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ARTE RUPESTRE BRASILEIRA

ABAR – Associação Brasileira de Arte Rupestre
Sede: Centro Cultural Sérgio Motta, s/n. – Bairro Campestre
São Raimundo Nonato – Piauí (PI), CEP : 64770-000
abar@ab-arterupestre.org.br – www.ab-arterupestre.org.br

FUMDHAM – Fundação Museu do Homem Americano (www.fumdham.org.br), criada no ano de 1986, em São Raimundo Nonato, Estado do Piauí.

Arte Pré-histórica no Brasil

As mais antigas manifestações de pinturas rupestres no Brasil encontram-se na Serra da Capivara, no Piauí, datando de mais de 10 mil anos antes de Cristo. Em Pedra Pintada, na Paraíba, foram encontradas pinturas com cerca de 11 mil anos de idade e, em Minas Gerais, chamam atenção os registros de arte rupestre localizados em várias cavernas do Vale do Peruaçu, que se distinguem por seus raros desenhos de padrões geométricos, executados entre 2.000 e 10.000 anos atrás. São igualmente dignas de menção as pinturas de animais descobertas em grutas calcárias no Vale do Rio das Velhas, em Lagoa Santa, Minas Gerais.

Na documentação arqueológica brasileira predominam o uso de materiais como osso, chifre, pedra e argila, para a confecção de objetos utilitários (recipientes, agulhas, espátulas, pontas de projétil), adornos (pingentes e contas de colar) e cerimoniais, atestando uma preocupação estética observável, sobretudo, na extraordinária variação de formas geométricas e no tratamento das superfícies e dos retoques. Fonte: Wikipédia.

Nota: O termo “registro rupestre”, definição que tenta substituir entre os arqueólogos a consagrada expressão “arte rupestre”, pretende liberar da conotação puramente estética algo que, seguramente, é a primeira manifestação artística do homem, ao menos em grandes áreas geográficas onde a arte móvel em pedra e osso não aparece anteriormente às gravuras e pinturas rupestres.

No Brasil são encontradas diversas manifestações de arte rupestre, as quais são identificadas por estilos e tradições, como Estilo Seridó, Estilo Serranópolis, Tradição Geométrica, Tradição Itacoatiaras do Leste, Tradição Planalto, Tradição São Francisco etc.

Sítio MT-RN-II?

Região Norte:
Pará (PA) – Serra da Lua, cidade de Monte Alegre | Marajoara, Cultura Santarém
Roraima (RR) – Pedra Pintada

Em 06/07/1991 foi emitida uma série de 2 valores “Turismo Brasileiro”, cujos selos mostram: Cr$ 45,00 (Pedra Pintada – Roraima) e Cr$ 350,00 (Dedo de Deus – Rio de Janeiro). Yvert: 2027/2028. Scott: 2322/2323. Michel: 2422/2423. RHM: C-1742/C-1743.

12/08/2013: Série de 1 valor facial, 1° Porte Carta Comercial, “A História Contada na Pedra: A arte rupestre na Amazônia”. O selo traz a representação da parede leste da Serra da Lua, na cidade de Monte Alegre (PA), onde aparecem as pinturas rupestres mais importantes e mais conhecidas do acervo da Amazônia. Valorizando a relação homem/lugar, o artista, Mario Baratta, mostra a estética das pinturas e o registro dos vestígios deixados no espaço pelo homem, que escolheu aquele local como morada e abrigo há 11 mil anos, aproximadamente. A emissão destaca a importância da arte rupestre na Amazônia como forma de compreensão dos modos de vida das sociedades pré-históricas. Foi utilizada a técnica de lápis grafite aquarelável para o desenho do paredão da Serra da Lua e a técnica de aquarela para as pinturas rupestres.

Edital 14/2013: Arte rupestre é o termo mundialmente aceito para designar os desenhos feitos pelo homem nas rochas. A palavra rupestre, originária do latim, significa rocha/rochoso. Esse tipo de manifestação gráfica da pré-história está presente nos cinco continentes e corresponde a uma das formas utilizadas pelos diferentes povos que habitaram o planeta para expressar aspectos de sua cultura. A diversidade cultural se reflete na arte rupestre, cujos grafismos são tão variados na sua forma e significado quanto são diversas as culturas que os produziram.

