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ANATOMIA, BIOLOGIA E FISIOLOGIA DAS GIRAFAS

ZOOBIOLOGIA – Ciência que trata da vida animal

A curiosa anatomia das girafas... As propriedades fisiológicas das girafas são extraordinárias! O pescoço comprido e as enormes pernas conferem à girafa um movimento e uma elegância excepcionais, que a torna única, sui generis.

Elas têm o corpo relativamente curto, em comparação com o comprimento das pernas e do pescoço, o qual é ornado por uma crina baixa. Com base nos padrões do pelo, que escurece com a idade, e no tamanho e quantidade dos cornos, diversas subespécies já foram descritas...

ALTURA

COMPRIMENTO: Mede aproximadamente de 3,60 metros a 4,00 metros. O comprimento do corpo pode ultrapassar os 2,25 metros...

PESO: Apesar do aspecto longilíneo, é, com o elefante e o rinoceronte-negro, um dos mamíferos mais pesados do mundo. Pesa aproximadamente de 800 a 1.400 quilogramas. Um exemplar macho pode pesar mais de 1.000 kg. e a fêmea até uma tonelada. Ao nascer, os machos têm em média a altura de 1,9 metros e as fêmeas é cerca de 1,8 metros.

PERNAS: Os membros anteriores são maiores que os posteriores? Olhando para o animal temos a impressão de que suas pernas dianteiras são maiores do que as traseiras, isso se dá porque todo o corpo parece estar inclinado para baixo, na parte de trás. Embora as pernas sejam todas do mesmo comprimento, as pernas da frente parecem mais longas por causa do formato dos fortes músculos do topo da pernas e no início do pescoço.

Na imagem abaixo, reconheça os ossos da perna da girafa por sua forma e por sua posição em relação com ossos de outros animais como o gorila e o lobo...

PESCOÇO: A girafa é um animal caracterizado pelo seu enorme pescoço. Apesar de ser muito longo, cerca de 3 metros, o pescoço de uma girafa se sustenta em apenas 7 ossos – possui apenas sete vértebras cervicais típicas na maioria dos mamíferos. Tem a mesma quantidade de ossos que o pescoço de um homem, assim como de um rato, a única diferença é que eles são alongados e bem maiores. Para se ter uma ideia comparativa, o pescoço dos pássaros tem 14 vértebras, o dobro do pescoço da girafa!

Notas: A coluna vertebral está dividida em diversas partes; a do homem é composta por: 7 vértebras cervicais (estes são os sete ossos que formam o pescoço), 12 vértebras torácicas (abrangem o peito e têm costelas ligadas a ela) e 5 vértebras lombares (são as vértebras restantes abaixo do último osso torácico e a parte de cima do sacro), terminando no sacro e cóccix. As vértebras sacrais estão encaixadas dentro dos ossos da pélvis, e o cóccix representa as vértebras terminais ou cauda vestigial... O primeiro osso cervical é chamado de atlas e é onde a cabeça se une ao pescoço. O segundo osso é chamado de áxis sobre o qual rodam a cabeça e o atlas. As vértebras cervicais são numeradas de um a sete, do atlas para baixo, e são chamadas de C1, C2, C3 etc.

Fotos by Christopher Jameson, 1997.

VEJA O CRÂNIO E OS CORNOS – FORMAÇÃO OSSÍCULA DE SUA CABEÇA



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O olho é uma diminuta e perfeita câmara fotográfica, constituída por várias partes como esclerótica (branco do olho), pupila (menina dos olhos), íris, cílios, pestanas, pálpebras, sombrancelhas, vários músculos, entre outros...

O cérebro de uma girafa, com menos de meio quilograma, é pequeno em relação ao tamanho de seu crânio...

Entre os árabes e persas, os CÍLIOS são as mais potentes armas de fascinação amorosa, na simbologia. O costume de aumentá-los e pintá-los servia para expandir o seu poder sedutor... A foto acima mostra os cílios longos que as girafas têm...

Os pelos do “bigode” são longos...

