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AUGUSTE RODIN

Biografia de Auguste Rodin (1840-1917)

Museu Rodin – www.musee-rodin.fr

A notoriedade de Auguste Rodin leva ao Museu Rodin (Musée Rodin), em Paris, uma média de 500 mil visitantes por ano. Um dos mais populares museus da França, ele oferece ao visitante o charme único de estar dentro da casa do artista e “usar” seus objetos pessoais, como cadeiras e sofás.

“O beijo” (The Kiss), de Auguste Rodin, 1886. Pôster com 23 × 30 polegadas.

Camille Claudel é um nome em alta... Um filme estrelado por Isabelle Adjani a fez reconhecida em todo o mundo. De família francesa, Camille se apaixonou por Rodin, o maior escultor, desde Michelângelo. O romance entre os dois foi tumultuado...

Reconhecendo o talento da jovem artista, Rodin a acolheu em seu atelier, mas sem conseguir um espaço no cenário parisiense para expor os seus trabalhos, Camille Claudel foi dada como louca e passou os últimos 30 anos de sua vida em um manicômio francês.

Escreveu cartas ao irmão, o poeta Paul Claudel, de uma lucidez inquestionável. Morreu velhinha e desdentada sem jamais ter retornado ao convívio social...

PÁGINA DA REPÚBLICA FRANCESA

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Curso de Artes Plásticas para Leigos, agosto de 2007, por Prof. Joubert
SEGUNDA AULA – SUCESSORES DE RODIN

Rodin teve sucessores na França, tais como Milllot, Bourdelle e outros. Bourdelle trabalhou com Rodin. Maillot iniciou-se como pintor e desenhista e foi atraído pelo Impressionismo. Ambos retornaram depois ao Classicismo e reagiram ao Impressionismo. Maillot discutia com Rodin sobre os conceitos de real e verdadeiro. Para Maillot a verdade não estava na natureza, mas no real. Ele dizia: “a natureza é decepcionante”, se eu olhasse menos a natureza produziria o real, mas não o verdadeiro. Rodin olhava, contudo, um olhar total sobre a natureza, anotando detalhes, perfis, como se a sua mente tentasse apreender inteiramente a coisa.

Na Itália, em Torino propriamente, porém, tivemos Medardo Rosso (1858-1928) que, este sim, tinha um estilo mais impressionista. Também este, encontrava Rodin e provavelmente chegou a influenciá-lo. Aferrado à vida contidiana talvez fosse mais um realista social que impressionista e não discutia a dicotomia ilusão-realidade. Interessante observar que seu realismo o levou a revoltar-se contra o caráter estático da esculltura. Influenciou os futuristas e ele é considerado um pioneiro do dinamismo na arte.

Boccioni foi particularmente influenciado por ele. Arturo Martin é um seu seguidor e da mesma nacionalidade dele. Usava a terracota como material. Na Alemanha também destacam-se nesta linha, que exita entre Classicismo e Impressionismo, diversos escultores e muitos de origem alemã, como Lehmbruck, Koelbe, Marcks e outros. Todos influenciados por Adolf Hildebrande (1847-1921) que, na tradição da escultura renacentista, classicista, valorizava mais os valores visivos e pictóricos -maneirismos modernos - do que os do tato e do contato.

Hildebrande, contribuíu mais, podemos assim dizer, para o desenvolvimento técnico da escultura porque acentuava a técnica direta do esculpir. Distinto da modelagem, o esculpir conduz à boa técnica: “Mas uma boa técnica não salva uma falsa estética”.

Rodin à parte, as contribuições mais significativas para a evolução da escultura moderna, antes do cubismo, foram dadas por Matisse e Degas. Aqui há que se abrir um parênteses para o fascínio dos pintores pelo trabalho escultórico por paradoxal que possa parecer. Que a escultura possa combinar-se à pintura no estilo de um artista, basta Miguelangelo para testemunhar.

Contudo, para Matisse, Gauguin, Renoir, Degas e outros que mais se ocuparam da pintura, a escultura se apresentava como um desafio lúdico a partir de um novo instrumento de expressão de valores plásticos a eles muito caro. É a forma, o volume no espaço, é a dicotomia luz, volume, massa. Matisse fez relevos. Renoir considerava valores de impressão táctil, volumosa, modelando na tradição de Rodin com estillo específico, trazendo a graça e a ternura de seus quadros.

