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ÍNDIA PORTUGUESA

Primeiro selo postal da Índia Portuguesa: “Selos Postais Tipo Coroa

Calecute, foi o porto indiano onde o navegador Vasco da Gama chega em 1498...

Do lado esquerdo da tela, o primeiro selo aéreo, emitido em 1938 (Scott: C1, SG: 534), com valor facial de 1 tanga. Do lado direito, o selo (Scott: RA1) mostra a efígie do Marquez de Pombal.

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Lopo Homem e Diogo Homem | Pedro Reinel e Jorge Reinel

Mapa “Terra Brasilis”, Lopo Homem – c. 1519

Primeira representação cartográfica do território brasileiro de forma integrada Terra Brasilis, atribuída aos cartógrafos Lopo Homem, Pedro Reinel (pai) e Jorge Reinel (filho), e do miniaturista Antônio de Holanda..., que faz parte do conhecido Atlas Miller – um atlas geográfico que compreende uma dezena de cartas marítimas datadas de 1519 –, pertencente à Biblioteca Nacional de França. Ela representa o escambo do pau-brasil no século XVI, sendo considerada a primeira carta econômica do Brasil e a primeira imagem do desmatamento no País.

Lopo Homem foi um cartógrafo português oficial do Reino nas primeiras décadas do século XVI. Em 1524, ele serviu na comissão estabelecida pela coroa portuguesa e espanhola, para demarcar os limites de navegação dos dois países. Ele foi pai de Diogo Homem, também cartógrafo. Homem foi apontado mestre de cartas marítimas pelo Rei Manuel I, de Portugal. Um de seus trabalhos foi a criação do atlas manuscrito como presente de Manuel I para Francis I, da França.

Homem concordou sobre qualificar mapas individuais, então pediu ajuda a Pedro Reinel – primeiro cartógrafo português. Seu filho, Jorge, também foi outro cartógrafo, e ambos estiveram envolvidos na produção de atlas.

O selo (abaixo) emitido por Portugal mostra a foz do rio Ganges, na Índia, de um atlas de Pedro Reinel, 1519 (Scott: 2187). The stamps below shows a portion of Brazil on a map entitled Tabula hec Regionis magni brasilis... from the Atlas. The map identifies many locations on the coast and the interior is filled with pictures representing South American life. It shows the coast and interior of Brazil. Figures of natives, birds, and animals fill the interior, while the names of various locations are inscribed around the coast of Brazil. The red line is the Tropic of Cancer...

Em 22/04/1998, nas Comemorações do 5º Centenário do Descobrimento do Brasil, foi emitida uma série de 2 selos com valor facial de R$ 1,05 cada, cujas imagens mostram: Mapa da “Terra Brasilis” e Caravela. Artista: Valéria Faria. Picotagem: 11½ × 11. Tiragem: 800.016 cada selo. Impressão: Ofsete. Papel: Cuchê, gomado, fosforescente. Scott: 2670/2671. Michel: 2816/2817. RHM: C-2079/C-2080.

Este mapa “Terra Brasilis” (1515/1519) – incluído no Atlas Miller, que apesar do nome é de origem portuguesa, sendo atribuído a Lopo Homem e a Pedro Reinel, foi produzido por volta de 1519, ainda sob o reinado de Dom Manuel, sendo conservado na Biblioteca Nacional em Paris, França (Bibliothèque National de France).

Feito à mão sobre pergaminho, possui detalhada nomenclatura (146 nomes) indicando pontos da costa brasileira, do Maranhão à embocadura do rio da Prata. No interior, é decorado com animais exóticos, plantas e indígenas em atividades extrativas diversas (especialmente a do pau-brasil), e as inscrições, como de hábito na época, estão em latim. As bandeiras (uma ao Norte, na atual Guiana, e outra ao Sul, na atual Argentina) assinalam os pontos extremos do avanço português. Antes de 1520, o Tratado de Tordesilhas, que limitava as terras de Santa Cruz com as possessões espanholas, já não era cumprido.

