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MANAUS

CAPITAL DO ESTADO DO AMAZÔNAS

As seis imagens abaixo mostram esta matéria que foi publicada na Revista Além da Pesca Lazer e Turismo, Ano: 04, feveiro/março de 2002, Edição: 33, Capa matéria Turismo: Um encontro com as águas do Rio Amazonas, páginas: 24 a 29.

Texto e fotos de Sérgio Eduardo Sakall (12/2001)

UM ENCONTRO COM AS ÁGUAS DO RIO AMAZONAS

Na edição passada, conhecemos a história de Claudio Rocha (amigo Além da Pesca) que intitulou a sua matéria sobre pescaria de: ENCONTRO COM OS GRANDES TUCUNARÉS DA AMAZÔNIA.

Nesta edição e, inspirados pela região Amazônica, convidamos você – caro leitor – a um encontro com um mundo: o “mundo das águas do rio Amazonas”.

A SELVA AMAZÔNICA

Ela contém cerca de um terço das florestas tropicais do planeta. É tão gigantesca na realidade, que cruzá-la equivale atravessar o Oceano Atlântico entre a África e o Continente Americano. A floresta é dotada de uma gigantesca malha hidrográfica, com elevados índices de umidade e pluviosidade.

Não existe na face da Terra nenhuma região tão inóspita e assustadora quanto a Selva Tropical. As condições climáticas, a precariedade das estradas, particularmente a Transamazônica, e as grandes distâncias fluviais a serem vencidas, tornam esse isolamento uma dificuldade a mais.

Sua variedade vegetal é de 200 espécies diferentes de árvores por hectare, 1.400 tipos de peixes, 1.300 tipos de pássaros e 300 tipos de mamíferos; a composição da biodiversidade, a abundância e regularidade das chuvas, a elevada umidade relativa do ar e temperatura média uniforme contribuem para que o ecossistema amazônico seja auto-suficiente e detentor de cerca de 30% do estoque genético do mundo, constituindo-se na maior fonte natural mundial de produtos farmacêuticos, bioquímicos e agronômicos.

Tudo isso, desperta “paixões enganosas”, com foros aparentemente científicos e de projeção nos “apetites” internacionais...

A Bacia Amazônica tem a mais vasta superfície drenada do mundo. Com, aproximadamente, 20 mil km de rios navegáveis, número que se poderá multiplicar, levando-se em conta a existência de furos e igarapés, pequenos cursos d'água que, durante as enchentes, unem entre si os lagos e rios.

Só o seu rio e eixo principal, o Amazonas, tem cerca de 500 afluentes, sendo os principais o Negro, Trombetas e Jari (margem esquerda); Madeira, Xingu e Tapajós (direita).

SEUS IMPONENTES RIOS

O Amazonas é o maior rio do mundo, vindo depois o rio Mississipi-Missouri (situado na América do Norte) e o africano: Nilo. Percorrendo 7.025 km, desde o Pico Huagro até o Atlântico, dos quais 3.165 km estão em território brasileiro. Nasce no Peru, na Cordilheira dos Andes, a 4 mil metros de altitude, a partir das águas formadas pelo degelo andino.

Segundo o Instituto Amazônico da UNESCO, distante apenas 120 km do Oceano Pacífico. Constitui-se, assim, num quase canal natural bioceânico. Passa através de Iquitos (Peru), de Letícia (Colômbia), entrando no Brasil pela cidade de Tabatinga, numa planície a 82 metros do nível do mar, faltando 3.200 km para atingir o Atlântico.

Até Iquitos é permanentemente navegável em 3.580 km. O rio é chamado de Apurimac, Ucayali e Solimões antes de chegar à denominação de Amazonas. É repleto de diferentes formas de vida, inclusive abundância de aves migratórias que habitam sua orla como: guarás, ciganas, garças e marrecos.

O Amazonas apresenta profundidades que variam dos 20 aos 130 metros e largura que vai de 1,5 até 14 km. Suas águas de coloração barrentas têm uma velocidade de, aproximadamente, 10 km/h. O volume normal de águas é avaliado em 80.000 m3, dando-lhe a classificação de primeiro do mundo em caudal, correspondendo sua vazão a de todos os rios do planeta.

