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Estatuto de Conservação e Fatores de Extinção
| Giraffa camelopardalis Autor: (Linnaeus, 1758) Citação: Systema Naturae, 10th edição, 1:66 Nome original: Cervus camelopardalis |
Giraffa Autor: Brünnich, 1771 Citação: Zool. Fundamenta, p. 36 Espécie: Cervus camelopardalis (Linnaeus, 1758) |
Só há girafas nas Savanas da África...
Savana é o nome dado ao ecossistema do Continente Africano, ocupa quase 40% do território e é difícil definir. Apesar das enormes áreas cobertas por vegetação rasteira, não é um campo aberto, tampouco uma floresta, pois suas árvores, embora com tamanho suficiente para habitarem as mais densas matas, não crescem próximas umas das outras. Além disso, recortando essa vegetação existem ambientes áridos – por influência da mudança de estações.
A girafa é o animal herbívoro mais bem sucedido dessa Savana, a qual se estende por toda região etiópica. Já foi observado, por exemplo, que as girafas só mudam de área quando aparece uma manada de elefantes...
Outrora, podíamos encontrar girafas por todo Continente, onde houvesse um habitat apropriado como savanas coalhadas de acácias e mimosas – duas das árvores mais características da região. Mas a crescente aridez de algumas zonas, o excesso da caça (embora não se têm caçado tanto as girafas ultimamente), a destruição do habitat e o desenvolvimento humano as limitaram...
Quando fazendas ocupam o habitat das girafas e de outras espécies, os animais frequentemente fogem. Alguns fazendeiros as matam, embora há alguns criadores de gados que não se importam com elas, pois não competem na alimentação... Tudo isso tem levado à extinção das girafas, assim como a de outros grandes animais da África.
Atualmente, há uma distribuição fragmentar em zonas protegidas, exceto na região norte e nas florestas chuvosas, sobretudo em Parques e Reservas Nacionais da África Subsaariana.
As girafas são os únicos membros de seu gênero e juntas com os ocapis formam a família dos girafídeos. As formas primitivas da girafa foram similares ao ocapi de hoje, o qual é restrito às densas florestas do ex-Zaire, atual Congo.
Essas antigas girafas chamadas de Sivatherium, de enormes chifres e pescoço curto, ocuparam as savanas no pós-Pleistoceno desde que foram conhecidas nas cavernas do norte da África e nas figuras da Mesopotâmia. Elas foram extintas e substituídas pelas girafas que estão, relativamente, espalhadas por vários países da África atual, desde o leste da África até o oeste e em partes do norte e do sul do Continente.
O termo girafa (do árabe zarafa, pelo italiano giraffa) é a designação comum aos grandes mamíferos artiodátilos (ungulados com número ímpar de dedos), ruminantes, do gênero Giraffa, da família dos girafídeos, no qual consta uma única espécie, a Giraffa camelopardalis, ou camelo leopardo, como eram chamadas pelos romanos quando elas existiam no norte da África, pois acreditava-se que vinham de uma mistura de uma fêmea camelo, com um macho leopardo.
Mas o gênero Giraffa tinha outras espécies, como a Giraffa jumae, uma espécie extinta de girafa africana que tinha cornos retos virados para trás. De acordo com os fósseis encontrados associados aos seus, pode ter vivido em regiões de bosques. Viveu na Etiópia, no Quênia, na Tanzânia e na África do Sul do Plioceno Superior ao Pleistoceno Superior (possivelmente Giraffa capensis é um sinônimo de G. jumae).
Giraffa gracilis é uma espécie extinta de girafa africana, que viveu no Quênia, na Etiópia, na Tanzânia e na África do Sul, entre o Plioceno Médio ao Pleistoceno Médio. Outras subespécies que têm sido designadas são: aethiopica, australis, biturigum, hagenbecki, maculata, nigrescens, renatae, schillingsi, senaariensis...
Das savanas às cidades...
Hoje, existem muitas girafas em vários Jardins Zoológicos espalhados pelo mundo, nos quais se reproduzem frequentemente. Nos Zoológicos Brasileiros, por exemplo, há cerca de 20 girafas...
Nota: Fazer um trabalho sobre a “diáspora” (dispersão de um povo em virtude de perseguição de grupos intolerantes) das girafas da África com sua conexão internacional, talvez em relação às Américas e o Brasil; com temas que digam respeito à contemporaneidade e ao passado recente...
