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Durante o Renascimento, a Europa precisava quantidades crescentes de corantes naturais para satisfazer as necessidades de um comércio local cada vez mais ávido por roupas coloridas. Sua origem distante e a preparação artesanal que exigiam, faziam com que alguns destes corantes valessem mais do que o ouro...
Foi naquela época que os europeus passaram a conhecer o azul de índigo, procedente da Índia... Com a descoberta do Novo Mundo, a Europa viu surgir novas fontes de corantes naturais...
Foi, pois, de uma árvore conhecida como pau-brasil, da qual se extraía tintura vermelha para tingimento de fibras do algodão, que possivelmente se derivou o nome “Brasil”, embora a discussão sobre a origem do nome esteja longe do fim...
Pau-brasil (Brazilwood), cujo nome científico é Caesalpinia echinata (echinata significa “com espinhos”), da família: Leguminosae – Caesalpinoideae (Caesalpiniaceae), parente do pau-ferro.
Nome popular (tupi-guarani): ibirapitanga (do tupi “ybyrá”, árvore, madeira + pitanga, vermelho)... Sua denominação origina do tronco vermelho, madeira explorada pelos indígenas e pelos colonizadores para extração de pigmento vermelho... Durante muitos anos, na época da colonização, foi a principal fonte de riqueza e primeira atividade econômica significativa do país.
Atualmente, é muito difícil encontrar o pau-brasil em estado natural, a não ser em parques de preservação. Em compensação, está sendo muito utilizado em arborização urbana... Essa espécie pode ser encontrada na Quinta da Boa Vista no Rio de Janeiro, no Parque do Ibirapuera, no Jardim Botânico de São Paulo ou no Zoo de São Paulo, por exemplo.
Tem o tronco, galhos e até o fruto com espinhos, e só produz flor e fruto quando plantada em grupos. Muitas vezes encontramos um e até três exemplares juntos que não frutificam... Sua bela floração ocorre entre os meses de setembro e outubro. Pela Lei nº 6.607, de 07/12/1978, o Pau-Brasil foi declarado Árvore Nacional do Brasil.
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21/01/1990 – Série de 2 valores “40 Anos da Sociedade Botânica do Brasil”, cujos selos mostram: Sabiá-da-caatinga (NCz$ 2,00) e Pau-brasil (NCz$ 13,00). Picotagem: 11½ × 12. Tiragem: 2.100.000 cada selo. Impressão: Ofsete. Papel: Cuchê gomado. Yvert: 1948/1949. Scott: 2229/2230. Michel: 2340/2341. RHM: C-1665/C-1666.
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Sociedade Botânica do Brasil – SBB (www.botanica.org.br) Avenida Bento Gonçalves, 9500 – Campus do Vale Bloco IV, Prédio 43433 – Agronomia Porto Alegre, Rio Grande do Sul (RS) – CEP: 91501-970 |
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Biomas do Brasil
Os biomas são diversos e se extendem em todas as partes do Brasil... Cada um é encontrado em uma parte distinta do país. O bioma é definido pela forma de sobrevivência no território, em sua cultura e seu jeito de tratar a natureza...
O Brasil tem seu território ocupado por seis principais grandes biomas terrestres: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal. Além destes, há vários ambientes marinhos.
Estes nomes aparecem também nas principais formações florestais: Floresta Amazônica, Floresta de Altitude, Restinga Litorânea, Mata Atlântica, Floresta de Planalto, Cerrados, Caatinga Nordestina e outros ambientes específicos como o Pantanal Mato-Grossense...
Amazônia – ocupa 49,29% do território nacional e é constituída principalmente por: floresta ombrófila densa, floresta ombrófila aberta, floresta estacional decidual e campinarana.
Caatinga – ocupa 9,92% do território nacional e é constituída principalmente por savana estépica.
Cerrado – ocupa 23,92% do território e é constituído principalmente por savanas.
Mata Atlântica – ocupa 13,04% do território nacional e é constituída principalmente por: floresta estacional semidecidual, floresta ombrófila densa, floresta ombrófila mista e floresta estacional decidual.