No entanto, seu volume aumenta gradualmente do final de novembro até junho, quando começa a vazante. Com calha quase paralela ao equador terrestre, recebe afluentes dos dois hemisférios da Terra. Esses afluentes vêm de regiões mais altas – Planaltos das Guianas ou Central, formando cachoeiras, até se conformar à planície.

Recebendo águas dos Andes, dos afluentes e das correntes aéreas úmidas, a rede fluvial amazônica se enquadra em todas as características para se transformar no caminho natural de mais alto valor econômico e social.

Já o rio Negro que serpenteia as margens de Manaus, é o maior afluente do Amazonas. Nasce na Colômbia e tem 1,51 km de largura. Suas águas, aparentemente negras, se colocadas num recipiente de cristal, se mostram límpidas e mornas.

A aparência escura dessas águas é ocasionada pela intensa dissolução de húmus (produto da decomposição de restos vegetais) da floresta que margeia o rio e que, aparentemente, também inibe a reprodução de insetos – as margens desse rio são conhecidas pela ausência de mosquitos.

Sua coloração também está relacionada com minerais e com o seu leito de pedra e areia. A profundidade varia de 30 a 120 metros, no canal. Sua velocidade é de, aproximadamente, 2 km/h.

Você sabia que existem praias à margem do Rio Negro, nas quais podemos nos banhar? Uma delas é a Praia Grande que nunca desaparece nos períodos de cheia ou vazante.

UM FENÔMENO

Bem, já sabemos que todo o aguaceiro, esse “mar de águas”, desemboca em outro mar maior ainda: no Oceano Atlântico. Lá, acontece um fenômeno chamado pororoca. O termo pororoca vem do tupi “porórka” que significa estrondar.

A pororoca é um fenômeno natural produzido pelo encontro das correntes de maré com as correntes fluviais. Sua maior intensidade ocorre na época das chuvas, no período de maresia (meses de janeiro a maio) durante as luas nova e cheia, também no mês de setembro.

O fenômeno acontece quando as águas de maré crescente tentam invadir o estuário, no momento em que a massa fluvial se opõe com grande resistência. Em determinado momento, o mar vence, rompendo o equilíbrio, e a onda de maré cresce gigantesca, avançando pelo rio cuja correnteza fica invertida.

A Pororoca, apesar de ter maior amplitude no rio Amazonas, também ocorre nos rios que desembocam no golfo Amazônico e no litoral do Amapá. A altura das ondas é de três a seis metros, com duração de 40 minutos, aproximadamente, percorrendo 30 km por mais de uma hora e meia, em uma frequência de 12 em 12 horas.

NOSSOS PRIVILÉGIOS

Tanto em um rio como no outro, ou ainda em seus afluentes, existem vários passeios turísticos e ecológicos que você poderá escolher. Entre eles:

O Arquipélago das Anavilhanas, maior arquipélago de água doce do mundo, abriga o lendário Boto (nome dado aos golfinhos da região amazônica), o Peixe-boi, a Piranha, entre outras espécies. Nota: “Cristina no Arquipélago das Anavilhanas” integrou a Exposição Fotográfica: Onde estão os peixes?

Navegar pelo maior arquipélago fluvial do mundo, com mais de 300 ilhas até Novo Airão, município com 10.000 habitantes no vale do Rio Negro e, lá, deliciar-se com um jantar tipicamente regional, podendo ainda ter a oportunidade de assistir a uma apresentação de um grupo folclórico local.

Ah! Não se esqueça de tomar algum suco das inúmeras variedades de frutas típicas que temos na região norte de nosso país. São verdadeiras delícias afrodisíacas!

Você poderá ainda, acampar bem no meio da Floresta Amazônica... Deve ser uma aventura e tanto... O cenário leva qualquer visitante à emoção de integrar-se à harmonia da natureza, fazendo com que ele passe a aprender e a contribuir para a preservação da natureza.

E esses conhecimentos adquiridos, a respeito dos recursos naturais da região Amazônica, são levados na memória, na emoção, assim como nos registros daqueles que tiverem o privilégio de conhecer a maior biodiversidade do planeta.

