HISTÓRIA DO REINO DA ESPANHA

A língua espanhola é testemunha do poderio alcançado no passado pelo país, que já dominou boa parte da Europa e quase todo o Continente Americano...

A Ibéria, como a Espanha era conhecida na Antigüidade, foi ocupada por fenícios, gregos e cartagineses, até ser conquistada e incorporada ao Império Romano em 45 antes de Cristo. Roma estabelece a unidade política e o cristianismo na península...

No início do século V, na época das invasões bárbaras, a Espanha é tomada pelos vândalos germânicos, posteriormente expulsos pelos visigodos. Em 711, Roderico, o último rei visigodo, é derrotado pelos mouros (árabes muçulmanos), que se apossam de quase toda a península...

Nos séculos X e XI surgem pequenos reinos cristãos no território espanhol que escapou à dominação muçulmana, como Navarra, Leão, Castela e Aragão. A partir do século XI, os reinos iniciam a reconquista, conseguindo a supremacia cristã no século XIII.

A reconquista cristã dura cinco séculos e termina em 1492, quando Fernando de Aragão e Isabel de Castela – que haviam unificado seus reinos pelo casamento – capturam Granada, última cidadela dos mouros. No mesmo ano, os árabes são expulsos definitivamente da península, também são expulsos os judeus, que fogem para Portugal e países mediterrâneos ou são convertidos ao catolicismo à força, criando o fenômeno dos cristãos-novos.

Entre 1517 e 1556 passa a fazer parte do império germânico dos Habsburgo, sob Carlos V. Em 1556, Felipe II é coroado rei da Espanha, dando início ao período absolutista.

Conquista da América

No reinado de Fernando e Isabel, chamados de “Reis Católicos” pela sua aliança com a Igreja, são financiadas as viagens de Cristóvão Colombo, que descobre a América em 1492 e dá início a um vasto império colonial espanhol no Novo Mundo. Hernán Cortés conquista o México dos astecas em 1521 e Francisco Pizarro derrota os Incas no Peru em 1532.

O rei Carlos I de Habsburgo (1516-1556), da família dos Habsburgos, herda o reino e se torna, decorrência de casamentos dinásticos, o governante mais poderoso da Europa: senhor da Holanda (Países Baixos), Áustria, Sardenha, Sicília e Nápoles e imperador do Sacro Império Romano-Germânico, com o título de Carlos V.

O catolicismo fervoroso dos reis espanhóis opõe a península ao emergente protestantismo na Europa. Em 1588, a poderosa Armada espanhola, chamada “a invencível”, é derrotada pela Inglaterra.

Na Guerra dos Trinta Anos (1618-1648), os Habsburgos espanhóis e austríacos atacam os holandeses, suecos e alemães, mas a participação da França ao lado das potências protestantes faz pender a balança contra Espanha e Áustria.

Com a Paz de Westfália (1648), a Espanha reconhece a independência da Holanda (Países Baixos) e rompe seus laços com o ramo austríaco dos Habsburgos.

Portugal e sua colônia do Brasil, que viviam sob o domínio da Coroa espanhola desde 1580, separam-se da Espanha em 1640. Em 1713, a Espanha perde os Países Baixos, Gibraltar, o ducado de Milão, o Reino de Nápoles e a Sardenha.

Guerra dos Trinta Anos

É a primeira grande guerra européia. Começa em 1618 como conflito religioso envolvendo católicos e protestantes e adquire caráter político em torno das contradições entre Estados territoriais e príncipes. Envolve a Áustria, Hungria, Espanha, Holanda, Dinamarca, França e Suécia, entre outros. Termina em 1648 com a Paz de Westfalia, na qual são reconhecidas as liberdades dos calvinistas e demais protestantes.

As devastações no território alemão, a redução da população, a disseminação da barbárie e a repressão sangrenta às mulheres acusadas de bruxaria facilitam a restauração do império pelos príncipes. Desaparece a hegemonia dos Habsburgo. Portugal, Áustria e Holanda conquistam a independência. França, Suécia, Bavária e Prússia ampliam suas áreas territoriais à custa da Alemanha.

A Espanha se alia em 1796 à França de Napoleão Bonaparte, que coloca no trono espanhol seu irmão José. A mudança provoca uma violenta resistência dos espanhóis, que temem as reformas liberais napoleônicas. José é derrubado em 1813, com a ajuda da Inglaterra.

