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MINAS GERAIS

“Minas Gerais é muitas”, disse Guimarães Rosa. É fogão de lenha e comida preparada na panela de pedra sabão; é turmalina e esmeralda; é tropa de burro e rios indolentes chorando a caminho do mar; é sino de igreja e tropeiros mourejando gado sob à tarde incendiada pelo hálito da noite...

Minas é Mantiqueira e Cerrado, é Aleijadinho e Amílcar de Castro, é Drummond e Milton Nascimento, é pão de queijo e broa de fubá. Minas é uma mulher de ancas firmes e seios fartos, sensual nas curvas, dócil no trato, barroca no estilo e envolta em brocados, ostentando camafeus. Minas é saborosamente mágica...

Mineiro sai de Minas, mas Minas não sai da gente. Fica uma dor forte, funda, farta e fértil, tão imponderável como o amor místico, onde o coração lateja, embevecido por inefável paixão...

“Ave, Minas! Batizada Gerais, és uma terra muito singular.” (Frei Betto)

Veja a Bandeira do Estado de Minas Gerais!

Bem perto de Belo Horizonte tem um lugar lindo que é a “Serra do Rola Moça”, com uma vista incrível!

Aeroporto Internacional Tancredo Neves – Confins

Bilhete postal 100 Anos de Belo Horizonte – A Capital do Século, 1997.

O Restaurante Xapuri (www.restaurantrexapuri.com.br) tem excelente comida típica mineira. Em 2008 foi eleito o melhor restaurante de comida brasileira pelo guia Veja Belo Horizonte. Abaixo, as girafas em artesanato de madeira pintada são da loja dentro do restaurante: Venda do Zeca Gomes. Contatos: Marketing Xapuri (marketing@restaurantexapuri.com.br). Conheci em 02/08/08.

Enviado por Valéria em 06/03/09: Veja que lindinho! É um e-mail do restaurante onde eu comemorei o meu aniversário! Ficou faltando levar vocês lá! Voltem, voltem, voltem, pra gente ir lá!

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Mariana

A corrida pelo filão de ouro, descoberto pelos Bandeirantes paulistas em 16/07/1696, fez de Mariana a primeira vila, a primeira cidade e a primeira capital... Mariana fica a 12 quilômetros de Ouro Preto, 709 quilômetros de São Paulo, 112 de Belo Horizonte, 507 do Rio de Janeiro e 869 de Brasília.

Mina de Ouro “Passagem”, a mais antiga mina de ouro do Brasil, data de 1719. É a primeira mina de ouro aberta a visitação no mundo. Na entrada, a imagem de Santa Bárbara protege os turistas de trovões e explosões. Tem 315 metros de extensão, descendo em um trole à 120 metros de profundidade. O ar é fresco nos 30 quilômetros de túneis escavados na rocha. Desativada há anos, ela rendeu 35 toneladas de ouro aos portugueses e ingleses. Ainda se pode ver veios de ouro nas colunas de pedra que sustentam salões de até 8 metros de altura. Siga pelo túnel até um lago cristalino de 2 quilômetros de extensão, é azul por causa do sulfato de cobre. Fica na saída para Ouro Preto.

Basílica de Nossa Senhora da Assunção ou Catedral da Sé, praça Cláudio Manoel. Construída entre 1711 a 1760, a mais rica de Mariana, além de retábulos das 3 fases do barroco, possui um órgão alemão. O lavabo da sacristia é de Aleijadinho. A pintura do batismo de Jesus é de mestre Athayde, filho da cidade, maior pintor barroco mineiro. De sextas e domingos, a Sé revive o século XVIII: o som do barroco invade sua nave através dos 964 tubos (o maior com 2,4 metros) do órgão alemão Schnitger, famoso em todo o mundo. O órgão era um presente de D. João V para o recém instaurado Bispado da Sé de Mariana, a consolidação do braço ultramarino da Corte Portuguesa no interior de Minas. Construído no auge da produção organária da região de Hamburgo, pelo célebre construtor alemão Arp Schnitger. Em 1701 ele fabricou dois órgãos sob encomenda para clientes portugueses. Um deles está até hoje em Faro, extremo sul de Portugal. O outro foi adquirido e doado em 1752 por Dom João V, rei de Portugal e enviado para Mariana. Cruzou o oceano e, “dizem”, viajou no lombo dum burro até a cidade. Decorado com motivos chineses e esculturas de anjos. Organista Elisa.

