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Instituto Butantan – www.butantan.gov.br
Avenida Vital Brazil, 1500 – CEP: 05503-900 – São Paulo (SP)

O Instituto Butantan (nome adotado apenas em 1925), vinculado à Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, é um centro de pesquisa biomédica localizado no bairro do Butantã, em São Paulo. A palavra de origem tupi-guarani “butantan” significa terra muito dura.

Fundado em 23/02/1901, pelo médico e cientista brasileiro Vital Brazil, é responsável pela produção de mais de 80% do total de soros e vacinas consumidos no Brasil. É também um importante ponto turístico, contando com um parque e três museus (Biológico, Histórico e Microbiológico), além do Hospital Vital Brazil, uma biblioteca, um serpentário (uma das maiores coleções de serpentes do mundo), laboratórios sofisticados e o mais moderno centro de produção de vacinas, soros e biofármacos da América Latina.

A mussurana é a espécie símbolo do Instituto Butantan porque representa o bem contra o mal, o soro contra o veneno, pois o gênero (Clelia) é conhecido como a cobra que come cobras venenosas.

Abaixo, cartão-postal sépia “Instituto Butantan – São Paulo”, Nº 5 Edição da Casa Rosenhain – São Paulo. Nota: Na coleção há outro similar, mas com a fotografia em branco e preto (Nº 30). Ambos foram adquiridos de Wilson em 08/07/10. Outros: Foto P/B com visitantes e terrário (CTP 60); Foto P/B com fachada do prédio (TP. 68); Foto P/B com parte do terrário e placa em seis idomas cobras não venenosas (Fotolobor 75); e Foto colorida vertical com a fachada do edifício (Prod. Quatro Rodas, Imp. Abril S.A.). Mais 4 postais do Serpentário Butantan (cerca de R$20 cada)...

Vital Brazil, cujo nome completo era Vital Brazil Mineiro da Campanha (28/04/1865-08/05/1950), nasceu em Campanha (MG) e morreu no Rio de Janeiro (RJ). Foi um importante médico imunologista e pesquisador biomédico, de renome internacional, conhecido pela descoberta da especificidade do soro antiofídico, dos soros específicos contra picadas de aranha, do soro antitetânico e antidiftérico e do tratamento para picada de escorpião.

Como médico sanitarista atuou em frentes diversificadas: participou das brigadas de combate contra a febre amarela e a peste bubônica em várias cidades no Estado de São Paulo; criou uma das primeiras escolas do Brasil que alfabetizavam crianças de dia e adultos à noite; desenvolveu materiais de informação sobre como se proteger das cobras e outros animais peçonhentos para as pessoas do campo; inventou uma caixa de madeira barata e segura para que os fazendeiros pudessem capturar as cobras e firmou convênios com as estradas de ferro para transportá-las, pois eram essenciais à fabricação do soro.

O surgimento do Instituto Butantan deve-se a uma epidemia de peste bubônica em Santos, em 1900. Temerário que a doença atingisse a capital do Estado, o governo convocou o Instituto Bacteriológico para tentar resolver o problema. Vital Brazil ingressou em 1897 no Instituto Bacteriológico do Estado de São Paulo, dirigido por Adolfo Lutz. Recebeu a Fazenda Butantan (distante da cidade), às margens do rio Pinheiros, que viria a se tornar posteriormente o Instituto Butantan. A fazenda foi comprada pelo governo do Estado de São Paulo para que lá funcionasse um laboratório para a produção de vacinas.

Em pouco tempo ele diagnosticou a doença e, em conjunto com Oswaldo Cruz, criou um plano para controlá-la. No ano seguinte esse serviço transformou-se em instituição autônoma, então denominada “Instituto Serumtherapico do Estado de São Paulo” que ajudou a debelar a peste. Entretanto, devido principalmente à expansão da cafeicultura, os trabalhadores rurais (na maior parte imigrantes), viam-se frequentemente submetidos a acidentes ofídicos. As serpentes venenosas transformavam-se em um grande problema que, juntamente com a peste bubônica, atentava contra o desenvolvimento paulista.

Vital Brazil iniciou as suas pesquisas sobre o ofidismo, tema então pouquíssimo conhecido. O extenso trabalho que desenvolveu pesquisando esse assunto fez com que o Butantan rapidamente se especializasse no conhecimento herpetológico, bem como na produção de soros antiofídicos. Em 1901 já produzia o soro antipestoso, daí ter recebido o nome de “Serunterápico”. Trabalhou com Emílio Ribas no combate a peste bubônica, ao tifo, a varíola, e à febre amarela. Também frequentou por longo tempo o Instituto Pasteur. Em 1903 surgiu o soro antiofídico (Piroplasma vitalli), parasita no sangue dos cães. As vacinas produzidas serviam em combate ao tétano, psitacose, disenteria bacilar e BCG. As sulfuras e as penicilinas vieram mais tarde. As picadas de aranhas venenosas, escorpião e lacraias deram origem a novos soros.

A importância da especificidade – A descoberta de Vital Brazil sobre a especificidade dos soros antipeçonhentos estabeleceu um novo conceito na imunologia, e seu trabalho sobre a dosagem dos soros antiofídicos gerou tecnologia inédita. A criação dos soros antipeçonhentos específicos e o antiofídico polivalente ofereceu à Medicina, pela primeira vez, um produto realmente eficaz no tratamento do acidente ofídico. Um soro específico para uma serpente venenosa europeia, uma víbora (Vipera), por exemplo, é ineficiente para uma jararaca (Bothrops) sul-americana. Em viagens que fez, principalmente para os Estados Unidos, demonstrou a eficácia do soro antiofídico.

A partir de 1914, com a construção da nova sede e a paulatina ampliação de seu orçamento, o Butantan começou a se consolidar como a mais importante instituição de pesquisa biomédica. Consagrado em congresso científico nos Estados Unidos em 1915, o seu trabalho logo despertou o interesse da Europa, onde se encontrava a vanguarda da pesquisa médica da época, e lhe valeu o reconhecimento mundial. O Instituto Butantan representa um marco na ciência experimental brasileira. Desenvolvendo significativo número de pesquisas de elevado teor científico, educando as populações rurais na adoção do tratamento e na prevenção de acidentes ofídicos e criando aquela que foi, possivelmente, a primeira escola de alfabetização de adultos, esse Instituto desempenhou importante papel social na época e tornou-se conhecido e famoso no mundo todo.

Após deixar a direção do Instituto Butantan em 1919, Vital Brazil foi para o Rio de Janeiro. Apesar de convidado por Carlos Chagas para trabalhar em Manguinhos (renomeada Fiocruz), em julho do mesmo ano fundou um novo laboratório, o Instituto Vital Brazil S.A. (www.ivb.rj.gov.br) – Centro de Pesquisas, Ensino, Desenvolvimento e Produção de Imunobiológicos, Medicamentos, Insumos e Tecnologia para Saúde. Ocupa uma área de 107.900 mil m² no bairro de Santa Rosa, na cidade de Niterói (RJ). O prédio sede foi projetado e construído por Álvaro Vital Brazil, filho do cientista. Desde 2001, o IVB é o único a produzir soro contra picadas da aranha viúva-negra, cujo veneno é muito tóxico e que pode levar à morte. O soro antiaracnídeco faz parte da linha de produção do IVB e é distribuído regularmente ao Ministério da Saúde.

