Primeiro selo postal da Índia Portuguesa: “Selos Postais Tipo Coroa”
Calecute, foi o porto indiano onde o navegador Vasco da Gama chega em 1498...
Lado esquerdo, o primeiro selo aéreo, emitido em 1938 (Scott: C1, SG: 534), com valor facial de 1 tanga. Lado direito, o selo (Scott: RA1) mostra o Marquez de Pombal.
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Lopo Homem
Cartógrafo português do século XVI. Em 1524, ele serviu na comissão estabelecida pela corôa portuguesa e espanhola, para demarcar os limites de navegação dos dois países.
Ele foi pai de Diogo Homem, também cartógrafo. Homem foi apontado mestre de cartas marítimas pelo rei Manuel I, de Portugal. Um de seus trabalhos foi a criação do atlas manuscrito como presente de Manuel I para Francis I, da França.
Homem concordou sobre qualificar mapas individuais, então pediu ajuda a Pedro Reinel – primeiro cartógrafo português. Seu filho, Jorge, foi também outro cartógrafo, e ambos estiveram envolvidos na produção de atlas.
O selo (abaixo) emitido por Portugal mostra a foz do rio Ganges, na Índia, de um atlas de Pedro Reinel, 1519 (Scott: 2187).
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Pedro Barretto de Resende – 1635
Os mapas da Colônia Portuguesa na Índia foram desenhados por Pedro Barreto de Resende, em 1635, para ilustrar seu "Relacion de India". Barreto foi secretário particular de Miguel de Noronha, Conde de Linhares, vice-rei da Índia Portuguesa. Os selos (abaixo) foram emitidos em comemoração aos 450 anos de aniversário da fundação da Índia Portuguesa.
Baçaim – Bassein
Baçaim, agora Bassein, é um porto marítimo ao sul de uma ilha, a 25 milhas ao norte de Bombaim. Foi ocupada pelos portugueses em 1533. Tornou-se uma cidade e, em 1739, os nativos Mahrattas a capturaram dos portugueses.
Baçaim no mapa de Pedro Barreto de Resende, 1635 (Scott: 539).
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Damão
Damão é uma ex-colônia portuguesa, cidade e sede dos distrito do antigo Estado Português da Índia. Situada na costa do golfo de Cambaia, era um dos três conchelos que constituíam o distrito. Nagar-Aveli e Dradá (enclaves no território indiano) eram os outros dois concelhos de Damão.
O primeiro contato dos Portugueses com Damão deu-se em 1523, quando chegaram alí os navios de Diogo de Melo. Em 1534, o vice-Rei D. Nuno da Cunha enviou António Silveira arrasar os baluartes mouriscos de Damão, por saber que se situavam alí os estaleiros e as demais instalações necessárias ao apetrechamento das frotas maometanas que vinham dar combate às armadas portuguesas.
Também seria enviado a Damão o capitão-mor Martim Afonso de Sousa, para bombardear e destruir as fortificações mouriscas. Mas só em 1559 viria a ser definitivamente tomada a cidade de Damão, pelo vice-Rei D. Constantino de Bragança.
Sucessos e insucessos das guerras locais, em que se destacam as lutas contra os sidis (mercenários abissínios) e com os maratas, levaram à perda de territórios de Baçaim, no antigo reino de Cambaia. Nas mãos dos portugueses, desde as lutas do rei de Cambaia com os mogores, Baçaim passou para a posse dos maratas em 1739. E, no ano seguinte, foi a vez de Chaúl cair em poder dos mesmos maratas.
Entretanto, muitas vilas e aldeias foram perdidas pelos Portugueses, até que, pelo auxílio militar que estes deram a Madeva Pradan, detentor do trono, contra o príncipe Ragobá que, aliado aos ingleses, pretendia derrubar o peshwá e ocupar o seu lugar, Portugal receberia, pelo Tratado de 1780, como restituição, 72 aldeias correspondentes a territórios outrora perdidos. E com essas aldeias se formaram os enclaves de Dadrá e Nagar-Aveli. Em 18/12/1961, o distrito português de Damão foi invadido e ocupado pelas tropas da União Indiana.
Diu
Diu (antigamente também se escrevia Dio), cidade e sede de Distrito do antigo Estado Português da Índia, foi uma ex-colônia portuguesa. Distribuía-se pelas penínsulas de Guzerate e de Gogolá e pela Ilha de Diu (separada da península por um estreito rio denominado Chassis e que mais propriamente pode ser considerado um estreito braço de mar).
