. p. 118.
1336 – “Vidi in Kadro (Cairo) animal GERAFFAN nomine, in anteriori parte multum elevatum, longissimum collum habens, ita ut de tecto domus communis altitudinis comedere possit. Retro ita demissum est ut dorsum ejus manu hominis tangi possit. Non est ferox animal, sed ad modum jumenti pacificum, colore albo et rubeo pellem habens ordinatissime decoratam.” – Gul. de Boldensele, 248-249.
No centro da tela, selo postal emitido pela Namíbia que mostra o nome científico da girafa: Giraffa camelopardalis. Nas laterais, selos de Burundi e Congo Belga, ambos mostram a palavra girafa grafada com dois “F”, como se escreve em latim ou italiano: GIRAFFA.
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– A expressão [sic], que geralmente aparece nos textos entre colchetes, é usada internacionalmente para informar ao leitor que um determinado erro ou incongruência não foi erro de digitação. Diferentemente de etc., sic não é uma abreviatura, mas um advérbio latino que significa “assim”. Páginas relacionadas em Girafamania: cartofilia, fábrica, selo, selo, selos, selo, selo, Vietnã rino, zoorj, zoosp.
– “Libertas Quæ Sera Tamen” (Liberdade ainda que tardia), lema do Estado de Minas Gerais... Países e territórios que utilizam o latim em seus lemas: Andorra, Angola, Antilhas Neerlandesas, Áustria, Estados Unidos, Hungria, Maurício, Mônaco, Porto Rico, San Marino, São Vicente e Granadinas, Seicheles, Suíça, Suriname...
– “IURA NOVIT CURIA” significa literalmente “a cúria [juiz] conhece/sabe os direitos”. Nota: Cúria (antigo senado romano; tribunal ecelsiástico dos bispados).
– Alter ego ou alterego (do latim alter: outro, ego: eu) pode ser entendido literalmente como outro eu, outra personalidade de uma mesma pessoa. Para a Psicologia, o alter ego é um outro eu inconsciente.
– O termo sui generis, de origem no latim, significa, literalmente, “de seu próprio gênero”, ou seja, “único em seu gênero”. Usa-se como adjetivo para indicar que algo é único, peculiar: uma atividade sui generis, uma proposta sui generis, um comportamento sui generis, um estatuto sui generis.
Vocabulário:
ARS – Arte.
BREVIS – Breve.
CONNEXIO, CONIUGIUM – conexão.
FACSIMILE ou fac-simile (do Latim fac simile = faz igual) é toda cópia ou reprodução
que apresenta uma grande semelhança com o original.
FATUM – Destino (fadas).
FLAVUS – Amarelo (flavomarginatus fue derivado de la palabra en latín
flavus, “amarillo”, y marginatus, “bordeada”, en referencia a los bordes amarillos).
FRUX, FRUGIS (fruto) + VORUS (que come): FRUGÍVORO – são aqueles que se alimentam
de frutos, seja parcial ou exclusivamente.
FURNARIUS – Furnaria, forneiro.
INORNATA – Sem adornos; de uma só cor.
INSIDIOSUS – Enganoso (pulcher).
HOMO – 'homem', como em Homo sapiens (HOMOS, 'mesmo', vem do grego).
INCUNABULA – Começo, infância (INCUNABULOS foram as primeiras obras impressas
com tipos móveis).
LABOR – Trabalho.
LIBERTAS – Liberdade.
MAGNUM OPUS (Magnum opus) – Significa grande obra; refere-se à melhor,
mais popular ou renomada obra de um artista.
MEMORABILIA (pronúncia: memorábilia) [lat. memorabilia] – Fatos ou
objetos, dignos de serem rememorados, que se guardam na lembrança ou como lembrança.
