Sua origem remonta ao século X antes de Cristo, quando tribos teutônicas se instalaram no atual território da Alemanha.
A região é conquistada por Júlio César em 53 antes de Cristo. Com a desintegração do Império Romano, em 476, são criados vários reinos germânicos, consolidados pelo imperador franco Carlos Magno entre 772 e 802.
Além de anexar a Saxônia, a Baviera, a Renânia e outras terras ao domínio do Sacro Império Romano, Carlos Magno converte os germânicos ao cristianismo. O domínio franco encerra-se em 911 com a eleição, pelos duques germânicos, de Konrad I, o primeiro rei da Alemanha.
Em 962, Otto I torna-se imperador do Sacro Império Romano-Germânico (sua tumba está na catedral gótica de Magdeburg, no Estado da Saxônia-Anhalt). Entre os séculos XI e XII, os domínios germânicos expandem-se a leste, mas as lutas entre príncipes e conflitos com o papado enfraquecem a centralização monárquica.
A Reforma Protestante e a Guerra dos Trinta Anos (1618-1648) contribuem para a manutenção da fragmentação política. Em 1815, com o fim das guerras napoleônicas, é organizada a Confederação Germânica, sob hegemonia da Áustria e da Prússia.
Essa região tem vigoroso crescimento econômico a partir de 1834, com a criação de uma união aduaneira. As revoluções populares de 1848, marcadas pelo nacionalismo e por aspirações liberais, levam à formação do primeiro Parlamento germânico, em Frankfourt.
Em 1862, Otto von Bismarck torna-se chanceler da Prússia, introduzindo um programa de desenvolvimento industrial e modernização do Exército. A unificação alemã envolve guerras contra a Dinamarca (1864), Áustria (1866) e França (1870). Em 1871, Guilherme I é proclamado kaiser (imperador) do II Reich. A partir de 1880, o país conhece uma fase de expansão econômica e colonial.
Sob Guilherme II, a Alemanha apóia o Império Austro-Húngaro contra a Rússia, o que leva o país à I Guerra Mundial. Abaixo, o cartão-postal mostra o Kaiser Wilhelm II (1901).
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Com a derrota, a República é proclamada em 1919, na cidade de Weimar. O Tratado de Versalhes proíbe o rearmamento alemão, impõe perdas territoriais e pesadas reparações de guerra. A República de Weimar (1919-1933) vive grave crise econômica e social. A inflação dispara como resultado da emissão de moeda para pagamento das dívidas de guerra.
Em 1924, o país reorganiza seu sistema monetário e estimula a indústria. Por cinco anos, a Alemanha vive em relativa paz e prosperidade, até que a crise mundial de 1929 a atinge. Milhões de desempregados juntam-se ao Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães, o partido nazista, liderado por Adolf Hitler.
Nazismo (1933-1945)
Em 1933, Hitler torna-se chanceler e transforma a Alemanha em uma ditadura dominada pelo partido nazista. Inicia o rearmamento do país e suprime liberdades políticas e civis. Em 1938, a Áustria e os Sudetos, região alemã da Tchecoslováquia, são anexados por Hitler.
A invasão da Polônia pelos alemães, em 1939, desencadeia a II Guerra Mundial. Com Itália e Japão, a Alemanha forma uma aliança militar conhecida como Eixo, que obtém vitórias expressivas entre 1940 e 1942. Os nazistas criam campos de concentração na Europa Oriental e eliminam milhões de oposicionistas, judeus, ciganos e homossexuais...
A partir da derrota diante dos soviéticos na Batalha de Stalingrado, em 1943, o III Reich começa a ser expulso dos territórios ocupados. Tropas aliadas invadem a Alemanha em 1945. Em maio, o país rende-se incondicionalmente à URSS, aos EUA, o Reino Unido e à França. Pelos acordos de Yalta e Potsdam (no Estado de Brandenburgo), a Alemanha é dividida pelos aliados: os ocidentais ocupam o oeste e a URSS, o leste. O país perde territórios para a Polônia e a URSS...
