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ALIMENTAÇÃO

As girafas são animais herbívoros, ruminantes e têm uma capacidade de se alimentar muito bem durante todo o ano. Podem recorrer a cerca de 100 espécies de plantas diferentes.

Alimentam-se de folhagem decídua, durante a época das chuvas (entre os meses de novembro e maio, quando o alimento é mais abundante) ou de espécies de folha perene, na estação da seca.

Além de folhas, galhos e até casca de árvores, pequenos rebentos ou brotos e arbustos de acácias e mimosas também são apreciados.

As girafas são adaptadas para explorar uma banda de vegetação localizada acima de 3 metros de altura, fora do alcance de todos os outros herbívoros. À exceção dos elefantes, as girafas exploram um nicho ecológico muito restrito e deste modo não têm competidores pelos escassos recursos da savana.

A acácia também serve de alimento favorito a outras espécies de animais como os elefantes, as gazelas e os gerenuks – mais conhecidos como “gazela-girafa”.

Acima, foto de Denny Allen, do Parque Nacional Mana PoolsZimbábue.

Flores, sementes e frutas também são ingeridas. Todos esses alimentos são ricos em nutrientes, embora a sua qualidade caia na época da seca – período no qual as girafas complementam a sua alimentação com algumas ervas que se encontram ao longo dos rios.

Altamente seletivas em sua dieta, as girafas preferem folhas de acácias, mas também de mimosas, combretum, grewia, balanites, terminalia e ziziphus.

Um macho adulto pode passar até 20 horas por dia se alimentando, consumindo cerca de 80 kg, sendo 20 kg de material seco e 60 kg de material fresco (folhagens) aproximadamente, embora possa se manter com menos de 7 kg de alimento por dia. Já as fêmeas, 16 kg de material seco e 58 kg de úmido.

Há fontes que alegam ser 35 quilogramas de folhas verdes por dia que as girafas ingerem...

Em cativeiro recebem 5% de vegetação seca (grama desidratada), 65% ração com baixa fibra de ervas, mais 30% cenora, pão, banana, alface, espinafre, maça, batata doce e alfalfa.

No Zoológico de Lisboa, por exemplo, a sua alimentação consiste basicamente em ração, pão, fruta, cenouras, feno e ramos com folhagens. Já no Zoológico de Buenos Aires sua alimentação é a base de alfafa seca e fresca, cenouras, cebolas, brotos de soja e maçãs.

A dieta da girafas no Zoológico de Belo Horizonte, em Minas Gerais, por exemplo, é composta por ração, alfafa, cenoura, banana, maçã, verduras, rama de batata e galhos de leguminosas.

Já no Zoológico de Brasília as girafas consomem folhas de acácia (Acacia farnesiana), amora (Morus nigra), arapiraca (Pithecolobium sp.), entre outros...

ACÁCIA: A PREFERIDA DA GIRAFA

Raramente comem grama ou capim, mas se o fazem, têm de abrir muito as pernas para que a boca alcance o solo – posição que adotam igualmente quando bebem água – como mostra a foto tirada no Zoológico de Paris by Sérgio Sakall, em agosto de 2000.

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A forma de alimentação das girafas é o desrame. Com focinho estreito, lábio superior grosso e flexível, ajudado por sua língua comprida e preênsil com até 45 centímetros, permitem-lhes chegar às folhas mais nutritivas, não se machucando com os espinhos das árvores.

Do lado esquerdo da tela, foto by Africa Imagery (www.africaimagery.com) – Parque Nacional Kruger

A fotografia ampliada da arvóre acácia mostra bem os espinhos que a planta desenvolveu para se defender dos predadores de vegetais... Foto by Sérgio Sakall, Parque Nacional Kruger, África do Sul (12/1998).

Alimentam-se durante o dia, em pequenas manadas de algumas fêmeas e jovens, ou mesmo sozinhas. Os machos esticam o pescoço mais alto do que as fêmeas, o que reduz a competição alimentar entre os sexos.

Os períodos de alimentação durante o dia ocorrem especialmente algumas horas próximas ao crepúsculo ou do nascer do sol. No período de maior calor, prefere ruminar na sombra.

O comportamento noturno depende da quantidade de luz da lua, isto é, ela pode estar mais ativa, procurando alimento de madrugada, durante as noites de luar. Mas, geralmente, descansam à noite, enquanto ruminam.

Elas têm uma alta produção de saliva viscosa, a qual estimula uma rápida renovação das folhas das árvores. Foi observado que: quando a girafa arranca uma folha, seu crescimento é duas vezes mais rápido do que se essa folha fosse arrancada pela mão.

Talvez, isso seja importante para a agricultura, pois a saliva da girafa contém uma substância estimulante para o crescimento...

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Última atualização: 22/03/2013.
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