Objetos associados a pessoas famosas ou eventos importantes, considerados dignos
de memória e que se tornam itens de colecionadores: Ela é especialista em memorabilia
de Carmen Miranda, por exemplo. Termo latino que significa literalmente “coisas
que servem para serem lembradas” e que entra na literatura a partir do momento
em que se torna necessário recordar, recolher ou editar obras de autores antigos,
cuja produção literária se recupera por via da memória. De aplicação variada,
podemos dizer que tudo o que teve um significado importante para um sujeito
pode ser recuperado numa memorabilia, ou recolha de memórias, experiências pessoais,
obras realizadas, conhecimentos adquiridos etc.
ORA-PRO-NÓBIS – Ora por nós.
RAPINARE – Roubar (aves de rapina).
RUFUS – Vermelho.
SPECIOSUS – Charmoso.
THESAURUS – 1. Grupos de palavras e expressões classificadas por temas (assuntos),
de acordo com a analogia dos seus significados. 2. tesouro. (tesauro, também
conhecido como dicionário de ideias afins).
VIS – Força.
VITA – Vida.
| CURIOSIDADE |
1964 – Qual é a expressão correta: “In Memorian” ou “In Memoriam”?
O selo “In Memorian João XXIII” (abaixo, do lado esquerdo da tela) com valor facial de Cr$ 20,00 cruzeiros foi lançado em 29/06/1964 (Edital 34), com carimbo especial. Yvert: 757. Scott: 980. Michel: 1058. RHM: C-513.
Porém, duas horas depois, por ordem da diretoria regional, surgiu contraordem impedindo o prosseguimento da venda do mesmo. Os selos que ainda estavam nos guichês foram recolhidos à tesouraria. Membros da diretoria da Associação dos Jornalistas Filatélicos apuraram, de pronto, a razão da estranha providência. O selos foram recolhidos porque a foto do Papa João XXIII, utilizada na confecção do selo, era do tempo em que o mesmo foi cardeal. O “barrete” do Papa João XXIII assim o indicava. Sendo um Papa, deveria estar com o “chapéu” papal e não com o “chapéu” de bispo como é mostrado no selo... Mas também havia outro erro “pior”: a expressão em latim foi grafada de forma errada...
Por causa destes erros o selo foi recolhido no mesmo dia de lançamento e, após alguns dias de alvoroço na história da filatelia brasileira, em 03/07/1964, o selo foi relançado com a finalidade de se evitar especulações... Na época, espalhou-se a notícia de que as autoridades da Igreja exigiram o recolhimento e a incineração de toda tiragem; o que não aconteceu, pois mesmo pressionado o Correio negou qualquer providência nesse sentido, relançando o selo dias depois... Dizem também que há outra falha: sua orelha é desproporcional à cabeça...
Por consequência, os envelopes que circularam no dia 29 de junho, com o carimbo de coleta, têm um valor filatélico bem maior do que os circulados no dia 3 de julho. No primeiro carimbo especial temos a inscrição assim: “IM MEMORIAM PAPA JOÃO XXIII 29 do VI a 4 do VII de 1964, SÃO PAULO”. Num segundo carimbo especial aparece a inscrição: “HOMENAGEM a S.S. O PAPA JOÃO XXIII – TU ES PETRUS – 29-VI a 5-VII-1964, RIO DE JANEIRO – GB”.
No centro da tela, selo emitido em 24/10/1964 “In Memoriam John F. Kenedy (1917-1963)”, com valor facial de Cr$ 100,00 cruzeiros, mostra a efígie do Presidente norte-americano. Yvert: 764. RHM: C-519. Nota: Há também a folhinha emitida em 22/11/1964 (RHM: FO-23) que comemora o segundo aniversário da morte de JK; ainda o selo impresso em papel marmorizado.
Do lado direito da tela outro exemplar: selo emitido em 25/06/1965 “In Memoriam Sir Wisnton Leonard Spencer Churchill (1874-1965)”, com valor facial de Cr$ 200,00 cruzeiros. Yvert: 777. RHM: C-532 (há em papel marmorizado).
Comparando-se os selos podemos ler: “In Memorian” no selo do Papa e “In Memoriam” no outros dois selos emitidos posteriormente.
