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HERÓIS NACIONAIS

Registrados honrosamente no Livro de Aço dos Heróis Nacionais, exposto no salão principal do Panteão da Pátria Tancredo Neves, em Brasília, os nossos heróis nacionais são:

D. Pedro I
Marechal Deodoro da Fonseca
Duque de Caxias
Almirante Barroso
Almirante Tamandaré

José Bonifácio
Santos Dumont
Zumbi dos Palmares
Tiradentes
Plácido de Castro

 

 

 

 

 

Em ordem de datas:

1655-1695 – Zumbi dos Palmares
1748-1792 – Tiradentes
1763-1838 – José Bonifácio
1798-1834 – D. Pedro I
1803-1880 – Duque de Caxias
1804-1882 – Almirante Barroso
1807-1897 – Almirante Tamandaré
1827-1892 – Marechal Deodoro da Fonseca
1873-1908 – Plácido de Castro
1873-1932 – Santos Dumont

Na sequência:

Almirante Barroso – Foi o comandante que conduziu a Armada Brasileira à vitória na Batalha do Riachuelo, durante a Guerra da Tríplice Aliança.

Almirante Tamandaré – Joaquim Marques Lisboa, Patrono da Marinha Brasileira, nasceu no dia 13/12/1807 – data em que se comemora o Dia Nacional do Marinheiro. Participou de várias batalhas importantes para garantir a liberdade e a soberania do Brasil: Guerra da Independência, Guerra da Cisplatina, Guerra dos Farrapos, Revolução Praieira (em Pernambuco) e Guerra da Tríplice Aliança. Ele recebeu vários títulos, entre eles: Visconde, Conde e Marquês de Tamandaré. Algumas homenagens:

– Cédula de Cr$ 1,00 (Um Cruzeiro) com sua efígie no anverso e uma vista do Monumento da Praia de Botafogo no reverso.
– Selo de Cr$ 0,10 (dez centavos) com sua efígie. 10/12/1957 – Sesquicentenário do Nascimento do Gen. Tamandaré. Yvert: 637. RHM: C-398...
– Selo Almirante Tamandaré – Herói Nacional. (abaixo, no centro da tela).

Plácido de Castro – José Plácido de Castro (1873-1908) foi um político e militar brasileiro, líder da Revolução Acreana e que governou o Estado do Acre.

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Marechal Luís Alves de Lima e Silva – Duque de Caxias – Patrono do Exército Brasileiro

Nascido em 25/08/1803, no Rio de Janeiro, Luís Alves de Lima e Silva, teve uma vida toda dedicada ao serviço da Pátria, assumindo diversas funções em sua carreira: por três vezes presidente do Conselho de Ministros, presidente de duas províncias e senador do Império. Restabeleceu a ordem, preservou as instituições, recompôs a coesão nacional e salvou a unidade da Pátria. Daí ter passado à História como “O Pacificador”.

Personificou o Pacificador e Unificador da Pátria, encarnou o herói do Império e projetou sua luminosa presença à República por nascer. Homem culto, também foi associado ao Instituto Geográfico Brasileiro; presidente de honra do Institut D’Afrique; sócio honorário do Instituto Politécnico Brasileiro e sócio efetivo da Sociedade dos Veteranos da Independência da Bahia. Duque de Caxias morreu em 07/05/1880 e seus restos mortais, assim como os de sua esposa e de seu filho, repousam no Panteon à Caxias, construído em frente ao Palácio Duque de Caxias, na cidade do Rio de Janeiro.

No ano do centenário de seu nascimento, exatamente no dia 25/08/1923, a data de seu aniversário natalício passou a ser considerada como o Dia do Soldado do Exército Brasileiro. O Decreto do Governo Federal de 13/03/1962 também imortalizou o nome do invicto Duque de Caxias como o Patrono do Exército Brasileiro. Portanto em homenagem a esse grande herói brasileiro, comemora-se, em 25 de agosto, o Dia do Soldado, reverenciando-se a figura do Patrono do Exército Brasileiro.

Selos Postais alusivos a Duque de Caxias:
25/08/1953 – Série Sesquicentenário Natalício do Duque de Caxias, cujos selos mostram: vitrô (Cr$ 0,60), mausoléu (Cr$ 1,20), Caxias (Cr$ 1,70), Brasão (Cr$ 3,80) e Caxias (Cr$ 5,80), respectivamente. RHM: C-307/C-311. RHM: C-307a: “1958” ao invés de 1953.
25/08/1969 – Série Exército Brasileiro – Fator de Segurança e Desenvolvimento Nacional. Yvert: 900/901. RHM: C-644/C-645.
25/08/1971 – Selo Semana do Exército – Duque de Caxias. Valor facial: 20 cts.Yvert: 960. RHM: C-703.

