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A primeira girafa na França, uma das primeiras a ser trazida à Europa (talvez a segunda), desde a queda do Império Romano, foi um presente de Mohammad Ali ao Rei Carlos X.
A girafa viajou do interior da África até o porto de Alexandria, no Egito, depois de navio para Marselha e foi caminhando até chegar em Paris!
A imagem do lado esquerdo da tela mostra a litografia, “La giraffe est présentée à sa M. Charles X”; coleção particular (d’une série de huit vignettes racontant l’épopée de la girafe de Charles X).
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In 1824, the army of the Sultan of Turkey was engaged in fighting in the Greek War of Independence, and Sultan Mahmud II called upon the Pasha to send troops in support. The Greeks were supported by France. Bernardino Drovetti, the French consul-general in Egypt, persuaded the Pasha that an extraordinary present would encourage the King of France to stop supporting the Greeks.
She was captured as a young animal by Arab hunters near Sennar in Sudan and taken to Khartoum on the back of a camel, from where she was transported by boat down the Nile to Alexandria. She was accompanied by three cows that provided her with 25 litres of milk to drink each day.
From Alexandria, she embarked on a ship to Marseilles, with an Arab groom, Hassan, and Drovetti's Sudanese servant, Atir. As she was so tall, a hole was cut through the deck above the cargo hold through which she could poke her neck. After a voyage of 32 days, she arrived in Marseilles on 31 October 1826. Fearing the dangers of transporting her to Paris around the Iberian peninsula and up the Atlantic coast of France to the Seine, it was decided that she should walk the 900 km to Paris.
She over-wintered in Marseilles, where she was joined by the naturalist Étienne Geoffroy Saint-Hilaire for the walk. He ordered a two-part yellow coat for her, to keep her warm, and shoes for her feet. She set out on 20 May 1827, already 15 cm taller than when she arrived in Marseilles. She was accompanied by her cows and Saint-Hilaire, then aged 55, who walked with her. The walk to Paris took 41 days. She was a spectacle in each town she passed through, Aix-en-Provence, Avignon, Orange, Montelimar, Vienne. She arrived in Lyon on 6 June, where she was applauded by a crowd of 30,000.
She was presented to the King at the chateau of Saint-Cloud in Paris on 9 July 1827, and took up residence in the Jardin des Plantes. Now standing nearly 4 m high, Zarafa's arrival in Paris caused a sensation. Over 100,000 people came to see her, approximately an eighth of the population of Paris at the time.
Honoré de Balzac wrote a story about her; Gustave Flaubert (then a young child) travelled from Rouen to Paris to see her. Hair was arranged in towering styles à la girafe; spotted fabrics were all the rage; porcelain and other ceramics were painted with giraffe images. She was painted by Jacques Raymond Brascassat... (pesquisar)
She remained in Paris for a further 18 years until her death, attended to the end by Atir. Her corpse was stuffed and displayed in the foyer of the Jardin des Plantes in Paris for many years, before being moved to the Museum at La Rochelle, where it remains...
According to Étienne Geoffroy Saint-Hilaire, she was called The Beautiful Animal of the King (le bel animal du roi) during her trip from Marseille to Paris...
– Segundo o livro THE KING'S GIRAFFE, de Mary Jo Collier e Petter Collier (1998), a girafa chegou em Paris em um sábado, dia 30/06/1827. Ela veio do interior da África (atualmente, sudeste do Sudão) para o porto de Alexandria, depois de navio para Marselha, na França.
– Segundo o livro ZARAFA, publicado pela Delta Books (1999), do escritor americano Michael Allin, a girafa-masai chegou em Paris em 23/10/1826. Allin refere-se como Zarafa (Arabic for “Giraffe”, literally “charming” or “lovely one”). Sua capa mostra a girafa sendo conduzida a pé através dos campos franceses. La girafe de Charles X narra a extraordinária viagem da girafa do interior da África, Cartum (Sudão), desde o baixo Nilo ao porto de Alexandria, depois até o coração de Paris.
