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CAPITAL DO ESTADO DO PARANÁ
A cidade de Curitiba é composta por 75 bairros. Abaixo, lista em ordem alfabética, com a numeração do bairro ao lado:
Abranches (50), Água Verde (09), Ahú (14), Alto Boqueirão (64), Alto da Glória (04), Alto da Rua XV (05), Atuba (55), Augusta (68), Bacacheri (35), Bairro Alto (36), Barreirinha (52), Batel (10), Bigorrilho (11), Boa Vista (34), Bom Retiro (13), Boqueirão (56), Butiatuvinha (61), Cabral (16), Cachoeira (51), Cajuru (21), Campina do Siqueira (30), Campo Comprido (44), Campo de Santana (71), Capão da Imbuia (20), Capão Raso (58), Cascatinha (47), Caximba (70), Centro (01), Centro Cívico (03), Cidade Industrial de Curitiba (75), Cristo Rei (06), Fanny (39), Fazendinha (42), Ganchinho (72), Guabirotuba (23), Guaíra (26), Hauer (38), Hugo Lange (17), Jardim Botânico (07), Jardim das Américas (22), Jardim Social (18), Juvevê (15), Lamenha Pequena (62), Lindoia (40), Mercês (12), Mossunguê (45), Novo Mundo (41), Orleans (59), Parolin (25), Pilarzinho (32), Pinheirinho (66), Portão (27), Prado Velho (24), Rebouças (08), Riviera (69), Santa Cândida (53), Santa Felicidade (63), Santa Quitéria (43), Santo Inácio (46), São Braz (60), São Francisco (02), São João (48), São Lourenço (33), São Miguel (67), Seminário (29), Sítio Cercado (65), Taboão (49), Tarumã (19), Tatuquara (74), Tingui (54), Uberaba (37), Umbará (73), Vila Izabel (28), Vista Alegre (31) e Xaxim (57).
Abaixo, lista em ordem numérica de bairros:
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Catedral Basílica Menor de Curitiba
Localizada onde a cidade nasceu, na Praça Tiradentes (Rua Barão do Serro Azul, 31), a inauguração da atual igreja foi em 1893, construída em estilo neo-gótico e inspirada na Sé de Barcelona. A imagem original, dedicada a Nossa Senhora da Luz, veio de Portugal. Encontra-se hoje no Museu Paranaense, sendo a imagem que está atualmente na igreja, a terceira de uma série. Em seu interior existem vitrais doados por famílias tradicionais curitibanas; móveis e púlpitos em alto relevo, entalhados em imbuía. Foi restaurada em 1993, e em 08 de setembro do mesmo ano passou a denominar-se Catedral Basílica Menor.
Museu Paranaense (Praça Generoso Marques, s/n – nota: não sei em que bairro está localizado)
Fundado em 1876, pelo desembargador e historiador Agostinho Ermelino de Leão, teve várias sedes desde sua fundação. Este edifício apresenta características neoclássicas e “art-nouveau”. Inaugurado em 1916, com a finalidade de abrigar a Prefeitura de Curitiba, que ali permaneceu até 1969. Foi projetado pelo então prefeito, o engenheiro Cândido Ferreira de Abreu, com a colaboração do escultor Roberto Lacombi e tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1964. Exibe material etnológico, histórico, documentação manuscrita e impressa, objetos antigos, numismática, fotos, obras de arte e peças arqueológicas. Seu acervo foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná e Nacional em 1972.
