This page is part of © GIRAFAMANIA website / Esta página é parte do sítio GIRAFAMANIA

BIENAIS DE ARTES DE SÃO PAULO

Relendo Artes e Artistas Presentes na Filatelia Brasileira e nas Bienais de São Paulo

Fundação Bienal de São Paulo 5576-7600

1951 – 1ª Bienal Internacional do Museu de Arte Moderna de São Paulo
1953 – 2ª Bienal Internacional do Museu de Arte Moderna de São Paulo
1955 – 3ª Bienal Internacional do Museu de Arte Moderna de São Paulo
1957 – 4ª Bienal Internacional do Museu de Arte Moderna de São Paulo
1959 – 5ª Bienal Internacional do Museu de Arte Moderna de São Paulo
1961 – 6ª Bienal Internacional de São Paulo
1963 – 7ª Bienal Internacional de São Paulo
1965 – 8ª Bienal Internacional de São Paulo
1967 – 9ª Bienal Internacional de São Paulo
1969 – 10ª Bienal Internacional de São Paulo
1971 – 11ª Bienal Internacional de São Paulo
1972 – Brasil Plástica
1973 – 12ª Bienal Internacional de São Paulo
1974 – Bienal Nacional 1974
1974 – Mostra da Gravura Brasileira
1975 – 13ª Bienal Internacional de São Paulo
1976 – Bienal Nacional 1976
1977 – 14ª Bienal Internacional de São Paulo
1978 – I Bienal Latino Americana de São Paulo
1979 – 15ª Bienal Internacional de São Paulo
1981 – 16ª Bienal Internacional de São Paulo
1983 – 17ª Bienal Internacional de São Paulo
1984 – Tradição e Ruptura
1985 – 18ª Bienal Internacional de São Paulo
1987 – 19ª Bienal Internacional de São Paulo
1989 – 20ª Bienal Internacional de São Paulo
1991 – 21ª Bienal Internacional de São Paulo
1994 – Bienal Brasil Século XX
1994 – 22ª Bienal Internacional de São Paulo
1996 – 23ª Bienal Internacional de São Paulo
1998 – 24ª Bienal Internacional de São Paulo
2001 – Bienal 50 Anos
2002 – 25ª Bienal Internacional de São Paulo
2004 – 26ª Bienal Internacional de São Paulo
2006 – 27ª Bienal Internacional de São Paulo
2008 – 28ª Bienal Internacional de São Paulo

1951 – 01ª Bienal Internacional do Museu de Arte Moderna de São Paulo / I BIENAL DO MAM

Logo após a inauguração do Museu de Arte Moderna (MAM), em 1948, Ciccillo Matarazzo propôs a realização de uma grande mostra internacional inspirada na Bienal de Veneza...

Como local para abrigar a I Bienal, a equipe do MAM obteve da Prefeitura de São Paulo a cessão do espaço ocupado pelo MASP, atualmente – a esplanada do Trianon, onde havia um antigo salão de baile. Sobre a estrutura do salão, os arquitetos Luís Saia e Eduardo Kneese de Mello projetaram um polígono de madeira que garantiu uma área de exposição de 5.000 m² e recebeu 1.854 obras representando 23 países, além da representação nacional.

Concebida no âmbito do MAM/SP foi inaugurada em 20/10/1951 e é a primeira exposição de arte moderna de grande porte realizada fora dos centros culturais europeus e norte-americanos. “Devemos colocar a arte moderna do Brasil em contato vivo com o resto do mundo e paralelamente tentar conquistar para a cidade de São Paulo a posição de centro artístico mundial”, dizem os organizadores do evento.

A 1ª Bienal traz ao Brasil, pela primeira vez, obras de Picasso, Alberto Giacometti (1901-1966), René Magritte (1898-1967), George Grosz (1893-1959) etc., além de apresentar a produção brasileira de Segall, Brecheret, Oswaldo Goeldi (1895-1961), entre outros.

Os prêmios concedidos à escultura Unidade Tripartida do suíço Max Bill (1908-1994) e à tela Formas do carioca Ivan Serpa (1923-1973) são sintomas da atenção despertada pelas novas tendências construtivas na arte... Chastel participou da 1ª Bienal de São Paulo, onde foi premiado...

Esta Bienal teve como fotógrafo oficial o alemão Hans Günter Flieg (1930-). A Bienal abriu um espaço crescente para a fotografia, contribuindo para a sua aceitação como meio de expressão autônomo no circuito das artes plásticas e entre o grande público.

O êxito da I Bienal, apesar de toda improvisação, mostrou a capacidade de realização de Ciccillo e da equipe do MAM. Ainda sob o impacto do sucesso, já se programava a II Bienal e o local escolhido foi a área do Ibirapuera, na época uma várzea distante e sem nenhuma infra-estrutura urbana...

Na folhinha filatélica “Inauguração da 1ª Bienal do Museu de Arte Moderna de São Paulo” podemos ver o carimbo comemorativo “1ª Bienal do Museu de Arte Moderna, São Paulo, 20/10/1951” e o nome de 22 países participantes: Alemanha, Argentina, Áustria, Bélgica, Bolívia, Brasil, Canadá, Chile, Cuba, Equador, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Haiti, Holanda, Itália, Japáo, Panamá, Portugal, República Dominicana, Suíça e Uruguai. Folhinha (H.70) com selo RHM: C-265.

volta ao topo

1953 – 02ª Bienal Internacional do Museu de Arte Moderna de São Paulo / II BIENAL DO MAM

Oscar Niemeyer foi convidado a projetar o conjunto de edificações. Considerando suas dimensões, o Parque, seus edifícios e os jardins de Burle Marx foram construídos em tempo recorde. Dos sete prédios – entre pavilhões e centros de cultura propostos – foram edificados o Pavilhão das Indústrias, o Pavilhão dos Estados e o Pavilhão das Nações, ligados por uma elegante marquise. Eram integrados também ao espaço do Parque o Pavilhão da Agricultura (que abrigou o Detran) e o Ginásio de Esportes, este último projeto de Ícaro de Castro Mello.

Em novembro de 1953, a 2ª edição da Bienal começou a ser montada em dois pavilhões: o Pavilhão das Nações, onde ficaram expostas as representações dos países da Europa e do Oriente, e o Pavilhão dos Estados que recebeu as representações das Américas, do Brasil e a Mostra Internacional de Arquitetura. Eram, no conjunto, 24.000 m² de exposição.

Bloco “Homenagem ao Escultor Victor Brecheret (1894-1955) – Monumento às Bandeiras”, com valor facial de 805,00 e emitido em 22/02/1984, ele mostra a obra que também é conhecida como “empurra-empurra”, localizada em frente ao Parque Ibirapuera. Brecheret recebeu o prêmio de Melhor Escultor Nacional na 1ª Bienal... RHM: B-65.

Conhecida como a “Bienal de Guernica” é inaugurada em 12/12/1953, abrindo as comemorações do IV Centenário da Cidade de São Paulo, sob o comando de Ciccillo Matarazzo como presidente da Comissão organizadora dos festejos. Considerada uma das mais importantes Bienais, esta edição reuniu 3.374 obras representando 33 países. Começaram a ter destaque as Exposições especiais e retrospectivas de artistas como Picasso, por exemplo, com 51 telas de todas as fases, entre as quais Guernica, o célebre quadro de 1937 que, por vontade do pintor, tinha o MoMA como depositário enquanto a Espanha estivesse sob a ditadura franquista. Até então, a grande tela nunca havia deixado Nova York.

A mostra conta também com Constantin Brancusi, Giorgio Morandi (1890-1964) e com obras de futuristas italianos, além de outros grandes nomes da arte moderna internacional. Manessier ganhou o 1° Prêmio de Pintura. Com o êxito da II Bienal, iniciava-se um período da história do Brasil em que se institucionalizavam, cada vez mais, os eventos culturais que estavam imbricados com a modernização do Estado brasileiro.

Constantin Brancusi (1876-1957) participou da 2ª (1953), 3ª (1955) e 4ª (1957) Bienais.

Exposições póstumas de Almeida Júnior (1850-1899) selo?
1953 – 2ª Bienal Internacional de São Paulo, Pavilhão dos Estados
1984 – Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, Fundação Bienal
1985 – 18ª Bienal Internacional de São Paulo, Fundação Bienal
2000 – Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento, Fundação Bienal

Na Missão Artística Francesa, o pai Nicolas Antoine Taunay (1755-1830) e seu filho Félix Émile Taunay (1795-1881), participaram da 2ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão dos Estados. Ambos foram revistos na Fundação Bienal em Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras (1984) e Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento: O Olhar Distante e Arte do Século XIX (2000).

Nota: Há o selo emitido em 13/01/1987 Cinquentenário do Museu Nacional de Belas Artes – Rio de Janeiro. RHM: C-1542. Valor facial: Cz$ 1,00. O selo mostra a fachada do museu. Também outro emitido em 12/08/1966 Sesquicentenário da Missão Artística Francesa. RHM: C-552 (a. papel marmorizado). Yvert: 799. Valor facial: Cr$ 100 cruzeiros. Mostra um desenho da fachada da Academia Imperial de Belas Artes (1816-1966)...

Bloco emitido em 10/04/1981 Centenário de Morte do Pintor Félix Émile Taunay, cuja imagem mostra a obra “Caçador e onça” – MNBA... (não encontrei a obra...) RHM: B-48 (bloco) e C-1192 (selo). Bloco “Philexfrance 89 – Bicentenário da Revolução Francesa (1789-1989)”, emitido em 07/07/1989 para marcar a Exposição Filatélica ocorrida em Paris, de 7 a 17/07/1989, com valor facial de NCz$ 3,00 o selo compõe com a margem a obra “Largo da Carioca”, de Nicolas Antoine Taunay – MNBA. RHM: B-80.

Em 27/10/1970 foi emitida a série LUBRAPEX 70, Exposição Filatélica Luso-Brasileira ocorrida na cidade do Rio de Janeiro (RJ), cujos selos mostram pinturas de.....?: Cr$ 0,20 cts. (Rio antigo / mesma imagem do bloco), Cr$ 0,50 cts. (Emblema dos Correios) e Cr$ 1 cruzeiro (Rio antigo)... Yvert: 943/945. Scott: 1176/1178. Michel: 1270/1272. RHM: C-688/C-690. No dia seguinte, em 28/10/1970, foi emitido o bloco LUBRAPEX 70 – 3° Exposição Filatélica Luso-Brasileira, com valor facial de Cr$ 1,00 cruzeiro mostra a obra de...??? RHM: B-29.

