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Histórias da República Argentina

A Argentina está situada no cone austral da América do Sul e sua longitude desdobra-se desde 22° até 55° de latitude. Faz fronteira com o Uruguai, Brasil, Paraguai, Bolívia e Chile com um perímetro de 9.376 quilômetros e, a sua orla marítima, sobre o Oceano Atlântico, alcança 5.117 quilômetros.

O nome da Argentina procede do latim “argentum”, que significa prata. A origem desta denominação situa-se nas viagens dos primeiros conquistadores espanhois ao Río de La Plata.

Os náufragos da expedição de Juan Díaz de Solís encontraram na região, indígenas que lhes deram de presente objetos de prata, e estes náufragos levaram à Espanha, por volta de 1524, a notícia da existência da legendária Sierra del Plata, uma montanha rica naquele metal precioso. A partir desta data os portugueses chamaram ao Rio Sólis, Río de La Plata. Dois anos mais tarde, os espanhois também utilizaram essa denominação...

A primeira bandeira da Argentina foi criada pelo General Don Manuel Belgrano, em 1770, e foi hasteada na cidade de Rosário... Ela é composta por três faixas horizontais: uma central, branca, com o sol nascente, e duas laterais, azul celeste.

Depois de um período de forte agitação interna, em 1813, uma Assembleia Geral Constituinte se reuniu – ponto de partida para o processo emancipador, que seria apoiado militarmente pelas vitoriosas campanhas de San Martín...

Em 09/07/1816, o Congresso de Tucumán proclamou formalmente a Independência das Províncias Unidas del Río de La Plata – fundação da República Argentina. Desde 1860, o nome República Argentina é a denominação oficial do país.

Abaixo, selos de circulação ordinária, com valores em centavos, que mostram o General Manuel Belgrano (6c e 8c) e o General José de San Martin (25c e 70c).

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Características do país...

Planícies dos Pampas (centro-oeste), da Mesopotâmia (NE) e do Chaco (N), separadas por um planalto; cordilheira dos Andes (O); mesetas escalonadas com depressões (SE).

Tem uma extensão territorial que abrange quase 3,8 milhões de km², dos quais 2,8 ficam no continente e o restante no setor antártico... Desde o Trópico de Capricórnio até o Círculo Polar Antártico se estende um impressionante monumento natural, com quase 3,8 milhões de quilômetros quadrados.

A característica fundamental do relevo argentino é o enorme contraste que oferecem as imensas planícies orientais e a impressionante Cordilheira dos Andes ao oeste, que faz fronteira com o Chile e ostenta o ponto culminante do continente americano: o Aconcágua.

No seu trajeto de Jujuy até a Tierra del Fuego, a Cordilheira apresenta contrastes notáveis na sua paisagem, que inclui os planaltos do noroeste, a região dos lagos, os bosques e geleiras dos Andes patagônicos. É o país com maior variedade geográfica e climática da América do Sul.

Ao norte, El Chaco é uma área florestal ligada aos rios Bermejo, Salado e Pilcomayo.

Entre os rios Paraná e o Uruguai, a Mesopotâmia argentina (províncias de Entre Ríos, Corrientes e Misiones) está formada por morros baixos com lagoas e estuários “esteros” que mostram os antigos traçados destes grandes rios. Em algumas ocasiões se produzem rupturas que favorecem fenômenos tão espetaculares como as incomparáveis Cataratas del Iguazú.

No centro da Argentina, La Pampa é a planície mais extensa e conhecida. Com uma exploração agrícola e criação de gado intensivas, abrange as províncias de Buenos Aires, La Pampa, o sul de Santa Fé e a região de Córdoba. A sua paisagem fica interrompida ao sul pelas pequenas cordilheiras de Tandil e La Ventana, e ao oeste pelas serras de Córdoba.

Na direção sul, dos Andes para o mar, estendem-se os estéreis e pedregosos planaltos patagônicos, castigados a maior parte do ano pelo vento. O litoral atlântico, bordado com altos alcantilados, desenha grandes sinuosidades, como a Península Valdés, com suas espetaculares e únicas colônias de animais marinhos.