Praça Tiradentes (ex-Largo da Matriz)
A mais antiga praça da cidade, com 9.026 metros quadrados, abrigou uma pequena capela em torno da qual se desenvolveu a Vila Nossa Senhora da Luz e Bom Jesus dos Pinhais. Hoje, o local é endereço da Catedral Metropolitana de Curitiba. Em 1880, quando o imperador visitou o Paraná, o Largo da Matriz mudou seu nome para Largo Dom Pedro II e, em 1889, passou a denominar-se Praça Tiradentes. Abriga bustos de personagens importantes da história do Brasil como Getúlio Vargas, Marechal Floriano Peixoto e Tiradentes (obra de João Turim). O Marco Zero da cidade, de onde são medidas e encontradas todas as distâncias, assinala as direções: Santa Catarina, “Iguassu”, São Paulo e Paranaguá; a referência de nível de Curitiba; e o monolito que registra o local do Pelourinho levantado por Gabriel de Lara, com a Cruz de Malta, que representa o poder legalmente constituído do governo português, a justiça e a caracterização das vilas. No início de 1994, a praça foi reformada com o objetivo de alterar o tráfego do anel central, além de servir como terminal de algumas linhas de ônibus urbanos. Também é ponto de partida das linhas Turismo e Volta ao Mundo – próprio para turistas, imperdível passeio de ônibus que passa por vários pontos de interesse da cidade (podendo descer para se visitar até três deles).
Largo Coronel Enéas ou Largo da Ordem (Setor Histórico) Feira do Largo da Ordem
Localizado no Setor Histórico de Curitiba que compreende ainda a Rua São Francisco e as praças Garibaldi, João Cândido e Generoso Marques, é conhecido como Largo da Ordem, pois nele se encontra a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco das Chagas. Desempenha significativo papel histórico-cultural e social na vida do curitibano, sendo que nas imediações localizam-se diversos exemplares da arquitetura dos séculos XVIII e XIX. Hoje, restaurados e adaptados, em sua maioria, para o desempenho de funções culturais, como a Casa Vermelha e a Casa Romário Martins, instituições de ensino, restaurantes, mini-shopping, pubs etc. Desde o século XVIII, o Largo abrigou intenso e variado comércio, quando os colonos vindos com suas carroças, traziam produtos hortifrutigranjeiros e faziam compras nas casas comerciais existentes. Os animais utilizavam-se do bebedouro ali localizado, provavelmente construído em 1853 com o pedestal de pedra e a bacia em ferro.
Igreja da Ordem Terceira de São Francisco das Chagas (Largo da Ordem – Setor Histórico)
Construída em 1737, é a mais antiga de Curitiba. Seu nome original era Nossa Senhora do Terço, só mudado com o surgimento da Ordem de São Francisco em Curitiba, em 1746. Em anexo, foi construído em 1752, um convento que funcionou até 1783, dirigido por religiosos franciscanos. Em 1834/35 desabou o vigamento da igreja e apesar da reconstrução da parte desmoronada, continuou em péssimas condições. Mesmo assim, com a chegada dos colonos poloneses, serviu-lhes de paróquia. Em 1880, com a visita do imperador D. Pedro II, foi promovida a restauração definitiva da igreja. A torre foi concluída em 1883 e os sinos doados pelos senhores da erva-mate. A partir de então, tornou-se sede da vida espiritual dos alemães, sendo os ofícios celebrados no idioma alemão até 1937. Estas reformas descaracterizaram suas linhas arquitetônicas, originariamente coloniais, dando-lhe características indefinidas, com a torre lembrando o estilo mourisco segundo alguns, ou neo-góticos, segundo outros. Foi tombada em 1965 e novamente restaurada no período de 1978/80, dentro de uma filosofia conservadora.
Museu de Arte Sacra (Largo da Ordem – Setor Histórico)
O Museu de Arte Sacra da Arquidiocese de Curitiba é o coroamento do processo de restauração da Igreja da Ordem. Ocupou anteriormente as dependências do Seminário Menor da Arquidiocese, na Rodovia do Café. Com a restauração da Igreja da Ordem em 1978, optou-se pela criação de um espaço definitivo para o museu, que foi inaugurado ao anexo da igreja, em 1981. A peça mais valiosa do acervo é o altar-retábulo lateral da antiga Matriz, um resgate do passado barroco da cidade. Há relíquias das principais igrejas de Curitiba: a da Ordem Terceira, da Catedral Metropolitana, de Nossa Senhora do Rosário e a de São Francisco de Paula (nunca concluída, com parte da construção conservada ainda na Praça João Cândido). Em seu acervo existem peças preciosas como a imagem de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais (datada da segunda metade do século XVIII), a do Bom Jesus dos Pinhais (em terracota, de fins do século XVII) e a de Nossa Senhora do Terço (em madeira policromada), entre outras peças.