Pampa ou campos sulinos – ocupa 2,07% do território nacional e é constituído principalmente por estepe e savana estépica.
Pantanal – ocupa 1,76% do território nacional e é constituído principalmente por savana estépica.
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre (http://pt.wikipedia.org/wiki/Biomas_do_Brasil)
Veja página de Zoológicos Brasileiros!
O tupi é a língua campeã na hora de dar nome aos estados (9 deles ganharam nomes em tupi), entretanto o nosso português também batizou alguns...
Nota: Cada estrela na Bandeira do Brasil representa um Estado da Federação...
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Os limites das regiões sempre coincidem com limites de estados, não havendo estados que se espalhem por duas regiões.
A área correspondente ao Estado de Tocantins (integrante da região Norte), por ter sido originária do desmembrado de Goiás (Centro-Oeste), foi a última alteração na delimitação das regiões brasileiras.
As regiões do Brasil são uma divisão que tem caráter legal e que foi proposta pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 1969. O IBGE levou em consideração apenas aspectos naturais na divisão do país, como clima, relevo, vegetação e hidrografia; por essa razão, as regiões também são conhecidas como “regiões naturais do Brasil”.
Há uma pequena exceção com relação à região Sudeste, que foi criada levando-se parcialmente em conta aspectos humanos (desenvolvimento industrial e urbano).
Nota: Atualmente, muitos geógrafos e cientistas sociais preferem a divisão geoeconômica proposta por Pedro Pinchas Geiger, em 1967, que leva em conta os aspectos naturais e humanos. Essa divisão consiste de três regiões e suas fronteiras não coincidem com as fronteiras estaduais: Amazônia, Centro-Sul e Nordeste.
Nota: O vestuário típico folclórico no Brasil se compõem de três formas: roupas de couro (Nordeste), vestidos de renda da Bahia e roupa típica gaúcha. Fonte: Museu de Folclore (SP).
Cada um destes grupos é uma região, e as regiões brasileiras, segundo o IBGE, são...
REGIÃO CENTRO-OESTE – Aerograma Nacional Centro-Oeste: 74010178-1 (imagem abaixo, lado esquerdo da tela)
Com predominância do Ecossistema de Cerrado, pode ser dividida em 3 porções: maciço goiano-mato-grossense, bacia de sedimentação do Paraná e as depressões. Possui um território de 1.604.852 km² (18,9% do território nacional). Sua população é de cerca de 12 milhões de habitantes.
A região Centro-Oeste é formada pelo Distrito Federal (Brasília) e 3 Estados: Goiás (Goiânia), Mato Grosso (Cuiabá) e Mato Grosso do Sul (Campo Grande).
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REGIÃO NORDESTE – Aerograma Nacional Nordeste: 74010177-3 (imagem acima, lado direito da tela)
Com predominância do Ecossistema de Caatinga, a região encontra-se dividida em quatro sub-regiões (zonas): meio-norte, zona da mata, agreste e sertão. Possui um território de 1.556.001 km² (18,2% do território nacional), dentro dos quais está localizado o Polígono das secas. Sua população é pouco superior a 50 milhões de habitantes.
A região Nordeste é formada por 9 Estados: Alagoas (Maceió), Bahia (Salvador), Ceará (Fortaleza), Paraíba (João Pessoa / Arte Rupestre), Pernambuco (Recife), Piauí (Terezina / Arte Rupestre), Maranhão (São Luís), Rio Grande do Norte (Natal) e Sergipe (Aracaju).
REGIÃO NORTE – Aerograma Nacional Norte: 74010176-5 (imagem abaixo)
Com predominância do Ecossistema de Floresta Amazônica, possui um território de 3.851.560 km² (45,2% do território nacional) e uma população pouco superior a 14 milhões de habitantes – o que faz dela a região com menor densidade demográfica.
A região Norte é formada por 7 Estados: Acre (Rio Branco), Amazonas (Manaus), Rondônia (Porto Velho), Roraima (Boa Vista), Pará (Belém), Amapá (Macapá) e Tocantins (Palmas).