07/05/1980 – Selo Homenagem a Duque de Caxias. Valor facial: Cr$ 4,00. RHM: C-1141.

Em 12/09/1939, com valor facial de 400 réis, foi emitido o selo “Dia do Soldado”, cuja imagem, em azul vivo, mostra Duque de Caxias. RHM: C-138. Do lado direito da tela, selo Duque de Caxias – Herói Nacional. No centro da tela, selo emitido em 25/08/2003 alusivo aos “200 Anos do Nascimento de Duque de Caxias”. Edital: 13. Locais de Lançamento: Rio de Janeiro (RJ), Três Corações (MG) e Brasília (DF). O selo apresenta a imagem de Duque de Caxias tendo, à frente, a espada entrelaçada com louros e, ao fundo, a imagem da Guerra dos Farrapos (Rio Grande do Sul, 1835), representando mais uma vitória alcançada.

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II GUERRA MUNDIAL

Em 1941, o Presidente Getúlio Dornelles Vargas (1937-1945) criou o Ministério da Aeronáutica, estabelecendo a Força Aérea Brasileira – FAB. O Ministro de Guerra era Eurico Gaspar Dutra. Também conhecida como Aeronáutica, a FAB é uma das três forças armadas do Brasil que obteve seu batismo de fogo durante a Segunda Guerra Mundial participando da guerra anti-submarino no Atlântico Sul e, na Europa, como integrante da Força Expedicionária Brasileira – FEB. Constituída inicialmente por uma divisão de infantaria, acabou por abranger todas as forças militares brasileiras que participaram do conflito. Foram enviadas para a Itália duas unidades aéreas da FAB, o 1º Grupo de Aviação de Caça, o “Senta a Pua!”, e a Primeira Esquadrilha de Ligação e Observação (1ª ELO).

O Brasil cooperou com o sistema de defesa do continente, desde os primeiros dias da guerra. Participou das conferências realizadas em Lima, em Havana e, finalmente, no Rio de Janeiro. Cedeu bases navais em Salvador e Recife para navios americanos. Permitiu a instalação de bases aéreas, sobretudo em Natal e Recife, e assentiu com a possibilidade de utilização, para o mesmo fim, da ilha de Fernando de Noronha, meio caminho entre Natal (Brasil) e Dacar (Senegal), que eram os dois pontos avançados do Atlântico Sul.

Em janeiro de 1942, o arquipélago de Fernando de Noronha foi declarado Zona Militar, enviando-se para a Vila dos Remédios, capital desse território, um contingente do Exército brasileiro, que permaneceu na ilha por três anos e oito meses... No mesmo ano, os aliados decidem ocupar Marrocos para evitar um avanço nazista até Dacar... Nota: Dacar é o ponto mais avançado da África no Oceano Atlântico. Natal, no Rio Grande do Norte é o ponto mais avançado da América do Sul no mesmo oceano. Entre eles, fica o arquipélago de Fernando de Noronha. Dá para imaginar o valor estratégico desses três acidentes geográficos...

Só em 02/07/1944 que teve início o transporte do primeiro escalão da FEB, sob o comando do General João Batista Mascarenhas de Morais, com destino à Nápoles... A FEB foi integrada ao 4º corpo do Exército Norte-americano... Em 1945, foi emitida a Série Vitória dos Aliados...

Nota: A participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial foi marcada pelo envio da FEB (Força Expedicionária Brasileira) ao teatro de operações italiano, em favor dos Aliados. Entretanto, muitas vezes o país esteve mais próximo ao Eixo, a própria constituição de 1937 apresentava características fascistas. Entre os fatores que fizeram com que a entrado do país na guerra tenha sido ao lados dos Aliados, figuram: a aproximação cultural traçada com os EUA, o financiamento da construção da CSN através de capital estadounidense e o afundamento de navios mercantes brasileiro por submarinos alemães (U-Boats).