Casa Romário Martins (Largo da Ordem, 35 – Setor Histórico)
Construção em estilo colonial do século XVIII é o segundo prédio mais antigo da cidade, ao lado do primeiro ainda preservado, a Igreja da Ordem. A edificação foi desapropriada pela prefeitura em 1970 e os trabalhos de restauração iniciaram-se em 1973. O arquiteto responsável foi Cyro Corrêa Lyra. As transformações, realizadas ao longo de dois séculos, haviam desfigurado totalmente o interior e o exterior do velho prédio, por reformas indevidas ou placas de propaganda em sua fachada. Antes funcionava ali um armazém de secos e molhados e com a restauração foi basicamente, recuperado o aspecto externo. Interiormente o prédio quase não possui divisões, apenas um miolo fechado, e o restante funciona como galeria. A Casa Romário Martins foi inaugurada no final de 1973, com a presença de sua filha Azurita Martins Alice. Ao contrário do que se pensa, Romário Martins, nunca teve, em vida, uma ligação a esta casa. Seu nome é uma homenagem póstuma ao brilhante escritor e historiador que nos legou uma bagagem cultural importante, colaborando em vários setores de nossa vida pública. É vinculada à Fundação Cultural de Curitiba e objetiva a promoção de exposições de artistas paranaenses.
Praça Garibaldi (Setor Histórico)
Antes de ser inaugurada, em 1946, com o nome de Praça Garibaldi, sua denominação foi Praça Dr. Faria Sobrinho e, mais tarde Praça do Rosário. Abriga construções importantes que contam a história da cidade. Exemplo disso, é a sede da Fundação Cultural de Curitiba, a Igreja do Rosário, o Relógio das Flores, galerias de arte, a Sociedade Garibaldi (em estilo neoclássico), a Igreja Presbiteriana Independente (projeto do engenheiro Henrique Estrela Moreira, de 1931, em estilo neoclássico com o interior em decoração alemã) e a antiga “Mansão de Nhá França” (construída em 1890, por Ignácio de Paula França e, hoje, transformada no Solar do Rosário). Também a Fonte da Memória – escultura de uma cabeça de cavalo, em forma de fonte, feita pelo artista plástico Ricardo Tod, recordando a época em que os colonos chegavam em carroças e davam água aos animais no bebedouro do Largo da Ordem. Aos domingos (sobretudo na parte da manhã) acontece nesta praça a Feira de Arte e Artesanato, com antiguidades, esculturas e talhas em madeiras e cerâmica, vidro, couro, metal e outros, além de apresentações musicais.
Igreja de Nossa Senhora do Rosário de São Benedito (Praça Garibaldi, s/n – Setor Histórico)
Consta como sendo a segunda igreja de Curitiba que foi construída por escravos em 1737, era a Igreja dos Pretos de São Benedito. Com a abolição da escravatura, perdeu sua razão de ser, só sendo conservada por estar localizada junto ao caminho do cemitério. Passou a ser chamada a Igreja dos Mortos, por ser ali o local de sua encomendação. Durante a construção da atual catedral de Curitiba, serviu de matriz (1875-1893). Seu estilo era originariamente colonial. Em 1931, foi demolida dado o seu péssimo estado de conservação. Em 1946, a nova Igreja do Rosário foi inaugurada. Em estilo barroco tardio tem a fachada em azulejos originais da antiga capela. Enfeitam suas paredes os passos da Paixão em azulejaria recente, em estilo português. Em sua entrada está o túmulo do Monsenhor Celso, pároco da cidade e cura da Catedral por 21 anos, falecido em 1931. Aos domingos às 8 horas é celebrada a Missa do Turista.
