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MACAPÁ

CAPITAL DO ESTADO DO AMAPÁ

Município de Oiapoque, com texto e fotos de Sérgio Sakall (12/2001).

HISTÓRIA

Macapá se originou de um destacamento militar fixado no mesmo local das ruínas da antiga Fortaleza de Santo Antônio, a partir de 1740. Este destacamento surgiu em razão de constantes pedidos feitos pelo governo da Província do Grão Pará e Maranhão (a quem as terras do Amapá estavam juridicamente anexadas). João de Abreu Castelo Branco, que desde 1738, sentindo o estado de abandono em que se encontrava a Fortaleza, solicitava à Coroa portuguesa providências urgentes.

Em 1740, veio a resposta do Rei português D. João, que não só autorizou o Governador do Pará a construir um fortim no mesmo local das ruínas da Fortaleza de Santo Antônio, como também enviou um projeto de construção de um pequeno forte idealizado pelo Sargento-mor Manuel de Azevedo Fortes e pelo Engenheiro-mor do reino Miguel Luis Alves.

Deste forte originou-se Macapá...

Hoje, o Forte e Igreja de São José de Macapá ou Fortaleza de São José (representada na bandeira do estado) é uma das principais atrações turísticas da cidade. Construído entre 1764 e 1784?, em um terreno que se encontra às margens do Rio Amazonas, o local promete ao visitante uma das vistas mais belas do Amapá além de uma vasta programação cultural.

Depois que D. José I assumiu o trono português, o Marquês de Pombal assumiu o ministério real e nomeou, em seguida, seu irmão Francisco Xavier de Mendonça Furtado para o comando das Armas da Província do Pará, assim como para a presidência da própria província, gozando de plenos poderes para promover a fundação e colonização de vilas na Amazônia Setentrional.

É nessa época que Macapá assiste à chegada dos colonos dos Açores...

Em 2/2/1758, Mendonça Furtado instala os poderes Legislativo e Judiciário da vila, e em 4 de fevereiro, dois dias depois, eleva o povoado à categoria de vila. A cerimônia foi procedida pelo Ouvidor-Geral Paschoal Abranches de Madeira Fernandes.

A emancipação de Macapá despertou a cobiça de holandeses, ingleses e franceses que ameaçavam a todo custo invadir a vila.

Após intensa campanha Mendonça Furtado vem a falecer, não realizando o sonho de ver Macapá fortificada condignamente. A grande fortaleza só será inaugurada em 19/03/1782?, 18 anos depois de iniciados os trabalhos.

Em 1790, é realizado o primeiro Censo de Macapá, resultando em uma contagem de 2.532 pessoas. A população fica estável durante 29 anos, aumentando apenas 18 habitantes.

Em 1833, a Província do Pará fica dividida em comarcas, mas Macapá não perde a categoria de vila, ficando o município de Mazagão anexado ao seu território, apesar dos protestos da Câmara dos Vereadores.

Em 1835, a vila se envolve no conflito da Cabanagem. Os macapaenses, entretanto, não apoiam o movimento cabano... Em 1840, com a vitória das tropas legalistas e a retomada de Belém pelas tropas fiéis a D. Pedro, a situação se normaliza também em Macapá.

As constantes tentativas de colonização de Macapá, seja por intermédio da Província do Pará, seja pelo movimento migratório intensificado a partir da descoberta do ouro no município de Calçoene, fizeram com que as autoridades da vila se empenhassem em divulgar, em outras regiões, que a pequena comunidade poderia ganhar mais autonomia.

A descentralização governamental poderia ajudar nos destinos da vila e até mesmo colaborar na defesa da comunidade contra quaisquer elementos etiológicos.

Inúmeros apelos, feitos pelos políticos do Congresso Nacional, com ideias as mais diversificadas de emancipação da região, foram levantadas.

Exemplo disso é o projeto do senador do Império, Cândido Mendes de Almeida, que em 1853 propõe ao Senado um projeto de criação da Província de Oiapoque (Oiapoque), cuja capital seria Macapá, com abrangência territorial de Mazagão.

O projeto, apesar de ter tramitado por vários meses, não encontra apoio no Império, nem entre os políticos... Mas as tentativas continuam até que em 06/09/1856 o Governo Provincial, atendendo ao apelo de políticos de renome nacional, projetou Macapá à categoria de cidade (Lei Provincial nº 281).