Degas e Matisse, porém, são especiais porque desempenharam um papel importante influenciando seus sucessores. Degas primeiro (1834-1917), Matisse depois (1869-1954). Impressionista um e pós impressionista outro. Degas explorava a problemática forma e movimento que era difícil resolver na bidimensão de seus quadros. Suas dançarinas e cavalos em bronze fazem parte do seu contúdo de preocupações expressos nos quadros. Famosa por tudo sua pequena bailarina, original em cera, exposta na Mostra dos Impressionistas em 1881.

Matisse reagia ao Impressionismo. Matisse admirou Rodin à distância, mas criticava Rodin por seu amor aos particularismos, no qual dizia ele, Rodin se perdia. Matisse na sua pintura e na sua escultura procurava mais a harmonia de seus movimentos, de seus arabescos, que eram por ele modelados. O decorativo em Matisse, seus arabescos era, à rigor, uma fuga da massa, do volume, na direção do movimento e da ação. Mas era um mestre ao criar a atmosfera sugestiva, princípio básico do Impressionismo.

Matisse levava muito a sério a escultura mais do que aparentava. Dissecou um gato para conhecer sua anatomia, em seu estúdio em Paris. A sua primeira figura humana pode ser tomada como uma cópia de Rodin, mas um outro trabalho na mesma época já mostra ter rompido com o mestre. Um corpo sem braços e com linhas modeladas sinuosamente. Um arabesco. Os valores táteis de suas esculturas que se seguem valorizam-se com distorções e tensões internas nas musculaturas das figuras humanas. Evoluiu, e se observa bem isto em seus relevos, de um trabalho naturalista até uma drástica simplificação de formas. Um nível de simplificação que ele jamais atingiu em sua pintura.

Matisse acolheu em seu íntimo os princípios fundamentas da arte da escultura. Na Academia Matisse, em Paris, por ele dirigida em aula, dizia, já com uma certa predisposição ao Expressionismo:

“Inicialmente veja as proporções, e não as perca. Mas as proporções obtidas a partir de uma correta medição. Entretanto, isto é pouca coisa se não for confirmado pelo sentimento e não exprimir o caráter físico particular do modelo. Qualquer coisa tem um decisivo caráter físico, por exemplo, um quadrado, um retângulo, mas não pode ser expresso de uma forma irresoluta e indecisa. Exagere, pois, segundo o caráter definitivo a favor da expressão. Não se deve abordar o modelo com uma teoria já preconcebida. Ele deve lhe impressionar, acordar em você uma emoção, que por sua vez você vai tentar exprimir. Você deve esquecer todas as suas teorias, todas as suas ideias diante do sujeito. A parte dele que é sua de verdade será expressa na sua manifestação da emoção que o sujeito revelou em você. Juntamente às sensações que se possa tirar de um desenho, uma escultura deve convidá-lo a manejá-la como um objeto, assim mesmo, ao fazê-lo, o escultor deve se dar conta das particulares exigências dos volume e massa. Quanto menor o objeto esculpido tanto mais deve existir a essencialidade da forma.”

Como se observa de sua aula acima, Matisse tinha uma profunda compreensão da escultura, do fazer a arte da escultura. Dizia ainda: “Le braccia sono come rotoli di creta, ma gli avambracci sono anche simili a corde, perché possono essere intrecciati” (Os braços são como rolos de argila, mas os antebraços são semelhantes a corda, porque podem ser entrelaçados). E ainda: “Il bacino rientra nelle cosce e suggerisce un anfora” (O quadril penetra nas coxas e sugere uma ânfora).

Finalmente, resumindo sua filosofia e experiência: “L’exactitude n’est pas la vérité” (A exatidão não é a verdade). Matisse não teve tantos escultores que se inspiraram ou se ligaram a ele. O que em seguida vem mudar o curso da pintura e da escultura Impressionista, Expressionista, teve origem em outros e variados caminhos que poderemos chamar de ecléticos e exóticos. Estes foram o que impactou a tradição europeia e a revolucionou e que por sua vez recebeu em troca uma outra contribuição, a construtivista.

“Autorretrato” – Matisse

Em Tânger, no Marrocos, ele pintou algumas obras. Entre elas, por exemplo, ele pintou “Paisagem de uma janela” (Paysage vu d’une fenêtre), 1913 – Musée Pouchkine, Moscou. Nas viagens que fez ao Marrocos, ele rompeu com o fauvismo e redefiniu seu estilo. “Eu encontrei paisagens no Marrocos”, afirmou ele, “exatamente como elas são descritas nas pinturas de Delacroix”. “O Oriente me trouxe a revelação das cores”, confessou certa vez, relatando que encontrou a incrível luminosidade.

“Retrato com a linha verde” – Copenhague. “As plumas brancas” – Minneapolis?

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Última atualização: 07/03/2013.
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