Relógio das Flores (Praça Garibaldi – Setor Histórico)
Inaugurado em 1972, tem 6 metros de diâmetro e os ponteiros são em fibra de vidro. Seu sistema de funcionamento é baseado na emissão vibrátil do quartzo, que oferece maior precisão, apresentando uma diferença máxima de 30 segundos por ano. O Relógio de canteiros recebe impulsos eletrônicos de relógio-comando instalado a distância. A partir de 1978, as flores do canteiro começaram a ser repostas a cada trimestre, obedecendo a floração de cada estação. Em 1980, a construção do belvedere permitiu melhor visualização do relógio.
Sede da Fundação Cultural de Curitiba (Praça Garibaldi, 7 – Setor Histórico)
Arquitetonicamente, predomina a influência luso-brasileira em seu interior e a germânica em seu exterior. O restauro do sobrado obedeceu técnicas que permitem a distinção das partes restauradas com as inovações introduzidas. Exemplo dos novos elementos são os forros, assoalhos, balaustradas e estruturas da varanda do pátio. Atualmente, abriga a Secretaria Municipal de Cultura, a Livraria Dario Vellozo, o Teatro do Piá e salas de exposições.
Ruínas de São Francisco (Praça João Cândido entre as ruas Dr. Kellers e Jaime Reis – Setor Histórico)
As Ruínas de São Francisco representam o início da construção da Igreja de São Francisco de Paula, em 1809 presumivelmente, da qual este vestígio seria o seu frontal. É um local envolto em mistérios e lendas, uma das quais relata a existência de um tesouro ali enterrado de propriedade do pirata Zulmiro que, após a sua morte, vinha assustar as pessoas que dele se aproximassem. Fechadas com grades, de maneira a protegê-las da depredação e do mau uso, junto a ela, está um anfiteatro ao ar livre e sob sua arquibancada foram construídas as Arcadas das Ruínas de São Francisco, abrigando lojas de souvenirs e presentes, pizzaria, bar, confeitaria, antiquário, cabeleireiro, floricultura, banca de revistas, além de sanitários públicos e posto da Guarda Municipal.
Solar do Rosário (Rua Duque de Caxias, 4 – Setor Histórico)
Conhecido como “Solar de Sinhá França”, por ter sido, nos idos de 1890 a residência da família Paula França. Pelos registros, o industrial Ignácio de Paula França “exerceu elevados cargos nesta capital tendo sido Presidente da Câmara Municipal, Prefeito, Tesoureiro da Delegacia Fiscal, dedicando-se nos últimos tempos de vida à sua indústria”, que teria sido a fábrica de Cerâmica das Mercês. Posteriormente, foi adquirido pelo historiador e colecionador de arte Newton Carneiro, que teve a intenção não concretizada de transformá-lo em pousada. Até o ano de 1988, foi sede do Instituto Goethe do Paraná que ministrava cursos e atividades culturais. Em 1989, foi entregue a uma entidade sem fins lucrativos que tinha como objetivo resgatar sua memória através do desenvolvimento de atividades culturais. Dentro desse propósito o casarão foi submetido a um projeto de restauração do arquiteto paranaense Ernesto Zanon, concluído em janeiro de 1992. Em maio desse mesmo ano, o Solar do Rosário, que possui este nome devido a proximidade com a Igreja do Rosário, foi inaugurado como espaço de arte e cultura. Possui galeria de arte, antiquário, café colonial e cursos na área e cultura.