O soro antiofídico é obtido a partir de anticorpos do sangue do cavalo. O processo de produção do soro antiofídico consiste na aplicação de pequenas doses de veneno no animal. Neste período, o organismo do cavalo produz anticorpos contra o veneno. Depois de um determinado período sofre sangria. Os anticorpos são separados por centrifugação do sangue. Em seguida ele sofre liofilização (remoção de água) e é armazenado. No Brasil são produzidos basicamente os seguintes soros antiofídicos:

Antibotrópico = soro que neutraliza os efeitos do veneno de jararaca
Anticrotálico = soro que neutraliza os efeitos do veneno de cascavel
Antilaquésico = soro que neutraliza os efeitos do veneno de surucucu
Antielapídido = soro que neutraliza os efeitos do veneno de cobra-coral
Anticrotálico/botrópico = contra acidentes com cascavéis e jararacas
Antibotrópico/laquésico = contra acidentes com cascavéis e surucucus

Em 28/04/1965 foram emitidos um selo postal comemorativo e uma folhinha filatélica oficial, ambos alusivos ao Centenário do Nascimento de Vital Brazil – Inventor do Soro Antiofídico. Valor facial: Cr$ 120,00 cruzeiros. Picotagem: 11½. Tiragem: 5.000.000 selos. Impressão: Rotogravura. Filigrana: Q Correio Estrela Brasil (5 mm). Yvert: 770. Scott: 997. Michel: 1074. RHM: C-524 (selo na variedade papel marmorizado: C-524Y) e FO-18 (cuja tiragem foi de 30.000 folhinhas). São dois carimbos comemorativos com desenhos diferentes: um é circular e mostra o caduceu – símbolo da medicina, “Centenário de Vital Brazil, 28-30/04/1965, Belo Horizonte / MG” (Catálogo Zioni: 1042); o outro é retangular e mostra uma serpente estilizada, emitido para três cidades: Campanha / MG (1041A), Niteroi / RJ (1041B) e Rio de Janeiro / GB (1041C). Notas: Na coleção há duas folhinhas: Nº 11.758 (mint) e Nº 04.548 (obliterada; adquirida na Olho de Boi $27), folha marmorizada de 50 selos ($200), todos os FDCs, faltam os carimbos sobre quadras...

Na mesma data, também foi inaugurado um monumento na Praça D. Ferrão, na cidade de Campanha, Estado de Minas Gerais (MG), uma estátua em bronze com pedestal de granito, esculpida por Amleto Benoni, artista de Ribeirão Preto (SP). A casa onde nasceu Vital Brazil, hoje, abriga o Museu Vital Brazil (www.museuvitalbrazil.org.br).

Carimbo comemorativo alusivo aos “80 Anos do Instituto Butantan”, ocorrido de 23 a 28/02/1981, São Paulo (SP). Catálogo Zioni: 3337. (imagem não disponível)

Uma série de 4 valores “Museus Brasileiros” foi emitida em 06/06/1991, sendo que dois deles mostram: Jararaca (Bothrops jararaca) e Periquitamboia (Corallus caninus), ambos do Instituto Butantan (selos abaixo); os outros dois selos mostram: Dinossauro Terópode e Dinossauro Saurópode, ambos do Museu Nacional – UFRJ. Valor facial: Cr$ 45,00 cruzeiros. Picotagem: 11½ × 12. Tiragem: 2.125.000 selos. Impressão: Ofsete. Papel: Cuchê gomado. Yvert: 2019/2022. Scott: 2316/2319. Michel: 2415/2418. RHM: C-1737/C-1740. Nota: Na coleção há o Edital e uma folha de selos.

Série em bloco com 8 selos emitida em 23/02/2001, “Centenário do Instituto Butantan”. A mini-folha mostra oito espécies de animais peçonhentos e, em segundo plano, cada selo apresenta uma imagem do prédio do Instituto Butantan. Artista: Álvaro Nunes. Valor facial: R$ 0,40 centavos cada selo. Picotagem: 11½ × 12. Tiragem: 4.000.000 selos. Impressão: Ofsete. Papel: Cuchê gomado. Scott: 2782. RHM: B-118.

1. Gênero de lagarta (Dirphya sp.) que possui no dorso cerdas urticantes em forma de espinhos. 2. Gênero de lagarta (Megalopyge sp.) que possui “pelos” dorsais longos de colorido variado, camuflando as verdadeiras cerdas pontiagudas e urticantes. 3. Artrópode: aranha-armadeira (Phoneutria sp.). 4. Artrópode: escorpião-marrom (Tityus bahiensis). 5. Serpente cascavel (Crotalus durissus). 6. Serpente coral (Micrurus corallinus). 7. Serpente surucucu (Lachesis muta). 8. Serpente jararaca (Bothrops jararaca).

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SERPENTES

É fato que as serpentes se dividiram ao longo dos tempos em grandes famílias, segundo a classificação científica. Atualmente, a sistemática das serpentes está em constante mudança, as classificações propostas podem variar, dependendo da fonte... Neste trabalho foram descartadas as Superfamílias e uma lista em ordem alfabética foi organizada considerando-se apenas as Famílias (19), com ênfase naquelas que ocorrem na América do Sul, mas também outras consideradas famosas...

No Brasil existem 365 espécies de serpentes, aproximadamente, distribuídas em 9 famílias: Aniliidae, Anomalepidae, Boidae (jiboia, sucuri), Colubridae, Elapidae, Leptotyphlopidae, Tropidophiidae, Typhlopidae e Viperidae. Destes indivíduos, os pertencentes às famílias Elapidae e Viperidae são os peçonhentos. Chamamos de peçonhenta a espécie que é capaz de inocular veneno em suas vítimas.

Etimologia: Várias denominações contém o termo grego óphis (ophis, eós) que significa cobra, serpente... Ofídeos

São quatro grupos de serpentes que podem causar acidentes ofídicos no Brasil, sendo que um grupo pertence a família Elapidae, Grupo I (gênero Micrurus: cobras-corais), os outros três grupos pertencem a família Viperidae: Grupo II (gênero Bothrops: jararacas), Grupo III (gênero Crotalus: cascavéis) e Grupo IV (gênero Lachesis: surucucus).

Classe: Reptilia
Ordem: Squamata
Subordem: Serpentes

Família: ACROCHORDIDAE (Bonaparte, 1831) – Wart Snakes, File Snakes. Austrália e Ásia: China, Filipinas, Índia, Malásia, Tailândia, Vietnã.
GÊNERO: Acrochordus spp. (Hornstedt, 1787) – 3 espécies de Java Wart Snakes:
A. arafurae (McDowell, 1979) – Austrália.
A. granulatus (Schneider, 1799) – Austrália, sul da Ásia.
A. javanicus (Hornstedt, 1787) – Javan File Snake, Elephant Trunk Snake. Sul da Ásia.