FAUNA AMEAÇADA

No Parque Ecológico Janauary, próximo da capital do Amazonas, existem alguns adultos com seus respectivos filhos exibindo animais endêmicos da floresta sem a menor consideração com a fauna local, simplesmente visando alguns trocados dos turistas, numa atitude egoísta e aproveitadora.

Esta foto ao lado que comprova o ato, mostra a boca de um jacaré adulto amarrada com arame para não morder a senhora que o exibe. Lamentável...

A UNIÃO

Enfim, caro leitor, depois de tanta água, esta “viagem” termina distante 15 km, por via fluvial de Manaus... onde chegamos a um verdadeiro encontro, rumo a dois rios que formam o majestoso “Encontro das Águas”. Tal fenômeno acontece onde as águas do rio Negro juntam-se com as do rio Solimões.

No entanto, só muitos quilômetros a frente é que essas águas, efetivamente, misturam-se. Isso ocorre devido a diferença de temperatura, densidade, PH e velocidade entre os dois rios. Por cerca de seis quilômetros, os dois rios correm paralelos, medindo forças, sem misturarem suas águas.

O Solimões, que carrega consigo grande quantidade de sedimentos sólidos e terras caídas dos barrancos, em cujas várzeas férteis o caboclo faz seus plantios, possui uma velocidade de 4 a 6 km/h e uma temperatura de aproximadamente 28ºC. Seu oponente, o Negro, de águas ácidas e extensas praias de fina areia branca, tem menos pressa e sua temperatura é mais baixa, 22ºC.

Ponto culminante das atrações turísticas naturais de Manaus, o encontro das águas do rio Negro com as do rio Solimões é visitado mensalmente por milhares de pessoas, principalmente turistas estrangeiros. Lá, realmente acontece o “nosso” encontro com o mundo das águas do rio Amazonas.

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Homenagens Filatélicas

Do lado esquerdo da tela, selo emitido em 1995 pelo Quirguistão que mostra o Rio Amazonas, na região Norte do Brasil. Do lado direito, selo emitido em 19/03/1943 alusivo ao 4º Centenário do Descobrimento do Rio Amazonas, com valor facial de Cr$ 0,40 centavos, o selo mostra o mapa do rio. Yvert: 405. RHM: C-178.

No centro da tela, máximo-postal sobre o Corte da Seringueira – Manaus, Amazonas, cujo selo ordinário foi emitido em 01/07/1976 (RHM: 560) e mostra o trabalho do seringueiro – indivíduo que se dedica à extração do látex da seringueira e com ele prepara a borracha (página sobre origem vegetal). A árvore euforbiácea, a qual é conhecida popularmente de seringueira, mas também chamada de árvore-da-borracha, cujo nome científico é Hevea brasiliensis, tem madeira branca e leve, folhas compostas, flores pequeninas e seu fruto é uma grande cápsula com sementes ricas em óleo.

Abaixo (lado esquerdo), bloco emitido em 27/02/1996, Centenário do Teatro Amazonas, com valor facial de R$ 1,23 (RHM: B-103), localizado na Praça São Sebastião, s/n – no centro da capital do Estado do Amazonas – Manaus. Construído em plena Floresta Amazônica, na época do Ciclo da Borracha, o Teatro Amazonas é uma das mais belas obras e referência da cultura no Estado do Amazonas.

Inaugurado em 1896, o Teatro Amazonas levou 15 anos para conclusão de suas obras. Foi construído na rica época dos barões da borracha. Todo material usado na construção foi trazido de navio de países europeus, desde ferragens, mármores, estrutura, estátuas, lustres, cristais até peças para decoração. Apenas a madeira utilizada no piso e nas cadeiras, foi trazida do Estado da Bahia, mas enviadas à Europa para ser tratada antes da utilização...

Do lado direito, bloco com um selo emitido em 11/06/2000, Presença Militar na Amazônia – Biodiversidade, Pesquisa, Ciência e Tecnologia, com valor facial de R$ 1,50 o selo mostra navio e aves... RHM: B-115, C-2291.

Em 27/09/2002, os Correios Brasileiros emitiram um selo sobre o “Encontro das Águas” dos rios Negro e Solimões. Dados técnicos do selo: Edital nº 28. Valor facial: R$ 0,45. Arte: Allan Magalhães. Dimensões: 38 mm × 38 mm. Local de Lançamento: Manaus (AM). Impressão: Casa da Moeda do Brasil.