Memorial da Cidade ou Memorial de Curitiba (Rua Claudino dos Santos – Setor Histórico)
A obra, com 5.000 m², tem como autor do projeto arquitetônico, Fernando Popp, sendo um espaço dedicado as artes, folclore, informações, memória, além de expor peças artísticas como as Quatro Estações (de João Turim), uma cabeça do pensador Voltaire (de Zaco Paraná) e ainda um Leonardo da Vinci (esculpido por Poty Lazarotto). O prédio em forma estilizada de pinheiro, árvore símbolo do Paraná, tem estrutura de ferro, com as paredes laterais e cobertura de vidro laminado, possui quatro pavimentos e um terraço panorâmico com vista para o entorno. No térreo, há um córrego denominado “Rio de Pinhões”, do escultor Elvo Benito Damo, cujo leito é revestido de pinhas e pinhões. Em cima do local destinado à apresentações musicais, existe um mapa histórico-geográfico, em azulejos executado por Poty Lazarotto e um painel de Antonio Maria representando gralhas-azuis. No primeiro andar, no fundo do salão, existe a Capela da Fundação, com dois altares restaurados da antiga Igreja Matriz de Curitiba, uma imagem de Nossa Senhora da Luz e o livro da fundação de Curitiba, expostos num espaço especialmente desenhado para abrigar as peças do início de nossa história. No segundo andar, sobre os altares existem pinturas em afresco, num trabalho de Sérgio Ferro. O terceiro andar, totalmente climatizado, também abriga exposições temporárias e proporciona acesso ao terraço panorâmico. O Memorial da Cidade, inaugurado em 15/08/1996, dá acesso a Casa Vermelha e futuramente se interligará com o prédio contíguo onde funcionava um hospital e com a Casa Hofmann, um novo espaço de cultura e lazer.
Abaixo, selo 300 Anos da Cidade de Curitiba (1693-1993) – capital do Estado do Paraná (PR), emitido em 29/03/1993, com valor facial de Cr$ 4.500,00 cruzeiros. O selo mostra ao fundo pinheiros, uma parada “tubular” de ônibus e a igreja... RHM: C-1833.
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05/06/1998 – Série em se-tenant “Preservação da Flora e da Fauna”: Pinheiro-do-paraná ou araucária (Araucaria angustifolia) e Gralha-azul (símbolos do Paraná). Os 2 selos têm valor facial de R$ 0,22 centavos. Projeto Gráfico: Luciana Hirata. Ilustração: Yolanda Shimizu. Picotagem: 11 × 11½. Tiragem: 3.000.000 cada. Impressão: Ofsete. Papel: Cuchê gomado. Scott: 2677/2678. Michel: 2875/2876. RHM: C-2138/C-2139.
Pinheiro é o nome comum a várias Pináceas. A araucária também é considerada árvore-símbolo da Serra da Mantiqueira... Sua madeira é denominada pinho, seu fruto é a pinha e o pinhão é cada semente contida na pinha. Nota: pinheiros-do-paraná.
Sua madeira leve e macia (considerada pouco durável quando exposta ao tempo) é própria para forros, molduras, ripas, para confecção de cabos de vassoura, caixotaria, brinquedos, estrutura de móveis, palitos de fósforos, pás de sorvete, lápis, carretéis, utensílios domésticos etc. É amplamente cultivada no sul do país para produção de madeira e pasta celulósica. Os frutos são consumidos por várias espécies da fauna, a gralha-azul, por exemplo, ao esconder os frutos no solo para posterior consumo, acaba involuntariamente contribuindo para a disseminação dessa espécie.
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Outros Pontos de Interesse
Jardim Botânico Fanchette Rischbieter (Rua Eng. Ostoja Roguski, na primeira Perimetral dos Bairros – Jardim Botânico)
Inaugurado em 05/10/1991, possui uma área de 245.000 metros quadrados, com uma estufa inspirada nos palácios de cristal ingleses do século passado. Em estilo art-nouveau, a estufa é a grande atração – réplica do palácio de cristal que existiu em Londres, que expõe permanentemente plantas originárias dos mais diversos pontos do território brasileiro, com plantas raras de todo o país. Conta ainda com jardins em estilo francês e trilhas que cortam o bosque, de onde podem ser vistos os pinheiros-do-paraná, pitangueiras, pessegueiros, entre outros. O projeto é do arquiteto Abrão Assad e dele consta ainda o Museu Botânico, com espaço para biblioteca especializada, centro de pesquisas, auditório, sala de exposições temporárias e permanentes.
