A Hungria é formada por descendentes da tribo dos magiares, cavaleiros oriundos das margens do rio Volga...
O povo Magyar (pronuncia-se máguiar), como os húngaros gostam de ser chamados, é originário da região do norte dos Montes Urais, onde levava uma vida nômade. Começaram a migrar em direção ao sul por volta do quinto século da Era Cristã.
A Hungria nasceu sob o comando de Estevão I ou Stephen, mais tarde Santo Estevão (foto abaixo). Ele conseguiu unificar o país no início do século XI (997) e se torna rei da Hungria, convertendo o povo ao cristianismo.
Pouco depois, em 1001, o rei construiu Györ. Os tártaros a destruíram em 1241, mais tarde os húngaros fortificaram o lugar com grandes defesas. Abaixo, o selo emitido em 1971 (Scott: 2065), mostra o mapa de Györ, em 1556.
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Os invasores são expulsos no século XVII, quando a Hungria é anexada ao Império Austríaco dos Habsburgo. Em 1867, passa a fazer parte do Império Austro-Húngaro, junto com a Áustria.
No final do século XIX, os húngaros tornam-se minoria em seu próprio país, com a intensa imigração de romenos no leste e de eslovacos no norte.
Com a derrota do Império Austro-Húngaro na I Guerra Mundial, a Hungria é desmembrada, perdendo territórios para Romênia, Iugoslávia e Tchecoslováquia. O país passa por uma fase de instabilidade depois da guerra.
Nota: um selo emitido em 1958 (Scott: 1210/1211) que mostra a Bandeira Vermelha, comemora o Aniversário de 40 Anos da Fundação do Comunismo Húngaro (festa e jornal).
Em 1919, Bela Kun instaura um regime comunista que dura apenas quatro meses. Em 1920 é restaurada a Monarquia. A Hungria se alia à Alemanha nazista na II Guerra Mundial e recupera uma parte dos territórios perdidos.
Em 1944, a URSS expulsa os nazistas e passa a ocupar a Hungria, que volta a ter as mesmas fronteiras de 1918...
A transformação do país em um satélite soviético ocorre de maneira gradual. Em 1946, é eleito um presidente não-comunista, Zoltán Tildy, mas o poder de fato é exercido pelos ocupantes soviéticos.
Os comunistas vencem as eleições de 1947 (com 22,7% dos votos) e, no ano seguinte, obrigam os social-democratas à fusão dos dois partidos. O comunismo é oficializado em 1949, sob a liderança de Mátyás Rákosi, que elimina brutalmente a oposição.
Com a morte do ditador soviético Josef Stálin, em 1953, Rákosi é substituído por Imre Nagy, de linha mais moderada. Nagy tenta uma abertura política e é destituído pela ala dura do partido comunista húngaro em 1955.
Em outubro de 1956, uma rebelião popular, apoiada pelo Exército, reconduz Nagy ao poder. O novo governo, em coalizão com forças não-comunistas, proclama a neutralidade da Hungria, extingue a censura, abre as fronteiras e retira o país do Pacto de Varsóvia.
Em 4/11/1956, tropas soviéticas invadem a Hungria e esmagam o novo regime. János Kádár é instalado no poder pelos soviéticos. Nagy é preso e executado. O longo governo de Kádár, entre 1956 e 1988, garante a estabilidade e o crescimento da nação.
Suas medidas econômicas liberalizantes tornam o país um precursor da perestroika – programa de reforma política, econômica e social implementado no final da década de 80 pelo presidente soviético Mikhail Gorbatchov.
A democratização se acelera em 1989, impulsionada por gigantescas manifestações. Em janeiro, o Parlamento pronuncia-se a favor da liberdade partidária. Nagy é “reabilitado” postumamente pelas autoridades; os novos funerais do líder da revolta de 1956 reúnem 300 mil pessoas.
Em outubro, o Partido Comunista (PC) decreta sua própria dissolução, reconstituindo-se como Partido Socialista (MSzP). O país abandona o comunismo – comunista por 40 anos...
O rio Danubio divide a capital da Hungria em duas “Buda” e “Peste”. Budapesde abriga palácios, museus e construções monumentais que testemunham sua importância no passado como a “segunda capital” do vasto Império Austro-Húngaro.
As fotos abaixo, foram tiradas em agosto de 2006. Do lado esquerdo da tela, podemos ver a ponte Chain (Széchenyi Lánchíd) e ao fundo a Basílica de Santo Estevão, localizada no lado Peste.