Em 1949 são criadas a República Federal da Alemanha (RFA, ou Alemanha Ocidental), capitalista, e a República Democrática Alemã (RDA, ou Alemanha Oriental), socialista.
No governo do primeiro-ministro democrata-cristão Konrad Adenauer, de 1949 a 1963, a RFA tem um período de prosperidade, principalmente em função da ajuda econômica norte-americana do Plano Marshall.
A Alemanha torna-se o centro do conflito entre EUA e URSS durante a Guerra Fria. Em 1948, os soviéticos ordenam o Bloqueio de Berlim, que é rompido por uma gigantesca ponte aérea dos EUA.
Uma revolta de trabalhadores em Berlim Oriental é esmagada pelo Exército soviético em 1953. Em 1955, a Alemanha Ocidental ingressa na Otan, a aliança militar ocidental. A Alemanha Oriental reage e adere, no mesmo ano, ao Pacto de Varsóvia, aliança militar liderada pela URSS.
Em 1961, autoridades orientais constróem o Muro de Berlim para deter o fluxo de refugiados para o Ocidente. O processo de aproximação entre as duas Alemanhas inicia-se no final da década de 60, estimulado pelo chanceler ocidental Willy Brandt, do Partido Social-Democrata.
Em 1973, RDA e RFA entram na ONU e reconhecem-se mutuamente no ano seguinte. Na Alemanha Ocidental, os democrata-cristãos voltam ao poder em 1982, com a eleição de Helmut Kohl, que substitui o social-democrata Helmut Schmidt.
O dirigente alemão-oriental Erich Honecker, no poder desde 1971, resiste à liberalização no bloco comunista, deflagrada em 1985 pelo dirigente soviético Mikhail Gorbatchov.
Em 1989, milhares de alemães-orientais passam para a Alemanha Ocidental pelos territórios da Hungria e da Áustria. Em outubro, manifestações pró-democracia levam à substituição do linha-dura Honecker por Egon Krenz. Em novembro, a queda do Muro de Berlim abre o processo de reunificação. São marcadas as primeiras eleições livres da RDA.
Em 1990, a Aliança pela Alemanha, pró-unificação, vence as eleições; Lothar de Maizière é nomeado primeiro-ministro da RDA. Impulsionada por Kohl, realiza-se a unificação monetária (julho) e política (outubro) em 1990. O Exército alemão-oriental é extinto, o Parlamento unificado ratifica o Tratado da União e confirma Kohl no cargo de chanceler.
O país paga um preço alto pela reunificação. A desmontagem do parque produtivo da parte oriental provoca desemprego maciço. Altas taxas de juro, fixadas pelo Bundesbank (banco central), causam recessão. Num clima social tenso, imigrantes sofrem atentados de grupos neonazistas.
Em 1993, o Parlamento limita o direito de asilo político. Garantias sociais, que eram o orgulho da DGB – a mais forte central sindical da Europa -, são revistas em nome da competitividade da indústria alemã. Em 1994, Helmut Kohl e sua coligação de centro direita permanecem no poder: União Democrata-Cristã (CDU), União Social-Cristã (CSU) e Liberal-Democrata (FDP).
Em maio de 1994, o Bundestag (Parlamento) elege Roman Herzog, da CDU, presidente. A economia cresce 1,9% em 1995, contra uma projeção de 2,9%. O governo propõe, em abril de 1996, um programa de austeridade com corte de benefícios previdenciários.
Cerca de 350 mil pessoas saem às ruas, numa das maiores manifestações do pós-guerra. Embora os protestos continuem, o projeto é aprovado em setembro. Em novembro de 1996, o Parlamento anuncia que Bonn manterá funções governamentais depois do retorno da capital legislativa para Berlim, em 1999.