As técnicas para realizar o registro na rocha são, principalmente, a gravura e a pintura. Os termos petroglifos – para as gravuras rupestres – e pictoglifos – para as pinturas rupestres – são amplamente utilizados para nominar esses vestígios. A técnica de gravar corresponde à retirada de matéria da superfície rochosa por meio de uma ferramenta. A pintura, ao contrário da gravura, adiciona matéria à superfície. Essa matéria – o pigmento – é elaborada usando os recursos do meio ambiente, sendo as cores mais comuns a vermelha e a amarela, geralmente conseguidas a partir de minerais como o óxido de ferro. A cor preta pode ser obtida do carvão ou do óxido de manganês e o branco do caulim. A prática de pintar e/ou gravar nas rochas é muito antiga. Na Europa e na Austrália, por exemplo, há sítios com pinturas rupestres de mais de 30 mil anos. Em alguns lugares, a prática se manteve até recentemente, como é o caso dos bosquímanos, na África do Sul, que até a segunda metade do século XIX ainda pintavam as paredes rochosas dos abrigos. No Brasil, existem muitos sítios com arte rupestre espalhados desde o Rio Grande do Sul até Roraima. Alguns são amplamente conhecidos e divulgados, como o Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, cuja antiguidade das pinturas alcança 12 mil anos.

A arte rupestre do Norte do Brasil ainda é pouco conhecida e são poucas as pesquisas que se dedicam a estudar esses vestígios. No entanto, sabe-se que a prática gráfica rupestre na Amazônia pode ter tido início há cerca de 11.000 anos, nas cavernas de Monte Alegre, no Pará, e aproximadamente 4.000 em Roraima. Além disso, apresenta uma grande diversidade de técnicas e motivos. Uma das principais características é a representação de figuras humanas que aparecem de corpo inteiro ou apenas a cabeça. Nesse caso, o destaque é a presença dos elementos faciais (olhos, sobrancelhas, nariz e boca) que muitas vezes expressam alegria, tristeza ou espanto. Os modos de vida e de ver/entender o mundo dos antigos povos que habitaram o planeta ficaram registrados materialmente de diferentes formas. A arte rupestre foi uma delas. Lamentavelmente, o significado que em seu momento foi atribuído aos motivos pintados ou gravados ficou perdido no tempo. Hoje, restam apenas as formas dos grafismos e é a partir delas que os arqueólogos fazem suas classificações e definem estilos, levando em conta semelhanças e diferenças entre conjuntos gráficos. Por meio dessa emissão, os Correios registram a importância da arte rupestre amazônica como forma de compreensão dos modos de vida das sociedades pré-históricas, bem como a beleza única desse tipo de manifestação artística. Profa. Dra. Edithe Pereira – Pesquisadora do Museu Paraense Emílio Goeldi.

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Região Nordeste (arte rupestre, grafismos nordestinos):

Serra Branca, São Rafael (RN) – Em piscinas naturais escavadas na rocha pelas águas da chuva, encontram-se fósseis de animais que existiam no Nordeste no período glacial, chamados “megafauna”, tais como: preguiças e tatus-gigantes, mastodontes e tigres-dente-de-sabre, entre outros.

Apodi, Lajedo de Soledade (RN) – Região de rocha calcária formada por cânions com até oito metros de profundidade que abriga a maior concentração de arte rupestre – pinturas pré-históricas com idade entre 3.000 e 5.000 anos – num único local do Nordeste. Diversos fósseis de animais pré-históricos também foram descobertos na região. Um museu exibe os achados arqueológicos do local e das redondezas.


Vale dos Dinossauros, Sousa – Paraíba (PB)

O complexo turístico “Vale dos Dinossauros”, cuja área é maior que 700 km², abrange vários municípios do Estado da Paraíba: Sousa, Aparecida, Marizópolis, Vieirópolis, São Francisco, São José da Lagoa Tapada, Santa Cruz, Santa Helena, Nazarezinho, Triunfo, Uiraúna, São João do Rio do Peixe e Cajazeiras.

Em 30 localidades são encontradas pegadas fossilizadas de mais de 80 espécies de dinossauros, em cerca de 20 níveis de solos sedimentados em rochas e separadas por milhões de anos entre uma e outra camada, pelo acúmulo de arenito e lama petrificada.

Existem também na área, chuva petrificada, vegetação primitiva, partes de ossadas de animais pré-históricos e inscrições rupestres feitas por humanos primitivos.

Os campos mais importantes estão localizados no município de Sousa, sendo o mais impressionante o do Lagedo Passagem das Pedras, onde se observa claramente a trilha percorrida por um Iguanodonte mantelli de 55 metros de comprimento que viveu há 110 milhões de anos.

