CAPITAL DO ESTADO DO AMAZÔNAS
É no Estado do Amazonas que se encontram os pontos mais elevados do Brasil: o Pico da Neblina, com 3.014 metros de altitude, e o 31 de Março, com 2.992 metros de altitude, ambos na fronteira.
Texto de Sérgio Sakall (12/2001)
UM ENCONTRO COM AS ÁGUAS DO RIO AMAZONAS
Na edição passada, conhecemos a história de Claudio Rocha (amigo Além da Pesca) que intitulou a sua matéria sobre pescaria de: ENCONTRO COM OS GRANDES TUCUNARÉS DA AMAZÔNIA.
Nesta edição e, inspirados pela região Amazônica, convidamos você – caro leitor – a um encontro com um mundo: o “mundo das águas do rio Amazonas”.
A SELVA AMAZÔNICA
Ela contém cerca de um terço das florestas tropicais do planeta. É tão gigantesca na realidade, que cruzá-la eqüivale atravessar o Oceano Atlântico entre a África e o Continente Americano. A floresta é dotada de uma gigantesca malha hidrográfica, com elevados índices de umidade e pluviosidade.
Não existe na face da Terra nenhuma região tão inóspita e assustadora quanto a Selva Tropical. As condições climáticas, a precariedade das estradas, particularmente a Transamazônica, e as grandes distâncias fluviais a serem vencidas, tornam esse isolamento uma dificuldade a mais.
Sua variedade vegetal é de 200 espécies diferentes de árvores por hectare, 1.400 tipos de peixes, 1.300 tipos de pássaros e 300 tipos de mamíferos; a composição da biodiversidade, a abundância e regularidade das chuvas, a elevada umidade relativa do ar e temperatura média uniforme contribuem para que o ecossistema amazônico seja auto-suficiente e detentor de cerca de 30% do estoque genético do mundo, constituindo-se na maior fonte natural mundial de produtos farmacêuticos, bioquímicos e agronômicos.
Tudo isso, desperta “paixões enganosas”, com foros aparentemente científicos e de projeção nos “apetites” internacionais...
A Bacia Amazônica tem a mais vasta superfície drenada do mundo. Com, aproximadamente, 20 mil km de rios navegáveis, número que se poderá multiplicar, levando-se em conta a existência de furos e igarapés, pequenos cursos d'água que, durante as enchentes, unem entre si os lagos e rios.
Só o seu rio e eixo principal, o Amazonas, tem cerca de 500 afluentes, sendo os principais o Negro, Trombetas e Jari (margem esquerda); Madeira, Xingu e Tapajós (direita).
SEUS IMPONENTES RIOS
O Amazonas é o maior rio do mundo, vindo depois o rio Mississipi-Missouri (situado na América do Norte) e o africano: Nilo. Percorrendo 7.025 Km, desde o Pico Huagro até o Atlântico, dos quais 3.165 km estão em território brasileiro. Nasce no Peru, na Cordilheira dos Andes, a 4 mil metros de altitude, a partir das águas formadas pelo degelo andino.
Segundo o Instituto Amazônico da UNESCO, distante apenas 120 Km do Oceano Pacífico. Constitui-se, assim, num quase canal natural bioceânico. Passa através de Iquitos (Peru), de Letícia (Colômbia), entrando no Brasil pela cidade de Tabatinga, numa planície a 82 metros do nível do mar, faltando 3.200 Km para atingir o Atlântico.
Até Iquitos é permanentemente navegável em 3.580 Km. O rio é chamado de Apurimac, Ucayali e Solimões antes de chegar à denominação de Amazonas. É repleto de diferentes formas de vida, inclusive abundância de aves migratórias que habitam sua orla como: guarás, ciganas, garças e marrecos.
O Amazonas apresenta profundidades que variam dos 20 aos 130 metros e largura que vai de 1,5 até 14 Km. Suas águas de coloração barrentas têm uma velocidade de, aproximadamente, 10 km/h. O volume normal de águas é avaliado em 80.000 m3, dando-lhe a classificação de primeiro do mundo em caudal, correspondendo sua vazão a de todos os rios do planeta.
No entanto, seu volume aumenta gradualmente do final de novembro até junho, quando começa a vazante. Com calha quase paralela ao equador terrestre, recebe afluentes dos dois hemisférios da Terra. Esses afluentes vêm de regiões mais altas – Planaltos das Guianas ou Central, formando cachoeiras, até se conformar à planície.