No início do século XIX eclodem rebeliões nacionalistas na América, que transformam quase todas as colônias espanholas em países independentes (Simón Bolívar). O império colonial praticamente chega ao fim com a Guerra Hispano-Americana em 1898, quando a Espanha perde Cuba, Porto Rico, Guam e Filipinas para os EUA.

Guerra Civil Espanhola

A agitação anarquista e o nacionalismo na Catalunha no início do século XX levam o rei Alfonso XII a encorajar um golpe militar do general Primo de Rivera, em 1923, que dissolve as Cortes (Parlamento) e estabelece a ditadura. Em 1931, o rei é deposto e a República é proclamada.

A Frente Popular (FP), aliança entre republicanos, comunistas e socialistas, ganha a eleição de 1936. Militares liderados pelo general Francisco Franco sublevam-se no Marrocos Espanhol, em 17 de junho de 1936, contra a FP e obtêm o apoio de 50 guarnições de toda a Espanha.

A população invade os quartéis e toma armas para defender a FP contra os insurgentes, apoiados na oligarquia rural e na Igreja Católica. Iniciam-se violentos combates entre milícias populares (em grande parte lideradas pelos anarquistas ) e o Exército.

A guerra civil dura até 1939 e ganha dimensão internacional. Os republicanos têm o apoio da URSS, que envia armas e organiza as Brigadas Internacionais, com voluntários de vários países.

Os franquistas recebem a ajuda de Hitler e Mussolini, que mandam tropas e apoio aéreo. Cerca de 1 milhão de pessoas morrem no conflito. A vitória dos militares leva à ditadura de Franco, que governa até sua morte, em 1975.

Franquismo

Franco mantém a Espanha fora da II Guerra Mundial. Em 1947, o ditador restaura a Monarquia, que entra em vigor após sua morte. No período franquista, a Espanha se isola do restante da Europa, mas a ajuda econômica e militar dos EUA proporciona relativo progresso econômico a partir dos anos 60.

Redemocratização

Com a morte de Franco, em novembro de 1975, é coroado rei Juan Carlos I. Um gabinete moderado dá início a reformas políticas. No mandato do primeiro-ministro Adolfo Suárez são legalizados os partidos políticos, inclusive o comunista, e marcadas eleições legislativas.

Em junho de 1977 realizam-se as primeiras eleições livres desde 1936. Vence a União de Centro Democrático (UCD), de Adolfo Suárez. No Pacto de Moncloa, de 1978, partidos, sindicatos e outros setores selam o acordo que institui as bases legais do moderno Estado democrático espanhol.

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Miguel de Cervantes Saavedra (1547-1616)
Arte Barroca

Nasce em Alcalá de Henares, Espanha. Como soldado, participa de diversas batalhas e passa cinco anos prisioneiro de um corsário árabe. De volta à Espanha, tem dificuldades em adaptar-se e trabalha como coletor de impostos.

Seu livro mais importante é Don Quixote de la Mancha, onde o personagem-título, dividido entre a ilusão e a realidade, é o símbolo da face idealista e aventureira do espírito humano, arquétipo do lado realista e do bom senso.

Os selos da Espanha mostram Don Quichote e Sancho Pancha...

No centro da Praça da Espanha (Plaza de España), em Madri, fica um obelisco de pedra construído em 1928 e, em sua frente, está a estátua do escritor Miguel de Cervantes. Ao lado dessa praça está o Templo de Debot...

Em baixo da estátua (como podemos ver no selo abaixo, lado esquerdo da tela), encontra-se Dom Quixote montado em seu cavalo Rocinante, enquanto o seu gordo criado Sancho Pança cavalga ao lado, em um burro. À esquerda, pode-se ver Dulcinéia, a bela dama amada por Dom Quixote.

O selo acima (lado direito) foi emitido pelo Panamá em 1947, para comemorar os quatrocentos anos de aniversário do nascimento de Don Miguel de Cervantes Saavedra (1547-1947). O FDC no centro foi emitido pela Guiné Equatorial.

Cervantes escreve a primeira parte de Don Quixote, publicada em 1605, quando estava na prisão, envolvido em um caso de homicídio. A segunda parte do romance é publicada no ano da morte do autor.

Ao escrever Don Quixote, Miguel de Cervantes pretendia fazer uma sátira, paródia dos romances de cavalaria cortês. A obra, entretanto, acaba por se constituir em uma reflexão profunda sobre a condição humana e uma análise arguta dos confrontos entre desejo e realidade.

