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BEBEZÃO GIRAFA

Toda mamãe girafa tem apenas 1 filhote de cada vez! Nota: Já foi comprovado em autópsia filhotes gêmeos, embora o nascimento seja extremamente raro.

E ao contrário do que dizem: “como todas as mulheres, as girafas fêmeas só têm 2 mamas”, na fotografia abaixo podemos ver 4 mamas!

O bebê mamando (abaixo), nasceu em 23/06/2001, no Zoológico de Münster, no Estado da Renânia do Norte-Vestfália, localizado na região oeste da Alemanha. “Giraffenkalb” é filhote das girafas “Volley” e “Ole”.

Foto do Zoológico de Munster - Alemanha.
Allwetterzoo Münster – www.allwetterzoo.de

Abaixo (do lado esquerdo da tela), uma linda foto de Steve. Do lado direito: A girafinha Kakuda fotografada por Daryl e Sharna Balfour – AWF.

Kakuda - Photo by Daryl and Sharna Balfour.

GESTAÇÃO

Antes de nascer, o bebê tem bastante tempo para crescer: cerca de 15 meses na barriga de sua mamãe. Portanto, as crias são fortes e bem desenvolvidas! As fêmeas têm cria após uma gestação de 14 a 15 meses (400 a 460 dias, geralmente, 425 dias), a cada dois ou três anos (com intervalos mínimos de 6 meses).

O intervalo entre os nascimentos chega por volta de até 20 meses. A fêmea tem sua primeira cria por volta dos 4 ou 5 anos de idade. Uma fêmea pode produzir até 12 filhotes em sua vida, no entanto só cerca de metade deste número sobrevive em seu habitat natural.

Quando a hora do dia é mais quente, as mães, aparentemente, abandonam seus filhotes, pois a maioria dos predadores são inativos nesta parte do dia. Girafas fêmeas são excelentes mães e defendem vigorosamente as suas crias dos predadores.

A cria é amamentada e defendida pela progenitora por seis a oito meses. A partir daí, esta já não a protege mais, mas o seu filhote a segue até atingir um ano de idade ou mesmo até a sua maturidade sexual.

As fêmeas de girafa têm lugares específicos para parir dentro de seu território. Elas não dão a luz em qualquer lugar, isso, geralmente ocorre em campos discretos.

Escolhem um determinado lugar para trazer ao mundo a sua primeira cria e, geralmente, sempre voltarão a esse local para os partos seguintes, mesmo que tenha passado muito tempo e esteja longe de tal lugar (mas esta informação é incerta)... Acredita-se que a razão seja para a formação de grupos de filhotes, pois esses grupos são vigiados coletivamente e é extremamente eficaz.

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O PRIMEIRO TOMBO DO BEBEZÃO

Na hora da girafinha nascer a mamãe fica em pé, pois as girafas não se deitam para dar à luz. Então, logo que chega ao mundo, acontece com o bebê um fenômeno interessante: ele despenca de uma altura de quase 2 metros! O parto é o momento mais crítico para o filhote e deve ser um tremendo susto!

Como o recém-nascido deparou-se com uma queda, ainda tonto, o animal tenta firmar-se nas quatro patas. Mas algumas mamães têm um compromisso estranho: ela dá um leve chute e a girafinha cai de novo ao solo. Tenta levantar-se e é novamente derrubada. O processo se repete várias vezes, até que o bebê girafa, já exausto, não se esforça mais para levantar. Então, neste momento, a mamãe novamente o chuta e não o derruba mais.

A explicação é simples: para o bebê sobreviver aos animais predadores, levantar-se rápido é fundamental. Por isso que a mamãe girafa estimula o filhote, chutando-o com a pata, obrigando-o assim a se levantar. A aparente crueldade da mamãe encontra total apoio em um provérbio árabe que diz: “Às vezes, para ensinar algo bom, é preciso ser um pouco rude”.

A girafa bebê, ou melhor o bebezão, já à nascença mede cerca de 1,8 metros, podendo alcançar até 2 metros de altura – o que corresponde mais ou menos ao tamanho de um jogador profissional de basquete. A cria com 45 a 70 quilogramas, já é capaz de se manter de pé ao fim de 15 a 20 minutos, mais ou menos. Logo começa a mamar e, apenas com uma hora de vida, já é capaz de seguir a mamãe.

Todo filhote já nasce com seus dois cornos, entretanto ainda eles são cartilagem, estão “soltos” e voltados para trás. Isso ocorre para que a cabeça do bebê possa passar com maior facilidade no momento de seu nascimento. Em seguida, começa o processo de calcificação desses ossículos no crânio do bebê.

As 4 fotografias de Christine e Michel mostram o momento do parto (comprovando a queda da nova girafinha), também o momento seguinte, quando a mamãe girafa limpa seu filhote...

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O bebezão vai mamar por aproximadamente um ano, mesmo se alimentando de folhas há poucas semanas depois de nascido. Durante 9 meses a mamãe dá toda a atenção à sua cria, defendendo-a de leões, hienas e leopardos, tarefa na qual é ajudada por outras fêmeas do grupo.

A imagem abaixo mostra um recorte de uma revista que informa: “Não toque em meu pequeno – No abrigo entre as pernas de sua mamãe, o bebê girafa não tem medo dos predadores: se um leão ou uma hiena perambular em torno dele, é com um chute mortal que ela os acolherá.” (“Touche pas à mon petit – A l’abri entre les pattes de sa maman, le girafon ne craint pas les prédateurs: si un lion ou une hyène rôde autour de lui, c’est à coups de sabots mortels qu’elle les accueillera.”)

Photo by Spook Skelton (1996), próximo a Olifants, Kruger National Park, África do Sul (Nikon F4/600mm lens and Kodachrome 64 Film). Fotos by Nature Wildlife Giraffe Page – © Copyright Spook (www.nature-wildlife.com).

Durante o primeiro ano de vida, os filhotes costumam ser vítimas dos predadores, portanto apenas cerca de um quarto das crias sobrevive a esse ano. As mamães com crias pequenas associam-se de forma mais consistente do que os machos, em parte devido à atração mútua entre os jovens, o que resulta em “creches” de até 9 crias.

Enquanto uma fêmea cuida das várias crias, as outras podem afastar-se um pouco mais, para se alimentarem. Mesmo assim, as crias raramente são abandonadas sozinhas. As mamães ausentes regressam antes do escurecer para amamentar o filhote e protegê-lo durante a noite. Abaixo, foto by John White.

Após o desmame, as fêmeas permanecem dentro do território materno, enquanto os machos o abandonam, formando grupos separados. Organizados em uma hierarquia clara de dominância, esses grupos formados só por machos vagarão dentro de outros territórios, à procura de fêmeas no cio.

Apesar de serem desmamadas com cerca de um ano de idade e se tornarem independentes aos 16 meses, os laços maternos perduram até mais de 22 meses.

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Última atualização: 08/09/2012.
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