Recebendo águas dos Andes, dos afluentes e das correntes aéreas úmidas, a rede fluvial amazônica se enquadra em todas as características para se transformar no caminho natural de mais alto valor econômico e social.
Já o rio Negro que serpenteia as margens de Manaus, é o maior afluente do Amazonas. Nasce na Colômbia e tem 1,51 km de largura. Suas águas, aparentemente negras, se colocadas num recipiente de cristal, se mostram límpidas e mornas.
A aparência escura dessas águas é ocasionada pela intensa dissolução de húmus (produto da decomposição de restos vegetais) da floresta que margeia o rio e que, aparentemente, também inibe a reprodução de insetos – as margens desse rio são conhecidas pela ausência de mosquitos.
Sua coloração também está relacionada com minerais e com o seu leito de pedra e areia. A profundidade varia de 30 a 120 metros, no canal. Sua velocidade é de, aproximadamente, 2 km/h.
Você sabia que existem praias à margem do Rio Negro, nas quais podemos nos banhar? Uma delas é a Praia Grande que nunca desaparece nos períodos de cheia ou vazante.
Bem, já sabemos que todo o aguaceiro, esse “mar de águas”, desemboca em outro mar maior ainda: no Oceano Atlântico. Lá, acontece um fenômeno chamado pororoca. O termo pororoca vem do tupi “porórka” que significa estrondar.
A pororoca é um fenômeno natural produzido pelo encontro das correntes de maré com as correntes fluviais. Sua maior intensidade ocorre na época das chuvas, no período de maresia (meses de janeiro a maio) durante as luas nova e cheia, também no mês de setembro.
O fenômeno acontece quando as águas de maré crescente tentam invadir o estuário, no momento em que a massa fluvial se opõe com grande resistência. Em determinado momento, o mar vence, rompendo o equilíbrio, e a onda de maré cresce gigantesca, avançando pelo rio cuja correnteza fica invertida.
A Pororoca, apesar de ter maior amplitude no rio Amazonas, também ocorre nos rios que desembocam no golfo Amazônico e no litoral do Amapá. A altura das ondas é de três a seis metros, com duração de 40 minutos, aproximadamente, percorrendo 30 Km por mais de uma hora e meia, em uma freqüência de 12 em 12 horas.
Abaixo, selo emitido em 1995 pelo Quirguistão que mostra o Rio Amazonas, na região Norte do Brasil.
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NOSSOS PRIVILÉGIOS
Tanto em um rio como no outro, ou ainda em seus afluentes, existem vários passeios turísticos e ecológicos que você poderá escolher. Entre eles:
O Arquipélago das Anavilhanas, maior arquipélago de água doce do mundo, abriga o lendário Boto (nome dado aos golfinhos da região amazônica), o Peixe-boi, a Piranha, entre outras espécies.
“Cristina no Arquipélago das Anavilhanas” integrou a Exposição Fotográfica: Onde estão os peixes?
Navegar pelo maior arquipélago fluvial do mundo, com mais de 300 ilhas até Novo Airão, município com 10.000 habitantes no vale do Rio Negro e, lá, deliciar-se com um jantar tipicamente regional, podendo ainda ter a oportunidade de assistir a uma apresentação de um grupo folclórico local.
Ah! Não se esqueça de tomar algum suco das inúmeras variedades de frutas típicas que temos na região norte de nosso país. São verdadeiras delícias afrodisíacas!
Você poderá ainda, acampar bem no meio da Floresta Amazônica... Deve ser uma aventura e tanto... O cenário leva qualquer visitante à emoção de integrar-se à harmonia da natureza, fazendo com que ele passe a aprender e a contribuir para a preservação da natureza.
E esses conhecimentos adquiridos, a respeito dos recursos naturais da região Amazônica, são levados na memória, na emoção, assim como nos registros daqueles que tiverem o privilégio de conhecer a maior biodiversidade do planeta.
FAUNA AMEAÇADA
No Parque Ecológico Janauary, próximo da capital do Amazonas, existem alguns adultos com seus respectivos filhos exibindo animais endêmicos da floresta sem a menor consideração com a fauna local, simplesmente visando alguns trocados dos turistas, numa atitude egoísta e aproveitadora.
