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VELÁZQUEZ (1599-1660)

Selo postal da Polônia emitido em 16/01/1992 que mostra Diego Rodríguez de Silva y Velázquez (Barroco).

Pintor espanhol, nascido Diego Rodríguez de Silva y Velázquez, em Sevilha. Começa como discípulo de Francisco de Herrera el Viejo e como aprendiz de Francisco Pacheco, autor do tratado Arte de la Pintura (1649). Seus primeiros trabalhos possuem traços do naturalismo e exploram contrastes de luz e sombra.

“Autorretrato” – Velázquez

Em 1622 viaja para Madri para retratar o Rei Filipe IV, feito que consegue um ano depois por intermédio do ministro real, o Conde Olivares, que se torna seu protetor. É nomeado pintor da corte. Une o realismo e a idealização de retratos e figuras feitas em tons claro-escuro que lembram a influência de Caravaggio.

Em 1628 conhece Rubens e vai para a Itália, em 1629, estudar os mestres venezianos, como Ticiano e Tintoretto. Dessa época destaca-se “O Crucificado” (1630-31), de representação realista tipicamente espanhola. Em 1631 volta a Madri.

Sua obra é dividida em cenas de gênero: “As Fiandeiras” (primeiro quadro da história da arte dedicado ao trabalho), “A Forja de Vulcano” (óleo sobre tela; 223 x 290 cm; no Prado desde 1819), “Os Bêbados ou O Triunfo de Baco” (óleo sobre tela; 165 x 225 cm; no Prado desde 1819), “As Lanças”, “A Rendição de Breda” (óleo sobre tela; 307 x 367 cm; no Prado desde 1819); retratos (“Caça Real de Filipe IV”) e obras isoladas (“Vênus ao Espelho”).

Em 1649, viaja para a Itália a fim de adquirir quadros para a coleção real. Retorna para a Espanha em 1651, onde produz seus melhores trabalhos, entre os quais “As Meninas ou A Família de Filipe IV” (1656), ponto alto de seus quadros de corte. Morre em Madri.

“Vênus ao Espelho” (The Toilet of Venus) – Diego Velásquez. Pôster de 32 x 24 polegadas.

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“As Meninas ou A Família de Filipe IV” (1656)
“La Familia de Felipe IV” ou “Las Meninas”
Óleo sobre lienzo (óleo sobre tela): 318 x 276 cm.
Procedência: Acervo de Filipe IV; no Museu do Prado desde 1819.
Pintura Espanhola (Século XVII)

Esta obra foi feita por Velásquez durante sua fase chamada “La Familia”, onde o artista representava cenas do cotidiano, sendo quase um impressionista. Na cena, a jovem Margarita, da Áustria, encontra-se cercada por sua pequena corte de damas e empregados.

Sem demasiada ênfase, diz-se que este quadro pode ser considerado a obra-prima de toda a história da pintura europeia. O seu fascínio provém, em parte, da absoluta verossimilhança e autenticidade visual da cena em cada um dos seus detalhes: desde os cabelos louros da infanta Margarida aos vestidos suntuosos e rígidos por causa das anquinhas, passando pela densa pelagem do cão em primeiro plano e pela luz que invade o conjunto proveniente da janela à direita.

Neste sentido, a obra é um dos exemplares máximos do Naturalismo do século XVII. Mas Velázquez não se contenta em plasmar com absoluta objetividade o que se passa em frente de seus olhos; recordando talvez uma invenção parecida, posta em cena por Jan van Eyck na célebre tela O Casal Arnolfini (Londres, National Gallery; à época nas coleções reais espanholas), joga de forma ilusória com o espaço: no espelho pendurado da parede da frente, refletem-se as figuras do Rei Filipe IV e da sua mulher Mariana da Áustria.

Estes, que são retratados na grande tela que o pintor tem à sua frente, encontram-se exatamente no mesmo lugar de quem contempla a obra, fato que cria a sensação de um ambiente não pintado, mas real e palpável, no qual o observador poderia entrar. Até hoje essa obra é objeto de estudo de muitos artistas: Picasso executou uma série de desenhos e pinturas, que se encontra no Museu Picasso, Barcelona.