Outras emissões filatélicas nessa temática:
Albânia 1972 ou 1997 – Scott: 2242/2245. Yvert: 2136/2139. Victor Hugo (autor francês), Galileo Galilei (filósofo e matemático italiano), Charles Robert Darwin (biologista inglês), Miguel Cervantes (novelista espanhol). NT
França 1957 - Scott: 857/863 (7). Retratos: 10fr Michelangelo, 12fr Miguel de Cervantes, 15fr Rembrandt, 18fr Isaac Newton, 25fr Mozart, 35fr Wolfgang von Goethe, 8fr Nicolaus Copérnicus.

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MADRI

Plaza de Cibeles y Palacio de Comunicaciones

Em meados de maio, Madri, tem seu ápice de touradas com a festa de São Isidro.

Lar de El Greco – Catedral surpreendente.
Alcáçar mouro – Castelo-fortaleza onde Isabella foi feita rainha.

Comida – Tapas populares são a tortilha espanhola, uma omelete de batata, ovo e cebola, fatias finas de presunto Serrano, chouriços bem temperados, ou camarão sauté ao alho e óleo. O País Basco, capital gastronômica da Espanha, serve suntuosos pratos de frutos do mar e peixes. Os ricos cozidos das Astúrias, baseados em feijão branco e salsichas, são tradicionalmente regados com sidra. A Galícia valoriza seu menu com lula cozida e saborosos peixes ou empanadas de carne. O molho de alho e amêndoa da catalunha. O pimentão vermelho assado e os aspargos frescos de Navarra. As paellas de Valência. As abundantes azeitonas e peixe frito da Andaluzia.
Vinho – Rioja tinto ou vinhos frisantes “cava”, da Catalunha.
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BARCELONA

Barcelona foi fundada pelo imperador romano Augusto, por volta do ano 15 antes de Cristo e chamava-se Colônia Julia Augusta Paterna Faventia Barcino.

Sendo capital da Catalunha, hoje, a cidade é de uma arquitetura modernista e seu aeroporto “Prat” tem uma linha de ônibus que leva os turistas até a “Plaça de Catalunya”.

Três eventos importantes que ocorreram em Barcelona, fizeram com que a cidade experimentasse grandes transformações:

1. A exposição Universal, de 1888, no parque da Cidadela, que atualmente tem diferentes museus e o zoológico, e cujo pórtico de entrada era o Arco do Triunfo.

2. A exposição internacional, de 1929, trouxe importantes empreendimentos para a montanha de Montjuïc, assim como a construção do metrô.

3. E a celebração dos jogos Olímpicos, de 1992, que remodelou toda a orla e integrou a cidade ao mar.

Bairro Gótico, a igreja del Pí, a Plaça Sant Jaume onde se encontram a prefeitura e a Generalitat, a Catedral, a Plaça del Rei, o Palau de la Música e a igreja Santa María del Mar.

“Las Ramblas”, um amplo bulevar que começa na Plaça da Catalunya passando pela Fonte de Canaletes, Mecado de La Boquería, Plaça Real, pelo enigmático bar “Bosc de les Fades”, e chegando ao monumento de Colón, próximo ao mar.

Museo Nacional de Arte de Cataluña (MNAC) – Museu Nacional de Arte da Catalunha, localiza-se no Palácio Nacional, Parque Montjuïc, foi inaugurado em 29/04/1997.

Mercado de Pulgas, “Els Encants”. Pople Espanyol que reproduz 117 edifícios representativos da Espanha. Museu Picasso, natural de Málaga. Sua famosa “Fase Azul” é especialmente bem representada aqui. Templo del Tibidabo, arquiteto Enrique Sagnier (1858/1931).

Parque Guell (Gaudí), Monumento a la “Dona”. Plaza de Toros Monumental. Montjuic – Monumento a la Sardana y Palau Nacional. Parque de diversões e igreja no cumbre del Tibidabo.

Pepi Soto Arcos (conheci em 6/08/1997)
Nasceu em 18/11/1959, às 14 horas, Campanario – Spain
C. Norte, 8 b 3° 3° - 08207 - Sabadell, Barcelona – Espanha
(0034) (3) 716-1149 – Este prefixo é usado só internamente: (93) 716-1149
E-mail: sotoarcos@terra.es

Amalia Carrizo Diaz (conheci em 6/08/1997)
C. Doctor Gimbernat, 86, 1° 2° – 08203 – Sabadell, Barcelona – Espanha
E-mail: amalia@sumi.es

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Costa Brava – parte da região da Catalunha que debruça sobre o mar Mediterrâneo.

