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em ordem cronológica
“Thesaurus da Grafia” é como resolvi chamar a coleção de Verbetes encontrados nos dicionários relacionados nesta página:
► agirafado, Camelopardal, camelopárdale, Camelo pardalis, Camelopardalis, camelopárdali, camelopárdalis, GIRÁFA, girafa, girafídeo, giratacachèm, giratacachém, Giratacachem, jirafa, ocapi, ruminante...
A nossa lexicografia começa assim, logo no século XVI... O célebre humanista Jerônimo Cardoso (1508-1569), nascido na cidade de Lamego, Portugal, é autor de diversos trabalhos, entre eles alguns dicionários em latim e português, publicados de 1551 a 1570.
Seu nome aparece na primeira obra como Hieronymi Cardosi (1551), depois Hieronymi Cardosi Lamacensis (1562) e Hieronymu Cardosum (1569); seu nome também aparece assim: Hieronymvm Cardosvm ou Hieronymus Cardosus...
Dictionarium iuuentuti studiosæ é a 1ª obra de Jerónimo Cardoso impressa. Um exemplar da edição de 1562 – único conhecido –, pode ser visto na Biblioteca Pública de Évora (www.evora.net/bpe/inicial5.htm)... No qual o autor se revela em pleno como pedagogo da língua latina, foi as Institutiones in linguam Latinam breuiores, et lucidiores quam antehac aliæ in lucem editæ sunt (Elementos de gramática latina mais breves e mais claros do que todos até hoje impressos).
– DICTIONARIUM IUVENTUTI STUDIOSAE (Dicionário Juventude Estudiosa)
Autor: Hieronymi Cardosi / Jerónimo Cardoso
1551 – 1ª Edição, Casa impressora: nas oficinas de João de Barreira, Coimbra
– Portugal (perdida / não se conserva exemplar)
1562 – 2ª Edição, Casa impressora: João Álvares – Coimbra – Portugal (Biblioteca
Pública de Évora)
1587 – 3ª Edição, Casa impressora: João de Barreira – Coimbra – Portugal
Imagem: Corpus Lexicográfico do Português – http://clp.dlc.ua.pt
(http://clp.dlc.ua.pt/Corpus/JeronimoCardoso_Iuventuti.aspx)
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HIERONYMI CARDOSI Nucdiligentioriemedatioe impressum. |
Cronologicamente, a 2ª obra didática de Cardoso foi o Dictionarium ex Lusitanico in Latinum sermonem, constituído por 104 fólios a duas colunas. Demasiado elementar, não respeita inteiramente a ordem alfabética, apresentando um número reduzido de palavras em relação ao Dictionarium de 1569... Primeira alfabetação da língua portuguesa, 12.064 entradas. Na reedição de 1569 acrescentam 728, perfazendo 12.792.
– DICTIONARIVM EX LUSITANICO IN LATINVM SERMANEM (Dicionário ex Lusitano em
Latino...)
Autor: Hieronymi Cardosi Lamacensis / Jerónimo Cardoso
1562-1563 – 1ª Edição, Casa impressora: João Álvares (Ulissypone: ex officina
Ioannis Aluari) – Coimbra
Imagem: Corpus Lexicográfico do Português – http://clp.dlc.ua.pt
(http://clp.dlc.ua.pt/Corpus/JeronimoCardoso_ExLusitanico.aspx)
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O Dicionário Latino-Lusitânico e vice-versa Lusitânico-Latino contém cerca de seis mil termos ou frases latinas com a tradução portuguesa. Esta é a 3ª obra didática de Cardoso, impressa em 1569 e divulgada em 1570 – portanto, depois da morte do autor.
– DICTIONARIVM LATINO LVSITANICVM ET VICE VERSA LUSITANICO LATINUM
Autor: Hieronymu Cardosum / Jerónimo Cardoso | Cronologia deste dicionário:
1569 – 1ª Edição, Casa impressora: João de Barreira, Coimbra – Portugal
1588 – 2ª Edição, Casa impressora: João de Barreira, Coimbra – Portugal
1592 – 3ª Edição, Casa impressora: Alexandre de Sequeira, Lisboa – Portugal
1601 – 4ª Edição, Casa impressora: António Álvares, Lisboa – Portugal
1613 – 5ª Edição, Casa impressora: Pedro Craesbeeck, Lisboa – Portugal
1619 – 6ª Edição, Casa impressora: Pedro Craesbeeck, Lisboa – Portugal
1630 – 7ª Edição, Casa impressora: Pedro Craesbeeck, Lisboa – Portugal
1643 – 8ª Edição, Casa impressora: Lourenço de Anvers, Lisboa – Portugal
1677 – 9ª Edição, Casa impressora: António Craesbeeck, Lisboa – Portugal
1694 – 10ª Edição, Casa impressora: Domingos Carneiro, Lisboa – Portugal
1695 – 11ª Edição, Casa impressora: Domingos Carneiro, Lisboa – Portugal
1695 – 12ª Edição, Casa impressora: João Antunes, Coimbra – Portugal
Fonte: www.umanesimolatino.it/fondazionecassamarca/05_emigrazione/convegni/con_porto.html
Edição de 1592, página 28 (verso) | Fonte: Biblioteca Nacional
(Digital) de Portugal (www.bnportugal.pt)
Página com algumas das edições, incluindo a primeira (http://purl.pt/index/livro/aut/PT/28302.html)
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| ► Camelo pardalis, idis. Animal q toma de camelo, ou de onça. |
Edição de 1619 | Fonte: Biblioteca Nacional (Digital) de Portugal
(www.bnportugal.pt)
Página com algumas das edições, incluindo a primeira (http://purl.pt/14035/1/P628.html)
Nota: Há também a imagem da capa em (http://clp.dlc.ua.pt/Corpus/JeronimoCardoso_Latinolusitanicum.aspx)
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– DICTIONARIUM LUSITANICOLATINUM (Dictionarium Lusitano-Latinum, mais copioso
que o anterior)
Autor: Agostinho Barbosa, o segundo lexicógrafo português da língua latina |
1611 (1ª Edição)
Casa impressora: nos prelos bracarenses de Frutuoso Lourenço de Basto
– VOCABULARIO PORTUGUEZ E LATINO
Autor: Raphael Bluteau (1638-1734) | Ano: 1712 (de 1712 a 1728)
Casa impressora: Colégio das Artes da Companhia de Jesus
Local: Coimbra – Portugal
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Informações adicionais: Oferecido a El Rey de Portugal, D. João V pelo padre D. Raphael Bluteau, Coimbra, no Collegio das Artes da Companhia de Jesus. Os 8 volumes que compõem o dicionário foram publicados ao longo de 9 anos, a saber: Volumes I e II (1712), III e IV (1713), volume V (1716), volumes VI e VII (1720) e o volume VIII (1721). Aos 8 volumes juntaram-se outros dois de suplementos publicados entre 1727 e 1728, contendo mais de cinco mil vocábulos que não constavam nos volumes anteriores. Em abril de 2008 ele foi totalmente digitalizado por alunos e docentes do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da Universidade de São Paulo (USP), ficando disponível para consulta pública e gratuita na internet. Fonte: www.ieb.usp.br/online (imagem capa ao lado) |
Embora seja um bilíngue português-latim, traz definições em português antes de fornecer o equivalente em latim. Por isso também é considerado o 1º dicionário monolíngue do português. Além das definições, traz longos comentários enciclopédicos e etimológicos, o que o diferencia dos dicionários de língua que se seguiram. Bluteau institui um corpo de autores considerados como representativos da “boa língua” portuguesa. Constroi, desse modo, a imagem de um dicionário dos grandes autores da língua portuguesa, da “boa latinidade”, da “boa locução”, da “eloquência”. O prefácio, de 44 páginas, é precursor no gênero em língua portuguesa e tem em vista diversos leitores virtuais (o leitor benévolo, malévolo, impaciente, português, estrangeiro, douto, indouto, pseudocrítico, impertinente e mofino). Com respeito ao espaço brasileiro, inclui algumas palavras referentes a esse contexto, embora não as marque como “brasileirismos”. Talvez por sua grande extensão, o Vocabulário de Bluteau não teve outras edições, diante do aparecimento de dicionários portáteis. No entanto, é obra fundadora e singular na lexicografia de língua portuguesa. (JHN)
– DICCIONARIO DA LINGUA PORTUGUEZA
Autor: Antonio de Moraes Silva (1755-1824) | Ano: 1789 (1ª Edição)
Reedições no século XIX: 2ª 1813, 3ª 1823, 4ª 1831, 5ª 1844, 6ª 1858, 7ª 1877-78,
8ª 1891, 9ª s/d.