Foram realizados inúmeros estudos visando a emancipação territorial de todas as terras do Amapá, já que a distância geográfica era o pior empecilho para um desenvolvimento mais dinâmico.

De qualquer maneira Macapá atinge a maioridade em 1856, quando ganha a denominação político-administrativa de cidade. A instalação da nova cidade se dá em 12 de setembro do mesmo ano.

Sobre esse período as informações são muito escassas...

Constantes incêndios e outras formas de deterioração provocadas se observam até mesmo no período da Intendência.

O mais famoso deles é o ocorrido nos arquivos da antiga Intendência de Macapá, durante o governo municipal do primeiro prefeito, Jacinto Boutinelly.

Um homem de caráter ríspido e pouco recomendável, Jacinto é suspeito de ter ateado fogo ao prédio, provocando o desaparecimento de parte dos documentos que poderiam testemunhar e registrar o desenvolvimento histórico deste período (1895 a 1932).

Um grande movimento político passou a se constituir no Congresso Nacional, onde personalidades de renome como Janary Nunes pleiteavam a formação de territórios federais, principalmente na Amazônia.

Em 1943, o projeto de criação dos territórios federais se torna realidade...

O presidente da República, Getúlio Vargas, a partir do decreto-lei nº 5.812, estabelece a criação dos territórios de Rio Branco (Roraima), Guaporé (Rondônia), Iguaçu e Amapá.

Com a criação do Território Federal do Amapá, o município de Amapá, através do Decreto-Lei nº 5.839, passa a ser a nova capital do Território.

A distância geográfica fez com que o primeiro governador, Janary Nunes, trocasse a capital do Amapá para Macapá, em razão do grande desenvolvimento na cidade e da proximidade estratégica com Belém (Pará), considerada, já a esse tempo, a porta de entrada da Amazônia.

O decreto presidencial nº 6.550 veio confirmar Macapá como capital do então Território Federal do Amapá.

Em 05/10/1988, por ocasião da promulgação da nova Constituição, é ratificado o nome de Macapá como capital do novo estado do Amapá.

Selo Homenagem ao Embaixador Joaquim Caetano da Silva (1810-1873), emitido em 02/09/1958, com valor facial de Cr$ 2,50 cruzeiros, o selo mostra a efígie do diplomata e professor de Retórica, Português e Grego no Colégio Pedro II, e a frase: “Sôbre os livros de Joaquim Caetano da Silva eu sustentei os direitos do Brasil na questão do Amapá.”, Rio Branco. Yvert: 660. RHM: C-420.

Em 1851 foi nomeado pelo Imperador D. Pedro II encarregado dos negócios brasileiros na Holanda, sendo Cônsul-geral naquele país em 1854. Conduziu em Haia as negociações para a delimitação das fronteiras com o Suriname (1853), que somente em 1906 teriam uma solução definitiva. Em 1861 publicou em francês o tratado “L’Oyapock et l’Amazone”, defendendo as posições brasileiras em face da questão limítrofe com a Guiana Francesa, na região chamada “Contestado do Amapá”. Patrono da cadeira 19 da Academia Brasileira de Letras.

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ÍNDIOS

Os primeiros contatos entre o índio e o europeu têm registro em 1500, quando o explorador Pinzón esteve na região... O Amapá foi o primeiro e o único estado brasileiro a ter todas as terras indígenas demarcadas. Portanto os índios do estado do Amapá são os únicos do país com todas as suas reservas demarcadas, sem invasões de garimpeiros, madeireiros e agricultores. As reservas indígenas representam 8,6% de todo o território estadual. O estado abriga vários tipos de etnias, distribuídos em 49 aldeias... São 140.276 km² de área, onde vivem as etnias: Apalaí, Galibi, Karipuna, Kaxuyana, Palikur, Tiriyó, Waiãpi e Wayana, entre outros. Esses índios não vivem isolados. Recebem todo tipo de apoio governamental e não-governamental que vão da assistência saúde à orientação para melhorar a qualidade de vida, sempre respeitando – é claro – os seus mitos, lendas, artes e costumes. Um dos exemplos é a escola bilíngue, na qual as crianças aprendem primeiro sua língua original. É comum em várias aldeias do estado a existência da escola no apoio à educação indígena.

Veja povo guarani!