“Deák Tér” é uma praça bem no centro de Peste onde as 3 linhas do metro se encontram... Aqui, pegamos a linha 2 (vermelha) sentido “Déli pu” e descemos na estação “Moszkva Ter”, do outro lado do rio Danubio. Esta praça fica aos pés da colina do Castelo ou Castelo de Buda.
Em uma rua paralela a praça pegamos o “Varbuzz MM”, um micro-ônibus especial que nos levaria até o alto da colina.
O bairro da Colina do Castelo tem 1,5 quilômetro de comprimento e existe desde o século XIII, embora tenha uma aparência barroco renascentista. Dominando toda a cena está o Castelo propriamente dito (foto do lado direito), o maior prédio da Hungria, obra do Imperador Carlos VI e da Imperatriz Tereza (aquela dos 16 filhos!).
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Descemos na praça “Disz Ter” e começamos nossa caminhada subindo pela rua “Uri Utca” (utca significa rua). É uma rua medieval com casario fascinante.
Logo no início está a entrada para as catacumbas, um labirinto com 10 quilômetros de extensão. As covas foram unidas umas as outras pelos turcos com propósitos militares. Cerca de 1,5 km podem ser visitados. Os visitantes não podem ver o labirinto por conta própria por causa do risco de se perder.
No local, uma mostra de bonecos nos leva ao passado da Hungria. A exposição começa mostrando a suposta origem mitológica dos húngaros e termina com a riqueza renascentista da corte do Rei Matyás.
Durante o cerco nazista na Segunda Guerra Mundial, milhares de húngaros viveram escondidos nesses labirintos. O lugar é assustador e úmido!
Seguimos pela “Szentháromság utca”, onde está a antiga prefeitura de Buda. Bem na esquina, há uma estátua da deusa grega Pallas Atena, guardiã das cidades, colocada aqui desde o século XVIII. No pátio interno ficava a prisão cujo teto é tão baixo que não dá para ficar em pé!
Em 187, ano em que Buda e Peste se fundiram, o edifício perdeu suas funções. A rua desemboca em uma praça que tem o mesmo nome e está no ponto mais alto da colina. No meio da praça o monumento de 14 metros de altura é a Coluna da Santa Trindade, erguida entre 1710 e 1713 em súplica por proteção depois da peste negra assolar a Europa.
Aqui está o café Ruszwurm Cukrásda que é muito famoso na cidade por suas tortas e bolos. Resolvemos conferir e entramos no prédio do século XVII e pedimos “mákos pite”, tortinhas de sementes de papoulas. Um manjar dos deuses!
A igreja que se ergue na praça é conhecida popularmente como Igreja de Matias (Mátyás Templom) porque o lendário rei Matias teve celebrados aqui seus 2 casamentos. A parte central foi construída no século XIII.
Durante o domínio turco, toda a mobília interior foi retirada, suas paredes decoradas foram pintadas de branco e funcionou como mesquita.
Restaurada em 1896, foram adicionadas as capelas do lado norte. Com arcos góticos e colunas, existem 3 naves e sua acústica é fantástica, por isso é usada constantemente para concertos. O telhado é feito de cerâmica em mosaico colorido, uma obra de arte!
Ao lado da igreja há um terraço que foi construído no final do século XIX sem qualquer pretensão de defesa da colina e é de lá que se tem uma das vistas mais espetaculares de Peste, do outro lado do rio Danubio.
O terraço é chamado de Bastião dos Pescadores (Halászbástya). Há 5 torres redondas e a torre principal tem diversos andares. As torres representam as tribos magiares que formaram a Hungria.
Pelos terraços há mesinhas, nos pátios, músicos de rua. O nome Bastião dos Pescadores tem origem no antigo mercado de peixes que existia nas proximidades durante a Idade Média...
A Igreja de Matias (lado esquerdo da tela) e também em Buda, parte do terraço (foto do lado direito) que ao fundo, aparece o prédio do Parlamento – do outro lado do Danubio, em Peste.
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Na esquina da “Kapisztràn tér” com a “Országház utca” está uma igreja franciscana do século XIII, a Maria Magdolna Torony. Durante a ocupação muçulmana dos turcos, esta foi a única igreja que permaneceu cristã. Todas as outras foram convertidas em mesquitas. A capela foi destruída durante a Segunda Guerra e não foi reconstruída, exceto uma janela de pedra, como memorial.