Em 06/11/1978 foi emitida a série de 4 valores iguais de 1,80 “Paisagem Brasileira na Pintura”, cujos selos mostram o gênero pictórico Pintura de Paisagem. Yvert: 1343/1345. Scott: 1589/1592. Michel: 1683/1686. RHM: C-1067/C-1070. (ok, incluindo FDC)

1 – “Morro de Santo Antônio” (Nicolas Antoine Taunay) – Entrada da baía e da cidade do Rio a partir do terraço do convento de Santo Antônio em 1816 (1816), óleo sobre tela, 45 × 56,5 cm. Museu Nacional de Belas Artes – Rio de Janeiro.
2 – “Paisagem de Pernambuco” (Frans Post) – não encontrei a obra...
3 – “Morro do Castelo” (Victor Meirelles) – Estudo para o Panorama do Rio de Janeiro (Morro do Castelo) (ca. 1885), óleo sobre tela, 105 × 104 cm. Museu Nacional de Belas Artes – Rio de Janeiro.
4 – “Paisagem de Sabará” (Alberto da Veiga Guignard) – Paisagem de Sabará (1952), óleo sobre madeira, 50 × 60 cm. Museu Nacional de Belas Artes – Rio de Janeiro.

Em 15/09/1979 foi emitida a série de 3 valores III Expo Mundial de Filatélia Temática, cujos selos mostram pinturas do Rio de Janeiro do Século XVIII, de Leandro Joaquim (c. 1738-1798). Yvert: 1386/1388. Scott: 1635/1637. Michel: 1728/1730. RHM: C-1110/C-1112. Nota: Parece que participou apenas da mostra A Mão Afro-Brasileira, no MAM/SP (1988)...

Cr$ 2,50 – Vista da Igreja e Praia da Glória (fim do século XVIII), óleo sobre tela, 83 × 113 cm. Museu Nacional de Belas Artes, RJ. ok
Cr$ 12,00 – Pesca da Baleia na Baía de Guanabara (fim do século XVIII), óleo sobre tela, 83 × 113 cm. Museu Histórico Nacional, RJ.
Cr$ 12,50 – Vista da Lagoa do Boqueirão e dos Arcos da Carioca – Vista da Lagoa do Boqueirão e do Aqueduto de Santa Teresa (c. 1790), óleo sobre tela, 86 × 105 cm. Acervo do Museu Histórico Nacional; sob consignação no Museu Nacional de Belas Artes.

Leandro Joaquim (c.1738-1798), carioca, pintor, cenógrafo, arquiteto... 1979 – Bilhete postal ou Inteiro postal Pintura... O cahcê do lado esquerdo mostra a obra: Procissão marítima (fim do século XVIII), óleo sobre tela, 111 × 139 cm. Ambas as obras compreendem o acervo do Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro. RHM: BP-162. ok

Exposições póstumas de Jean Baptiste Debret (1768-1848) nota: talvez colocar em outro lugar...
1953 – 2ª Bienal Internacional de São Paulo, Pavilhão dos Estados
1984 – Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, Fundação Bienal
2000 – Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento, Fundação Bienal

“Em 8 de dezembro de 1953 com a 'vernissage' foi praticamente inaugurada a II Bienal de São Paulo, promovida pelo Museu de Arte Moderna e patrocinada pela Comissão do IV Centenário, em comemoração ao 400º aniversário da fundação da cidade. Esse grande certame internacional de artes plásticas está instalado em dois magníficos pavilhões com cerca de 5.200 m² casa um, construídos no Parque Ibirapuera.

Dele participam 38 nações estrangeiras, a ONU e o Brasil, a maioria das quais com duas salas. Pintura, escultura, desenho e gravura, em centenas de trabalhos os mais expressivos de cada corrente e de cada povo, estão apresentados. O Brasil apresenta um conjunto expressivo de obras de arte, com cerca de 400 trabalhos de mais de cem artistas, além de duas salas especiais, uma reservada à obra de Eliseu Visconti e outra dedicada à Paisagem Brasileira (até 1900).

Dos artistas internacionais, destacam-se as obras de: Picasso, Henry Moore, Klee, Giorgio Morandi, Calder, Mondriaan, Kokoschika, Ensor, Mumch. Dos artistas nacionais destacavam-se as obras de: Alfredo Volpi, Di Cavalcanti, Arnaldo Pedroso D’Horta, Lívio Abramo. Prêmios importantes foram instituídos para as obras mais representativas da arte moderna, a serem escolhidas por um juri internacional. Simultaneamente com a Bienal, realiza-se a II Exposição Internacional de Arquitetura, reunindo por sua vez um conjunto de obras notáveis.”

Abaixo, folhinhas comemorativas: II Bienal de São Paulo (Arte Moderna), ambas com carimbo comemorativo roxo: “II Bienal de São Paulo 8 a 17/12/1953”. Selo emitido em 17/09/1953, sobre o Centenário de Nascimento do Pintor Horácio Hora (1853-1890), com valor facial de Cr$ 0,60 cruzeiros. Yvert: 546. Scott: 756. Michel: 815. RHM: C-313 (313a: algarismos 6 e 0 dos centavos unidos). Parece que só participou da mostra A Mão Afro-Brasileira (1988), no MAM/SP...

A peça do lado esquerdo da tela, emitida pelo Clube Filatélico do Brasil (RJ), mostra a obra-prima Vênus de Milo... A peça do lado direito, edição de M. C. Silva e tiragem de 250 exemplares numerados (Nº 154), mostra a obra “A Lagosta Grande Vermelha” (1947) – Picasso.

volta ao topo

1955 – 03ª Bienal Internacional do Museu de Arte Moderna de São Paulo / III BIENAL DO MAM; beneficiada por 46 trabalhos de Sophie Taeuber-Arp (1889-1943) e por 44 gravuras dos muralistas mexicanos, marca a consolidação do evento.

Carybé (1911-1997), argentino naturalizado brasileiro, participou da 1ª, 2ª, 3ª (Pavilhão das Nações, edição em que recebeu o 1º Prêmio Desenho), 6ª (Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho – Sala especial), 7ª, 11ª e 12ª (Salas especiais) e 15ª. Exposição Póstuma: Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento (2000).

Emitido em 25/05/2009, o selo Roda de Capoeira e Ofício dos Mestres de Capoeira (The Capoeira circle and the Knowledge of its Masters) focaliza a obra “Vadiação”, da Série Jogo de Capoeira, do artista Carybé. A imagem mostra uma típica roda de Capoeira e suas figuras tradicionais, os jogadores e os instrumentistas em ação, assistidos, informalmente, pelo povo em descontração e simplicidade. Os tons fortes realçam o clima festivo. Foi utilizada a técnica de fotografia.

Folhinha Comemorativa III Bienal Arte Moderna de São Paulo, 29/06 a 08/07/1955, com carimbo comemorativo roxo: “III Bienal Museu de Arte Moderna de São Paulo”. Edição de MCS e tiragem de 100 exemplares numerados (Nº 29), mostra a obra “???” de Tarsila do Amaral... Selo RHM: C-351.

volta ao topo

1957 – 04ª Bienal Internacional do Museu de Arte Moderna de São Paulo / IV BIENAL DO MAM

Já instalada no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, contou com a participação de 48 países, 694 artistas e cerca de 3 mil obras, destacando-se a Exposição sob o título “4 Mil Anos de Vidro” que apresentou uma evolução da história do vidro, desde os fenícios até 1957...

Paralelamente, o crescimento e o prestígio das Bienais realizadas durante o período do governo Kubitschek (1956 a 1961) começaram a pôr em xeque o papel do MAM como promotor das mostras. As bienais consumiam a maior parte dos esforços e das verbas arrecadadas pelo Museu, transformando-o quase que exclusivamente num escritório para sua operacionalização. Ciccillo Matarazzo resolveu, então, que era o momento de separar o MAM da Bienal, dando independência financeira e decisória a esta última.

Passou a ocupar definitivamente sua atual sede no Parque Ibirapuera, o Pavilhão Armando Arruda Pereira, atual Pavilhão Ciccillo Matarazzo. Mas, no momento da mudança, constatou-se a dificuldade quanto à organização museológica do acervo. Além da necessidade de uma reserva técnica e do correto acondicionamento das obras, havia o problema de se distinguir o que pertencia ao MAM, o que era de fato doação de Ciccillo e de Yolanda Penteado, e o que não havia sido doado e estava apenas depositado no Museu.

Esta edição conta com a presença surrealista e com a participação da obra de Jackson Pollock (1912-1956).

Alfredo Ceschiatti (1918-1989)
1953 – 2ª Bienal, Pavilhão dos Estados. Obras expostas: Composição, Contorcionista, Peixe, Três Graças
1955 – 3ª Bienal, Pavilhão das Nações. Obras expostas: Pássaro, Adão, Eva
Várias de suas obras estão em espaços e edifícios públicos, entre eles, o Palácio da Alvorada, a Praça dos Três Poderes e o Palácio dos Arcos, em Brasília; o Memorial da América Latina e a Praça da Sé, em São Paulo; e a Embaixada do Brasil em Moscou.
O Abraço (1943), mármore, 99 cm (altura). Jardim do Museu de Belo Horizonte
Baixo-relevo da Igreja de São Francisco de Assis (1944), Pampulha, Belo Horizonte (encomenda de Niemeyer)
Integra, em 1956, a equipe vencedora do concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, no Rio de Janeiro
A Justiça (1961), granito. Ministério da Justiça – Brasília
As Irmãs (1966), bronze e base de mármore, 114 x 67 x 22 cm. Coleção MAM/SP
Sem Título (1978), bronze sobre pedestal de granito, 127 x 305 x 100 cm. Acervo Metrô, Estação Sé – SP

Em 1978 foi emitido o selo 150 anos do Supremo Tribunal Federal, cuja imagem mostra a estátua “A Justiça”, de A. Ceschiatti. Artistas: H. Franceschi / O. Niemeyer.

