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RÉPTEIS (Reptilia)

REINO: Animalia
FILO: Chordata
CLASSE: Reptilia

Nesta Classe estão inseridas serpentes, lagartos, tuataras, jacarés e crocodilos, e todas as tartarugas (cágado, jabuti, tartarugas). A temperatura corporal dos répteis varia de acordo com o ambiente. Todos possuem coluna vertebral, pele coberta por escamas e respiração pulmonar. A maioria possui coração com três cavidades e coloca ovos.

O Brasil é o quarto no mundo em diversidade de répteis, perdendo somente para o México, a Austrália e a Indonésia. Segundo estimativas, são 467 espécies de répteis, das quais as principais são:

Ordem: Squamata | Sub-ordem: Ophidia
Famílias: Aniliidae, Boidae (jiboia, sucuri), Colubridae, Elapidae (coral), Gymnophthalmidae, Iguanidae (iguana), Leptotyphlopidae, Polychrotidae (camaleão), Teiidae (lagarto, lagartixa, teiú), Tropiduridae (lagartixa), Typhlopidae, Uropeltidae, Viperidae (cascavel, jararaca), Xenopeltidae...

As imagens são detalhes de um bloco dos Estados Unidos emitido em 2003.

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Instituto Butantan
Avenida Vital Brazil, 1500 – CEP: 05503-900 – São Paulo (SP)
instituto@butantan.gov.br – www.butantan.gov.br

O Instituto Butantan (nome adotado apenas em 1925), vinculado à Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, é um centro de pesquisa biomédica localizado no bairro do Butantã, em São Paulo. Nota: a palavra “butantan” em tupi-guarani significa terra muito dura.

Fundado em 23/02/1901 por Vital Brazil, é responsável pela produção de mais de 80% do total de soros e vacinas consumidos no Brasil. É também um importante ponto turístico, contando com um parque e três museus (Biológico, Histórico e Microbiológico), além do Hospital Vital Brazil, uma biblioteca, um serpentário (uma das maiores coleções de serpentes do mundo), laboratórios sofisticados e o mais moderno centro de produção de vacinas, soros e biofármacos da América Latina.

Vital Brazil, cujo nome completo era Vital Brazil Mineiro da Campanha (28/04/1865-08/05/1950), nasceu em Campanha (MG) e morreu no Rio de Janeiro (RJ). Foi um importante médico imunologista e pesquisador biomédico, de renome internacional, conhecido pela descoberta da especificidade do soro antiofídico, dos soros específicos contra picadas de aranha, do soro antitetânico e antidiftérico e do tratamento para picada de escorpião.

Como médico sanitarista atuou em frentes diversificadas: participou das brigadas de combate contra a febre amarela e a peste bubônica em várias cidades no Estado de São Paulo; criou uma das primeiras escolas do Brasil que alfabetizavam crianças de dia e adultos à noite; desenvolveu materiais de informação sobre como se proteger das cobras e outros animais peçonhentos para as pessoas do campo; inventou uma caixa de madeira barata e segura para que os fazendeiros pudessem capturar as cobras e firmou convênios com as estradas de ferro para transportá-las, pois eram essenciais à fabricação do soro.

O surgimento do Instituto Butantan deve-se a uma epidemia de peste bubônica em Santos, em 1900. Temerário que a doença atingisse a capital do Estado, o governo convocou o Instituto Bacteriológico para tentar resolver o problema. Vital Brazil ingressou em 1897 no Instituto Bacteriológico do Estado de São Paulo, dirigido por Adolfo Lutz (1855-1940). Recebeu a Fazenda Butantan (distante da cidade), às margens do Rio Pinheiros, que viria a se tornar posteriormente o Instituto Butantan. A fazenda foi comprada pelo governo do Estado de São Paulo para que lá funcionasse um laboratório para a produção de vacinas. O documento de compra data de 24/12/1899. Foram aí desenvolvidos trabalhos num ambiente desprovido de recursos...

Em pouco tempo ele diagnosticou a doença e, em conjunto com Oswaldo Cruz (1872-1917), criou um plano para controlá-la. No ano seguinte esse serviço transformou-se em instituição autônoma, então denominada “Instituto Serumtherapico do Estado de São Paulo” que ajudou a debelar a peste. Entretanto, devido principalmente à expansão da cafeicultura, os trabalhadores rurais (na maior parte imigrantes), viam-se frequentemente submetidos a acidentes ofídicos. As serpentes venenosas transformavam-se em um grande problema que, juntamente com a peste bubônica, atentava contra o desenvolvimento paulista.

