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JOSÉ WASTH RODRIGUES (1891-1957)

História da Arte

O paulista Wasth Rodrigues, José Wasth Rodrigues (1891-1957) foi um pintor, desenhista, ilustrador, ceramista, professor e historiador brasileiro.

Algumas obras:
“Paço Municipal em 1628” – 1920 (óleo sobre tela, c.i.d.; 75,5 × 100 cm), Acervo do Museu Paulista (SP)
“O Sobrado” – 1923 (bico de pena)
“A batalha dos Farrapos” – (óleo sobre tela), acervo da Prefeitura de São Paulo
“Paisagem de Minas” – 1932 (óleo sobre tela; 44 × 59 cm), Acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo (SP)

Wasth Rodrigues é responsável por reintroduzir a tradição de pintura em azulejos nas obras de arte públicas de São Paulo. Executou painéis decorativos para os quatro monumentos que ornamentam a Calçada do Lorena e, nos anos 20, realizou os monumentos revestidos de azulejos no Caminho do Mar ou Estrada Velha São Paulo-Santos (hoje, interditada para preservação ambiental).

Publicou o Documentário Arquitetônico, em oito volumes... Em Paris, na mocidade, foi companheiro de quarto – e de pobreza – do pintor Modigliani, que lhe fez o retrato. Ilustrou diversos livros: Urupês (Monteiro Lobato), Uniformes do Exército Brasileiro (Gustavo Barroso), Brasões e Bandeiras do Brasil (Clóvis Ribeiro), Vida e Morte do Bandeirante (Alcântara Machado), entre outros.

“Retomada da ilha em 1629” – óleo sobre tela de Wasth Rodrigues, c. 1920...

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Largo da Memória e Ladeira da Memória – localizada na saída da Rua Xavier de Toledo da Estação Anhangabau do Metrô, abriga o primeiro monumento público de São Paulo: um Obelisco em forma de pirâmide. Primeiro monumento da cidade de São Paulo, construído em 1814, alvo constante de pichações e vandalismo... Autoria: Vicente Gomes Pereira e Daniel Pedro Müller. Dimensões: pedra 8,78 × 1,78 × 1,80 m.

Ao lado do obelisco, um painel de azulejos pintado por Wasth Rodrigues decora a fonte... Uma de suas obras: Obelisco da Memória e Chafariz do Piques. Também é dele os brasões do Município e do Estado de São Paulo.

Largo da Memória – O monumento mais antigo da cidade

Milhares de pessoas passam diariamente pelo Largo da Memória, no agitado centro de São Paulo, sem saber que o Obelisco lá construído é o monumento mais antigo da cidade e que o local preserva um pedaço importante da história da capital.

Mas no início do século XIX o Largo da Memória, localizado no início da rua Palha (atual rua 7 de Abril), era um ponto de reunião dos moradores da província e caminho obrigatório dos viajantes que paravam para encher os seus cantis na água da bica ali existente antes de seguirem viagem.

Em agosto de 1814, o governo provisório de São Paulo, nomeado na ausência do Governador da Província, encarregou o engenheiro Daniel Pedro Müller da construção da estrada do Piques, destinada a facilitar a comunicação entre São Paulo e o interior e o fluxo das viagens.

Além da construção da Estrada do Piques, as obras propostas por Müller incluíram a formação do Largo da Memória: o alargamento e o embelezamento das ladeiras do Piques e da Palha, um paredão de arrimo na atual rua Xavier de Toledo e a construção de um chafariz, tudo isso complementado por um obelisco “à memória do zelo do bem público” demonstrado pelo governo provisório.

O local era um dos mais significativos da cidade, nos limites da chamada “cidade nova”, do outro lado do ribeirão Anhangabaú; confluência de caminhos, porta de entrada e saída do núcleo urbano, numa época em que as tropas de burros cumpriam importante papel no transporte de cargas e mercadorias. Pelo chafariz, os moradores das imediações se abasteciam de água potável e os animais se refaziam das longas caminhadas.

Construído em pedra de cantaria pelo mestre pedreiro Vicente Gomes Pereira, o Obelisco, originalmente, emergia de uma bacia circular de alvenaria com grades de ferro, que servia como reservatório do chafariz. A água que abastecia o chafariz vinha do Tanque Reúno, atual Praça da Bandeira, formado pelo represamento do córrego Saracura.