Casa impressora: Typographia Lacerdina | Local: Lisboa – Portugal
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Informações adicionais: O dicionário é composto por 2 volumes: Volume 1 (A-E) e Volume 2 (F-Z). Recopilado dos vocabulários impressos até então e, na 2ª edição (sua melhor), novamente emendado e muito acrescentado pelo autor. Palavra original: giráfa | Palavra atualizada: girafa Fonte: www.ieb.usp.br/online (imagem capa ao lado) |
É o primeiro dicionário monolíngue da língua portuguesa e foi elaborado por um brasileiro. Moraes tomou por base o Vocabulário de Bluteau, e resumiu os 8 volumes daquele a apenas 2, mantendo a orientação de seu antecessor de exaltar os grandes autores de língua portuguesa. Em 1922, recebeu uma edição comemorativa do centenário da Independência no Brasil, a qual reproduz a 2ª edição (edição fac-similada da segunda; sob direção de Laudelino Freire). Uma edição ampliada foi publicada pela Editora Confluência em 1949-59, organizada por Augusto Moreno, Cardoso Júnior e José Pedro Machado. Apresenta-se como um dicionário de língua. Ao retomar Bluteau, Moraes retira os diversos elementos enciclopédicos e etimológicos daquele, marca a categoria gramatical do vocábulo e formula definições concisas. Esse dicionário pode ser considerado um dos resultados do movimento Iluminista em Portugal. Na 2ª edição, Moraes acrescenta nos textos introdutórios uma gramática filosófica, aos moldes da Gramática de Port Royal, o que mostra a filiação às concepções racionalistas da época. O Dicionário de Moraes é uma obra fundadora da lexicografia de língua portuguesa e serviu de base para a confecção de vários outros dicionários em Portugal e no Brasil. (JHN)
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GIRÁFA. Derivase do Arabico Zura- fa, ou xirafa. He o Animal, a que os Ethi- opes chamaõ tirataKacin, que val o mes- mo que Cauda curta, porque tem este a- nimal pequeno rabo. Outros lhe chamaõ Zorafes. Criase este animal na Africa, na Nubia, ou no Reino dos Abexins, dizé, que he gerado do animaes de differente especie. Dapper, em dous lugares da su- a descripçaõ da Africa, a saber, na pag. 420. & 18. diz, que a Girafa he do ta- manho de Touro, mas mais alto, que E- lephante. A cor do pelo he entre negro & branco, as maõs muito mais altas, que as pernas, o rabo redondo, & curto, as orelhas, como de veado, o ventre nede- o, & luzente, he quadrupede corre pou- co, facilmente se amansa, & vive taõ solitario, que raras vezes he visto. Es- creve Salmasio, que he o Camelopardalis dos Antigos. Deraõlhe este nome por ter cabeça, & pescoço de Camelo, & ter a pelle salpicada, como Leopardo, porem de manchas brancas sobre fundo ruivo. No seu Thesouro da Lingoa Por- tugueza o P. Bento Pereira faz mençaõ deste animal. Vid. Giratacachem. Girafa. Constellaçaõ. Vid. Camelo- pardal. |
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– GRANDE DICCIONARIO PORTUGUEZ ou THESOURO DA LINGUA PORTUGUEZA
Autor: Frei Domingos Vieira | Ano: 1871 (de 1871 a 1874)
Casa impressora: Casa dos Editores Ernesto Chardron e Bartholomeu H. de Moraes
Local: Porto – Portugal
Cinco volumes encadernado com carneira portuguesa (capa dura). Peso: 13.400 gramas.
São 5 volumes com grande quantidade de informações. O manuscrito que deu origem a esse dicionário foi elaborado por Frei Domingos Vieira (“dos Eremitas Calçados de Santo Agostinho”). Trata-se de uma “publicação feita sobre o manuscrito original, inteiramente revisto e consideravelmente aumentado”. Um dos colaboradores dessa revisão foi F. Adolpho Coelho, conhecido filólogo da época. Conforme advertência dos editores, o manuscrito foi retificado e acrescentado: “era sobretudo necessário fazer quase inteiramente de novo a parte relativa à etimologia, que falta no manuscrito, coligir exemplos para justificar as acepções dadas às palavras e mostrar ao vivo todas as combinações em que elas entram nesta língua tão rica e tão poética, por quanto os exemplos reunidos em o manuscrito de Frei Domingos Vieira são poucos e não se podem aproveitar por lhes faltarem as indicações de autor e de obra”.
Na introdução encontram-se dois longos textos, um de F. Adolpho Coelho (Sobre a Língua Portuguesa) e outro de Theofilo Braga (Sobre a Literatura Portuguesa), que tratam da língua e literatura de uma perspectiva histórica. No início do segundo volume há uma “Chrestomathia histórica da língua portugueza”, com documentos do século IX. A nomenclatura é aumentada com a inclusão de formas flexionadas. Os verbetes, de modo geral, são de longa extensão, contendo etimologias, definições gerais, definições específicas a domínios de especialidade, citações literárias (desde os clássicos), locuções, comentários enciclopédicos e grande número de alusões e remissões. O Tesouro de Vieira não teve a mesma repercussão que seus predecessores e sucessores, não tendo sido reeditado, pelo que sabemos. No entanto, é obra singular, que traz as marcas da segunda metade do século XIX, com a influência dos estudos históricos e evolucionistas, bem como do avanço das ciências. (JHN)
– DICIONÁRIO CONTEMPORÂNEO DA LÍNGUA PORTUGUESA
Autor: Franscisco Júlio de Caldas Aulete (1823-1878)
Organização: António Lopes dos Santos Valente (1839-1896)
Ano: 1881 (1ª Edição), 1925 (2ª Edição) e 1948 (3ª Edição, com reimpressão em
1952)
Casa impressora: Imprensa Nacional | Local: Lisboa – Portugal
– DICIONÁRIO CALDAS AULETE (como é mais conhecido no Brasil)
Casa impressora: Editora Delta | Local: ? – Brasil
1ª edição brasileira (1958), organizada e prefaciada por Hamílcar de Garcia
Outras edições brasileiras: 1964, 1974, 1980 e 1987
Teve ampla repercussão editorial. O plano desta obra foi feito por Aulete, porém, devido ao seu falecimento quando a redação estava apenas na letra A, a maior parte do dicionário foi organizada por Valente. Em seu plano, apresentado no início da 1ª edição (século XIX), Aulete esboça uma reflexão lexicográfica, comparando fragmentos dos dicionários de Roquete, Lacerda e Moraes. Ele critica o fato dos dicionários serem “maquinalmente copiados uns dos outros”, mantendo erros de nomenclatura, definições deficientes e um atraso em relação aos conhecimentos científicos da época. Alguns exemplos dessas definições são apresentados e comentados por ele durante o plano. Aulete também define alguns objetivos de trabalho e afirma que seu dicionário não se limitará a incluir “vocábulos abonados pelos mestres de língua”, mas sim acolherá também palavras do domínio da conversação, neologismos, termos técnicos e alguns arcaísmos. Suas numerosas edições no Brasil (século XX) mostram que o dicionário teve grande aceitação no país. Nota: Reaparece no mercado brasileiro no século XXI... (final desta página)
– NOVO DICIONÁRIO DA LÍNGUA PORTUGUESA
Autor: Antônio Cândido de Figueiredo (1846-1925) | Ano: 1899 (1ª Edição)
Casa impressora: ?