Nesta região, há 120 milhões de anos atrás, dinossauros de várias espécies e tamanhos viveram nas margens de um grande lago raso. Suas trilhas e pegadas podem ser vistas por toda parte, espalhadas por toda bacia sedimentar do Rio do Peixe.

O local detém três recordes mundiais de Paleontologia: o maior número de trilhas (505), de espécies identificadas e de camadas sedimentares com pegadas de animais pré-históricos. Ou seja, em nenhum outro local do mundo há um número tão grande de trilhas de tantos animais pré-históricos diferentes.

Trilhas de pegadas foram deixadas há milhões de anos atrás pelos dinossauros, em vários pontos da região de Sousa, no Estado da Paraíba. As fotos mostram pegadas de dinossauro na Trilha de um Iguanodonte mantelli.

Existem réplicas em tamanho natural no Vale dos Dinossauros... Abaixo, réplicas de ovos e filhotes em um ninho de dinossauros, no interior do Centro de Visitação do Vale dos Dinossauros (foto ao lado).

Em 17/04/1999 foi emitido o selo postal sobre o “Vale dos Dinossauros, Sousa – Paraíba – Brasil (IBRA 99)”, com valor facial de R$ 1,05 o selo mostra pegadas e animais pré-históricos... Scott: 2709. Michel: 2936. RHM: C-2193. As fotos ao lado do selo postal mostram réplicas de um Tiranossauro rex e de um Carnossauro.

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Pedra do Ingá, Cariri – Paraíba (PB)

Ingá, nas proximidades de Campina Grande, é mundialmente conhecida pela Pedra do Ingá, dona de inscrições rupestres que desafiam a técnica dos cientistas e estimulam a imaginação popular. Alguns atribuem as inscrições à passagem dos fenícios pela América, enquantos outros acham que são mensagens escritas por visitantes extra-terrestres...

Nesta região já foram descobertos 59 sítios com pinturas rupestres e 25 com gravuras provavelmente feitas pelos índios Cariris entre 10 mil e 3.000 anos atrás. Por toda a região é possível encontrar vestígios da presença desses antigos moradores e de animais pré-históricos. Grandes blocos de granito, morros e pequenos lagos esculpidos na rocha compõem uma das paisagens mais belas do Nordeste.

Em 08/07/1975 foi emitida uma série comemorativa de 3 valores “Arqueologia Brasileira”, cujos selos mostram: Cr$ 0,70 (Pedra Lavada do Ingá – Paraíba), Cr$ 1,00 (Cerâmica Marajoara – Pará; urna marajoara do acervo do Museu Goeldi) e Cr$ 1,00 (Peixe Fóssil – Ceará). Artista: A. Carvão. Yvert: 1154/1156. Scott: 1398/1400. Michel: 1491/1493. RHM: C-895/C-897. (ok Pará; falta Paraíba)

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No Estado do Piauí temos o Parque Nacional de Sete Cidades, localizado a 30 quilômetros de Piripiri, e o Parque Nacional da Serra da Capivara, também chamado pelos piauienses de Parque Nacional de São Raimundo Nonato (pela proximidade ao município de mesmo nome – 40 km), localizado e a 576 km de Teresina e a 800 km de Piripiri – cidade do amigo e também filatelista Valquires Monteiro, quem me enviou esta informação em 14/11/2005.

Caatinga também é lugar de descobertas científicas... Escavações realizadas nos sítios arqueológicos do Parque Nacional da Serra da Capivara, no sudeste do Estado, provam que o homem surgiu no continente americano há mais tempo do que se pensava. No Parque Nacional das Sete Cidades, há formações rochosas de cerca de 400 milhões de anos e pinturas pré-históricas...

Parque Nacional da Serra da Capivara (Capivara National Park) – Piauí (PI)
Prefeitura Municipal de São Ramundo Nonato (www.saoraimundononato.pi.gov.br)

Hoje, já sabemos que há milhares de anos atrás, estabeleceram-se sociedades no Parque Nacional da Serra da Capivara, no sertão do Piauí, onde grupos de “homens da caverna” criaram códigos de comunicação, chamados de inscrições rupestres, um tipo de escrita pré-histórica.