LÁBIOS: São grossos, sendo o superior preênsil.

Nota: Seus músculos da mandíbula são requeridos para a mastigação permanente. Os músculos do rosto também são apenas fracamente desenvolvido. Então o rosto do girafa sempre tem um pouco de uma expressão dura...

LÍNGUA: Ela é longa, áspera, flexível e de coloração escura. Utilizam-na, junto com o lábio superior, para arrancar as folhas dos ramos mais altos das árvores. Sua língua pode alcançar mais de 40 centímetros de comprimento!

Dúvida: É verdade que a girafa limpa as orelhas com a sua própria língua?
Um Bilhete de Loteria português diz que sim... Veja uma foto do UOL enquete!

Se elas tivessem o hábito de limpar as orelhas, fariam isso sim, uma vez que têm o “aparelho” devido... (risos) Entretanto, jamais soubemos de alguém que tenha visto uma girafa “limpando” a sua própria orelha...

A foto do lado esquerdo da tela mostra bem a língua de uma fêmea adulta de girafa-masai (Giraffa camelopardalis tippelskirchi), em agosto de 2001, no Zoológico de San Diego. By Brent Huffman, 2001 (www.ultimateungulate.com).

DENTES:

Fórmula dentária das girafas (informação recebida por Carlos Meda em 03/11/06), segundo o fascículo nº 22 de “A Fauna” (com adaptação):
I 0/3; C 0/1; Pm 3/3; M 3/3 (suposto total: 32 dentes)

Skull by SalsolaStock (salsolastock.deviantart.com).

Nota: Normalmente o número de dentes permanentes em um humano adulto é de 32 dentes, 16 na mandíbula e 16 na maxila: 8 incisivos, 4 caninos, 8 pré-molares e 12 molares. Entre os seis meses e os três anos, toda a dentição humana temporária, também chamada “de leite” ou decídua, está formada. É composta por 20 dentes, 10 na mandíbula e 10 na maxila, e é trocada dos seis aos onze anos de idade.

Foto-contribuição da colecionadora de girafas Celua.

ORELHAS: São pontiagudas.

Foto do site Janet LaFara's Giraffe Haven.

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Beauty – the adjustment of all parts proportionately so that one cannot add or subtract without impairing the harmony of the whole – Leon Battista Alberti.

CAUDA: Terminada em um penacho escuro de pelos pretos (pincel final), mede 80 centímetros a 1,10 metros de comprimento.

CORAÇÃO: Em consonância com o seu tamanho as girafas têm um enorme coração que pode pesar até 11 quilogramas, com 60 centímetros de comprimento e 8 centímetros de espessura nas paredes. É o maior do mundo entre os animais terrenos. Ele é 43 vezes maior do que o coração do homem e precisa bater muito forte.

Isso se deve a necessidade de bombear o sangue com muita força para que a cabeça possa ser atingida. Seu coração está equidistante da cabeça e das patas, aproximadamente, pouco mais de dois metros tanto para baixo, como para cima.

Para que o seu sangue chegue até o cérebro o aparelho circulatório da girafa apresenta, em seu sistema venoso do pescoço, muitos vasos sanguíneos com alças (divertículos) que controlam o fluxo sanguíneo em qualquer das duas direções – são várias válvulas que ajudam o sangue a subir para chegar até o cérebro e também a descer para compensar o rápido aumento da pressão quando a sua cabeça está abaixada.

Para que o sangue consiga chegar no topo da cabeça, o músculo cardíaco da girafa é excepcionalmente forte mas, por outro lado, para que a pressão não seja excessiva no cérebro, existe uma rede de artérias muito finas (arteríolas) chamada sistema admirável, que faz com que a corrente sanguínea sofra uma redução da pressão.

Curiosidade: Museu do Coração.