O livro A Girafa do Rei parece-me mais certo, pois não concordo com o outro livro sobre a girafa-masai... Mas as dadas corretas são as seguintes:
De qualquer forma, uma folia enorme aconteceu por toda a sua longa rota e, durante seus primeiros meses no Jardin des Plantes, ela atraiu milhares de visitantes (100.000), aproximadamente 1/8 da população da cidade naquele tempo! Tanto que o ano de 1827 foi apelidado de “o ano da girafa”, por causa desse extraordinário evento...
Abaixo, um bilhete de loteria nacional de 1963, “Les animaux célébres” (Os animais célebres), impresso com o desenho de A. Maury, sobre a apresentação da primeira girafa a Charles X.
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O selo de cor ardósia (lado esquerdo), com valor facial de 8 francos, mostra uma vista do porto e da igreja N.D. de la Garde e compõe a série “Lugares e Monumentos”, emitida em 17/10/1955, com 9 selos que mostram: Região “bordelaise”, Marseille, Nice, Limoges, Moulins (Le jacquemart), Cahors (Le pont Valentré), Uzerche, La Martinique (Le Mont Pelé) e Brouage (Charente-Maritime, Les remparts).
A Basílica Notre Dame de la Garde ou Nossa Senhora da Garde é considerada o ponto culminante da cidade de Marselha, com 154 metros de altura; sua primeira capela data de 1214.
Do lado direito, o selo foi emitido em 2002 para comemorar o 75º Congresso da FFAP, ocorrido em Marselha ou em francês “Marseille”.
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“A GIRAFA DO REI” e “ZARAFA”
*Autor: Mary Jo Collier & Petter Collier | Ilustração: Stéphane Poulin
Título: “THE KING'S GIRAFFE”
ISBN: 0-689-80679-5 | Código de barras: 9780689806797 | Idioma: Inglês
Editora: Simon & Schuster Books For Young Readers, New York 1996 | Impresso
em Hong Kong
Ano da Obra – Copyright: 1996 | Edição: 1ª 1996
Segmento: Literatura Estrangeira – Literatura Infanto-juvenil Americana – Ficção
(Fiction) – Ages 5~9
Ficha Técnica – Tipo de capa (acabamento/encadernação): Capa dura | Formato:
22 × 28,5 cm. | Número de páginas: 40
Estado de conservação: Novo, adquirido em 04/04 / Inclui nota sobre o autor
nas abas (porta capa) / Preço sugerido: US$ 17.00
Descrição: Em um sábado, dia 30/06/1827, uma girafa chegou à Paris. Ela viajou do interior da África (atualmente, sudeste do Sudão) para Alexandria, depois de navio para Marselha, na França. O livro ainda traz que a palavra “zarafa” significa o “encantador”, em árabe, e é uma variante de “zerafa”, da qual nossa palavra girafa se deriva.
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Autor: Michael Allin | Título: “ZARAFA”
ISBN: 07-472-6209-8 | Código de barras: | Idioma: Inglês
Editora: J. C. Lattès, 2000 (Edições: Hardcover / Paperback, agosto de 1999
Ano da Obra – Copyright: | Edição: 1ª
Segmento: Literatura Estrangeira – Literatura Infanto-juvenil Americana – Ficção
Ficha Técnica – Tipo de capa (acabamento/encadernação): Capa dura | Formato:
22 × 28,5 cm. | Número de páginas: 215?
Estado de conservação: Novo, adquirido? em 24/02/02, Livraria Cultura (vitrine@livrariacultura.com.br);
Tenho cadastrado na livraria um pedido de encomenda já realizado (segundo semestre
de 2001) / Preço sugerido:
Descrição: Na capa aparece um retrato da girafa sendo conduzida à pé, através dos campos franceses, em 1826. Her journey to France began with her capture and taming in the Ethiopian highlands, whence she travelled 3.500 miles down do Nilo Azul e o Nilo, and then across o Mediterrâneo.