Bruno Giorgi (1905-1993)
1951 – 1ª Bienal, Pavilhão do Trianon – Prêmio Companhia de Seguro e Capitalização do Grupo Sul-América. Obras expostas: Composição para Nicho, Fiandeira, Mulher Reclinada, Bucólica, Figura, Mulher Ajoelhada, Retrato da Sra. M. E.
1953 – 2ª Bienal, Pavilhão dos Estados – Prêmio melhor escultor nacional. Obras expostas: Estudo, Mãe Preta, Montanha, Ondina, São Jorge.
1957 – 4ª Bienal Internacional de São Paulo, Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho – Prêmio Leirner. Obras expostas: Esfinge, Guerreiros, Bucólica.
1967 – 9ª Bienal, Fundação Bienal. Obras expostas: Ônix, Meteoro, Quimera, Capoeira, Ícaro, Príncipes Amazônicos, Integração II, Metamorfose II, Três Personagens, Maquete, Candango, Brasília I, Caravela, Totem, Metamorfose I, Seresta, Integração I.
1979 – 15ª Bienal, Fundação Bienal. Obras expostas: ?
Algumas obras externas:
Condor (1978), bronze, 825 × 260 × 60 cm. Praça da Sé – São Paulo
Construção (1979), bronze, 200 cm (altura). Parque da Catacumba – Rio de Janeiro
Meteoro (1967), mármore de Carrara, 400 cm (altura). Lago do Palácio Itamaraty – Brasília
Candangos (1960), bronze, 800 cm (altura). Praça dos Três Poderes – Brasília
Orfeu (1958), bronze patinado, 160 × 132 × 70 cm. Acervo Banco Itaú S.A. – São Paulo
Bucólica (1951), bronze patinado, 86,5 × 73 × 49 cm (peça). Acervo Banco Itaú S.A. – São Paulo
Monumento à Juventude Brasileira (1947), granito de Petrópolis, 400 cm (altura). Jardins do Palácio Gustavo Capanema – Rio de Janeiro
Integração (1989), Memorial da América Latina – São Paulo

O artista plástico Athos Bulcão (1918-2008) participou desta edição, 4ª Bienal do Museu de Arte Moderna de São Paulo, com O Dilema do Médico (cenário para peça de teatro de Bernard Shaw)... Entretanto o sítio da Fundação Athos Bulcão (www.fundathos.org.br) informa que o artista participou da exposição Bienal Brasil Século XX (1994), organizada pela Fundação Bienal de São Paulo, onde foi mapeado o panorama das artes plásticas brasileiras neste século... Nota: selo Natal “Igrejinha”. Nota: Selo emitido em 22/04/1985, numa série de 2 valores, 25 Anos de Brasília, Teatro Nacional e Concha Acústica. RHM: C-1452. ok

volta ao topo

1959 – 05ª Bienal Internacional do Museu de Arte Moderna de São Paulo / V BIENAL DO MAM, esta edição alcança grande sucesso de público e traz como novidade, segundo o crítico Mário Pedrosa (1900-1981), a “ofensiva tachista e informal”... Também é inaugurada uma área para teatro que passa a dividir o espaço com as mostras de filmes, as artes plásticas e a arquitetura.

Apresentou 4 destaques: a sala “Expressionismo” (Alemanha); “Quatro Séculos de Gravura” (França); a Exposição “U j i k o-E” (Japão), com obras do século XVII e XVIII e a mostra com obras de Van Gogh, uma iniciativa do museu holandês Kroller-Muller...

A forma de gerir o Museu e a vinculação do caixa da Instituição com o bolso de seu presidente resultaram numa reforma dos estatutos do MAM, em 1959. Ciccillo já preparava o caminho para separar as bienais do MAM, apesar da forte oposição dos meios intelectuais e dos artistas à extinção do Museu. Mário Pedrosa, seu diretor artístico na ocasião, fez várias tentativas junto a Ciccillo, mas foram infrutíferas...

Nota (pg. rhino): Fabricante de gravatas ganha prêmio na Bienal, O Cruzeiro 59 (pgs. 116/121)...

Cartão alusivo a V Bienal – Museu de Arte Moderna de São Paulo, com endereço: Rua 7 de Abril, 230 – Caixa Postal 7517 – São Paulo. Carimbo postal comemorativo (preto): “5ª Bienal do Museu de Arte Moderna de São Paulo, 21 a 30/09/1959”. Selo RHM: C-375.

Oscar Niemeyer (1907-) participou, especificamente, da 1ª e 2ª Bienal, da 4ª e 5ª Bienal (Teatro Nacional de Brasília) e da 15ª Bienal Internacional de São Paulo (1979).

Lucio Costa (1902-1998) participou da 1ª, 2ª e da 5ª Bienal (Teatro Nacional de Brasília)...

Além da 1ª Bienal (Pavilhão do Trianon) e da 3ª Bienal (Pavilhão das Nações), esta foi a última edição que, em vida, Cândido Portinari (1903-1962) participou, expondo no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho. Muitas foram Exposições Póstumas realizadas pelo MAM/SP, destacando-se a de 2003 – Portinari 100 Anos: alegorias do Brasil. Emissões Filatélicas:
01/12/1970 Selo e Bloco Natal de 1970, tela ? RHM: C-691 e RHM: B-30
Selo 1980 Museus de Arte, Masp... (tenho FDC) RHM: C-1142/C-1144

volta ao topo

1961 – 06ª Bienal Internacional de São Paulo / VI BIENAL DE SÃO PAULO, nesta edição a curadoria geral de Mário Pedrosa combina obras contemporâneas (Kurt Schwitters, 1887-1948) com retrospectivas históricas (Volpi). A ampliação da participação nacional e a maior representação de obras de caráter histórico valem uma série de críticas ao evento...

Nesta edição, inscreveram-se 51 países e, além do Pavilhão Ciccillo Matarazzo (36 mil m²), foi utilizado um espaço vizinho de 38 mil m² de área, para a Exposição Internacional de Arquitetura, que contou com a participação de 202 arquitetos e 19 países...

Alberto da Veiga Guignard
1951 – 1ª Bienal, Pavilhão do Trianon
1984 – Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, Fundação Bienal
1985 – 18ª Bienal, Fundação Bienal
1987 – 19ª Bienal, Fundação Bienal
1994 – Bienal Brasil Século XX, Fundação Bienal
1998 – 24ª Bienal, Fundação Bienal
2000 – Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento, Fundação Bienal

Alfredo Volpi
1951 – 1ª Bienal, Pavilhão do Trianon
1953 – 2ª Bienal, Pavilhão dos Estados – Prêmio de melhor pintor nacional, dividido com Di Cavalcanti
1955 – 3ª Bienal, Pavilhão das Nações
1957 – 4ª Bienal, Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho
1961 – 6ª Bienal, Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho (com + de 90 obras)
1979 – 15ª Bienal, Fundação Bienal
Exposições Póstumas:
1998 – 24ª Bienal, Fundação Bienal

Em 15/04/1996 foi emitida uma série de 2 valores Artes Plásticas Brasileiras – Centenário do Nascimento de Alfredo Volpi e Centenário do Nascimento de Alberto da Veiga Guignard, com valor facial de R$ 0,15 centavos cada selo, eles mostram obras desses pintores. Scott: 2573/2574. Michel: 2690/2690. RHM: C-1988/C-1989.

“Barco com bandeirinhas e pássaros” (c. 1955), Volpi (1896-1988), têmpera s/ tela, 54,2 × 73 cm. Coleção Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP). Talvez seja “Vista de Ouro Preto” (c...), Guignard (1896-1962)... Não encontrei a obra na internet...

volta ao topo

1963 – 07ª Bienal Internacional de São Paulo / VII BIENAL DE SÃO PAULO

Em 08/05/1962, foi criada uma instituição privada sem fins lucrativos, a Fundação Bienal de São Paulo, marcando o desligamento do MAM/SP. Em janeiro de 1963, o MAM é extinto e seu patrimônio transferido para a Universidade de São Paulo. Vale lembrar que desde o final dos anos 1950, o projeto cultural impulsionado pelos industriais paulistas perde força, levando a uma recomposição do meio artístico de São Paulo... Mas a mostra de 1963, destaca-se pela grandiosidade que, a partir daí, torna-se um de seus traços característicos...

Pela 1ª vez estiveram presentes à Bienal a Síria, o Irã, a Coreia, o Tahiti, o Senegal e Trinidade e Tobago. Participaram de salas especiais: Anita Malfatti (1889-1964), Di Cavalcanti (1897-1976), Flávio de Carvalho (1899-1973; s/s), Tarsila do Amaral (1886-1973), Franz Krajberg, Manabu Mabe,Wega Neri, Emil Nolde (Alemanha), Escola Kokoscha (Áustria) e Geer Van Velde (Holanda), além de arte colonial boliviana e arte popular grega...

Djanira (1914-1979) selo Natal 1984
1951 – 1ª Bienal Internacional de São Paulo, Pavilhão do Trianon
1953 – 2ª Bienal Internacional de São Paulo, Pavilhão dos Estados
Exposições Póstumas: Tradição e Ruptura e Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento.

Selo emitido em 04/12/1974 alusivo a Lubrapex 74 – 5ª Exposição Filatélica Luso-Brasileira, com valor facial de Cr$ 1,30 cruzeiros. Yvert: 1131. Scott: 1372. Michel: 1464. RHM: C-869. O selo mostra a tela “Cachopas” (expressão portuguesa que significa rapariga, moça), de Carlos Reis... onde está?

volta ao topo

1965 – 08ª Bienal Internacional de São Paulo / VIII BIENAL DE SÃO PAULO

Contou com a participação, pela primeira vez, da Nova Zelândia e Filipinas. Além das Exposições de Artes Plásticas e Arquitetura, houve a exposição de joias e a Bienal do Livro e Artes Gráficas. A premiação da seção nacional, foi para Danilo Di Prete (pintura), Sérgio Camargo (escultura), Maria Bonomi (gravura), Fernando Odriozola (desenho). O Grande Prêmio Internacional foi concedido para Alberto Burri e Victor Vasarely (pintura), Kumi Sugal (gravura), Janez Bernik (escultura), Marta Colvin e Joan Ponc (desenho)...

A obtenção de uma sala especial dedicada à fotografia na 8ª Bienal Internacional de São Paulo é um dos índices do prestígio que o Foto Cine Clube Bandeirantes assume como expressão artística no período... Em 1965, a FUNDAÇÃO BIENAL DE SÃO PAULO introduz fotografias em suas exposições oficiais...

Em 1965, o Foto Cine Clube Bandeirantes obteve da VIII Bienal de Arte Moderna a criação de uma sala especialmente dedicada à fotografia... Entretanto, na Edição anterior, o fotógrafo José Oiticica Filho (1906-1964) já havia participado da 7ª Bienal Internacional de São Paulo (1963)...