Em 1872, o chafariz foi retirado da Ladeira do Piques. Nessa época, a estrada de ferro, transfere para as imediações da Estação da Luz o papel de “porta de entrada” da cidade, antes representado pela Ladeira: as antigas tropas foram perdendo sua importância, até serem totalmente substituídas pelo trem.

Um século depois, o Obelisco foi objeto de uma intervenção urbanística. Em 1919, integrando as comemorações do Centenário da Independência, o arquiteto Victor Dubugras e o artista plástico José Wasth Rodrigues, elaboraram um projeto para o Largo da Memória, que incluía a construção de um chafariz e de escadarias. Nos azulejos decorativos da obra vemos o brasão da cidade, escolhido por concurso público em 1917 e vencido pela parceria Guilherme de Almeida e Wasth Rodrigues.

O Largo foi protegido no início da década de 1970 pelo município (Z8-200-083) e tombado pelo Estado em 1975, ano em que foram iniciadas as obras de construção do Metrô Anhangabaú. Em 1991, o CONPRESP – Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo, confirma o valor deste patrimônio através de tombamento.

Atualmente, está em andamento a adoção do Obelisco através do programa “Adote Uma Obra Artística”, parcerias entre Prefeitura e empresas privadas para manutenção e restauro de obras localizadas em logradouros públicos...

Fonte: Departamento do Patrimônio Histórico – www.prefeitura.sp.gov.br

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IVAN WASTH RODRIGUES (1927-2007)

No dia 20/12/2007 morreu Ivan Wasth Rodrigues, aos 80 anos. Quadrinhista, pintor e historiador Ivan Wasth Rodrigues foi sobrinho e discípulo do grande pintor José Wasth Rodrigues (1881-1957).

Deixou como principal legado de sua vasta produção, além de vários selos postais produzidos para a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (cuja iconografia de cada selo é uma pintura original em aquarela), as obras-primas: História do Brasil em Quadrinhos I e II (1959 e 1962) e Casa-Grande & Senzala em Quadrinhos (1981).

Durante mais de quatro décadas, Ivan foi um obcecado estudioso de temas históricos, para retratar o mais fielmente possível os personagens, os ambientes, a arquitetura e os costumes de todos os períodos da vida nacional. Ele foi um dos ilustradores do Atlas Histórico e Geográfico Brasileiro, utilizado pelo MEC nas salas de aula nas décadas de 1960 e 70.

Em 2003, numa das poucas homenagens públicas que Ivan recebeu em vida, o editor Naumim Aizen atestou: “Em determinado trecho, ele precisava colocar na ilustração a figura de Calabar, das Guerras Holandesas, de quem havia apenas fontes coevas. Pois Ivan, conscienciosamente, leu todos os documentos. E com a paciência que lhe é própria, recriou a figura de Calabar, fazendo-lhe um verdadeiro e maravilhoso retrato falado”.

Naumim era adolescente quando conheceu Ivan, na década de 1950. O pintor viera de São Paulo para morar com o tio José Wasth e com ele aprimorar sua técnica. Seu trabalho impressionou Adolfo Aizen, pai de Naumim e dono da Editora Brasil-América (Ebal), durante décadas líder na publicação de quadrinhos no país. Pela Ebal, além da História do Brasil em Quadrinhos, Ivan Wasth produziu uma versão ilustrada de O Sertanejo, de José de Alencar, que seria lançada em encarte da revista Vida Doméstica, mas não chegou a ser publicada.

Naquele tempo surgiu na editora a ideia de quadrinizar o clássico Casa-Grande & Senzala, de Gilberto Freyre. Ocupado com o Atlas do MEC, Ivan não pôde assumir a missão. “Pelo menos cinco desenhistas aceitaram a incumbência e desistiram, tamanha a complexidade do trabalho”, conta Naumim. O projeto só saiu da gaveta em 1980, em comemoração aos 80 anos de Freyre. Ivan mergulhou na obra e a finalizou em seis meses, colhendo unânimes elogios pela adaptação, inclusive do próprio Gilberto Freyre.

