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NIEMEYER “PROJETA” GIRAFAS

Oscar Niemeyer (1907-2012), cujo nome completo é Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares Filho, é um arquiteto brasileiro considerado um dos nomes mais influentes na Arquitetura Moderna internacional. Foi pioneiro na exploração das possibilidades construtivas e plásticas do concreto armado.

Niemeyer projetou um Zoológico para a cidade de Argel, na Argélia (África), o qual não foi construído... Entretanto, o projeto foi publicado na Revista Módulo, em setembro de 1979 e, nela, podemos conferir que existem desenhos (croquis) de 4 girafas executados pelo próprio arquiteto!

Revista Módulo, setembro de 1979 – Nº 55 (páginas 68/76)

Fundada e dirigida por Oscar Niemeyer, a Revista Módulo começou a ser publicada a partir de março de 1955. No entanto, sua publicação foi interrompida em 1965 com a instalação do Regime Militar após o Golpe de 1964, quando sua redação é invadida e seus números apreendidos... Sua publicação permanece suspensa até 1975, quando volta a ser editada até 1989.

Recebi de Angela Vasconcellos (fonpfc001@terra.com.br), através de carta registrada, circulada para São Paulo em 21/05/2003, agência Conde Lages – Rio de Janeiro (RJ), uma cópia do artigo publicado na Revista Módulo. Adquiri um exemplar da revista no mês seguinte (06/03), em Porto Alegre.

Parque Ecológico de Argel
Ano do projeto: 1979
Construído: Não
Edificações previstas no projeto:
– Torre restaurante
– Museu ecológico
– Jardim Zoológico
– Estacionamento


Título: “ARTE HOJE” (Arte hoje), Ano 3 Nº 29 – Novembro de 1979 – Cr$ 80,00
Editora (extinta): Rio Gráfica | Série/Coleção: Periódico / Revista Mensal da Editora
Ano da Obra – Copyright: | Edição: 1ª | Ano: 1979 | Idioma: Português
Segmento: Literatura Brasileira – Arquitetura – Arte – Arte Brasileira
Ficha Técnica – Tipo de capa (acabamento/encadernação): Brochura | Formato: 23 × 30 cm. | Nº de páginas: 64
Estado de conservação: Usado, capas e lombada gastas principalmente nas bordas, miolo em bom estado. Adquirido na Traça por R$ 13,00 em 03/09.
Descrição, assuntos abordados: Projetos inéditos de Niemeyer – Jardim Zoológico da Argélia; João Câmara Filho (humor e política); Parati; Claudio Kuperman; Santa Rosa; Mario Barata; a obra de Araújo Porto Alegre.
Observações: Inclui notícias bibliográficas e agenda de leilões. Ilustração: Fotografias e reproduções de desenhos e pinturas em cores e em p&b. Capa: Detalhe do painel O Baile da Ilha Fiscal, de João Câmara, exposto na XV Bienal; foto de Rômulo Fialdini.

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BIOGRAFIA

“Sempre pensei em fazer escultura, mas sem nenhuma preferência ou caminho a seguir. Para mim, em matéria de arte – e mesmo de arquitetura –, não importa haver estilos diferentes, nem obra antiga ou moderna. O que existe é apenas arte boa ou ruim.

Gosto dos velhos mestres, mas também dos trabalhos de Moore, da pureza de Brancusi, das belas mulheres de Despiau e Maillol, das esculturas gregas e egípcias, da Vitória de Samotrácia, toda feita de beleza e movimento. Até as esguias figuras de Giacometti, que, confesso, não me atraíam, passei a admirar, quando vi uma delas, sozinha, monumental, num grande salão de Bruxelas.”

Oscar by Kadu Niemeyer
Foto de Kadu Niemeyer – www.kaduniemeyer.com

Oscar Niemeyer nasceu em 15/12/1907, na então capital do Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, Laranjeiras, na Rua Passos Manuel – posteriormente a rua recebeu o nome de seu avô Ribeiro de Almeida, então Ministro do Supremo Tribunal Federal.

Oscar passou sua juventude como um jovem carioca típico da época: boêmio... Concluiu o ensino secundário aos 21 anos, mesma idade com que casa com Annita Baldo, filha de imigrantes Italianos da província de Pádua, com quem teve somente uma filha, Anna Maria Niemeyer. Niemeyer tem cinco netos, treze bisnetos e quatro trinetos.

Após o casamento sente o peso da responsabilidade que havia assumido para si e decide trabalhar e continuar seus estudos. Começa a trabalhar na oficina tipográfica do pai e entra para a Escola Nacional de Belas Artes (RJ), de onde sai formado como Engenheiro e Arquiteto em 1934.

Na época passava por dificuldades financeiras, mas mesmo assim decidiu trabalhar sem remuneração no escritório de Lúcio Costa e Carlos Leão (1935). Ele se sentia insatisfeito com a arquitetura que via na rua e acreditava poder encontrar respostas para suas dúvidas de estudante com eles...

Em 1937, o escritório de Lúcio Costa e Carlos Leão onde trabalhava é chamado pelo Ministro da Educação e Saúde, Gustavo Capanema (que anulara o concurso público ganho por Archimedes Memoria), para projetar o novo edifício do Ministério da Educação e Saúde, no Rio de Janeiro. Este projeto estava inserido no contexto político do Estado Novo, quando o Presidente Getúlio Vargas, usava a arquitetura e o urbanismo como ferramentas para ilustrar os novos rumos da nação em uma fase intermediária, tentando se transformar de potência agrícola exportadora de café em um país industrializado.