Hélio Oiticica (1937-1980) participa da 4ª (Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho, 1957), 5ª (1959), 8ª (1965), 11ª (1971) e 14ª Bienal Internacional de São Paulo (1977). Exposições Póstumas: Tradição e Ruptura (1984), 22ª Bienal (1994), 24ª (1998... sala especial) e Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento (2000).

Trabalhos de Hercules Florence (1804-1879), Marc Ferrez (1843-1923), entre outros são expostos (1984)... verificar se coloca aqui ou não... O Arquivo Nacional, por exemplo, tem uma coleção de fotografias que reúnem imagens geradas por importantes fotógrafos brasileiros e estrangeiros...

Em 04/09/1965 foi emitido o selo VIII Bienal de São Paulo, com valor facial de Cr$ 30,00 cruzeiros o selo mostra emblema... Picotagem: 11½ × 11. Tiragem: 5.000.000. Impressão: Rotogravura. Filigrana: Q Correio Estrela Brasil (5 mm). Yvert: 782. Scott: 1009. Michel: 1087. RHM: C-537 e marmorizado: C-537Y. FDC: 2.000 (tiragem).

Abaixo, o FDC (com pontos de ferrugem), o carimbo comemorativo “VIII bienal de são paulo, 04/09 a 08/10/1965 correios” e o selo postal. Valores estimados: R$ 0,50 (selo avulso), R$ 45,00 (folha) e FDC R$ 50,00.

volta ao topo

Nota: Em 1966 acontece a 1ª Bienal Nacional de Artes Plásticas em Salvador – Bahia (BA)

1967 – 09ª Bienal Internacional de São Paulo / IX BIENAL DE SÃO PAULO, nesta edição é que a Arte Cinética ganha destaque com a premiação de Julio Le Parc. Alguns estudos, como o do crítico inglês Guy Brett, ampliam ainda mais a noção de arte cinética, pensando-a como ligada à “linguagem do movimento”. Com isso incorporam a ela trabalhos que evidenciam possibilidades de transformação, seja pela posição do observador, seja pela manipulação da obra... As ideias de relevos justapostos, ambiências luminosas surgem, assim como de metamorfose que acompanha também os trabalhos de Le Parc (Anteojos Para Una Visión Distinta, 1965).

Sessenta países foram representados, Etiópia, Líbano, Barbados, Sudão e Tailândia compareceram pela primeira vez. Foram criadas salas especiais para artistas premiados em Bienais anteriores, Além da realização da I Bienal de Ciência e Humanismo, instalada em um pavilhão próximo ao da Bienal...

Vale lembrar que no período de 1965 a 1973, a Bienal sofre de perto os efeitos do golpe militar e da repressão política no país... As participações, nacionais e internacionais, diminuem sensivelmente, o que compromete o evento... Mesmo assim, a mostra de 1967 conta com representativa presença da arte pop.

1969 – 10ª Bienal Internacional de São Paulo / X BIENAL DE SÃO PAULO. A oposição dos artistas à ditadura militar ganha expressão ampliada nesta edição, quando, no Museu de Arte Moderna de Paris, diversos artistas e intelectuais assinam o manifesto Não à Bienal (Non à Biennale), organizado pelo crítico
de arte Pierre Restany...

“As razões para o boicote têm sua origem em violentos atos de censura, praticados desde a II Bienal da Bahia (12/1968), contra seus organizadores, incluindo a remoção de obras de arte da mostra e de exposições em Belo Horizonte e Ouro Preto. A atitude mais chocante foi o encerramento, pelo governo, da exposição dos artistas brasileiros selecionados para a Biennale des Jeunes (a ser levada a efeito em Paris), que se realizava no MAM no Rio, devido a certas obras de arte que comportavam o protesto, ou eram de natureza erótica.” (segundo a historiadora e crítica de arte Aracy Amaral, 1983)

De acordo com notas divulgadas na imprensa da época (1970), havia uma promessa de renovação na estrutura da Bienal de São Paulo. E, analisando a documentação gerada pela X Bienal, pode-se perceber que a alternativa encontrada por Ciccilo e seus agentes culturais foi a criação da Pré Bienal de 1970 ou I Bienal Nacional de São Paulo...

Chipre, Malásia e Tunísia vieram pela primeira vez na Bienal. Houveram apresentações especiais com a seleção de tapeçaria francesas, as Salas Novos Valores, Arte Mágica, Fantástica e Surrealista, além das salas em homenagem a Ismael Neri e Oswaldo Goeldi.

Em datas diferentes, mas começando em 30/06/1969, foi emitida uma série de 4 valores sobre a “10ª Bienal de São Paulo, set. a dez. de 1969”. Yvert: 896/898 e 911?. Scott: 1125/1128. Michel: 1215/28/29/35. RHM: C-638, C-647/C-649. Carimbo comemorativo?...

Edital: 77/69-ECT numerado (Nº 0278), para o selo de Aldemir Martins, com valor facial de 1 cruzeiro, emitido em 07/11/1969. Tiragem: 1.000.000 selos. Impressão: Ofsete. Papel: Cuchê. Folha: 25.

“Foi inaugurada dia 27 de setembro do corrente ano no Parque Ibirapuera, em São Paulo, a X Bienal, em comemoração aos 20 anos de atividades artísticas. Na X Bienal foram premiados os artistas: Ione Saldanha (Prêmio Governador do Estado de São Paulo – NCr$ 5.000,00) e Marcelo Nitsche (Prêmio Prefeito de São Paulo – NCr$ 5.000,00). O grande prêmio Itamaratí, no valor de US$ 10.000,00 (dez mil dolares) foi concedido a Erich Hauser (1930-2004), escultor alemão.

$ 0,10 (30/06/1969)
Mulher com filho à janela – Di Cavalcanti (1897-1976)

$ 0,20 (27/09/1969)
Escultura – Felícia Leirner (1904-1996)

$ 0,50 (27/09/1969)
Pôr de sol em Brasília – Danilo Di Prete (1911-1985)

$ 1,00 (07/11/1969)
O Peixe” – Aldemir Martins (1922-2006)

O cearence Aldemir Martins (selo futebol) participou da 1ª Bienal (Pavilhão do Trianon – Prêmio Olívia Guedes Penteado), 2ª (MAM/SP – Prêmio Nadir Figueiredo), 3ª (Pavilhão das Nações – ganhou o prêmio como Melhor Desenhista), 4ª, 5ª, 6ª, 11ª, 13ª, 15ª, Tradição e Ruptura, Bienal Brasil Século XX e 23ª Bienal. Nota: Em 1956, alcançou sua maior conquista, ao receber na XXVIII Bienal de Veneza, o Prêmio “Presidente Del Consiglio dei Ministri”, como Melhor Desenhista Internacional. Na ocasião foi considerada a maior premiação conquistada por um artista da América Latina no plano internacional.

A polonesa Felícia Leirner chegou ao Brasil em 1927, acompanhando o marido Isái Leirner, industrial têxtil, que teve um importante papel no cenário artístico brasileiro a partir da década de 40, tendo criado e patrocinado o Prêmio Leirner de Arte Contemporânea. Em 1948, Felícia Leirner estudou escultura com Victor Brecheret e pintura com Yolanda Mohalyi. Com a morte de seu marido em 1962, mudou-se para Campos do Jordão, cidade na qual em 1978 foi inaugurado o Museu Felícia Leirner com 108 esculturas doadas pela artista. Ela participou da 2ª (Prêmio Aquisição do MAM/RJ), 3ª, 5ª, 6ª, 7ª (Prêmio Melhor Escultor Nacional), 8ª, 9ª, 11ª, 12ª e 15ª Bienais de São Paulo, além dos eventos Tradição e Ruptura (1984) e Bienal Brasil Século XX (1994).

volta ao topo

Pré Bienal 1970 (12/09 a 18/10), visava a construir um critério para a escolha da representação nacional na XI Bienal de São Paulo (1971). O regulamento da Pré-Bienal foi organizado pela Assessoria de Artes Visuais da Fundação Bienal de São Paulo, integrada pelos críticos de arte Geraldo Ferraz, Antônio Bento e Sérgio Ferro... As três edições seguintes das Bienais Nacionais apresentam a mesma finalidade da primeira: selecionar a representação nacional da Bienal Internacional seguinte...

1971 – 11ª Bienal Internacional de São Paulo / XI BIENAL DE SÃO PAULO

Doze mil obras de arte participaram da XI Bienal. Foram montadas salas em homenagem a Sanson Flexor e a Semana de 22. O Prêmio “20 Anos de Bienal” coube a Giuseppe Capogrossi, da Itália. A sala do Brasil apresentou 30 artistas selecionados pela Pré-Bienal e mais de 60 na sala “Vinte Anos de Bienal”. Esta Bienal apresentou retrospectivas de artistas premiados em Bienais anteriores, tornando possível uma reflexão dos 20 anos de Bienal...

Poster da XI Bienal de São Paulo sorriso da Monalisa em pontilhismo medindo 65 x 95, sem moldura...

1972 – Brasil Plástica

A 2ª edição da Bienal Nacional ocorreu em 1972, chamada Brasil Plástica-72 (Mostra de Arte Sesquicentenário da Independência), além dos artistas escolhidos por região, trouxe uma inovação: uma Sala Especial de arte conceitual, arte e tecnologia, arte ambiental, proposições e pesquisas diversas, formada por artistas convidados, atentando talvez para os acontecimentos mais recentes do contexto artístico atual.

Cinquentenário da Semana da Arte Moderna de 1922......

1973 – 12ª Bienal Internacional de São Paulo / XII BIENAL DE SÃO PAULO; Aklander (1926), artesã e escultora de objetos, nascida em Natal; na Fundação Bienal – Equipe Triângulo – Instalação.

Mais de 15 mil obras foram expostas. A computação eletrônica, na concepção de um áudio visual, foi utilizada pela 1ª vez em uma Bienal. O destaque da mostra foi a sala “Arte-Comunicação” que apresentou seção dedicada à comunicação e seus problemas. Houveram, ainda as manifestações ligadas ao teatro, que foram representadas por 29 artistas com obras de arquitetura, cenografia, figurino etc. O grande Prêmio foi para o belga Jean-Michel Folon...