– Tossa de Mar, o paraíso azul, está na região chamada La Selva, falésias, praia Es Codolar e a Vila Vella da cidade.

– Outras cidades que seguem na costa: S’Agaró, Platja d’Aro, Sant Antoni de Calonge, Palamós, Sa Cova, N’Artigues, El Comtat de Sant Jordi, Aiguafreda e enfim, Calella de Palafrugell (calella é diminutivo de cala, enseada) é uma das três praias (as outras são Llafranc e Tamariu) de Palafrugell, no Port Bo de Calella se realizam festas em que se canta a habanera, ritmo levado para lá pelos imigrantes que retornavam de Cuba no século passado, licor de cremat.

– Depois a costa de Begur, cujas praias são dominadas pelos restos de um castelo fortaleza. Mais ao norte e afastada da costa, Torroella de Mantgrí, sede da cobla De els Montgrins, (coblas são os grupos de músicos que acompanham a sardana, dança muito antiga, típica da Catalunha e que nasceu naquela área do norte da Costa Brava).

– Na costa novamente a baía de Roses, aí se encontram o conjunto medieval de Sant Martí d’Empúries e o sítio arqueológico mais importante da catalunha, compreendendo, entre outros, a Neápolis, cidade grega fundada em 575 a.C., e uma cidade romana do século III a.C.

– Cadaqués, cidade que tem inspirado gênios da pintura como o barroco Pedro Costa ou o surrealista Salvador Dalí, que nasceu alí perto, em Figueras (Museu com vitrais de Dalí). Depois de ultrapassar o cabo de Creus, marcado pela desolação só quebrada pela presença de um farol, a chegada a Port de la Selva, aonde existe um mosteiro beneditino de Sant Pere de Rodes. E no final, a poucos minutos da fronteira com a França, Portbou fecha a Costa Brava. Assim, o viajante estará pronto a aceitar a lenda de que estas terras do litoral do Mediterrâneo nasceram do casamento de um pastor das montanhas com uma sereia saída das águas do mar, e acreditará, também, que o coração de São Pedro está enterrado na Serra dos Rodes, onde se ergue o mosteiro dedicado ao apóstolo pescador.


Pontevedra é a capital de las Rias Bajas e o rio Lérez corta toda a cidade. O monumento aos Heróis de Ponte Sampaio fica entre a Alameda e a praça da Espanha, em frente ao Ayuntamiento.

Ramón Garcia Pinal (conheci em 3/06/1998)
Calle da Alameda, 8 – 3° B, 36002 – Pontevedra – Espanha


Outras emissões: SPAIN
1960 – Murillo
1965 – Padre José de Anchieta
1967 – Arte Rupestre
1969 – Scott: 1566. DNA Código Genético. JT
1974 – Trajano
1975 – Scott: 1909/1916. Cenas do Apocalipse. Blessing of the birds 1 pts. JT
1980 – Scott: 2221. The Creation, tapestry, Genova Catedral. JT
1981 – Picasso – Guernica
1986 – Aristóteles
1986 – Scott: 2500/2503. Spanish-islamic cultural heritage. 7p: Abd Al Rahman II (792-852), 4th independent emir of Cordoba. 12p: Ibn Hazm (994-1064), scholar. 17p: Al-Zarqali (1061-1100), astronomer. 45p: Alfonso VII, scholar, Toledo School of Translater. JT
1989 – Gabriela Mistral
1989 – Altamira
1993 – Scott: 2711/2712. Desenho estilizado sobre peregrinos homenageando Saint James de Compostela. JT
1994 – Salvador Dalí
1995 – Auguste e Louis Lumiere
1995 – Câmera fotográfica
1997 – Artistas espanhóis: Ortiz-Echague (fotógrafo)
1998 – Scott: 2943/2944. Personagens populares: Félix R. de la Fuente – ativista da vida selvagem. JT
1998 – Scott: 2974. Spanish Olympic Academy, 30th Anniv. Bust of Plato and amphora. JT
2000 – AIDS
2004 – Salvador Dalí

Nota: “Euskal Herriko Errepublica”, também conhecida como “Republica del Pais Vasco” ou Vasco, Republica del (Basque, North Spain). Não possui correio local, entretanto parece que são emitidos selos postais por razões de fundo político...

GIRAFAMANIA
Última atualização: 15/10/2008.
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