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PARQUE DO IBIRAPUERA

O cartão-postal da cidade de São Paulo, o Conjunto do Ibirapuera (um parque com pavilhões de exposições), possui uma área de 1,6 milhões de metros quadrados e é um dos parques mais procurados pela população paulistana.

Resultado de um dos primeiros grandes projetos do arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer e do paisagista Burle Marx, o Ibirapuera extrapola o conceito de um simples parque, foi construído em homenagem ao aniversário de 400 anos da cidade de São Paulo (parece que foi entregue a população em 21 de agosto de 1954)...

No seu interior estão instalados importantes prédios públicos como o da Bienal (Pavilhão de Exibição e Convenção) e da Companhia de Processamento de Dados do Município de São Paulo (PRODAM), o Planetário, a Oca (1954?), o Museu do Folclore e o Pavilhão Japonês – com réplica do Palácio Imperial de Kioto, jardins e lagos característicos.

O Planetário do Ibirapuera, primeiro da América Latina, foi inaugurado em janeiro de 1957.

Em sua área livre, o parque é entrecortado por ruas pavimentadas e reúne quatro lagos interligados por canais, pistas de cooper, quadras poliesportivas, ciclovia, campo de adestramento de cães, lanchonetes, playgrounds, áreas de recreação infantil e um grande viveiro de plantas.

Curiosidade: O nome “ybyrá-pûer-a” deriva da família linguística tupi-guarani e significa “ybyrá” (árvore) e “pûer” (passado, que já foi), portanto árvore que morreu... “Ypy-ra-ouêra”, que em tupi significa “pau podre ou árvore apodrecida”... No início a região alagadiça havia sido parte de uma aldeia indígena na época da colonização, era até então uma área de chácaras e pastagens...

Parque do Ibirapuera
Endereço: Avenida Pedro Álvares Cabral s/nº ou Avenida República do Líbano – Ibirapuera
Diariamente das 6 às 22 horas. Estação Brigadeiro do Metrô.
www.parquedoibirapuera.com


Ensaio no Parque Ibirapuera – São Paulo (12/1998)
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Abaixo (do lado direito da tela), bloco emitido em 22/02/1984 (RHM: B-65) em Homenagem ao Escultor Victor Brecheret (1894-1955), com valor facial de 805,00 ele mostra a obra Monumento às Bandeiras (também conhecido como “empurra-empurra”), localizado em frente ao Parque do Ibirapuera. Do lado esquerdo da tela, foto by Sérgio Sakall tirada em junho de 2009.

Depois de 30 anos de seu primeiro projeto, Brecheret iniciou a execução dessa obra em 1936 e a inaugurou em 25/01/1953 – um ano antes dos 400 anos da cidade, fundada em 25/01/1554 (segundo matéria da TV Cultura exibida em 1994, no centenário de nascimento do escultor). Nota: A respectiva Fundação do escultor informa 1954 como o ano em que ocorreu a inauguração do Monumento às Bandeiras...

O cartão telefônico (abaixo, lado esquerdo da tela) mostra o O Monumento ao Soldado Constitucionalista de 1932, mais conhecido como Obeslisco do Ibirapuera, projetado pelo arquiteto e escultor Galileo Emendabili. Do lado direito, bloco emitido em 09/07/1982, em comemoração ao Cinquentenário da Revolução Constitucionalista de 1932 (RHM: B-52).

Localizado na zona sul de São Paulo, na entrada do Parque Ibirapuera, esse monumento foi erguido em 1960 e presta homenagem aos mortos na Revolução Constitucionalista de 1932. Parece que foi construído com todas as dimensões em torno do número nove, há 9 degraus na escada que leva ao mausoléu, por exemplo...

A Revolução Constitucionalista de 1932 (09/07 é o Dia da Revolução Constitucionalista), cuja sigla MMDCA (das letras iniciais de seus heróis: Martins, Miragaia, Dráusio, Camargo e Alvarenga; 23/05 é o Dia do Soldado Constitucionalista), foi um movimento que marcou a primeira grande revolta contra o governo de Getúlio Vargas e o último grande conflito armado ocorrido no Brasil... Aliás, Vargas, muito odiado pelos paulistas, esteve na inauguração do Túnel 9 de Julho em 1933...

Curiosidades: Juscelino Kubitschek serviu como médico pelas tropas do governo federal contra os paulistas, antes de entrar para a política... Guimarães Rosa também serviu como médico pelas tropas federais... A cidade mineira de Passa Quatro, no limite dos estados de MG e SP foi o principal ponto desse confronto...

