ETIMOLOGIA

Segundo Ricardo Schütz, na página sobre a história das palavras do site EMB (http://www.sk.com.br/sk-hist.html), a palavra etimologia, etymology em inglês, vem do grego étumos (real, verdadeiro) + logos (estudo, descrição, relato) e significa, hoje, o estudo científico da origem e da história de palavras...

Sempre descritas como um corpo de camelo coberto com pele de leopardo...

Os primeiros registros escritos descrevem a girafa como “um animal de aspecto magnífico, de forma bizarra, com andar único, altura colossal e de caráter inofensivo”...

Estudo da origem das palavras: CAMELOPARDALIS e GIRAFA


CAMELOPARDALIS

A língua e a cultura gregas exerceram papel preponderante em nossa história. Influenciaram a arte, a arquitetura, a filosofia e a estética.

Os gregos foram específicos em nomear as girafas de “camelopard”, o que, literalmente, descreve um corpo de camelo coberto com pele de leopardo, contribuindo assim, posteriormente, com o seu nome científico.

Por volta de setenta anos antes de Cristo, Roma assume o predomínio militar, conquistando todos os reinos helênicos. Assim, a cultura romana e a latina passaram a predominar da Espanha, no Ocidente, até o extremo da Ásia.

Quando as girafas foram trazidas pela primeira vez em Roma, no ano 46 antes de Cristo, foram descritas como tão grandes como um camelo e com manchas como um leopardo (um camelo com o corpo malhado como o leopardo), logo “camelo-leopardo” foi o nome que os romanos deram à girafa.

CAMELO + LEOPARDO


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Foto by Nigel Dennis.

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A sua semelhança com o camelo levou os europeus, em épocas passadas, também a designá-la de “camelo-leopardo”, no entanto com uma pequena diferença na forma de grafar a palavra “camelopardo”.

Também a chamaram assim por julgarem que a girafa era o cruzamento de um camelo com um leopardo. Apesar de há muito se saber que a girafa não é um cruzamento destes dois animais, este “erro” permanece imortalizado, pois o nome científico da girafa é Giraffa camelopardalis – versão latina de “camelo-leopardo”.

Os camelos, embora não estejam classificados na subordem dos ruminantes, são animais que ruminam e, ao contrário da maioria dos ruminantes, eles não têm cornos. Como os girafídeos, mas em menor grau, os camelídeos também apresentam pescoço longo.

A grande diferença entre as duas famílias está no fato dos girafídeos andarem sobre suas patas desenvolvidas com cascos (ungulígrados), enquanto que, entre os camelídeos, o contato com o solo se dá por meio das duas últimas falanges (digitígrados).

A sola plantar larga e elástica, de conformações achatadas como “almofadas” carnosas, permitem que estes animais se desloquem sobre a areia de terrenos áridos.
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Nome em português:

GIRAFA

Palavra de Origem Árabe na Língua Portuguesa: ZARAFA.

A contribuição árabe para a civilização ocidental vai pouco a pouco sendo reconhecida pelos meios mais ilustrados e o livro Grandes Momentos da Civilização Árabe, ressaltou devidamente todos os setores dessa inestimável influência cultural, artística e humanística.

Nos idiomas também a penetração árabe foi bastante grande, com a outorga de novas palavras até então desconhecidas. E como não poderia deixar de ocorrer, sendo originária da Península Ibérica, a língua portuguesa recebeu grande contribuição, assimilando centenas de palavras ao longo dos 800 anos da permanência árabe naquela região europeia.

A palavra girafa provém da antiga palavra arábica ZIRAFAH, a qual significa “o mais alto de todos”. Em outra citação, diz que a palavra girafa tem origem no nome árabe XIRAPHA que significa “o que caminha muito depressa” ou “aquela que anda muito rápido”. O nome girafa vem também do árabe ZURAFA, que significa “a graciosa”.

Embora o termo derive de uma palavra árabe, a letra G que veio de uma derivação da letra Z, não é natural. Podemos supor que a palavra zirafah é uma mistura comum chamada metátese em linguística (transposição de fonemas dentro de um mesmo vocábulo) e relativa à desordem neurológica chamada dislexia (incapacidade, devida a lesão central, para se ler compreensivelmente) ZaVaR (pescoço).