Esta foto ao lado que comprova o ato, mostra a boca de um jacaré adulto amarrada com arame para não morder a senhora que o exibe. Lamentável...
A UNIÃO
Enfim, caro leitor, depois de tanta água, esta “viagem” termina distante 15 km, por via fluvial de Manaus... onde chegamos a um verdadeiro encontro, rumo a dois rios que formam o majestoso “Encontro das Águas”. Tal fenômeno acontece onde as águas do rio Negro juntam-se com as do rio Solimões.
No entanto, só muitos quilômetros a frente é que essas águas, efetivamente, misturam-se. Isso ocorre devido a diferença de temperatura, densidade, PH e velocidade entre os dois rios. Por cerca de seis quilômetros, os dois rios correm paralelos, medindo forças, sem misturarem suas águas.
O Solimões, que carrega consigo grande quantidade de sedimentos sólidos e terras caídas dos barrancos, em cujas várzeas férteis o caboclo faz seus plantios, possui uma velocidade de 4 a 6 km/h e uma temperatura de aproximadamente 28ºC. Seu oponente, o Negro, de águas ácidas e extensas praias de fina areia branca, tem menos pressa e sua temperatura é mais baixa, 22ºC.
Ponto culminante das atrações turísticas naturais de Manaus, o encontro das águas do rio Negro com as do rio Solimões é visitado mensalmente por milhares de pessoas, principalmente turistas estrangeiros. Lá, realmente acontece o “nosso” encontro com o mundo das águas do rio Amazonas.
Homenagens Filatélicas
Abaixo, um máximo-postal sobre o Corte da Seringueira – Manaus, Amazonas. O selo foi emitido em uma série de 15 selos regulares sem filigrana, em 01/07/1976 com valor facial de $0,30 (RHM: 560), e mostra o trabalho do seringueiro – indivíduo que se dedica à extração do látex da seringueira e com ele prepara a borracha (página sobre origem vegetal).
A árvore euforbiácea, a qual é conhecida popularmente de seringueira, mas também chamada de árvore-da-borracha, cujo nome científico é Hevea brasiliensis, têm madeira branca e leve, folhas compostas, flores pequeninas e seu fruto é uma grande cápsula com sementes ricas em óleo.
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Abaixo (lado esquerdo), bloco emitido em 27/02/1996 (RHM: B-103), com valor facial de R$1,23: Centenário do Teatro Amazonas, localizado na Praça São Sebastião, no centro da capital do Estado do Amazonas – Manaus (aberto de 3ª a domingo das 10 às 17h).
Inaugurado em 1896, o Teatro Amazonas levou 15 anos para conclusão de suas obras. Foi construído na rica época dos barões da borracha. Todo material usado na construção foi trazido de navio de países europeus, desde ferragens, mármores, estrutura, estátuas, lustres, cristais até peças para decoração. Apenas a madeira utilizada no piso e nas cadeiras, foi trazida do Estado da Bahia, mas enviadas à Europa para ser tratada antes da utilização...
Do lado direito, bloco emitido em 11/06/2000 (RHM: B-115): Biodiversidade, Pesquisa, Ciência, Tecnologia e Presença Militar na Amazônia, com um selo (RHM: C-2291) no valor facial de 1,50 que mostra navio e aves...
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Em 27/09/2002, os Correios Brasileiros emitiram um selo sobre o “Encontro das Águas” dos rios Negro e Solimões. Dados técnicos do selo: Edital nº28. Arte: Allan Magalhães. Dimensões: 38mm x 38mm. Local de Lançamento: Manaus (AM). Impressão: Casa da Moeda do Brasil.
O encontro do rio Negro com o rio Solimões (barrento) forma o rio Amazonas. As águas desses dois rios têm temperaturas, composição e velocidades diferentes, o que faz com que não se misturem por alguns quilômetros, até que a cor do Solimões predomine. O rio Amazonas percorre 6.868 quilômetros, por seu estuário passa um quinto de toda a água doce do planeta.
“Encontro das Águas” integrou a Exposição Fotográfica: Onde estão os peixes?
A Bacia Amazônica possui a maior diversidade de peixes do mundo, cerca de 3.000 espécies: Aruanã • Bicuda • Cachorra • Caparari • Dourado • Jatuarana • Jaú • Jurupoca • Matrinxã • Piraíba • Piranha • Pirapitinga • Piraputanga • Pirara • Pirarucu • Tambaqui • Traíra • Trairão • Tucunaré • etc.