Em 31/07/1966 foi emitido o selo aéreo Centenário do Pintor Eliseu Visconti (1866-1944), com valor facial de Cr$ 120 cruzeiros, o selo mostra a obra “Juventude” ou “Gioventú” (1898), óleo sobre tela, 65 × 49 cm, que pertence ao Museu Nacional de Belas Artes – Rio de Janeiro. RHM: A-110. O italiano Eliseu D’Angelo Visconti foi quem pintou o teto do Teatro Municipal do Rio de Janeiro (1908), óleo sobre parede. Participou da 2ª Bienal (1953), Tradição e Ruptura (1984), Bienal Brasil Século XX (1994), Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento (2000).

Oscar Pereira da Silva (1867-1939), “Descoberta do Brasil” [Desembarque de Pedro Álvares Cabral em Porto Seguro em 1500] (1922), óleo sobre tela, 190 x 333 cm. Acervo do Museu Paulista, São Paulo. Ele também pintou “Fundação da Cidade de São Paulo” (1909), óleo sobre tela, 185 x 340 cm. Acervo do Museu Paulista. Entre 1903 e 1911, trabalha na decoração do Theatro Municipal de São Paulo, elaborando três murais: “O Teatro na Grécia Antiga”, “A Dança” e “A Música”. Participou da Tradição e Ruptura (1984) e Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento (2000)... Bloco Natal “Adoração dos Pastores”...

A 3ª edição da Bienal Nacional, seguiu os mesmos parâmetros da primeira, porém, a Fundação Bienal, realizou paralela ao certame de 1974 a “Mostra da Gravura Brasileira”, dos primórdios da gravura à atualidade. No ano anterior, além da Bienal, ocorreu o 5º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP.

1974 – Bienal Nacional 1974 e Mostra da Gravura Brasileira

1975 – 13ª Bienal Internacional de São Paulo / XIII BIENAL DE SÃO PAULO

Os destaques foram as salas “Hors-Concours”, de artistas Latino-americanos como José Luis Cuevas (México), Fernando Szyzlo (Peru), Augusto Torres (Uruguai), Luis Hernandes Cruz (Porto Rico) e Alejandro Otero (Venezuela)... Ao final desta edição, Ciccillo com mais de 70 anos de idade, afasta-se definitivamente da diretoria da Fundação Bienal...

1976 – Bienal Nacional 1976

A última edição da Bienal Nacional, em 1976, daria lugar, em 1978, a I Bienal Latino-Americana, que ocorreu de fato, mas foi uma única edição...

Em 14/05/1976 foi emitida uma série de 2 valores “Artes Plásticas Contemporâneas no Brasil”, cujos selos com valores faciais de Cr$ 1,00 e Cr$ 1,60 mostram, respectivamente, Objeto (José Tarcisio) e Pintura (Pietrina Checcacci). Yvert: 1190/1191. Scott: 1433/1434. Michel: 1532/1533. RHM: C-931/C-932. (ok; incluindo FDC)

O cearence José Tarcísio (1941-) participa da 9ª Bienal (1967 – Prêmio Aquisição), Bienal Nacional (1974) e 15ª Bienal (1979). A obra representada no selo Movimento I (1974), pedra, madeira e materiais industriais, 1,6 x 60 x 1,31 cm, sem assinatura, premiação 1974, pertence ao acervo do Museu Nacional de Belas Artes – Rio de Janeiro.

A italiana Pietrina Checcacci (1941-) participou da 10ª Bienal (1969) e da Pré-Bienal de São Paulo (1970), na Fundação Bienal. Em Roma (Itália) recebe o Prêmio São Gabriel pelo melhor selo religioso editado no mundo em 1976...

volta ao topo

1977 – 14ª Bienal Internacional de São Paulo / XIV BIENAL DE SÃO PAULO

Esta edição foi a primeira realizada sob o comando de um novo presidente, Oscar Landmann, sucessor de Ciccillo Matarazzo que faleceu em 16/04/1977, deixando a Bienal como sua mais importante realização. A partir desta Bienal, a exposição passa a se organizar por núcleos temáticos, no interior dos quais as obras passam a ser alocadas.

Pela primeira vez, a mostra foi organizada por um Conselho de Arte e Cultura (CAC), com poderes normativos. Até esta Bienal haviam premiações nacionais, internacionais e prêmios especiais...

1978 – I Bienal Latino Americana de São Paulo, 1ª Bienal Latino-Americana de São Paulo, na Fundação Bienal... Ziraldo (1932-) cria em 1960 o personagem Pererê...

1979 – 15ª Bienal Internacional de São Paulo / XV BIENAL DE SÃO PAULO, presidente Luiz Fernando Rodrigues Alves

A partir desta Bienal, cuja mostra foi chamada a “Bienal das Bienais”, a premiação foi abolida (só voltando em 1988, na XX Bienal). Apresentou obras de artistas premiados nas Bienais entre 1951 e 1977, mas não foi uma Bienal de retrospectivas. Os artistas compareceram com suas obras recentes, o que permitiu avaliar o significado de sua evolução em 28 anos de Bienal...

João Câmara Filho (1944-) (selo futebol), paraibano, participou da 10ª e 18ª Bienais, especialmente na da 15ª Bienal Internacional de São Paulo com a obra O Baile da Ilha Fiscal, conjunto de um painel e cinco litografias da série A Caravana Uiva. O Baile da Ilha Fiscal (1979), díptico assinado, óleo s/ madeira, 220 x 198 cm. Parece que foi vendido pela Christie de Nova Iorque e é adquirido em 1980 para a Coleção Window South, Califórnia – Estados Unidos. Nota: Capa da revista mostra um detalhe do painel...

Os selos homenageiam dez personalidades históricas, que simbolizam os ideais de liberdade e autodeterminação em prol da Pátria brasileira, retratadas no Livro de Aço dos Heróis Nacionais, do Panteão da Pátria Tancredo Neves, localizado na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Destacado, na parte inferior da folha de selos, vê-se o Livro, tendo ao fundo o Painel da Inconfidência, de João Câmara. (Texto do Edital)

Em 05/11/1976 foi emitida uma série de 4 valores Evolução da Escultura no Brasil. Yvert: 1230/1233. Scott: 1485/1488. Michel: 1570/1573. RHM: C-964/C-967. ok

Cr$ 0,80 – N. S. de Monte Serrat, Século XVII
– Frei Agostinho da Piedade
Cr$ 5,00 – São José, Século XVIII
– autor desconhecido
Cr$ 5,60 – A dança, Século XIX
– R. Bernardelli
Cr$ 6,50 – A caravela, Século XX
– Bruno Giorgi

Em 12/05/1968 foi emitido o selo Dia das Mães, com valor facial de NCr$ 0,05 centavos ele mostra a obra Maternidade (1878), de Henrique Bernardelli (1858-1936), óleo sobre tela, 150 × 100 cm. Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro. Yvert: 854. Scott: 1083. Michel: 1172. RHM: C-597. ok

Irmão do pintor Félix Bernardelli (1866-1905) e do escultor Rodolfo Bernardelli (1852-1931) quem fez o Monumento a General Osório (1894, RJ) e o Túmulo do Presidente Campos Salles (1915), Cemitério da Consolação, SP... Com o irmão, passa a lecionar em um ateliê particular, na Rua do Ouvidor (RJ), onde estudam, entre outros, Lucílio de Albuquerque (1877-1939) e Georgina de Albuquerque (1885-1962), Eugênio Latour (1874-1942), Helios Seelinger (1878-1965) e Arthur Timóteo da Costa (1882-1922). Na década de 1890, realiza os painéis O Domínio do Homem sobre as Forças da Natureza (Theatro Municipa) e A Luta pela Liberdade (Biblioteca Nacional), ambos no RJ... Participou da Tradição e Ruptura (1984) e Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento (2000).

volta ao topo

1981 – 16ª Bienal Internacional de São Paulo / XVI BIENAL DE SÃO PAULO, presidente Luiz Diederichsen Villares

Analistas localizam na arte incomum – na produção dos artistas ligados ao Museu de Imagens do Inconsciente e da Escola Livre de Artes Plásticas do Juqueri – uma expressão da art brüt no Brasil, por exemplo. Embora os termos arte incomum e arte bruta não se confundam, eles aparecem relacionados nas análises, como indica o catálogo da 16ª Bienal Internacional de São Paulo, que tem uma ala dedicada à produção dos “doentes mentais ou indivíduos desatados dos contextos normais de visualidade”... Inclui textos de apresentação dos artistas e índice dos participantes. Países participantes: Áustria, Bulgária, Grécia, Coreia do Sul, Hungria, Guatemala, Japão, México, República Democrática Alemã, Romênia, Tchecoslováquia entre outros. Artistas convidados: Louis Bec, Ulises Carrión, Hervé Fischer, Clemente Padín.

Em 14/01/1977 foi emitida uma série de 3 valores II Festival de Artes e Cultura Negra e Africana, cujos selos mostram: Roda Viva – GTO (R$ 5,00), O pedinte – Agnaldo dos Santos (R$ 5,60) e Máscara Benin (R$ 6,50). Yvert: 1238/1240. Scott: 1493/1495. Michel: 1578/1580. RHM: C-972/C-974. (só o GTO, faltam os outros 2)

O escultor mineiro Geraldo Teles de Oliveira, mais conhecido como GTO (1913-1990), fez algumas obras homônimas Roda da Vida, parece que todas em madeira e datam dos anos 1970. Participou da 10ª, 13ª e 16ª Bienal.

O escultor baiano Agnaldo dos Santos (1926-1962) participou da 4ª Bienal e da Tradição e Ruptura (1984)... “O pedinte” (1961), madeira entalhada e encerada, 110 × 28 × 32 cm, sem assinatura, compra, 1961. Museu Nacional de Belas Artes – Rio de Janeiro.

Da década de 1980 em diante, os curadores se notabilizam pela definição de temas e questões que orientam a organização dos trabalhos, assim como pelas inovações museográficas. Esta edição, sob a curadoria geral do professor Walter Zanini, tem papel importante no resgate do prestígio do evento, abalado na década anterior. A partir desta Bienal, as obras passaram a ser agrupadas pelo sistema da analogia de linguagem, e não por países, como era feito até então. Esta metodologia foi introduzida por Zanini. Ele organiza a mostra tendo como eixo as analogias de linguagens entre obras variadas (Núcleo 1: “Linguagens Aproximadas”). Fortalece o núcleo histórico (Núcleo 2), apresenta o acervo do Museu do Inconsciente e reconquista a participação dos artistas contemporâneos, entre esses, tem grande impacto a representação nacional, com Antonio Dias (1944), Cildo Meireles (marcante foi sua obra La Bruxa, por exemplo), Tunga (1952), entre outros.