PRESSÃO SANGUÍNEA: A girafa é importante como modelo para investigações dos mecanismos adaptáveis para mudanças gravitacionais de pressão. Estudos fisiológicos prévios têm se concentrado na pressão arterial do sangue, no coração e no pescoço. Essas investigações revelaram que a pressão arterial no coração da girafa precisa ser muito maior, o dobro da dos humanos ou de qualquer outro animal, para que a cabeça possa ser atingida pelo fluxo sanguíneo, mantendo assim a pressão sanguínea no cérebro.

J. V. Warren e sua equipe mediram as pressões nas artérias de algumas girafas de uma reserva no Quênia. Quando a girafa está deitada, sua cabeça e seu coração estão no mesmo nível, e a pressão arterial da carótida varia entre 180 a 240 mmHg e o rítmo cardíaco é 96 por minuto. Quando o animal levanta a cabeça, a pressão se mantém aproximadamente igual à da deitada, mas a frequência cardíaca diminui. Na posição ereta ou em movimento normal, aumenta a frequência cardíaca a cerca de 150/min, enquanto que a pressão arterial cai para 90 a 150 mmHg. O galope eleva a frequência cardíaca ao valor de 170/min e produz uma variação da pressão arterial entre 80 a 200 mmHg.

Seu coração bombeia com uma pressão entre duas ou três vezes maior do que uma pessoa com saúde normal... Uma pessoa saudável normalmente tem uma pressão arterial de 120/80 mmHg.

A pressão sistólica ao nível do coração da girafa varia entre 200 e 300 mmHg, enquanto que a diastólica varia entre 100 e 170 mmHg. O valor médio da razão pressão sistólica/pressão diastólica é de 260/160. Esse valor, comparado com o valor médio de uma pessoa – 120/80 – classificaria a girafa de hipertensa. Entretanto, essa hipertensão não se deve a problemas vasculares, mas é uma condição necessária para suprir o cérebro do animal com sangue quando ele está ereto. Notas: saúde, sexualidade.


INTESTINO: O intestino da girafa é espantosamente comprido: quase 80 metros! Como seu intistino é muito longo e fino, consequentemente ele é mais lento. Isto serve para que durante todo percurso no aparelho digestivo, o intestino absorva ao máximo todos os líquidos e nutrientes do alimento.

SENTIDOS: O sentido mais bem desenvolvido das girafas é o da visão. Sua visão binocular lhe permite ver para frente e para os lados... Podem enxergar mais de um quilômetro de distância e distinguir as cores. Também têm o olfato (alcança uns 500 metros) e a audição bem desenvolvidos.


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VOZ (Zoofonia – sons produzidos por animais; atualmente, estabelecida como Bioacústica)

Uma das muitas coisas estranhas da girafa é que lhe falta a voz... Pois mesmo apresentando órgãos fonadores perfeitos, a girafa raramente emite sons. Foi sempre tão raro ouvir a voz da girafa que se supunha que ela fosse muda. Mas já se sabe que, mesmo silenciosas, elas podem produzir uma variedade de grunhidos, emitindo alguns sons breves, semelhantes a gemidos ou discretos gritos de chamada. Elas não possuem propriamente cordas vocais, isto é, elas têm cordas vocais menores que são chamadas de pregas vocais, como todos os animais. Dizem que lembra o som de um carneiro ou ovelha...

Revista do Curioso – Reino Animal (Ano 2 – Número 13 – março de 2003): As girafas possuem cordas vocais?
Sugestão de Danilo Inhaquinte (Sergipe). As simpáticas pescoçudas não possuem cordas, mas pregas vocais, como todos os animais. No entanto, são extremamente quietas. “Elas dificilmente vocalizam”, conta Mara Cristina Marques de Angelo, bióloga do setor de mamíferos do Zoológico de São Paulo. “Isso, pode acontecer quando ainda são bebês ou na época da corte para o acasalamento”. Em 13 anos que trabalho no zoo, Mara ouviu o som de uma girafa – grave e abafado – uma única vez. “Estávamos tratando de um recém-nascido e, preocupada com o filhote, a girafa exprimiu o som”, lembra a bióloga. Matéria enviada por Maria, em 08/2004.