Abaixo, um cartão-postal do Parc Zoologique du bois de Vincennes (Paris) com duas girafas de subespécies diferentes: atrás a girafa-peralta (Giraffa camelopardalis peralta) e na frente a girafa-masai (Giraffa camelopardalis tippelskirchi).
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“O Juízo Final das Girafas”
A ideia de juízo final no Antigo Testamento tem sua gênesis na Doutrina da Aliança. Ao comunicar a seu povo a salvação e a vitória como fruto do compromisso da Aliança, Deus está realizando o juízo sobre seu povo.
Já no Novo Testamento, a ideia de juízo final está relacionada com o modo que as pessoas vivem na Terra: o que elas fazem ou deixam de fazer ao próximo ou a natureza, elas fazem, consequentemente a elas mesmas...
Portanto, podemos dizer que foi necessário que os homens fizessem entre si um pacto, uma aliança, a fim de proteger seu destino, sua história, sua própria terra... Veja mais na página sobre o Futuro dos Animais!
Onde estão as girafas?
Atualmente, tanto a girafa como o ocapi, são animais protegidos em muitas regiões. Sua caça foi regulamentada já em 1933, mediante convênio internacional. Podem ser encontrados em parques ou reservas nacionais e nas áreas contíguas a estes.
O futuro das girafas na África, assim como o de outros animais nessas planícies, baseia-se na conservação do habitat, tanto em partes como em terras particulares. Salvando o habitat das girafas nós protegemos vários outros animais também, claro!
Em terras continentais, atualmente, não existem girafas vivendo livremente nos seguintes países (embora estão presentes de outras maneiras): Argélia (arte rupestre), Egito (zoológico), Líbia (arte rupestre), Marrocos (arte rupestre), Mauritânia (extinta), Sahara, Tunísia (zoológico)...
Abreviações utilizadas abaixo: (ex = extinta), (int = introduzida) e (? = mantendo dúvidas sobre seu estatus):
| África do Sul Angola Benin (ex?) Botsuana Burkina Fasso (?) Burundi (?) Camarões Chade Congo Congo Brazzaville (?) Costa do Marfim (int) Djibuti (?) Eritreia (ex) Etiópia Gabão (?) Gâmbia (ex?) Gana (?) Guiné (ex) Guiné-Bissau (ex) Guiné Equatorial (?) Lesoto (?) |
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Libéria (?) Malauí (?) Mali (ex?) Moçambique Namíbia Níger Nigéria (ex?) Quênia R.Centro-Africana Ruanda (int) Senegal (ex?) Serra Leoa (?) Somália Suazilândia (int) Sudão Tanzânia Togo (?) Uganda Zâmbia Zimbábue |
Notícia: 24/12/2007 (http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL238217-5603,00.html)
[sic]
Do G1, com informações da Reuters (Globo.com)
Grupo quer transformar subespécies de girafas em espécies independentes. Objetivo é forçar a revisão das políticas de conservação. Uma das subespécies tem apenas 160 exemplares.
Um grupo de cientistas americanos e quenianos quer transformar as seis subespécies de girafas em seis espécies independentes, para forçar a proteção do animal terrestre mais alto do mundo. Segundo a classificação atual, todas as girafas das savanas africanas são uma só espécie. Algumas das subespécies estão extremamente ameçadas.
“Reunir todas as girafas em apenas uma espécie esconde a realidade de que alguns tipos estão realmente no limite”, disse o geneticista David Brown, da Sociedade de Conservação da Vida Selvagem, nos EUA, líder do estudo publicado na revista “BMC Biology”.
A espécie mais ameaçada é a girafa reticulada (Giraffa camelopardalis reticulate), encontrada no Quênia, na Etiópia e na Somália. Sua população estava estimada em cerca de 27 mil até os anos 90, quando a caça clandestina e conflitos na região derrubaram os números para apenas 3 mil indivíduos.
No oeste e no centro da África, acredita-se que existam apenas 160 girafas nigerianas (Giraffa camelopardalis peralta).
Todas as girafas – que podem atingir quase seis metros e duas toneladas – estão sob ameaça, disse Brown em nota na sexta-feira, citando uma queda estimada de 30% nas populações na última década.
Classificar as atuais subespécies em espécies forçaria os governos a reexaminar suas politicas de conservação dos animais mais ameaçados, acredita o cientista.
Nota: www.giraffes.org de 2007 (www.giraffes.org/species.html)
Notícia: 23/12/2007 (www.abc.net.au)
Biologists worried for African giraffes, Posted Sun Dec 23, 2007 5:04pm AEDT
A study has warned that at least six distinct species of African giraffe are under threat, with risks from natural forces and human activities.