GALIBI-MARWORNO

Os Galibi são originários do litoral da Guiana Francesa, mas hoje são encontrados no Amapá em apenas 3 aldeias. A língua original, Karib, foi substituída pelo patoá – francês creolo da Guiana e o português, falado pela maioria dos homens adultos. Os Galibi, assim como os Palikur, escolhem o chefe da aldeia por eleição direta. Eles vivem da agricultura. O cultivo da mandioca brava, a caça e a pesca são as principais atividades desenvolvidas na aldeia, não só como fonte de auto-sustento, mas também como fonte de renda, pois comercializam o excedente da produção. Os Galibi também possuem uma pequena indústria de construção naval que produz pequenos barcos para toda a região.

CULINÁRIO MACAPAENSE

Como toda Amazônia, a cozinha amapaense, caracteriza-se por uma culinária essencialmente indígena e sem similar. Do saboroso pato-no-tucupí, à extravagante maniçoba, um preparado de carne de porco que permanece uma semana cozinhando; o delicioso tacacá, uma espécie de sopa que se serve na cuia; a caldeirada de tucunaré, o peixe mais conhecido, apreciado e consumido na região; a cozinha local é excepcional, com especial destaque ao camarão, abundante no município de Macapá, em todas as suas variações. O açaí é a fruta típica da região e pode ser encontrado em forma de doces, bebidas e sucos. O jambu, um parente do agrião, cujo talo quando mordido amortece os lábios, é o hortigranjeiro típico que sempre acompanha os pratos regionais.

CERÂMICA PRIMITIVA

A produção artesanal amapaense é bastante diversificada e sofre influências nordestina e indígena. Bastante procurado, o artesanato em cerâmica do Amapá compõe-se da chamada cerâmica utilitária ou cerâmica do maruanum, cuja produção primitiva não sofreu, até hoje, influências ou interferências da tecnologia moderna. A cerâmica decorativa mineralizada com pó de manganês e a cerâmica betumada são outras variedades oferecidas ao público. Belíssima obras, utilitários e objetos artesanais em fibras vegetais como cestaria, trançados em cipó titica, entalhes e esculturas em madeira, são outros atrativos típicos de Macapá. O artesanato original indígena amapaense também é encantador e pode ser encontrado em vários pontos da cidade.

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ATRAÇÕES TURÍSTICAS EM MACAPÁ

PEDRA DO GUINDASTE

A Pedra do Guindaste está localizada em frente a cidade, ao lado do Trapiche Eliézer Levy, cerca de 300 metros da margem do Rio Amazonas. A pedra original foi derrubada pela colisão de um barco, em seu lugar foi construído um bloco de concreto e sobre ele uma imagem de São José – Padroeiro da Cidade de Macapá. Existem muitas lendas em torno da Pedra do Guindaste, que ao longo dos tempos vem servindo de inspiração a muitos artistas regionais. A pedra pode ser observada do Trapiche...

EQUINÓCIO MACAPÁ

No Amapá, é a única capital brasileira cortada pela Linha do Equador. Por conta disso, pelo menos duas vezes ao ano, os moradores da cidade têm o privilégio de assistirem ao fenômeno chamado de Equinócio, uma manifestação em que os raios do Sol, no seu movimento aparente, incidem diretamente sobre a Linha do Equador. Nesse período, os dias e as noites têm a mesma duração em todo o planeta. A ocorrência desse fenômeno se dá em dois momentos: em março, conhecido como Equinócio da Primavera; e em setembro, chamado de Equinócio de Outono.

A palavra “aequinoctium”, vem do latim, quer dizer “dia igual a noite”. Representa a passagem do Sol pelo Trópico de Câncer (Hemisfério Norte), atravessando a Linha do Equador e indo incidir pelo Trópico de Capricórnio (Hemisfério Sul), onde é realizado um movimento de vai-e-vem. Por causa da inclinação de 13º 27' que a Terra sofre se tem a impressão de que o Sol é que se movimenta, mas na verdade é o Planeta que faz essa evolução. Esse vai-e-vem dura, aproximadamente, no período de 21 de junho a 21 de dezembro.

