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REINO HACHEMITA DA JORDÂNIA (25/05/1946)
ex-Emirado da Transjordânia (1920)

Bandeira Nacional da Jordânia

Animal-símbolo – / Ave Nacional – Sinai Rosefinch (Carpodacus synoicus)?

Lema: “الله، الوطن، المليك” [Transliteração: Allāh, Al-Waṭan, Al-Malīk] (“Deus – a Pátria – o Rei”, em árabe)

Jordania – Jordan – Jordanie – Jordanien – Trans-Jordan
Nome oficial – Al-Mamlaka al-Urdunnyia al-Hashimiya / The Hashemite Kingdoom of Jordan.
Capital – Amã (Amman).
Religião – Islamismo 92% (sunitas), Cristianismo 8% (1995).
Soberano – Abdullah Bin Al Hussein (Amir Abdullah ibn Hussein), funda a dinastia Hachemita, é rei entre 1946-1951. Hussein rei entre 1952-1998?... Abdullah II (desde 1999). Dinastia: Al-Hussein.
Moeda (numismática) – dinar jordaniano (sistema monetário “dinar”), 1 Dinar = 1.000 Fils. (Jordan Dinars ou Jordanian Dinar), unidade monetária oficial desde 1949. Código internacional ISO 4217: JOD. Anteriormente, Piastra/Millimes...

Considerada uma das nações mais ocidentalizadas do Oriente Médio a Jordânia possui metade de sua população composta de palestinos. Apesar disso, o rei Hussein, afastou gradualmente o país do confronto com os israelenses; é o país árabe com o qual Israel tem sua fronteira mais extensa.

Quase no meio dela se situa o Mar Morto, rico em depósitos minerais e conhecido como a maior depressão do mundo (394 metros abaixo do nível do mar). Entretanto, a saída navegável para o oceano é assegurada à Jordânia pelo Porto de Ácaba, no extremo sul. Mesmo constituído de desertos em 80% de seu território, o país exporta alimentos para as nações vizinhas.

Cartão-postal de Wadi Rum, Deserto de Aqaba; Salhani Establishment Printing, Damasco – Síria, 1985.

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História da Jordânia e História Postal

Babilônios, persas e gregos impõem sucessivamente domínios na região, originalmente habitada por amonitas, amorreus, moabitas e edomitas. A partir do século VII antes de Cristo, a presença mais expressiva é a dos nabateus, povo nômade que constrói uma próspera civilização, beneficiando-se do controle de importante rota de caravanas.

Em 64 antes de Cristo é conquistada pelos romanos, que anexam a região à província da Síria. Segue-se um período em que a província se submete ao Império Bizantino... A conquista árabe é assinalada pela tomada de Damasco, em 635, e pela de Jerusalém, em 638. O idioma árabe e a religião islâmica passam a ser predominantes na região.

No século XVI ocorre a ocupação do território pelos turcos, que o tornam parte do Império Turco-Otomano. Até 1918, e durante o Império Otomano na Jordânia, os únicos selos usados foram emissões otomanas... Com a derrota dos turcos na I Guerra Mundial, a área a leste do rio Jordão, que corresponde aproximadamente ao atual território jordaniano, é incorporada à administração britânica da Palestina.

Entre 1919 a 1920, e durante o último reinado de Faisal, uma nova coleção de selos mostrava o emblema do reinado árabe. Mas o estabelecimento do Emirado da Transjordânia, em 1920, tornou possível a introdução de selos sírios, ao invés dos usados pelo reinado árabe.

A Transjordânia, é oferecida pelos britânicos ao príncipe Abdullah Bin Al Hussein. Ele proclama a independência da Transjordânia, já formalmente separada da Palestina, em maio de 1923. Somente em 1928 seu governo é reconhecido pelo Reino Unido, que continua a manter o controle sobre as finanças, as Forças Armadas e as relações internacionais do emirado...

Abaixo (lado direito da tela), o primeiro selo postal emitido durante o mandato britânico em 1920 (Scott: 1), com valor facial de 1 millieme (marrom), ele foi remarcado em um selo da Palestina (Palestina Overprint).

Após 1922, o país criou a marca postal com o nome de Emirado da Transjordânia. O primeiro data de 1923 (Scott: 73, SG: 98A), com valor facial de 1 m (marrom), também foi remarcado em um selo da Palestina e marca a Independência...