Local: Lisboa – Portugal
Edição de 1911 (prescrita officialmente)
Edição de 1913 (essencialmente refundida, corrigida e copiosamente ampliada)
Editora: Clássica - Lisboa; 2 volumes, 985-950 págs.,
Edição de 1924 (Editora Arthur Brandão & Cia, Lisboa, com 1.400 páginas)
Edição de 1931? (Arthur Brandão, Lisboa)
5ª Edição (Editora Livraria Bertrand --- www.bertrand.pt) Fundada em 1732, por
Pedro Faure, na cidade de Lisboa. Após o terremoto de 1755 o seu genro, Pierre
Bertrand, instalou novo endereço na mesma cidade.
8ª Edição, janeiro de 1939 (Imprensa Portugal-Brasil, Rua da Alegria nº 30,
Lisboa) Volume I (A-G) e Volume II (H-Z)
13ª Edição, 1949 (Editora Bertrand Lisboa / Jackson Rio) Vol.1 (A-G, 1.361 páginas)
+ Vol. 2 (H-Z, 1.347 páginas), Atualizada segundo as regras do Acordo Ortográfico
Luso-Brasileiro de 1945 e em perfeita harmonia com o Vocabulário resumido de
1947 da Academia de Ciências de Lis
Candido de Figueiredo foi um filólogo e escritor português. Autor do Novo Dicionário da Língua Portuguesa, originalmente publicado em Lisboa, e depois alvo de múltiplas reedições até ao presente.
Dicionário Aberto (www.dicionario-aberto.net) é uma versão do Novo Diccionário da Língua Portuguesa, de Candido de Figueiredo, cuja edição para a internet data de 1913. em 19/06/2007 já ultrapassava 10.000 palavras, mas ainda estava na letra A. A letra F foi terminada em 26/05/2008 e a letra G em 26/06/2008... Esta transcrição do dicionário de Cândido de Figueiredo está no Domínio Público
► agirafado (página 48) adj. Burl. (quere dizer termo burlesco) Esguio como a girafa: estas inglesas agirafadas...
► camelopárdale (página 308) m. Antigo nome da girafa. Constellação boreal. (Lat. camelopárdalis)
► girafa (página 849) f. Grande mammífero, da ordem dos ruminantes, notável principalmente pelo comprimento de pescoço. Constellação no hemisphério boreal. * Pop. Mulher alta e de pescoço comprido. (Do árabe zarafa)
► giratacachém (página 850) m. (V. girafa)
► jirafa (página 1007) f. (Fórma exacta, em vez da usual girafa) (compare castelhano jirafa)
– PEQUENO DICIONÁRIO BRASILEIRO DA LÍNGUA PORTUGUESA
Autor: “um grupo de filólogos” | Ano: 1938 (1ª Edição)
Casa impressora: Editora Civilização Brasileira
Local: Rio de Janeiro e São Paulo – Brasil
2ª Edição 1939 – Hildebrando Lima e Gustavo Barroso (organizadores)
3ª Edição 1942 – Hildebrando Lima e Gustavo Barroso (organizadores)
6ª Edição 1946 – Mesmos organizadores, mas inteiramente revista e aumentada
por Aurélio.
9ª Edição 1951 – Mesmos organizadores, mas inteiramente revista e aumentada
por Aurélio.
10ª Edição 1963 – Supervisionada e aumentada por Aurélio, com a assistência
de José Baptista da Luz.
11ª Edição 1967 – Supervisionada e aumentada por Aurélio, com a assistência
de José Baptista da Luz.
Nota: Parece que a última publicação é a 6ª impressão da 11ª edição, em 1974,
pela mesma editora.
É considerado o 1º dicionário brasileiro da língua portuguesa. Sendo pequeno, figura ao lado do Grande e Novíssimo Dicionário da Língua Portuguesa, como um precursor dos monolíngues no Brasil. Sem exemplos e citações, traz definições breves, com marcações frequentes de brasileirismos e regionalismos, e de modo menos frequente, de marcações de uso e de domínios de especilaidade. A 1ª edição apresenta a nomenclatura em duas ortografias, chamadas então de fonética e etimológica, e os autores como “um grupo de filólogos”. A partir da 2ª edição a autoria é atribuída aos organizadores, e Manuel Bandeira e José Baptista da Luz (Revisores).
Desde então a obra obteve sucessivas reedições, contando com vários revisores e colaboradores, dentre os quais, saliente-se na 2ª edição Antenor Nascentes e, a partir da 3ª, Aurélio que colaborou significativamente com a inclusão de brasileirismos. Este escreveu um prefácio que aparece a partir da 6ª edição. Este dicionário teve grande circulação e aceitação, para o que contribuiu muito seu formato portátil, a caracterização de primeiro dicionário brasileiro, e o uso escolar. Mencione-se também o papel da Editora Civilização Brasileira, que promoveu a publicação de títulos brasileiros no movimento cultural nacionalista do período. A participação de Aurélio nas contínuas edições indica uma certa continuidade em relação ao Novo Dicionário da Língua Portuguesa, o Aurélio de 1975. (JHN)
– DICIONÁRIO POPULAR ILUSTRADO DA LÍNGUA PORTUGUESA
Autor: Antônio Lopes dos Santos | Ano: 1939
Casa impressora: Livraria Teixeira
Local: São Paulo – Brasil
É um dos primeiros dicionários brasileiros de língua portuguesa, talvez o primeiro do tipo escolar. Foi revisado e aumentado na 2ª edição por José dos Santos Rodrigues. Na nomenclatura inclui as duas ortografias, a chamada então de fonética e a anterior chamada etimológica. Traz definições breves, sem exemplos e com marcações de brasileirismos. Voltado para um público escolar, este dicionário responde a uma demanda de uso de pequenos dicionários nas escolas. Apresenta uma imagem popular da língua, com marcações de “gírias” e termos “chulos”. (JHN)
– GRANDE E NOVÍSSIMO DICIONÁRIO DA LÍNGUA PORTUGUESA (5 Volumes)
Autor: Laudelino Freire, membro da Academia Brasileira de Letras | Ano: 1939-1944
Casa impressora: Editora A Noite
Local: Rio de Janeiro – Brasil
É o primeiro grande dicionário brasileiro de Língua Portuguesa. Teve duas reedições pela Livraria José Olympio Editora (1954, 1957), sem modificações no texto original. O projeto desse dicionário foi apresentado à Academia Brasileira de Letras e aparece na Revista dessa instituição em 1924. Lá prevê-se que ele seria baseado no dicionário de Moraes e incluiria palavras já arroladas nos dicionários portugueses em circulação, além de brasileirismos e regionalismos. Ao final, depois de alguns anos de discussão na Academia, o dicionário de Freire teve publicação independente, ao passo que a Academia adotou em 1943 o plano do dicionário de Antenor Nascentes.
Traz citações literárias de autores portugueses e brasileiros. Além dos “escritores consagrados”, inclui termos da “linguagem ordinária” e das ciências, bem como brasileirismos, indianismos e africanismos. Uma das polêmicas que envolveram este dicionário está no fato de ele não marcar os brasileirismos: “Feito principalmente para brasileiros, este dicionário não precisa de indicação de brasileirismo” (prefácio). Valoriza os “exemplos dos clássicos” e restringe o registro dos termos de gíria e conversação, evitando o que chama de “corrupção vocabular” ou “plebeísmos”. Propõe um dicionário geral e não etimológico, incluindo apenas as etimologias “certas” (com indicação breve da origem dos termos) e evitando “as que geram dúvidas”.