Descemos a colina pela “Tárnok utca”, a mais importante e mais larga rua do bairro do Castelo. Há uma grande quantidade de lanchonetes, lojas de souvenirs e artesanato. Aqui está um restaurante bastante popular, informal e econômico, freqüentado principalmente por estudantes e jovens, o Tárnok. Por uns poucos florins pode-se comer a tradicional sopa húngara: goulash.
O “gulyás” ou goulash está para a Hungria como a feijoada está para o Brasil. É o prato típico deste país e trata-se de uma espécie de picadinho de carne com batatas. O segredo do sabor está na páprica doce e forte que é adicionada à receita.
Aliás, a páprica é o condimento nacional e a Hungria produz a melhor do mundo. Para os húngaros, é inconcebível comer “gulyás” sem comer depois uma massa com molho de ricota quente e pedacinhos de bacon chamada “turóscsusza tepertövel”...
Por falar em comida, não deixe de visitar o Mercado Municipal (foto abaixo), localizado em Pest... Um lugar fantástico e barato para se encontrar comidas típicas. Nele, eu comi “májas hurka” – uma espécie de salsicha feita de arroz com miúdos de porco...
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Balaton – Lago que na verdade é uma espécie de cidade de praia da Hungria.
Bélyegshop (a única casa filatélica que encontrei na cidade)
114 Budapest, XI., Bartók Béla út 33
E-mails: belyegshop@axelero.hu ou belyegshop@t-online.hu – http://www.belyegshop.hu/
Ars Una Studio – Cartões-postais de Budapeste (http://www.arsuna.hu/)
Hiran Herat (HHerat@worldbank.org) – Senior Financial Analyst
(conheci no Parque Kruger)
Nossos nomes: Kumu, Nish, Enoka.
Regional Office Hungary Bank Center, Granite Tower
Szabadság tér 5-7 | H-1944 Budapest
A fábrica das porcelanas Herend Porcelain Manufactory Ltd. está localizada na cidade de Herend, próxima a cidade de Veszprém, no Estado de Veszprém – região Oeste da Hungria.
Existe uma girafa reticulada maravilhosa, com maios ou menos 30 centímetros de altura que eu vi em Budapeste, a qual não tenho a imagem...
http://www.herend.com/
Endereço: Kossuth Lajos St. 140, 8440 Herend – Hungary.
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Lado esquerdo: Herend Porcelain Figurine. Lado direito: Porcelain Figurine...
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Lado esquerdo: Herend Porcelain Figurine Small Single Giraffe (N. 15357), Height: 5.25" ($580). Lado direito: Porcelain Figurine Large Giraffe (N. 15357), Height: 15.5" ($1.745). Ambas existem em 6 cores diferentes.
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Hollohaza – Made in Hungria.
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INFORMATIVO REFERENTE AO PEDIDO DE PASSAPORTE HÚNGARO
Válido a partir de 01 de agosto de 2002
Como regra principal somente poderão solicitar passaporte húngaro aqueles cuja cidadania húngara pode ser comprovada. Além do formulário de pedido de passaporte preenchido (de forma legível em húngaro) e assinado (estritamente dentro do retângulo indicado e conforme a lei húngara – sobrenomes antes dos nomes, igual ao passaporte húngaro), os interessados deverão apresentar:
Ao solicitar o passaporte húngaro, será registrado o nascimento, casamento, óbito do cônjuge, etc. do solicitante, em um cartório na Hungria. Para essa finalidade, todas as certidões apresentadas deverão ser entregues juntamente com a tradução para o húngaro. As traduções dos documentos deverão ser autenticadas pelo Consulado e a taxa de autenticação é cobrada por página. Deve-se apresentar os documentos originais e não a fotocópia. Se não quiser enviar o original para a Hungria, a taxa de autenticação da cópia é cobrada por página. Além disso há uma taxa de expediente geral que deve ser paga no ato de dar entrada ao pedido.
Os documentos enviados para registro do solicitante ficam retidos no cartório na Hungria. Após o registro, o solicitante recebe através do Consulado certidões emitidas na Hungria. A taxa para receber essas certidões é cobrada por unidade.
A taxa de solicitação do passaporte é de R$ 45,00 ou US$ 15,00 e o preço do passaporte – válido por mais de 5 anos – é R$ 90,00 ou US$ 30,00 que deverá ser pago ao solicitar o passaporte. No caso de perda ou roubo do passaporte o preço será dobrado. Ao receber o passaporte húngaro o solicitante deverá pagar ainda uma taxa de R$ 60,00 ou US$ 20,00.