Vital Brazil iniciou as suas pesquisas sobre o ofidismo, tema então pouquíssimo conhecido. O extenso trabalho que desenvolveu pesquisando esse assunto fez com que o Butantan rapidamente se especializasse no conhecimento herpetológico, bem como na produção de soros antiofídicos, tornando-se uma entidade ímpar em todo o mundo. Em 1901 já produzia o soro antipestoso, daí ter recebido o nome de “Serunterápico”. Trabalhou também com Emílio Ribas no combate a peste bubônica, ao tifo, a varíola, e à febre amarela. Também frequentou por longo tempo o Instituto Pasteur. Em 1903 surgiu o soro antiofídico (Piroplasma vitalli), parasita no sangue dos cães. As vacinas produzidas também serviam em combate ao tétano, psitacose, disenteria bacilar e BCG. As sulfuras e as penicilinas vieram mais tarde. As picadas de aranhas venenosas, escorpião e lacraias deram origem a novos soros.

A importância da especificidade – A descoberta de Vital Brazil sobre a especificidade dos soros antipeçonhentos estabeleceu um novo conceito na imunologia, e seu trabalho sobre a dosagem dos soros antiofídicos gerou tecnologia inédita. A criação dos soros antipeçonhentos específicos e o antiofídico polivalente ofereceu à Medicina, pela primeira vez, um produto realmente eficaz no tratamento do acidente ofídico que, sem substituto, permanece salvando centenas de vidas nos últimos cem anos. Um soro específico para uma serpente venenosa europeia, uma víbora (Vipera), por exemplo, é ineficiente para uma jararaca (Bothrops) sul-americana. Em viagens que fez, principalmente para os Estados Unidos, demonstrando a eficácia do soro antiofídico, a fama de Vital Brazil correu o mundo.

A partir de 1914, com a construção da nova sede e a paulatina ampliação de seu orçamento, o Butantan começou a se consolidar como a mais importante instituição de pesquisa biomédica. Consagrado em congresso científico nos Estados Unidos em 1915, o seu trabalho logo despertou o interesse da Europa, onde se encontrava a vanguarda da pesquisa médica da época, e lhe valeu o reconhecimento mundial. O Instituto Butantan representa um marco na ciência experimental brasileira. Desenvolvendo significativo número de pesquisas de elevado teor científico, educando as populações rurais na adoção do tratamento e na prevenção de acidentes ofídicos e criando aquela que foi, possivelmente, a primeira escola de alfabetização de adultos, esse Instituto desempenhou importante papel social na época e tornou-se conhecido e famoso no mundo todo.

Após deixar a direção do Instituto Butantan em 1919, Vital Brazil foi para o Rio de Janeiro. Apesar de convidado por Carlos Chagas para trabalhar em Manguinhos (renomeada FioCruz), resolveu fundar um novo laboratório. Fundou em julho de 1919 o Instituto Vital Brazil S.A. (www.ivb.rj.gov.br) – Centro de Pesquisas, Ensino, Desenvolvimento e Produção de Imunobiológicos, Medicamentos, Insumos e Tecnologia para Saúde. Ocupa uma área de 107.900 mil m² no bairro de Santa Rosa, na cidade de Niterói, RJ. O prédio sede foi projetado e construído por Álvaro Vital Brazil, filho do cientista e um dos grandes nomes da arquitetura moderna brasileira. Desde 2001, o IVB é o único a produzir soro contra picadas da aranha viúva negra, cujo veneno é muito tóxico e que pode levar à morte. O soro antiaracnídeco faz parte da linha de produção do IVB e é distribuído regularmente ao Ministério da Saúde.