Para os povos antigos, como os caldeus, fenícios, astecas, maias, incas e egípcios, a posição que o Sol ocupa na linha do horizonte tinha uma grande importância para o dia a dia deles. Era nesta data e nesta exata posição do Sol que eles marcavam o calendário. Era dele que se contava o início para os 365 dias do ano. Atualmente, é através da ajuda do GPS – Sistema de Posicionamento Global Carmin, instrumento que determina posições geográficas (latitude e longitude) por meio de 24 satélites, que se consegue chegar aos dados astronômicos de localização. Antes, o homem só conseguia esses dados com a ajuda do Sol e das estrelas.

Em Macapá, o Equinócio pode ser observado do Monumento do Marco Zero. Além dos moradores da capital amapaense, o fenômeno costuma atrair estudiosos e turistas. Em 2001, o fenômeno aconteceu dia 20 de março. No Amapá, devido a estação chuvosa, o equinócio de março foi batizado como Equinócio das Águas, que se justifica pelo aumento do nível das águas favorecido pela atração astral. Local de observação: Monumento Marco Zero, Rod. JK, km 02 s/nº – Bairro do Zerão.

MARCO ZERO DO EQUADOR

Macapá, juntamente com outras cidades de expressão, são “cortadas” ou “atravessadas” pela Linha do Equador. A Linha do Equador tem como referencial um marco correspondendo à linha imaginária, o qual divide o Planeta em dois Hemisférios e privilegia Macapá como a única capital brasileira cortada por esse paralelo. Para contemplação do fenômeno natural “Equinócio”, onde pode ser observado através de um obelisco. O fenômeno acontece nos meses de março e setembro.

Algumas cidades onde passa a Linha do Equador:

O Monumento Marco Zero tem no seu terraço espaço para show, além de salão para exposição, também tem café livraria, lojas para venda de produtos artesanais etc. Completando todo o cenário, o obelisco, o relógio do sol e um amplo terraço para observações. O Marco Zero de Macapá está localizado à 5 quilômetros do centro da cidade, com acesso pela Avenida JK. O conjunto é composto por um complexo turístico chamado “Parque Meio do Mundo”, que é formado pelo Monumento do Marco Zero do Equador, Estádio Zerão, Escola Sambódromo de Artes Populares e a Panela do Amapá.

Nota: A Linha do Equador está representada na bandeira do estado brasileiro de Roraima.

CURIAÚ

A Vila do Curiaú, localizada a 12 quilômetros de Macapá, foi narrada em prosa pelo escritor Sebastião Menezes da Silva, um agricultor negro... Aliás, os negros descendentes de escravos são os únicos habitantes da pequena vila, onde muitos podem ter a bela sensação que alí o tempo não passou.

Foi por causa do livro de seu Sebastião, editado pela Fundação Estadual de Cultura, que Curiaú ganhou da Fundação Palmares o título definitivo de área quilombola. O livro conta a história da origem do quilombo amapaense e aborda, além da formação da família, a religiosidade, crendices, superstições, costumes e curiosidades do lugar. É a história preservada em letras e o resgate da cidadania e da auto-estima dos descendentes dos escravos africanos.

Escravos que ajudaram a erguer a Fortaleza de São José, construída na foz do rio Amazonas, em frente a cidade de Macapá, para garantir o domínio lusitano no extremo norte do Brasil. Os negros escravos também deixaram seus costumes, hoje preservados pelos atuais habitantes da vila. Comer um tucunaré assado, camarão no bafo, tomar banho no lago, ouvir o som do marabaixo e do batuque, ritmos que o povo negro criou nos porões dos navios há 500 anos, são algumas das tradições da cultura local no remanescente de quilombo do Curiaú.

E é em preservação a essa cultura que acontece, todos os anos, a Festa do Marabaixo, uma festa em homenagem ao Divino Espírito Santo, criada por eles, os escravos. A manifestação folclórica acontece sempre depois da Quaresma e dura dois meses. As pessoas dançam em círculo ao ritmo dos tambores.

Para garantir energia, os dançarinos tomam gengibira, uma bebida típica feita de gengibre ralado, cachaça e açúcar. O momento mais importante da festa acontece durante o Encontro dos Tambores. É quando cada grupo exibe seu mastro enfeitado com flores e uma imensa bandeira do Espírito Santo.

Acesso à Vila do Curiaú: Rodovia do Curiaú, a 12 km de Macapá, transportes urbanos saindo de Macapá.