O primeiro selo mostra o mapa da “Terra Brasilis”, datado de 1519, que ilustra o cenário do País naquela época: uma terra habitada por índios, de vegetação exuberante e fauna diversificada. O outro importante documento usado é o desenho alusivo às treze embarcações da Armada de Cabral em direção ao Brasil, datado de 1500, de autor desconhecido, que descreve o modelo das naus e caravelas da expedição.

No selo podemos ver um fragmento do mapa “Terra Brasilis”, assim como na imagem ao lado, onde aparece a bandeira portuguesa sobre Fernando de Noronha...

Abaixo, bloco emitido por Guiné Bissau em 1983, com valor facial de 50p00, alusivo à BRASILIANA’83 (Yvert: BL.41), cuja imagem mostra o Mapa do Brasil do Século XVI, provavelmente a carta Terra Brasilis de 1519, embora modificada...

Em 26/08/1972 foi emitida uma série de 3 valores sobre a 4ª Exposição Interamericana de Filatelia, cujos selos mostram Cartografia, num conjunto composto por três mapas antigos, sendo que o primeiro representa uma Carta do Brasil – América do Sul em 1568, de autoria de Diogo Homem (Cr$ 0,70 centavos); o segundo apresenta um Mapa das Américas – mapa político das Américas do Sul, Central e do Norte, de autoria de Nicolau Visscher C., de 1652 (Cr$ 1,00 cruzeiro); e o terceiro, Mapa-Múndi – um mapa de Lopo Homem (1519), representando a Europa, África e Oceano Atlântico (Cr$ 2,00 cruzeiros). Picotagem: 11½. Tiragem: 2.000.000 cada selo. Impressão: Ofsete. Papel: Cuchê, sem goma. Yvert: 1004/1006. Scott: 1239/1241. Michel: 1333/1335. RHM: C-749/C-751.

Mapa Mundo Novo de Diogo Homem, 1568: esta Carta do Brasil, com a inscrição MVNDNVS que significa Mundo Novo, é como Diogo Homem designa a América do Sul. Outros dizeres indicam que o Mundo Novo se compunha de “Brasilis” e “Terra Argentea”, a primeira, de Portugal, representada por seu escudo; a outra, mais ao Sul, sob o domínio de Castela, cujo brasão também aparece. Esta carta, datada de 1568, é produto da cosmografia portuguesa, e seu autor embelezou-a com cenas da terra selvagem. No Brasil aparecem várias árvores, um macaco e ainda uma cena de antropofagia com a seguinte advertência: “Canibales: Antropophagou Terra”. Embora com uma rica nomenclatura litorânea, no interior só aparecem duas palavras: “Incognita Regio” (Região Desconhecida). Reprodução do fac-simile da mapoteca do Ministério das Relações Exteriores.

The map, Novissima et Accuratissima Totius Americae Descriptio, was made by Nicolaus Visscher of Amstrdam around 1652. The Visscher firm was operated by three men, father, son, and grandson, all named Nicholas Jansz. The date of the map would attribute the engraving of the map to the son (1618-1679). The primary source behind the map is America Septentrionalis by Henricus Hondius, the son of Jodocus, and America Meridionalis by Jan Jansson. Several features of the map show the misconceptions of the period: Brazil bounded by two interlocking rivers; California is shown as an island with the relatively flat northern coastline; North America features a large open lake in the Great Lakes region; Lake Ontario is noted as “Lac Contenant”. The northwest coast of North America wraps around toward the east. “Anian” and “Straet Anian” are shown to the north and slightly east of California...

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Damão e Diu

Damão

Damão é uma ex-colônia portuguesa, cidade e sede dos distrito do antigo Estado Português da Índia. Situada na costa do golfo de Cambaia, era um dos três conchelos que constituíam o distrito. Nagar-Aveli e Dradá (enclaves no território indiano) eram os outros dois concelhos de Damão.

O primeiro contato dos Portugueses com Damão deu-se em 1523, quando chegaram alí os navios de Diogo de Melo. Em 1534, o vice-rei D. Nuno da Cunha enviou António Silveira arrasar os baluartes mouriscos de Damão, por saber que se situavam alí os estaleiros e as demais instalações necessárias ao apetrechamento das frotas maometanas que vinham dar combate às armadas portuguesas.