Abaixo, selo ampliado e a série emitida em 17/07/1992 em formato se-tenant “Parque Nacional da Serra da Capivara – Patrimônio Cultural da Humanidade”, localizado no município de São Raimundo Nonato, no Estado do Piauí. Os selos com valor facial de Cr$ 550,00 cruzeiros cada, mostram vistas do parque, mapa da região, canyons, arte rupestre... animais (perdiz?, onça-pintada, veado), mapa do Piauí e mapa do Brasil. Yvert: 2084/2085. Scott: 2382/2383. Michel: 2489/2490. RHM: C-1811/C-1812.

Segundo informação da FUMDHAM – Fundação Museu do Homem Americano, de São Raimundo Nonato, há 260 sítios arqueológicos com pinturas rupestres na área do Parque Nacional da Serra da Capivara, que foi criado em 1979 e declarado Patrimônio Cultural da Humanidade em 1991, pela UNESCO, devido à antiguidade de seus sítios arqueológicos (mais de 50 mil anos) e à qualidade das pinturas e gravuras encontradas na região. No local podem ser vistos também fósseis de mastodontes e tigres-dente-de-sabre.

Nota: Artes Rupestres do Piauí (Estilo Serra Capivara) estiveram presentes na mostra Tradição e Ruptura (1984), na Fundação Bienal.

Criação: Decreto Federal nº. 83.548 de 05 de junho de 1979
Localização: PI – São Raimundo Nonato (cidade fundada em 1912)
Coordenadas: Lat. S 8°30' – 8°50' Long. W 42°20' – 42°45'
Área: 97.933 ha. Perímetro: 300 quilômetros.
Relevo: Ondulado e Acidentado
Vegetação: Estepe – Caatinga – Arbórea Densa
Fauna: Província Zoogeográfica Cariri-bororó

Na escola aprendemos que os primeiros homens chegaram às Américas pelo Estreito de Behring, vindos da Sibéria... A contestação para essa antiga e reconhecida teoria está em pleno sertão brasileiro. Sítios arqueológicos guardam indícios da ocupação humana a 50 mil anos atrás, 30 mil anos antes dos homens vindos da Sibéria. Pinturas rupestres mostram como era a vida em um passado distante: caçadas, orgias sexuais, animais desconhecidos e baleias sugerem que a paisagem e os costumes eram bem diferentes do que conhecemos hoje.

Os 129.140 hectares guardam a maior concentração de sítios pré-históricos da América e uma importante amostra da Caatinga brasileira. Para proteger essa riqueza da humanidade foi criado em 1979 o Parque Nacional da Serra da Capivara, que está sob a responsabilidade da Fundação Museu do Homem Americano, além do Ibama. Pela sua inegável importância, a região é considerada pela Unesco como Patrimônio Mundial da Humanidade.

Localização

O Parque Nacional da Serra da Capivara está localizado no sudeste do Piauí, pertencendo aos municípios de São Raimundo Nonato, Brejo do Piauí, Coronel José Dias e João Costa. Para chegar até lá, a partir de Teresina, siga pela BR-316, BR-343 e BR-230 até Floriano e depois pela PI-140 (BR-324) até São Raimundo Nonato. São mais 40 km por estrada de terra até a entrada do parque. Outra opção é ir de avião até Petrolina (PE) e seguir pela BR-235, por 311km de asfalto, para São Raimundo Nonato.

Aspectos naturais

A paisagem é marcada pela diversidade de relevo. Da planície brotam enormes cuesta abruptas e formações rochosas típicas como a Pedra Furada e o Arco do Triunfo. Quebrando os tons monocromáticos e a vegetação rasteira da região, encontram-se alguns trechos de mata exuberante, lembrando a época em que o terreno foi coberto por floresta tropical e até fundo de oceano, há milhões de anos. Ainda encontram-se uma chapada, na Serra da Gurgueia, e os peculiares caldeirões, depósitos naturais de água das chuvas, escavados nas rochas. O ecossistema predominante é a Caatinga. Nela, as plantas perdem as folhas durante o período de seca. Nas áreas mais altas, predominam os angicos. Nas baixas, o umbuzeiro e o juazeiro, que não perde as folhas, além dos cactos. Entre os mamíferos, estão o tatu, a cutia, o mocó e a preá. Alguns felinos já foram observados nas matas úmidas. Muitos lagartos, iguanas e ofídios espalham-se pelo parque. Periquitos, papagaios, araras-vermelhas e a águia-chilena representam as aves.