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Abaixo, emissão de 27/07/2002: SIVAM (Sistema de Vigilância da Amazônia), com valor facial de um real e dez centavos (R$1,10), o selo mostra uma onça-pintada e duas espécies de araras, a arara-canindé (Ara ararauna) e a arara-canga (Ara macau), entre outros temas.
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Atrações em Manaus
Manaus, cujo nome tem origem na valente tribo dos índios Manaós, é capital do maior estado do Brasil, o Amazonas, e tem sua base cultural nas tradições e costumes dos povos indígenas.
A Zona Franca de Manaus oferece uma variedade de produtos do mundo todo. Fazendo uma visita ao Palácio do Rio Negro e ao Teatro Amazonas, encontramos dois exemplos de monumentos arquitetônicos dos áureos tempos do ciclo da borracha.
Dentre os vários passeios, destacamos o Encontro das Águas dos Rios Negro e Solimões. Nesta região, santuário ecológico da humanidade, o homem local, muito hospitaleiro, apresenta com orgulho os encantos de sua floresta.
Manaus possui a maior bacia hidrográfica do planeta e seus principais rios são Amazonas, Negro, Solimões, Juruá e Madeira. A densa vegetação recobre 90% da área do território e suas florestas são em terra firme, matas de várzea e matas de Igapós, que se encontram sempre inundadas.
O horário local é de 1 hora de atraso em relação aos demais estados brasileiros, exceto o Acre, do qual está uma hora à frente. Apresenta clima Equatorial (quente e úmido) com temperatura média de 32ºC.
Existem somente duas estações durante o ano, chuvoso (dezembro a maio) e seco (junho a novembro), o mês de setembro é considerado crítico quando a temperatura atinge 40°C.
A cidade de Manaus oferece uma variedade de atrativos regionais, faça sua opção e desfrute das riquezas da Amazônia. Em junho, no Tropical Manaus, é realizada a tradicional festa “Saga do Boi” na piscina Vitória Régia. A comemoração antecede a famosa festa cultural do Boi, na cidade de Parintins, distante 100 km do hotel, via fluvial.
Há também o Festival Folclórico do Amazonas, em Manaus. As mais tradicionais danças do folclore amazonense - desde boi-bumbá, uma das variações na Região Norte do bumba-meu-boi, até cantos de tribos indígenas, inspirados nos feitos da época da colonização - são mostrados por cerca de sessenta grupos. São apresentadas também as brincadeiras de pássaros, nas quais atuam personagens fantásticas: pajés, fadas, ciganas, borboletas e o próprio pássaro cuja morte e ressurreição simbólica constituem a trama da apresentação.
Ainda a Procissão Fluvial de São Pedro, em Manaus, na qual milhares de fiéis, em barcos a motor ou canoas a vela, acompanham a tradicional procissão fluvial de São Pedro pela baía do Rio Negro...
AEROPORTO INTERNACIONAL EDUARDO GOMES
Telefone: (92) 3651-1120
AMAZONAS SHOPPING
Telefone: (92) 3648-1396
CENTRO DE ATENDIMENTO AO TURISTA
Avenida Eduardo Ribeiro com José Clemente
Segunda a Sexta, das 9 às 18h. Sábado das 9 às 14h. Telefone: (92) 3231-1998
ALFÂNDEGA
O Prédio da Alfândega compreende parte do conjunto arquitetônico do Porto de
Manaus, o prédio é considerado uma das primeiras construções pré-fabricadas
do mundo. Inaugurado em 1906, as peças de sua estrutura foram trazidas inteiramente
prontas da Inglaterra e são compostas basicamente de estruturas de tijolos que
foram posteriormente encaixadas umas nas outras. Rua Marquês de Santa Cruz,
s/n.º – Centro. Horário: Segunda a Sexta, das 8 às 12 e das 14 às 16h. Telefone:
(92) 3622-3025
BOSQUE DA CIÊNCIA
Localizado na sede INPA, possui uma grande área rica em vegetação e animais
da amazônia.
Horário: Segunda a Sexta, das 9 às 12 e das 14 às 17h – Sáb./Dom. das 9 às 16h
(pago).
