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LEONARDO DA VINCI (1452-1519)

Leonardo Da Vinci, artista plástico, cientista e escritor italiano, nasceu em 15 de abril de 1452 – data em que se comemora o Dia Mundial do Desenhista.

Um dos maiores pintores do Renascimento e, possivelmente seu maior gênio, por ser também anatomista, engenheiro, matemático, músico, naturalista e filósofo, bem como arquiteto, escultor e reinventor da fábula na Itália.

“Autorretrato” (Auto Ritratto) – Leonardo da Vinci

Existem dúvidas sobre o lugar de seu nascimento: para alguns historiadores, seu berço foi uma casa de Anchiano, uma localidade de Vinci, enquanto para outros, foi o próprio lugar de Vinci, situado na margem direita do rio Arno, perto dos montes Albanos, entre Florença e Pisa, na região da Toscana – Itália.

Suas fábulas e lendas relacionavam-se com as de Esopo, Fedro e dos “bestiários” medievais. Com raras exceções, eram quase todas inventadas por ele mesmo e continham uma finalidade moral.

Ele dominou com sabedoria um jogo expressivo de luz e sombra, gerador de uma atmosfera que parte da realidade mas estimula a imaginação do observador. Foi possuidor de um espírito versátil que o tornou capaz de pesquisar e realizar trabalhos em diversos campos do conhecimento humano.

“A Virgem e a Criança”

Obra destacada: “A Virgem dos Rochedos” (cerca de 1483-1486; acervo de Francisco I, mais tarde no acervo do Louvre), cujo retábulo, a primeira das obras-primas realizadas em Milão e da qual existe uma versão posterior na National Gallery de Londres (cerca de 1508, numa versão mais clara; no acervo desde 1880), trata o tema da Imaculada Conceição, colocando o grupo da Virgem com o Menino e São João, assistidos pelo anjo Uriel, ante uma paisagem rochosa; trata-se de uma metáfora da revelação do rosto da Virgem extraída do Cântico dos Cânticos, muito frequente na iconografia Mariana e do especial agrado dos defensores da Imaculada Conceição.

Além de pintor, Leonardo da Vinci, foi grande inventor. Dentre as suas invenções estão “Parafuso Aéreo”, primitiva versão do helicóptero, a ponte elevadiça, o escafandro, um modelo de asa-delta etc.

Como Shakespeare, Leonardo surgiu do nada e acabou sendo aclamado universalmente. Leonardo foi um filho ilegítimo de um advogado local da pequena cidade de Vinci. Seu pai o educou e pagou seus estudos, mas supomos que seu talento não foi afetado pela sua origem.

Suas ideias científicas quase sempre ficaram escondidas em cadernos de anotações e foi como artista que obteve reconhecimento de seus contemporâneos.

Estagiou no estúdio de Verrochio (importante artista da época), em Florença. Mudou-se para Milão em 1481, onde trabalhou para a corte de Ludovico Sforza.

Até 1506, Leonardo trabalhou principalmente em Florença e tudo indica que nesta época tenha pintado a Mona Lisa, sua obra mais famosa. Entre 1506 e 1516, viveu entre Milão e Roma. Convidado por Francisco I, viajou para a França em 1516, onde faleceu no ano de 1519.

Quando Leonardo da Vinci visita a França em 1516, ele traz junto a Mona Lisa, pequeno retrato de uma nobre florentina, conhecida como La Gioconda, pintado cerca de 1504, considerado exemplo do retrato renascentista.

O Rei Francisco I que começou a coleção dos quadros do Louvre, comprou vários quadros italianos, inclusive a Mona Lisa.

Ele era um homem belo, tinha uma esplêndida voz, uma mente magnífica, uma excelência em matemática e tendências científicas. Sua abundância de talentos levava-o a questionar e a lutar contra seu lado artístico, raramente terminando uma pintura e, frequentemente, experimentando novas técnicas.

Pôster ilustrado com a obra “O Homem Vitruviano”, de Leonardo da Vinci, 1490. Lápis e tinta sobre papel, 34 × 24 cm. Gallerie dell’Accademia, em Veneza – Itália. As ideias de proporção e simetria aplicadas à anatomia humana.