Lúcio dividiu a autoria do projeto com outros arquitetos: Affonso Eduardo Reidy, Ernani Vasconcellos, Jorge Moreira, Carlos Leão e também um dos grandes expoentes mundiais do Movimento Moderno, o arquiteto franco-suíço Le Corbusier. O projeto segue os 5-pontos corbusianos, já realizados no Pavilhão Suiço, um prédio de apartamentos em Paris, projetado por Le Corbusier, em 1930.

O edifício, terminado em 1943, eleva-se da rua apoiando-se em pilotis: sistema de pilares de concreto que mantem o prédio “suspenso”, permitindo o trânsito livre de pedestres por debaixo do mesmo (um espaço público de passagem). O prédio uniu os maiores nomes do modernismo brasileiro, com azulejos de Portinari, esculturas de Alfredo Ceschiatti e jardins de Roberto Burle Marx.

Em 1938, assina o seu primeiro trabalho individual, o edifício da Associação Beneficente Obra do Berço, no Rio de Janeiro.

Em 1939, Niemeyer viaja com Lúcio Costa para projetar o Pavilhão Brasileiro na Feira Mundial de Nova Iorque (quando recebe a Medalha da Cidade). Associam-se ao escritório de Paul Lester Wiener, responsável pelo detalhamento dos interiores e stands de exposição. No mesmo ano apresenta o Edifício Gustavo Capanema.

Em uma época onde a Europa e os Estados Unidos estavam concentrando suas potências industriais na Segunda Guerra Mundial, o Brasil estava investindo em arquitetura, o que lhe colocou na vanguarda da Arquitetura Modernista internacional, onde ainda permaneceu por várias décadas, graças em boa parte ao talento de Niemeyer.

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O PROJETO DA PAMPULHA

DÉCADAS DE 40 e 50

Em 1945, já um arquiteto com algum nome, filia-se ao PCB – Partido Comunista Brasileiro, permanecendo até o ano de 1990, quando ocorre o seu desligamento do partido, junto com Luiz Carlos Prestes. Sempre foi um forte defensor de sua posição como stalinista...

“Nunca me calei. Nunca escondi minha posição de comunista. Os mais compreensíveis que me convocam como arquiteto sabem da minha posição ideológica. Pensam que sou um equivocado e eu penso a mesma coisa deles. Não permito que ideologia nenhuma interfira em minhas amizades.”

No início dos anos 40, Niemeyer foi contratado pelo industrial e intelectual Francisco Inácio Peixoto para elaborar dois projetos em Cataguases: uma casa e um colégio. O projeto arquitetônico da residência de Chico Peixoto foi entregue em 1940.

Em 1944, Niemeyer concluiu o projeto do Colégio Cataguases, cujas obras terminariam em 1947. Os projetos contaram com jardins de Burle Marx. Como ornamentos para o prédio do colégio, o arquiteto sugeriu a instalação de um painel em mosaicos de Paulo Werneck e de um mural de Cândido Portinari.

Em 1947, seu reconhecimento mundial é atestado: Niemeyer viaja para os Estados Unidos para compor uma equipe de arquitetos renomados que farão o projeto da sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.

No ano anterior havia recebido um convite para lecionar na Universidade de Yale, porém teve seu visto negado devido à sua posição política. Em 1950, o primeiro livro sobre seu trabalho (The Work of Oscar Niemeyer) é publicado nos EUA, por Stamo Papadaki.

No Brasil, projeta em São Paulo o Conjunto do Ibirapuera e o COPAN, em 1951, cuja construção terminou em 1953. No ano seguinte constrói sua própria casa no Rio de Janeiro. Esta, chamada a Casa das Canoas, nome da estrada em que se encontra, tornar-se-á muitos anos mais tarde parte da Fundação Oscar Niemeyer.

Viaja à Europa, pela primeira vez, em 1954, pelo projeto para reconstrução de Berlim... Funda, no ano seguinte, a revista “Módulo”, no Rio de Janeiro (1955).

Juscelino Kubitschek, eleito presidente do Brasil em 1956, volta a entrar em contato com Niemeyer. Desta vez tem um projeto político mais ambicioso, e o chama para a direção da NOVACAP – Companhia Urbanizadora da Nova Capital – um projeto para mover a capital nacional para uma região despovoada do centro do país.

A foto abaixo mostra o Edifício Copan, em São Paulo. Na coleção há um cartão-postal com foto de Cristiano Mascaro (1991).

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BRASÍLIA

Torna-se chefe do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da NOVACAP, empresa encarregada da construção de Brasília, a nova capital. Ele organiza e participa da comissão julgadora do concurso para a escolha do Plano-piloto.

Niemeyer abre um concurso para o projeto urbanístico de Brasília e o vencedor é o projeto de seu antigo patrão e grande amigo, Lúcio Costa. Niemeyer ficaria com os projetos dos prédios e Lúcio Costa com o plano da cidade.

O projeto urbano de Lúcio Costa utiliza alguns preceitos do urbanismo modernista principalmente a hierarquia viária preconizada por Le Corbusier em Sur les Quatre Routes e a disposição dos prédios em blocos afastados, dispostos sobre grandes áreas verdes, de seus projetos da década de 20.

O plano também é bastante semelhante aos estudos de Hilberseimer. A escala monumental e alguns elementos compositivos utilizados no projeto de Le Corbusier para Chandigarh também podem ser identificados na capital brasileira.