Chamada também de “país dos seis continentes”, é um presente da natureza, pois na Argentina, existem florestas tropicais, cataratas, bosques, lagos, geleiras com seus gelos eternos, vulcões, montanhas, e planaltos quase que infinitos.

Em toda a costa atlântica e especialmente, na Península Valdés, na Patagônia, encontra-se uma das reservas de fauna marinha mais importantes do mundo.

Cada ano centenas de baleias chegam às tranquilas águas da península para cumprir seu ciclo vital, e na costa, mais de um milhão de pinguins e colônias de elefantes-marinhos são espectadores privilegiados desta explosão de fauna marinha.

São cativantes também, as suas cidades. A ninguém deixa indiferente um passeio pelos bairros de Buenos Aires, a Capital Federal, que é também uma referência econômica e cultural da América do Sul.

E também são muitas as suas histórias...

Foram nos anos 20, que a camponesa Juana Duarte, dos confins de alguma aldeia dos Pampas, gerou um de seus cinco filhos ilegítimos. A menina chamava-se Eva e, quinze anos mais tarde, arrumaria a mala para tentar a sorte em algum cabaré da capital. Acabou virando nome de rua e muito mais...

Evita passou fome e percorreu camas influentes até chegar aos 25 anos, nos braços do cobiçado coronel Juan Domingo Perón e se tornar, em 1946, a primeira-dama do país àquela altura mais aristocrático da América Latina. Sua figura cativante e a forma muito particular de exercer o poder acabou ultrapassando o popularismo de Perón e se tornando um poder à parte.

Nos seis anos seguintes de sua curta vida, deixou marcas profundas no país. Eva Perón (1919-1952) virou a rainha dos descamisados, a esperança do povo argentino, sabendo na medida certa, espetar a aristocracia e dar segurança aos trabalhadores. A Fundação Eva Perón dava desde agasalhos até casas aos necessitados. E quem colaborava com essa generosidade toda, nem sempre voluntariamente, era a classe empresarial.

Junte a isso o fato de que a Argentina vivia dias de glória com a Europa devastada no pós-guerra, e fica mais fácil compreender por que Evita alcançou a dimensão de mito que, como o próprio Gardel, até hoje paira sobre os argentinos.

O corpo de Evita, ou somente “El Cadáver”, foi trabalhado pelo mumificador espanhol Pedro Ara, e transformou-se no mais viajado da história.

Com o golpe militar que afastou Perón do poder em 1955, o caixão foi raptado pelos militares e passou a pingar de esconderijo em esconderijo, foi para Milão, depois Espanha, e finalmente o corpo voltou à Argentina, onde está agora, no túmulo da família Duarte, no cemitério da Recoleta.

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LUJÁN

Nossa Senhora de Luján (lê-se “lurram”) é a padroeira da Argentina, acha-se entronizada na Basílica Nacional Ntra. Sra. de Luján, que está localizada na cidade de mesmo nome, próxima a Buenos Aires, a 60 quilômetros (região oeste), na qual se impõe no horizonte um templo dedicado à Virgem Maria, conhecido como Santuário de Luján.

A cidade conserva muito de sua arquitetura colonial. Tem o Rio Luján, o Complexo Museográfico Enrique Udaondo, entre outros pontos turísticos. A Avenida Nossa Senhora de Luján conduz até à Basílica, na qual, em seu subsolo, existe uma espécie de exposição permanente homenageando muitas N. Senhoras (penso que todas), padroeiras de outros países... vale a visita!

Nossa Senhora de Luján

No ano de 1630, um português chamado Farias estava muito empenhado em edificar uma capela em honra da Virgem Santíssima. Assim sendo, pediu a um amigo do Brasil que lhe enviasse uma imagem de Nossa Senhora da Conceição. Acondicionada em uma caixa, a imagem foi colocada em uma carreta e saíram de Buenos Aires em direção ao norte do país. Quando os tropeiros chegaram às margens do rio Luján resolveram passar a noite na estância de Rosendo.