Quanto à definição, o autor diz adotar uma “linguagem clara e precisa”, colocando em primeiro lugar a “acepção natural ou histórica” e a seguir a “extensiva ou figurada”, “abonando-as quando de mister”. Na morfologia, aponta o “desleixo com os clássicos” e trata a formação das palavras individualizando os elementos “para evitar o aparecimento de palavras mal formadas”. Inclui, assim, elementos de composição provenientes do latim, do grego, de línguas indígenas, além de radicais de química. Realiza um trabalho de sistematização da regência verbal, efetuando classificações dos verbos e abonações com “exemplos clássicos”. Este dicionário, ao lado do Pequeno Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa, representa o início de uma série de dicionários brasileiros elaborados no século XX, que no seu conjunto conferiram uma autonomia em relação aos dicionários portugueses. Apesar de sua importância histórica, não houve continuidade editorial diante do aparecimento de outros dicionários brasileiros na segunda metade do século. (JHN)
– INFLUÊNCIAS ORIENTAIS NA LÍNGUA PORTUGUESA:
Os Vocábulos Árabes, Arabizados, Persas e Turcos
Autor: Miguel (Fuad) Nimer (1895-1972) | Ano: 1943 (1ª Edição)
Tomo I, primeira parte: São Paulo 1943 (página 310)
Tomo I, segunda parte: São Paulo 1944 (página )
ISBN 10: 85-314-0707-9 | ISBN 13: 978-85-314-0707-9
Formato: 18 x 25 cm. | Nº de Páginas: 664 pp.
Reeditado pela Revista Edusp | Ano: 2005 (2ª Edição)
Editora da Universidade de São Paulo (www.usp.br/edusp)
© 2000 by Marilda Nimer Moreira da Silva
► Cp. mais giratacachem, s. m. CDF.
► Cp. ár. cl. zarāfah¹, var. zurāfah¹: “Animal, cujas patas
traseiras são pequenas e dianteiras grandes, e de cabeça semelhante à do camelo,
de chifre ao da vaca, de pelame ao do tigre (leopardo), e de pescoço ao da égua,
sendo portanto mais comprido e erguido” < *zrf ODO; em persa zarnāpah
(elem. const. zrnāpā), XER, 78, e zurnāpā (elem. const. zrnāpā):
“Camelo párdale” RXD; Malouf (Dic. Zoo. Ár.,
pp. 115-116) admite com mais propablidade a procedência africana deste mamífero,
que é originário do continente negro e cita surāfa (ele. const. srāfa)
que no antigo egípcio significa: “de pescoço comprido”, e um autor árabe que
diz sir (elem. const. sr); de um livro de viagem de Barão
von Heuglin, Reise en N. O. Afr., 2 vols. & Ornith N. O. Afr.,
2 vols. (elem. const. hugln), Malouf (Dic. Zoo. Ár., p.h)
recolhe as formas seguintes: zirāt (elem. const. zrat), no
etiópio, zaiuta e zirāfa (elem. const. ziuta e zrāfa,
respectivamente), nas línguas do tigré e dos bejas (cf. art. do mesmo autor
em Al-Muktataf, XXXIV, 4, 1º abr. 1909, p. 359).
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– DICIONÁRIO ENCICLOPÉDICO BRASILEIRO ILUSTRADO
Autor: Álvaro Magalhães | Ano: 1943
Casa impressora: Editora Globo
Local: Rio de Janeiro – Brasil
É um dos primeiros dicionários enciclopédicos brasileiros, bastante reeditado nas décadas de 1940 e 50. Conta com a colaboração de vários professores e especialistas do Rio Grande do Sul e também do Rio de Janeiro e de São Paulo. Entre os colaboradores principais encontramos Francisco Fernandes e Érico Veríssimo. Dá especial atenção aos termos científicos e ao desenvolvimento de verbetes fundamentais relativos a conceitos básicos de determinadas ciências. Inclui também biografias de autores nacionais e estrangeiros. Distingue-se desse modo dos grandes dicionários de autoridades e dirige seu discurso para um público de “estudantes e estudiosos”. Publicado pela Editora Globo, toma um caráter nacional, sendo distribuído no Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo. É da mesma época do Dicionário Prático da Língua Nacional, de José Mesquita de Carvalho, este último de tendência gramatical, enquanto o primeiro de feição enciclopédica. Representa assim um momento de exaltação da identidade nacional, com o estabelecimento e a diversificação da lexicografia brasileira. (JHN)
– DICIONÁRIO PRÁTICO DA LÍNGUA NACIONAL
Autor: José Mesquita de Carvalho | Ano: 1945
Casa impressora: Editora Globo
| Nº de páginas: 1.185
Local: Rio de Janeiro, Porto Alegre, São Paulo – Brasil
Trata-se de um dicionário escolar organizado de forma gramatical: os verbetes apresentam indicações de homógrafos e homófonos, raizes, cognatos, derivados, entre outras. Com isso, a nomenclatura incluída no interior do verbete foge à ordenação alfabética e inclui associações conforme o domínio gramatical indicado. Por exemplo, a partir do verbete paciência, pode-se chegar a paciencioso, paciente, impacientar (cognatos) ou impaciência (antônimo). Apresenta exemplos com citações de autores literários, locuções e exemplos elaborados. Reúne assim o viés gramatical ao da língua literária e usual, visando a estudantes do ginásio. Publicado em um momento de consolidação da identidade nacional, traz no título a nomeação língua nacional. Juntamente com o dicionário de Magalhães, teve outras edições na década de 1940 e 50, o que mostra seu alcance editorial. Parece ser o primeiro dicionário brasileiro de língua portuguesa a estruturar o verbete gramaticalmente, consistindo no período uma nova tendência da lexicografia nacional. (JHN)
– DICIONÁRIO BRASILEIRO CONTEMPORÂNEO
Autor: Francisco Fernandes; colaboração de F. Marques Guimarães
Casa impressora: Editora Globo
| Ano: 1953 (1ª Edição), 1960 (2ª Edição)
Local: Rio de Janeiro, Porto Alegre, São Paulo – Brasil
Com versões revistas e aumentadas, deu origem a outros dicionários: o Dicionário da Língua Portuguesa (1958) e o Dicionário Brasileiro Globo, ambos publicados pela Editora Globo. Os verbetes registram “brasileirismos, regionalismos, expressões idiomáticas, termos populares e de gíria, estrangeirismos usuais, abreviaturas, frases elucidativas, explicações sobre conjugações anômalas, o étimo de grande número de palavras e a pronúncia dos casos duvidosos”. Não trazem citações de autores, no entanto apresentam exemplos de frases e locuções de uso corrente. Com um “formato popular” destina-se ao grande público, especialmente a “estudantes do curso secundário” e aos “homens de trabalho, que não podem despender longo tempo em pesquisas para encontrar a definição breve de que precisam”. Na seleção da nomenclatura, buscou-se eliminar palavras de raro emprego e vocábulos chulos, ao passo que foram incluídas expressões idiomáticas de uso frequente e termos de origem popular já consagrados. Contém algumas gravuras. Esse dicionário tem uma grande importância na consolidação dos dicionários brasileiros de língua portuguesa, especificamente com relação à produção do Rio Grande do Sul que, através da Editora Globo a partir da década de 50, teve grande alcance nacional. (JHN)
– DICIONÁRIO ESCOLAR DA LÍNGUA PORTUGUESA
Autor: Francisco da Silveira Bueno | Ano: 1955 (1ª Edição)
Casa impressora: Ministério da Educação e Cultura, Departamento Nacional de
Educação | Nº de páginas: 1.151
Reedições: 2ª 1957, 3ª 1960, 4ª 1963, 5ª 1965, 6ª 1969, 7ª 1970, 8ª 1973, 9ª
1975, 10ª 1976
Aparece em um período de expansão da rede escolar, quando o governo brasileiro promoveu a publicação de materias didáticos a preços mais acessíveis. O caráter oficial está marcado nas páginas introdutórias, redigidas por Carlos Pasquale, então Diretor Geral do Departamento de Educação. Destinado a alunos das escolas médias, tem em vista o vocabulário de uso comum. Com definições breves, não traz exemplos nem citações e também não marca brasileirismos. As várias reedições nas décadas de 1950, 60 e 70, atestam a importância da obra para a consolidação da lexicografia com finalidade escolar, bem como o papel das instituições governamentais para a difusão do dicionário como livro didático no Brasil.
