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ARQUITETURA... e Cândido Portinari

Arquitetura é a arte de criar espaços organizados e animados, por meio do agenciamento urbano e da edificação, para abrigar os diferentes tipos de atividades humanas.

Nota: Estádio, Lugares

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Ensaio na Igreja São Francisco de Assis, obra de Oscar Niemeyer, Pampulha, Belo Horizonte – Minas Gerais (MG). Fotos by Sérgio Eduardo Sakall, em 12/2003.


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Por intermédio de Capanema, Niemeyer é apresentado ao então Prefeito de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais (MG), Juscelino Kubitschek, que o convida a projetar o conjunto da Pampulha, em 1940.

JK tinha interesse em desenvolver uma área ao norte da cidade, chamada Pampulha. Chamou Niemeyer para projetar uma série de prédios que seriam conhecidos como conjunto da Pampulha. Este seria o primeiro grande trabalho individual de Niemeyer, com 33 anos de idade.

Prontos em 1943, os prédios renderam muitas críticas e admiração. Conseguiu sua primeira projeção internacional e muitas polêmicas locais. A Igreja católica negou-se a benzer a Igreja de São Francisco de Assis, em parte por sua forma não ortodoxa, em parte pelo mural moderno pintado por Portinari. O mural possuía traços abstratos e reconhecia-se um cachorro, representando um lobo junto à São Francisco de Assis.

No conjunto da Pampulha Niemeyer começa um estilo que irá marcar o seu trabalho quase todo: utiliza-se das propriedades estruturais do concreto armado para dar formas sinuosas aos prédios.

Quando Niemeyer desenha um prédio ele o faz com o mínimo de traços possíveis. Ele porém nega que seus prédios tenham uma estética que ofusca o utilitarismo: sempre escreveu enormes justificativas de projetos, onde descreve a função de cada curva do edifício. Ele costuma dizer que se não pode justificar uma ideia em um parágrafo, desiste dela.

Abaixo, o lindo selo emitido em 12/12/2004 (RHM: C-2602), com valor facial de R$ 0,80 (oitenta centavos de reais) mostra o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, em Belo Horizonte – Minas Gerais (MG). Em seu lado esquerdo está a Igreja de São Francisco de Assis, projetada por Niemeyer, com pinturas de Cândido Portinari (centro do selo), Ceschiatti, P. Wernechi, e jardins de Burle Marx.

Do lado direito do selo (assim como na fotografia ao lado), podemos ver dois aspectos do Museu da Pampulha – onde, geralmente, os recém-casados da cidade custumam ser fotografados...

Museu da Pampulha

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Já o selo abaixo é uma emissão anterior, de 04/09/2003, sobre o Centenário do Nascimento de Cândido Portinari (1903-1962). Valor facial: R$ 0,80. Edital: 14. Locais de Lançamento: Brodowski (SP) e São Paulo (SP). O selo (RHM: C-2531), assim como a foto do lado esquerdo, apresenta a obra “Autorretrato”, pintura óleo sobre madeira, de 1957, no tamanho 55 × 46 centímetros.

O detalhe mais abaixo mostra a assinatura do artista na parede interna (altar) da Igreja de São Francisco de Assis: “PORTINARI 1945”.

E, “aproveitando” que tive a oportunidade de contemplar na Igreja de São Francisco de Assis, também “divulgo”, nesta página, outros trabalhos desse grande artista...

Pintor brasileiro, Portinari é considerado um dos maiores representantes de nossa arte. Nascido em Brodowski (SP), em 30?/12/1903, filho de imigrantes italianos de origem humilde, estudou somente até a 3ª série do primário, manifestando, contudo, a vocação artística desde criança. Sua carreira de pintor começou quando adolescente, na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, onde viveu até sua morte prematura, aos 58 anos, vítima de um longo processo de envenenamento por metais pesados contidos nos pigmentos das tintas que usava.

CRONOLOGIA (veja MASP)

1903 – Nasce em Brodósqui (Brodowski), perto de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, no dia 13 de dezembro, filho de imigrantes toscanos que trabalhavam na lavoura de café. Cândido teria dez irmãos, seis mulheres e quatro homens.

