Mazzaropi “confiou” na girafa do Zoológico do Rio de Janeiro!
Amácio Mazzaropi em fotografia branco & preto.
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Amácio Mazzaropi nasceu na capital de São Paulo, em 9 de abril de 1912. Aos dezesseis anos foge de casa para ser assistente do faquir Ferri.
Em 1940, monta o Circo Teatro Mazzaropi e cria a Companhia Teatro de Emergência. Em 1948, vai para a Rádio Tupi, onde estréia o programa Rancho Alegre.
Em 1950, inaugura a televisão no Brasil e para lá leva seu programa, com estrondoso sucesso. Abílio Pereira de Almeida, então produtor e diretor da Vera Cruz, procura um tipo diferente e curioso para estrelar uma comédia.
Quando vê Mazzaropi na televisão, não tem dúvida e contrata-o para atuar em “Sai da Frente” (1951) – primeiro filme protagonizado por Mazzaropi na Cia. Vera Cruz e no cinema.
O sucesso popular é tanto que Mazzaropi acaba se dedicando praticamente ao cinema. Participa de oito filmes como ator contratado, entre eles, o clássico do cinema “O Noivo da Girafa”, de 1957 – mesmo ano que ocorre um incêndio no prédio onde fica a Cinemateca Brasileira, destruindo vários filmes...
Em 1958, funda a PAM Filmes (Produções Amacio Mazzaropi). A partir daí, passa a produzir e dirigir seus filmes, sendo sua primeira produção Chofer de Praça, em que ele emprega todas as suas economias.
Abaixo (lado direito), selo emitido em 24/06/1998, na série de 6 valores sobre o Centenário do Cinema Brasileiro (1897-1997), cuja fotografia retrata Mazzaropi no primeiro filme da carreira do ator, “Sai da Frente”, e inscrição com vários nomes de filmes (Vera Cruz apresenta: Floradas na Serra, Sinhá Moça, Tico-tico no fubá, O Cangaceiro). Os outros selos dessa série mostram: um Cinematographo, o filme “Limite”, Chanchada, Glauber Rocha (RHM: C-2145/C-2150). Do lado esquerdo da tela, um cartaz do filme “Chico Fumaça” (1956), com Mazzaropi.
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Com o filme pronto, falta dinheiro para fazer as cópias. Pega seu carro e sai pelo interior a fora fazendo shows até conseguir arrecadar a quantia necessária. O filme estréia e faz muito sucesso. O pano de fundo de quase todos os seus filmes é sempre uma fazenda, primeiro emprestada e depois a sua própria, chamada Fazenda da Santa, onde monta seus estúdios.
Alí atravessa sua mais fértil fase e produz seus melhores filmes como “Jeca Tatu” (1959), “Tristeza do Jeca” (1961) e “Meu Japão Brasileiro” (1964), entre outros. Com o tipo “Jeca”, o caipira de fala arrastada, tímido, mas cheio de malícia, arrasta multidões aos cinemas. Lança um filme por ano e sempre em 25 de janeiro, aniversário de São Paulo, e no cine Art-Palácio, que ele adota para lançamento das películas, pois o dono do cinema foi o que mais lhe apoiara no início da carreira de produtor.
Fica milionário e, paralelamente, produz leite, sendo um dos maiores fornecedores da empresa Leites Paulista. No início dos anos 70 constrói novos estúdios e um hotel, também em Taubaté, no Vale do Paraíba. Artista nato e empresário com muito tino comercial, é também desconfiado e solitário. Nunca se casa, mas tem um filho adotivo, Péricles, que o ajuda na produção dos filmes.
Morre em 13 de junho de 1981, aos 69 anos de idade, vítima de câncer na medula, logo após iniciar sua 332 produção, “Jeca e a Maria Tromba Homem”. O império que constrói é dilacerado pelos herdeiros após sua morte, com todos os seus bens indo à leilão, inclusive os filmes...
Antigo estúdios de Taubaté, hoje, Museu Mazzaropi. Foto Sérgio Sakall (13/03/2005).