A XVI Bienal de São Paulo, reconhecendo a ampla presença da Arte Postal, dedicou-lhe um núcleo especial, organizado pelo artista Júlio Plaza... A Arte Postal – ou mail art – surgiu como uma forma de assimilação e difusão de novos suportes. Desde a década de 1950, o correio foi utilizado como intercâmbio entre propostas artísticas, mas, após a década de 1970, passou a ser meio de veiculação de trabalhos e ideias, dando oportunidade para os artistas e países que estavam à margem do mercado internacional das artes...

Coleção Walter Zanini “XIV Bienal Núcleo I” – O Escritório de Arte Postal, parte da Pinacoteca Municipal do Centro Cultural São Paulo, é composto por três grandes coleções, as quais receberam o nome de seus próprios doadores: Walter Zanini, Maurício Villaça e Ozéas Duarte. Material da XVI Bienal de São Paulo, cuja exposição, voltada inteiramente à Arte Postal, teve curadoria de Júlio Plaza e Gabriela Suzana e curadoria geral de Walter Zanini, quem doou os trabalhos expostos ao Centro Cultural em 1984. Esta foi a primeira grande doação de Arte Postal à Pinacoteca Municipal...

Paulo Roberto Barbosa Bruscky (1949-) Em 1973, atua no Movimento Internacional de Arte Postal, sendo um dos pioneiros no Brasil nessa arte, e no ano seguinte lança o Manifesto Nadaísta. Organiza duas exposições internacionais de arte postal no Recife nos anos de 1975 e 1976, sendo esta última fechada pelos militares brasileiros. Em 1981, expõe na sala especial sobre arte postal montada na 16ª Bienal. É editor de livros de artistas e mantém em seu ateliê no Recife importante coleção de livros e documentos sobre arte contemporânea, entre eles correspondência com integrantes dos grupos Fluxus e Gutai. Em 2004, seu ateliê é integralmente transferido do Recife para São Paulo, sendo remontado em uma das oito salas especiais da 26ª Bienal....

Siegbert Franklin (Ceará,1957), pintor desenhista e gravador, trabalha com instalações e multimídia, computação gráfica e infogravura... Participou da 14ª Bienal de São Paulo (Núcleo I – Arte Postal)...???

Nota: Em 1982 ocorreu Do Modernismo à Bienal, no MAM/SP.


1983 – 17ª Bienal Internacional de São Paulo / XVII BIENAL DE SÃO PAULO, presidente Luiz Diederichsen Villares

Esta Bienal manteve a mesma estrutura da anterior. Uma grande conquista foi ter conseguido 50% do orçamento pago pela iniciativa privada. Além de exposições de artistas nacionais e estrangeiros houveram, ainda, duas grandes mostras de carater Plumária, do Brasil.

1984 – Tradição e Ruptura

Em 1984 ocorreu Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, na Fundação Bienal. Arte Rupestre...

Sociedades Pré-coloniais Brasileiras – As recentes pesquisas arqueológicas revelam que as primeiras ocupações do território brasileiro remontam, como no Piauí, a aproximadamente 30 mil anos. Devido aos problemas de conservação, os registros arqueológicos representam somente testemunhos fragmentários da totalidade das manifestações culturais destes povos pré-coloniais. Todavia, são suficientes para vislumbrar a sua trajetória evolutiva e certos aspectos de sua organização sócio-política, econômica e ideacional. Trecho extraído de: “Tecnologia e Arte das Sociedades Pré-coloniais Brasileiras”, Irmhild Wüst e Ulpiano Bezerra de Meneses, in “Tradição e Ruptura”, catálogo oficial da mostra realizada pela Fundação Bienal de São Paulo, pág. 9.

Série “Arte Brasileira – Homenagem a Antônio Francisco Lisboa (1730-1814), esculturas de Aleijadinho”... é considerado um dos mais importantes artistas brasileiros do período colonial...

Nota: 19/19/1993 – Série Preservação dos Sambaquis – Patrimônios da Nossa Pré-História. RHM: C-1861/C-1862. Os 2 selos com valor facial de Cr$ 17,00 cada, mostram: Machado e Artefatos, respectivamente.

Urna Funerária Maracá – Museu Nacional do Rio de Janeiro (RJ)
Cerâmica Santarém – Museu Paraense Emílio Goeldi (PA)
Tanga Marajoara – Museu Paraense Emílio Goeldi (PA)
Cerâmica Tupi-Guarani – Museu de Arqueologia e Artes Populares de Paranaguá (PR)

Em 19/04/1976 foi emitida uma série de 3 valores “Preservação da Cultura Indígena no Brasil”, cujos selos com valor facial de Cr$ 1,00 cada, mostram: Pintura Corporal Kaiapó (MT, PA), Máscara Bakairi (MT) e Plumária Resplendor Karajá (GO). Yvert: 1188/1186. Scott: 1429/1431. Michel: 1525/1527. RHM: C-927/C-929. (falta GO)

Em 18/04/1980 foi emitida uma série de 3 valores Arte Indígena, cujos 3 selos com valor facial de Cr$ 4,00 cada, mostram 3 tipos de máscaras: Tukuna (Amazonas), Tapirapé (Mato Grosso) e Kanela (Maranhão). Yvert: 1416/1417. Scott: 1686/1688. Michel: 1760/1762. RHM: C-1137/C-1139. ok

Um conjunto de peças cerâmicas, do pernambucano Mestre Vitalino (1909-1963), foi exposto em 1984, na mostra Tradição e Ruptura. Nota: Série Cultura Popular 1974.
volta ao topo


1985 – 18ª Bienal Internacional de São Paulo / XVIII BIENAL DE SÃO PAULO, presidente Roberto Muylaert

Em 1985 e 1987, a crítica de arte Sheila Leirner (1948; neta de Felícia Leirner), que foi curadora das 18ª e 19ª Bienais, com o auxílio de arquitetos, apresenta novas soluções para a montagem da exposição. As ideias norteadoras dos eventos – a “grande tela” (onde as obras foram expostas em três vastos corredores, com 30 cm de distância entre cada uma delas) e a “grande coleção” (onde os trabalhos foram exibidos de forma vertical no grande hall do Pavilhão), marcaram um novo conceito de curadoria.

Reuniu 46 países sob o enfoque “O Homem a Vida”. Sua principal característica foi a abordagem da produção artística contemporânea por meio do circuito articulado de instalações e de montagem da “Grande Tela”. Esta Bienal contou, ainda, com a performance dos jovens neo-expressionistas alemães e dos principais pintores da transvanguarda internacional...

1987 – 19ª Bienal Internacional de São Paulo / XIX BIENAL DE SÃO PAULO, presidente Jorge Wilheim

Esta Bienal trouxe 53 países, apresentou 3.000 obras de 400 artistas. A sua conceituação foi completamente diversa das outras e sua montagem foi contestatória. Sua concepção fundou-se numa visão universalista e foi essa sua maior dimensão. Além das tradicionais representações nacionais, apresentou exposições especiais estrangeiras e brasileiras “Imaginários Singulares”, “Em Busca da Essência” e “Marcel Duchamp”.


1989 – 20ª Bienal Internacional de São Paulo / XX BIENAL DE SÃO PAULO, presidente Alex Periscinoto

Esta edição resgatou, de certa forma, uma linguagem com as principais Bienais. Foram escolhidas 3 Curadorias, o que inovou a forma de escolha e seleção de artistas nacionais e internacionais. As premiações voltaram a existir, tanto no âmbito nacional e internacional. A Fundação Alexandre de Gusmão ofereceu Prêmios de Aquisição para os artistas nacionais. Compareceram 41 países e teve participação de 24 artistas brasileiros...?

Segundo o Itaú Cultural, parece que foi Danilo Di Prete (1911-1985), amigo de Matarazzo, quem lhe sugeriu a criação de uma Bienal de Arte em São Paulo, à semelhança da que ocorria em Veneza... Dizem que foi muito discutido depois que o seu quadro Limões conquistou, na 1ª Bienal, o prêmio nacional de pintura...

O artista participou da 1ª (Pavilhão do Trianon – 1º prêmio de pintura brasileira), 2ª (Pavilhão dos Estados)
1954 – Participa do concurso para a escolha dos selos comemorativos do IV Centenário da Cidade – 1º prêmio
3ª (Pavilhão das Nações), 4ª (Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho), 5ª (Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho – Prêmio Odebrecht), 6ª (Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho), 7ª (Fundação Bienal – 1º prêmio no Concurso Internacional de Cartazes para a 7ª Bienal), 8ª (Fundação Bienal – Prêmio melhor pintor nacional), 9ª, 10ª Bienal (não sei se ele participou desta Bienal) – selo postal com estampa de sua obra), 11ª e 12ª (Prêmio Aquisição Itamaraty), 13ª e 15ª. Exposições Póstumas: 20ª Bienal e Bienal Brasil Século XX.

A Filatelia Brasileira merece destaque nessa emissão postal, pois trata-se da 1ª emissão holográfica emitida pela ECT e da 2ª emissão do mundo com imagens tridimensionais (holográfico). A holografia é um tipo avançado de impressão que requer técnica apurada, onde há superposição de imagens, resultando nos selos em terceira dimensão. O referido bloco mereceu destaque nas páginas da Revista Veja.

Nota: A matriz de um holograma é obtida por fotografia de um objeto fixo, iluminado por um raio laser, dividido em dois filetes. Esses raios são refletidos e expandidos por lentes especiais, produzindo o efeito de movimento.

O primeiro bloco brasileiro com uma imagem holográfica: “20ª Bienal Internacional de São Paulo”, emitido em 14/10/1989 para marcar o evento ocorrido na cidade. Valor facial: NCz$ 10,00. Picotagem: 10½. Tiragem: 200.000. Impressão: Ofsete e Holografia. Papel: Cuchê gomado, fosforescente. Yvert: 80. Scott: 2210. Michel: 80. RHM: B-82 (bloco). Os 3 selos destacados do bloco (RHM: C-1650/C-1652) mostram:

1. NCz$ 2,00 – “Limões”, Danilo Di Prete – 1º prêmio de pintura brasileira na primeira edição. “Limões” (1951), Danilo Di Prete, óleo sobre tela, 49 × 64 cm. Premiado na 1ª Bienal de São Paulo (1951). Coleção Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo.