– DICIONÁRIO MODERNO DA LÍNGUA PORTUGUESA
Autor: Afonso Telles Alves | Ano: 1958
Casa impressora: Edições Úteis | Nº de páginas:
Local: São Paulo – Brasil
Em seu prefácio, Alves distingue os dicionários “nobres”, incluídos aí os grandes dicionários (“opulentos, magnificentes”); os “glossários de termos técnicos e científicos” (destinados a especialistas); e os “dicionários organizados para o povo”. Inclui o seu nestes últimos, afirmando que “organizamos este livro para o estudante do curso secundário, para o bancário, para o funcionário público, para o chefe de família, para esses todos que não dispõem de largo tempo para encontrar a definição que desejam”. O dicionário traz definições breves, sem exemplos e citações. Na nomenclatura exclui as palavras consideradas antigas e “chulas”. Marca os brasileirismos, no entanto não os classifica por áreas geográficas. Quanto às áreas de especialidade, classifica-as conforme à generalidade e não à subdivisão das ciências. O autor enuncia a “utilidade” do dicionário, a “simplicidade”, a “objetividade”, a “intenção pura e enxuta de saber o significado de uma palavra”, tendo em vista o contexto de consulta. Por outro lado, coloca-se em oposição ao que enuncia como “inútil” (“boa parte das velharias e das chulices, que servem à história da língua e servem à Semântica, mas não servem aos leitores deste dicionário”, “extensa sinonímia”, “abuso de remissivos”). Deste modo, caracteriza-se como um dicionário popular que se sustenta em um modo de enunciação “conciso, simples, rápido, objetivo”, afastando-se de uma filiação histórica e evocando (embora não explicitamente) o discurso da gramática filosófica. (JHN)
– DICIONÁRIO DA LÍNGUA PORTUGUESA
Autor: Francisco Fernandes; colaboração de F. Marques Magalhães | Ano: 1958
Casa impressora: Editora Globo
| Nº de páginas:
Local: Rio de Janeiro, Porto Alegre, São Paulo – Brasil
Trata-se de uma versão um pouco ampliada do Dicionário Brasileiro Contemporâneo, dos mesmos autores, publicado também pela Editora Globo. Destinado ao público brasileiro, os verbetes marcam brasileirismos, regionalismos, termos populares e domínios científicos. Não traz citações de autores, no entanto apresenta exemplos de frases e locuções de uso corrente, bem como indicações de etimologia. Em relação a seu antecessor, percebe-se neste prefácio assinado pelos autores, além da mudança no título, o silenciamento da imagem popular atribuída no prefácio daquele e a referência ao campo da civilização e da cultura. A 2ª edição (1966) foi revista, ampliada e ajustada à Norma Gramatical Brasileira por Celso Pedro Luft. Nesta última edição, nota-se, no prefácio de Luft, uma caracterização do léxico como “sistema” (“O sistema lexical de uma língua reflete o sistema de conhecimentos humanos”), de modo que a imagem da língua fica associada ao “crescimento da civilização e cultura contemporâneas”. É uma das obras produzidas pela lexicografia do Rio Grande do Sul a partir da década de 40, e que, juntamente com outros dicionários da Editora Globo, ganharam um alcance nacional. (JHN)
– DICIONÁRIO DA LÍNGUA PORTUGUESA
Autor: Antenor Nascentes | Ano: 1961-1967
Casa impressora: © Imprensa Nacional (1ª Edição, 4 Volumes, contém 83.263 entradas)
© 1988 Editora Bloch
(2ª Edição, 1 Volume, contém 88.818 entradas)
Concretizou, ao menos temporariamente, o projeto da Academia Brasileira de Letras: um dicionário da Língua Portuguesa. Vários planos de dicionários haviam sido apresentados à Academia, entre eles, o projeto organizado por Laudelino Freire que, após alguns anos de discussões na Academia, foi publicado independentemente dessa instituição. Depois de ser dissolvida a comissão do dicionário de Freire, a Academia solicita a um “técnico externo” para a confecção de um dicionário, cabendo assim a Antenor Nascentes um novo projeto de dicionário da Academia.
Embora a descrição dos verbetes tenha sido finalizada em 1943, esse dicionário foi publicado somente em 1961-1967. Cada entrada apresenta transcrição fonética (até a década de 1940, segundo Nascentes, somente as palavras inglesas possuíam esse tipo de transcrição). Algumas dessas palavras são acompanhadas de suas etimologias e também de exemplos, esses criados pelo autor do dicionário e não abonados de autores consagrados: “Uma Academia não cita autores. Ela tem autoridade” (Nascentes, “exposição”). O dicionário inclui também alguns “brasileirismos, de caráter regional, no entanto, foram omitidos barbarismos, estrangeirismos inúteis, palavras chulas, de gíria ou pouco descentes”. (Athayde, prefácio). Já na 2ª edição, apresenta algumas modificações; as entradas não apresentam mais sua transcrição fonética.
No Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa a Academia Brasileira de Letras expõe o projeto de ampliar este dicionário que apresentará, segundo o prefácio, 150 mil verbetes: “o Dicionário vai renascer, numa versão ampliada para 150 mil verbetes, com vista para o próximo milênio.” (ABL). Com essa expectativa a Academia busca desde a 1ª edição cumprir seu objetivo: a constituição de um dicionário da Língua Portuguesa que divulga a “cultura da língua”. (JHN)
– NOVO DICIONÁRIO MELHORAMENTOS DA LÍNGUA PORTUGUESA
Autor: Adalberto Prado e Silva (Organização e Lexicografia) | Ano: 1962
Casa impressora: © Cia.
Melhoramentos de São Paulo
Local: São Paulo – Brasil
O Novo Dicionário Brasileiro Melhoramentos Ilustrado, 1975 – Grande Dicionário Brasileiro Melhoramentos???
É um dos mais utilizados dicionários da segunda metade do século XX e o primeiro grande dicionário a se apresentar como resultante dos avanços da linguística sincrônica. A menção, no prefácio, à noção de “sistema”, de Ferdinand de Saussure, indica a adoção desse ponto de vista na concepção do dicionário, sem que se deixe de lado uma perspectiva histórica. Associado a isso está a defesa da descrição da língua falada no Brasil e a crítica às obras lexicográficas que copiam os dicionários portugueses e acrescentam marcações de brasileirismos. As citações literárias são pouco frequentes. Por outro lado, inclui locuções da língua em uso e marcações de gírias e expressões populares. Apresenta ainda uma feição enciclopédica ou “tecnológica”, com sistemáticas marcações de domínios de especialidade e inclusão de termos das ciências. Marco da lexicografia paulista, traz a colaboração de especialistas da Universidade de São Paulo, o Dicionário Melhoramentos representa um período de consolidação da lexicografia no Brasil, em que os grandes dicionários brasileiros tornam-se mais utilizados que os portugueses. Foi várias vezes reeditado até o final do século (1964, 1965, 1977), quando deu origem ao Michaelis em 1998. (JHN)
– Vocabulário Ortográfico Brasileiro. Editorial Bruguera – Rio de Janeiro,
1969?
Autor: Aurélio Buarque de Holanda Ferreira
– Nomenclatura Gramatical Brasileira – Dicionário da Língua Portuguesa | Ano:
1972
Autor: J. Carvalho e Vicente Peixoto | Ilustrador: Jean Carlo e Rubens Azevedo
(Desenhos em p/b)
Editora: Cultural Brasil Editora, SP | Três Volumes: A-D, E-M e N-Z | Nº de
páginas: 1.070
Observações: Inclui lista de abreviaturas e uma cópia de circular de 25/71 de
17/07/1971 da Câmara Brasileira do Livro a respeito da Reforma Ortográfica...
(Traça).
– NOVO DICIONÁRIO DA LÍNGUA PORTUGUESA – AURÉLIO ou “AURÉLIÃO”
Autor: Aurélio Buarque de Holanda Ferreira (1910-1989)
© Editora Nova Fronteira
– Rio de Janeiro (RJ)
1ª Edição 1975, 2ª Edição 1986 (revista e ampliada) e 3ª Edição 1999 | Nº de
páginas: 2.160
© 2003/04 Grupo / Editora Positivo (www.editorapositivo.com.br) – Curitiba (PR)
Página oficial do Dicionário Aurélio (www.aureliopositivo.com.br)
Coordenação: Marina Baird Ferreira (viúva do autor) e Margarida dos Anjos
1ª Edição
2ª Edição
3ª Edição (revista e ampliada em 1999), cerca de 201.000 verbetes
4ª Edição (2009), Nº de páginas: 2.160
O primeiro Aurélio (1975) é um desdobramento do Pequeno Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa, que o autor preparava para a Editora Nacional.