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REGIÃO SUDESTE – Aerograma Nacional Sudeste: 74010174-9 (imagem abaixo, lado esquerdo da tela)
Com predominância do Ecossistema de Mata Atlântica, a região apresenta grandes diferenças sob o aspecto físico, com litoral, serras e planícies. Possui um território de 927.286 km² (10,6% do território nacional). Sua população é de cerca de 77 milhões de habitantes.
A região Sudeste é formada por 4 Estados: Espírito Santo (Vitória), Minas Gerais (Belo Horizonte), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).
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REGIÃO SUL – Aerograma Nacional Sul: 74010175-7 (imagem acima, lado direito da tela)
Com predominância do Ecossistema de Mata de Araucárias, Possui um território de 575.316 km² (6,8% do território nacional) e sua população é de mais de 26 milhões de habitantes.
A região Sul é formada por 3 Estados: Paraná (Curitiba), Rio Grande do Sul (Porto Alegre) e Santa Catarina (Florianópolis).
CAFÉ – Caffea arabica (Lineu)
14/04 – Dia Mundial do Café |
24/05 – Dia Nacional do Café
O café é oriundo da ex-Abissínia (atual Etiópia) onde, nas florestas do Reino Kaffa e na região da cidade de mesmo nome ainda, hoje, a planta é encontrada em estado silvestre.
Contam que no ano de 575 depois de Cristo, o pastor Kaldi observou que suas cabras ficavam mais espertas e saltitantes ao comer as folhas e os frutos do cafeeiro. Ele experimentou os frutos e se sentiu mais alegre e com maior vivacidade... Rapidamente, o conhecimento dos efeitos da bebida disseminou-se e passou a ser utilizada no Oriente, sendo torrado pela primeira vez na Pérsia. Parece que também no Iêmen...
Por volta de 1500, o café foi introduzido na Arábia, onde sua infusão recebeu o nome árabe de “kahwah” ou “qahwa”, que significa força. Esta denominação foi observada por todos os viajantes europeus na Arábia e adotado pelos turcos como “kahwe” ou “cahue”. Originalmente, este nome era usado para vinho e foi transferido para o café provavelmente por causa do mesmo efeito estimulante.
Para a Etiópia em geral e para Kaffa em especial, a palavra “qahwa” emigrou mais tarde, quando o café já era conhecido nos países árabes. O “Vinho da Arábia”, como o café ficou conhecido, chegou à Europa no século XV, por meio dos holandeses.
O nome “Mokka”, para um café especialmente forte, é oriundo de um pequeno porto com este nome, no Iêmen, que até o século XIX era conhecido como principal fornecedor do produto (parece que foi nessas terras que o cafezinho foi inventado, no século XI).
O primeiro estabelecimento para servir café ao público foi aberto na ex-Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, em 1550... O café atravessou os mares, chegou até a Guiana, de onde vieram as primeiras mudas... Foi o sargento Francisco Palheta quem trouxe da Guiana para o Brasil, em 1727, as primeiras mudas de café... Plantadas inicialmente no Pará, onde não vingaram, foram então em direção ao sul atingindo a Bahia e o Rio de Janeiro por volta de 1800 e, logo depois, São Paulo e Minas Gerais.
Com a Proclamação da República em 1889, a política brasileira foi monopolizada pelos “barões do café” e, até 1930, todos os presidentes civis eram ligados à produção cafeeira (cuja maioria ostentava casarões na Avenida Paulista). Cidades como Campinas, no interior paulista, por exemplo, teve seu desenvolvimento através do café...
São conhecidas várias espécies de café (umas 80), mas apenas 3 têm importância econômica... Abaixo, alguns selos postais brasileiros alusivos ao café...
05/02/1928 – Série de 3 valores “Bicentenário do Plantio do Café no Brasil – Bicentenário do Cafeeiro 1727-1927”, cujos selos mostram a mesma imagem e têm valores faciais de 100 réis (verde), 200 réis (rosa-carmim) e 300 réis (morrom-escuro). Yvert: 191/193. RHM: C-21/C-23.