Ao raiar do dia seguinte tentaram prosseguir a viagem, mas os animais não conseguiam mover a carreta. Peões e outros tropeiros vieram prestar ajuda, mas nada conseguia convencer os animais a marcharem. Depois de muita insistência resolveram retirar a caixa que continha a imagem da Imaculada Conceição. Assim a carreta se movimentou. Entenderam nisso um sinal de Deus que lhes parecia pedir para deixar ali aquela imagem. E assim foi feito. Quando o acontecimento foi divulgado, os fiéis logo começaram a venerar a imagem. Então, milagres e prodígios tiveram início...

A imagem media 38 centímetros de altura e trazia as mãos juntas ao peito. A Sra. Ana de Matos compra a imagem e a leva para sua estância localizada na atual cidade de Luján, para construir-lhe uma capela digna.

No ano de 1874, em cumprimento a uma promessa feita à Virgem de Luján por ter sido salvo da morte, o Pe. Jorge Salvaire projetou e dirigiu a construção do magnífico templo atual, em estilo gótico, com duas torres de 106 metros de altura. O templo foi declarado Santuário Nacional.

Em 1887, a imagem de Maria foi coroada solenemente com as bênçãos do Papa Leão XIII. Atualmente, cerca de oito milhões de fiéis visitam o Santuário. Peregrinos a pé, grupos folclóricos de gaúchos a cavalo, a peregrinação dos jovens que acontece em todo primeiro domingo de outubro, e tantas outras manifestações populares de fé testemunham o imenso carinho que nutre o povo argentino por sua patrona...

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A História do Tango

A palavra tango tem origem africana, pois em alguns dialetos africanos, “tan~go” significa “lugar fechado onde as pessoas se encontram”. No final do século XVIII, os escravos chamavam de tango o lugar onde eles se encontravam para tocar música e dançar. A história do Tango como marca registrada da cultura argentina começa por volta de 1870 e foi uma combinação de diversos estilos musicais. (Fonte: Mónica Hass de la Conte, no livro “The Tango”).

O Tango nasceu na Argentina no fim do século XIX, derivado das misturas entre as formas musicais dos imigrantes italianos e espanhois, dos crioulos descendentes dos conquistadores espanhois que já habitavam os pampas e de um tipo de batuque dos negros chamado “Candombe”.

Há indícios de influência da “Habanera” cubana e do “Tango Andaluz”. O Tango nasceu como expressão folclórica das populações pobres, oriundas de todas aquelas origens, que se misturavam nos subúrbios da crescente Buenos Aires.

Numa fase inicial era puramente dançante. O povo se encarregava de improvisar letras picantes e bem humoradas para as musicas mais conhecidas, mas não eram, por assim dizer, letras oficiais, feitas especificamente para as músicas nem associadas definitivamente a elas.

Em público, dançavam homens com homens. Naqueles tempos era considerada obscena a dança entre homens e mulheres abraçados, sendo este um dos aspectos do tango que o manteve circunscrito aos bordéis, onde os homens utilizavam os passos que praticavam e criavam entre si nas horas de lazer mais familiar.

Mais tarde, o tango se tornou uma dança tipicamente praticada nos bordéis, principalmente depois que a industrialização transformou as áreas dos subúrbios em fábricas transferindo a miséria e os bordéis para o centro da cidade. Nessa fase haviam letras com temática voltada para esses ambientes. São letras francamente obscenas e violentas.

Por volta de 1910, o Tango foi levado para Paris. Existem várias versões de como isso aconteceu...

A sociedade parisiense da época em que as artes viviam o modernismo ansiava por novidades e exotismos. O tango virou uma febre em Paris e, como Paris era o carro chefe cultural de todo o mundo civilizado, logo o tango se espalhou pelo resto do mundo.

A parcelas moralistas da sociedade condenavam o tango, assim como já haviam se colocado contra a valsa antes, por o considerarem uma dança imoral. A própria alta sociedade Argentina desprezava o tango, que só passou a ser aceito nos salões de alta classe pela influência indireta de Paris.