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Endereço: Estrada dos Remédios, 2.380 (3 km do centro) – Fone:
(12) 3634-3447
museu@museumazzaropi.com.br – http://www.museumazzaropi.com.br/
O Hotel-fazenda onde ficavam os seus estúdios, continua existindo, agora, com o nome de Hotel Fazenda Mazzaropi, mantenedor do Museu Mazzaropi com um acervo de mais de 6.000 peças. As visitas são gratuitas, mas precisam ser previamente agendadas. Há equipamentos antigos de filmagem, pôsteres dos filmes e objetos utilizados nas filmagens.
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Acima, placa na entrada; ao lado quadros e fotos decoram a parede do Museu Mazzaropi. Abaixo, outro aspecto do interior mostra objetos cinematográficos do Museu Mazzaropi. Fotos de Sérgio Sakall, tiradas no mesmo dia em que visitei a Casa do Figureiro (13/03/2005).
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Sinopse: Quando funcionário do zoológico tem seu exame médico trocado com o de um animal, é equivocadamente dado como moribundo e passa a ser bem tratado por todos que antes o maltratavam e desprezavam.
Narra as confusões vividas por Aparício Boamorte (personagem do ator Mazzaropi) que trabalha no Jardim Zoológico do Rio de Janeiro e tem uma girafa como confidente para desabafar as broncas que leva de todas as pessoas com quem se relaciona.
Nota: refere-se a girafa macho “Inocêncio”, provavelmente, a mesma de Guimarães).
Película de cinema: “O Noivo da Girafa”
Sistema cor original: B&P
Metragem: 2.449,4m, filmado em 35mm, em 24q.
Local de produção: São Paulo (SP)
Ano de produção: 1957
Elenco principal: Amácio Mazzaropi (Aparício), Glauce Rocha (Inesita), Roberto
Durval (Poeta), Nieta Junqueira (Xantipa)
Baseado em uma história de: Araldo Morgantini
Fotografia: Hélio Barroso Neto
Assistente de produção: João Macedo
Assistente de direção: Oscar Nelson
Assistente de câmera: Hélio Costa
Música: Radamés Gnatalli
Cenários: Victor Lima
Assistente de som: Paulo Roberto
Corte e montagem: Hélio Barroso Neto
Maquilagem: Éric Rpezchi
Eletricista: Oswaldo Alves
Cia produtora: filmado nos Estúdios da Cinelândia Filmes (Cinedistri?)
Filmagem: Estúdio Cinematográfico da TV-Rio?
Regravação e mixagem: Estúdios da Cia. Cinematográfica Vera Cruz, São Bernardo
do Campo (SP)
Laboratório de imagem: Rex Filme S.A. – São Paulo (SP)
Realizado no Jardim Zoológico da Quinta
da Boa Vista
Produção: Oswaldo Massaini
Direção: Victor Lima
1º rolo: Aparício Boamorte, simplório tratador de animais do Zoológico, vive sendo aporrinhado pelo chefe e por dois colegas relapsos que fogem do batente jogando-lhe nas costas todo o encargo profissional. (281 m). Rio de Janeiro, Jardim Zoológico.
2º rolo: Nada lhe cheira bem. Na pensão onde mora, “Seu” Gonçalves, o dono, reclama de pagamento. Felizmente, a solteirona Inesita, meio apaixonada por ele, e o Poeta, dado a filósofo mas pianista de cabaré, procuram compreender a sua simplicidade de homem do interior, bem como a menina Aninha e sua irmã Clara, bailarina, filhas do dono da pensão. Carlos, estudante de medicina vagabundo, vive olhando de soslaio para Clara. (267,1 m)
3º rolo: O pai de Aninha, ranzinza, vive implicando com a amizade da filha para com o bondoso Aparício. Dona Emengarda e o marido reclamam, irritados, até mesmo da música cantada por ele. E lhe resta, assim, um amor platônico por Clara e o carinho de uma girafa de pelúcia. Poeta, para consolá-lo, convida-o a se divertir no cabaré onde trabalha. Dá confusão e ordem de prisão. (288,6 m)
4º rolo: Enquanto Aparício está preso, Aninha fica doente e a culpa por sua alergia recai sobre o tratador de animais. Carlos, relapso estudante, confirma o diagnóstico comprometedor e deixa Aparício completamente assustado que decide, então, fazer uma consulta com o veterinário do zoológico. Acidentalmente, porém, o próprio Aparício troca as ampolas para o exame de sangue. (292,7 m)
5º rolo: Aninha confessa para Clara o real motivo de sua alergia enquanto o veterinário descobre no falso sangue de Aparício uma doença mortal. Avisado da sinistra descoberta, o chefe procura poupar o tratador de animais, concedendo-lhe as “últimas” férias. Na pensão, o comportamento dos antigos desafetos muda repentinamente para que Aparício seja cercado de todo o carinho. Inesita, aos choros, comemora seu aniversário. (272,1 m)
6º rolo: Clara dança com Aparício, fingindo não sentir piedade, e “Seu” Gonçalves lhe presta uma homenagem. Carlos, invejoso da nova posição de prestígio de Aparício, provoca briga e quase revela a “fatídica” notícia. Aparício pensa que Clara finalmente se apaixonara por ele e a convida para inúmeros passeios pela cidade. (252,5 m)Mazzaropi canta “Chuva bendita”. Rio de Janeiro: Corcovado, Pão-de-Açúcar, bondinho, praia. Sala de exibição, um faroeste na tela.