Cinco anos mais tarde, em 1927 (Scott: 145, SG: 159), com valor facial de 2 mils (azul, lado esquerdo da tela), foi emitido o primeiro selo postal “TRANSJORDAN” que mostra a figura do último príncipe, Abdullah Bin Al Hussein.

A Jordânia foi território turco até ser estabelecida como um mandato britânico, em 1920. Sua independência só é admitida pelos britânicos em 1946. Proclamado rei em 25/05/1946, Abdullah funda a dinastia Hachemita.

Nota: A primeira coleção de selos do país apareceu em 1932, com vários desenhos de monumentos históricos e arqueológicos, também diferentes selos com o príncipe Abdullah I. Assim continuaram a ser produzidos, comemorando eventos históricos, tal como a declaração da independência em 1946, o estabelecimento do Parlamento em 1947, a união dos dois lados do rio Jordão em 1952 e a coroação do último rei Hussein.

A história contemporânea do país é fortemente influenciada pela criação do Estado de Israel, em novembro de 1947. A Palestina é dividida em dois estados: um árabe e outro judeu. O mundo árabe não reconhece a decisão...

Em maio de 1948, com o término oficial do mandato britânico na Palestina, forças militares egípcias, sírias, libanesas, iraquianas e transjordanianas invadem Israel. Israel vence o conflito em abril de 1949 e amplia seu território.

A Transjordânia também estende seu território com a conquista das áreas palestinas a oeste do rio Jordão, conhecidas como Cisjordânia ou West Bank (parte ocidental do rio Jordão). A cidade de Jerusalém é dividida entre Israel e Transjordânia, que, em junho de 1949, adota o nome de Jordânia.

O rei Abdullah é assassinado por um extremista palestino em 1951, e substituído por seu filho Talal. Este, por sua vez, é afastado pelo Parlamento no ano seguinte, em consequência de problemas mentais. Com apenas 16 anos, Hussein, filho de Talal, sobe ao trono em 1952.

O selo abaixo, emitido em 1952 (Scott: 275), mostra a união da Jordânia, incluindo o lado ocidental do rio “COMMEMORATING THE UNITY OF JORDAN”; mas 15 anos depois a Jordânia perdeu o lado ocidental para Israel, na Guerra dos Seis Dias... O selo mostra ainda a inscrição “THE HASHEMITE KINGDOOM OF THE JORDAN” e a data 24/04/1950.

Amparado por assessores ingleses, o jovem rei inicia um processo de aproximação política com o Iraque – à época, outra Monarquia Hachemita. Em fevereiro de 1958, a Jordânia e o Iraque unificam-se, formando a Federação Árabe. Esta é dissolvida cinco meses depois, com o golpe militar que proclama a República no Iraque.

A Jordânia reforça os vínculos com o Ocidente e se torna um dos principais aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio. Em 05/06/1967 eclode a Guerra dos Seis Dias... Em ataque fulminante, os israelenses derrotam as forças egípcias, sírias, iraquianas e jordanianas. A Jordânia perde a Cisjordânia e as posições que ocupava na cidade de Jerusalém...

O país começa a receber, após o conflito, o afluxo maciço de refugiados palestinos, colocando em risco o apoio social à Monarquia Hachemita. A instabilidade política aumenta com a atuação regional das organizações guerrilheiras palestinas, que formam um poder paralelo dentro da própria Jordânia. O rei Hussein reage, em 1970, com um massacre de militantes palestinos pelo seu Exército, no episódio conhecido como Setembro Negro. Os sobreviventes são expulsos para o Líbano.

A partir de 1974, as relações jordanianas com os palestinos começam a normalizar-se, quando Hussein defende, na reunião do mundo árabe em Rabat, Marrocos, a OLP e seu dirigente máximo, Yasser Arafat, como únicos representantes do povo palestino. Em 1988, Hussein renuncia à reivindicação de soberania sobre a Cisjordânia para facilitar a instalação de um Estado palestino no território ocupado por Israel.

Interesses econômicos e pressões de grupos internos (palestinos e muçulmanos fundamentalistas) induzem o rei Hussein a apoiar a invasão do Kuweit pelo Iraque, em 1990, na crise que resulta na Guerra do Golfo. Em consequência do conflito, cessa a ajuda econômica ocidental à Jordânia, que tem de arcar com o ônus do retorno de 300 mil palestinos repatriados pelo Kuweit.