– Minidicionário Aurélio da Língua Portuguesa, também chamado de MINIAURÉLIO
(NF 1977 – 7ª edição | EP 2004)
– Médio Dicionário Aurélio (Nova Fronteira, 198?)
– Dicionário Aurélio Básico da Língua Portuguesa (edição reduzida do Médio Dicionário
Aurélio), NF 1988 (6ª edição 1991)
– Dicionário Aurélio Infantil da Língua Portuguesa, com ilustrações de Ziraldo
(NF 1989, 1ª edição, em 4ª reimpressão 1999)
– Microdicionário Aurélio (Nova Fronteira, 1992)
– Dicionário Aurélio Júnior: Dicionário Escolar da Língua Portuguesa (EP 2005)
– Dicionário Aurélio Ilustrado (EP 2008)
Dicionário Aurélio Básico da Língua Portuguesa
Editora: Lexikon | Ano: 2003 (1ª Edição) | N de páginas: 704
Nota: Parece que houve esta edição que é condensada do Novo Aurélio - século
XXI
O Dicionário Aurélio é um dos principais dicionários de Língua Portuguesa adotados no Brasil. Também em Portugal é muito apreciado pelos linguistas. Quando da polêmica em redor do Dicionário da Academia das Ciências de Lisboa, tanto os defensores do dicionário como os acusadores desse dicionário apontavam “o Aurélio” como o melhor de Língua Portuguesa [carece de fontes], o que no meio de tantos sugere que seja um bom indicador da qualidade. Essa posição foi desafiada com o lançamento do Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, em 2001. O Aurélio oferece as grafias portuguesa e brasileira nas entradas lexicais.
Manteve-se na Editora Nova Fronteira até 2003, quando o Grupo Positivo adquiriu os direitos de publicação. Por meio da Editora Positivo, deu continuidade na família de produtos lançando o Dicionário Aurelinho (destinado às crianças em fase de alfabetização) e o Aurélio Ilustrado (para alunos do Ensino Fundamental I) – ambos já adaptados à nova ortografia. Há também os produtos eletrônicos, como o Aurélio Eletrônico (CD-ROM), Aurélio Digital (scanner de mão), Aurélio para Rede e Intranet, Aurélio Online (conteúdo no portal IG), o Aurélio Mania (dicionário com enciclopédia), o Corretor Aurélio e o Aurelinho – O Desafio das Palavras (game educativo).
Há grande repertório de sinônimos. O autor foi membro da Academia Brasileira de Letras e da Academia Brasileira de Filologia, e participou, desde a 3ª edição, do Pequeno Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa, tendo colaborado significativamente com a inclusão de brasileirismos. A 3ª edição do Aurélio, denominada Dicionário Aurélio Século XXI, foi acompanhada da 1ª versão eletrônica de um dicionário brasileiro. O autor faleceu antes do término e publicação desta edição, que foi levada a cabo sob a coordenação de Marina Baird Ferreira (sua esposa) e Margarida dos Anjos. (JHN e MTM)
Estrutura de um verbete: Cada verbete do Dicionário Aurélio constitui-se numa unidade estruturada de informações. Essas informações são classificadas de diferentes formas, todas identificadas por sua apresentação gráfica ou por sinais especiais.
Miniaurélio (não menciona o ocapi)
► gi.ra.fa sf. 1. Zool. Mamífero girafídeo, africano. 2. Pop.
Pessoa alta e/ou de pescoço muito comprido.
► gi.ra.fí.deo adj. sm. Zool. Diz-se de, ou espécime
dos girafídeos, família de artiodáctilos de pescoço muito longo, patas finas,
e com dois pequenos cornos.
Aurélio
1. Zool Gênero (Giraffa) de mamíferos artiodátilos, tipo da família dos Girafídeos, que compreende as girafas. O gênero-tipo dos girafídeos, constituído por grandes mamíferos artiodáctilos, naturais da África, que se deslocam em rapidez notável, têm pescoço muito longo, cabeça com dois chifres curtos, pernas longas e número reduzido de costelas; podem atingir 5m de altura e são dotados de um mecanismo que regula o fluxo sanguíneo quando levantam a cabeça. Alimentam-se de brotos e folhas. Zool: Grande mamífero africano (Giraffa camelopardalis), que é o quadrúpede mais alto vivente, com pescoço muito comprido, algo rígido, com apenas as sete vértebras usuais, pernas dianteiras compridas, um par de chifres curtos, revestidos de pele, e uma protuberância frontal média nos dois sexos, pelagem curta de cor castanho-claro, com grandes manchas avermelhadas ou marrons.
2. Espécie desse gênero, a Giraffa camelopardalis, que habita a África, ao sul do Saara. Qualquer espécime desse gênero.
3. Pop: Pessoa alta e/ou de pescoço comprido.
4. Astr: Constelação do hemisfério boreal. Uma das constelações boreais. [Com cap., nesta acepç.]
5. Gír: Aparelho que movimenta o microfone nas estações de rádio e televisão, e nos estúdios cinematográficos. Bras. Haste comprida, móvel e em geral articulada, na qual se prende o microfone, e que permite acompanhar o artista que se movimenta no palco, pôr em relevo o som de um elemento específico de um conjunto, etc.
Girafídeo (Dic. Aurélio):
► Girafídeo. [Do tax. Giraffa (v. girafa) + -ídeo1.] Zool. S. m. 1. Espécime dos girafídeos. Adj. 2. Pertencente ou relativo a eles. girafídeos . S. m. pl. Zool. 1. Família de mamíferos ruminantes, artiodáctilos, que compreende a girafa, o ocapi e várias formas fósseis. Apresentam pequenos chifres em ambos os sexos, os membros são longos e o peso do corpo é equilibrado nas patas anteriores; a porção traseira da coluna vertebral constitui parte dos membros posteriores, o que facilita o desenvolvimento de velocidade na corrida.
Dicionário do Aurélio Online – www.dicionariodoaurelio.com
http://www.sistemacni.org.br/intranet/aurelioweb/manual/verbete.asp
http://aurelio.ig.com.br/dicaureliopos/manual/verbete.asp
► Girafa
s.f. Gênero de mamíferos ruminantes, originário da África, de grande altura.
É o mamífero mais alto de todos os animais. Os machos adultos podem alcançar
aproximadamente 5 m de altura, 1,5 m mais do que o elefante-africano, o segundo
animal em altura. A girafa alcança essa grande altura em razão das pernas, que
têm cerca de 1,8 m de comprimento, e do pescoço, que pode ser até mais comprido.
Entretanto, embora a girafa supere os outros animais em altura, um macho grande
pesa somente cerca de 900 kg. Um elefante-africano macho pode pesar seis vezes
mais.
