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FOTOS DIVERSAS – Fotografias de Sérgio Sakall

Sob aspecto físico, toda região Sudeste apresenta grandes diferenças, com litoral, serras e planícies, assim como mostra a fotografia abaixo, por exemplo, tirada em um dia claro no Parque Estadual da Serra do Mar, em São Paulo (SP). [fundo série]

A fotografia mostra na Praia do Meireles, em Fortaleza – Ceará (CE), parte de um coqueiro, cujos frutos aparecem ainda presos à palmácia – by Sérgio Sakall, fevereiro de 1998. Ao fundo da fotografia – o mar, a praia – talvez as principais atrações turísticas da região Nordeste, atraindo pessoas do exterior e do Brasil inteiro.

Do lado esquerdo da tela, foto P&B que mostra aspecto da cidade de Congonhas do Campo, Minas Gerais (MG), by Sérgio Sakall (11/1998). Do lado direito, apresentação folclórica em Cuzco, Peru, by Sérgio Sakall (03/2000).

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PROJETO SOBRE O FALO (07/09/2000)

FÁLUS DESPERTUM

Certa vez, apreciando o meu acervo fotográfico, percebi em várias etnias que o cume era alvo de ambição já em nossos primórdios. Talvez pelo desejo humano de alcançar Deus, ou pela necessidade humana de sentir-se absoluta (o cúmulo nos dois sentidos), ou ainda o ponto mais alto fosse por pura demonstração do próprio poder.

Muitas vezes, desde primata, o ser humano é possessivo. Sendo assim, sente-se vigoroso, grandioso, possivelmente maior do que seu semelhante, a começar pelo seu próprio corpo. Aprofundando isso, quis saber a origem dessa paixão...

Encontrei valores de guerra, de realeza, de ambições e de honrarias. Até valores inconscientes que cada homem possui em relação a si mesmo. Ainda hoje, na disputa intrínseca por quem é o melhor, o tamanho do falo é de grande valia, não apenas para quem o possui...

Entendemos que o pênis, desde a Antiguidade, foi adorado como símbolo da fecundidade da natureza. Também sabemos, por exemplo, que a Torre Eiffel é um dos monumentos mais visitado do mundo... Será ela tão adorada por quê?

Não só pelo monumento estar gravado no inconsciente coletivo, tampouco pela torre ser uma bela construção do homem, ou por fazer parte da história mundial. Talvez ela seja tão desejada por aparecer sob outra forma, por figurar como símbolo fálico, em uma reprodução daquilo que se pensa, ou melhor dizendo, num conteúdo concreto apreendido pelo íntimo de nossa imaginação.

O corpo é um tronco, a parte material, a carne por oposição à alma. E todo homem é complexo por natureza, sobretudo no sentido emocional. Talvez, por ter vindo das cavernas, pode-se dizer que ele é cavernoso, logo, um “corpo cavernoso”. Assim como no tecido do pênis erétil e rígido no momento do gozo.

Posso acrescentar ainda que, como no Corpo de Cristo os crentes “encontram” Jesus, eu, naquele dia, encontrei o membro copulador do homem muito além do que na maravilhosa construção francesa.

Pude “ver” a mesma coisa no minarete muçulmano, na torre da igreja católica, na coluna grega ou na romana, no obelisco egípcio, no tronco do coqueiro, no pistilo de uma flor, no pescoço da girafa ou no da garça, enfim, em quase todas as fotos que eu olhava...

Às vezes, via palmas, palmas eretas, rajadas, como espadas...

Foi aí que pensei estar possuído de uma miragem macrocósmica diante de tantas imagens. Embora representassem como o ser humano ambiciona o ápice, ao mesmo tempo, as fotos serviram-me de verve para indiretamente mostrar como o mesmo homem cultua o falo.

Então, quis descrevê-lo e analisá-lo com base nas características culturais, dando ênfase, através das épocas, às improváveis variações entre os povos em relação as suas construções rumo aos céus.

Fugindo de conceitos, nessa mostra tento despertar da memória coletiva dos homens o antigo falóforo – aquele sacerdote grego que transportava o falo em dias de festa, revivendo assim uma comemoração pagã em honra ao falo.

Ou ainda, numa analogia à eucaristia, acreditando encontrar um símbolo fálico em qualquer das imagens que registrei, por fim, tento alimentar o vasto e fértil reino da nossa quase tangível imaginação, digamos, “proibida”...

ASPIRAÇÃO / DESEJO / AMBIÇÃO / COBIÇA FÁLICA
Verve: calor de imaginação que anima o artista.
Licorne: unicórnio, animal fabuloso, que tem corpo de cavalo e um chifre no meio da testa, símbolo da virgindade, da pureza, nas lendas da Idade Média.
Apologia: Discurso ou escrito que tem por fim justificar, defender, louvar alguém ou alguma coisa. Elogio, louvor, glorificação: fazer a apologia da virtude.
Apologético: que tem apologia.

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Última atualização: 12/09/2012.
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