07/01/1938 – Selo “Propaganda do Café do Brasil”, com valor facial de 1.200 réis, o selo multicolorido mostra sacas de Café do Brasil e ramos da planta. Yvert: 339. RHM: C-127.
30/06/1961 – Selo “Convênio Internacional do Café – VIII Reunião da Junta Diretora”, com valor facial de Cr$ 20,00 o selo mostra um grão de café estilizado... RHM: C-464.
21/12/1965 – Selo “Propaganda do Café do Brasil”, com valor facial de Cr$ 30,00 cruzeiros, mostra grãos de café estilizados... Yvert: 790. RHM: C-545 (a. papel marmorizado).
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Abaixo (do lado esquerdo da tela), cartão-postal com a propaganda: “Grande Exposição de Café – 2º Centenário do Cafeeiro no Brasil 1727-1927”, ocorrida no Palácio das Indústrias, em São Paulo – setembro de 1927.
No centro da tela, selo emitido em 07/12/2001: “Café do Brasil”, com valor facial de R$ 1,30 reais, mostra ramo, grãos e xícara de café. Artista: Maria Helena Adonis. RHM: C-2435.
Do lado direito, bloco emitido em 15/04/2003: “Fazendas Históricas de Café”. Edital nº 3. Em primeiro plano, a imagem do selo retrata a sede da Fazenda Pau-D’Alho, datada da primeira metade do século XIX. Acima, o céu evoca um vulto do passado e retrata a opulência dos tempos áureos. Na parte inferior, a sede da Fazenda Ponte Alta e suas palmeiras-imperiais retratam as riquezas dominadas pelos barões do café. Abaixo, uma muda é plantada no solo e, ao lado, os lavradores colhem os preciosos frutos de café – base da economia brasileira por muitos anos. Como fundo, algumas etapas da produção do café. A técnica usada foi tinta PVA sobre papel. Lançamento: Santos (SP). RHM: B-130.
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Lagos e Lagoas – Lagoas e Lagos
Lagoa é uma porção de água cercada por terra. Segundo outras definições, lagoa é um “lago pouco extenso”; no entanto há várias “lagoas” maiores do que muitos chamados “lagos”. No Brasil, por exemplo, a Lagoa da Conceição, na Ilha de Santa Catarina, é maior do que o Lago Cuniã em Rondônia.
Também são chamados “lagos” os tanques de jardins ou as porções de água formadas por barragens. No primeiro caso qualquer lagoa natural é maior em área e no segundo caso muitas lagoas naturais também são maiores. Portanto as definições de “lago” e “lagoa”, pelo menos na língua portuguesa, confundem-se.
Como exemplo de lagoa podemos citar a própria Lagoa da Conceição, com 15 quilômetros de comprimento por 2 de largura em média, ou a Lagoa dos Patos (maior lagoa do Brasil), com cerca de 250 km de comprimento por 50 quilômetros de largura, em média. Nela, a navegação é feita por um canal balisado... Como exemplo de lagos podemos citar o Lago Titicaca, com menos de 200 km de comprimento por 50 quilômetros de largura, em média...
AL –
DF – Lago Jari
ES – Lagoa Juparaná
MG – Represa de Furnas, Represa de Água Vermelha (MG/SP)
MS – Represa de Ilha Solteira (MS/SP)
PB – Açude Coremas
PE – Represa de Itaparica
RJ – Lagoa Rodrigo de Freitas, Araruama
PR – Represa de Itaipu
RO – Lago Cuniã
RS – Lagoa dos Patos (maior do Brasil), Lagoa Mirim, Lagoa Mangueira, Lagoa
do Peixe
SC – Lagoa da Conceição
Nota: A antiguidade do relevo e a ausência de glaciações recentes impediram a formação de lagos, exceto na faixa litorânea, resultantes do fechamento de restingas. É o caso de Patos, Mirim e Mangueira (RS) e Araruama (RJ). Na Amazônia, surgem pela sedimentação de meandros dos rios locais.
Última atualização: 17/04/2012. |