Na rua Dom Silverio, localiza-se a Igreja Arquiconfraria de São Francisco dos Cordões, sua fachada tem 3 planos e sua construção data de 1780.

Basílica de São Pedro dos Cléricos, largo São Pedro, de 1753, cercada de palmeiras. Belo mirante da cidade.

Seminário Maior de São José, rua doutor Viçoso. Construído em 1934. Luxo à antiga: escada externa cravejada com pedras de topázio. No teto da capela, afresco inspirado na capela Sistina de Roma, pintado por Gentile.

Igreja e Cemitério Nossa Senhora de Sant’Ana, aqui encontra-se o túmulo do poeta simbolista Alphonsus de Guimaraens.

Igreja de Nossa Senhora do Rosário, construída entre 1752 a 1775, o teto da capela mór é de Athayde.

Capela de Santo Antônio, embora seja simples, é a mais antiga da cidade. Nesta região, garimpo Santo Antônio, encontram-se inúmeras minas abandonadas.

Rua Frei Durão – Em frente a lateral da Catedral, localiza-se a Casa da Cultura, Academia Marianense de Letras e artesanato da LBA. Logo depois, no número 49, anexo à Igreja da Sé, localiza-se o Museu de Arte Sacra ou Museu Arquidiocesano, antiga Casa Capitular, um casarão rococó do século XVIII, construído em 1770. O museu foi fundado em 1962, tendo como destaques: relicários e imagens de santos de Aleijadinho, fonte de pedra-sabão atribuída a ele e a tela de Athayde “Queda de Jesus”.

Rua Direita – No final da rua Direita esquina com rua Josafa Macedo, localiza-se a Cúria Metropolitana, o maior e mais organizado arquivo histórico da região, onde funciona também o Museu da Música. Estalagem Portuguesa, casa com mirante e que serviu de alojamento para portugueses recém-chegados. Casa do Barão de Pontal, 54, construída no final do século XVIII, possui 4 sacadas de pedra-sabão, que foi trabalhado a mão todo rendilhado. Casa de Alphonsus Guimaraens, no número 35. Aqui viveu e morreu o famoso poeta simbolista, hoje a casa, funciona como museu. Casa Setecentista, centro regional de pesquisas históricas e sede de patrimônio histórico em Mariana.

Outros pontos turísticos:
Praça Doutor Gomes Freire, atrás da Praça da Sé. Aqui localiza-se o Novo Palácio Episcopal e a Biblioteca da Arquidiocese.
Na travassa São Francisco, localiza-se o Palácio do Governo, residência do Governador das Capitanias Conde de Assumar.
Estação Ferroviária, Maria Fumaça para passeio turístico aos sábados e domingos.
Terminal Turístico Manoel da Costa Athayde, praça Tancredo Neves.
O antigo Palácio Episcopal, na rua Con. Amando, próximo ao Seminário São José, abriga hoje a Editora Gráfica Dom Viçoso.

2011 – Série de 4 valores “Cidades Históricas”: 300 Anos de Mariana/MG (08/04), 300 Anos de Ouro Preto/MG (08/07), 300 Anos de Sabará/MG (17/07) e 400 Anos de Mogi das Cruzes/SP (01/09).

08/04/2011 – Selo comemorativo 300 Anos de Mariana/MG, que compreende a série Cidades Históricas. Impresso em folhas de 24 unidades, a tiragem é de 240.000 selos, com valor facial de R$ 1,10. Será emitido um cartão-postal para máximo oficial, com tiragem de 3.000 unidades...

No canto esquerdo, o selo retrata a igreja São Francisco de Assis, construída entre 1762 e 1794 (com pinturas de Athayde no teto da sacristia, além do túmulo do pintor; repare no altar a imagem de São Roque vinda da França e o medalhão da portada atribuído a Aleijadinho), e a igreja Nossa Senhora do Carmo, cuja construção teve início em 1783 e foi concluída no século seguinte (com características da terceira fase do barroco mineiro). Na fachada, um sol e uma lua de pedra-sabão indicam que os escravos trabalhavam dia e noite na obra. A pintura do forro tem perspectiva rococó. Ambas localizadas na praça Minas Gerais, as igrejas das Irmandade das Carmelitas e dos Franciscanos parecem dialogar, pois foram estrategicamente construídas frente a frente.