O soro antiofídico é obtido a partir de anticorpos do sangue do cavalo. O processo de produção do soro antiofídico consiste na aplicação de pequenas doses de veneno no animal. Neste período, o organismo do cavalo produz anticorpos contra o veneno. Depois de um determinado período sofre sangria. Os anticorpos são separados por centrifugação do sangue. Em seguida ele sofre liofilização (remoção de água) e é armazenado. No Brasil são produzidos basicamente os seguintes soros-antiofídicos:

Anti-Botrópico = contra acidentes de jararacas
Anti-Crotálico = contra acidentes de cascavel
Anti-Laquésico = contra acidentes de surucucu
Anti-Elapídido = contra acidentes de cobra-coral
Anti-Crotálico/Botrópico = contra acidentes com cascavéis e jararacas
Anti-Botrópico/Laquésico = contra acidentes com cascavéis e surucucus

Em 28/04/1965 foram emitidos um selo postal (abaixo, lado esquerdo da tela) e uma folhinha comemorativa ao Centenário do Nascimento de Vital Brazil – Inventor do Soro Antiofídico. Valor facial: Cr$ 120 cruzeiros. RHM: C-524 e FO-18. São 5 carimbos comemorativos: Campanha (a), Niteroi (b), Belo Horizonte (c), Rio de Janeiro (d)... Nota: Na coleção há também a folhinha filatélica e a quadra com carimbo SP.

Na mesma data, também foi inaugurado um monumento na Praça D. Ferrão, Campanha (MG), uma estátua em bronze com pedestal de granito, esculpida por Amleto Benoni, artista de Ribeirão Preto (SP). Museu Vital Brazil (www.museuvitalbrazil.org.br). Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Vital_Brazil

Uma série de 4 selos “Museus Brasileiros” foi emitida em 06/06/1991, sendo que dois deles mostram: Jararaca (Bothrops jararaca) e Periquitamboia (Corallus caninus), ambos do Instituto Butantan (selos abaixo, lado direito da tela). Os outros dois selos mostram: Dinossauro Terópode e Dinossauro Saurópode, ambos do Museu Nacional – UFRJ. Yvert & Tellier: 2019/2022. Scott Publishing: 2316/2319. Michel Übersee-Katalog: 2415/2418. RHM Rolf Harald Meyer: C-1737/C-1740. NT

Abaixo, série em bloco emitida em 23/02/2001, “Centenário do Instituto Butantan” (RHM: B-118, Scott: 2782). A mini-folha com 8 selos mostra oito espécies de animais peçonhentos e, em segundo plano, cada selo apresenta uma imagem do prédio do Instituto Butantan. Artista: Álvaro Nunes. Valor facial: R$ 0,40 cada selo. Tiragem: 4.000.000 selos.

  1. Gênero das lagartas (Dirphya sp), que possui no dorso cerdas urticantes em forma de espinhos.
  2. Gênero das lagartas (Megalopyge sp), a qual possui “pelos” dorsais longos e sedosos de colorido variado, camuflando as verdadeiras cerdas pontiagudas e urticantes.
  3. Artrópodes (Phoneutria sp): aranha-armadeira
  4. Artrópodes (Tityus bahiensis): escorpião-marrom
  5. Serpente do gênero (Crotalus durissus): cascavel
  6. Serpente do gênero (Micrurus corallinus): coral
  7. Serpente: surucucu, do gênero Lachesis (Lachesis muta), a maior das serpentes peçonhentas das Américas, atingindo até 3,5m. Existe a surucucu-bico-de-jaca, cujo nome científico é Lachesis muta rhombeata (Wied, 1825). Nota: Surucucu-do-pantanal (Hydrodinastes gigas)...
  8. Serpente do gênero (Bothrops jararaca): jararaca

Aranha-armadeira | Nome em inglês: Brazilian Wandering Spider
Nome científico: Phoneutria spp. | Família: Ctenidae?

Estas aranhas caracterizam-se pela disposição dos olhos em três filas. O corpo atinge 3 cm, com pernas até 15 cm. O corpo é coberto por pelos curtos, aderentes, marrom-acinzentado; pelos vermelhos na base da quelícera (ferrão); manchas claras no abdômen. O ventre da fêmea é negro e o do macho, alaranjado, que possui tonalidade geral mais clara com as patas negras.

Possuem hábitos noturnos, caçando ativamente as suas presas sem uso de teia, usando apenas o veneno. Abrigam-se em fendas, sob cascas de árvores ou troncos caídos, em bananeiras, bromélias, palmeiras, e também procuram as imediações das residências onde durante o dia se escondem em madeiras empilhadas, tijolos, telhas, entulho, onde encontram alimentação farta. Tornam-se mais ativas nos meses de acasalamento, quando podem ser encontradas inclusive dentro de casa, escondendo-se em sapatos, atrás de cortinas , no meio da roupa.