Do encontro do rio Negro (de água escura) com o rio Solimões (de água barrenta) é formado o rio Amazonas. A composição das águas desses dois rios têm diferenças de densidade, temperatura e velocidade, o que faz com que não se misturem por alguns quilômetros, até que a cor do Solimões predomine. O rio Amazonas percorre 6.868 quilômetros, por seu estuário passa um quinto de toda a água doce do planeta. Nota: A fotografia “Encontro das Águas” integrou a Exposição Fotográfica: Onde estão os peixes?

A Bacia Amazônica possui a maior diversidade de peixes do mundo, cerca de 3.000 espécies: Aruanã • Bicuda • Cachorra • Caparari • Dourado • Jatuarana • Jaú • Jurupoca • Matrinxã • Piraíba • Piranha • Pirapitinga • Piraputanga • Pirara • Pirarucu • Tambaqui • Traíra • Trairão • Tucunaré • etc.

Abaixo (do lado direito da tela), emissão de 27/07/2002: SIVAM (Sistema de Vigilância da Amazônia), com valor facial de um real e dez centavos (R$ 1,10), o selo mostra uma onça-pintada e duas espécies de araras, a arara-canindé (Ara ararauna) e a arara-canga (Ara macau), entre outros temas.

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HISTÓRICO DA CIDADE DE MANAUS

Na época de grandes explorações de países do velho mundo, começou uma corrida de conquistas por novas terras. Em 1540, Francisco de Orellana, que vinha do Peru e pretendia chegar a Espanha, descobriu um rio que logo deu o nome de Rio Orellana. Mas ao ser atacado na foz do Nhamundá por tribo de mulheres guerreiras, passou a chamar o rio de Amazonas. E antes mesmo de Orellana navegar por este rio, ele já recebia o nome de Amaru Mayu, ou “A Serpente Mãe do Mundo”.

Os relatos realizados pela expedição de Orellana despertaram interesse de portugueses, espanhóis, holandeses, ingleses e franceses. E por volta de 1600, começaram as investidas na região. Os Portugueses então, tentam defender suas conquistas. Partindo de Pernambuco, atingem a região do Amazonas por volta de 1616, lutando contra os franceses que haviam invadido o litoral do Maranhão. Nesta época, Belém é criada onde outrora ficava o Forte do Presépio.

Para combater e explorar a região, e para garantir o domínio português, foi criado, em 1669, o Forte São José da Barra. Em torno deste forte, nasceu o arraial que deu origem a cidade de Manaus. Toda a região Amazônica era comandada a partir de Belém, região conhecida como Grão-Pará. Como a região era abrangente, ficou quase impossível atender a população da área e manter a paz entre com os Índios. Em 03/03/1755, criou-se então a Capitania de São José do Rio Negro para atender as dificuldades e garantir a dominação portuguesa.

Em 1833, passa a categoria de Vila, com o nome de Manaus, que na língua nativa significa “Mãe de Deus”, homenagem à tribo Manaós. Em 24/10/1848, recebe o título de cidade, tornando-se a Capital da Província do Amazonas. Tentativas de ocupar toda a extensão territorial não foram bem sucedidas, e logo o Peru, com apoio do EUA, tentou expandir suas fronteiras. Dessa necessidade de definitiva ocupação, criou-se, em 05/09/1850, a Província do Amazonas, desmembrando-se do Grão-Pará.

Anos depois, surgiu um dos mais importantes ciclos econômicos do Estado: o Ciclo da Borracha. Uma época em que imigrantes nordestinos fugiam da seca e se instalavam nos seringais. O sonho era único: enriquecer. Nesta mesma época, a participação inglesa foi importante para o surgimento de melhorias na cidade. Uma rede de esgotos, água encanada, luz elétrica, o Porto e bondes elétricos contribuiriam para o desenvolvimento. Muitos destes serviços nem mesmo existiam no restante do país.

Um tempo de muito luxo, época em que os comerciantes mandavam seus filhos estudarem na Europa e os prédios locais eram construídos com material todo europeu, destaque para o famoso Teatro Amazonas e o Mercado Municipal. E que ainda hoje são destaques na arquitetura local. Um estilo neoclássico e art nouveau.