Acima, uma vista parcial de Mariana pintada em azul, emoldurada por rocalhas em azul e vermelho, invocando a paleta criativa de Mestre Ataíde, o grande pintor colonial brasileiro nascido em Mariana. No centro da composição, a Maria Fumaça, que liga Mariana a Ouro Preto e o pelourinho (local onde se castigava os escravos), repleto de elementos: o globo (conquistas marítimas portuguesas), dois braços de ferro sustentam a balança (justiça) e a espada (condenação), e o brasão português. No canto inferior direito, a antiga Casa da Câmara e Cadeia construída na mesma praça na segunda metade do século XVIII (1768), o prédio mantém preservadas as características e a história de uma época de riqueza e poder; hoje, funciona como Prefeitura e Câmara Municipal. Foram utilizadas as técnicas de pintura e computação gráfica.

08/07/2011 – Selo comemorativo 300 Anos de Ouro Preto/MG, que compreende a série Cidades Históricas, com valor facial de R$ 1,10...

17/07/2011 – Selo comemorativo 300 Anos de Sabará/MG, que compreende a série Cidades Históricas, com valor facial de R$ 1,10...

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Vale do Jequitinhonha

O Vale situa-se no norte do Estado de Minas Gerais, sendo banhado pelo rio Jequitinhonha e seus afluentes. Ocupa uma área de mais de 85 mil km² onde vivem 1 milhão de pessoas, aproximadamente, distribuídos em cerca de 80 municípios sendo considerada uma das regiões mais pobres do Brasil...

A maior parte do solo é árido sendo castigado regularmente por secas e enchentes. 75% de sua população vive na área rural praticando uma rudimentar agricultura e pecuária. A região, no passado, era formada por florestas e habitada por tribos indígenas. O que mais contribuiu para a degradação da região foi a atividade predatória da mineração e extração do diamante...

No Vale do Jequitinhonha produz-se um excelente e criativo artesanato em cerâmica, tecelagem, cestaria, esculturas em madeira, trabalhos em couro, bordados, pintura, desenho, música etc. Os principais polos da atividade cerâmica são as cidades: Itinga, Araçuaí, Santana do Araçuaí, Turmalina, Caraí, Itaobim, Taiobeiras, Padre Paraíso, Joaíma e Minas Novas.

Os mais famosos ceramistas são: Isabel Mendes da Cunha, João Pereira de Andrade (seu genro casado com sua filha Glória Maria, também ceramista), Ulisses Pereira Chaves, Noemisa Batista da Silva, Raimunda da Silva (Dona Mundinha), João Alves e Dona Pedra.

Os trabalhos com barro no Vale iniciaram-se com a confecção de peças utilitárias que eram feitas pelas mulheres chamadas de paneleiras. A tradição manteve-se através das gerações, bisavós, avós, mães e filhas. Faziam moringas, vasilhas, panelas, potes etc, tudo com uma marcante influência indígena. Produziam também figuras para adornar Presépios e brinquedos utilizados pelas crianças.

Com o passar do tempo passaram a produzir peças decorativas, “de enfeite” como dizem. Figuras humanas, animais, cenas do cotidiano, tipos, usos e costumes da região.

No processo usam rudimentares fornos a lenha, a técnica dos roletes (cobrinhas), ao invés do torno de oleiro, placas e toscas ferramentas. Os pigmentos usados na decoração (pintura) são naturais extraídos de barro encontrados nas muitas jazidas de argila da região.

A grande melhoria na vida dos artesãos ocorreu com a criação, na década de 70, da CODEVALE – Comissão de Desenvolvimento do Vale do Jequitinhonha. A entidade recolhia a produção dos artistas e revendia os produtos, principalmente em Belo Horizonte. Esta atuação oficial incentivou bastante o artesanato trazendo uma significativa melhora no nível de vida dos moradores.