São causadoras de acidente pois ao se sentirem ameaçadas procuram picar. Assumem atitude típica, apoiando-se nos dois pares de pernas traseiras, erguendo os dois dianteiros, abrindo os ferrões, eriçando os espinhos. Acompanham o movimento do agressor procurando a defesa no ataque. São muito rápidas e provocam o acidente. Os acidentes acontecem frequentemente dentro das residências e nas suas proximidades... Ocorrem em todo o território nacional.

Outras aranhas:
Aranha-caranguejeira (Acanthoscurria sp.)
Aranha-de-teia (Nephila spp), Orb-Weavers | Este gênero ocorre praticamente em todo planeta.
Aranha-espinhosa (Gasteracantha cancriformis), Crablike Spiny Orb-Weaver | Ocorre na América Central e do Sul.
Aranha-marrom (Loxoceles spp), Brazilian Brown Spider | Existem cerca de 30 espécies deste gênero espalhados pelo Brasil.
Aranha-prateada (Argiope argentata), Silver Argiope | Ocorre desde os EUA até a Argentina.

Escorpião
Nome científico: Titus serrulatus | Família: Buthidae

O corpo dos escorpiões é formado por um tronco e uma cauda, que possui 5 segmentos e uma vesícula com ferrão. O tronco é formado pelo cefalotórax e mais 7 segmentos; as pernas e os pedipalpos (garras) estão articuladas ao cefalotórax. Os pedipalpos são usados como pinças, com um dedo fixo e outro móvel, esta pinça é usada para segurar e dilacerar a presa.

O veneno é produzido por duas glândulas situadas na vesícula. O veneno apresenta diferenças sazonais e os envenenamentos mais graves ocorrem no verão. O animal, ao utilizar o veneno na alimentação, injeta menor quantidade do que quando o usa em atos de defesa. São animais de regiões quentes e temperadas com preferência para ambientes mais áridos. São animais carnívoros e de hábitos noturnos, alimentando-se principalmente de insetos e aranhas, podendo ocorrer o canibalismo.

As fêmeas podem devorar os machos após o acasalamento. Se necessário jejuam por grande espaço de tempo. Os escorpiões vivem sob pedras, madeiras, troncos podres, areia. Outros dão preferência às proximidades das residências onde se escondem em entulhos e madeiras; outros preferem os cemitérios alojando-se nas lajes dos túmulos. A espécie ocorre nos estados da Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.

No selo brasileiro (acima) é mostrado o Tityus bahiensis, conhecido como escorpião-marrom, que vivem em cupinzeiros, barrancos, sob pedras, troncos caídos, materiais e construções etc. Também se adapta bem ao ambiente doméstico.
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SUCURI-VERDE ou ANACONDA – Maior cobra do Brasil!
Família: Boidae
Nome comum: Sucuri; em tupi-guarani: boiúna
Nome científico: Eunectes murinus (Eunectes notaeus?)

Trata-se de uma das maiores serpentes não venenosas do mundo. A sucuri ou sucuri-verde, também conhecida como anaconda, é a maior cobra do Brasil e só perde para a naja-africana (ou píton-reticulada?)... Pode atingir com facilidade os 9 metros e há relatos de exemplares de 15 metros. É sem dúvida a serpente mais pesada da fauna silvestre brasileira.

De coloração marrom-olivácea, possui duas fileiras de manchas pretas arredondadas e dispostas no dorso. Ventre amarelo. É exímia nadadora e possui hábitos intimamente ligados à água. Cabeça triangular, em pescoço pronunciado, olhos pequenos; possui faixa negra que vai dos olhos até a parte posterior da boca. Ocorre na região Norte, Centro-Oeste e Sudeste.

Não é venenosa (peçonhenta), mas estrangula sua presa, quebra-lhe os ossos e a engole. Passa dias hibernando e digerindo a refeição. Vive em brejos e adora um banho de sol. As lendas falam que ela hipnotiza as vítmas antes de atacá-la... Original do Pantanal, na região amazônica ela é ótima nadadora e pode ser encontrada nos grandes rios.