1914 – Cria sua primeira gravura, um retrato do compositor Carlos Gomes, em carvão, copiando a imagem de uma carteira de cigarros.

1919 – Matricula-se na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio. Em sérias dificuldades financeiras, Candinho chega a comer a gelatina química que recebe para misturar com as tintas.

1923 – Pinta “Baile na Roça”, sua primeira tela de temática nacional. O quadro é recusado pelo salão oficial da Escola de Belas Artes, por fugir dos padrões acadêmicos da época.

1929 – Como prêmio do Salão Nacional de Belas Artes, que obteve com um retrato do amigo (poeta) Olegário Mariano, ganha uma bolsa de estudos em Paris. Descobre Chagall, os muralistas mexicanos e sofre fortes influências do trabalho de Picasso.

1931 – Volta da França casado com a uruguaia Maria Victoria Martinelli.

1935 – Produz uma de suas obras mais famosas, “O café” e inicia a que é considerada sua fase áurea (1935-1944).

1936 – Começa a dar aulas de pintura na Universidade do Distrito Federal.

1939 – Em 23 de janeiro nasce seu único filho, João Cândido. Cria três painéis para o pavilhão do Brasil na feira mundial de Nova York. Faz uma retrospectiva com 269 obras, no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio.

1940 – O Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) inaugura a exposição Portinari of Brazil.

1942 – Cria painel para a Biblioteca do Congresso dos EUA.

1944 – Trabalha no polêmico altar da Igreja de São Francisco de Assis, em Belo Horizonte. Muito discutida pelos religiosos, tanto por suas formas arquitetônicas quanto pelo mural de São Francisco com o cachorro; a igreja só seria inaugurada em 1950.

1945 – Filia-se ao Partido Comunista Brasileiro e candidata-se a deputado federal. Não consegue eleger-se.

1946 – Termina as obras da Igreja da Pampulha, em Belo Horizonte e faz o painel da sede da ONU, “Os quatro cavaleiros do apocalipse”, com 10 por 14 metros. Expõe 84 obras em Paris. Candidata-se ao Senado pelo PCB, mas também não é eleito.

1950 – Representa o Brasil na Bienal de Veneza.

1953 – Inicia os painéis “Guerra” e “Paz”, para a ONU, que terminaria em 1957.

1954 – Começa a manifestar sinais de envenenamento pelo chumbo contido nas tintas com que trabalha: sofre uma hemorragia intestinal e é internado.

1955-56 – Realiza 21 desenhos com lápis de cor para uma edição de Dom Quixote, de Cervantes. A técnica era uma alternativa tentada por Portinari para escapar à intoxicação pelas tintas.

1956 – Faz uma viagem a Israel, onde produz uma série de desenhos a caneta tinteiro.

1959 – Faz as ilustrações para uma edição francesa de “O Poder e a Glória”, de Graham Greene.

1960 – Nasce sua neta Denise, e ele passa a pintar um quadro dela por mês, contrariando as recomendações médicas.

1962 – Morre no Rio de Janeiro, em 6 de fevereiro, em consequência da progressiva intoxicação. Na época preparava material para uma exposição no palácio Real de Milão.

Retrospectiva de Portinari (com interesse para participações coletivas nas Bienais):
1951 – 1ª Bienal Internacional de São Paulo, Pavilhão do Trianon
1955 – 3ª Bienal Internacional de São Paulo, Pavilhão das Nações
1959 – 5ª Bienal Internacional de São Paulo, Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho
Exposições Póstumas:
1962 – Seleção de Obras de Arte Brasileira da Coleção Ernesto Wolf, MAM/SP
1982 – Do Modernismo à Bienal, MAM/SP
1984 – Coleção Gilberto Chateaubriand: retrato e autorretrato da arte brasileira, MAM/SP
1984 – Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, Fundação Bienal
1985 – 18ª Bienal Internacional de São Paulo, Fundação Bienal
1988 – Modernidade: arte brasileira do século XX, MAM/SP
1994 – Bienal Brasil Século XX, Fundação Bienal
1996 – Imagens do Brasil: painéis para O Cruzeiro na Coleção do Banco Central, MAM/SP
1996 – Portinari Leitor, MAM/SP
1998 – A Coleção Constantini no Museu de Arte Moderna de São Paulo, MAM/SP
1998 – Coleção MAM Bahia: pinturas, MAM/SP
1998 – O Colecionador, MAM/SP
2000 – Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento, Fundação Bienal
2002 – Espelho Selvagem: arte moderna no Brasil da primeira metade do século XX, Coleção Nemirovsky, MAM/SP
2003 – Portinari 100 Anos: alegorias do Brasil, MAM/SP
2005 – O Século de um Brasileiro: Coleção Roberto Marinho, MAM/SP