Nota: A Festa do Divino ocorre em várias regiões e cidades do país... A mais importante acontece em Pirenópolis, no estado de Goiás. Outra grande festa, talvez a maior do estado de São Paulo, acontece em São Luís do Paraitinga.

POROROCA

O termo pororoca vem do Tupi “porórka”, gerúndio de “porórog” que significa estrondar. Pororoca é um fenômeno natural produzido pelo encontro das correntes de maré com as correntes fluviais, no período de maresia ou sizígia (também conhecidas na região como marés vivas), durante as luas nova e cheia.

O fenômeno acontece quando as águas de maré crescente tentam invadir o estuário, no momento em que a massa fluvial se opõe com grande resistência. Em determinado momento, o mar vence, rompendo o equilíbrio, e a onda de maré cresce gigantesca, alimentada pelos ventos alísios, avançando pelo rio cuja correnteza fica invertida.

A Pororoca, apesar de ter maior amplitude no rio Amazonas, também ocorre nos rios que desembocam no golfo Amazônico e no litoral Amapaense.

Casa do Artesão e do Índio
Avenida Azarias Neto s/nº – Bairro Central – Macapá/Amapá

Mercado dos Produtos da Floresta (coopflora@tvsom.com.br)
Rua São José, 1500 – Praça Barão do Rio Branco – Macapá/Amapá
Horário de funcionamento: de terça a domingo das 8h às 20h.


No antigo território do Amapá passamos por uma “fria” ao locar um automóvel... Nossa odisseia foi a seguinte: chegamos no sábado à noite no Aeroporto Internacional de Macapá e, alí mesmo, soubemos que não havia locadora; só no centro da cidade. Pegamos alguns telefones e um único fôlder sobre rent a car. No domingo, às 8 horas da manhã, sequer alguém nos atendeu, exceto o número de um celular impresso no dito papel, cuja voz estava prá lá de sonolenta... Apenas conseguiu nos dizer que logo mais retornaria a ligação com uma posição sobre algum veículo disponível. Havíamos pedido um carro simples, sem ar condicionado, o qual estava especificado por 65 reais a diária. Passados uns 10 minutos outra pessoa ligou. Identificou-se funcionário da locadora e nos informou que, disponível, só havia um Monza pelo preço de 70 reais. Aceitamos. Então, Naldo, veio nos buscar no hotel. Quando vimos o veículo na locadora quase desistimos, mas em seguida pensamos: o que faremos sem locomoção num domingo em Macapá? Mesmo depois de saber que não “existia” breque de mão no carro, também que a embreagem estava dura tal qual uma pedra, aceitamos. Afinal era a única coisa disponível. Tive que fazer uma pré-autorização de débito no cartão de crédito no valor de 1.800 reais! Uma vez com o antigo e fora de linha Monza percebemos que no local do som e caixas acústicas haviam buracos e que a porta do passageiro da frente só abria por dentro... Tudo bem. Enfim, estamos viajando e dizem que “quem viaja tem que ser descolado, estar para o que der e vier”... Depois de conhecermos o famoso Marco Zero, seguimos para um segundo ponto turístico de Macapá: Fazendinha. Trata-se de um balneário às margens do rio Amazonas. Lá chegando, o pneu furou! Bobagem, coisa simples de resolver; embora estivéssemos sob um Sol escaldante de quase 40 graus! Fora o macaco enferrujado impossível de usar, toda a nossa paciência se esgotou mesmo quando vimos o step: completamente murcho! Neste momento, talvez injustamente, chingamos até a última geração daquele macapense.....

RIO AMAZONAS
Bate, bate sua brisa quente
sobre meu rosto, minha pele.
Traga, traga por suas águas barrentas
um barco, um barco anunciante.
Que nesse coro triste, anunciasse
sua chegada: você feliz.
Vem, vem meu bem querer...
Estou aqui nesta noite infinita
com medo, medo de sua escuridão.
Não há lua, nem estrelas, nem sons.
Só você e eu, o vento e o breu
homens desta imensa terra.
Entrego-me, entrego-me a você...
Sua cor, sua imensidão
seu calor, seu corpo.
Corte, corte minhas palavras,
meus pensamentos...
Quero sua paz, sua magnitude, suas águas, sua vida...
(Avenida Beira Rio, Macapá – Amapá, em 22/12/2001)

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Última atualização: 22/06/2013.
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