Família: ANILIIDAE (Stejneger, 1907) – Falsas-corais / False Coral Snakes, Pipe Snakes. Serpente não peçonhenta de pequeno porte e colorido vivo, padrão listrado preto e vermelho-reticulado; alimenta-se de cobras-cegas...
GÊNERO: Anilius (Oken, 1816) – Espécie: A. scytale (Lineu, 1758) – Falsa-coral / Red Pipe Snake. 2 subespécies: A. s. phelpsorum (Roze, 1958) e A. s. scytale (Lineu, 1758). Encontradas na América do Sul, na Bacia Amazônica, do leste do Peru e Equador, no sul da Colômbia, no norte da Bolívia e do Brasil (AM, MT, RO, PA). Também pode ser encontrada na Guiana Francesa, Suriname e Venezuela.

Família: ANOMALEPIDIDAE, sinônimo: Anomalepidae (Taylor, 1939) – Cobras-cegas (também chamadas de cobras-de-duas-cabeças) / Primitive Blind Snakes, Dawn Blind Snakes. América do Sul e Central.
GÊNERO: Anomalepis spp. (Jan, 1860)
A. aspinosus (Taylor, 1939) – Peru.
A. colombia (Marx, 1953) – Colômbia.
A. flavapices (Peters, 1957) – Equador. Etimologia (latim): flava, flavi, flavo, flavus, flavum, fulvi significa a cor amarela...
A. mexicanus (Jan, 1860) – Nicarágua, Costa Rica, Panamá e Peru.
GÊNERO: Helminthophis spp. (Peters, 1860)
H. flavoterminatus (Peters, 1857) – Cobra-cega-de-rabo-amarelo. Endêmica da Colômbia e Venezuela. Etimologia (latim): flavo (amarelo) + terminatus (que encerra, término, fim), referindo-se a ponta amarela do rabo da serpente.
H. frontalis (Peters, 1860) – América Central: Costa Rica e Panamá.
H. praeocularis (Amaral, 1924) – Endêmica da Colômbia.
GÊNERO: Liotyphlops spp. (Peters, 1881) – Cobras-cegas-primitivas / Primitive Blind Snakes
L. albirostris (Peters, 1857) – Costa Rica e Panamá, Colômbia, Equador, Venezuela e Brasil (ES, SP, PR, MT).
L. anops (Cope, 1899) – Colômbia.
L. argaleus (Dixon e Kofron, 1984) – Colômbia.
L. beui (Amaral, 1924) – Argentina, Paraguai e Brasil, segundo o Ibama: SP, RS (alguns informam desde PA até MT).
L. caissara (Centeno, Sawaya e Germano, 2010) – Brasil
L. schubarti (Vanzolini, 1948) – Brasil (Piraçununga em São Paulo / SP).
L. ternetzii (Boulenger, 1896) – Víbora ciega de Ternetz. Paraguai, Uruguai e Brasil (DF, GO, MT, PA, RS, SP).
L. trefauti (Freire, Caramaschi e Argôlo, 2007) – Brasil
L. wilderi (Garman, 1883) – Brasil: Minas Gerais (MG) e Rio de Janeiro (RJ).
GÊNERO: Typhlophis (Fitzinger, 1843)
T. squamosus (Schlegel, 1839) – Brasil (PA, AM), Guianas.

Família: ANOMOCHILIDAE (Cundall, Wallach e Rossman, 1993) – Dwarf Pipe Snakes. Sul da Ásia: Malásia e Indonésia.
GÊNERO: Anomochilus spp. (Berg, 1901) – Dwarf Pipesnakes. 2 espécies: A. leonardi (Smith, 1940) e A. weberi (Lidth de Jeude in Weber, 1890).

Família: ATRACTASPIDIDAE (Günther, 1858) – Atractaspidídeos estão adaptados a um modo de vida subterrâneo, apresentam corpo pequeno, cilíndrico e focinho pretuberante e projetado para a escavação: víboras-buraqueiras, cobras-estiletes / African Burrowing Asps, Stiletto Snakes, Mole Vipers?. África e Oriente Médio.
GÊNERO: Amblyodipsas spp. (Peters, 1857) – 9 espécies de serpentes-brilhantes / Glossy Snakes. África.
GÊNERO: Aparallactus spp. (A. Smith, 1849) – 11 espécies de centopeias-comedoras... / Centipede Eaters, Centipede-eater. África.
GÊNERO: Atractaspis spp. (A. Smith, 1849) – 15 espécies de víboras-buraqueiras / Burrowing asps, Burrowing Vipers. África, Oriente Médio (Israel, Península Arábica).
GÊNERO: Brachyophis (Mocquard, 1888) – Espécie: B. revoili, com subespécies – Revoil’s Short Snake. África (Somália e Quênia).
GÊNERO: Chilorhinophis spp. (Werner, 1907) – 3 espécies de cobra-de-duas-cabeças / Two-headed Snakes. África.
GÊNERO: Elapotinus (Jan, 1862) – Espécie: E. picteti (Jan, 1862) – Jan’s snake. África.
GÊNERO: Hypoptophis (Boulenger, 1908) – Espécie: H. wilsoni (Boulenger, 1908) – African Bighead Snake. África. Etimologia (grego): hipo (cavalo) + ophis (serpente).
GÊNERO: Macrelaps (Boulenger, 1896) – Espécie: M. microlepidotus (Günther, 1860) – Serpente-preta-de-natal / Natal Black Snake. Etimologia (latim): micro (pequeno) + lepidotus (do grego lepis, lepidos: escama, escamoso). Endêmica da África da Sul.
GÊNERO: Micrelaps spp. (Boettger, 1880) – 5 espécies de cobra-de-duas-cabeças / Two-headed Snakes. África, Oriente Médio.
GÊNERO: Poecilopholis (Boulenger, 1903) – Espécie: P. cameronensis (Boulenger, 1903) – Cameroon Racer. África (Camarões).
GÊNERO: Polemon spp. (Jan, 1858) – 13 espécies de cobras-comedoras... / Snake Eaters. África.
GÊNERO: Xenocalamus spp. (Günther, 1868) – 5 espécies de cobras-de-focinho... / Quill-snouted Snakes. África.

Família: BOIDAE (Gray, 1825) – Boídeos (Boa + ídeo) / Boids: Boas, Jiboias / Boas, Sand Boas
Gêneros Boinae (Boas): Boa (Acrantophis, Sanzinia), Candoia, Corallus, Epicrates e Eunectes.
Gêneros Erycinae (Sand Boas): Charina (Calabaria), Eryx e Gongylophis.

Etimologia (latim): A palavra boa, grafada primitivamente de bova, bos, bovis (que significam bovino), foi empregada porque os antigos pensavam que esta serpente sugava o sangue de bois e vacas... Hoje, significa jiboia ou todas as serpentes desta família. Tupi-guarani: yï'mboya, palavra que origina das indígenas yï' (água) + m’boi, mboi, mbói, mboîa, mboy, mboya (que significam cobra, serpente).