2. NCz$ 3,00 – “O índio e a suaçuapara”, Brecheret – 1º prêmio de escultura brasileira na primeira edição (Prêmio Internacional). “Índia e suassuapara”, década de 1950, bronze, 79 × 100 cm. Museu de Arte Contemporânea de São Paulo. Victor Brecheret participa da 1ª (Pavilhão do Trianon – Prêmio escultura nacional com a obra O Índio e a Suassuapara) e 3ª (Pavilhão das Nações) Bienal. Exposições Póstumas: 4ª (Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho – Sala especial), 11ª, 13ª, 15ª, 18ª, 20ª (Sala especial) e 24ª Bienal.

3. NCz$ 5,00 – retrato de Francisco Matarazzo.

Edital Nº 18 e Bloco emitido em 1989 “20ª Bienal Internacional de São Paulo”.

volta ao topo

1991 – 21ª Bienal Internacional de São Paulo / XXI BIENAL DE SÃO PAULO, presidente Jorge Eduardo Stockler

Nos anos 1990, as mostras são organizadas com base em grandes temas... Nessa década, as bienais são tomadas por espetáculos de diversos tipos: dança, teatro, música etc., o que faz delas eventos culturais mais amplos...

Artes Populares... (acho que esta série não...)

O Catálogo geral tem introdução de João Candido Galvão. Esta Bienal contou com espetáculos e seminários. Inclui dados biográficos dos artistas participantes, índice onomástico e plantas da exposição. Esta distinguiu-se por sua característica essencialmente teatral. Não só no âmbito das artes plásticas que produziram instalações com conotação fortemente cênica, como as dos brasileiros Alex Fleming, Maurício Bentes, entre outros e da americana Ann Hamilton, do sueco Ulf Rollof, dentre os participantes estrangeiros...

Em 29/10/1991 foi emitido o selo Centenário do Nascimento de Lasar Segall (1891-1957), com valor facial de Cr$ 400,00 cruzeiros, cuja imagem mostra a obra “Autorretrato” (1927). Yvert: 2043. Scott: 2339. Michel: 2441. RHM: C-1761. ok Nota: Parece que na 4ª Bienal foi organizada uma retrospectiva com trabalhos realizados entre 1908 e 1956....

Exposições Coletivas (com interesse no campo deste trabalho):
1951 – 1ª Bienal, Pavilhão do Trianon – Sala especial
1952 – Exposição Comemorativa da Semana de Arte Moderna de 22, MAM/SP
1955 – 3ª Bienal, Pavilhão das Nações – Sala especial
1956 – 50 Anos de Paisagem Brasileira, MAM/SP
Exposições Póstumas:
1957 – 4ª Bienal, Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho
1959 – 5ª Bienal, MAM/SP – Sala Especial Lasar Segall e a Decoração
1962 – Seleção de Obras de Arte Brasileira da Coleção Ernesto Wolf, MAM/SP
1974 – Mostra da Gravura Brasileira, Fundação Bienal
1977 – 14ª Bienal, Fundação Bienal – Sala especial
Nota: Em 1978 ocorreu “As Bienais e a Abstração: a década de 50”, no Museu Lasar Segall
1982 – Do Modernismo à Bienal, MAM/SP
1984 – Coleção Gilberto Chateaubriand: retrato e autorretrato da arte brasileira, MAM/SP
1984 – Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, Fundação Bienal
1985 – 18ª Bienal – Expressionismo no Brasil: Heranças e Afinidades, Fundação Bienal
1988 – Modernidade: arte brasileira do século XX, MAM/SP
1989 – 20ª Bienal, Fundação Bienal
1991 – 21ª Bienal, Fundação Bienal – Sala especial
1994 – Bienal Brasil Século XX, Fundação Bienal
1998 – 24ª Bienal, Fundação Bienal
2000 – Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento. Arte Moderna e Negro de Corpo e Alma, Fundação Bienal
2000 – Matrizes do Expressionismo no Brasil: Abramo, Goeldi e Segall, MAM/SP
2002 – Espelho Selvagem: arte moderna no Brasil da primeira metade do século XX, Coleção Nemirovsky, MAM/SP
2005 – O Século de um Brasileiro: Coleção Roberto Marinho, MAM/SP
volta ao topo

1994 – Bienal Brasil Século XX

Benedito Calixto (1853-1927) não participou propriamente de nenhuma Bienal Internacional de São Paulo, entretanto participou de 4 Exposições realizadas pela Fundação Bienal: Quatro Grandes Pintores em São Paulo (1981), Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras (1984), Bienal Brasil Século XX (1994) e Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento (2000). “Retrato de D. Pedro I” (1902)

Com Hélios Seelinger (1878-1965) ocorreu o mesmo, mas participou da Bienal Brasil Século XX (1994). Abaixo, selo emitido em 04/08/1978 Centenário de Hélios Seelinger, com valor facial de Cr$ 1,80 mostra a obra “Jangadeiro” (1950), óleo sobre tela, 68,9 × 68,4 cm. Acervo do Museu Nacional de Belas Artes – Rio de Janeiro. Yvert: 1320. Scott: 1567. Michel: 1661. RHM: C-1045. ok

volta ao topo

1994 – 22ª Bienal Internacional de São Paulo / XXII BIENAL DE SÃO PAULO, presidente Edemar Cid Ferreira; tema “Ruptura com o Suporte”

Com curadoria do professor Nelson Aguilar, teve como diretriz a questão do suporte. Integraram essa Bienal quase 200 artistas estrangeiros, sendo que alguns deles com instalações de vídeos, 25 Salas Especiais e 26 brasileiros, entre os quais Hélio Oiticica, Lígia Clark, Mira Schendel, Tunga e Nuno Ramos. Criou-se também um espaço museológico onde foram expostos alguns dos precursores da arte contemporânea como o russo Kazímir Malévitch...

Nota: Desde 1993, a Fundação Bienal de São Paulo é responsável pela organização e curadoria do pavilhão brasileiro na Bienal de Veneza (Biennale di Venezia), que, instituído em 1964, foi um dos últimos a ser construídos no espaço dos Giardini, na Itália.


1996 – 23ª Bienal Internacional de São Paulo / XXIII BIENAL DE SÃO PAULO, presidente Edemar Cid Ferreira; sob o tema “A desmaterialização da arte no final do milênio”, o curador geral Nelson Aguilar, trouxe 134 artistas de 75 países.

Em 1996, outro importante marco no processo de diversificação e melhoria do design das emissões filatélicas: o Concurso “Arte em Selo”, realizado por ocasião da 23ª Bienal de Arte de São Paulo, selecionou, dentre 3.000 artistas, os 50 melhores para trabalharem no processo de criação dos selos brasileiros. Parece que foi promovido pela Fundação Bienal de São Paulo e ECT – Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. No ano seguinte, em 1997, ocorreu a exposição Arte em Selo, na Galeria de Arte da ECT – Brasília/DF. O selo 1º Lugar foi “Alegria-Alegria”. Em 1998 ocorreu o 2º Concurso “Arte em Selo” da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, tendo como tema 50 Anos da Declaração dos Direitos Humanos.

Em 05/10/1996 foi emitida uma série de 4 valores iguais de R$ 0,55 centavos cada, “23ª Bienal Internacional de São Paulo – Arte em Selo”. Scott: 2602. Michel: 2721/2724. RHM: C-2014/C-2017.

“Marilyn Monroe” (1964)
Andy Warhol

“O grito” (1893)
Edvard Munch

“Mirror for Red Room” (1995)
– Louise Bourgeois

“Le Jeune” (1935)
Pablo Picasso

volta ao topo

1998 – 24ª Bienal Internacional de São Paulo / XXIV BIENAL DE SÃO PAULO, presidente Julio Landmann

Sob a direção curatorial do curador-chefe Paulo Herkenhoff foi estruturada em quatro segmentos: Núcleo Histórico, “Roteiros. Roteiros..”, Representações Nacionais e Arte Contemporânea Brasileira. Esta edição não teve um tema geral. O Núcleo Histórico articula uma série de exposições individuais e coletivas, entre elas: Tarsila do Amaral (a obra Urutu que é retratada no selo esteve presente), Hélio Oiticica, Lygia Clark, Maria Martins, David Siqueiros, Alberto Giacometti, Armando Reverón, Francis Bacon, Bruce Naumam, entre outros.

Exposições dedicadas aos séculos XVI, XVII e XVIII, exposições aos Monocromos, ao Modernismo Brasileiro e a Livros e documentos do Modernismo Brasileiro.

Aurélio de Figueiredo (Francisco Aurélio de Figueiredo e Mello 1854-1916), (irmão de Pedro Américo), 2ª (1953), Tradição e Ruptura (1984) com a obra O Copo d'Água (selo MASP) e Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento (2000)...

Pedro Américo (1843-1905), por exemplo, participou da 24ª Bienal Internacional de São Paulo. Foi ele quem pintou a famosa obra “Independência ou Morte”. Já Victor Meirelles (1832-1903), que pintou a obra “1ª Missa”, participou da 2ª Bienal (Pavilhão dos Estados), Tradição e Ruptura (1984) e Bienal Brasil Século XX (1994). Em 2000, ambos os artistas tiveram seus trabalhos expostos na Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento.

Em 01/08/1971 foi emitida uma série de 2 valores “Dia do Selo – Pinturas Brasileiras”, cujos selos mostram: “Cabeça de homem”, obra de Victor Meirelles e “Rabequista Árabe” (1884), obra de Pedro Américo, óleo sobre tela, 87,6 × 60 cm. Museu Nacional de Belas Artes – Rio de Janeiro. Yvert: 957/958. RHM: C-701/C-702.

Em 16/12/1943, foi emitido um selo em comemoração ao “Centenário de Nascimento do pintor Pedro Américo”, com valor facial de Cr$ 0,40 quarenta centavos de cruzeiros... Yvert: 415. Scott: 618. Michel: 648. RHM: C-188.

Em 29/04/1993 foi emitida uma série de 3 valores “150 Anos do Nascimento de Pedro Américo”, cujos selos mostram 3 obras do artista. Yvert: 2109/2111. Scott: 2404/2406. Michel: 2519/2521. RHM: C-1837/C-1839.

Cr$ 5.500,00 – “A Noite e os Gênios do Estudo e do Amor” (1886), óleo sobre tela, 260 × 195 cm. Museu Nacional de Belas Artes.
Cr$ 36.000,00 – “Davi e Abisag” (1879), óleo sobre tela, 172 × 216 cm. Museu Nacional de Belas Artes – Rio de Janeiro.
Cr$ 36.000,00 – “A Carioca” (1882), óleo sobre tela, 205 × 135 cm. Museu Nacional de Belas Artes – Rio de Janeiro.