Parte da produção de Ivan Wasth Rodrigues tem paradeiro desconhecido... “Ele não sabia cobrar, muitos o exploravam. Um dia, um padre de São Paulo esteve em nossa casa e se interessou por um conjunto de aquarelas. Ele deu de mão beijada”, lamenta Suely Jesus de Souza Surisan, viúva de Ivan. Ivan sofria do mal de Parkison e da doença de Alzheimer.

Fonte: www.revistadehistoria.com.br

Abaixo, série de desenhos do artista Ivan Wasth Rodrigues.

Do lado esquerdo da tela, índios de tribos diversas: Aruaque (), Caríbe (Pianacotó, Tipió), Tupí () e Guê (Tapuia). Do lado direito da tela, a imagem mostra diferentes tipos de bandeirantes...

A mistura das raças – Os mestiços. Etnia Brasílica. Branco + índio = mameluco, branco + negro = mulata e negro + índio = cafuso.

Cartão-postal de Cabral acompahado de sua comitiva na ilhota de Coroa Grande (Bahia) e comércio em aldeia indígina...

Combate entre índios e os homens d’armas de M. Afonso de Souza, 1530.

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FILATELIA

03/06/1982 – Selo Aniversário de “450 Anos de Fundação da Vila de São Vicente”, no Estado de São Paulo, ocorrida em 1532 por Martim Afonso de Souza. Com valor facial de Cr$ 17,00 cruzeiros, mostra... Artista: Ivan Wasth Rodrigues. Picotagem: 11½. Tiragem: 1.500.000 selos. Impressão: Ofsete. Papel: Cuchê, gomado, fosforescente. Yvert: 1539. Scott: 1800. Michel: 1900. RHM: C-1260.

20/01/1984 – Selo “Cinquentenário da Publicação de Casa-Grande & Senzala”, de Gilberto Freyre, com valor facial de Cr$ 45,00 cruzeiros, o selo mostra personagens da obra, caravela, cana-de-açúcar, livro, até um periquitinho verde no braço da índia, talvez o periquito-tui... Artista: Ivan Wasth Rodrigues. Picotagem: 11½. Tiragem: 1.000.000 de selos. Impressão: Ofsete. Papel: Cuchê, gomado. Yvert: 1644. Scott: 1898. Michel: 2017. RHM: C-1371.

1984 – Máximos postais da série “Descobrimentos”. Nota: O respetivo FDC mostra Cabral acompanhado de sua comitiva na ilhota da Coroa Grande, na Bahia...

22/08/1985 – Série de 4 valores “Trajes e Uniformes Militares”, cujos selos com valor facial de Cr$ 300,00 cruzeiros cada, mostram: Capitão com Adarga, Arcabuzeiro (Século XVI), Espingardeiro e Mosqueteiro (Século XVI). Artista: Ivan Wasth Rodrigues. Picotagem: 12 × 11½. Tiragem: 2.100.000 cada. Impressão: Ofsete. Papel: Cuchê, gomado. Yvert: 1758/1760. Scott: 2017/2020. Michel: 2138/2141. RHM: C-1477/C-1480.

15/12/1986 – Série de 2 valores “Trajes e Uniformes Militares”, cujos selos com valor facial de Cz$ 0,50 cada, mostram: Capitão Tenente – Marinha de Guerra e Capitão Aviador – Aviação Militar. Artista: Ivan Wasth Rodrigues. Picotagem: 12 × 11½. Tiragem: 2.100.000 cada. Impressão: Ofsete. Papel: Cuchê, gomado. Yvert: 1819/1818. Scott: 2092/2093. Michel: 2202/2203. RHM: C-1539/C-1540.

26/12/1986 – Selo Aniversário de “50 Anos do Aeroporto Bartolomeu de Gusmão” – Rio de Janeiro, com valor facial de Cz$ 1,00 mostra Zeppelin e Hangar... Artista: Ivan Wasth Rodrigues. Picotagem: 12 × 11½. Tiragem: 2.100.000 de selos. Impressão: Ofsete. Papel: Cuchê, gomado. Yvert: 1820. Scott: 2094. Michel: 2204. RHM: C-1541.

1988 – Desenho feito por Ivan Wasth Rodrigues.

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Última atualização: 01/03/2011.
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