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Dinastia Ming (1368-1644)
Na Dinastia Ming os chineses retomam o poder... É considerada a mais estável e a mais próspera de todas as Dinastias... O fim da Dinastia Ming ocorre com o suicídio do último imperador...
Alguns dos imperadores durante a Dinastia Ming (1368-1644):
Abaixo, período de vida de personalidades relacionadas com a girafa:
Impérios e reinos africanos mantinham relações comerciais com os chineses e, estes, já faziam expedições marítimas para a África Oriental muito antes de povos europeus...
Desconhecida fora do continente africano, a girafa despertava de tal modo a curiosidade que era enviada para outros países como presente diplomático. Uma das primeiras referências narra sobre um presente do Sultão de Malindi (costa do Quênia) ao imperador chinês Yongle, da Dinastia Ming.
Yong-le, também chamado de Yung-lo ou Yong-lo, foi um governante expansionista entre 1403 a 1424 que soube usar o poder naval durante a Dinastia Ming – considerada a mais estável e próspera de todas...
Hongwu fundou a Dinastia Ming, após expulsar para além da Grande Muralha o último imperador mongol de Pequim... Em 1360, em Nanquim, nasce o seu quarto filho com o nome de Chu Ti que já com dez anos, tornou-se príncipe de Yen – antigo nome da região de Pequim.
Aos vinte, assumiu o cargo de vice-rei de seu principado que depois se transformaria em capital do império chinês. Aos vinte anos assumiu o cargo de vice-rei de seu principado.
Terceiro imperador da Dinastia Ming subiu ao trono em 1402/3, após derrubar seu sobrinho, o imperador Chu Yun-wen. Com o nome de Yongle ou Yong-le, transferiu a capital para Pequim.
Em Pequim ele edificou a Cidade Proibida (entre 1406–1420), Floresta Proibida (zoológico particular do imperador), o Palácio de Verão, o Templo Celestial (dedicado a cerimônias religiosas aos céus em agradecimento à boa colheita) e o seu Mausoléu – onde foram enterrados, sucessivamente, os 13 imperadores da Dinastia Ming.
Ele revogou todas as mudanças feitas pelo antecessor e ordenou que se reescrevesse a história do país, como se o sobrinho jamais tivesse reinado. Yong-le morre em 1424.
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No início do século XV, a serviço dele, o almirante eunuco Zheng He empreendeu sete expedições marítimas que o levaram entre o porto chinês de Nanquim a outros portos distantes.
Uma frota de centenas de navios chineses desceu o Oceano Índico até Calicute, na Índia, navegou pelo Golfo Pérsico e percorreu a costa oriental da África.
Através dos barcos do comandante Zhen He, em sua quarta expedição realizada em 1415, chegou à China a primeira girafa – presente do sultão de Malindi (Quênia) ao imperador chinês Yongle.
Toda corte se reúne em uma das portas de Beijing, num dia de verão, no vigésimo ano do Imperador, para ver o zhi lin – animal mítico da felicidade.
Na China, zhi lin ou qilin é um animal mítico considerado sinal de boa sorte e felicidade, tem cabeça de dragão, corpo de veado, pescoço de cachorro, pernas de cavalo e rabo de vaca. Simboliza benevolência do imperador e aparece quando este reina com prosperidade e ascendência.
Depois de uma homenagem, Yongle mandou Zheng He para a sua quinta viagem (1417–1419) levar o embaixador de volta...
A primeira girafa que chegou à China foi considerada um presente muito auspicioso, pois chamada na língua da antiga Somaliland (atual norte da Somália) de girin – também uma antiga expressão utilizada na China “chi'i-lin” (uma espécie de unicórnio), assim como uma cidade do leste do país: jilin, imediatamente, foi nomeada pelos chineses de qilin.
Logo ela virou emblema de paz, harmonia e virtude, tornando-se o animal mítico da felicidade. Ela se juntou com outras criaturas exóticas no zoológico particular do imperador: a Floresta Proibida.
“Os ministros e o povo todo se juntaram para ver o animal, e sua alegria não conhece limite. Eu, vosso servidor, ouvi dizer que quando um sábio possui a virtude da máxima benevolência, tal que ilumina até os lugares mais escuros, então aparece um zhi lin. Isso mostra que a virtude de Vossa Majestade iguala aquela dos céus.” Shen Du – artista que pintou a primeira girafa que chegou na corte Ming, dirigindo-se ao Imperador.