Do lado direito, selo emitido em 20/07/1968 alusivo ao 5º Centenário de Pedro Álvares Cabral (1468-1968), com valor facial de NCr$ 0,20 o selo mostra a obra 1ª Missa no Brasil, pintura de Cândido Portinari. Yvert: 858. Scott: 1081. Michel: 1175. RHM: C-596.

Do lado esquerdo da tela, selo emitido em 16/09/1986, “Ano Internacional da Paz”, com valor facial de Cz$ 0,50 o selo retrata um detalhe do painel “PAZ” de Candido Portinari, na sede da ONU. Picotagem: 12 × 11½. Tiragem: 2.100.000 selos. Impressão: Ofsete. Papel: Cuchê, gomado. Yvert: 1803. Scott: 2078. Michel: 2184. RHM: C-1522.

Do lado esquerdo da tela, a obra Presépio (1931), desenho a aquarela e nanquim bico de pena sobre papel, 36 × 57 cm; Coleção Particular. Do lado direito, selo Natal emitido em 29/11/2002, com valor facial de R$ 0,45 centavos, cuja imagem mostra a obra Presépio de Cândido Portinari. RHM: C-2495. NT

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Coleção do Instituto de Estudos Brasileiros (www.ieb.usp.br) da Universidade de São Paulo (IEB-USP):
“Retrato de Mário de Andrade” (1935), óleo sobre tela, 73,5 × 61 cm.
“A colona” (1935), têmpera sobre tela, 97 × 130 cm.
“Cabeça de índio” (c. 1940), afresco, 61 × 54 cm.
“Autorretrato” (1931), nanquim sobre papel, 44,7 × 29,6 cm.

Outras obras: “O menino e o papagaio” (Porto Alegre), “Meninos soltando papagaio”, “Meninos soltando pipas”, “Futebol”, “Palhacinhos na gangorra”, “Meninos pulando carniça”, “Meninos pulando cela”, “Menino com estilingue” (em pé), “Menino com estilingue” (sentado), “Meninos brincando”, “Banda de música”, “Músico tocando trombone”, “Músico tocando clarinete”, “Menino com carneiro”, “Cambalhota” etc.

“Retirantes” (1944) – Cândido Portinari, óleo sobre tela, 190 × 180 cm.
Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (SP)

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08/12/2003 – Série de selos regulares: “Obras Desaparecidas de Portinari”

Abaixo, os selos apresentam as obras: “Vaqueiro” (1947) que aparece na imagem do selo como “Cangaceiro” – pintura em técnica não identificada, suporte não identificado – Montevidéu. Também coleção desconhecida “Menino de Brodowski”, da série Meninos de Brodowski (1946) – desenho a óleo, papel Brodowski – São Paulo.

“Menino de Brodowsky” “Cangaceiro”
R$ 0,74 – RHM: 827 R$ 0,75 – RHM: 828

26/05/2004 – Série de selos regulares: “Obras Desaparecidas de Portinari”

“Negrinha” “Duas crianças” “Menino sentado e carneiro”
R$ 0,55 – RHM: 829 R$ 0,80 – RHM: 830 R$ 0,95 – RHM: 831

“Composição” “Marcel Gontrau”
R$ 1,15 – RHM: 832 R$ 1,50 – RHM: 833
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Abaixo, cédula brasileira, com valor facial de 5 cruzados novos sobre 5 mil cruzados, emitida em 1989 (P217), cuja imagem mostra a efígie de Portinari e o artista criando...

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Última atualização: 20/09/2012.
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