7º rolo: Ao ver um filme, ele adormece e sonha ser um pistoleiro do Velho Oeste que rapta a bela corista Clara. Inesita procura demonstrar seu amor. “Seu” Gonçalves arma uma “vaquinha” para o enterro de Aparício que, a esta altura, escreve uma carta de amor para Clara. “Seu” Gonçalves, descobrindo a carta e pensando numa suposta herança de Aparício, convence a filha a casar-se com ele. (269,6 m)
8º rolo: Mesmo a contragosto, Clara aceita o pedido de casamento. Aparício faz terno e Emengarda prepara o vestido da noiva. Os dias passam, Aparício fica cada vez mais forte e o casamento já se aproxima. A tristeza pelo “iminente” falecimento contagia todos os pensionistas enquanto o veterinário finalmente dá conta do erro que cometera. (282,7 m)
9º rolo: Um clima de velório paira sobre a cerimônia de casamento mas tudo se desfaz, antes do “sim”, pela chegada do veterinário e do chefe de Aparício. O antigo desafeto dos pensionistas retorna com toda força. O Poeta e Inesita confortam a solidão de Aparício. Um dia, ele recebe a visita de “seu” Gonçalves que lhe comunica o recebimento de uma vultosa herança de um tio. Aparício, agora milionário, passa a perna no hipócrita dono da pensão e abraça a sincera Inesita. (233,1 m)
Fonte principal: Cinemateca Brasileira
http://www.museumazzaropi.com.br/mn_filme.htm
Email: museu@museumazzaropi.com.br
http://www.museumazzaropi.com.br/filmes/07noivo.htm
Abaixo, fotografias P&B do Museu Mazzaropi: cena do filme “O Noivo da Girafa” e entrada do cinema no dia da estréia.
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Do lado esquerdo da tela, capa de fita VHS. Do lado direito, capa do contemporâneo DVD.
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BOX ORIGINAL – COLEÇÃO MAZZAROPI – VOLUME 1 (4 DVDS)
DVD 1 – “Sai da Frente” (1951) – Mazzaropi é Isidoro Colepicula, um humilde motorista, proprietário de um caminhão caindo aos pedaços chamado Anastácio. Isidoro é contratado para levar uma mudança de São Paulo até Santos e parte com a caçamba exageradamente lotada de tralhas! Acompanhado por seu cachorro 'Coroné' ele irá aprontar todas as confusões possíveis envolvendo funcionários públicos, policiais, motoristas uma troupe de circo e quem mais aparecer no caminho. Sai da frente que lá vem ele!
DVD 2 – “Nadando em Dinheiro” – Mazzaropi é Isidoro, um pobre motorista que herda uma fortuna e tem a vida mudada da noite para o dia. Sua mulher vira uma senhora da sociedade, seu cachorro ganha uma casa enorme e até seu antigo caminhão ganha uma equipe de mecânicos. Mas será que ele vai conseguir esquecer suas origens humildes e largar de vez seu jeitão simples? Agora ele vai ter que se adaptar à nova vida de grã-fino, cheia do 'bão e do melhor', cheia de dinheiro e cheia de trapalhadas!
DVD 3 – “Candinho” – Mazzaropi faz aqui, pela primeira vez no cinema, o tipo que imortalizaria: um doce e ingênuo caipira chamado Candinho. Nosso herói se apaixona pela irmã de criação – Filoca – e se vê obrigado a abandonar a fazenda onde foi criado indo parar na cidade grande. Imagina as confusões em que ele se mete - um caipira na cidade grande! Mas o que Candinho quer mesmo é encontrar sua verdadeira mãe e nesta busca, viverá fortes emoções, fará amigos e terá de voltar para sua terra em busca de um tesouro.