Compreende um conjunto de 8 gêneros de serpentes não peçonhentas, de grandes dimensões e constritoras, como a boa ou jiboia. São as maiores serpentes do mundo e todas matam sua presa por constrição: pressão feita com o corpo quando se enrola em sua presa causando asfixia e parada cardíaca. São capazes de engolir presas de tamanho muito superior, como capivaras e veados, por exemplo. Algumas se alimentam de peixes e répteis, principalmente de jacaré, matando-o por falta de ar. Tornaram-se as mais populares entre as pessoas, sendo que algumas espécies são mantidas como animais de estimação. Não possuem veneno e são classificadas quanto à dentição como áglifas (não há dentes inoculadores de veneno), seus dentes servem somente para segurar a presa. Possuem fossetas labiais (tanto na porção superior ou inferior das escamas labiais) que funcionam como termorreceptores, formando imagens de infravermelhos para perceber e localizar a presa.

GÊNERO: Charina spp., sinônimo: Calabaria (Gray, 1849) – 4 espécies de jiboias-rosadas? / Rosy Boas, Rubber Boas. Vários países da África e América do Norte (Canadá, México, USA).
GÊNERO: Eryx spp. (Daudin, 1803) – 8 espécies de jiboias-do-velho-mundo / Old World Sand Boas; como a espécie Javelin Sand Boa (Eryx jaculus), por exemplo, mostrada no selo da Síria abaixo. Vários países da Europa, todos do norte da África, também no Oriente Médio e sudoeste da Ásia.
GÊNERO: Gongylophis spp. (Wagler, 1830) – 3 espécies de jiboias-de-areia? / Sand Boas. África Ocidental e Central (Mauritânia, Senegal, do Egito até a Tanzânia), Península Arábica, Paquistão, Índia, Bangladesh, Sri Lanka.

Além dos 3 gêneros citados acima, no Brasil vivem cerca de 12 espécies da família dos boídeos, distribuídas em 5 gêneros (numerados abaixo), como as jiboias, sucuris, periquitamboias e salamantas. A sucurí ou anaconda – maior cobra do Brasil (pode ultrapassar 10 metros de comprimento) – é aquática e mora no brejo, enquanto que a jiboia – considerada a 2ª maior serpente brasileira (pode alcançar cerca de 4 metros de comprimento) – é terrestre e arborícula, habita a vegetação rasteira, tocas e árvores.

1. GÊNERO: Boa spp. (Lineu, 1758) – Espécies que apresentam a pupila do olho vertical por ser de hábito noturno.
B. constrictor (Lineu, 1758) – Jiboia, cobra-de-veado / Common Boa. Ocorre desde a costa norte do México, em diversos países da América Central até o norte da Argentina.
B. dumerili (Jan, 1860), sinônimo: Acrantophis dumerili (Jan, 1860) – Duméril’s Boa. Endêmica de Madagascar e ilha Reunion.
B. madagascariensis (Duméril e Bibron, 1844), sinônimo: Acrantophis madagascariensis – Madagascar Ground Boa. Endêmica de Madagascar.
B. manditra (Kluge, 1991), sinônimo: Sanzinia madagascariensis (Duméril e Bibron, 1844) – Madagascar Tree Boa. Endêmica de Madagascar.

No Brasil existem 2 subespécies: Boa constrictor amarali (Stull, 1932), de menor porte, mais escura, acinzentada, mais agressiva, vive nas regiões Centro-Oeste e Sudeste (DF, GO, MT, PR, RJ, SP), e a Boa constrictor constrictor (Lineu, 1758), de maior porte, coloração amarelada e pouco agressiva, vive nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste (AM, PA, PE, PI, RO). Na região Norte, às vezes, é utilizada no controle dos ratos que invadem as casas em busca de alimento e moradia. Habitat: Matas, Cerrados e Caatingas; incluindo florestas tropicais, gramíneas, semi-desertos rochosos, campos e plantações cultivadas.

A foto do lado esquerdo é do Parque Dois Irmãos e a do lado direito da promoção dos Correios...

2. GÊNERO: Candoia spp. (Gray, 1842) – Jiboias / Bevel-nosed Boas (nariz-chanfrado), Keel-scaled Boas (escamado). Samoa, Toquelau, Papua Nova Guiné etc.
C. aspera (Günther, 1877) – Jiboia-papuense / New Guinean Boa
C. bibroni (Duméril e Bibron, 1844) – Jiboia-fijiana / Fiji Boa, Bibron’s Pacific Boa. Fiji e outros países da Oceania.
C. carinata (Schneider, 1801) – Jiboia-do-pacífico / Pacific Boa
C. superciliosa (Günther, 1863) – Palau Bevel-nosed Boa

3. GÊNERO: Corallus spp. (Daudin, 1803) – Jiboias-arborícolas-neotropicais / Neotropical Tree Boas. No Brasil vivem 4 espécies: batesi, caninus, cropanii e hortulanus.
C. annulatus (Cope, 1875) – Jiboia-anelada / Annulated Tree Boa. Etimologia (latim): annulus = anel.
C. batesi (Gray, 1860) – Brasil...
C. caninus (Lineu, 1758) – Periquitamboia ou jiboia-esmeralda, cobra-papagaio / Emerald Tree Boa. Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname, Venezuela. No Brasil (AC, AM, AP, MA, MT, PA, RO, RR, TO). Mostrada nos selos abaixo: Tanzânia (1996) e Brasil (1991).
C. cookii (Gray, 1842) – Jiboia-arborícola-de-cook / Cook’s Tree Boa
C. cropanii (Hoge, 1953) – Jiboia-de-cropan / Cropan’s Boa. Restrita ao Estado de São Paulo (SP), nos municípios de Miracatu, Pedro de Toledo e Santos, na Mata Atlântica; mas é considerada extinta por muitos...
C. grenadensis (Barbour, 1914) – Jiboia-arborícola-granadina / Grenadian Bank Tree Boa
C. hortulanus (Lineu, 1758), sinônimo: C. enydrisSuaçuboia (suaçu = veado + boia = cobra), cobra-de-veado ou cobra-veadeira / Amazon Tree Boa. Segundo Lineu, a cabeça da suaçuboia estudada por ele possuía manchas que lembravam um jardim, daí a origem do epíteto específico hortulana (posteriormente modificado para hortulanus), que significa “de jardim ou jardineira”. Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname, Venezuela. No Brasil pode ser encontrada na região Centro-Oeste, mas é mais frequente na Bacia Amazônica. Ibama (AM, MT, PA, PI, PR, RJ, RO, SC, SP).
C. ruschenbergerii (Cope, 1876) – Jiboia-cento-americana / Central American Tree Boa

Selos das Nações Unidas emitidos em 16/03/2006, da série Espécies Ameaçadas de Extinção, “Edangered Species”, que mostram as espécies C. caninus e C. hortulanus.