Também seria enviado a Damão o capitão-mor Martim Afonso de Sousa, para bombardear e destruir as fortificações mouriscas. Mas só em 1559 viria a ser definitivamente tomada a cidade de Damão, pelo vice-rei D. Constantino de Bragança.

Sucessos e insucessos das guerras locais, em que se destacam as lutas contra os sidis (mercenários abissínios) e com os maratas, levaram à perda de territórios de Baçaim, no antigo reino de Cambaia. Nas mãos dos portugueses, desde as lutas do rei de Cambaia com os mogores, Baçaim passou para a posse dos maratas em 1739. E, no ano seguinte, foi a vez de Chaúl cair em poder dos mesmos maratas.

Entretanto, muitas vilas e aldeias foram perdidas pelos Portugueses, até que, pelo auxílio militar que estes deram a Madeva Pradan, detentor do trono, contra o príncipe Ragobá que, aliado aos ingleses, pretendia derrubar o peshwá e ocupar o seu lugar, Portugal receberia, pelo Tratado de 1780, como restituição, 72 aldeias correspondentes a territórios outrora perdidos. E com essas aldeias se formaram os enclaves de Dadrá e Nagar-Aveli. Em 18/12/1961, o distrito português de Damão foi invadido e ocupado pelas tropas da União Indiana.

Diu

Diu (antigamente também se escrevia Dio), cidade e sede de Distrito do antigo Estado Português da Índia, foi uma ex-colônia portuguesa. Distribuía-se pelas penínsulas de Guzerate e de Gogolá e pela Ilha de Diu (separada da península por um estreito rio denominado Chassis e que mais propriamente pode ser considerado um estreito braço de mar).

Diu era uma cidade de grande movimento comercial quando os portugueses chegaram à Índia. Em 1513, tentaram os portugueses estabelecer alí uma feitoria, mas as negociações não tiveram êxito.

Em 1531, não foi bem sucedida a tentativa de conquista levada a efeito por D. Nuno da Cunha. E, afinal, Diu veio a ser oferecida aos portugueses em 1535, como recompensa pela ajuda militar que estes deram ao sultão do Gujarat, Bahadur Shá, contra o Grão-Mogol de Deli.

Assim, cobiçada desde os tempos de Tristão da Cunha e de Afonso de Albuquerque, e depois das tentativas fracassadas de Diogo Lopes Sequeira, em 1521, de Nuno da Cunha em 1523, Diu foi oferecida aos portugueses, que logo transformaram a velha fortaleza em castelo português.

Arrependido da sua generosidade, Bahadur Shá pretendeu reaver Diu, mas foi vencido e morto pelos portugueses, seguindo-se um período de guerra entre estes e a gente do Gujarat que, em 1538, veio pôr cerco a Diu. Coja Sofar, senhor da Cambaia, aliado aos turcos de Sulimão Paxá, tendo, então, deparado com a heróica resistência de António Silveira.

Um segundo cerco será depois imposto a Diu, pelo mesmo Coja Sofar, em 1546, saindo vencedores os portugueses, comandados em terra por D. João da Silveira e, no mar, por D. João de Castro. Pereceram nesta luta o próprio Coja Sofar e D. Fernando de Castro (filho do vice-rei português).

Depois deste segundo cerco, Diu foi de tal modo fortificada que pôde resistir, mais tarde, aos ataques dos árabes de Mascate e dos Holandeses (nos finais do século XVII).

A partir do século XVIII, declinou a importância estratégica de Diu, que veio a ficar reduzida a museu ou marco histórico da sua grandeza comercial e estratégica de antigo baluarte nas lutas entre as forças islâmicas do Oriente e as cristãs do Ocidente.

Diu permaneceu na posse dos portugueses desde 1535 até 1961, vindo a cair na posso das tropas da União Indiana, que invadiram todo o antigo Estado Português da Índia, no tempo do pacifista Nehru.
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Pedro Barreto de Resende – 1635

Atualmente, uma das Preciosidades da Biblioteca Pública de Évora (www.evora.net/bpe/inicial5.htm) é o “Livro das Plantas de todas as fortalezas, cidades e povoaçoens do Estado da Índia Oriental”, de António Bocarro (1635). A obra foi elaborada por ordem do monarca D. Filipe III, transmitida ao Conde de Linhares, vice-rei da Índia Portuguesa, em 1632, que por sua vez encarregou da tarefa o cronista oficial do Estado da Índia, António Bocarro, que acumulava esse cargo com as funções de guarda-mor da Torre do Tombo de Goa.