O Homem Vitruviano é baseado no conceito do arquiteto romano Marcus Vitruvius Pollio (que viveu no século I a.C., do qual o desenho herda o nome), apresentado na série de dez livros intitulados de De Architectura, um tratado de arquitetura em que, no terceiro livro, ele descreve as proporções do corpo humano.

Tal conceito é considerado um cânone (conjunto de regras) das proporções do corpo humano, segundo um determinado raciocínio matemático e baseando-se, em parte, na divina proporção (tamanho dos braços iguais, por exemplo). O homem descrito por Vitrúvio apresenta-se como um modelo ideal para o ser humano, cujas proporções são perfeitas, segundo o ideal clássico de beleza.

Originalmente, Vitrúvio apresentou o conjunto tanto de forma textual (descrevendo cada proporção e suas relações) quanto através de desenhos. Porém, à medida que os documentos originais perdiam-se e a obra passava a ser copiada durante a Idade Média, a descrição gráfica se perdeu. Desta forma, com a redescoberta dos textos clássicos durante o Renascimento italiano, uma série de artistas interpretou os textos vitruvianos a fim de produzir novas representações gráficas. Dentre elas, a mais famosa e difundida é a de Leonardo da Vinci.

O redescobrimento das proporções matemáticas do corpo humano no século XV é considerado uma das grandes realizações que conduzem ao Renascimento italiano. O desenho também é considerado frequentemente como um símbolo da simetria básica do corpo humano e, para extensão, para o universo como um todo. É interessante observar que a área total do círculo é idêntica à área total do quadrado (quadratura do círculo) e este desenho pode ser considerado um algoritmo matemático para calcular o valor do número irracional phi (aproximadamente 1,618).

Abaixo (lado esquerdo), um cartão telefônico da Itália Telecom, mostra a famosa obra “Divina Proporção”. Do lado direito, selo das Nações Unidas de Geneva, emitido em 1972, em comemoração ao Dia Mundial da Saúde (Scott: 24).

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“A Mona Lisa” ou “La Gioconda” (em espanhol), de Leonardo da Vinci, Museu do Louvre, Paris – França.

“La Joconde” 1503-06, Léonard de Vinci (1452-1519) – Louvre, Département des Peintures (Departamento das Pinturas). Piso: 1º andar, Ala Denon, Sala 13.

A “Mona Lisa”, o mais duradouro símbolo da mística feminina, tornou-se o retrato de uma virtuosa mãe de família, que teve cinco filhos, incluindo duas meninas que viraram freiras.

Depois de dois séculos em que os historiadores tentaram desvendar a identidade da modelo – as teorias iam desde a própria mãe do pintor até uma prostituta de Florença – novas pesquisas chegaram a uma conclusão: trata-se de Lisa Gherardini, mulher de um rico comerciante de seda.

Giuseppe Pallanti, professor de Florença que passou os últimos 25 anos pesquisando os arquivos da cidade, descobriu as primeiras evidências claras da relação da família Da Vinci com Francesco del Giocondo, rico comerciante de seda que se casou com Lisa, em 1495.

O pesquisador também descobriu que, em 1550, Giorgio Vasari, biógrafo do artista italiano, disse que Lisa seria a mulher retratada por Da Vinci. E ele era uma fonte confiável, porque conheceu a família Giocondo pessoalmente.

Por séculos, a “Mona Lisa” foi conhecida também como “La Gioconda”, justamente por causa da teoria de Vasari. Apesar disso, a enigmática natureza do quadro e seu misterioso sorriso foram estudados por dezenas de pesquisadores, principalmente porque, ao contrário de outros retratos da época, a pintura não está assinada, datada e nada indica o nome da mulher sentada.

Entre as que foram apontadas como possíveis modelos aparecem Isabella d’Este (mostrada no selo abaixo), Isabella Gualanda e Cecilia Gallerani, figuras da sociedade italiana daquele tempo, e várias outras cortesãs e prostitutas. A mãe do artista também chegou a ser identificada como a mulher retratada...

Selo da França emitido em 1983 mostra o retrato de Isabelle d’Este.

Baseada no fato de que o rosto de Da Vinci é semelhante ao da “Mona Lisa”, mais recentemente uma outra teoria foi levantada, a de que, na verdade, o quadro seria um autorretrato do artista, que hoje acredita-se fosse homossexual... Pois, por mais de vinte anos da Vinci se “revelou” a seu aprendiz, Andrea Salaino, com presentes caros... Em 1512, Francesco Meizi substituiu Salaino nas afeições de Leonardo...