Avenida André Araújo, 1756 – Aleixo. Telefone: (92) 3643-3135
CENTRO DE ARTES CHAMINÉ
No passado foi uma importante estação de tratamento de esgotos, responsável
por toda a cidade. Hoje, representa um importante espaço para apresentações
e exposições de arte. Horário: Ter/Dom, das 8 às 18h.
Endereço: Avenida Lourenço
da Silva Braga – Centro. Telefone: (92) 3633-3026
CENTRO DE ARTESANATO BRANCO E SILVA
Qualquer produto tipicamente regional, poderá ser encontrado neste Centro. É
possível acompanhar a produção de peças, bem como adquirir qualquer produto.
Não esqueça de provar da deliciosa culinária local. Endereço: Rua Recife, 1999
– Adrianópolis.
CENTRO CULTURAL PALÁCIO RIO NEGRO
O Palácio foi construído no começo do século XX para ser a residência do rico
comerciante alemão de borracha, Waldemar Scholz. Sua fachada e interior são
cuidadosamente decorados, o pórtico de ferro e as escadarias de madeira são
de extraordinária beleza. Depois, por muitos anos, o Palácio Rio Negro foi a
sede do Governo Estadual (residência oficial do Governador do Estado do Amazonas).
Atualmente, é palco de exposições, shows musicais e teatro. Confira a programação
em Eventos.
Endereço: Av. 7 de Setembro, 1546 – Centro. Telefone: (92) 3232-4450.
Aberto sábado e domingo das 9 às 11h.
ENCONTRO DAS ÁGUAS
Do encontro dos rios Solimões e Negro é formado o rio Amazonas. O espetáculo
se dá, numa longa extensão do rio, onde ocorre o encontro das águas barrenta,
do Solimões, com a escura do Rio Negro. Por motivo de diferenças de densidade,
temperatura e velocidade, as águas não se misturam e formam um espetáculo à
parte da natureza.
IGREJA DE SÃO SEBASTIÃO
Construída em 1888, faz parte da Praça São Sebastião e do Teatro Amazonas. Endereço:
Praça São Sebastião – Centro.
IGREJA MATRIZ DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO
A Catedral Metropolitana de Manaus está localizada no centro da cidade e é popularmente
conhecida como Igreja de Nossa Senhora da Conceição. Inaugurada em 1856,
logo após a fundação de Manaus e reinauguada em 1878, devido ao incêndio que
a destruiu totalmente. Em estilo neoclássico possui um suntuoso túmulo, onde
estão guardados os ossos de Dom Lourenço Costa Aguiar, bispo da época da fundação
de cidade. Parece que foi consagrada em 1862, quando o Papa Leão XIII criou
a Diocese do Amazonas. Possui sinos de origem portuguesa. Endereço: Praça Oswaldo
Cruz, s/n.º – Centro.
JARDIM BOTÂNICO – ADOLPHO DUCKE
Trilhas com guias, Biblioteca, exposições, educação ambiental, Produção de mudas.
Horário: De terça-feira a domingo, das 8 às 18h. Endereço: Rua Uirapuru, s/n.º
– Cidade de Deus.
MERCADO MUNICIPAL “ADOLFO LISBOA”
No centro, em frente ao colorido cais de Manaus, o Mercado Municipal é uma grande
construção de ferro, inteiramente importada da Europa, no início do século XX.
Seus desenhos são quase uma réplica do famoso mercado “Les Halles”,
em Paris. Cedo, pela manhã, o mercado inicia seu agitado comércio de diversas
espécies de peixe, frutas regionais, verduras, legumes e artesanato. É a principal
porta de entrada na cidade, tanto da produção pesqueira quanto rural do Estado.
Endereço: Rua dos Barés, s/n.º (entre a Rua Tabelião Lessa e os armazéns do
Porto de Manaus) – Centro
Telefone: (92) 3234-8441 – Aberto diáriamente das 6 às 18h.
MONUMENTO COMEMORATIVO A ABERTURA DOS PORTOS
Endereço: Praça São Sebastião – Centro (em frente ao Teatro Amazonas)
MUSEU DO ÍNDIO
O Museu do Índio foi inaugurado em 1952, está localizado no centro
da cidade e é mantido desde a sua fundação pelas Irmãs Salesianas. No acervo
há aproximadamente três mil peças artesanais, todas produzidas por índios de
várias tribos existentes na Amazônia. Entre as peças destacam-se os utensílios
domésticos, armas de caça, redes e enfeites. Além de peças artesanais, o Museu
possui várias informações sobre missões religiosas, costumes e cultura de diversas
tribos brasileiras.