4. GÊNERO: Epicrates spp. (Wagler, 1830) – Jiboias-arco-íris (por causa de suas escamas que são iridescentes quando expostas contra a luz) / Greater Antillean Boas, Rainbow Boas, West Indian Boas. Espécies que apresentam a pupila do olho vertical por ser de hábito noturno. Nota: Classificação confusa porque aparecem como espécies ou subespécies, dependendo da fonte... Brasil (AM, DF, MT, PA, PE, PI, PR, RO, SP). 10 espécies...:

Epicrates angulifer (Bibron, 1840? 1843) – Jiboia-cubana / Cuban Boa, Cuban Tree Boa / Majá de Santa María, Boa cubana, Boa arbórea cubana. Endêmica de Cuba.
Epicrates cenchria (Lineu, 1758) – Salamanta ou jiboia-arco-íris / Rainbow Boa, Slender Boa / Boa arco iris. Américas Central (Costa Rica, Panamá e Trinidad e Tobago) e do Sul (Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Paraguai, Peru, Suriname, Venezuela). 10 subespécies:
E. c. alvarezi (Abalos, Baez e Nader, 1964) – Jiboia-arco-íris-argentina / Argentine Rainbow Boa / Boa arco iris argentina, Boa arcoiris argentina
E. c. assisi (Machado, 1945) – Jiboia-arco-íris-da-caatinga / Caatinga Rainbow Boa / Boa arco iris caatinga, Boa arcoiris de Caatinga. Brasil (região Nordeste).
E. c. barbouri (Stull, 1938) – Jiboia-arco-íris-de-marajó / Marajo Island Rainbow Boa / Boa arco iris de la isla Marajo, Boa arcoiris de la isla Marajó
E. c. cenchria (Linnaeus, 1758) – Jiboia-arco-íris-brasileira / Brazilian Rainbow Boa / Boa arco iris brasileña, Boa arcoiris del Brasil
E. c. crassus (Cope, 1862) – Jiboia-arco-íris-paraguaia / Paraguayan Rainbow Boa / Boa arco iris paraguaya, Boa arcoiris del Paraguay... – Salamanta-do-sudeste? cuja distribuição geográfica compreende as regiões: Sudeste e Centro-Oeste.
E. c. gaigei (Stull, 1938) – Jiboia-arco-íris-peruana / Peruvian Rainbow Boa / Boa arco iris peruana, Boa arcoiris del Perú. Mostrada no selo abaixo emitido em 2006 pelas Nações Unidas, da série Espécies Ameaçadas de Extinção, “Edangered Species”.
E. c. hygrophilus (Amaral, 1935 1954?) – Jiboia-arco-íris-capixaba / Espirito Santo Rainbow Boa / Boa arco iris Espirito Santo, Boa arcoiris de Espírito Santo
E. c. maurus (Gray, 1849) – Jiboia-arco-íris-colombiana / Colombian Rainbow Boa / Boa arco iris colombiana, Boa arcoiris de Colombia. América do Sul, na região Amazônica.
E. c. polylepis (Amaral, 1935) – Jiboia-arco-íris-venezuelana / Central Highland Rainbow Boa / Boa arco iris de Venezuela, Boa arcoiris del altiplano central
E. c. xerophilus (Amaral, 1954) – Jiboia-arco-íris-rio-branquense / Boa arco iris de Rio Branco, Boa arcoiris de Rio Branco

Epicrates chrysogaster (Cope, 1871) – Turks & Caicos Island Boa, Southern Bahamas Boa / Boa de Turks y Caicos. Nomenclatura local: Rainbow Boa, Bahamas Cat Boa, Rainbow Snake, Fowl Snake. 3 subespécies:
E. c. chrysogaster (Cope, 1871) – Turks Island Boa / Boa de Turks y Caicos. Endêmica das Ilhas Turcas e Caicos.
E. c. relicquus (Barbour e Shreve, 1935) – Southern Bahamas Boa / Boa de la isla Great Inagua. Endêmica das Bahamas (Inagua).
E. c. schwartzi (Buden, 1975) – Southern Bahamas Boa / Boa de isla Acklins. Endêmica das Bahamas (Crooked-Acklins).

Epicrates exsul (Netting e Goin, 1944) – Jiboia-das-ilhas-ábaco / Abaco Island Boa, Northern Bahamas Boa / Boa de isla Abaco. Endêmica das Bahamas.

Epicrates fordi (Günther, 1861) – Jiboia-haitiana-terrestre / Haitian Ground Boa / Boa terrestre de Haití. Endêmica da ilha Hispaniola. 3 subespécies:
E. f. agametus (Sheplan e Schwartz, 1974) – Boa terrestre de St. Nicholas
E. f. fordii (Günther, 1861) – Boa terrestre de Haití
E. f. manototus (Schwartz, 1979)

Epicrates gracilis (Fischer, 1888) – Jiboia-haitiana-arborícula / Haitian Tree Boa / Boa arborícola de Haití. Endêmica da ilha Hispaniola. 2 subespécies:
E. g. gracilis (Fischer, 1888) – Boa arborícola de Haití
E. g. hapalus (Sheplan e Scwartz, 1974) – Boa arborícola de costa

Epicrates inornatus (Reinhardt, 1843) – Jiboia-porto-riquenha / Puerto Rican Boa / Boa de Puerto Rico. Endêmica de Porto Rico.

Epicrates monensis (Zenneck, 1898) – Jiboia-de-mona / Mona Boa / Boa de isla Mona. Encontrada na ilha Mona, próxima de Porto Rico. 2 subespécies:
E. m. granti (Stull, 1933) – Jiboia-das-ilhas-virgens-britânicas / Boa arborícola de las Islas Vírgenes. Mostrada no bloco abaixo, “Virgin Islands Tree Boa”, WWF 1994.
E. m. monensis (Zenneck, 1898) – Mona Boa, Mona Island Boa / Boa de isla Mona

Epicrates striatus (Fischer, 1856) – Jiboias-de-hisponiola / Hispaniolan Boa, Haitian Boa. Bahamas, Haiti, República Dominicana. 8 subespécies:
E. s. ailurus (Sheplan e Schwartz, 1974) – Boa de isla Cat
E. s. exagistus (Sheplan e Schwartz, 1974) – Boa de la Península Tiburón
E. s. fosteri (Barbour, 1941) – Boa de Bimini
E. s. fowleri (Sheplan e Schwartz, 1974) – Boa de isla Andros
E. s. maccraniei (Sheplan e Schwartz, 1974) – Boa de isla Ragged
E. s. striatus (Fischer, 1856) – Boa de Hispaniola
E. s. strigulatus (Cope, 1862) – Boa de isla New Providence
E. s. warreni (Sheplan e Schwartz, 1974) – Boa de isla Tortuga

Epicrates subflavus (Stejneger, 1901) – Jiboia-jamaicana / Boa de Jamaican. Mostrada no bloco postal abaixo, “Wildlife of Jamaica: Jamaican Boa”. Endêmica da Jamaica.

5. GÊNERO: Eunectes spp. (Wagler, 1830) – Sucuris / Anacondas
E. deschauenseei (Dunn e Conant, 1936) – Brasil (Ilha de Marajó e Santarém no Pará / PA).
E. murinus (Lineu, 1758) – Sucuri ou sucuri-verde / Green Anaconda. Nota: O Parque Dois Irmãos abriga tal espécie.
E. notaeus (Cope, 1862) – Sucuri-amarela / Yellow Anaconda. Argentina, Brasil (MS, PR, RS), Bolívia, Paraguai, Uruguai.