A fim de reconhecer a autenticidade da assinatura que consta do formulário “KÉRELEM”, solicitamos comparecer pessoalmente, com documento de identidade válido, com foto. A taxa de reconhecimento de assinatura é cobrada.
O prazo para emissão do passaporte é de 6 a 12 meses, pois é feita a averiguação da cidadania húngara. Caso o solicitante de outras localidades envie os documentos e as taxas via SEDEX, aceitaremos cheque cruzado, nominal ao Consulado Geral da Hungria.
CIDADANIA HÚNGARA
A cidadania húngara pode ser provada através dos seguintes documentos:
– carteira de identidade húngara válida
– passaporte húngaro válido
– certificado de cidadania húngara, emitida há menos de um ano
Se Você não tiver algum dos documentos acima, sua cidadania húngara terá de ser averiguada. Sem entrar em detalhes sobre a lei de cidadania húngara, com base na sua resposta para as perguntas abaixo, podemos afirmar com grande probabilidade se Você tem ou não a cidadania húngara:
• Você, ou seus pais/avós já tiveram a cidadania húngara?
• Você, ou seus pais/avós já viveram no território da Hungria atual?
• Você, ou seus pais/avós saíram do território da Hungria atual depois de 1°
de setembro de 1929?
• Você, ou seus pais/avós se casaram só com cidadãos húngaros (ou brasileiros)?
• Você nasceu depois de 1° de outubro de 1957?
Se Você respondeu sim a todas as perguntas acima, então é muito provável que Você seja cidadão húngaro. Observamos que a sua cidadania brasileira (ou eventualmente outra) não afeta a sua cidadania húngara, já que pelas leis húngaras (e também brasileiras) é possível ter duas (ou mais de duas) cidadanias. Caso ainda tenha dúvidas, ou se Você respondeu não a alguma das perguntas acima, solicitamos entrar em contato com:
Consulado Geral da Hungria – Consulado Húngaro de São Paulo
Rua André Ampére,153 – Conjunto 42
CEP: 04562-080 – São Paulo (SP)
Telefones: (11) 5506-5011 e (11) 5506-5088
Horário de atendimento ao público: de segunda a sexta-feira das 9 às 12 horas
E-mail: huconsao@ciblis.net
Fonte: Embaixada da Hungria (http://www.hungria.org.br/).
Outras emissões: HUNGARY – MAGYARORSZÁG ou MAGYAR – REGATUL ROMANIEL (Hungria
ocupação romena)
1937 – Scott: 503/508. Feira Internacional de Budapeste (está escrito o nome
da capital, caso precisar para o zoo).
1949 – Scott: 851/855. Um deles é sobre as três raças.
1951 – Scott: 940/944. Crianças de várias raças.
1958 – Scott: 1210/1211. Bandeira Vermelha, Aniversário de 40 Anos da Fundação
do Comunismo Húngaro e Jornal.
1964 – Michelangelo
1971 – Scott: 2113. Equality Year Emblem. Intl. Year Against Racial Discrimination.
1973 – Scott: 2209. Introdução do Sistema de Código Postal. Mapa da Zona Postal
Húngara an latter-carrying crow.
1973 – Scott: 2219. Vascular system and WHO emblem. JT
1974 – Pablo Neruda
1974 – Scott: 2312. Segner and Segner crater on moon. Aniversário de 270 anos
do nascimento de Janos Andras Segner, naturalista.
1975 – Michelangelo
1976 – Sistema Métrico
1977 – Scott: 2477. Centenário do Jornal: Nepszava Newspaper.
1977 – Scott: 2485. Newton e Doublé convex lens. 250th anniversary death “Principia
Mathematica”.
1978 – Durer
1979 – Guliver
1980 – As sete maravilhas
do mundo antigo
1981 – Kálmán Kittenberger
1985 – Bíblia Totfalusi
1987 – Scott: 3073. Centenário da Expedição Africana realizada pelo explorador
Samuel Teleki (1845-1916).
1989 – Fotografia
1989 – Scott: 3213/3217. Paracelsus número 3214, valor 3f. JT
1991 – Scott: 3303/3306. Santos
Dumont – aviões e pioneiros da aviação.
1995 – Scott: 3503/3504. Pinturas Contemporâneas e Abstratas, de Laszlo Moholy-Nagy.
1996 – Scott: 358. Dia Internacional Contra as Drogas.
1996 – Scott: 3549/3552. Revolução Húngara, Aniversário de 40 Anos do Jornal.
1998 – Máquina fotográfica
2005 – Selos Astrologia
19?? – Hipócrates
Última atualização: 19/03/2008. |