Em 1917, começaram a surgir variantes formais do Tango. Uma delas, influenciada pela romança francesa, deu origem ao chamado Tango-canção. Tangos feitos para musicar uma letra. A letra passa a ser parte essencial do tango e consequentemente, surgem os cantores de tango.

O tango já não é feito exclusivamente para dançar. É considerado o primeiro (ou pelo menos mais marcante nessa transição) Tango-canção o “Mi Noche Triste” com uma letra que Pascoal Contursi compôs, em 1917, sobre uma música mais antiga chamada “Lita”.

Nos cabarés de luxo da década de 1920, o tango sofreu importantes modificações. Os executantes não eram mais os pequenos grupos que atuavam nos bordéis, mas músicos profissionais que trouxeram o uso do piano e mais qualidade técnica e melódica.

Carlos Gardel já era um estrondoso sucesso em 1928. Sucesso que durou até 1935, quando faleceu vítima de um acidente de avião quando estava em pleno auge. Gardel cantava o tango em Paris, Nova York e muitas outras capitais do mundo, sempre atraindo multidões, principalmente quando se apresentava na América latina. Também foi responsável pela popularização do tango estrelando filmes musicais de tango produzidos em Hollywood.

A década de 1940 é considerada uma das mais felizes e produtivas do tango. Os profissionais que haviam começado nas orquestras dos cabarés de luxo da década de 1920 estavam no auge de seu potencial.

Nessa época as letras do tango passaram a ser mais líricas e sentimentais. A antiga temática dos bordéis e cabarés, de violência e obscenidades, era uma mera reminiscência. A fórmula ultra-romântica passa a caracterizar as letras: a chuva, a garoa, o céu, a tristeza do grande amor perdido. Muitos letristas eram poetas de renome e com sólida formação cultural.

A década de 1950 conta com a atuação revolucionária de Astor Piazzolla. Piazzolla rompe com o tradicional trazendo para complementar os recursos clássicos do tango influências de Bach e Stravinsky por uma lado, e por outro lado do Cool Jazz.

Nessa época o tango passa a ser executado com alto grau de profissionalismo musical, mas no universo popular a década de 1950 vê a invasão do Rock'Roll americano e as danças de salão passam a ser prática apenas de grupos de amantes.

Na década de 1960, uma lei de proteção á música nacional Argentina já está revogada, e o tango que era ouvido diariamente nas rádios vai sendo substituídos por outros ritmos estrangeiros, enquanto as gravadoras já não se interessam mais pelo tango...

A juventude não só para de praticar o tango no lazer cotidiano como passa a ridicularizá-lo como coisa fora de moda. Com o desinteresse comercial das gravadoras, poucos grandes tangos foram compostos. Tem sido mais comuns, as releituras de antigos sucessos e reinterpretações modernizadas dos maiores sucessos dos primeiros tempos.

Hoje, a crítica Argentina detecta um retorno do tango, cada vez mais frequente em peças teatrais e cinematográficas. Em 1983 se apresentou em Paris uma inovação relativa aos espetaculosa planejados para o exterior: os casais de profissionais que integravam o elenco provinham da “milonga porteña”. Era quebrada a imagem de bailarino acrobático.

Fonte: http://tangobh.tripod.com.br
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Bailarinos Famosos