18/07/1945 – Série de 5 selos “Homenagem à FEB – Força Expedicionária Brasileira”, sendo que quatro deles mostram o símbolo de uma cobra fumando cachimbo: Emblema (Cr$ 0,20 centavos), Símbolo (Cr$ 0,40 centavos), Bandeira Americana (Cr$ 1,00 cruzeiro), Brandeira Brasileira (Cr$ 2,00 cruzeiros) e Vitória (Cr$ 5,00 cruzeiros)... A FEB adotou como lema “A cobra está fumando” em alusão ao que se dizia à época que era “mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil entrar na guerra”... RHM: C-206/C-210. (falta a imagem)

O selo do lado direito da tela, emitido em 18/06/1949 com valor facial de Cr$ 0,60 centavos, presta Homenagem à Força Aérea Brasileira na Itália – esquadrão aéreo brasileiro que participou da II Guerra Mundial. “Senta a Pua!” é o símbolo e grito de guerra do 1º Grupo de Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira, tendo suas origens na Segunda Guerra Mundial. RHM: C-246. Do lado esquerdo, folhinha filatélica do Ministério da Aeronáutica emitida junto ao selo que foi obliterado por carimbo Rio de Janeiro.

Abaixo (do lado esquerdo da tela), selo emitido em 14/09/1970 alusivo ao “Jubileu de Prata da Vitória” (25th Anniv of World War II Victory), com valor facial de 20 centavos, mostra emblemas e símbolos das Forças Armadas... SG: 1304. RHM: C-684.

Do lado direito, série de 2 valores “150 Anos da Pacificação da Revolução Farroupilha e 50 Anos da Tomada de Monte Castelo”, emitida em 21/02/1995, cujos selos têm valor facial de R$ 0,12 centavos cada e mostram Duque de Caxias e soldado com Bandeira Nacional... RHM: C-1934/C-1935.

25/08/2004 – Série de 4 valores “Brasil na Segunda Guerra Mundial”. Os três primeiros selos apresentam, no canto superior direito, medalhas condecorativas, e, no canto inferior esquerdo, os distintivos da FAB, da Marinha e da FEB, nos selos correspondentes. No 1º selo é representada a atuação da FAB pelo avião modelo Thunderbolt P-47D, do 1º Grupo de Aviação de Caça. O 2º selo focaliza a Marinha no patrulhamento da costa, com o contratorpedeiro Marcílio Dias – M1 (quinto navio a ostentar esse nome na Marinha do Brasil, em homenagem ao imperial marinheiro de mesmo nome, herói na Batalha Naval de Riachuelo, na Guerra da Tríplice Aliança contra o Paraguai). O 3º selo presta homenagem à FEB enfatizando a batalha histórica de 21/02/1945, com a retomada do Monte Castelo pelas Forças Aliadas. No 4º selo, que ressalta a ação dos Correios, vê-se em primeiro plano, um soldado da FEB com uma carta nas mãos e, ao fundo, uma peça de artilharia das Forças Aliadas. Em seu canto inferior esquerdo, vê-se o Brasão da República do Brasil, com a inscrição Correio, conforme impressos oficiais da época.

07/03/2008 – Selo “200 Anos do Corpo de Fuzileiros Navais”, com valor facial de 1 Porte Carta Comercial. O selo enfoca a simulação de um desembarque em praia, mostrando os meios utilizados pelos fuzileiros navais, em terra, na água e no ar. Em primeiro plano, temos três elementos do pelotão, efetuando a operação do desembarque e reconhecimento. Em segundo plano o navio, exclusivo de utilização dos fuzileiros navais, o NDCC Mattoso Maia (navio de desembarque de carros de combate) em apoio tático e logístico. Acima, uma imagem do helicóptero Super Puma do esquadrão HU-2 da Marinha do Brasil, em ação, utilizado pelos fuzileiros navais em salto ou rapel. A arma simboliza a atuação dos fuzileiros navais como defensores da Pátria. Nos cantos superiores foram aplicados os brasões oficiais da Marinha do Brasil e do Corpo de Fuzileiros Navais. Sua presença nos três ambientes originou o lema “ADSUMUS”, que significa “aqui estamos”.

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Tiradentes

Abaixo (do lado esquerdo da tela), bloco emitido em 21/04/1992 alusivo ao Bicentenário da Execução de Tiradentes – Joaquim José da Silva Xavier (1792-1992), com valor facial de Cr$ 3.500,00 cruzeiros, mostra Escultura... e aspecto da cidade de Ouro Preto... RHM: B-91.

No centro da tela, selo emitido em 12/11/1948 alusivo ao Bicentenário de Nascimento do Alferes Joaquim José da Silva Xavier, “O Tiradentes” (1748-1948), com valor facial de Cr$ 0,40 centavos, mostra a efígie de Tiradentes... RHM: C-240 + FA-13. Do lado direito, selo Tiradentes – Herói Nacional.