O códice constitui uma das duas vias originais remetidas por Bocarro para a corte de Lisboa, no início de 1635. O mesmo manuscrito vinha acompanhado por 52 plantas de fortalezas e cidades desenhadas por Pedro Barreto de Resende. Algumas das plantas publicadas foram as seguintes: Mombaça, Serra de Asserim, Chaul, Malaca, Macau, S. Tomé de Meliapor e Moçambique...

Ainda que Bocarro jamais tenha nomeado o autor destes desenhos, não existem quaisquer dúvidas de que eles foram executados por Pedro Barreto de Resende, secretário do Conde de Linhares (Miguel de Noronha). É o próprio Resende quem o afirma no início de um dos códices da sua autoria, existente em Paris, Descrições das Fortalezas da Índia Oriental (A. Cortesão e A. Teixeira da Mota, V:1960).

Os três selos portugueses (relacionados nesta página, abaixo) foram emitidos em comemoração aos 450 anos de aniversário da fundação do Estado da Índia. Os selos postais mostram, respectivamente, os mapas: Baçaim (Bassein), Mombaim (Bombaim) e Goa.

Baçaim, agora Bassein, é um porto marítimo ao sul de uma ilha, a 25 milhas ao norte de Bombaim. Foi ocupada pelos portugueses em 1533. Tornou-se uma cidade e, em 1739, os nativos Mahrattas a capturaram dos portugueses.

Baçaim no mapa de Pedro Barreto de Resende, 1635 (Scott: 539).

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Mombaim – Bombaim – Bombay

Bombaim, no Mar da Arábia, foi chamada de Mombaim pelos portugueses... Primeiramente, eles entraram pelo porto em 1509. Vinte e cinco anos mais tarde eles tomaram posse.

Em 1655, foi dado à Inglaterra como parte do dote de Catarina de Portugal, por seu casamento com Charles II. Hoje, Bombaim é a capital do Estado de Maharashtra. No mapa (abaixo), o oeste está no topo do selo.

Mombaim no mapa de Pedro Barreto de Resende, 1635 (Scott: 540).

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Goa

Hoje, Goa é uma cidade e estado da Índia, situado na sua costa ocidental. É um dos mais pequenos estados em território e população, e mais rico em PIB por pessoa da Índia. Principais cidades: Betul Beach, Cape Rama, Chauri (Canacona), Mapusa, Margao (Madgaon), Panaji (Panjin), entre outras. Igrejas e Conventos de Goa são consideradas Patrimônios da Humanidade.

No passado, Goa foi a mais importante possessão na Índia Portuguesa. A velha cidade (marcada no canto direito acima da ilha, por uma pequena fortaleza quadrada), foi fundada em 1440. Foi capturada pelos portugueses sob o comando de Alfonso de Albuquerque, em 1510, quando tornou-se a capital do Estado Português da Índia. Por um período, a cidade teve uma população de 200 mil pessoas. Mais tarde, declinou por causa de sua localização. Em 1961, a cidade foi ocupada pela pela União Indiana – Índia.

Goa no mapa de Pedro Barreto de Resende, 1635 (Scott: 549).

Nota: João Machado, abandonado na costa africana do Oceano Índico, conseguiu subir a África, atravessar a Ásia e chegar à Índia por terra, estabelecendo-se no reino muçulmano de Bijapur. Tornou-se cortesão importante do sultão Adil Xá e – ironia das ironias – viu-se do outro lado das linhas de guerra, como aliado dos muçulmanos, quando seus compatriotas atacaram Goa, em 1510. Machado não se atrapalhou. Usou seu conhecimento das línguas locais e do português para servir de mediador e intérprete entre os inimigos. E terminou voltando ao serviço dos portugueses depois que estes finalmente conquistaram Goa. (De Fernão Lopes de Castanheda, cronista dos descobrimentos portugueses.)

GIRAFAMANIA
Última atualização: 19/08/2011.
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