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FUNDAÇÃO BIENAL DE SÃO PAULO

Fundação Bienal de São Paulo – Pavilhão Ciccillo Matarazzo
Endereço sede: Parque do Ibirapuera, Portão 03, s/nº – São Paulo (SP)
Atendimento mediante agendamento, de segunda a sexta-feira das 13 às 17
Telefones: (11) 5576-7600, 5576-7633 e 5576-7635 – www.bienalsaopaulo.org.br
5576-7639, 5576-7640 – alessandra@bienalsaopaulo.org.br – vanessa@bienalsaopaulo.org.br

O Arquivo Histórico Wanda Svevo ocupa uma área de 400 m² no 2º andar da Fundação Bienal de São Paulo. Presta atendimento personalizado a artistas, pesquisadores (catálogos das Bienais, por exemplo), acadêmicos e demais interessados.

A Bienal Internacional de São Paulo ou apenas Bienal de São Paulo foi criada pelo empresário Francisco Matarazzo Sobrinho (1892-1977), conhecido por Ciccilo Matarazzo.

Sua origem articula-se a uma série de outras realizações culturais em São Paulo – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – Masp (1947), Teatro Brasileiro de Comédia – TBC (1948), Museu de Arte Moderna de São Paulo – MAM/SP (1949) e Companhia Cinematográfica Vera Cruz (1949) – que aponta para o forte impulso institucional que as artes recebem na época, beneficiado por mecenas como Ciccillo Matarazzo e Assis Chateaubriand (1892-1968).

BIENAIS

A Fundação Bienal de São Paulo foi criada em 1962, mas suas origens remontam aos anos 40, ao processo de modernização da sociedade brasileira e, em particular, à criação das bases institucionais e culturais que levaram São Paulo a ingressar, definitivamente, no circuito internacional das artes do século XX.

Até a década de 40, o investimento do Governo na produção cultural e artística modernas se restringia ao Rio de Janeiro, capital do país. No restante do Brasil, não havia programas culturais de maior amplitude que levassem a marca do Estado.

Ao contrário do Rio de Janeiro, em São Paulo a produção artística esteve historicamente ligada à iniciativa privada e de uma forma bastante peculiar, já que não havia grandes investimentos com bases empresariais. Homens ricos da elite tradicional limitavam-se a fazer pequenas doações de partes de heranças, acudiam aos artistas com aquisições de peças ou quadros, intermediavam relações e contatos com políticos.

Nos anos 40, um grupo remanescente do movimento pioneiro da Semana de Arte Moderna, ampliado por representantes da elite paulista, por novos artistas e intelectuais recrutados na recém-criada Faculdade de Filosofia da Universidade de São Paulo, procurava fundar associações e clubes com o intuito de divulgar a arte moderna brasileira e internacional.

No entanto, com a guerra mundial em curso, tornava-se difícil um contato mais estreito com a Europa, que fora a principal fonte de inspiração e de formação dos artistas modernos e da elite paulista durante os primeiros 20 anos do século passado.

Assim, o Brasil assistia a um processo de substituição das referências do modelo europeu para o modelo norte-americano, com a implementação da chamada “Política de Boa Vizinhança”, que teve como coordenador o milionário norte-americano Nelson Rockefeller, dono da Standard Oil e presidente do Museum of Modern Art (MoMA). Nesse contexto, a discussão sobre uma instituição voltada para a preservação e divulgação da arte moderna começou a tomar corpo, inspirada em instituições norte-americanas.

Quando a guerra acabou, o Brasil dispunha de divisas acumuladas para investimentos nos diversos setores da economia e da cultura. O intercâmbio internacional também era favorável, já que os países europeus, em reconstrução, colocavam sua produção artística no mercado a preços baixos. Com esse ambiente propício, só faltava quem investisse recursos para dar continuidade ao processo de institucionalização da cultura.

Os dois grandes museus, Museu de Arte de São Paulo (MASP) e Museu de Arte Moderna (MAM), fundados no final dos anos 40, resultaram da iniciativa dos setores emergentes da sociedade paulista, que desejavam se colocar como representantes de um projeto modernizador compatível com a construção de seus parques industriais.

O Museu de Arte de São Paulo (MASP) foi criado, em 1947, por Assis Chateaubriand, jornalista paraibano e proprietário da primeira grande rede de comunicações do Brasil. Para construção do acervo do Museu, associou-se ao galerista italiano Pietro Maria Bardi, que deu à Instituição um caráter bastante dinâmico. Desenvolveu atividades didáticas nas áreas de história da arte, publicidade, design e construiu um dos mais importantes acervos de artes plásticas da América Latina. A formação do acervo do MASP, no entanto, não foi feita por meio de critérios críticos e técnicos de organização e sim pela oportunidade da hora e esteve sempre bastante centralizada na figura do “mecenas” e de seu principal colaborador.