Por meio século, a cidade sofreu com o declínio da borracha, provocado pela concorrência na Ásia. A solução para que o desenvolvimento regional continuasse surgiu com a criação da Zona Franca de Manaus, em 1967. Manaus ganhou um fluxo turistíco muito grande e hotéis são construídos para formar parte da infra-estrutura de atendimento ao turista. Ainda hoje, a Zona Franca é a principal fonte de renda do Estado.

Atrações em Manaus

Manaus, cujo nome tem origem na valente tribo dos índios Manaós, é capital do maior Estado do Brasil, o Amazonas, e tem sua base cultural nas tradições e costumes dos povos indígenas. A Zona Franca de Manaus oferece uma variedade de produtos do mundo todo. Fazendo uma visita ao Palácio do Rio Negro e ao Teatro Amazonas, encontramos dois exemplos de monumentos arquitetônicos dos áureos tempos do ciclo da borracha.

Dentre os vários passeios, destacamos o Encontro das Águas dos Rios Negro e Solimões. Nesta região, santuário ecológico da humanidade, o homem local, muito hospitaleiro, apresenta com orgulho os encantos de sua floresta. Manaus possui a maior bacia hidrográfica do planeta e seus principais rios são Amazonas, Negro, Solimões, Juruá e Madeira. A densa vegetação recobre 90% da área do território e suas florestas são em terra firme, matas de várzea e matas de Igapós, que se encontram sempre inundadas.

O horário local é de 1 hora de atraso em relação aos demais estados brasileiros, exceto o Acre, do qual está uma hora à frente. Apresenta clima Equatorial (quente e úmido) com temperatura média de 32º C. Existem somente duas estações durante o ano, chuvoso (dezembro a maio) e seco (junho a novembro), o mês de setembro é considerado crítico quando a temperatura atinge 40° C.

A cidade de Manaus oferece uma variedade de atrativos regionais, faça sua opção e desfrute das riquezas da Amazônia. Em junho, no Tropical Manaus, é realizada a tradicional festa “Saga do Boi” na piscina Vitória Régia. A comemoração antecede a famosa festa cultural do Boi, na cidade de Parintins, distante 100 km do hotel, via fluvial.

Há também o Festival Folclórico do Amazonas, em Manaus. As mais tradicionais danças do folclore amazonense – desde boi-bumbá, uma das variações na Região Norte do bumba-meu-boi, até cantos de tribos indígenas, inspirados nos feitos da época da colonização – são mostrados por cerca de sessenta grupos. São apresentadas também as brincadeiras de pássaros, nas quais atuam personagens fantásticas: pajés, fadas, ciganas, borboletas e o próprio pássaro cuja morte e ressurreição simbólica constituem a trama da apresentação.

Ainda a Procissão Fluvial de São Pedro, em Manaus, na qual milhares de fiéis, em barcos a motor ou canoas a vela, acompanham a tradicional procissão fluvial de São Pedro pela baía do Rio Negro...

Informações Turísticas:

SEC – Secretaria de Estado da Cultura, Turismo e Desporto; Avenida Sete de Setembro, 1546.

AEROPORTO INTERNACIONAL EDUARDO GOMES

AMAZONAS SHOPPING

CENTRO DE ATENDIMENTO AO TURISTA – Avenida Eduardo Ribeiro com José Clemente.

ALFÂNDEGA – O Prédio da Alfândega compreende parte do conjunto arquitetônico do Porto de Manaus, o prédio é considerado uma das primeiras construções pré-fabricadas do mundo. Inaugurado em 1906, as peças de sua estrutura foram trazidas inteiramente prontas da Inglaterra e são compostas basicamente de estruturas de tijolos que foram posteriormente encaixadas umas nas outras. Rua Marquês de Santa Cruz, s/n.º – Centro.

BOSQUE DA CIÊNCIA – Localizado na sede INPA, possui uma grande área rica em vegetação e animais da amazônia. Avenida André Araújo, 1756 – Aleixo.

CENTRO DE ARTES CHAMINÉ – No passado foi uma importante estação de tratamento de esgotos, responsável por toda a cidade. Hoje, representa um importante espaço para apresentações e exposições de arte. Endereço: Avenida Lourenço da Silva Braga – Centro.