– Refletidas no espelho situado atrás do pintor, afloram as imagens de Filipe IV e de Mariana da Áustria, simultaneamente espectadores e protagonistas da cena, imaginando-se a sua presença “do lado de cá” do quadro, ou seja, juntro de nós. Ao autorretratar-se enquanto pinta o quadro com o par real, Velázquez propõe o tema do quadro dentro do próprio quadro e é atraído para o interior de um jogo labiríntico entre os espaços interior e exterior.

– No vão da escada, que abre um novo espaço para além da composição, enquadra-se uma figura parada no meio dos degraus. Trata-se de José Nieto, primeiro-chefe tapeceiro da rainha e futuro hóspede-mor do palácio. Um outro jogo de ilusões, de imagens que se entrecruzam.

– A infanta Margarida é acompanhada por todo o seu séquito, incluindo os anões Maria Bárbola e Nicolás de Pertusato, que apoia o pé nas costas do cão tranquilo, fato que indica a sua familiaridade e despreocupação em relação a tudo o que o rodeia, como se no palácio fosse normal assistir às sessões de pintura de Velázquez. Os retratos dos bobos da corte formam um núcleo importante na produção retratística do pintor e serão muito admirados por Goya e Manet.

A cena transcorre dentro de uma estância do Alcázar de Madrid, decorada com uma série de quadros. Os personagens se agrupam em um primeiro plano juntamente com a figura principal, a infanta Margarita, que ocupa a parte central do grupo; a seus lados, Isabel Velasco e Agustina Sarmiento – las “meninas” –; junto a esta última os irmãos María Bárbola e Nicolás Pertusato em atitude de jogar com mastín que dormia a seus pés.

Atrás deles, na penumbra, aparecem Marcela de Ulloa e um cavaleiro que não se pode identificar. Na esquerda se encontra a figura de Velázquez com seus instrumentos de trabalho em frente de um grande lenço que ocupa todo o ângulo do quadro.

No fundo da habitação, junto a uma porta aberta, se encontra don José Nieto de Velázquez, aposentador da rainha, que é o centro perspectivo da obra. Preside o muro de fundo um espelho onde aparecem refletidas as figuras dos reis Felipe IV e Mariana da Áustria.

Abaixo, emissão postal da Áustria “Gemeinschaftsausgabe Österreich – Spanien”, cujo bloco com dois valores emitido em 22/10/2009 mostra as obras: “Infantin Margarita Teresa in Blauem Kleid” – Kunsthistorisches Museum Wien (selo com valor facial de 65 centavos de euro) e “Die Königliche Familie Von Felipe IV” – Museo Del Prado, Madrid (selo com valor facial de 55 centavos de euro).

Outras obras:

– “Filipe IV” (1626-1628). Técnica: Óleo sobre tela. Dimensões: 57 x 44 cm. Procedência: Vila do Duque de Arco; no Prado desde 1819. Firme, destacada, sintética e de extraordinária autenticidade é a longa pincelada de alvaiade, que define o ponto de máximo esplendor luminoso da polida armadura do jovem rei.

– “A Coroação da Virgem” (cerca de 1635). Técnica: Óleo sobre tela. Dimensões: 176 x 124 cm. Procedência: Acervo de Filipe IV; no Prado desdce 1819.

– “As Fiandeiras ou A Fábula de Aracne” (cerca de 1657). Técnica: Óleo sobre tela. Dimensões: 220 x 289 cm. Procedência: Acervo de D. Pedro de Arce; no acervo real desde o século XVIII; no Prado desde 1819.

– “Juan de Pareja” (1650). Técnica: Óleo sobre tela. Dimensões: 81,3 x 69,9 cm. No acervo do Metropolitan Museum desde 1971; comprado por permuta através de fundos e doados, juntamente com doações de amigos do museu.

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Última atualização: 15/09/2009.
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