Atrações

As maiores atrações do parque são os 260 sítios arqueológicos catalogados com 30 mil pinturas rupestres. São figuras humanas, animais, plantas, objetos e signos representados em diversos temas, sendo o sexual um dos mais frequentes. Mais de 30 sítios estão preparados para a visitação, como as tocas do Salitre, do Boqueirão da Pedra Furada, do Caldeirão do Rodriguez e do Baixão das Mulheres. Para chegar a eles ou simplesmente contemplar a paisagem interessante das formações rochosas, existem diversas trilhas, algumas até mais difíceis exigindo um bom preparo físico.

No caminho para São Raimundo Nonato está o Baixão, como são chamados os desfiladeiros, das Andorinhas. Com sorte, é possível ver centenas delas mergulhando no cânion por volta das 5 horas da tarde. Em são Raimundo Nonato, está o Museu do Homem Americano, que mostra a evolução do homem, do clima e do relevo na América, além de conter ferramentas, cerâmicas e vestígios arqueológicos. O parque abre diariamente das 7 às 17h e o ingresso custa 3 reais.

Infra-estrutura

O Parque Nacional da Serra da Capivara possui uma excelente infra-estrutura, contando com Centro de Visitantes, auditório, lanchonete e sinalizações. São Raimundo Nonato, a 40 km do parque, oferece infra-estrutura simples com hotéis, restaurantes e camping no Museu do Homem Americano.

Organizados por Ordens, lista de alguns Mamíferos observados no Parque Nacional Serra da Capivara e áreas adjacentes:
ARTIODÁCTILOS: caititu (Pecari tajacu), queixada (Tayassu pecary), veado-mateiro (Mazama americana), veado-catingueiro (Mazama gouazoubira)
CARNÍVOROS: jaguatirica (Leopardus pardalis), gato-macambira ou gato-do-mato-pequeno (Leopardus tigrinus), gato-maracajá (Leopardus wiedii), onça-pintada ou jaguar (Panthera onca), onça-vermelha, puma ou suçuarana (Puma concolor), jaguarundi, gato-vermelho, gato-mourisco (Puma (Herpailurus) yaguaroundi), cachorro-do-mato, raposa-do-mato ou lobinho (Cerdocyon thous), raposa (Lycalopex vetulus), irara ou papa-mel (Eira barbara), mão-pelada (Procyon cancrivorus)
MARSUPIAIS: saruê ou gambá-de-orelha-branca (Didelphis albiventris)
PRIMATAS: guariba ou bugio-preto (Alouatta caraya), soinho ou sagui-de-tufo-branco (Callithrix jacchus), macaco-prego (Cebus libidinosus)
ROEDORES: cutia (Dasyprocta prymnolopha), paca (Cunniculus paca), mocó (Kerodon rupestris), preá (Galea spixii), rabudo (Trichomys apereoides), rato (Oryzomys subflavus), catita (Calomys callosus)
XENARTHRA: tatu-verdadeiro ou tatu-de-nove-cintas (Dasypus novemcinctus), tatu-de-sete-cintas ou tatu-china (Dasypus septemcinctus), tatu-peba (Euphractus sexcinctus), tatu-bola (Tolypeutes tricinctus), tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), tamanduá-mirim, lapicho ou mixila (Tamandua tetradactyla)
Página Fonte: (www.fumdham.org.br/pesquisas/fauna_mamiferos.asp)


Parque Nacional de Sete Cidades – Piauí (PI)

Localizado no norte do Estado do Piauí, a 140 km de Parnaíba, a 190 km da capital Teresina e a 20 km de Piripiri. Caracteriza-se pela ocorrência de sete grandes afloramentos rochosos ruiniformes, identificados como “As Sete Cidades de Pedra”.

Seu clima é quente e tropical semi-árido, com temperatura média anual de 26°C. Está situado em uma faixa de transição entre os ecossistemas do Cerrado e da Caatinga, com predominância do primeiro, protege espécies da fauna e da flora encontradas nos dois ecossistemas, como também um dos mais belos conjuntos de formações geomorfológicas do Brasil. O Parque Nacional de Sete Cidades constitui-se em uma verdadeira Universidade, onde seus laboratórios estão a céu aberto. Ciências como a Geologia, a Botânica, a Zoologia e a Arqueologia podem ser estudadas através de exemplos práticos e concretos. As pinturas encontradas nas paredes rochosas do Parque compõem o “estilo Sete Cidades” e caracterizam-se pela predominância de desenhos geométricos. O conjunto é ordenados e harmônico, com círculos, linhas retas, curvas e paralelas, representações de sol, lua, animais e mãos.