Bernabe Simarra ou “O Rei do Tango” – Segundo o Instituto de Musicologia Carlos Vega, o nome verdadeiro seria Bernabé Simara, mas o apelido: “O Negro”. Desse dançarino esquecido é difícil encontrar dados confiáveis. Sua carreira inicia quando vence o concurso de bailes de carnaval de Buenos Aires, em 1909. Imediatamente obtém outras vitórias em concursos organizados pelos teatros “Casino” e “Politeama”. Seu nome ganha fama também em Montevidéu, onde vence o torneio do “Royal Theatre”. Sua fama em florescimento motiva a senhorita Papillón, renomada artista francesa de variedades que havia aprendido a dançar tango com Simarra, a contratá-lo para acompanhá-la em Paris (1911). Sua extraordinária qualidade coreográfica e sua pitoresca indumentária de gaúcho lhe renderam a alcunha: O Rei do Tango. Revalidou seus títulos de vencedor em competições de dança ganhando os concursos para profissionais dos teatros “Femina” (1912) e “Folie Magic” (1913). Sua companheira naquela época era a cubana “Ideal Gloria”, a bailarina de tango de maior reputação internacional. Foi então que se mudou de Paris para Lido, um balneário em Veneza, Itália. Ali é contratado como professor do aristocrático hotel “Excelsior”. Nos começos da década de 1920 viaja a Barcelona onde instala uma academia de danças, orientada a ensinar tango à classe alta catalã. Especialista em vencer concursos, vence, nessa cidade, o concurso para dançarinos organizado pelo teatro “Principal Palace”. No ano de 1936, começa a guerra civil espanhola e Simarra teve que abandonar precipitadamente a Espanha, deixando todos seus bens. Viaja a Montevidéu, onde se radica e falece na mais crua miséria.

Ovidio José Bianquet ou “El Cachafaz” – O mais famoso bailarino de todos os tempos, transformado em lenda, nasceu em 14/02/1885 e morreu em 7/02/1942. A lenda de Cachafaz é parte da mitologia do tango. Uma das poucas imagens dele é parte do filme “Tango” (1933), onde ele pode ser visto com sua parceira Carmencita Calderón, na época com apenas 20 anos de idade. O tango que mostra nesse filme não é dos mais típicos, dizem os especialistas, provavelmente para atender a exigências dos produtores sobre como melhor impressionar o público. “Cachafaz” é um termo lunfardo que e significa: malandro, sem-vergonha, insolente. Conta-se que este apelido já vinha da juventude. De acordo com suas parceiras, suas qualidades como dançarino foram: elegância, ritmo e criatividade para elaborar novos passos. “Don Benito”, outro apelido mais ameno, tinha um tango impecável, com boa postura corporal e delicadeza, o que amenizava a aparência indecente com que o tango era visto em sua época. Disse sua parceira Carmencita Calderón, em entrevista, 55 anos depois da morte do “El Cachafaz”, que ás vezes o tango poderia ser um pouco nojento, pois existem figuras onde a mulher mete a perna entre as pernas do homem. É no sentido de amenizar esses tipos de figuras que ela o considerava um dançarino cortês. Mas declarou ela também que ele não era bom moço além de ser “feio como a noite escura”, mas tinha modos suaves e era simpático. A não ser que estivesse de mau humor...

Casimiro Ain ou “El Vasco Ain” – O bailarino que teria dançado perante um Papa católico e conseguiu a absolvição do tango. Recebeu seu apelido por ser filho de un “vasco lechero”, do então bairro “La Piedad”, onde aprendeu a dançar desde muito pequeno ao som dos “organitos callejeros”. Foi bailarino de circo. Em 1901, foi para a Europa, quando este continente ainda não conhecia o tango, trabalhando em qualquer coisa menos como bailarino. Retorna em 1904 e faz apresentações, acompanhado de sua esposa. Em 1910, alcança grande sucesso tornando-se definitivamente um dançarino profissional. Então viaja em 1913 para a França, agora como profissional do tango. Depois de passar três anos em Nova York, retorna a Buenos Aires em 1916. Na década de 1920 vai novamente a Paris onde ganha, com sua parceira Jazmíno, o Campeonato Mundial de Danças Modernas, concorrendo com 150 casais. Mais tarde, com a alemã Edith Peggy, percorreu toda a Europa e em 1930 retorna definitivamente a Argentina para atuar mais uns poucos anos. Existe uma história controvertida de que em 1924, Aín dançou para o Papa Pio XI, ao som do tango “Ave Maria”, de Francisco Y Juan Canaro. Teve como parceira uma bibliotecária da embaixada. Com música e passos o mais suaves possíveis conseguiu impedir a proibição do tango pela igreja. Existem para essa história versões, datas e até Papas diferentes. O próprio Aín declarou ter dançado para o Papa em uma entrevista mas, segundo outras fontes, foram buscadas documentações sobre o evento no próprio Vaticano e nada foi encontrado.