Em poucos meses, Niemeyer projeta dezenas de edifícios residenciais, comerciais e administrativos. Entre eles a residência do Presidente (Palácio da Alvorada), o Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado Federal), a Catedral de Brasília, os prédios dos ministérios, a sede do governo (Palácio do Planalto) além de prédios residencias e comerciais.

A própria forma da cidade, em forma de avião, dá elementos que se repetem em todos os prédios, dando-lhes uma unidade formal. A catedral é especialmente bela, com diversos simbolismos modernos. A sua entrada se dá pelo subsolo, um corredor mal-iluminado que contrasta com um saguão com iluminação natural forte que deixa transparecer o céu único de Brasília.

Por trás da construção de Brasília, uma campanha monumental para construir uma cidade inteira a partir do nada, no centro árido do país, estava a intenção de Kubitschek de alavancar a industria do país, integrar suas áreas distantes, povoar regiões inóspitas e levar o progresso para onde havia somente vaqueiros (diversos historiadores comparam a construção de Brasília com a marcha do oeste norte-americana).

Niemeyer e Lúcio Costa aproveitaram para pôr em prática os conceitos modernistas de cidade: ruas sem trânsito (Niemeyer diria que é um desrespeito ao ser humano que ele tome mais de 20 minutos no transporte de uma região a outra), prédios erguidos por pilotis (apoiados em colunas e permitindo o espaço em baixo livre), integração com a natureza.

Uma ideologia socialista também se ensaiou: em Brasília todos os apartamentos deveriam ser do governo que os cedia para seus funcionários, não havia regiões mais nobres, ministros e operários dividiriam o mesmo prédio. Brasília deveria ser uma cidade contida em si, não se expandir além dos projetos originais, previa-se que assim que ficasse cheia, outras em moldes parecidos seriam construídas em diversas regiões...

A construção de Brasília suscitou grandes discussões internacionais desde sua construção. Mesmo antes do projeto, os preceitos do urbanismo modernista já estavam sendo criticados por sua grande dependência no automóvel (em detrimento do pedestre), sua monumentalidade, e sua falta de uma escala próxima do homem.

Hoje, apenas uma pequena parte da população total vive na área planejada. O crescimento da cidade não foi previsto e a instalação da nova população se deu de forma espontânea nas cidades satélítes.

Brasília é projetada, construída e inaugurada no intervalo de tempo de um mandato presidencial, 4 anos. Após sua construção (1962), Niemeyer é nomeado coordenador da Escola de Arquitetura da Universidade de Brasília, UnB.

Em 1963 é nomeado membro honorário do Instituto Americano de Arquitetos dos Estados Unidos. No mesmo ano, o governo da União Soviética (URSS) lhe concedeu um prêmio soviético internacional de paz, o Prêmio Lênin da Paz...

Em 1964, viaja para Israel a trabalho e volta para um Brasil completamente diferente. Em março o presidente João Goulart (Jango), que assumira após o presidente eleito Jânio Quadros renunciar, havia sido deposto por um golpe dos militares. Os militares assumem o controle do país que se torna uma ditadura...

Logo, viaja para o Líbano e projeta a Feira Internacional e Permanente de Trípoli e o Conjunto Esportivo.

O Palácio do Planalto e a Catedral de Brasília.

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EXÍLIO E PROJETOS ALÉM MARES

O comunismo de Niemeyer lhe custará caro nos anos de uma ditadura militar no Brasil, pois seu escritório foi saqueado, a sede da revista Módulo semi-destruída, seus projetos pouco a pouco começam a ser misteriosamente recusados e clientes a desaparecer...

Um Ministro da Aeronáutica da época diria que “lugar de arquiteto comunista é em Moscou”. Fidel Castro teria dito a respeito dele: “Niemeyer e eu somos os últimos comunistas deste planeta”.

Em 1965, duzentos professores, entre eles Niemeyer, pedem demissão da Universidade de Brasília (Unb), em protesto contra a política universitária. No mesmo ano viaja para França, para uma exposição sobre sua obra no Museu do Louvre.

Impedido de trabalhar no Brasil, auto-exilou-se na França (1966?/67), muda-se para Paris. Começa aí uma nova fase de sua vida e obra. Abre um escritório nos Champs-Élysées, e tem clientes em diversos países, em especial na Argélia...

Na França, cria a sede do Partido Comunista Francês, a Bolsa de Bobigny e o Centro Cultural de Havre. Já na Itália, a sede da Editora Mondadori.

Nota: 100º Aniversário do Arquiteto Oscar Niemeyer – A Ordem dos Engenheiros e a Ordem dos Arquitectos, conjuntamente com o Grupo Pestana, estão a organizar a celebração do centenário. Niemeyer projetou o Casino da Madeira e o Pestana Casino Park Hotel, tendo a estrutura sido projetada pelo Engenheiro Oliveira e Costa, obras integradas no livro “100 Obras de Engenharia Civil no Século XX – Portugal”, edição da Ordem dos Engenheiros. As comemorações ocorrerão entre os dias 14 e 16/12/2007, e serão compostas por conferências, visitas guiadas e programa social. Está disponível um programa previamente organizado, que engloba viagem e estadia, com partida de Lisboa e Porto. Interessados em participar poderão contatar a Secção Regional da Madeira.