Criação: Decreto Federal nº. 50.744 de 08 de junho de 1961. Área: 6.221 hectares.
Atrativos: belezas cênicas, monumentos geomorfológicos, sítios arqueológicos, piscinas naturais e cachoeira.

Observações: A área aberta à visitação turística possui cerca de 12 km de trilhas. Os trechos são curtos entre os pontos de interesse, e os graus de dificuldades mais acentuados são encontrados na subida para o mirante, no caminho para a Passagem do Índio e na descida para a cachoeira. Fonte: (www.deltadorioparnaiba.com.br/s_cidades.htm).

Acima (lado esquerdo da tela), Cachoeira do Urubú e, do lado direito, afloramentos rochosos. O Delta do Rio Parnaíba (foto abaixo) é 3º maior do mundo! O 1º maior delta fica no Rio Nilo, na África, e o 2º no Rio Mekong, no Vietnã (ratificação recebida de Valquires).

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Região Centro-Oeste, Sudeste e Sul:
Goiás (GO) – Serranópolis (pinturas rupestres com cerca de 11.000 anos)
Minas Gerais (MG) – região de Lagoa Santa, Varzelândia e Diamantina próximo à Cachoeira da Sentinela. Gruta da Lapinha – Lagoa Santa. Cerca Grande – Matozinhos. Lapa do Caboclo – Januária. Grande Abrigo de Santana do Riacho – Santana do Riacho. Gruta Rei do Mato (4.000 a 6.000 anos) – Sete Lagoas.
Santa Catarina (SC) – Naspolini e Florianópolis?
São Paulo (SP) – Caverna do Diabo – Eldorado.
Rio Grande do Sul (RS) – São Pedro do Sul (onde as incrições rupestres ainda não foram datadas); Tradição Umbu

Notas: Lapa Vermelha é um importante sítio arqueológico localizado na região de Lagoa Santa e Pedro Leopoldo, em Minas Gerais, local onde foi descoberto um fóssil humano, um crânio feminino com cerca de 39 anos, Luzia, considerado o mais antigo encontrado nas Américas, com mais de 11 mil anos e que reacendeu questionamentos acerca de teorias da origem do homem americano... No ano de 2000, a arqueóloga Niéde Guidon, descobre um fóssil humano que pode ser mais antigo que o da Luzia (15 mil anos)...

Logoa Santa ficou famosa pelos trabalhos do naturalista dinamarquês Peter Wilhelm Lund (1801-1880), considerado Pai da Paleontologia Brasileira, que lá descobriu, entre 1835 e 1845, milhares de fósseis de animais extintos do período Pleistoceno – além de 31 crânios humanos em estado fóssil – no que passou a ser conhecido como o Homem da Lagoa Santa.

Selo emitido em 14/06/2010: Homenagem ao Paleontólogo Peter Lund e à Lagoa Santa/MG. O selo mostra, ao fundo, uma caverna localizada no interior do município de Lagoa Santa, no Estado de Minas Gerais, onde o Paleontólogo dinamarquês Peter Lund realizou suas mais importantes pesquisas e descobertas, e viveu a maior parte de sua vida, no século XIX. Ao centro, a imagem do pesquisador, na maturidade, simboliza sua dedicação à ciência e o apreço à Lagoa Santa.

Abaixo, bloco emitido em 18/05/1985, para comemorar a “BRAPEX VI – 6ª Exposição Filatélica Brasileira”, ocorrida em Belo Horizonte, Minas Gerais, de 18 a 26/05/1985. Valor facial: 2.600,00 (o bloco). Yvert: 1732/1733 (BF 66). Scott: 1998/2000 (2000A). Michel: 2108A/2110A (67). RHM: C-1455/C-1457 (B-69).

Nota: Artes Rupestres de Minas Gerais (Tradição Planalto, Tradição São Francisco, Tradição São Francisco Tardia) estiveram presentes na mostra Tradição e Ruptura (1984), na Fundação Bienal.

Os 3 selos mostram Pinturas Rupestres:

Cr$ 300: Cerca Grande – Matozinhos (MG)

Cr$ 300: Lapa do Caboclo – Januária (MG)
Tradição São Francisco

Cr$ 2.000: Grande Abrigo de Santana do Riacho (MG)
Tradição Planalto

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Última atualização: 21/04/2014.
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