Chamar a grandes distâncias – Persepção Extra-sensorial (xérox de páginas da revista enviados por Seme). O som de baixa frequência vai mais longe que o de alta frequência. É por isso que os sons baixos da aparelhagem estereofônica de um vizinho são tão irritantes, apesar de não reconhecermos a melodia. Estas ondas sonoras penetrantes, abaixo de 20 ciclos por segundo (20 herz ou Hz) têm o nome de infrassons. Os elefantes criam e ouvem estes sons secretos. Servem-se da testa como placas de som para transmitir ruídos infrassônicos a grande distância. Um elefante consegue ouvir outro a 4 quilômetros de distância, abrangendo uma área de cerca de 50 quilômetros quadrados. Ao anoitecer, devido às alteraçãos das propriedades acústicas do ar, a gama de sons aumenta drasticamente, o que permite que o elefante prolongue a sua rede de comunicação social aos 300 quilômetros quadrados mais próximos. Deste modo, é possível reunir manadas distantes e os machos solitários podem encontrar fêmeas. O fato de os elefantes comunicarem através de infrassons foi uma descoberta histórica. Desde então, verificou-se que a quantidade de animais que possuem esta capacidade é impressionante. O urro sarcástico do hipopótamo, tão alto como uma banda de heavy metal, faz vibrar qualquer ser vivo que se encontre a menos de 15 metros de distância. Há pouco tempo, descobriu-se que um ruído infrassônico antecede este som audível que faz estremecer o solo e que se propaga na água a 30 quilômetros. Uma laringe enorme produz este som profundo de barítono, que sai para o ar pelas narinas ou que se transmite através do tecido mole da garganta, na direção da água. Os hipopótamos ouvem os sons transportados pelo ar através do ouvido externo, mas o som transportado pela água passa para o ouvido interno através da mandíbula. Como o som se desloca mais depressa na água do que no ar, os hipopótamos podem servir-se dos intervalos de tempo entre os sons transportados pelo ar, para avaliarem as distâncias. Quando um rinoceronte está enraivecido, solta aqueles urros pré-históricos que poderíamos atribuir a um dinossauro. Sabe-se agora que esses sons atroadores têm componentes infrassônicos. Quando o perigo ameaça, a mãe recorre a esses avisos para chamar as suas crias. O ocapi, parente da girafa, estranho e cornudo, que habita na floresta, também emite infrassons, latindo em frequências que se situam entre 7 e 25 hertz. No mato cerrado, os infrassons ajudam o ocapi a manter-se em contato com outros elementos da manada. As fêmeas também emitem sons infrassônicos, para alertarem os machos de que se encontram no período de reprodução e, mais tarde, para chamarem as crias. Este sistema secreto de comunicação não permite apenas que o ocapi faça chamamentos à distância; também lhe permite conversar, sem atrair as atenções do seu principal predador, o leopardo. Quando se descobriu que os ocapis emitiam infrassons, começaram as investigações acerca do parente mais próximo da girafa. Alguns registos infrassônicos depressa revelaram a existência de um sistema de comunicações próprio, num animal que se julgava ser mudo. Descobriu-se igualmente que um número cada vez maior de mamíferos e de répteis, como os crocodilos e os jacarés, usa infrassons. Os jacarés machos são os executantes mais espetaculares. Na época do acasalamento, emitem os seus chamamentos e o macho cujo urro é mais forte é que consegue possuir a fêmea. Se eles urram dentro de água, os sons transformam-se também em sinais visuais e as vibrações criam uma dança espetacular à superfície da água. Sabe-se igualmente que muitas aves têm componentes infrassônicos nos seus chamamentos, nomeadamente o galo-silvestre-europeu, a abetarda-korí, as galinhas-do-mato e muitos tipos de pombos. As aves também ouvem os infrassons mais baixos de qualquer animal, o que lhes confere notáveis capacidades extra-sensoriais.

LONGIVIDADE: Vivem aproximadamente até os 25 anos, mas em cativeiro podem alcançar os 28 anos.

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Última atualização: 28/11/2014.
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