Enquanto Adão ou qualquer ancestral humano fizeram bem em chamar a girafa de uma criatura “pescoço”, o termo hebreu enfatiza a garganta ou a parte frontal do pescoço mais do que a parte proeminente detrás da girafa.

Em hebreu, essa parte da anatomia é OREF, mais corretamente pronunciada por Sephardim como KHOREF ou GHOREF. Agora, nós temos o som perfeito e o sentido para GIRAFFE, desde que GHOREF significa the scruff of the neck. Como SCARF, SCRUF é a palavra pescoço, cuja inicial S não é histórica...


Como a girafa é chamada em outras línguas?

A língua ou idioma e dialeto falado pelos povos é um Patrimônio Linguístico de cada Nação!

As línguas são formas de comunicação, que se expressam oralmente ou por escrito. Consistem na combinação e articulação de palavras e sons de maneira socialmente estabelecida.

Cada povo possui a sua língua, um dos elementos que caracterizam etnicamente uma sociedade. A língua é fundamental para a transmissão do conhecimento e da cultura.

Quando falamos em línguas, logo pensamos nas mais conhecidas como:

GIRAFFE
inglês
GIRAFE
francês
JIRAFA
espanhol
GIRAFFE
alemão
GIRAFFA
italiano

Porém, há uma imensidão de idiomas ou línguas e dialetos em todo o planeta. A Terra é um grande mosaico linguístico, com cerca de 6.800 línguas, o que forma hipoteticamente uma Torre de Babel...

O selo postal da França mostra a palavra girafa escrita em francês: GIRAFE. O selo do Congo mostra girafa em latim: GIRAFFA, que se grafa igual ao italiano. E o selo dos Estados Unidos, a palavra girafa em inglês, que se grafa igual ao alemão: GIRAFFE.

Girafa em inglês GIRAFFE e girafa em suaíle TWIGA.

Girafa em espanhol JIRAFA, girafa em polonês ŻYRAFA e girafa em tcheco ŽIRAFA.

Segundo dados de 1995 do Summer Institute of Linguistics da Universidade do Texas, Estados Unidos, há 6.703 línguas no mundo. Desse total, 33% encontra-se na Ásia (2.165 línguas), 30% na África (2.011), 19% na Oceania (1.302), 15% na América (mil) e 3% na Europa (225).

A todos esses idiomas do mundo juntam-se ainda os dialetos – variações regionais de uma língua quanto à pronúncia e ao vocabulário –, estimados entre 7 mil e 8 mil.

Apesar da grande quantidade de idiomas existentes, os linguistas avaliam que a tendência atual é a de grandes contingentes populacionais falando um número cada vez mais reduzido de línguas.

É praticamente impossível catalogar todos os idiomas e dialetos existentes, tanto que há muitas divergências em relação aos números e estatísticas.

Entretanto, o linguísta britânico David Dalby divulgou, em 22/07/1997, o resultado da pesquisa sobre o número de línguas faladas no mundo. Realizado durante 35 anos, o estudo mostra que, ao todo, existem mais de 10 mil idiomas.

Segendo o pesquisador, só na África são faladas mais de 3 mil línguas. Papua Nova Guiné e Nigéria são os países em que existem mais dialetos, 750 e 400, respectivamente.
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Os dez idiomas mais falados no mundo

As dez línguas mais faladas do mundo (como línguas maternas) são utilizadas por quase metade da população mundial, aproximadamente 2,6 bilhões de pessoas. Apesar de ser o idioma mais falado do mundo, o mandarim (chinês) é usado em poucos países, dos quais a China responde por 836 milhões de falantes.

QILIN
mandarim
??? (Bangladeche e Índia)
bengali
???
hindi
GYRAF - em um dialeto cyrilic: Æèðàô - ÆÈÐÀÔ
russo
ZARAFA ou ÒÑÇÝÉ
árabe
KIRIN ou JIRAFU
japonês
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Atualmente, muitas línguas se encontram ameaçadas de extinção, já que são faladas por poucos indivíduos...

Atualmente, metade das línguas existentes corre risco de extinção. Segundo o sociolinguista norte-americano Joshua Ferguson, uma língua pode ser considerada em processo de extinção quando é falada por menos de 200 mil pessoas.

