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A primeira estação...
“Aprendi com a primavera a me deixar cortar. E a voltar sempre inteira.”
(Cecília Meireles)
A flor, aparelho reprodutor das plantas, quando se faz abrir, revela-se em beleza, delicadeza e desvenda-nos alguns mistérios da natureza...
Na mitologia grega, a comemoração da primavera vem do amor que Deméter sentia por sua filha Perséfone. Deméter, deusa da fertilidade e das colheitas, tinha poderes de fazer crescer os grãos da Terra.
Um dia, Hades (deus horrendo do mundo subterrâneo) raptou sua filha. A mãe, desolada, proíbe o crescimento das flores e a frutificação das árvores. A terra fica estéril e a humanidade passa fome.
Obrigado a interferir na questão, Zeus, ordena que Hades devolva Perséfone à sua mãe, desde que ela nada tivesse comido em seu reino. Infelizmente, ela havia comido grãos de romã – símbolo do casamento.
Sendo assim, Perséfone foi obrigada a permanecer um terço do ano no inferno com o seu marido e dois terços do ano ela poderia retornar ao mundo superior, no Olimpo, para rever a sua mãe.
O mito simboliza que o reencontro de mãe e filha sempre é marcado com a chegada da primavera...
Primavera: aurora, juventude, primeira época, “floração” da vida!
sérgio eduardo sakall
Abaixo, selo postal emitido em 07/11/2001 alusivo ao Centenário do Nascimento de Cecília Meireles. A Poetisa nasceu em 07/11/1901, na cidade do Rio de Janeiro, e faleceu em 09/11/1964, na mesma cidade. Na composição da imagem do selo, a artista apresenta à esquerda a figura de Cecília Meireles e uma citação contida no livro “Cânticos”, início do poema 23. Ao fundo, o Museu dos Inconfidentes em Ouro Preto/MG, que simboliza uma das grandes obras da poetisa, marco de sua carreira, “Romanceiro da Inconfidência”. O cravo simboliza o sentido poético e lírico da emissão.
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Título: “Estelar” – Lago das Ninfeias no Jardim Botânico de
São Paulo (04/1999).
Nota: Expo-Natureza, Flora
e Lótus.
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Última atualização: 18/04/2011. |