PALÁCIO DA JUSTIÇA
Prédio onde funciona o Tribunal da Justiça do Estado, também construído em estilo
neoclássico, foi inaugurado em 1900, e suas características arquitetônicas lembram
as construções do 2º Império Brasileiro. Endereço: Av. Eduardo Ribeiro – Centro
PORTO DE MANAUS
Projetado e construído pelos ingleses, é uma interessante obra de engenharia,
oscilando com a subida e descida das águas do Rio Negro. Inaugurado em 1902.
Rua Taqueirinho, 25 – Centro. Telefone: (92) 3622-1330
PARQUE MUNICIPAL DO MINDU
Endereço: Av. Perimetral Leste – Parque Dez
PRAIA DA PONTA NEGRA
Principal ponto jovem de Manaus. No calçadão é possível caminhar, praticar esportes
diversos, ver apresentações da dança local (Boi) em bares especiais. Estrada
da Ponta Negra.
RELÓGIO MUNICIPAL
Construído para comemorar o centenário da elevação de Manaus à categoria de
cidade. Importado da Suiça a obra foi concluída em 1927. Localizado na Av. Eduardo
Ribeiro, próximo a Igreja da Matriz.
RESERVATÓRIO DO MOCÓ
Inaugurado 1899. Possui uma estrutura interna de ferro importado da Inglaterra.
Endereço: Praça Chile – Nossa Senhora das Graças.
HOTEL ARIAÚ
“Rio Ariaú – Município de Iranduba” integrou a Exposição Fotográfica: Onde estão os peixes?
Localizado a 60km de Manaus, é um braço do Rio Negro. Integra a exuberante natureza da Floresta Amazônica, com toda sua biodiversidade. O rio Negro é escuro, parece chá preto. É assim por causa da composição do seu leito (um mineral escuro) e da matéria vegetal que nele cai. Encontramos, sobretudo, o Pirarucu e o Tambaqui (Colossoma macropomum) – peixe de dieta bizarra, empanturra-se de frutos e sementes nas áreas alagadas no período das cheias e, quando as águas baixam e o peixe volta à calha dos rios, passa por um violento jejum perdendo toda a gordura que acumulou.
A fotografia (abaixo) mostra a curiosa sumaúma (Ceiba pentandra), uma das árvores que apresenta seu tronco com maior diâmetro, e que alcança altura e copa gigantescas, característica no Ecossistema de Floresta Amazônica.
Seu fruto possui uma fibra sedosa (paina) que se assemelha ao algodão. Ela envolve as sementes e é usada na fabricação de coletes salva-vidas, também enche colchões e almofadas. Típica de áreas alagadas, a casca da árvore é utilizada para fazer canoas.
Irmã da conhecida paineira, também da mesma família do famoso baobá-africano, sua raiz é conhecida como tabular (relativo ou que tem forma de tábua). Funcionam como extensão do tronco para dar sustentação ao vegetal.
Destas raízes tabulares se projeta um som característico, que na floresta é usado como meio de comunicação entre os índios, o que é feito mediante batidas em tais estruturas.
“SUMAÚMA”, by Sérgio Sakall, dezembro de 2001 (fundo
série)
Local da foto: próximo ao Rio Ariaú, no Município de Iranduba, cerca de 60 km
de Manaus – Amazonas (AM)
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Presidente Figueiredo – MANAUS
CAVERNA DO MARUAGA
Missão quase impossível é escolher qual dos atrativos naturais de Presidente
Figueiredo é o mais exuberante e belo, tantos são os encantos ecoturísticos
que a cidade ostenta. Entretanto, segundo pesquisa feita junto aos turistas,
nenhum atrativo é tão considerado quanto a Caverna Refúgio de Maruaga que, com
seus mistérios e magia, impressiona seus visitantes. Localizada a 6 quilometros
do acesso da Hidrelétrica de Balbina, a caverna de milhões de anos foi escavada
e esculpida nos paredões de arenito, formado no mar paleozóico, retratando salões
de inigualável beleza. O mundo subterrâneo da Caverna do Maruaga possibilita
aos visitantes uma viagem ao passado geológico da terra, denotada pela diferenciada
arquitetura natural do meio físico e do incomum patrimônio faunístico ali existente.
Última atualização: 27/10/2008. |