Africa’s 110,000 – strong giraffe population was initially thought to be comprised of a single species found in all its savannas, but has been severely fragmented by increasing aridity and a wide range of human pressures.
“Severe poaching and armed conflict in Somalia, Ethiopia, and Kenya reduced the number of reticulated giraffes from about 27,000 individuals in the 1990s to currently fewer than 3,000 individuals” over the past decade, said the study by the International Giraffe Working Group, comprised of Kenyan and US biologists.
“Several of these previously unrecognised genetic units are highly endangered, such as the West African giraffe, numbering about only 100 individuals and restricted to a single area in Niger.”
The researchers said the extinction threat was real since giraffes are listed as lower risk in the World Conservation Union (IUCN) Red List, “under the assumption that giraffe species are considered a single species and therefore managed as such.”
Published in the latest issue of the BMC Biology journal, the study of the animals' genetic make-up contradicted the single-species theory. Failure by the wildlife community to recognise this “could lead to further endangerment or even extinction” of giraffes, it warned, calling for conserving and separately managing the different giraffe populations.
The giraffe study is only the latest alarm to be raised over Africa's dwindling wildlife population. In September, wildlife experts warned that “dysfunctional” African parks were losing species, particularly large mammals, due to poor conservation and pressure on resources.
Human activities – spurred by rapid population growth and a quest for higher standards of living – have also undermined the efforts of African governments and conservationists to protect animals, they said.
Identificadas em selos postais, das 9, aparecem apenas 6 subespécies...
Existe apenas uma espécie de girafa, mas através da influência do clima, fatores ambientais e genéticos, a sua pele apresenta uma grande variedade de desenhos – um dos fatores que determina as 9 subespécies ou raças geográficas.
O padrão de suas manchas é tão único como as impressões digitais dos seres humanos. Elas parecem idênticas, mas não existe no mundo uma girafa igual a outra!
Na FILATELIA estão identificadas apenas 6 delas (listadas mais abaixo). As três subespécies que ainda não estão identificadas em selos postais são:
Girafa-núbia (Giraffa camelopardalis camelopardalis)
Girafa-kordofan (Giraffa camelopardalis antiquorum)
Girafa-sul-africana (Giraffa camelopardalis giraffa)
1) Girafa-angolana (Giraffa camelopardalis angolensis)
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2) Girafa-baringo ou girafa-de-rothschild (Giraffa camelopardalis rothschildi) e 3) Girafa-reticulada (Giraffa camelopardalis reticulata)
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4) Girafa-d’oeste ou girafa-peralta (Giraffa camelopardalis peralta) e 5) Girafa-zambiana ou girafa-da-rodésia (Giraffa camelopardalis thornicrofti)
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6) Girafa-masai (Giraffa camelopardalis tippelskirchi) – Notas: o nome está grafado errado, pois a palavra se grafa sem o segundo “S”; esta subespécie é a que aparece no primeiro selo postal brasileiro alusivo às girafas!
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Outro fato curioso filatélico sobre as girafas é que a grande maioria dos selos postais retrata a fêmea da espécie... Repare no selo postal angolano acima... A girafa parece estar grávida... Não parece?
Aliás, este selo foi emitido em 1953 e, depois disso, outras emissões filatélicas alusivas às girafas foram lançadas por aquele país, entretanto nenhuma mostra o nome da subespécie. Aparece apenas o nome científico genérico: Giraffa camelopardalis.
Nos selos do Senegal e de Uganda também aparecem fêmeas em seus respectivos desenhos... E, igualmente, ocorreu o mesmo que em Angola, pois ambos os países emitiram posteriormente outras peças filatélicas somente com o nome científico...
Talvez, isso ocorra tanto em Angola como no Senegal porque suas respectivas subespécies estejam extintas...
Embora as girafas vivam no Quênia, Uganda e Zâmbia, da mesma forma esses três países nunca mais emitiram um selo postal sobre as suas respectivas subespécies...
Um dos pouquíssimos selos conhecidos que apresenta um macho da espécie é o selo de Camarões (detalhe ampliado abaixo, do lado esquerdo da tela). Outro é um dos primeiros selos da Tanzânia, cuja imagem podemos identificar um casal de girafas. Aliás, recentemente a Tanzânia descreveu em um bloco: “girafa macho”.
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O primeiro selo postal brasileiro mostra um grupo de girafas com três machos jovens...
Última atualização: 08/05/2012. |