Em Exposições Póstumas, Frans Post (1612-1680) também participou desta edição, mas já havia participado da 2ª Bienal (Pavilhão dos Estados) e também foi lembrado na Tradição e Ruptura (1984)...

A institucionalização do conceito “Antropofagia” dá-se nesta edição, organizada segundo o tema “Antropofagia e Histórias de Canibalismo”, propondo a construção de uma outra história mundial da arte, ou seja, uma história que adotasse um ponto de vista não-eurocêntrico. Propõe-se então a atualização e, curiosamente, a internacionalização da antropofagia oswaldiana... “Só interessa o que não é meu. Lei do homem. Lei do antropófago.”, bradou Oswald de Andrade (1890-1954), autor de Manifesto Antropófago, em 1928.

Série de 8 valores emitida em 22/09/1998, “XXIV Internacional Bienal de São Paulo”, cujos selos com valor facial de R$ 0,31 cada mostram, respectivamente, Reprodução de Obras de Arte (listada abaixo). Scott: 2689. Michel: 2896/2903. RHM: C-2159/C-2166.

Sem título – Leonilson
Dança tapuia – Eckhout
O escolar – Van Gogh
Retrato de Michel Leiris – Bacon

O museu do rei – Magritte
Urutu – Tarsila do Amaral
Fachada com arcos, círculo e faixa – Volpi
A jangada de Medusa – Jorn

Albert Eckhout (c.1610-1666) – A serviço do conde Maurício de Nassau (1604-1679), governador-geral do Brasil holandês, Echkout viaja para o Brasil, onde permanece por sete anos (1637-1644). Entre os companheiros, na comitiva de Nassau, destacam-se os artistas Frans Post (acima) e Georg Marcgraf (1610-1644). Participa desta Bienal e da Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento: O Olhar Distante (2000). Obra retratada no selo: Dança dos Tarairiu (Tapuias), s.d., óleo sobre tela, 172 x 295 cm, pertence ao acervo Nationalmuseet (Copenhague, Dinamarca).

03/12/2002 – Série Etnografia Brasileira: Albert Eckhout volta ao Brasil – 1644-2002. Os selos reproduzem 8 pinturas do artista holandês Albert Eckhout, que retratam animais, plantas e habitantes do Brasil no século 17, o período “Brasil Holandês”. Dança dos Tarairiu ou Dança dos Tapuias (s.d.), Mulher Mameluca (1641), Índio Tarairiu ou Homem Tapuia (1643), Índio Tupi ou Homem Tupi (1643), Homem Africano ou Homem Negro (1641), Índia Tupi ou Mulher Tupi (1641), Mulher Africana ou Mulher Negra (1641) e Homem Mestiço ou Homem Mulato (s.d.), denominam as obras do artista, focalizadas nos selos. Nota: A obra Índia Tarairiu (Tapuia), 1641, que aparece em vários sítios, não foi retratada em selo.

volta ao topo

2001 – Bienal 50 Anos

Em 28/05/1998 foi emitida uma série em folha com 24 valores “XVI Copa do Mundo de Futebol – França 98 – Futebol Arte”, com valor facial de R$ 0,22 centavos cada, os selos mostram 24 obras de artistas relacionados em ordem alfabética abaixo. Design: Jair de Souza e Mônica Cabral. Scott: 2675. Michel: 2850/2873. RHM: C-2113/C-2126.

02 – Aldemir Martins (selo Peixe)
01 – Antonio Henrique Abreu Amaral (1935-) 5ª, 6ª, 7ª, 9ª e 18ª
08 – Antonio Peticov (1946-) 9ª, 10ª, 16ª e 20ª
19 – Carlos Vergara (1941-) 7ª, 9ª, 18ª e 20ª
09 – Cildo Meireles (1948-) 16ª, 20ª e 24ª
05 – Claudio Tozzi (1944-) 9ª, 10ª, 14ª, 18ª, 20ª e 21ª
03 – Glauco Rodrigues (1929-2004) (selo Natal 1984) 5ª, 6ª, 9ª e 20ª
20 – Gregório Gruber (1951-) 12ª e 15ª
07 – Guto Lacaz (1948-) 18ª (1985)
21 – Ivald Granato (1949-) 15ª, 16ª, 18ª, 20ª e 21ª
15 – João Câmara (selo acima)
22 – José Roberto Aguilar (1941-) único selo escrito: O deus do futebol... 7ª, 8ª, 9ª, 10ª, 14ª, 15ª, Tradição e Ruptura, 18ª, Bienal Brasil Século XX (1994), Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento (2000).
16 – José Zaragoza (Espanha, 1930-) Em 1968, funda a agência de propaganda DPZ. 7ª, 8ª e 9ª
22 – Leda Catunda (1961-) 17ª, 18ª e 22ª
12 – Luiz Zerbini (1959-) 19ª
13 – Maciej Babinski (Polônia 1931-) 9ª e 18ª
04 – Márcia Grostein (1949-) 19ª e 22ª
17 – Mário Gruber (1927-) Tradição e Ruptura e 18ª
10 – Maurício Nogueira Lima (1930-1999) 3ª, 4ª, 6ª, 8ª, 9ª, 12ª, 18ª...
18 – Nelson Leirner (1932-) Filho da escultora Felícia Leirner. 6ª, 7ª, 8ª e 9ª, fechou sua sala especial na 10ª Bienal (1969) por motivos políticos e recusou-se a participar da próxima Bienal, em 1971. Voltou na Tradição e Ruptura. Participou ainda da 20ª (1989) e 25ª
11 – Roberto Magalhães (1940-) 8ª e 15ª
19 – Tomoshige Kusuno (Japão 1935-) 7ª, 8ª, 9ª, 14ª, 17ª e 18ª
14 – Wesley Duke Lee (1931-) 8ª, 9ª, 18ª, 19ª, 20ª e 24ª
06 – Zélio Alves Pinto (1938-) participa da 1ª Bienal Latino Americana de São Paulo (1978), assim como seu irmão, o cartunista Ziraldo. Nota: A obra retratada no selo aparece ao contrário do original: Jogo aéreo (s/d), acrilico sobre tela, 106 x 106 cm.

volta ao topo

2002 – 25ª Bienal Internacional de São Paulo / XXV BIENAL DE SÃO PAULO, presidente Carlos Bratke

O tema foi “Iconografias metropolitanas”. Ele não se refere apenas à imagem da metrópole na arte contemporânea, mas também à maneira pela qual correntes de energia urbana influem na produção de nossos artistas contemporâneos. Com 65 países convidados, a Bienal de São Paulo, que no ano de 2001 completou 50 anos e cujas exposições ocupam uma área de 30.000 metros quadrados, formula pretensões globais...

Nota: Nesta Edição a obra Transatravessamento, de Ricardo Basbaum, incluía uma situação (ilustrada no vídeo com imagens) na qual o público era convidado a jogar bolas de futebol num alvo. No domingo, dia seguinte da abertura da exposição, o artista é avisado que o trabalho fora fechado, sendo necessário retirar as bolas por conta do ruído produzido pela obra no espaço e pelo fato de uma bola ter escapado e invadido outros locais da mostra...

2004 – 26ª Bienal Internacional de São Paulo / XXVI BIENAL DE SÃO PAULO, realizada de 25/09 a 19/12, sob a curadoria de Alfons Hug, teve como tema “Território Livre” e contou com 150 artistas de 62 países...

2006 – 27ª Bienal Internacional de Saõ Paulo / XXVII BIENAL DE SÃO PAULO, parece que ocorreu de 07/10 a 17/12, sob o título “Como Viver Junto”.

2008 – 28ª Bienal Internacional de São Paulo / XXVIII BIENAL DE SÃO PAULO, de 26/10 a 06/12/2008, sob título “em vivo contato”.

Curadoria de Ivo Mesquita e Ana Paula Cohen, que selecionaram 40 artistas de 20 diferentes nacionalidades para o evento. Além dos artistas, os curadores também convidaram quatro projetos interdisciplinares para integrar a programação da Bienal. São eles “Archivo Abierto” (Chile), “Cinema Capacete” (Brasil), Ivaldo Bertazzo (Brasil) e Weightless Days (Brasil, Japão e Irlanda).

...ficou caracterizada como 'A Bienal do Vazio', pois Ivo Mesquita afirmou que o vazio se transforma em metáfora para 'interromper o fluxo, essa voracidade de produção de imagens e de representações que a gente vive'...

Em 22/01/1985 foi emitido o selo Homenagem a Emílio (Émile) Rouède (1848-1908), com valor facial de Cr$ 120,00 o selo mostra I. M. da Boa Viagem, MG... Largo da Matriz da Boa Viagem... acervo do Museu Histórico Abílio Barreto... Yvert: 1713. Scott: 1970. Michel: 2091. RHM: C-1438. O francês Emile Rouede não consta no sítio da Bienal...

2010 – 29ª Bienal Internacional de São Paulo / XXIX BIENAL DE SÃO PAULO

Prevista para acontecer entre setembro e dezembro de 2010... O economista e pesquisador Moacir dos Anjos é o coordenador-geral da equipe de curadores da 29ª Edição. Após quase 60 anos de história (que será completado em 2011), a próxima edição abrangerá uma visão pluralista e integrada da arte, e deverá reafirmar a relevância da instituição como um dos pilares da arte contemporânea em todo o mundo, afirma o presidente eleito Heitor Martins... Sob o título “há sempre um copo de mar para um homem navegar”, de verso do poeta alagoano Jorge de Lima (maior poema do autor: Invenção de Orfeu; veja em www.culturatura.com.br/autores/bra/jorgem.htm)... A nova edição não terá um tema específico, mas será organizada a partir de uma “plataforma discursiva”... Vamos dar ênfase à arte como produtora de uma visão de mundo que, em potência, pode transformar a realidade, disse o curador, ao explicar o caráter político da mostra...

02ª BIENAL DE ARQUITETURA 1993
BIENAL DE FOTOJORNALISMO 1995
03ª BIENAL DE ARQUITETURA 1997
04ª BIENAL DE ARQUITETURA 1999
05ª BIENAL DE ARQUITETURA 2003

Todos os Cartazes das Bienais (www.galeriabergamin.com.br/bienais/bienais.htm)

Entrada principal !
Última atualização: 26/08/2011.
volta ao topo

PARQUE DO IBIRAPUERA MAPA GIRAFAMANIA
PARQUE DO IBIRAPUERA