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Zumbi dos Palmares

Zumbi (União dos Palmares, 1655 – Viçosa, 20/11/1695) foi escravo e último dos líderes do Quilombo dos Palmares – quilombo localizado em Alagoas, do qual escravos negros fugidos fizeram um Estado, no século XVII. O Quilombo dos Palmares é um dos principais símbolos da resistência negra na época da escravidão, também conhecido por Angola Janga, que significa Angola Pequena. Localizava-se na Serra da Barriga, atual Estado de Alagoas, local de grandes plantações de cana-de-açúcar. Quilombo significa um lugar escondido ou fortificado em que se refugiavam escravos fugidos.

Apesar das tentativas de aculturá-lo, Zumbi fugiu e, com 15 anos, retornou ao seu local de origem. Tornou-se conhecido pela sua destreza e astúcia na luta – um notável estrategista militar. Organizou o Quilombo dos Palmares e liderou a luta contra os brancos. Após a rendição do quilombo, escapou e continuou a resistência até que, descoberto seu esconderijo, foi assassinado. Nota: A palavra Zumbi, ou Zambi, vem do termo “nzumbe”, do idioma africano quimbundo, e significa fantasma que vaga pela noite, espectro, alma de pessoa falecida, segundo lenda afro-brasileira.

Durante cem anos (1595-1695), Palmares constituiu um foco de resistência aos ataques da Coroa, conseguindo também ter uma vida social extremamente organizada, chegando a contar, em 1640, segundo os holandeses, quase dez mil quilombolas. Era de interesse dos grandes proprietários de terra aniquilar Palmares, para tentar recuperar escravos e para evitar que, tendo Palmares como referência, os escravos tivessem maior motivação para a fuga.

Desde 1995, a data de sua morte foi adotada como o Dia da Consciência Negra. A cada ano, o dia 20 de novembro se consolida como uma data de grande significado no calendário histórico nacional. A memória de Zumbi dos Palmares reafirma-se no Panteão dos Heróis que escreveram, com a própria vida, a história do povo brasileiro, na luta por ideais grandiosos, tais como igualdade e justiça social. Para Zumbi, o mais importante não era viver livre, mas libertar todos os negros ainda escravos. Em função da sua expressão histórica e da resistência que representa, o dia 20 de novembro, dia da morte de Zumbi dos Palmares, foi adotado pelo Movimento Negro Brasileiro como o Dia Nacional da Consciência Negra, data que é celebrada em todo o país.

O poeta gaúcho Oliveira Silveira sugeriu que se comemorasse nesta data porque era mais significativa para a comunidade negra brasileira do que o dia 13/05. “Treze de maio traição, liberdade sem asas e fome sem pão”, assim definia Silveira o Dia da Abolição da escravatura em um de seus poemas, referindo-se à lei que libertou os escravos, mas sem lhes dar condições de trabalhar e viver com dignidade. Zumbi é considerado símbolo da resistência contra a escravidão, por isso, as entidades e organizações não governamentais dos movimentos negros no Brasil definiram esse dia para manter viva a memória dessa figura histórica e sua importância na luta pela libertação dos escravos. Enfim, no dia 09/01/2003 o Congresso Brasileiro aprovou a Lei Federal (nº 10.639) criando este dia.

Abaixo (lado esquerdo da tela), selo emitido em 30/08/2001 para marcar a Conferência Mundial Contra o Racismo, com valor facial de R$ 1,30 centavos de reais. Do lado direito, selo Zumbi dos Palmares – Herói Nacional.

No centro, emitido em 20/11/2001 em comemoração ao Dia Nacional da Consciência Negra, com valor facial de R$ 0,40 centavos, o selo reúne imagens de importante significado: o martelo (representando a justiça), o livro (o direito à educação) e as engrenagens (o trabalho). Outro detalhe é o muro, ao fundo, pixado com a palavra consciência – uma forma de protesto. À esquerda, um menino negro com um olhar distante a observar todas as imagens. As cores da bandeira nacional ocupam todo o selo e uma pomba, justamente na cor azul, representa o céu.

– Bloco emitido em 20/11/1995 alusivo aos 300 Anos da Morte de Zumbi dos Palmares, com valor facial de R$ 1,05 centavos, mostra Negros e Zumbi. RHM: B-102.

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Última atualização: 09/08/2011.
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