Bigorrilho (também conhecido como Champagnat) é um bairro nobre de Curitiba. Atualmente é um dos bairros que reúne a maior concentração de edifícios da cidade. Bigorrilho vem do nome vulgar de uma espécie de pássaro que se encontrava em uma mata (onde atualmente é o Parque Barigui), cujo nome cientifco é Sporophila lineola (Lineu, 1758), mais conhecido como bigodinho ou estrelinha. O macho da espécie é inconfundível pelas áreas brancas na cabeça preta, característica responsável pelos nomes comuns... Segundo dicionários bigorrilha significa um indivíduo vil, desprezível, sem caráter que se faz de valente, sem o ser...
Torre das Mercês ou Torre da Telepar (Rua Jacarezinho esquina com Rua Professor Lycio Veloso, 191 – Mercês)
Inaugurada no dia 17/12/1991, possui duas funções básicas: suporte para antenas de microondas (para interligação telefônica da Região Sul e países vizinhos) e mirante da cidade. Conta com uma altura total de 109,5 m, e de seu mirante a 95 metros do chão, tem-se uma belíssima visão da cidade e dos contornos da Serra do Mar. Além do mirante, possui um mapa de metal em relevo com todos os detalhes da cidade, o Museu do Telefone e sala de vídeo.
Ópera de Arame (Rua João Gava, s/n – Pilarzinho)
Projetada por Domingos Bongestabs, foi naugurada em 18/03/1992 e é destinada à apresentações artísticas e culturais. Faz parte, juntamente com o Espaço Cultural Paulo Leminski, do Parque das Pedreiras – antigo local da Pedreira João Gava. Foi edificada em ferro tubular e revestida em tela aramada, em uma estrutura semelhante à Ópera de Paris. São 4.000 metros quadrados de área construída em três níveis, que abrigam 1800 lugares na plateia e 46 camarotes com capacidade total de 600 espectadores. Toda a Ópera é cercada por um lago de 50 por 150 metros, além de na área existir uma cascata (originária de uma das nascentes do local), uma passarela aramada de entrada e um bonito paisagismo.
Museu de Arte do Paraná (Praça João Cândido, 40 – Alto São Francisco)
O Palácio São Francisco, construído na década de 20 para moradia da família Garmatter foi, posteriormente, entre 1938-1953 sede do Governo Estadual. Restaurado para abrigar o Museu de Arte do Paraná, cuja inauguração ocorreu em 1987, é repositório de obras de artistas que projetam o Estado no cenário nacional, tais como Alfredo Andersen (mestre norueguês, considerado o “Pai da Pintura do Paraná”), Guido Viaro, Poty, Bakum, Theodoro de Bona (o último dos grandes mestres da pintura paranaense), Lange de Morretes e outros.
Palácio Avenida (Travessa Oliveira Belo, 11)
Um dos primeiros edifícios de porte da cidade, foi construído pelo imigrante sírio-libanês Feres Merhy, que chegando ao Brasil em 1895, se estabeleceu em Curitiba. Em 1927, iniciou a construção do primeiro cine-teatro do Paraná, o Avenida, que teve sua inauguração em 4/04/1929. Abrigou entre outros pontos comerciais um café, o folclórico Bar Guairacá e o Cine Avenida, um dos primeiros cinemas de Curitiba. Antes de se tornar cine-teatro, o local onde seria construído o Palácio Avenida foi ocupado pela salsicharia de W. Krause-Schlacht Wurts-Geschaft, uma construção colonial data de 1894, que se tornou ponto de encontro de estudantes da época. O importante monumento arquitetônico ocupa uma área de 17.700 m², é um projeto original de Valentim Freitas, Bortolo Bergonse e Bernardino d'Assumpção Oliveira. Passou por quatro reformas até sua inauguração em 5/03/1991, sendo que o projeto de restauração do Avenida, é assinado por Rubens Meister e Elias Lipatin Furman, preservando totalmente a fachada e transformando seu interior em um dos mais modernos projetos arquitetônicos. Abriga além da agência bancária e do setor administrativo, o Auditório Bamerindus, com capacidade para 250 pessoas. Desenvolve atividades culturais, a exemplo do “Natal no Avenida”, que reúne em coral crianças carentes e idosos.