ANOS OITENTA ATÉ HOJE

A Ditadura no Brasil dura 21 anos. Nos anos 80 se distende uma abertura política lenta e gradual. É neste contexto que Niemeyer volta ao seu país. Ele próprio define esta época como o início da última fase de sua vida.

Nesta época Niemeyer fez o Memorial JK (1980), o prédio-sede da Rede Manchete de Televisão (1983), os Sambódromos do Rio de Janeiro (1984) e de São Paulo (1991), o Panteão da Pátria de Brasília (1985) e o Memorial da América Latina (1987), em São Paulo.

Em 1988, foi criada a Fundação Oscar Niemeyer com o objetivo de preservar o seu acervo. Em 1989, o Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos de Lucas, no Rio de Janeiro, dedicou seu enredo ao arquiteto...

Em 1996, já com 89 anos, criou o que muitos consideram sua obra prima, o Museu de Arte Contemporânea, em Niterói. Um museu em um lugar improvável, com uma forma bela e original, uma escultura que se projeta sobre a pedra, dando uma linda visão da Baía de Guanabara e do Rio de Janeiro. As piores críticas que se fazem do museu é que sua forma é tão bela que ofusca as obras de arte dentro delas...

Entre os seus projetos recentes, em 2002, projetou o Centro Cultural e Esportivo da Escola de Samba Unidos de Vila Isabel, no Rio de Janeiro. Realizou-se também a exposição Oscar Niemeyer 90 anos, na Galerie Nationale du Jeu de Paume, em Paris, França.

Foi inaugurado no dia 22/11/2002 o complexo que abriga o Museu Oscar Niemeyer, na cidade de Curitiba, Paraná.

Em 2003, Niemeyer foi escolhido para projetar um anexo provisório na Serpentine Gallery – uma galeria londrina que constrói a cada ano um pavilhão em seu jardim. Niemeyer permanece envolvido em diversos projetos, entre esculturas e reformas ou readaptações de antigas obras. As obras declaradas patrimônio público pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional ou Patrimônio da Humanidade pela Unesco (caso de Brasília), só podem ser alteradas pelo próprio arquiteto...

Niemeyer, em novembro de 2006, fez algo inesperado: casou-se com sua secretária, Vera Lúcia Cabreira, de 60 anos.

Em 15/12/2006 (com quase 50 anos de atraso), foi inaugurado o Conjunto Cultural da República, o maior centro destinado à cultura no Brasil, com 91,8 mil metros quadrados, teve um gasto de 110 milhões de reais do Governo do Distrito Federal... Localizado no Eixo Monumental – Esplanada dos Ministérios (entre a Catedral e a rodoviária), sua inauguração foi programada para coincidir com o aniversário de 99 anos de Oscar Niemeyer.

O Conjunto Cultural da República – João Herculino é um complexo que compreende o Museu Nacional Honestino Guimarães (detalhe do lado esquerdo da tela) e a Biblioteca Nacional de Brasília Leonel de Moura Brizola (www.bnb.df.gov.br), detalhe do lado direito. Fotos by Sérgio Sakall, em 22/02/2009.

Também foi convidado a elaborar o projeto arquitetônico do novo centro administrativo do governo de Minas Gerais. Este centro localiza-se entre a capital mineira e o aeroporto internacional Tancredo Neves (Confins). Mais um projeto ousado que – dentre outras edificações no local – prevê uma laje de quase 150 metros apoiada em apenas dois pilares.

Fora do Brasil, em 2007, o arquiteto prepara-se para iniciar as obras do seu primeiro projeto na Espanha: um centro cultural com o seu nome, em Avilés, com inauguração prevista para antes de 2010. Este projeto foi oferecido à Fundação Príncipe das Astúrias como agradecimento pela condecoração que Niemeyer recebeu, em 1989 (Prêmio Príncipe das Astúrias das Artes). Do projeto constará um edifício dedicado a albergar o Museu Internacional dos Prêmios Príncipe das Astúrias, onde se prestará tributo a todos os galardoados.

Tinha também planificando um balneário para Potsdam, na Alemanha, com inauguração marcada para 2007, cujas obras foram canceladas antes do início da edificação devido às suas dimensões faraônicas...

Em 2007, ano de seu centenário, Oscar Niemeyer aceitou ser presidente de honra do Centro de Educação Popular e Pesquisas Econômicas e Sociais CEPPES, centro de estudos fundado por Luís (Luiz) Carlos Prestes (“camarada” do antigo partido).

Mais recentemente, Niemeyer fora convidado para redesenhar o prédio do Detran, de sua autoria, em São Paulo, que abrigara o novo MAC da USP.

Museu Nacional, Complexo Cultural da República (DF) e Biblioteca Municipal, Teatro Duque de Caxias (RJ).