No início de 1997, o déficit público mantém-se acima dos 3% do PNB, máximo admitido como pré-condição para os países da União Européia (UE) adotarem a moeda única (euro) em 1999. Em fevereiro, Kohl propõe aumento de impostos como saída para o rombo orçamentário de cerca de US$ 10 bilhões e um novo corte na Previdência.
O mês de março de 1997 é marcado por greves e protestos contra a política recessiva e de redução dos gastos públicos. Em abril, a justiça alemã responsabiliza o governo do Irã pelo assassinato, ocorrido em Berlim, em 1992, de quatro oposicionistas curdos.
A decisão provoca uma crise diplomática e a retirada dos embaixadores da UE (exceto Grécia) de Teerã. Ainda em abril, Helmut Kohl admite que irá candidatar-se ao quinto mandato, nas eleições de outubro de 1998. Em maio, o total de desempregados no país atinge a marca de 4,36 milhões, recorde desde a II Guerra Mundial.
Durante reunião da UE em Amsterdã, Países Baixos, em junho, Kohl cede à exigência do novo governo socialista da França e assina documento sobre a coordenação das políticas econômicas européias visando combater o desemprego.
Em setembro, a neonazista União do Povo Alemão quase consegue representação no Parlamento de Hamburgo (4,9% dos votos), enquanto o vencedor Partido Social-Democrata mostra o pior desempenho em meio século (37%).
Em agosto, o ex-líder da Alemanha Oriental Egon Krenz é condenado pela justiça a seis anos e meio de prisão. Krenz é acusado de quatro dos 900 assassinatos de alemães-orientais que tentaram fugir para o Ocidente, escalando o Muro de Berlim...
A fábrica alemã de brinquedos de madeira, Ostheimer (http://www.ostheimer.de/), tem em sua coleção “Exotische Tiere” quatro girafas...
Wooden Animal Toy Giraffe = Ostheimer wooden animal toy giraffe. Alder and
maple wood with natural finish. 8" tall. Ages 3+
Wooden Animal Toy Giraffe Baby = Ostheimer wooden animal toy giraffe baby. Alder
and maple wood with natural finish. 5 1/2" tall. Ages 3+
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Na sequência da foto acima: Giraffe groß stehend Nr. 21801 / Giraffe klein Kopf hoch Nr. 21803 / Giraffe klein gebeugt Nr. 21804 / Giraffe groß laufend Nr. 21802. Nota: eu tenho uma grande que embaixo tem a numeração 5208, adquirida em 08/97...
A indústria de plástico alemã “Schleich”, foi fundada por Friedrich Schleich como companhia, em 1935. Famosas, as primeiras figuras Schleich apareceram nos anos de 1950. Naquela época, a empresa se concentrou no desenvolvimento, produção e comércio de figuras cômicas. Elas ainda são populares e bem conhecidas, como os Smurfs, o Snoopy, o Muppet Show, entre outros.
Desde o início dos anos de 1980, a empresa adicionou figuras de animais a seus produtos. Os brinquedos sobre animais do mundo, criados através dos tempos, são verdadeiras representações da natureza, em pequena escala. Estão presentes desde os dinossauros até os animais domésticos e selvagens dos dias atuais.
Schleich como uma companhia está em sua terceira geração de proprietários. Hoje, a empresa tem filiais em Lyon, na França (www.schleich-s.fr), em Ottawa, no Canada (www.schleich-s.com) e em Herts, no Reino Unido (www.schleich-s.co.uk).
Schleich GmbH
Am Limes 69, 73527 Schwäbisch Gmünd – Germany
E-mail: schleich@schleich-s.de – HomePage: http://www.schleich-s.de/
Abaixo, lista de todas as girafas feitas pela empresa... Agradeço a contribuição do senhor Franclim F. Ferreira e de seu “amigo” Franz (feedback@tiewe.de – http://www.tiewe.de/); as fotos de fundo azul são da página (http://www.tiewe.de/wGiraffen.html).