Copes ou “El Bailarín” – Nascido em 31/05/1931, Juan Carlos Copes, conhecido em vários países do mundo, e detentor de prêmios em festivais, com sua parceira, María Nieves. Ele considerava como seus mestres e modelos: Fred Astaire e Gene Kelly, a quem poderia realmente se igualar, segundo alguns críticos. Um dançarino que conheceu de perto, mestres como Piazzolla, Troilo ou Pugliese, de apresentações internacionais na Broadway e merecedor de prêmios como os de Toronto e Nova York e, recentemente, o “American Choreography Award”, pela melhor coreografía para cinema pelo filme “Tango” (dirigida por Carlos Saura). Copes não desconhece que na Argentina é conhecido como “el bailarín” de tango, mas discorda: “É muito antigo e conservador dizer que sou 'el' dançarino de tango. Para dançar o tango são necessárias duas pessoas e muita paixão. Muito acreditam que o mais importante são as pernas e os pés. Não vejo assim. Para mim, o essencial começa acima, na cabeça, e depois passa pelo coração. Os pés são consequencia”. Ensina Copes. E afirma também que dançar é a melhor terapia que existe.

Outros: Antonio Tondaro, para alguns o maior criador de figuras dos últimos anos, apresentou-se em vários países da Europa. Jorge Orcaizaguirre, com sua parceira Elvira, reconhecido em várias partes do mundo. Miguel Angel Zotto e Milena Plebs, um casal de técnica apurada de alto nível, considerada na década de 1980 a melhor da época. E mais Gustavo Naveyra e Olga, Mayoral e Elsa María, Pepito Avellaneda, Jorge Firpo e Aurora, Carlos Quiroga e Gabriela Cabrera, Antonio Todaro, Alejandro Aquino e María Chiara, entre outros.
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Meu primeiro contato com o tango foi em Buenos Aires, quando conheci a cidade em maio de 1997. Naquela ocasião, assisti a uma apresentação de rua na Feira de San Telmo, na capital da Argentina...

No ano seguinte (agosto de 1998), tive a oportunidade de assistir novamente a uma apresentação na Feira de San Telmo; também fui ao show “Señor Tango” (Rua Vieytes, 1.653 – Barracas), desses para turista ver... Fantástico!

Passaram-se 10 anos... Então, a minha primeira aula de tango foi na Escola de Danças de Salão Glória Ibarra, em 05/03/2007. Todas as segundas-feiras, das 20:30 às 22 horas (Tango Básico I).

Studio de Dança Glória Ibarra
Rua da Mooca, 2343 (Próximo ao metrô Bresser e à Av. Paes de Barros) Mooca – São Paulo (SP)
Telefone: (11) 6618-4832 – www.gloriaibarra.com.br

Insatisfeito com apenas uma aula por semana, sai “caçando” outras escolas... Encontrei uma na rua atrás de minha casa, bem mais perto, tanto que vou a pé todas as quintas-feiras, das 20 às 21 horas (Tango Básico I). Descobri que o curso começou no dia 08/03/2007, na mesma semana que havia iniciado o meu...

Primeiramente, no dia 29/03, assisti a uma aula (que viria ser a minha primeira nessa segunda escola) como “visitante”. Gostei bastante do casal de professores, Eder e Paula. Da turma também, 11 alunos. Entre eles, conheci a jovem Bruna e uma japonesa, ambas muito simpáticas...

Na quinta-feira seguinte, santa, dia 05/04, foi a minha segunda aula... Quase ninguém apareceu por causa do feriado da Páscoa... O Isaias me deu um desconto porque eu quis pagar o trimestre à vista... A terceira aula, 12/04, foi ótima! Ri muito com a Bruna, minha “parceira oficial” (segundo o professor Eder), também descobri que ela é sagitariana...