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Livros:
Oscar Niemeyer publicou diversos livros relatando suas experiências como artista, entre eles:
– Quase memórias: viagens, tempos de entusiasmo e revolta (1961-1966), Rio de Janeiro (Civilização Brasileira, 1966)
– Minha experiência em Brasília, editado na França, Japão e Espanha (Rússia, 1976)
– A forma na arquitetura, Rio de Janeiro (Avenir, 1978)
– Rio: de província à metrópole, Rio de Janeiro (Avenir, 1980)
– Como se faz arquitetura, Petrópolis (Vozes, 1986)
– Conversa de arquiteto, Rio de Janeiro (Revan, 1993)
– Meu sósia e eu, Rio de Janeiro (Revan, 1992)
– As curvas do tempo – memórias, Rio de Janeiro (Revan, 2000)
– Minha arquitetura 1937-2004, Rio de Janeiro (Editora Revan, 2004)
– Sem rodeios – conto, Rio de Janeiro (Editora Revan, 2006)

Links:
– Complete List of Pritzker Architecture Prize Laureates 1979-2006 (www.pritzkerprize.com)
– Arquitetura e Urbanismo (www.mre.gov.br/cdbrasil/itamaraty/web/port/artecult/arqurb/apresent)
– Enciclopédia Virtual do Design Brasileiro (www.designbrasil.org.br)
– Enciclopédia Livre Wikipédia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Oscar_Niemeyer)
– Ganhador do Prêmio Stalin da Paz 1963 (http://en.wikipedia.org/wiki/Stalin_peace_prize)
– Prêmio Príncipe das Astúrias das Artes 1989 (www.fundacionprincipedeasturias.org/esp/04/premios/premios1_1989.html)
– Centro de Educação popular e Pesquisas Econômicas e Sociais CEPPES (www.ceppes.org.br)

Prêmios:
– Ao longo de sua carreira recebeu diversos prêmios e condecorações como: Prêmio Benito Juarez do Centenário da Revolução Mexicana (1968); Medalha do Conselho Artístico da Unesco (1980); Medalha do Porto Oceânico de Le Havre, França (1982); Prêmio Roma-Brasília - Cidade da Paz, da Prefeitura de Roma (1985); Medalha Rodrigo Melo Franco de Andrade da Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (1987); Prêmio Pritzker de Arquitetura, Chicago (1988); Medalha do Colégio de Arquitetos de Catalunha, Barcelona, Espanha, em cerimônia realizada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1990); Insígnia da Ordem do Mérito Cultural no Brasil (1995); Ordem José Marti, outorgado pelo governo da República de Cuba (1997) e a Royal Gold Medal do Royal Institute of British Architects – RIBA (1998).

Entre os títulos adquiridos pelo conjunto de sua obra, destacam-se: Membro Honorário do Instituto Americano de Arquitetos dos Estados Unidos (1963); Comendador da Ordem do Infante D. Henrique, Portugal (1975); Oficial da Ordem da Legião de Honra da França (1979); Membro Honorário da Academia de Artes da União Soviética (1982); Comendador da Ordem das Artes e das Letras, França (1982); Grã-Cruz da Ordem do Mérito de Brasília (1985); Virtuoso da Pontifícia Insigne Academia Artística (1985); Membro Honorário do Real Instituto dos Arquitetos Britânicos (1999); Cavaleiro Comendador da Ordem de São Gregório Magno, Vaticano, Itália (1990) e o diploma de Honra ao Mérito outorgado pela Associação de Arquitetos do Reino Unido (1997).

Niemeyer é, ainda, Doutor Honoris Causa do Centro de Pesquisa e Ensino de Arquitetura da Alemanha, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, da Universidade de Braz Cubas, em São Paulo, da Universidade de São Paulo e da Universidade de Minas Gerais.

Sua obra foi exposta em muitas mostras no Brasil e no exterior, como no Palácio do Louvre, França (1965); no Centro Georges Pompidou, também na França (1979); no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1983); no Museu de Arte Moderna de São Paulo (1997); no Memorial da América Latina, também em São Paulo (1997), no Museu de Arte Contemporânea de Niterói (1997) e ainda em cidades como Veneza, Florença, Turim, Pádua e Londres.

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Memorial da América Latina – www.memorial.org.br
Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 664 – CEP: 01154-060 – São Paulo (SP)
De terça a domingo, das 9 às 18 horas (Estação Barra Funda do Metrô)

O Memorial da América Latina é um extraordinário espaço projetado por Oscar Niemeyer, polo irradiador e integrador da cultura latino-americana, em todas as suas manifestações.

Inaugurado em 18/03/1989, é uma Fundação de direito público, sem fins lucrativos, que tem como objetivo principal disseminar manifestações de criatividade e saber, buscando o estreitamento das relações culturais, políticas, econômicas e sociais do Brasil com os demais países da América Latina.

Sua estrutura compreende a Diretoria de Atividades Culturais, que coordena eventos artísticos, e o Centro Brasileiro de Estudos da América Latina – CBEAL, que desenvolve estudos de temas do continente, sob uma perspectiva interdisciplinar.

O projeto cultural idealizado pelo antropólogo e escritor Darcy Ribeiro definiu importante diretriz ao Memorial: desenvolver no Brasil a consciência da integração, a fim de aprofundar a convivência e a amizade dos povos da América Latina.

O espaço arquitetônico estrutura-se funcionalmente com órgãos e serviços focados no cumprimento desta missão, e vem fomentando esse propósito no incentivo a todas as formas de expressão da identidade latino-americana e à criatividade cultural.

Também coordena iniciativas internacionais de interesse dos povos do continente, mantém um centro de informações básicas da realidade latino-americana, por meio de biblioteca especializada, difunde o conhecimento da história desses povos nos projetos de visitação escolar e incentiva a cooperação entre as instituições científicas, artísticas e educacionais do Brasil e de outros países ibero-americanos.

O cartão de visita do memorial é a Praça Cívica, um espaço com 12 mil m² de área livre, onde são realizados eventos para até 40 mil pessoas. Nela acontecem festas típicas dos países do continente e das regiões brasileiras, shows populares, festivais, oficinas e espetáculos variados.