As negociações de paz palestino-israelenses, que contam com o papel relevante do governo jordaniano, reabilitam a imagem do rei Hussein diante das potências ocidentais. Em 08/11/1993, o país realiza suas primeiras eleições multipartidárias. Os seguidores de Hussein obtêm ampla maioria. Os muçulmanos fundamentalistas, que antes compunham o bloco mais numeroso na Câmara, conquistam apenas 16 das 80 cadeiras.

O ano de 1994 registra um grande momento da política externa da Jordânia, com a assinatura, em 26 de outubro, de um tratado de paz com Israel. O documento encerra 46 anos de beligerância...


FILATELIA

Árabes palestinos 60%, árabes jordanianos 37,7%, circassianos 1%, armênios 1%, chechênios 0,3% (1996), compõem a população de nacionalidade jordaniana. O idioma oficial é o árabe, mas inglês e francês também são falados.

► “Girafa” em diferentes línguas na Jordânia – zarafah (árabe – país membro da LEA) – giraffe (inglês) – girafe (francês)
► Girafas – será que existe o Zoológico de Amã?


Outras emissões:
1964 – Salve os Monumentos da Núbia
1993 – AIDS

Standard ISO: JO – Adesão UPU: 16/05/1947

Geology Museum (Natural Resources Authority):
Unique geological rocks and minerals both old and recent, as well as instruments used in geological excavations.
Location: Eighth Circle of Amman

Jordan Natural History Museum
Location: Yarmouk University, Irbid

Ministry of Post and Communications – www.stamps.gov.jo

Jordan Ministry of Post & Communication – www.mopc.gov.jo

Jordan Post – Philatelic section
P.O. Box 927364, Amman 11190 – Jordan
philately@jpc.com.jo – www.jordanpost.com.jo

Localização do país – oeste da Ásia, o rio Jordão faz fronteira com Israel no lado oeste do país.
Características – desertos (80% do território); planalto seco (NO); montanhas (L); depressão do rio Jordão e do mar Morto (O).
Divisão administrativa – 8 províncias. Cidades principais – Az-Zarqa, As-Salt.


A Cidade de Petra é a principal atração turística da Jordânia (duas horas de carro da capital Amã), ela abriga o grandioso e imponente templo “O Tesouro” (El-Khazneh). Com 40 metros de altura e 30 de largura, em sua fachada esculpida com pedra rosada há representações de mulheres, cavalos e soldados... Nas montanhas da região, há cavernas cujos interiores têm rochas coloridas.

Petra tem mais ou menos 2.700 anos, viveu seu apogeu com o povo nabateu na época de Cristo. O sítio arqueológico de Petra têm imensas construções, em sua maioria tumbas, escavadas em montanhas de pedra feitas pelos nabateus – povo nômade que se fixa na região no final do século VII antes de Cristo. O apogeu do domínio nabateu sobre a cidade, um importante centro comercial, ocorre entre os séculos I antes de Cristo e I depois de Cristo.

Peritos no domínio da hidráulica, os nabateus dotaram a cidade de um enorme sistema de túneis e de câmaras de água. Um teatro, construído à imagem dos modelos greco-romanos, dispunha de capacidade para 4.000 espectadores. Atualmente, os túmulos reais de Petra, o templo, o mosteiro de El-Deir, constituem exemplos impressionantes da cultura do Oriente Médio.

Uma folhinha de 90x70, sem picotagem e colorida, foi emitida pela Jordânia em 1995 (Scott: 65), sobre Arqueologia, ela mostra Petra – a cidade rosa, com a reprodução de uma porta da cidade e escultura na rocha. Outras duas séries do mesmo país, de 1999 (Scott: 1640/1642) e de 2000 (Scott: 1714), também mostram Petra.

Abaixo (lado esquerdo da tela), o cartão-postal mostra o minarete da Mesquita de Amã. A fotografia do lado direito mostra o Sítio Arqueológico de Petra. Outro Patrimônio da Humanidade da Jordânia: Castelos do Deserto de Qasr al Azraq.

GIRAFAMANIA
Última atualização: 02/12/2010.
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