Rua das Flores
Ouvidor Pardinho determinou, em 1720, as primeiras normas urbanísticas para Curitiba. Na Rua das Flores não se admitia alinhamentos mal traçados, pois já era foco dos acontecimentos, a rua principal da cidade. Em 1846, foi calçada e recebeu os primeiros lampiões de gás para sua iluminação. Em 1880, transformou-se em Rua da Imperatriz, uma homenagem a visita imperial ao Paraná. Em 1889, passou a ser a Rua XV de Novembro, homenagem cívica à Proclamação da República. Foi asfaltada em 1926 e, desde 1972, o trecho recebeu novamente o nome de Rua das Flores calçado com “petit-pavê” e abrangendo a Avenida Luís Xavier e Rua XV de Novembro, desde a Praça Osório até a Rua Presidente Faria. Hoje, a rua é um grande jardim. Voltou a ser de seus antigos proprietários, os pedestres. Seu principal papel histórico é o de ser ponto de encontro da cidade, daí suas quatro funções essenciais: o social, o econômico, o cultural e o político. É por isso que nela encontramos flores, árvores, o famoso calçadão, bancos, um variado centro comercial, um relógio com termômetro, lanchonetes, restaurantes, cinemas, além da boa conservação da fachada dos antigos sobrados. Um dos principais atrativos da Rua das Flores é a Boca Maldita, ponto de encontro de homens ligados aos diversos setores de Curitiba. Está localizada na menor avenida do mundo, a Luiz Xavier, que aos sábados sedia a feira de Artes Plásticas. O que se conhece hoje por Galeria Schaffer, é o conjunto de lojas, restaurantes, café, o Cine Groff, com a apresentação de filmes de arte, e a Confeitaria Schaffer. Desde a sua inauguração, em 1918, é o mais tradicional ponto de encontro de Curitiba, com seus garçons gentis e conhecidos por todos, além de sua sempre lembrada coalhada. Completando o cenário da secular Rua das Flores, encontra-se nela o “Bondinho”, remanescente de nosso passado, hoje funcionando como “Estacionamento de Crianças”.
Rua 24 Horas (Rua Coronel Mena Barreto, entre as ruas Visconde do Rio Branco e Visconde de Nacar)
É totalmente coberta em vidro transparente e estrutura de tubo metálico em forma de arco e com uma extensão de 116 metros, em uma concepção futurista. Funcionando dia e noite, a rua oferece serviços à população, visando revitalizar o centro da cidade fora do horário comercial, através da oferta de lojas de conveniências, revistaria e papelaria, farmácia, loja de artesanato, ótica, mercearia, floricultura, banco 24 horas, área de alimentação com 12 lojas, entre outros. É administrada pela URBS e teve a sua inauguração em 12/09/1991. O projeto é dos arquitetos Abraão Assad, Célia Bim e Simone Soares, e conta ainda com relógios estilizados em modernos portais, fixados nos pontos de acesso à esta rua, representando a ideia do funcionamento “dia e noite” com seus ponteiros pesando 60 quilos, em média, iluminados e comandados por uma central eletrônica a quartzo.