De coloração marrom-olivácea e ventre amarelo, possui duas fileiras de manchas pretas arredondadas e dispostas no dorso. É exímia nadadora e possui hábitos intimamente ligados à água. Cabeça triangular, em pescoço pronunciado, olhos pequenos; possui faixa negra que vai dos olhos até a parte posterior da boca. Quando são atacadas e não podem fugir nadando, mordem para se defender. Sua mordida não é venenosa, mas pode causar infecções.

Curiosidades: A sucuri também é chamada de boiuna na Amazônia, que no folclore brasileiro é uma enorme serpente lendária que afunda embarcações ou toma a forma de uma embarcação... Segundo outro mito, a cobra-grande ou boiúna – do tupi: mboi (cobra) + úna (preta) –, é uma grande cobra preta devoradora de crianças e adultos que se banham no rio Amazonas; também a chamam de cobra-de-óbidos e cobra-maria... A cobra já foi tema do filme “Anaconda”, que narra a história de uma expedição de cientistas americanos que chegam na Amazônia atrás dessa cobra e se deparam com um animal gigantesco...

A fotografia tirada em 31/05/2006, por Antonio Bordignon, mostra a espécie Eunectes murinus, que no Brasil ocorre na maioria dos Estados (exceto RS e SC), sobretudo na região Amazônica e no Pantanal. Também em outros países: Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Paraguai, Peru, Suriname, Trinidad e Tobago, Venezuela.

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Família: BOLYERIIDAE (Hoffstetter, 1946) – Serpentes-mauricianas / Mauritius Snakes, Round Island Boa. Endêmicas da ilha Ronde, uma ilhota a alguns quilômetros ao norte das Ilhas Maurício, no Oceano Índico.
GÊNERO: Bolyeria (Gray, 1842) – Espécie: B. multocarinata (Boie, 1827)
GÊNERO: Casarea (Gray, 1842) – Espécie: C. dussumieri (Schlegel, 1837)

Família: COLUBRIDAE

Família: CYLINDROPHIIDAE (Fitzinger, 1843) – Asian Pipe Snakes. GÊNERO: Cylindrophis spp. (Wagler, 1828) – Cerca de 8 espécies distribuídas em vários países da região sul da Ásia.

Família: ELAPIDAE (F. Boie, 1827) – Elapídeos são peçonhentos e compreendem as serpentes das regiões quentes de ambos os Hemisférios; inclui as cobras-corais, najas, mambas, taipans e a maioria das serpentes da Austrália (Cobras, Coral Snakes, Coralsnakes, Mambas, Elapid Snakes, Sea Kraits?)...

Agrupadas neste trabalho, as venenosas cobras-corais do Novo Mundo (New World Coral Snakes) estão distribuídas em 3 gêneros: Leptomicrurus, Micruroides e Micrurus.

GÊNERO: Leptomicrurus spp. (Schmidt, 1937) – Blackback Coral Snakes, Thread Coral Snakes. Etimologia (grego): lepto (pequeno) + micrurus (cauda curta). Cobra-coral delgada, de cauda curta, sem o padrão tricolor característico das demais corais. América do Sul; no Brasil 3 espécies?
L. collaris (Schlegel, 1837) – Guyana Blackback Coral Snake. Norte da América do Sul. Alguns classificam 2 subespécies: L. c. collaris (Schlegel, 1837) e L. c. breviventris (Roze e Bernal-Carlo, 1987).
L. narduccii (Jan, 1863) – Andes/Andean Blackback Coral Snake. Alguns classificam 2 subespécies: L. n. narduccii (Jan, 1863) e L. n. melanotus (Peters, 1881).
L. renjifoi (Lamar, 2003)
L. scutiventris (Cope, 1870)

GÊNERO: Micruroides (Schmidt, 1928) – Western Coral Snakes. Espécie: M. euryxanthus (Kennicott, 1860) – Arizona Coral Snake. Regiões de várzea do Arizona até Sinaloa... São reconhecidas 3 subespécies: M. e. australis (Zweifel e Norris, 1955), M. e. euryxanthus (Kennicott, 1860) e M. e. neglectus (Roze, 1967).

GÊNERO: Micrurus spp. (Wagler, 1824) – Corais-verdadeiras, cobras-corais-venenosas / Coral Snakes. Serpentes peçonhentas de pequeno porte e colorido vivo, que apresentam um padrão de cor característico: o clássico listrado vermelho, branco ou amarelo e preto, compreendem as cobras-corais americanas. Etimologia (grego): mikros (pequeno, curto) + oura, ouros (cauda, rabo), de cuja cauda é pequena... Ocorrem em todo o Brasil, perto de 20 espécies dentre as cerca de 70 existentes. São responsáveis por menos de 1% dos acidentes ofídicos. Seus dentes inoculadores de veneno possuem canal central e estão localizados na parte mediana da boca, o que reduz o número de acidentes, pois a serpente necessita implantar as presas e morder a vítima para inocular o veneno. Na peçonha destes animais encontra-se uma neurotoxina de ação rápida e poderosa. A cabeça é arredondada e sem pescoço. Não apresenta a fosseta loreal, tampouco a pupila do olho vertical e nem escamas carenadas.

Nomes comuns em tupi: ibiboboca, ibiboca (igbigboboca, ibibobog), ibioca de ymbý (terra) + mbóka (abertura, fenda), ububoca, biboca, mbói-iby-pebabac (cobra enroscada no chão), tupiibi-boca ou boboca (o que fura a terra). Além de “terra rachada ou fendida” (“terra cavada”, como diz Anchieta), significa “saido ou tirado do chão”. Segundo Afranio Amaral: “As corais verdadeiras são chamadas de ibiboboca, porque furam a terra e penetram em galerias, onde encontram pequenos lagartos ápodos, vermes e larvas de insetos, de que se nutrem”. Fonte: (www.scribd.com/doc/40668319/cartasaovicente).

No gênero Micrurus há dois grandes grupos distintos, tanto pelo padrão de distribuição dos anéis pretos (em tríades ou simples), quanto por algumas características morfológicas; o grupo de tríades predomina nas áreas mais povoadas do Brasil, onde apenas M. corallinus representa as espécies de anel simples, enquanto na Amazônia ambos os padrões estão representados por diversas espécies.......