DVD 4 – “O Gato de Madame” – Mazzaropi é Arlindo, um engraxate que passa a ser 'perseguido' por um gato que se afeiçoa por ele. Por esta sorte, acaba 'sem querer' sendo alvo de uma quadrilha de bandidos – mafiosos no estilo dos filmes americanos – loucos para por as mãos no gato e abacanhar a recompensa que a dona dele – uma madame cheia da nota – está oferecendo. Na fuga, ele irá se deparar com muitas confusões que incluem um encontro inusitado com D. Pedro I no museu do Ipiranga, um concurso de Miss e até uma inesperada visita à um centro espírita, onde é confundido com uma alma penada.
BOX ORIGINAL – COLEÇÃO MAZZAROPI – VOLUME 2 (3 DVDS)
DVD 1 - “Chofer de Praça” - O humilde Zacarias vai para a cidade grande com sua mulher para arrumar emprego e ajudar seu filho a pagar os estudos. Seu maior sonho é ver o filho se formando e, para isto, está disposto a fazer o possível e o impossível. Eis que surge um trabalho como Chofer de Praça. Pronto, era tudo o que ele precisava para fazer o público se borrar de tanto rir com as viagens cheias de trapalhadas deste chofer do barulho.
DVD 2 – “Jeca Tatu” (1959) – Jeca é um roceiro preguiçoso de dar dó, mas esta preguiça está com os dias contados, pois seu ranchinho está ameaçado pela ganância de latifundiário sem coração. Agora ele vai usar todo seu jeito matreiro para conseguir seu cantinho de terra. Um clássico da filmografia de Mazzaropi. Às vezes engraçado, em outros momentos, de uma beleza tocante, ele trata com muita singeleza a figura do homem do campo e a questão da reforma agrária; neste filme que é uma declarada homenagem a seu conterrâneo Monteiro Lobato (filme baseado na obra de Lobato).
DVD 3 – “As Aventuras de Pedro Malasartes” – Após a morte de seu pai, Pedro Malasartes é passado para trás pelos seus irmãos e resolve sair sem rumo pelo mundo. No caminho encontra um grupo de crianças órfãs que não se desgruda mais dele. Afeiçoado pelos pequenos, e em busca de abrigo e algo para comer, ele passa a aplicar golpes contando causos para tipos que acabam caindo na sua conversa e vão formando uma fileira de gente enganada em seu encalço, doidinhas para esganar o Pedro.
BOX ORIGINAL – COLEÇÃO MAZZAROPI – VOLUME 3 (3 DVDS)
DVD 1 – “Meu Japão Brasileiro” (1964) – Em uma comunidade rural nipo-brasileira, Mazzaropi é um agricultor chamado Fofuca que enfrenta a exploração descarada do “seu” Leão, responsável por intermediar os negócios entre os produtores e o comércio na cidade. Após muito penar em suas mãos, ele articula com os camponeses a formação de uma cooperativa agrícola. Mas seu Leão e seus filhos não vêem com bons olhos esta iniciativa e vão fazer de tudo para impedir Fofuca e seus amigos de conseguir se dar bem neste Japão - Brasileiro.
DVD 2 – “O Vendedor de Lingüiça” – Mazzaropi é um vendedor de lingüiça que, para conquistar sua freguesia, tem de ralar muito. Em meio a problemas com a família, vizinhos, e cachorros que adoram roubar suas lingüiças, ele nos presenteia com mais um banquete de situações engraçadas que vão fazer você chorar de tanto rir.
DVD 3 – “Tristeza do Jeca” (1961) – Dois políticos disputam a eleição e no vale tudo para angariar votos, tentam enganar os eleitores, simples pessoas do campo, usando o Jeca como cabo eleitoral. O problema é que o Jeca acaba fazendo campanha para os dois e as trapalhadas começam a acontecer resultando em divertidas confusões. Primeiro filme colorido de Mazzaropi. Um sucesso enorme de público.
PÁGINA DO ZOO DO RIO DE JANEIRO
Última atualização: 05/11/2008. |