– VOCÁBULO ORTOGRÁFICO DA LÍNGUA PORTUGUESA
Autor: Academia Brasileira de Letras (ABL), Antônio Houaiss (Organização) |
Ano: 1981
Casa impressora: Bloch Editores
(1ª edição, 1981)
Imprensa Nacional (2ª edição, 1998) | Corbã Editora Artes Gráficas Ltda. (3ª
edição, 1999)
Dá continuidade ao Pequeno Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, também organizado pela ABL e publicado pela Imprensa Nacional em 1943... Apresenta uma normatização da escrita de um conjunto de vocábulos da língua portuguesa. Os vocábulos são anotados com a categoria gramatical. Com 350.000 verbetes na 1ª edição, aumentada para 356.000 verbetes na 3ª – a qual é acompanhada de textos introdutórios que relatam as atividades da Academia Brasileira no que diz respeito à elaboração dos Vocabulários Ortográficos e do Dicionário da Língua Portuguesa, encomendado pela Academia a Antenor Nascentes. Embora o “Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990” seja apresentado, ainda não se baseia nele, mas sim em instruções anteriores que também são incluídas no volume. (JHN)
– DICIONÁRIO ILUSTRADO DA LÍNGUA PORTUGUESA: 1500 PALAVRAS
Autor: Douglas Tufano (1948-) | Capa e Ilustrações: Avelino Guedes | Ano: 1995
Casa impressora: Editora
Moderna | Local: São Paulo – Brasil
ISBN: 85-16-01291-3 | Tipo de capa: Brochura | Formato: 17 x 24 cm. | Peso:
200 g | Nº de páginas: 128
Estado de conservação: Usado, bom, mas com algumas marcas de ferrugem. Adquirido
de ML/Wagner/Santos em 13/04/10 | Preço sugerido: R$ 6,00
Notas: Carimbo da editora na primeira página: Exemplar do Professor – Venda
Proibida. Acompanha caderno de exercícios.
► Página 53: girafa (gi - ra - fa) s. f. Mamífero
que tem pernas e pescoço bem compridos. É o animal mais alto que existe.
► Página 128: zoológico (zo - o - ló - gi - co) adj. Que se
refere à zoologia; aos animais: jardim zoológico.
– MICHAELIS MODERNO DICIONÁRIO DA LÍNGUA PORTUGUESA
Casa impressora: © 1998-2007 Editora
Melhoramentos Ltda. | Ano: 1998 (1ª Edição)
Guia Prático da Nova Ootografia (http://michaelis.uol.com.br/novaortografia.php)
Com mais de 500.000 definições distribuídas em mais de 200.000 verbetes e subverbetes, foi planejado com extremo rigor lexicográfico, procurando-se registrar o maior número possível de vocábulos e seus sentidos, tanto da linguagem escrita quanto da oral. A obra contou com a colaboração de especialistas em diversas áreas do saber e está atualizada com neologismos, gírias e regionalismos. Além disso traz a etimologia da palavra, detalhando sua origem e formação.
– DICIONÁRIO HOUAISS DA LÍNGUA PORTUGUESA
Autor: Antônio Houaiss (1915-1999) | Co-autor: Mauro de Salles Villar | Ano:
8/2001 (1ª Edição)
Casa impressora: Editora Objetiva
– Rio de Janeiro (www.dicionariohouaiss.com.br)
Autor de 19 livros, também organizou e elaborou as duas enciclopédias mais importantes já feitas no Brasil, a Delta-Larousse e a Mirador Internacional. Publicou dois dicionários bilíngues inglês-português, organizou o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da ABL. O Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa só foi concluído após a sua morte e levado a cabo pelo grupo chefiado por Mauro Villar, hoje, reunidos no Instituto Antônio Houaiss de Lexicografia (www.iah.com.br), que conta com um banco de dados interligado, com sede no Rio de Janeiro, e na Sociedade Houaiss Edições Culturais, sediada em Lisboa. (Wikipédia)
Com 228.500 verbetes, é o dicionário brasileiro de língua portuguesa com maior número de verbetes. Tem em vista, mais que o público brasileiro, os pertencentes à lusofonia, incluindo portugueses, angolanos, moçambicanos, cabo-verdenses, bissanenses, santomenses, o que atesta sua tendência unificadora. Vê a língua como “um acervo cultural que tem história”. Decorre disso uma atenção aos elementos de morfologia: raízes, radicais, afixos, grafemas, cognações, assim como o “estabelecimento de grandes famílias lexicais” e a datação das unidades léxicas. As etimologias têm um lugar significativo e vêm incorporadas ao final dos verbetes. Não traz exemplos literários, no entanto data o primeiro sentido dos verbetes registrando a fonte proveniente e fornece exemplos elaborados pelos redatores (abonações colhidas em livros, jornais, revistas, catálogos, comunicações etc.). Com o Dicionário Houaiss nota-se que a lexicografia brasileira em inícios do século XXI não visa mais a delimitação de um espaço próprio, como ocorria nas primeiras décadas do século XX, mas sim a extensão desse espaço. Há também uma retomada dos lexicógrafos do passado (“não os abjurando, mas buscando corresponder às necessidades do seu presente”), o que se concretiza com a sustentação de uma perspectiva histórica. (JHN)
– DICIONÁRIO DE USOS DO PORTUGUÊS DO BRASIL
Autor: Francisco da Silva Borba | Ano: 2002 (1ª edição)
Casa impressora: Editora Ática
Trata-se de um dicionário da língua escrita no Brasil na segunda metade do século XX, com mais de 62 mil entradas, elaborado com base em um corpus eletrônico de cerca de 77 milhões de ocorrências. Esse corpus inclui textos de literatura romanesca, jornalística, técnica, dramática e oratória, com predominância da literatura jornalística (59 milhões de ocorrências correspondentes a dois anos de publicação do jornal Folha de S. Paulo, 1994-1995, e 7 milhões correspondentes a publicação da revista Veja, 1992-1995).
Este dicionário é o primeiro resultante de um projeto marcadamente linguístico e realizado em uma universidade brasileira: a Universidade Estadual Paulista (UNESP). O público atingido, além do leitor geral, inclui linguistas e estudantes de Letras. O prefácio do autor tem as marcas do discurso científico, com a explicitação dos objetivos, da teoria e do método utilizado (com base em uma descrição sincrônica da língua). O critério de escolha da nomenclatura é o de ocorrência combinado com o de frequência, o que foi possível com a informatização do corpus. Os verbetes são organizados a partir de uma base gramatical e em cinco níveis de informação: taxionomia, variação, sintaxe, semântica/pragmática e contextualização. Todas as acepções são abonadas por exemplos da língua escrita em uso, o que consiste em um feito singular na história dos dicionários brasileiros. São muitas as inovações que traz este dicionário, incluindo-se os procedimentos informatizados, a utilização rigorosa de uma metodologia linguística, a abonação imprescindível, a base gramatical estabelecida com uma concepção distribucional e de semântica de traços, entre outras. Deste modo, o final do século XX e início do XXI é marcado por mudanças significativas na lexicografia brasileira. (JHN)
MÍNI DICIONÁRIO CALDAS AULETE
Casa impressora: © 2004 Editora
Nova Fronteira – Rio de Janeiro (RJ)
© 2007 Lexikon Editora Digital Ltda. (www.lexikon.com.br) – Rio de Janeiro (RJ)
Em 2004, o Dicionário Aulete reaparece, em formato minidicionário, reeditada pela Nova Fronteira, a que se segue em 2005 o Caldas Aulete – Dicionário escolar ilustrado, com a turma do Sítio do Pica-Pau Amarelo, da mesma editora. Em 2007, o Minidicionário Caldas Aulete passou para a Lexikon que lançou, no mesmo ano, duas novas versões: o Caldas Aulete de bolso, em coedição com a editora gaúcha L&PM editores, e a versão para computador, em parceria com o G1, o sítio de notícias da globo.com.
A Lexikon foi criada em 1994. A empresa tornou-se líder no mercado de softwares de referência com o Dicionário Aurélio Eletrônico e o Corretor Ortográfico Lexikon. Em 2007, a Lexikon passou a ser titular das obras de referência até então editadas pela Editora Nova Fronteira, inclusive a Nova Gramática do Português Contemporâneo (Celso Cunha e Lindley Cintra), o Dicionário universal de citações (Paulo Rónai), o Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa (Antonio Geraldo da Cunha) e o Minidicionário Caldas Aulete.
AULETE DIGITAL – Lexikon 8/2007 (www.auletedigital.com.br), versão virtual do tradicional Dicionário da Língua Portuguesa Caldas Aulete, o primeiro dicionário interativo, aberto e totalmente gratuito.
► agirafado – Verb. Original
adj. || esguio como a girafa. F. Girafa.
► camelopárdali – Verb. Original
s. m. (zool.) || nome que os antigos davam à girafa. (Astr.) || Constelação
boreal. F. lat. Camelopardalis.
► (gi.ra. fa) – Verb. Atualizado
sf.