M. albicinctus (Amaral, 1926)
M. alleni (Schmidt, 1936) – Cobra-coral-de-allen / Allen’s Coral Snake. Costa Rica, Nicarágua e Panamá. 3 subespécies: M. a. alleni (Schmidt, 1936), M. a. richardi (Taylor, 1951) e M. a. yatesi (Taylor, 1954).
M. altirostris (Cope, 1859) – Argentina, Uruguai e Brasil, no Estado de Santa Catarina (SC) e Roraima (RR), por exemplo.
M. ancoralis (Jan, 1872) – Regal Coral Snake. Equador, Colômbia e Panamá. 2 subespécies: M. a. jani (Schmidt, 1936) e M. a. ancoralis (Jan, 1872).
M. annelatus (Peters, 1871) – Cobra-coral-anelada / Annellated Coral Snake. Bolívia, Equador, Peru e oeste do Brasil. 3 subespécies: M. a. annellatus (Peters, 1871), M. a. balzanii (Boulenger, 1898) e M. a. bolivianus (Roze, 1967).
M. averyi (Schmidt, 1939) – Cobra-coral-de-cabeça-preta / Black-headed Coral Snake. Brasil (AM, RR).
M. bernadi (Cope, 1887) – México.
M. bocourti (Jan, 1872) – Cobra-coral-equatoriana / Ecuadorian Coral Snake. Colômbia e Equador.
M. bogerti (Roze, 1967) – Cobra-coral-de-bogerti / Bogert’s Coral Snake. Oaxaca...
M. brasiliensis (Roze, 1967) – Brasil...
M. browni (Schmidt e Smith, 1943) – Cobra-coral-de-brown / Brown’s Coral Snake. Parece que vive do México até Honduras... 3 subespécies: M. b. browni (Schmidt e Smith, 1943), M. b. importunus (Roze, 1967) e M. b. taylori (Schmidt e Smith, 1943).
M. camilae (Renjifo e Lundberg, 2003) – Endêmica da Colômbia.
M. catamayensis (Roze, 1989) – Cobra-coral-de-catamayo / Catamayo Coral Snake. Endêmica do Equador (Vale Catamayo).
M. circinalis (Duméril, Bibron e Duméril, 1854) – Ocorre em Trinidad, noroeste da Venezuela e norte da Guiana.
M. clarki (Schmidt, 1936) – Cobra-coral-de-clark / Clark’s Coral Snake. Costa Rica e Colômbia.
M. corallinus (Merrem, 1820) – Cobra-coral, cobra-coral-pintada / Painted Coral Snake. Mostrada no selo postal brasileiro abaixo.
M. decoratus (Jan, 1858) – Cobra-coral-brasileira, cobra-de-coral / Brazilian Coral Snake. Brasil...
M. diana (Roze, 1983)
M. diastema (Duméril, Bibron e Duméril, 1854) – Cobra-coral-variável / Variable Coral Snake. 7 subespécies: M. d. affinis (Jan, 1858), M. d. aglaeope (Cope, 1859), M. d. alienus (Werner, 1903), M. d. apiatus (Jan, 1858), M. d. diastema (Duméril, 1854), M. d. macdougalli (Roze, 1967) e M. d. sapperi (Werner, 1903).
M. dissoleucus (Cope, 1860) – Cobra-coral-pgmeia / Pygmy Coral Snake. 5 subespécies: M. d. dissoleucus (Cope, 1860), M. d. dunni (Barbour, 1923), M. d. melanogenys (Cope, 1860), M. d. meridensis (Roze, 1989) e M. d. nigrirostris (Schmidt, 1955).
M. distans (Kennicott, 1860) – Cobra-coral-mexicana-ocidental / West Mexican Coral Snake. 4 subespécies: M. d. distans (Kennicott, 1860), M. d. michoacanensis (Duges, 1891), M. d. oliveri (Roze, 1967) e M. d. zweifeli (Roze, 1967).
M. dumerilii (?) – 6 subespécies: M. d. antioquiensis (Schmidt, 1936), M. d. carinicauda (Schmidt, 1936), M. d. carinicaudus (Schmidt, 1936), M. d. colombianus (Griffin, 1916), M. d. transandinus (Schmidt, 1936) e M. d. venezuelensis (Roze, 1989).
M. elegans (Jan, 1858) – Cobra-coral-graciosa ou elegante / Elegant Coral Snake. 2 subespécies: M. e. elegans (Jan, 1858) e M. e. veraepacis (Schmidt, 1933).
M. ephippifer (Cope, 1886) – Cobra-coral-de-oaxaca / Oaxacan Coral Snake. México. 2 subespécies: M. e. ephippifer (Cope, 1886) e M. e. zapotecus (Roze, 1989).
M. filiformis (Günther, 1859) – Slender Coral Snake. 2 subespécies: M. f. filiformis (Günther, 1859) e M. f. subtilis (Roze, 1967).
M. frontalis (Duméril, Bibron e Duméril, 1854) – Coral-verdadeira, Cobra-coral-meridional / Southern Coral Snake. Argentina e Brasil... 3 subespécies: M. f. brasiliensis (Roze, 1967), M. f. frontalis (Duméril, Bibron e Duméril, 1854) e M. f. mesopotamicus (Barrio e Miranda 1967).
M. frontifasciatus (Werner, 1927) – Cobra-coral-boliviana / Bolivian Coral Snake
M. fulvius (Lineu, 1766) – Cobra-coral-oriental / Eastern Coral Snake, Common Coral Snake, American Cobra. Etimologia (latim): fulvius ou fúlvio significa de cor fulva ou fúlvida (amarela queimada, ruiva, amarelo cor de ouro, louro-dourado ou avermelhado), vem de fulvi (amarelo) + auri, auro, aurus (ouro), aurea (dourada). México e USA (coastal plains of North Carolina to Louisiana).
M. hemprichii (Jan, 1858) Brasil (AM, RR). Cobra-coral-de-hempreich / Hemprich’s Coral Snake. 3 subespécies: M. h. hemprichii (Jan, 1858), M. h. ortoni (Schmidt, 1953) e M. h. rondonianus (Roze e Da Silva, 1990).
M. hippocrepis (Peters, 1862) – Cobra-coral-maia / Mayan Coral Snake
M. ibiboboca (Merrem, 1820) – Cobra-coral-da-caatinga / Caatinga Coral Snake. Brasil (BA).
M. isozonus (Cope, 1860) – Cobra-coral-venezuelana / Venezuela Coral Snake
M. karlschmidti (Romano, 1972) – Brasil (RR)...
M. langsdorffii (Wagler, 1824) – Cobra-coral-de-langsdorff / Langsdorff’s Coral Snake. Equador?, Venezuela... 2 subespécies: M. l. langsdorffi (Wagler, 1824) e M. l. ornatissimus (Jan, 1858) – Oeste da Amazônia (AM)...
M. laticollaris (Peters, 1870) – Balsan Coral Snake. 2 subespécies: M. l. laticollaris (Peters, 1870) e M. l. maculirostris (Roze, 1967).
M. latifasciatus (Schmidt, 1933) – Cobra-coral-de-anéis-largos / Broad-ringed Coral Snake
M. lemniscatus (Lineu, 1758) – Cobra-coral-sul-americana / South American Coral Snake / Vibora de Coral (mostrada no selo nicaraguense abaixo, 1982). Habita a maioria das áreas baixas da América do Sul... No Brasil (AM, RR). 5 subespécies: M. l. carvalhoi (Roze, 1967), M. l. diutius (Burger, 1955), M. l. frontifasciatus (Werner, 1927), M. l. helleri (Schmidt & Schmidt, 1925) e M. l. lemniscatus (Linnaeus, 1758).
M. limbatus (Fraser, 1964) – Cobra-coral-de-tuxtlan? / Tuxtlan Coral Snake. 2 subespécies: M. l. limbatus (Fraser, 1964) e M. l. spilosomus (Perez-Higaredo e Smith, 1990).
M. margaritiferus (Roze, 1967) – Cobra-coral-de-pintas / Speckled Coral Snake
M. medemi (Roze, 1967)
M. mertensi (Schmidt, 1936) – Cobra-coral-de-merten / Mertens’ Coral Snake
M. mipartitus (Duméril, Bibron e Duméril, 1854) – Cobra-coral-de-rabo-vermelho / Redtail Coral Snake. 4 subespécies: M. m. anomalus (Boulenger, 1896), M. m. decussatus (Duméril, 1854), M. m. mipartitus (Duméril, 1854) e M. m. semipartitus (Jan, 1858).
M. multifasciatus (Jan, 1858) – Cobra-coral-de-faixas / Many-banded Coral Snake. Etimologia (latim): multi (muitas) + fasciatus (com faixas)... 2 subespécies: M. m. multifasciatus (Jan, 1858) e M. m. hertwigi (Werner, 1897).
M. multiscutatus (Rendahl e Vestergren, 1940) – Cobra-coral-de-cauca? / Cauca Coral Snake
M. nattereri (Schmidt, 1952)
M. nebularis (Roze, 1989) – Cobra-coral-nebulosa / Cloud Forest Coral Snake (floresta fechada). Etimologia (latim): nebularis vem de nebula que significa neblina, nublado... Talvez o epíteto específico seja referência à uma zona nebular que é difícil de entender ou definir...
M. nigrocinctus (Girard, 1854) – Cobra-coral-centro-americana / Central American Coral Snake. Yucatán e Chiapas até a Colômbia, assim como ilhas do Caribe ocidental... 9 subespécies: M. n. babaspul (Roze, 1967), M. n. coibensis (Schmidt, 1936), M. n. divaricatus (Hallowell, 1855), M. n. mosquitensis (Schmidt, 1933), M. n. nigrocinctus (Girard, 1854), M. n. ovandoensis (Schmidt e Smith, 1943), M. n. wagneri (Mertens, 1941), M. n. yatesi (Dunn, 1942) e M. n. zunilensis (Schmidt, 1932).
M. pacaraimae (Carvalho, 2002) – Vila Pacaraima, Roraima (RO), na fronteira do Brasil com a Venezuela.
M. pachecogili (Campbell, 2000)...
M. paraensis (Cunha e Nascimento, 1973) – Pará (PA) e Maranhão (MA)...
M. peruvianus (Schmidt, 1936) – Cobra-coral-peruana / Peruvian Coral Snake
M. petersi (Roze, 1967) – Cobra-coral-de-peters / Peters’ Coral Snake
M. proximans (Smith e Chrapliwy, 1958) – Cobra-coral-de-nayarit / Nayarit Coral Snake. México...
M. psyches (Daudin, 1803) – Cobra-coral-de-carib? / Carib Coral Snake. Ocorre no sudeste da Venezuela, Guianas e Suriname. 3 subespécies: M. p. circinalis (Duméril, Bibron e Duméril, 1854), M. p. donosoi (Hoge, Cordeiro e Romano, 1976) e M. p. psyches (Daudin, 1803).
M. putumayensis (Lancini, 1962) – Cobra-coral-de-puntamaio? / Putumayo Coral Snake
M. pyrrhocryptus (Cope, 1862)
M. remotus (Roze, 1987) – Ocorre no sul da Venezuela, leste da Colômbia e oeste do Amazonas...
M. renjifoi (Lamar, 2003)
M. ruatanus (Günther, 1895) – Cobra-coral-de-roatan / Roatan Coral Snake. Honduras...
M. sangilensis (Nicéforo-Maria, 1942) – Cobra-coral-de-santander / Santander Coral Snake
M. scutiventris (Hoge e Romano-Hoge, 1966)
M. silviae (Di-Bernardo, Borges-Martins e Silva, 2007)
M. spixii (Wagler, 1824) – Cobra-coral-amazônica / Amazon Coral Snake. Brasil (AM). 4 subespécies: M. s. martiusi (Schmidt, 1953), M. s. obscurus (Jan, 1872), M. s. princeps (Boulenger, 1905) e M. s. spixii (Wagler, 1824).
M. spurelli (Boulenger, 1914)
M. steindachneri (Werner, 1901) – Cobra-coral-de-steindachner / Steindachner’s Coral Snake. 2 subespécies: M. s. orcesi (Roze, 1967) e M. s. steindachneri (Werner, 1901).
M. stewarti (Barbour e Amaral, 1928) – Cobra-coral-panamenha / Panamanian Coral Snake
M. stuarti (Roze, 1967) – Cobra-coral-de-stuart / Stuart’s Coral Snake
M. surinamensis (Cuvier, 1817) – Cobra-coral-aquática / Aquatic Coral Snake. Brasil (AM, RR). 2 subespécies: M. s. nattereri (Schmidt, 1952) e M. s. surinamensis (Cuvier, 1817).
M. tamaulipensis (Lavin-Murcio e Dixon, 2004) – Parece que é endêmica da Sierra Madre Oriental, em Tamaulipas, no México.
M. tener (Baird e Girard, 1853) – Cobra-coral-texana / Texas Coral Snake / Serpente coral de Texas. México e USA (desde o Texas e sul de Louisiana até Morelos e Guanajuato). 4 subespécies: M. t. fitzingeri (Jan, 1858), M. t. maculatus (Roze, 1967), M. t. microgalbineus (Brown e Smith, 1942) e M. t. tener (Baird e Girard, 1853).
M. tricolor (Hoge, 1956)
M. tschudii (Jan, 1858) – Cobra-coral-do-deserto / Desert Coral Snake. 2 subespécies: M. t. olssoni (Schmidt e Schmidt, 1925) e M. t. tschudii (Jan, 1858).