Agora, depois de anos mergulhado nos arquivos da cidade, Pallanti descobriu que o pai de Da Vinci foi amigo de Francesco del Giocondo.

– O retrato de “Mona Lisa”, feito quando Lisa tinha 24 anos, foi provavelmente encomendado pelo próprio pai de Da Vinci para o seu amigo – diz Pallanti, que vem defendendo a sua tese num livro recém-publicado. – O pai de Da Vinci pode ter feito a encomenda também para ajudar o filho, que naquele tempo ainda não era conhecido. (O Globo)

Do lado esquerdo, selo da França emitido em 1999, para a PhilexFrance’99. Ao lado, vinheta da França que compõe um tríptico de 1993, emitido para marcar o Bicentenário do Museu do Louvre. Abaixo, o selo do Reino Unido, emitido em 1990, também mostra um detalhe da obra “Mona Lisa”.

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Ao pintar a famosa obra “Santa Ceia”, Leonardo retratou os 12 Apóstolos de Cristo... Abaixo, um selo da Libéria emitido em 1969 que mostra tal obra.

Leonardo, talvez, tenha sido o maior pensador que já tivemos, um gênio insaciável pelo conhecimento. Ele era um visionário para sua época, pois idealizou o tanque de guerra, helicóptero, para-quedas, descobriu que o homem nunca poderia voar que nem os pássaros, batendo asas...

Em toda sua vida trabalhou com arte, urbanismo, aerologia, hidráulica, engenharia, guerra, anatomia, náutica, mecânica, botânica, entre outras coisas. Mas, em 1519, depois de 67 anos de seu nascimento na pequena cidade de Vinci na Itália, o mundo perdeu o maior pensador de todos os tempos.

“São Jerônimo” – Vaticano

“Madona de Garofano” – Munique, Alemanha

O original da obra-prima “L’annunciazione”, pintura a óleo e têmpera sobre painel, realizada cerca de 1472-1475 por Leonardo da Vinci, pertence ao acervo da Galeria degli Uffizi, localizada em Florença, na Itália. Esta pintura representa o momento em que o anjo Gabriel anuncia a Maria que fora escolhida pelo Senhor para ser a mãe de Jesus; segundo o Evangelho de Lucas (1:26). As figuras emblemáticas da Anunciação, inundadas de pureza e graça, foram temas frequentes no período do Renascimento...

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Do lado esquerdo, selo da Romênia... Do lado direito, selo da Alemanha emitido em 1990. Existe um outro selo alemão, emitido em 1952 (Michel: 311/314) que também mostra Leonardo da Vinci.

Abaixo, 4 selos italianos... No centro, os dois selos foram emitidos em 1952 para comemorar o Quinto Centenário do Nascimento de Leonardo da Vinci. Do lado direito, um selo aéreo emitido pela Itália.

Máximo postal da França emitido em 09/07/1952; nasceu em Vinci (Itália) e morreu em Amboise.

Outras emissões:
Mônaco – selo emitido em 21/03/2002: Aniversário de 550 Anos do Nascimento de Leonardo de Vinci, com valor facial de 0,76 €.
Na coleção há uma folhinha emitida pela Guiné em 1998 com 9 valores iguais de 250GNF, para comemorar a “Italia98” – exposição filatélica ocorrida em Milão de 23/10 a 01/11/1998. Infelizmente nenhum dos selos mostra o nome das 9 obras retratadas, mas todos mostram o logotipo da exposição e a sigla “OPG” – Office de la Poste Guinéenne. Impressão: Mayfair International Ltd.

Citações de Leonardo:

“Que o teu orgulho e objetivo consistam em pôr no teu trabalho algo que se assemelhe a um milagre.”

“Quando ouvimos o sinos, ouvimos aquilo que já trazemos em nós mesmos como modelo. Sou da opinião que não se deverá desprezar aquele que olhar atentamente para as manchas da parede, para os carvões sobre a grelha, para as nuvens, ou para a correnteza da água, descobrindo, assim, coisas maravilhosas. O gênio do pintor há de se apossar de todas essas coisas para criar composições diversas: luta de homens e de animais, paisagens, monstros, demônios e outras coisas fantásticas. Tudo, enfim, servirá para engrandecer o artista.”

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Última atualização: 07/11/2013.
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