Também conhecido como Praça do Sol, o local abriga a famosa escultura de Oscar Niemeyer – “A Mão”, que ostenta na palma o mapa da América Latina na cor vermelha, representando o sangue vertido na luta pela identidade cultural e autonomia política, social e econômica do continente. A impressionante obra de arte se tornou um dos ícones da cidade de São Paulo.

Fernando Leça – Diretor-Presidente do Memorial da América Latina
Fonte: Edital nº 7, Bloco “Obras de Oscar Niemeyer”, 18/03/2008

Auditório Simón Bolívar – Com capacidade para 1.600 pessoas, recebe espetáculos artísticos, congressos e seminários. Também funciona como Centro de Convenções, em conjunto com o Anexo dos Congressistas.

Biblioteca Latino-Americana Victor Civita – Mantém um rico acervo sobre América Latina e também vidioteca e hemeroteca. O público tem acesso a uma seleção das mais representativas obras escritas do Continente.

Salão de Atos Tiradentes – Sede de solenidades e recepções oficiais do Governo do Estado de São Paulo, especialmente àquelas ligadas às questões do nosso Continente. Abriga obras de arte que homenageiam nossos antepassados, como o mural Tiradentes, de Portinari, e seis painéis em baixo relevo dos artistas plásticos Poty e Caribé. Também compõe seu acervo a escultura em mármore Integração, de Bruno Giorgi, situada no espelho d’água.

Galeria Marta Traba de Arte Latino-Americana – A galeria é um espaço privilegiado para a difusão da arte latino-americana e para o intercâmbio cultural com os países do nosso continente.

Pavilhão da Criatividade – Exposição permanente de arte popular latino-americana que reúne, em especial, trabalhos dos países com forte influência das civilizações pré-colombianas: México, Guatemala, Peru e Equador. Abriga, também, uma exposição de arte popular brasileira, uma ala para exposições temporárias e um espaço para exibição de vídeo-documentários. A lojinha do Memorial localiza-se neste pavilhão.

No Pavilhão da Criatividade, em meio aos exemplares da arte popular brasileira, há a obra “Folia de Reis, Dança do Sapo” – Joazeiro do Norte, Ceará. Tal obra foi realizada aos moldes das peças de Mestre Vitalino e mostra uma girafa...

Anexo dos Congressistas – Espaço destinado a atividades acadêmicas, diplomáticas, encontros intelectuais, pequenas exposições e comemorações de datas nacionais.

“A Mão”, Memorial da América Latina – Oscar Niemeyer, 1989. Foto by Sérgio Sakall, 14/06/2009.

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MAC – Museu de Arte Contemporânea de Niterói
Luiz Guilherme Vergara – Diretor do Museu de Arte Contemporânea de Niterói
Fonte: Edital nº 7, Bloco “Obras de Oscar Niemeyer”, 18/03/2008

O Museu de Arte Contemporânea de Niterói – MAC, concluído em 1996, situa-se numa praça aberta de 2.500 m², em terreno estreito, circundado pelo mar, destacado pela imensa rampa externa que convida ao seu interior, um passeio pela arte.

O edifício possui linhas suaves, que lhe preservam a leveza e a paisagem natural que o envolve, realçada pelo espelho d’água, em sua base, e pela relva que une a praça das escarpas ao Mirante da Boa Viagem. Externamente, o prédio é iluminado por 36 faróis imersos, o que lhe propicia à noite um sentido mágico de levitação.

Seu formato circular, pairando no panorama marinho, é emoldurado pelas montanhas da Baía da Guanabara.

A forma inspirada de Niemeyer lança as bases para uma função expandida dos museus de arte contemporâneos, superando as regras acadêmicas e funcionalistas da arquitetura dos museus tradicionais.

Niemeyer faz uso da intuição, do desejo e do sonho ativo para modelar esta magnífica visão da forma do MAC na paisagem, estabelecendo concretamente uma nova identidade e função para este museu: sua forma não segue uma função museu aberto para o mundo, superando os modelos existentes, contra os quais as próprias vanguardas artísticas do século XX também se rebelaram.

Esta abertura radical do MAC para a paisagem-mundo é parte da potência artística de Niemeyer, que aponta, também, para uma missão especial deste museu, a de levar para a sociedade as conquistas artísticas contemporâneas.

A forma do MAC cumpre em si o papel de uma monumental obra de arte, que inaugura e desafia a função de ser um museu aberto para o devir das novas realizações humanas, de memórias futuras e experiências presentes, assim se alinhando com as próprias vanguardas artísticas contemporâneas.
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MON – Museu Oscar Niemeyer
Rua Marechal Hermes, 999 – Centro Cívico, Curitiba – Paraná (PR)
Fone: (41) 3350-4400 | Funcionamento: de terça a domingo, das 10 às 18 horas

O belo selo (abaixo) foi emitido em 25/04/2005 e mostra o Museu Oscar Niemeyer em uma foto noturna. Arte: Nani Góes. Colaboração: Museu Oscar Niemeyer. Processo de Impressão: Ofsete. Folha 30 selos. Papel: Cuchê gomado. Valor facial: R$ 0,80. Local de lançamento: Curitiba (PR). Impressão: Casa da Moeda do Brasil. RHM: C-2608.