CENTRO DE ARTESANATO BRANCO E SILVA – Qualquer produto tipicamente regional, poderá ser encontrado neste Centro. É possível acompanhar a produção de peças, bem como adquirir qualquer produto. Não esqueça de provar da deliciosa culinária local. Endereço: Rua Recife, 1999 – Adrianópolis.

CENTRO CULTURAL PALÁCIO RIO NEGRO – O Palácio foi construído no começo do século XX para ser a residência do rico comerciante alemão de borracha, Waldemar Scholz. Sua fachada e interior são cuidadosamente decorados, o pórtico de ferro e as escadarias de madeira são de extraordinária beleza. Depois, por muitos anos, o Palácio Rio Negro foi a sede do Governo Estadual (residência oficial do Governador do Estado do Amazonas). Atualmente, é palco de exposições, shows musicais e teatro. Endereço: Av. 7 de Setembro, 1546 – Centro.

IGREJA DE SÃO SEBASTIÃO – Construída em 1888, faz parte da Praça São Sebastião e do Teatro Amazonas. Endereço: Praça São Sebastião – Centro.

IGREJA MATRIZ DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO – A Catedral Metropolitana de Manaus está localizada no centro da cidade e é popularmente conhecida como Igreja de Nossa Senhora da Conceição. Inaugurada em 1856, logo após a fundação de Manaus e reinauguada em 1878, devido ao incêndio que a destruiu totalmente. Em estilo neoclássico possui um suntuoso túmulo, onde estão guardados os ossos de Dom Lourenço Costa Aguiar, bispo da época da fundação de cidade. Parece que foi consagrada em 1862, quando o Papa Leão XIII criou a Diocese do Amazonas. Possui sinos de origem portuguesa. Endereço: Praça Oswaldo Cruz, s/n.º – Centro.

JARDIM BOTÂNICO – ADOLPHO DUCKE – Trilhas com guias, Biblioteca, exposições, educação ambiental, Produção de mudas. Endereço: Rua Uirapuru, s/n.º – Cidade de Deus.

MERCADO MUNICIPAL “ADOLFO LISBOA” – No centro, em frente ao colorido cais de Manaus, o Mercado Municipal é uma grande construção de ferro, inteiramente importada da Europa, no início do século XX. Seus desenhos são quase uma réplica do famoso mercado “Les Halles”, em Paris. Cedo, pela manhã, o mercado inicia seu agitado comércio de diversas espécies de peixe, frutas regionais, verduras, legumes e artesanato. É a principal porta de entrada na cidade, tanto da produção pesqueira quanto rural do Estado. Endereço: Rua dos Barés, s/n.º (entre a Rua Tabelião Lessa e os armazéns do Porto de Manaus) – Centro.

MONUMENTO COMEMORATIVO A ABERTURA DOS PORTOS – Endereço: Praça São Sebastião – Centro (em frente ao Teatro Amazonas)

PALÁCIO DA JUSTIÇA – Prédio onde funciona o Tribunal da Justiça do Estado, também construído em estilo Neoclássico, foi inaugurado em 1900, e suas características arquitetônicas lembram as construções do 2º Império Brasileiro. Endereço: Avenida Eduardo Ribeiro – Centro

PARQUE MUNICIPAL DO MINDU – Endereço: Avenida Perimetral Leste – Parque Dez.

PORTO DE MANAUS – Projetado e construído pelos ingleses, é uma interessante obra de engenharia, oscilando com a subida e descida das águas do Rio Negro. Inaugurado em 1902. Rua Taqueirinho, 25 – Centro.

PRAIA DA PONTA NEGRA – Principal ponto jovem de Manaus. No calçadão é possível caminhar, praticar esportes diversos, ver apresentações da dança local (Boi) em bares especiais. Estrada da Ponta Negra.

RELÓGIO MUNICIPAL – Construído para comemorar o centenário da elevação de Manaus à categoria de cidade. Importado da Suiça a obra foi concluída em 1927. Localizado na Av. Eduardo Ribeiro, próximo a Igreja da Matriz.

RESERVATÓRIO DO MOCÓ – Inaugurado 1899. Possui uma estrutura interna de ferro importado da Inglaterra. Endereço: Praça Chile – Nossa Senhora das Graças.