1 Zool. Grande mamífero ruminante africano (Giraffa camelopardalis),
da fam. dos girafídeos, dotado de pernas e pescoço muito longos, o que faz com
que atinja 5m ou mais de altura.
2 Zool. Qualquer animal da fam. dos girafídeos.
3 Bras. Pop. Pessoa alta e/ou de pescoço muito comprido.
4 Bras. Cin. Telv. Haste de metal longa em cuja ponta se prende o microfone
para que fique acima dos atores e fora do ângulo de visão da câmera.
5 Mús. Piano de cauda vertical.
[F.: Do ár. zaraffa pelo it. giraffa.]
► (gi.ra.fí.de.os) – Verb. Novo
a.
1. Zool. ref. aos girafídeos
sm.
2. Zool. Espécime dos girafídeos, família de mamíferos ruminantes artiodáctilos,
com pescoço e membros longos, chifres curtos, e que inclui a girafa, o ocapi
e algumas formas fósseis.
► giratacachém – Verb. Original
s. m. || o mesmo que girafa.
► (o.ca.pi) – Verb. Atualizado
sm.
1 Zool. Mamífero da fam. dos girafídeos (Okapia johnstoni), tipo intermediário
entre as girafas e os antílopes, de pescoço e pernas menores que os da girafa,
colorido uniforme e patas com anéis cremes e pretos, encontrado nas florestas
do Zaire
[F.: Do afr. okapi 'antílope'.]
► (ru.mi.nan.te) – Verb. Atualizado
a2g.
1 Diz-se de animal, como boi, antílope etc. que rumina, que traz o alimento
já engolido de volta à boca e o mastiga novamente
s2g.
2 Ref. aos ruminantes
3 Espécime dos ruminantes, subordem de mamíferos artiodáctilos que inclui os
veados, girafas e bovídeos, cujo estômago complexo mantém uma forma de ruminação
no processo de digestão; animal ruminante.
[F.: ruminar - + -nte; adapt. do lat. cient. Ruminantia]
Fonte dos verbetes sobre os dicionários utilizados nesta página:
CDIC – Conhecendo Dicionários – www.ibilce.unesp.br
Insituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas da UNESP, São José do Rio
Preto
Verbetes assinados por: José Horta Nunes (JHN) e Maria Teresa Martins (MTM)
OUTROS:
Dicionário da Língua Portuguesa – de J. Almeida e A. Sampaio e Melo, Porto Editora (nota: crônicas)
O Dicionário Online de Português (www.dicio.com.br) é um dicionário brasileiro, online, gratuito, de língua portuguesa com significados, definições e rimas de mais de 400.000 palavras e verbetes. Nota: De forma quase idêntica também é encontrado no sítio Dicionário Web.
► agirafado (www.dicio.com.br/agirafado | www.dicionarioweb.com.br/agirafado.html)
adj. (a+girafa+ado) Burl. Esguio, ou de pescoço longo, como a girafa. Esguio
como a girafa: estas inglesas agirafadas.
Classe gramatical de agirafado: Adjetivo
Separação das sílabas de agirafado: a-gi-ra-fa-do
Plural de agirafado: agirafados
Possui 9 letras | Possui as vogais: a i o | Possui as consoantes: d f g r
Agirafado escrita ao contrário: odafariga
Na numerologia agirafado é o número 8
Rimas com agirafado: prostrado tomado assinalado arrebatado alcançado desbaratado
almofadado desalentado autorizado intercalado afilhado enervado amuado alargado
significado
► girafa (www.dicio.com.br/girafa | www.dicionarioweb.com.br/girafa.html)
s.f. Gênero de mamíferos ruminantes, originário da África, de grande altura.
É o mamífero mais alto de todos os animais. Os machos adultos podem alcançar
aproximadamente 5 m de altura, 1,5 m mais do que o elefante-africano, o segundo
animal em altura. A girafa alcança essa grande altura em razão das pernas, que
têm cerca de 1,8 m de comprimento, e do pescoço, que pode ser até mais comprido.
Entretanto, embora a girafa supere os outros animais em altura, um macho grande
pesa somente cerca de 900 kg. Um elefante-africano macho pode pesar seis vezes
mais.
Classe gramatical de girafa: Substantivo feminino
Separação das sílabas de girafa: gi-ra-fa
Plural de girafa: girafas
Possui 6 letras | Possui as vogais: a i | Possui as consoantes: f g r
Girafa escrita ao contrário: afarig
Na numerologia girafa é o número 6
Citação com girafa: “a girafa, calada, lá de cima vê tudo e não diz nada” –
Millôr Fernandes
Frases na imprensa com girafa:
“O zoológico italiano Bioparco, em Roma, está promovendo um concurso que tem
como estrela um recém-nascido de 1,70 m e 80 quilos. O parque quer a ajuda do
público para escolher um nome para o filhote de girafa que nasceu há 11 dias.”
“A girafa tem dificuldades para se locomover, pois nasceu com um problema na
pata dianteira esquerda.”
Rimas com girafa: garrafa escafa adiafa safa rafa alfafa diafa anafa tipógrafa
marrafa estafa síngrafa moafa algarafa muafa
Anagramas de girafa: grafia
Tradução de girafa em inglês: 1 giraffe 2 camelopard (English
giraffe)
Tradução de girafa em espanhol: sf. Zool. Jirafa (Spanish
jirafa)
Tradução de girafa em italiano: sf. Zool. giraffa (Italian
giraffa)
Tradução de girafa em francês: sf. Zool. giraffe (French
girafe)
Exemplo: a girafa se alimenta de folhas de acácia / la girafe se nourrit de
feuilles d’acacia
Tradução de girafa em alemão: sf. Giraffe (German
Giraffe)
► girafídeo (www.dicio.com.br/girafideo | www.dicionarioweb.com.br/girafídeo.html)
adj. (girafa+ídeo) Relativo aos Girafídeos. sm. Espécime dos Girafídeos
Classe gramatical de girafídeo: Substantivo masculino e Adjetivo
Separação das sílabas de girafídeo: gi-ra-fí-deo
Plural de girafídeo: girafídeos
Possui 9 letras | Possui as vogais: a e i o | Possui as consoantes: d f g r
Girafídeo escrita ao contrário: oedífarig
Na numerologia girafídeo é o número 2
Rimas com girafídeo: rinobatídeo proboscídeo priapulídeo caracídeo cimicídeo
estrombídeo pleurobraquídeo trioniquídeo pagurídeo rutelídeo monoclamídeo anabantídeo
trombidídeo difilobotriídeo cercopídeo
Anagramas de girafídeo: grafioide grafióide
► giratacachém (www.dicio.com.br/giratacachem)
Significado de giratacachém: m. (Ver: girafa) [Dicionário Candido de Figueiredo,
1913]
Classe gramatical de giratacachém: Substantivo masculino
Possui 12 letras | Possui as vogais: a e i | Possui as consoantes: c g h m r
t
Giratacachém escrita ao contrário: méhcacatarig
Na numerologia giratacachém é o número 8
Rimas com giratacachém: moquém cecém também alguém armazém desdém além retém
porém harém aquém barém ninguém mantém vaivém
► ocapi (www.dicio.com.br/ocapi | www.dicionarioweb.com.br/ocapi.html)
s.m. Mamífero ruminante da África centro-ocidental, intermediário entre girafa
e antílope, com pescoço mais curto que a girafa e com pêlo listrado na parte
posterior e nas patas. (Alt. no garrote: 1 m.)
Classe gramatical de ocapi: Substantivo masculino
Separação das sílabas de ocapi: o-ca-pi
Plural de ocapi: ocapis
Possui 5 letras | Possui as vogais: a i o | Possui as consoantes: c p
Ocapi escrita ao contrário: ipaco
Na numerologia ocapi é o número 8
Rimas com ocapi: sufi guarani mani abati javali aracati jati anti coati dali
sucuri japi nini cori jaci
Anagramas de ocapi: piaço picão picoa pioca poiçá piaçó cópia copiá poiçã
Última atualização: 19/04/2010. |