A primeira girafa da Schleich (entenda-se da produção pós-1983, com tamanho e qualidade semelhantes aos da atualidade) é a “Giraffenkuh” (14028) – girafa fêmea em alemão, a qual existe em três versões que foram produzidas entre 1989 a 1998.
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Nota: Tenho, felizmente, as três variantes, as duas primeiras, aliás, feitas em Portugal! Qual o meu espanto, entretanto, ao verificar que essas duas primeiras versões não são nada fêmeas! Só a terceira variante é que, realmente, é uma fêmea...
Segue-se a Girafa bebê (14094), fabricada de 1994 a 1998 (lado direito da tela) e depois a Girafa macho (14099), também fabricada de 1994 a 1998 (lado esquerdo).
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Três girafas foram fabricadas entre 1999 a 2003: Girafa bebê (14147), Girafa macho (14149) e Girafa fêmea (14161), O macho foi adquirido em Paris, na França (08/03). Nota: existe variedade de tom mais claro e mais escuro...
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Finalmente, desde 2004, a Schleich oferece em seu catálogo a série “Vida Selvagem” (Wild Life), pintada à mão, compreende 72 modelos de animais. Em relação à família dos girafídeos, existem 3 peças que foram baseadas em animais do Zoológico de Berlim, duas girafas (mãe e filhote) e um ocapi.
Todos descritos abaixo: Girafa fêmea (14320) e Girafa jovem (14321), ambas adquiridas em Frankfurt, na Alemanha (07/06), e o ocapi (fabricado em janeiro de 2007), adquirido na Galeria Vittorio Emanuele, em Milão – Itália (08/07).
| Girafa fêmea – Giraffe Female Artigo: 14320 Medidas em mm: 130L x 33W x 139H |
Ocapi – Okapi Artigo: 14361 Medidas em mm: 100L x 45W x 120H |
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| Girafa filhote – Giraffe Calf Artigo: 14321 Medidas em mm: 98L x 25W x 90H |
Abaixo, os dois lados da Girafa fêmea (14320); 2003 Made in China; Produzido 2004
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Existem também as peças “minis” que desconheço a data de fabricação... As três fotos da esquerda girafinha (10033), a qual existe em 4 variações e, a foto da direita, a girafa (12006). Não tenho nenhuma delas...
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ACONTECEU
Selo de Audrey Hepburn é vendido por valor recorde em leilão
Berlim, 7 de Outubro de 2005 – do Portal Uol/Cinema
Um selo alemão de 2001, com a imagem da atriz Audrey Hapburn foi leiloado por 135 mil euros, valor recorde para um selo de menos de dez anos de idade, anunciou nesta sexta-feira, em Dusseldorf (oeste), a casa de leilões Selzmann. O selo que mostra a atriz (1929-1993) com um chapéu e uma piteira nos lábios foi adquirido pelo diretor da sociedade de serviços “SJB FondsSkyline”, Gerd Bennewirtz.
Muito procurado por colecionadores de todo o mundo, o selo teve um lance inicial de 50 mil euros. Fazia parte de uma série impressa há quatro anos pelo Serviço dos Correios Alemães e da qual foram comercializados 14 milhões de exemplares. No entanto, um dos filhos de Audrey Hepburn, alegando que o selo passava uma imagem negativa de sua mãe, se opôs à sua circulação. O filho da atriz ganhou o processo aberto na Justiça alemã e a série de selos teve que ser destruída. No entanto, três exemplares se salvaram.
Em junho passado, outro selo com a imagem de Audrey Hepburn foi arrematado em leilão por 58 mil euros na localidade alemã de Wiesbaden (oeste). A atriz, nascida na Bélgica, filha de mãe holandesa e pai britânico, se tornou uma lenda em Hollywood por atuar em clássicos do cinema como “Bonequinha de Luxo”, “Minha Bela Dama” e “Sabrina”.
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Última atualização: 21/07/2008. |