Ao contrário do MASP, o Museu de Arte Moderna (MAM), criado em 1948 pelo industrial Francisco Matarazzo Sobrinho, o “Ciccillo”, contou desde o início com a participação de representantes de todas as áreas das artes e da cultura, que traçaram o perfil e a política de aquisição e de formação do seu acervo.

Ciccillo Matarazzo financiou de seu próprio bolso a compra das obras para a coleção do Museu e fomentou seu posterior crescimento com o “Prêmio Aquisição” promovido pelas futuras bienais. Os estatutos do Museu previam a criação de comissões de cinema, arquitetura, folclore, fotografia, gráfica, música, pintura e escultura. Sua sede foi instalada numa sala do edifício dos Diários Associados, na rua 7 de Abril, cedida por Assis Chateaubriand.

Em 08/03/1949, o Museu de Arte Moderna de São Paulo foi inaugurado com a célebre exposição Do Figurativismo ao Abstracionismo, que reuniu 51 artistas, entre os quais três brasileiros: Cícero Dias, Waldemar Cordeiro e Samson Flexor.

 

São 50 anos de atividades, 25 edições com a participação de 148 países, 10.660 artistas e cerca de 56.932 obras, num espaço que permitiu a estimulante convivência das artes plásticas, das artes cênicas, das artes gráficas, do design, da música, do cinema, da arquitetura e de muitas outras formas de expressão artística.

Único evento brasileiro assinalado no calendário internacional da arte e da arquitetura, há meio século a Bienal de São Paulo vem projetando o Brasil no cenário mundial, sendo considerada, junto com a Bienal de Veneza, o mais importante evento do gênero entre os mais de cinquenta existentes no mundo.

Parte do texto de Rosa Artigas, extraído do Livro “Bienal 50 Anos”, São Paulo, Fundação Bienal de São Paulo, 2001


MAC – Museu de Arte Contemporânea
MAC Sede: Rua da Reitoria, 160 – Cidade Universitária
MAC Ibirapuera: Parque do Ibirapuera (Pavilhão da Bienal)

O MAC conta com uma coleção de aproximadamente de 5 mil obras, que são expostas alternadamente, em suas duas unidades (o museu ocupa dois prédios na USP e uma parte do Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera). Destaques no Acervo do MAC: trabalhos de Picasso, Modigliani, Kandinsky, De Chirico, Matisse, Chagall, Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Volpi, Anita Malfatti, Portinari, Victor Brecheret, Ismael Nery, Antonio Gomide entre outros. Há espaço para cursos e conferências, mostras temporárias e ateliê para crianças e adultos (com orientadores).

MAM – Museu de Arte Moderna – www.mam.org.br
Endereço: Museu de Arte Moderna, Pavilhão – Parque do Ibirapuera, Portão 3
Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº – Ibirapuera, CEP: 04094-050 – São Paulo (SP)
Localizado dentro do Parque do Ibirapuera (http://mam.terra.com.br)

O MAM possui em seu acervo 2,5 mil obras de arte modernas e contemporâneas. Na área externa do museu estão as 25 esculturas que pertencem à coleção e compõem o Jardim das Esculturas, projeto do paisagista Burle Marx. O museu possui duas galerias de exposição, local para a guarda do acervo, auditório, ateliê, biblioteca de arte, com obras nacionais e estrangeiras, loja e um café-restaurante com vista para o parque. O projeto do prédio, construído sob a Marquise do Ibirapuera, faz parte do complexo arquitetônico criado por Oscar Niemeyer e foi reformado por Lina Bo Bardi.

A instituição foi criada em 1948 pelo industrial ítalo-brasileiro Francisco Matarazzo Sobrinho, o “Ciccillo”, e começou a funcionar na rua 7 de Abril, no prédio dos Diários Associados, no centro de São Paulo. O modelo museográfico era o do Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMa), presidido por Nelson Rockefeller, que deu obras e instruções para a nova fundação. Participavam do conselho de administração, entre outros, os arquitetos Villanova Artigas e Luís Saia e os críticos Sergio Milliet e Antonio Candido. Mais tarde, mudou-se para o Parque do Ibirapuera e ocupou o prédio desenhado por Lina Bo Bardi...

Museu Afro Brasil
Endereço: Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega – Parque do Ibirapuera, Portão 10
Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – Ibirapuera, CEP: 04094-050 – São Paulo (SP)
Telefone: (11) 5579-8542 – ramal 119 / 5579-0593
museuafrobrasil@yahoo.com.br – www.museuafrobrasil.com.br

28/06/07: Cursos e Oficinas. Caro Sérgio, Incluiremos seu e-mail em nosso mailing para que seja notificado quando houver cursos, palestras no Museu Afro Brasil. Atenciosamente, Alzileni Dias – Agendamento (www.museuafrobrasil.prodam.sp.gov.br).

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Última atualização: 11/11/2009.
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