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– Afinal, qual é a expressão correta? Como se escreve a palavra “memória” em latim, com a letra “n” ou com a letra “m” no final?
Errado: In memorian – Correto: In memoriam
Aprendendo: Utilizada também em monumentos e lápides mortuárias, a expressão latina correta é “In memoriam” que traduzida significa: em memória, à memória, memória (lembrança) das coisas, em lembrança de.
A preposição “in” rege o acusativo, portanto “memoriam”. E o correto é se grafar com a letra “m” porque não existem palavras em latim terminadas em “n” (exceto transcrições do grego). Nota: chimpanzé...
Neste caso de quem será a “MEA CULPA”, do Correio ou do artista do selo? (risos)
LINGUAGEM MÉDICA: COLO, CÓLON
As duas formas são usadas para nomear o intestino grosso. Qual a preferível?
A palavra colo é exemplo do que se denomina em gramática histórica de forma convergente, ou seja, de dupla origem, convergindo ambas para a mesma grafia em português.
De um lado provém do latim collum, com o sentido de pescoço, acepção que passou para o português com ampliação do significado, servindo para designar a região compreendida pela base do pescoço, face anterior do tórax e ombros. É muito empregada nas expressões familiares “levar ao colo”, “trazer ao colo”, referindo-se ao modo de portar uma criança, encostada ao peito. Por extensão, adquiriu o mesmo sentido de regaço, ou seja, o espaço situado entre a cintura e os joelhos de uma pessoa na posição sentada.
Talvez pela semelhança com o pescoço, collum passou a indicar, em terminologia médica, a porção estreitada de um órgão (colo uterino, colo da vesícula biliar, etc.).
De outro lado, o vocábulo colo provém do grego kólon, termo usado por Aristóteles e Galeno como sinônimo de intestino grosso, e que nos veio através do latim colum (com um único l).
Temos, assim, dupla origem para colo, razão pela qual alguns autores preferem manter separadamente as duas formas, com significados distintos: colo para designar a porção estreitada de um órgão, e cólon para o intestino grosso.
Essa preocupação, entretanto, não subsiste, se considerarmos que existem numerosas palavras que se grafam da mesma maneira e têm significados distintos. É o seu contexto na frase que lhe dá o verdadeiro sentido.
A terminação on, tônica ou átona, é avessa à índole da língua portuguesa. Segundo Ramiz Galvão, “os nomes neutros da segunda declinação grega, terminados em on, passam para o latim com a terminação um e para o português com o final, quando não mudam de significação”. Cita como exemplo vocábulos como ísquio, hipocôndrio, bálsamo, sésamo, polígono, etc.
Em latim coexistiram as formas colum e colon com o significado de intestino grosso, o que pode, talvez, explicar a permanência do n final em português, como exceção à regra.
Em espanhol, ilaliano, francês e inglês usa-se colon, o que constitui um forte argumento para aceitarmos esta mesma grafia em português, em benefício da desejada uniformidade da terminologia científica.
Dos léxicos mais modernos, somente o Aurélio século XXI opta pela forma colo, enquanto os demais consultados registram colo, com remissão para cólon, o que indica preferência para esta última forma.
A preferência da classe médica brasileira tem sido para cólon. Em um levantamento de 101 artigos publicados em periódicos médicos nacionais e indexados durante 20 anos (1965-1984), cólon foi empregado 80 vezes e colo 21, o que dá uma proporção de aproximadamente 4:1 a favor de cólon e seus compostos (megacólon, dolicocólon, etc.).
Na contramão, entretanto, a Sociedade Brasileira de Anatomia adotou colo como tradução do latim colon da terminologia anatomica oficial.
Em relação à forma derivada adjetiva, usa-se, de preferência cólico (a) (artérias cólicas, veias cólicas). Firmou-se, entretanto, para o exame endoscópico do intestino grosso o termo colonoscopia, em lugar de coloscopia.
Nota: Informação recebida por Eliana, em 28/10/2006, para correção da expressão que usei com a Katia...
Última atualização: 27/08/2011. |