Abaixo, a girafa pintada sobre seda em 1415, China, por Shen Du ou Zhen Tu (1357-1434), que foi um poeta, pintor, calígrafo, favorito do imperador Yongle. Os chineses chamaram a girafa de qilin (ch'i-lin). Shen Du compôs the following poem about the giraffe he painted:
In the corner of the western seas, in the stagnant waters of a great morass,
Truly was produced a qilin (ch'i-lin), whose shape was as high as fifteen feet.
With the body of a deer and the tail of an ox, and a fleshy, boneless horn,
With luminous spots like a red cloud or purple mist.
Its hoofs do not tread on living beings and in itts wanderings it carefully
selects its ground.
It walks in stately fashion and in its every motion it observes a rhythm,
Its harmonious voice sounds like a bell or a musical tube.
Gentle is this animal, that has in antiquity been seen but once,
The manifestation of its divine spirit rises up to heaven's abode.
University of Minnesota (www.umn.edu), Department of History (www.hist.umn.edu).
Homepage URL: www.hist.umn.edu/hist1012/index.html
www.hist.umn.edu/hist1012/primarysource/shendu.htm
Wikipedia (http://en.wikipedia.org/wiki/Image:ShenDuGiraffePainting.jpg)
East Asian Art no Museu de Arte da Filadélfia – Tribute Giraffe with Attendant, Made in China. Ming Dynasty (1368-1644), 1414, Yongle Period (1403-1424). Artist/maker unknown, Chinese Ink and color on silk; mounted as a hanging scroll (tinta chinesa e cor sobre tecido de seda; montado como um pergaminho suspenso com ornamentos). Tamanho: 80 x 40,6 cm. Mount (suporte): 171,5 x 53,3 cm. Gift of John T. Dorrance, 1977.
Tribute giraffe from Bengala (Bengal), by Shen Du, in 1414. Copy of Ming Dynasty 1414 painting.
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The Forbidden City – Author Written by Frances Wood (88 páginas – ISBN: 0 7141 2789 2)
The Forbidden City in the middle of Beijing was the hub of Imperial China from the 15th to the 20th century. A city within a city, its inhospitable red walls enclosed the seat of government, the imperial palace, huge lakes dotted with islands and pleasure-boats, workshops producing clothing, furniture and luxury items for the court, and a zoo with horses, cats, elephants and the occasional giraffe.
For hundreds of years, thousands of eunuchs served their imperial masters within the Forbidden City, taking control of the flow of administrative documents and the daily needs of the emperor and the women of the palace. This lively book introduces the reader to the colourful characters who inhabited the Forbidden City, and vividly evokes the strictly prescribed rituals that made up life between its walls.
From the strong intellectual and political character of the Ming dynasty through the robust warrior spirit of the Qing, Frances Wood's thematic tour recalls the most intriguing and exciting moments – whether official or domestic – of that extraordinary era.
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O MÍTICO QILIN (http://en.wikipedia.org/wiki/Qilin)
Um qilin, também escrito kylin (pinyin: qi2 lin2; Cantonese: kay-lun), é uma criatura mítica chinesa. Dizem que quando este animal aparece, mostrado com fogo no corpo, é sinal de bom presságio... (traduzido como serenidade e prosperidade).
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Sobre a natureza da besta: Embora pareça assustador, o qilin somente pune os pecadores. Sendo uma criatura pacífica não inclui carne em sua dieta. Existem variações na aparência do qilin, embora seja visto apenas na China, ele aparece com diferenças culturais entre as Dinastias.
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Na Dinastia Ming (1368-1644) o qilin é representado como um animal com cabeça de leão, com apenas um chifre e pele sem marcas, aparentando um animal real. Ele é às vezes traduzido como um “unicórnio chinês” em inglês, porque nesta variação ele é similar ao unicórnio.
Aproximando-se deste exemplo pode ser encontrado como uma besta com cabeça de dragão e um par de chifres e pele com escamas, parecido com os qilins das dinastias passadas e com o kirin do Japão.
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Na Dinastia Qing (dinastia subsequente, com predominância Manchúria, 1644-1911), o qilin é um animal muito mais extraordinário. A besta mítica também têm patas, mas possui a cabeça de um dragão, os chifres de um veado, a pele e as escamas de um peixe e o rabo de um leão.
Em japonês, qilin é chamado de kirin. A arte japonesa tende a mostrar o qilin mais como um antílope pequeno do que a arte chinesa.
Quando a China regeu os Mares!
As Sete Expedições Marítimas de Zheng He!
Última atualização: 17/11/2009. |