O selo Museu Oscar Niemeyer (MON), com emissão anteriormente programada para o início de julho, teve sua data de lançamento alterada para 25/04/2005. O selo reproduz uma foto do Museu Oscar Niemeyer, em que se visualiza a beleza do complexo arquitetônico, composto por dois prédios, com enfoque maior para o anexo, construído posteriormente, destacando o projeto arrojado que lembra um olho humano. Do ângulo em que se projeta a imagem, sugestiona que o imponente “olho”, ao anoitecer, mantém-se atento, como guardião, ao prédio à sua frente. No canto inferior esquerdo, a reprodução da assinatura do arquiteto Oscar Niemeyer. Foram utilizadas as técnicas de fotografia e computação gráfica.

Edital nº 8: Museu Oscar Niemeyer – Nasce um dos maiores museus da América Latina

O Museu Oscar Niemeyer tem como foco as Artes Visuais, a Arquitetura e o Design. Projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, o próprio complexo é um exemplo da arquitetura elevada ao nível de obra de arte. Nele, Niemeyer revela como a arte expressa na arquitetura pode fazer com que espaços construídos em épocas distintas convivam em perfeita harmonia. Rampas em curvas e um túnel, que internamente liga o anexo, conhecido por Olho, ao prédio principal, fazem o elo entre o passado e o presente, entre o Moderno e o Contemporâneo.

O primeiro prédio, projetado por Niemeyer em 1967, é fiel ao estilo Moderno da época. Elaborado para ser um instituto de educação, ao longo de 32 anos foi ocupado por secretarias de Estado. Reformado e adaptado para ser um museu, o prédio principal abriga a maioria das exposições, em mais de 17 mil metros quadrados de área expositiva. E para imprimir nova identidade ao antigo espaço, Niemeyer projetou o anexo. O imponente Olho de concreto e vidro, ao mesmo tempo em que debruça seu olhar de dupla face para a cidade, observa a si mesmo, refletindo o passado. Um olhar Contemporâneo, que parece flutuar à frente do prédio que lhe deu origem.

Em novembro de 2002, foi inaugurado o Novo Museu. Por exigências jurídicas, foi necessária a alteração do nome de origem. Em 8 de julho de 2003, o complexo foi reinaugurado, desta vez sob a denominação de Museu Oscar Niemeyer. Desde então, a atual direção vem promovendo constantes ampliações na estrutura física e museográfica. Em dezembro de 2004, foram inauguradas três salas para a exposição de fotografias e a montagem da reserva técnica, onde são acondicionadas as obras do acervo, foi concluída.

Em fevereiro deste ano, foi aberta a Loja do MON e estão em andamento os trabalhos para a instalação de um café. O acervo também está sendo ampliado, gradativamente, com a inserção de obras que estão sendo adquiridas por meio de doações dos próprios artistas. Instalado em uma área construída de 35 mil metros quadrados, sendo 19,1 mil metros quadrados de área expositiva total, o Museu Oscar Niemeyer é, hoje, uma instituição cultural de referência nacional e internacional.

Maristela Requião (Diretora Presidente do Museu Oscar Niemeyer)

Abaixo, ensaio no MON, fotos de Sérgio Sakall, em 12/2002 (mês seguinte à inauguração). Nota: Uma foto foi utilizada em cartão telefônico.

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Tel: (21) 2239-9144 Fax: (21) 2259-2082 Celular: (21) 9691-9023

Contatos...

08/03/03: Apresentação e pedido. Sra. Anna Maria Niemeyer (amn@annamarianiemeyer.com.br), Falei com o seu neto Paulo Sergio Niemeyer Makhohl (pauloniemeyer@terra.com.br) e ele quem me sugeriu a prestigiar a exposição de seu pai... Mas, infelizmente, não poderei ir até o Rio de Janeiro. Por isso, peço que o Sr. Oscar ao menos saiba de meu intento... Sou paulista, fotógrafo free-lancer, colecionador temático e quero muito ter um trabalho assinado por Niemeyer. Quero saber qual é o procedimento que devo tomar para fazer uma encomenda... Trata-se do animal que mais amo – GIRAFA. Sou colecionador temático desse animal. Além de minha coleção com objetos sobre elas, possuo outras áreas colecionáveis: filatelia, pinturas e desenhos presenteados por amigos, gravura etc., tudo sobre girafas. Querendo ampliar o meu acervo, assim como abranger novas áreas e linguagens dentro de minha coleção e, sobretudo pelo artista ser um dos principais representantes contemporâneos brasileiros, foi que eu resolvi escrever para saber da possibilidade de um traço, um croqui, um desenho, uma serigrafia sobre girafa, para que eu possa agregá-la em minha coleção. Entretanto, gostaria que o trabalho fosse simples por razão financeira. Também gostaria de uma obra de expressão pessoal, uma visão particular do artista sobre as girafas, livre de meus conceitos... Assim como Salvador Dali o fez quando pintou “Jirafa del fuego”... Agradeço sua atenção e aguardo um retorno sobre qual o procedimento que devo tomar. Atenciosamente. PS: Sempre pensei sobre um desenho de meu animal preferido feito pelo arquiteto... mas depois que eu li em seu site o que reproduzi abaixo, agora, sonho com uma “estatueta”...

20/03/03: De Leonor de Souza Azevedo (leonor@centroin.com.br), resposta: Apresentação e pedido. Estou imprimindo e encaminhando. Leonor.

16/04/03: Leonor Azevedo, Escrevo, novamente, para saber se já foi entregue para a Sra. Anna Maria Niemeyer este e-mail... Muito obrigado.