Academia das Artes
Rua Serra de Japi, 819 – Tatuapé – CEP: 03309-000, São Paulo (SP)
Telefone: (11) 6191-8677 – www.academiadasartes.com.br

Em ambas as escolas (cada uma com seus defeitos e qualidades) eu continuava a achar que era muito difícil aprender a dançar tango... Comecei a ler sobre o tema, muito... Revirei a internet e, entre tudo, encontrei:

“O compasso dois por quatro e o ritmo sincopado (mudança de ritmo) do tango mexem com muitos, mas são poucos os que se aventuram a ocupar a pista de dança e improvisar. O tango é uma das mais difíceis danças de salão e requer habilidade, proximidade e sintonia entre o casal.”

Tanghetto – Dançata & outros que tais – Milonga Porteña
Rua Joaquim Floriano, 1063 – Itaim Bibi, São Paulo (aos domingos, das 20:30 às 1:30 horas)
Informações e Reservas: MC Promoções, Moacir Castilho – tanghettotango@yahoo.com.br – (11) 3289-8502, mesmo do Tango Club com milongas todas as quartas-feiras no Bixiga (21 à 1h, na rua 13 de Maio, 192) que está desativado atualmente...
Nota: um hora antes, com prática de aula aberta; chegar às 19 horas (15 reais), telefone 3078-1804

23/04/2007 (tanghettotango@gmail.com): André Franco no Tanghetto: Tango, de dentro para fora...

Desenvolver o tango tendo como a base a “ronda”, dando alicerce para que a dança aconteça a partir da sensibilidade e da vivência musical de cada um. Dama e cavalheiro, transcendendo os conceitos de “condução e espera”, juntos vivendo uma dança absolutamente única, onde não há condutor ou conduzido, mas duas pessoas que se expressam e dançam em absoluta cumplicidade. Sem rótulos, desenvolveremos um tango absolutamente pessoal e completamente adaptado à milonga. Não ensinaremos sequências, mas traçaremos os caminhos e daremos ferramentas para que o tango nasça como pura expressão do dançarino. (André Franco)

Curso de Tango de Improvização
Todos os domingos de 6 de maio a 27 de junho, das 19:30 às 20:30 horas (antes da Milonga)
Dançata – Rua Joaquim Floriano, 1063 – Itaim Bibi, São Paulo

Continuando...

O mês de abril terminou e, no dia 17/05 indisposto, faltei no curso; depois soube que o casal foi embora e a escola contratou um novo professor, o qual conheci na aula seguinte, quinta-feira dia 24/05, André Magro... Muito legal seu método de ensino, bastante técnico...

No dia 28/05/2007, o meu primeiro curso terminou... Resolvi não continuar... No mesmo dia fui conhecer a indicação da japonesa: Galpão 10, na rua Leocádia Cintra, 160... mas não gostei... Meu segundo curso eu abandonei quase no final... é muito difícil e eu não estava mais me sentindo bem...

No dia 12/06/2008, numa quinta-feira, Bartira e Toninho, Marcos e eu fomos jantar no Bracia Parrilla (www.braciaparrilla.com.br) e assistimos a um ótimo show de tango...


Outras emissões:
1963 – Salve os Monumentos da Núbia
1974 – Scott: 1055. Yvert: 995. World Youth Philately Year. Fotografia de um jovem vendo selo. NT
1984 – Zoológico de Buenos Aires
1984 – Scott: 1465. Yvert: 1408. Centenário do Jornal El Dia. JT
1992 – AIDS
2000 – AIDS

Abaixo, uma pequena lista sobre selos de tango...
Colômbia
1985 – Cinquentenário da Morte de Carlos Gardel.
Argentina
1997 – Músicos Argentinos
1985 – Cinquentenário da Morte de Carlos Gardel
2001 – Exposição Mundial Japão, Gardel e Pera
2001 – Enrique Santos Discípolo
2001 – Bailes Típicos
2001 – Concierto de Bandoneon – Tango
Uruguai
1974 – Carlos Gardel
1985 – Cinquentenário da Morte de Carlos Gardel
1995 – Carlos Gardel
1998 – Hector Maria Artola
2001 – Julio Sosa, “El Varón del Tango”

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Última atualização: 28/02/2012.
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