Tem a função de preservar o fundo de vale do rio Barigui. Seu nome é uma referência a tribo indígena que habitava a região de Curitiba, quando da chegada dos primeiros colonizadores portugueses, e significa “nariz afilado”. Possui uma estátua de autoria de Elvo Benito Damo, representando o cacique Tindiquera que teria indicado aos colonizadores o local onde deveria ser instalada a Vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais. Também integra ao Parque, o Memorial da Imigração Ucraniana, inaugurado em 26/10/1995, homenageando um dos principais grupos étnicos radicados no municípios. Compõem o conjunto uma reprodução da Igreja de São Miguel Arcanjo, com 150 m², construída no final do século passado na localidade de Serra do Tigre, no município de Marechal Mallet, considerada um dos monumentos ucranianos mais antigos do Brasil. A construção segue normas da religião Ortodoxa, como cúpula oitavada, revestida externamente em cobre, com as faces representando os quadrantes do entendimento humano. O altar é voltado para o leste e a cobertura em telhas de pinho. O local não tem função religiosa, apenas serve para mostrar as tradições ucranianas, tais como os ícones (pinturas religiosas) e as pêssankas (ovos pintados à mão). Ainda fazem parte do conjunto, um campanário, um palco para apresentações folclóricas e um portal.
Além de visitar os muitos outros parques que a cidade oferece (em especial o Parque Tanguá e o Parque Barigui – aos domingos é o mais frequentado), não se esqueça de jantar no bairro de Santa Felicidade:
Os primeiros imigrantes italianos chegados ao Paraná estabeleceram-se em núcleos no litoral. Porém estas colônias não se desenvolveram, tendo grande parte dos colonos transferindo-se para os arredores de Curitiba. No ano de 1878, surgiu Santa Felicidade, cuja origem do nome está no fato de Dona Felicidade Borges, ao fazer doação de uma área de terras para o patrimônio da colônia, pediu que o local levasse o seu nome. O pedido foi respeitado e o espírito religioso motivou o acréscimo de “Santa” ao nome da doadora. Dedicaram-se à produção de hortifrutigranjeiros, à plantação de erva, ao fabrico de vinho e queijo e ao trançado de vime. A Igreja Matriz de São José é uma das construções mais importantes da colônia, com sua fachada de elementos românticos e clássicos e o elegante campanário isolado do corpo principal do edifício, conforme tradição italiana. Quase em frente à Igreja está situado o cemitério de Santa Felicidade, com seu inédito panteão construído por 18 capelas em estilo neoclássico inaugurado em 1886 e tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico em 1977. Ao longo da Via Veneto e da Avenida Manoel Ribas, destacam-se exemplares da arquitetura popular, tais como a Casa dos Gerânios (de 1891, construída por Nicolau Boscardim), a Casa dos Painéis (do século passado, com pinturas na parede frontal com motivos de paisagem), a Casa das Arcadas (construída por Marco Mosselini há mais de 100 anos, com pórtico em arcos) e a Casa Culpi (datada de 1897). Porém, a atração maior de Santa Felicidade é a de ser Bairro Gastronômico de Curitiba, com grande número de restaurantes ali instalados que oferecem, além de delicioso vinho caseiro, os pratos típicos como risoto, polenta, lasanha, nhoque, macarrão e frango. Completando esta atração, existem as tradicionais vinícolas e cantinas de vinho, lojas de artesanato e móveis de vime, além do sugestivo portal de entrada do bairro, inaugurado em 27/10/1990, representando os valores da cultura italiana trazida pelos primeiros imigrantes que chegaram há mais de um século.
Posto de Informações Turísticas no Aeroporto Internacional Afonso Pena, também nos endereços: Rua das Flores (Galeria Schaffer), Estação Rodoferroviária Portão 8 (Av. Afonso Camargo, s/n.) e na rua 24 Horas (Loja18).
Passeio Público, Museu de História Natural e Zoológico de Curitiba
Visitas: 12/2002, 10/2003, 11/2004, 04/2008, 12/2009.
Última atualização: 10/10/2011. |