Os principais fatores que determinam a extinção de uma língua são a redução do número de falantes, a ausência de mecanismos de preservação (como os registros escritos) e a perda de prestígio. Neste último caso, chamado de transferência linguística, os falantes de uma língua de menor representatividade substituem-na por outra dominante econômica e socialmente.

O tronco africano é um dos mais ameaçados. Pesquisas apontam que aproximadamente 200 línguas africanas estão desaparecendo, como o avikán, falado na Costa do Marfim, e cerca de 47 já se extinguiram. Nesse continente, a extinção de línguas começa a partir do século XV, com a colonização europeia que dizimou a maior parte dos povos nativos.

Processo semelhante também ocorre com as línguas do tronco ameríndio. Hoje elas se limitam a cerca de 250 e os maiores grupos de falantes não passam de 20 mil pessoas, localizadas principalmente na região da floresta Amazônica.

Algumas línguas indo-europeias também já estão extintas, como o ilírio, o dalmático, o tocariano e o hitita. Do eslavo, falado na Macedônia no século IX, o principal registro são documentos religiosos. Do hitita, falado na Ásia menor, restam apenas textos em escrita cuneiforme de 1400 a.C. e inscrições pictográficas e hieroglíficas.

As principais causas da extinção das línguas são:

A colonização foi uma das maiores causas de extinção de idiomas; é o caso por exemplo da dominação belga no Congo quando foi imposto o francês como língua oficial, em detrimento das mais de 200 línguas e dialetos locais. Também a introdução do cristianismo deu causa ao declínio de idiomas nos países da África e na América do Sul, principalmente.
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Como se escreve a palavra “girafa” em
diversos ideogramas, caracteres e outros alfabetos?

A linguagem escrita é conhecida desde épocas remotas, através de caligrafias chinesas e japonesas, de hieróglifos egípcios, dos fenícios e das runas nórdicas, por exemplo.

Vários alfabetos do sudeste da Ásia, o alfabeto hebreu, o alfabeto cirílico, o alfabeto ocidental, enfim, tudo são caminhos do homem para se expressar individualmente...

O alfabeto ocidental atual é o alfabeto latino, composto de 26 letras:

Exemplos de alfabetos: alfabeto árabe, alfabeto cirílico, alfabeto fenício, alfabeto fonético, alfabeto fonético internacional, alfabeto gótico, alfabeto grego, alfabeto latino, alfabeto Morse, alfabeto rúnico, entre outros.

LISTA DE LÍNGUAS POR ORDEM ALFABÉTICA

LÍNGUA DE SINAIS
Língua de Sinais
ALFABETO BRAILLE
braile
ALFABETO CIRÍLICO
cirílico
ALFABETO HANGUL
coreano
ALFABETO RÚNICO
rúnico
ALFABETO MORSE
Alfabeto Morse
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CONCLUSÃO

O patrimônio linguístico de um país é um dos seus maiores bens, além de seu maior legado às gerações futuras, pois com a transmissão dos idiomas transferem-se milhares de características, fatores e costumes especiais e únicos.

Por consequência a morte de um idioma implica na perda imensurável a um país e inclusive à humanidade, pois perde-se, além da forma básica de comunicação, uma cultura com todas as suas expressões como folclore, história, musicalidade, religião etc.

Portanto, a manutenção de um idioma é um fator importantíssimo para a identidade de um povo, por se constituir em um de seus principais suportes culturais, além de ser uma expressão preservadora de sua dignidade e orgulho.

Daí a necessidade de conhecermos nosso riquíssimo patrimônio linguístico, conscientizarmos e sua importância e da necessidade de protegê-lo, inclusive com uma efetiva aplicação da legislação, se for preciso.

Fontes de pesquisa:
Correio Braziliense. Morte Linguística Anunciada. Coisas da Vida. pg. 3. (03/07/01)
Antônio Silveira R. dos Santos – Programa Ambiental: A Última Arca de Noé (www.aultimaarcadenoe.com.br)

HISTÓRIA DA ESCRITATRONCO LINGUÍSTICOLISTA DE LÍNGUAS

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Última atualização: 03/10/2008.
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SAÚDE TUDO SOBRE AS GIRAFAS
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