24/04/03: Desenho ON. É imposível atendê-lo. O arquiteto Oscar Niemeyer não faz desenhos por encomenda. Anna Maria Niemeyer.

02/06/03: Prezada sra. Anna Maria Niemeyer, Recebi de Angela Vasconcellos, através de carta registrada, em 22/05, uma cópia do artigo publicado na Revista Módulo sobre o projeto para o ZOOLÓGICO DE ARGEL, o qual eu agradeço muito. Em tal projeto o “nosso” arquiteto desenhou girafas! Peço a gentileza de comentar com o sr. Oscar sobre o meu intento, pois acredito e tenho esperanças de que ele poderia fazer alguma coisa por mim... Sra. Anna Maria, só lhe peço que ele saiba de meu querer, pois eu desconheço outro caminho para isso. Ficarei eternamente grato se a senhora comentar com ele sobre a minha paixão pelo animal mais alto do planeta! Talvez, mesmo ele não fazendo desenhos por encomenda, quiçá ele queira me presentear fazendo um rabisco de uma girafa... Novamente agradeço sua atenção.

15/01/04: Sr. Oscar Niemeyer, É com satisfação e grande esperança que me apresento... Tenho quase 40 anos, sou paulista, fotógrafo e um colecionador temático sobre o animal que mais amo – GIRAFA. Coleciono absolutamente tudo sobre girafas, desde tenra infância. Tenho mais de 1.500 objetos de diferentes materiais e procedências, assim como inúmeras fotografias, cartões-postais, revistas, pôsters, quadros, pinturas de amigos etc. Na filatelia – outra paixão – tenho mais de 500 selos sobre as exóticas girafas. Há alguns anos, soube de seu projeto a respeito de um Zoológico para a cidade de Argel, na Argélia, que não foi construído. O projeto foi publicado no número 55 da REVISTA MÓDULO, de setembro de 1979 (eu recebi de presente uma cópia do artigo publicado da Angela Vasconcellos, através de carta registrada, em 22/05/2003). Foi difícil, mas depois de um bom tempo eu consegui através de um sebo uma revista original... Bem, em tal projeto existem desenhos de 4 girafas executados pelo senhor! Desde então, sonho em obter um desenho seu, inclusive vai completar um ano que tento falar com o senhor para fazer o meu pedido, mas acho que ando sem sorte... Já falei com a sua irmã Anna Maria Niemeyer, com um neto dela: Paulo Sergio Niemeyer Makhohl, com uma secretária: Leonor de Souza Azevedo, entretanto nada consegui da Galeria Anna Maria Niemeyer. Penso que sua filha tenta poupá-lo de “pedintes” como eu; consequentemente penso que nenhum de meus tantos e-mails enviados àquela galeria sequer chegou ao seu conhecimento... Claro que entendo os motivos da senhora Anna Maria, entretanto eu quero realizar o meu sonho... Mas talvez eu esteja julgando errado, pois na verdade eu não sei se foi entregue o meu pedido... Penso que não porque desacredito que o senhor, mesmo que não quisesse atender ao meu pedido, deixaria-me esperando sem uma resposta... Bem, querendo REALIZAR UM SONHO, também ampliar o meu acervo, assim como abranger novas áreas e linguagens dentro de minha coleção e, sobretudo pelo senhor ser um dos principais representantes contemporâneos brasileiros, foi que eu resolvi fazer este pedido: O senhor poderia fazer para mim um traço, um croqui, um desenho, uma serigrafia, um “rabisco” ou qualquer coisa que seja uma girafa (é claro), ilustrada em uma folha de papel para que, coberto de orgulho, eu possa agregá-la em minha coleção? Agradeço muito sua atenção e aguardo com esperança a sua resposta. Abraços.

24/01/04: De Oscar Niemeyer (oscar.niemeyer@uol.com.br), assunto: Resposta O. Niemeyer. Prezado Sr. Sérgio Eduardo Sakall, Infelizmente não posso atender ao seu pedido. Qualquer coisa escrita e desenhada por mim tem que passar pelo minha fundação. Cordialmente, Oscar Niemeyer.

26/01/04: Olá Sr. Oscar, Primeiramente, muito obrigado por sua atenção em responder. Entendo a sua posição, entretanto faço uma pergunta: – Para realizar o meu sonho, qual é o procedimento que devo tomar para que a sua Fundação aprove o meu intento? Devo encaminhar o mesmo pedido exatamente para quem da Fundação? Novamente agradeço sua resposta e deixo um convite: Visite GIRAFAMANIA um site dedicado ao animal que mais amo! Ainda com esperanças, abraços.

14/04/04: Sr. Oscar, Novamente, é com grande esperança que lhe escrevo... Depois que lhe enviei uma carta, o senhor me respondeu através de e-mail que, infelizmente, não poderia atender ao meu pedido porque qualquer coisa escrita e desenhada pelo senhor teria que passar por sua Fundação... Em seguida, numa resposta minha, disse que entendia sua posição e deixei uma pergunta... Como não obtive a resposta desejada, tomei esta atitude de lhe escrever novamente... Também para o senhor “poder sentir” o quanto me é importante ter uma girafa desenhada pelo senhor! – Afinal, para realizar o meu sonho, qual é o procedimento que devo tomar para que a sua Fundação aprove o meu intento? Aproveitando a oportunidade, quero dizer que sinto muito em relação a morte de seu irmão... Ainda com esperanças, aguardo notícias suas. Abraços.

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Última atualização: 07/11/2013.
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