Hábitos alimentares: Ela é carnívora e se alimenta de mamíferos de pequeno e médio porte, como capivaras, veados, cutias, também de peixes e répteis, principalmente de jacaré, matando-o por falta de ar. Quando apanha a presa tenta levá-la para água para tentar mata-lá por afogamento. É comum o relato de ataques ao gado e com mais raridade ao ser humano.

Quando são atacadas e não podem fugir nadando, mordem para se defender. Sua mordida não é venenosa, mas pode causar infecções. Geralmente pesa cerca de 30 a 90 kg, mas pode chegar a 250 kg. As sucuris têm um corpo verde-escuro, com manchas ovais pretas olhos e narinas.

Curiosidade: A cobra já foi tema de filme: “Anaconda” – narra a história de uma expedição de cientistas americanos que chegam no Brasil, especificamente na Amazônia, atrás dessa cobra e se deparam com um animal gigantesco.

A foto do lado esquerdo é do Parque Dois Irmãos e a do lado direito da promoção dos Correios...

JIBOIA
Nome em inglês: Common boa
Nome científico: Boa constrictor
Jiboia (Boa Constrictor amarali)
Nome popular: Jiboia-de-cropan?
Nome científico: Corallus cropanii (Hoge, 1953)?
Categoria de ameaça: Criticamente em perigo. UF: SP.
Jiboia (de cobra d'água), mboi, mboîa – cobra, serpente...

Pode alcançar cerca de 4 metros de comprimento. Esta serpente não é peçonhenta; mata suas presas, geralmente roedores, por constrição. Na região Norte do Brasil, muitas vezes, é utilizada no controle dos ratos que invadem as casas em busca de alimento e moradia.

Esta espécie de cobra possui duas subespécies?: uma se distribui pelo Amazonas e ao norte do cerrado goiano e, a outra, pelos cerrados e região Sul do país... Não tenho certeza dessa informação...

Distribuição geográfica: do México ao norte da Argentina. Habitat: Matas, Cerrados e Caatingas. Hábitos alimentares: Carnívoro. Reprodução: Produz de 8 a 49 filhotes por ninhada, após gestação de 127 a 249 dias. Período de vida: Aproximadamente 20 anos.

A foto do lado esquerdo é do Parque Dois Irmãos e a do lado direito da promoção dos Correios...

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CORAL-FALSA e CORAL-VERDADEIRA
Família: Elapidae
Nome comum: Cobra-coral
Nome científico: Micrurus frontalis

Serpente extremamente perigosa. Os dentes inoculadores de veneno possuem canal central e estão localizados na parte mediana da boca, o que reduz o número de acidentes pois a serpente necessita implantar as presas e morder a vítima para inocular o veneno. A cabeça é arredondada e sem pescoço; negra com uma faixa transversal branca. Apresentam anéis negros intercalados por anéis branco-amarelados, formando as tríades que são separadas entre si por anéis vermelhos.

O gênero Micrurus, apresenta anéis vermelhos, pretos e brancos em qualquer tipo de combinação... Alimentam-se de artrópodos, rãs, mamíferos recém-nascidos, lagartos e principalmente outras serpentes. Quando irritadas escondem a cabeça entre os anéis do corpo e levantam a cauda. Ocorrem em Santa Catarina.

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CASCAVÉIS
Família: Viperídeos (Viperidae)
Cascavel (Crotalus durissus)
Cascavel-nordestina (Crotalus durissus cascavella)
Cascavel-albina (Crotalus durissus terrificus)

As serpentes do gênero Crotalus são terrestres, robustas e pouco ágeis. Sua característica mais saliente é a presença do chocalho ou guizo no extremo caudal (passível de quebra). O corpo, com a linha vertebral bem pronunciada, apresenta um colorido de fundo castanho claro, de tonalidades variáveis, sobre o qual se destaca uma fileira de manchas dorsais com losangos marrons, mais ou menos escuras, marginadas de branco ou amarelo.

O gênero Crotalus está representado no Brasil por uma única espécie, Crotalus durissus, que tem uma ampla distribuição geográfica. Habitam os Cerrados do Brasil central, as regiões áridas e semiáridas do Nordeste, os campos e áreas abertas do Sul, Sudeste e Norte. A forma nordestina, Crotalus durissus cascavella, é uma serpente característica das Caatingas, que possui porte avantajado, ultrapassando 1,60 m de comprimento. O ninhada encontrada na maioria das serpentes tem média de 2 a 16 filhotes por fêmea.