As she was carefully walked the last 550 miles à Paris, crowds of people were captivated by the “beautiful African”. She was the first living giraffe Europe had seen in almost 350 years and, enthralled, Charles X made sure that Zarafa was exhibited daily in the Jardin du Roi. Soon songs, poems, satires, clothes and hair fashions were reflecting the impact of her arrival.
Allin começou a pesquisar a história da Zarafa quando ele chanced upon a brief mention of her walk from Marselha à Paris. A verdadeira história da jornada de uma girafa desde as planícies da África até o coração de post-Napoleonic França, this is a deft mixture of storytelling e história that brings to life the people and places da Europa no século XIX through the tale of one ench.
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Prints, Drawings, and Photographs no Museu de Arte da Filadélfia – A Giraffe from Sennaar, Africa, Presented by the Pasha of Egypt to King Charles X of France at Saint-Cloud, July 9, 1827. Made in Chartres, France (1827). A. Thiébault, French, active 1826-1828. Printed by Imprimerie Felix Durand, Chartres. Published by Garnier-Allabre, Chartres, France. Stencil-colored wood engraving. Image: 27,5 × 23,3 cm. Sheet (irregular): 39,8 × 31 cm. Gift of Alice Newton Osborn, 1958. Label: With the text for the giraffe's farewell song to its native land (Legenda: com texto para a canção de despedida da terra nativa da girafa)...
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REI CARLOS X
Rei da França durante 1825 a 1830, nasceu em Versailles em 1757 e morreu em Goritz, 1836.
Em setembro de 1824 o Rei Louis XVIII faleceu e o trono da França foi ocupado por Charles X, até que em julho de 1830 estoura outra revolução popular denominada “Julho de 1830” ou “As Três Gloriosas” que foram jornadas revolucionárias de 27, 28 e 29 e derrubaram Charles X, pondo fim à Restauração.
Os contra-revolucionários se amotinaram, levantando barricadas em todos os quarteirões de Paris e dominaram a capital. Em 30 de julho, os deputados entregaram a Luís Felipe I (Louis-Phillipe I), Duque de Orléans, o controle geral do reino e o último Bourbon, Carlos X, abdicou em 02 de agosto.
Abaixo, anverso e reverso da moeda de prata, datada de 1830 (prata grande, letra D), com valor facial de 5 francos que mostra o Rei Charles X.
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BONVARLET X.
Une girafe au destin royal Extrait de Civic, n°54, 1995:50-51
DARDAUD G.
L’extraordinaire aventure de la girafe du Pacha d’Egypte. Revue des conférences
françaises en Orient. année 15, n°1, janvier 1951.
DARDAUD G.
Une girafe pour le roi. Dumerchez-Nahoum, 1985, 115p. L’auteur a retrouvé épisode
par épisode, grâce aux archives d’Egypte et de France, l’extraordinaire aventure
de cet animal tellement populaire à partir de 1827.
LAISSUS Y. PETTER J.J.
Les animaux du Muséum. Imprimerie nationale. 1993, 205p. C’est la révolution
française, en créant à Paris la Ménagerie du Jardin des Plantes, qui a inventé
le premier parc zoologique. En 1826, la ménagerie en plein essor reçoit le plus
célèbre animal jamais vu, la girafe offerte au roi Charles X.
THEVENARD P.
La girafe à Paris. Extrait de Naturalia, n°49, 1957:22-28.
VALABREGUE J.P.
Toponymie locale: Le quartier de “la Giraffe” à Montceau-les-Mines.
Extrait de Images de Saône et Loire, n°81, 1990:15-18.
PÁGINA DA FRANÇA – ZOO DE PARIS
MUSEUS DA FRANÇA – ARTE LITERÁRIA
Última atualização: 01/03/2011. |