Diu era uma cidade de grande movimento comercial quando os portugueses chegaram à Índia. Em 1513, tentaram os portugueses estabelecer alí uma feitoria, mas as negociações não tiveram êxito.
Em 1531, não foi bem sucedida a tentativa de conquista levada a efeito por D. Nuno da Cunha. E, afinal, Diu veio a ser oferecida aos portugueses em 1535, como recompensa pela ajuda militar que estes deram ao sultão do Gujarat, Bahadur Shá, contra o Grão-Mogol de Deli.
Assim, cobiçada desde os tempos de Tristão da Cunha e de Afonso de Albuquerque, e depois das tentativas fracassadas de Diogo Lopes Sequeira, em 1521, de Nuno da Cunha em 1523, Diu foi oferecida aos portugueses, que logo transformaram a velha fortaleza em castelo português.
Arrependido da sua generosidade, Bahadur Shá pretendeu reaver Diu, mas foi vencido e morto pelos portugueses, seguindo-se um período de guerra entre estes e a gente do Gujarat que, em 1538, veio pôr cerco a Diu. Coja Sofar, senhor da Cambaia, aliado aos turcos de Sulimão Paxá, tendo, então, deparado com a heróica resistência de António Silveira.
Um segundo cerco será depois imposto a Diu, pelo mesmo Coja Sofar, em 1546, saindo vencedores os portugueses, comandados em terra por D. João da Silveira e, no mar, por D. João de Castro. Pereceram nesta luta o próprio Coja Sofar e D. Fernando de Castro (filho do vice-Rei português).
Depois deste segundo cerco, Diu foi de tal modo fortificada que pôde resistir, mais tarde, aos ataques dos árabes de Mascate e dos Holandeses (nos finais do século XVII).
A partir do século XVIII, declinou a importância estratégica de Diu, que veio a ficar reduzida a museu ou marco histórico da sua grandeza comercial e estratégica de antigo baluarte nas lutas entre as forças islâmicas do Oriente e as cristãs do Ocidente.
Diu permaneceu na posse dos portugueses desde 1535 até 1961, vindo a cair na posso das tropas da União Indiana, que invadiram todo o antigo Estado Português da Índia, no tempo do pacifista Nehru.
Bombaim, no Mar da Arábia, foi chamada de Mombaim pelos portugueses... Primeiramente, eles entraram pelo porto em 1509. Vinte e cinco anos mais tarde eles tomaram posse.
Em 1655, foi dado à Inglaterra como parte do dote de Catarina de Portugal, por seu casamento com Charles II. Hoje, Bombaim é a capital do Estado de Maharashtra. No mapa (abaixo), o oeste está no topo do selo.
Mombaim no mapa de Pedro Barreto de Resende, 1635 (Scott: 540).
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Goa é uma cidade e estado da Índia, situado na sua costa ocidental. É um dos mais pequenos estados em território e população, e mais rico em PIB por pessoa da Índia.
Goa a partir de 1510, foi a capital do Estado Português da Índia, tendo sido tomada pela União Indiana em 1961. Principais cidades: Betul Beach, Cape Rama, Chauri (Canacona), Mapusa, Margao (Madgaon), Panaji (Panjin), entre outras.
Igrejas e Conventos de Goa são consideradas Patrimônios da Humanidade.
Goa foi a mais importante possessão na Índia Portuguesa. A velha cidade (marcada no canto direito acima da ilha, por uma pequena fortaleza quadrada), foi fundada em 1440. Foi capturada pelos portugueses sob o comando de Alfonso de Albuquerque, em 1510. Por um período foi uma importante cidade com uma população de 200 mil pessoas. Mais tarde, declinou por causa de sua localização. Em 1961, a cidade foi ocupada pela Índia.
Goa no mapa de Pedro Barreto de Resende, 1635 (Scott: 549).
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João Machado, abandonado na costa africana do Oceano Índico, conseguiu subir a África, atravessar a Ásia e chegar à Índia por terra, estabelecendo-se no reino muçulmano de Bijapur.
Tornou-se cortesão importante do sultão Adil Xá e – ironia das ironias – viu-se do outro lado das linhas de guerra, como aliado dos muçulmanos, quando seus compatriotas atacaram Goa, em 1510.
Machado não se atrapalhou. Usou seu conhecimento das línguas locais e do português para servir de mediador e intérprete entre os inimigos. E terminou voltando ao serviço dos portugueses depois que estes finalmente conquistaram Goa. (De Fernão Lopes de Castanheda, cronista dos descobrimentos portugueses.)
Última atualização: 07/02/2008. |