São serpentes cujo aparelho inoculador de veneno é extremamente eficiente, dotado de presas móveis e canaliculadas. Entre a narina e o olho encontramos a fosseta loreal que é o órgão responsável pelas sensações térmicas, muito sensível que ajuda o animal na localização das presas e na locomoção.

São de hábitos crepusculares e noturnos e alimentam-se de pequenos mamíferos. São caracterizadas por possuírem chocalho na extremidade de cauda que, quando excitada denuncia sua presença pelo ruído característico do guizo ou chocalho, o qual é formado por resíduo de pele a cada muda, que é acrescentado aos anteriores. As cascavéis podem mudar de pele até 4 vezes no ano o que derruba a lenda de que a idade do animal pode ser determinada pelo número de anéis...

Normalmente possuem coloração cinza-oliváceo. Como toda serpente é surda, porém possui olfato muito desenvolvido; os odores são captados através da língua. Habita regiões de clima seco e quente. Ocorre nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

JARARACAS

As serpentes chamadas jararacas, do gênero Bothrops, que habitam principalmente zonas rurais e periferias de grandes cidades, apresentam comportamento agressivo quando se sentem ameaçadas, desferindo botes sem produzir ruídos... Jararaca (do que tem bote venenoso), jararacuçu (de jararaca grande)...

Jararaca
Nome científico: Bothrops pirajai (Amaral, 1923)
Categoria de ameaça: Em perigo. UF: BA.

Jararaca-de-alcatrazes
Nome científico: Bothrops alcatraz (Marques, Martins & Sazima, 2002)
Categoria de ameaça: Criticamente em perigo. UF: SP.

Jararaca-ilhoa
Nome científico: Bothrops insularis (Amaral, 1922)
Categoria de ameaça: Criticamente em perigo. UF: SP.

Jararaca-do-rabo-branco (Bothrops jararaca)?


Outras:
Caninana (Spilotes pulatus)
Cobra-amarela (Elaphe obsoleta)
Piton-reticulada (Phyton reticulatus)

CURIOSIDADES

O medo generalizado aos répteis é chamado de herpetofobia, apesar de existirem tipos mais específicos de fobias relacionadas aos répteis, o medo irracional às cobras, por exemplo, conhecido como ofidiofobia, é o mais comum.

Na simbologia, toda serpente é um animal ctônico e misterioso, pode ser rival ou instruir os homens nos mistérios divinos...

Na tradição oriental, a serpente é apontada como um símbolo de prudência e sabedoria, além de estar associada à sensualidade. Símbolo das energias adormecidas na terra e dos seres humanos (a energia kundalini que é a energia primordial de toda a vida).

Entre judeus e cristãos, a serpente é a personificação do próprio diabo. Símbolo da malícia e da traição entre os ocidentais. Entre os romanos venerava-se o impecável destino sob a forma de uma serpente...

Os cristãos atribuem à serpente uma simbólica análoga à que atribuem ao dragão. Para eles a serpente é o símbolo do mal sob todas as suas formas. Numerosas peças filatélicas refletem essa crença...

Serpente símbolo da paz para os Gregos e para os Hindus... As serpentes na religião hinduísta são consideradas, juntamente com os dois grandes Deuses Védicas Vishu e Civa, como transportadoras do mundo ao qual asseguram a estabilidade. Daí a simbólica da paz que lhes está associada nesta religião.

Se os farmacêuticos e os médicos adotaram a serpente nos seus caduceus é porque este animal representava para eles algo diferente de um símbolo maléfico...

Tal porvém da mitologia grega conta que Hermes, tendo encontrado na Arcadia duas serpentes a lutar, separou-as com a bengala em torno da qual elas se enrolaram apaziguadas... Os Gregos derivaram daí o caduceu, símbolo da paz. Notar que se o caduceu dos farmacêuticos tem duas serpentes, o dos médicos tem uma única...

A efígie de Faraó aparece, geralmente, com o “Némès”, o qual é ornado com a deusa cobra ou “Uraeus”. Para os antigos Egípcios a cobra era o símbolo do Alto Egito. A deusa “Uraeus” era associada às representações do faraó, a quem tinha por missão proteger...

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Última atualização: 17/10/2009.
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