Atualmente em Santana do Araçuaí, terra da famosa ceramista Dona Isabel, existe a Associação dos Artesãos de Santana do Araçuaí, entidade criada em 1989, que promove Oficinas para os seus membros e comercializa em sua sede a produção cerâmica de seus associados, tanto utilitárias quanto decorativas: bonecas de variados tamanhos entre muitas outras peças...


Quase todas as cidades do Sul de Minas tem sua história de desenvolvimento baseada no cultivo do café, desde o século XIX. Graças ao café estas cidades cresceram e muitas se tornaram grandes polos desenvolvimentistas industriais ou turísticos...

Curiosidade: Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, nasceu em Três Corações, em 23/10/1940. Seu avô materno, Jorge Arantes, descendente de escravos, trabalhou numa grande fazenda produtora de café em Três Corações, de propriedade da família Azarias Alves Arantes, de quem herdou seu sobrenome.

Varginha é sede de um Porto Seco de exportação de café. Daqui, toda a produção do Sul de Minas é comercializada num entreposto aduaneiro e a produção é enviada aos países compradores pelos portos de Santos e Rio de Janeiro

Pouso Alegre teve seu desenvolvimento e progresso sustentado na cultura do café. Poços de Caldas é a maior cidade do Sul de Minas. Além de maior estância hidromineral do país, possui um grande parque industrial.

Caxambu, Fonte da Beleza. Em 1868, atraídos pela fama dos poderes terapêuticos dessas águas minerais, aqui chegaram o Conde D'Eu e a Princesa Isabel em busca de cura para a aparente esterilidade do casal. Monte Sião: estância climática conhecida como a capital internacional do tricô.

Em Lavras, a Universidade Federal de Lavras, ex-Escola Superior de Agronomia de Lavras, criada em 1908, já formou centenas de agrônomos especializados em café e mantém laboratórios de pesquisas voltados à Cafeicultura. Abaixo, Igreja Nossa Senhora do Rosário, de 1754, transformada em Museu Sacro. Carrancas é importante centro de turismo ecológico.

Abaixo, emissão de 08/03/1949, selo e bloco Bicentenário de Ouro Fino (1749-1949) – Minas Gerais (MG). Selo RHM: C-244. Valor facial: Cr$ 0,60. Yvert Bf: 10. Bloco RHM: B-11.

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Situado a 360 quilômetros de Belo Horizonte, o Parque Nacional da Serra da Canastra possui 72.000 hectares, em sua maioria de campo limpo e cerrado, no alto das chapadas, e mata ribeirinha às margens do Rio São Francisco – um dos maiores rios brasileiros. Nas regiões de baixa altitude, encontramos áreas de Mata Atlântica. Quedas d’água e cachoeiras maravilhosas, como a espetacular Casca d’Anta, com 80 metros de altura. Muitas espécies raras e interessantes de aves podem ser observadas, como o tapaculo-de-brasília, o tico-tico-do-campo, o papa-moscas-do-campo, a noivinha-branca, o bacurau-da-telha, a jandaia, o pato-mergulhão, o bico-de-pimenta, o tucanuçu, entre outras.

A Serra do Caraça é uma reserva localizada na parte Sul da Serra do Espinhaço, a cerca de 100 quilômetros de Belo Horizonte. A região possui fauna e flora bastante diversificadas, e nas partes mais elevadas da montanha e em áreas campestres, onde ocorrem afloramentos rochosos, é possível encontrar espécies endêmicas dos campos rupestres da Cadeia do Espinhaço como, por exemplo, o beija-flor-de-gravata-verde, o papa-moscas-de-costas-cinzentas e o rabo-mole-da-serra. Nas matas, muitas espécies de aves típicas da Mata Atlântica podem ser observadas como o joão-bobo-barbudo, o formigueiro-da-serra, a tesourinha-da-mata, o tropeiro-da-serra, o pavó e a saíra-lagarta. Também a maria-preta-de-bico-azulado e o bacurau-da-telha.

A Igreja de São Domingos foi construída em 1905, de estilo Neogótico, localiza-se em Uberaba – Minas Gerais...

AleijadinhoCongonhas do CampoSão João del ReiOuro Preto

Página do amigo José HenriqueZoológicos do Estado

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Última atualização: 19/04/2012.
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