HOTEL ARIAÚ

Rio Ariaú – Município de Iranduba” integrou a Exposição Fotográfica: Onde estão os peixes?

Localizado a 60 km de Manaus, o rio Ariaú é um braço do rio Negro. Integra a exuberante natureza da Floresta Amazônica, com toda sua biodiversidade. O rio Negro é escuro, parece chá preto. É assim por causa da composição do seu leito (um mineral escuro) e da matéria vegetal que nele cai. Encontramos nele, sobretudo, o pirarucu e o tambaqui (Colossoma macropomum) – peixe de dieta bizarra, empanturra-se de frutos e sementes nas áreas alagadas no período das cheias e, quando as águas baixam e o peixe volta à calha dos rios, passa por um violento jejum perdendo toda a gordura que acumulou.

A fotografia (abaixo) mostra a bela e curiosa sumaúma (Ceiba pentandra), uma das árvores que apresenta seu tronco com maior diâmetro, e que alcança altura e copa gigantescas, característica no Ecossistema de Floresta Amazônica. Principalmente pelo diâmetro do caule é uma das maiores árvores do mundo e a maior da América do Sul. Mafumeira, samahá em guarani, paina lisa, sumaúma no tupi, entre outros, são nomes que a indentificam.

Irmã da conhecida paineira e da mesma família do famoso baobá-africano, sua raiz é conhecida como tabular (relativo ou que tem forma de tábua), que funciona como extensão do tronco para dar sustentação ao vegetal. Destas raízes tabulares, chamadas de sapopemas ou sapopembas, mediante batidas em tais estruturas, projeta-se um som característico que na floresta é usado como meio de comunicação entre os índios. Formam verdadeiras cabines que são transformadas em habitação pelos índios e sertanejos.

Seu fruto possui uma fibra sedosa (que se assemelha ao algodão), espécie de paina chamada “kapok”, muito industrializada devido a sua extraordinária flexibilidade, preferida no fabrico de coletes salva-vidas e boias porque aguenta de 30 a 35 vezes seu peso n’água. Ela envolve as sementes e é usada também para encher colchões e almofadas, também na fabricação de feltro de chapéu. Já as sementes são oleaginosas e fornecem quase 30% de óleo amarelo-claro comestível, de cheiro e gosto agradáveis, próprio para saponificação (transformação de matérias graxas em sabão).

Típica de áreas alagadas, a sumaumeira vive mais de cem anos e é extremamente útil: madeira para produção de celulose para papel e construção de embarcações, a casca da árvore é utilizada para fazer canoas; a casca do caule cozida é recomendada nas inflamações e pústulas cutâneas; a seiva é empregada na conjuntivite; as flores têm cheiro de caseína (principal componente do leite e do queijo) e por isso nas colônias francesas dão a ela o nome de “fromager” (queijeiro).

“SUMAÚMA”, by Sérgio Sakall, dezembro de 2001 (fundo série)
Local da foto: próximo ao Rio Ariaú, no Município de Iranduba, cerca de 60 km de Manaus – Amazonas (AM)

Presidente Figueiredo – MANAUS
CAVERNA DO MARUAGA – Missão quase impossível é escolher qual dos atrativos naturais de Presidente Figueiredo é o mais exuberante e belo, tantos são os encantos ecoturísticos que a cidade ostenta. Entretanto, segundo pesquisa feita junto aos turistas, nenhum atrativo é tão considerado quanto a Caverna Refúgio de Maruaga que, com seus mistérios e magia, impressiona seus visitantes. Localizada a 6 quilômetros do acesso da Hidrelétrica de Balbina, a caverna de milhões de anos foi escavada e esculpida nos paredões de arenito, formado no mar paleozóico, retratando salões de inigualável beleza. O mundo subterrâneo da Caverna do Maruaga possibilita aos visitantes uma viagem ao passado geológico da terra, denotada pela diferenciada arquitetura natural do meio físico e do incomum patrimônio faunístico ali existente.

Nota: Em 13/03/1968 foi emitido o selo Criação da Zona Franca de Manaus. Valor facial: $ 0,10 centavos. RHM: C-591.

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Última atualização: 09/10/2012.
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