São muitas as espécies semelhantes às cobras-corais Micrurus (Anilius, Cemophora, Chionactis, Erythrolamprus, Lampropeltis e Oxyrhopus), todas são de pequeno porte, facilmente reconhecidas por seu colorido vivo. As Micrurus são peçonhentas, as demais não, mas é difícil a distinção... As cobras-corais existem na América do Sul, Central e sul dos Estados Unidos. No Brasil temos a CORAL-VERDADEIRA (Micrurus frontalis), que apresenta padrão de colorido típico “coralino”, com anéis pretos, amarelos (ou brancos) e vermelhos, que pode ser confundida com a CORAL-FALSA (Oxyrhopus petola) – colubrídea que mimetiza as listras da coral-verdadeira, mostrada na fotografia do lado direito da tela...

Em seguida, outros gêneros da família dos elapídeos...

GÊNERO: Acanthophis spp. (Daudin, 1803) – Víboras-da-morte / Death Adders / Vipères de la mort / Víboras de la muerte. Austrália, Papua Nova Guiné e ilhas próximas. Etimologia (grego): acanthos (espinha) + ophis (serpente), referindo-se à cauda da víbora que termina em forma de agulha. Cerca de 7 espécies, por exemplo, A. antarcticus (Shaw, 1794) – Common Death Adder, Austrália; e A. laevis (Macleay, 1878) – Smooth-scaled Death Adder, Indonésia, Papua Nova Guiné.
GÊNERO: Aspidelaps spp. (Fitzinger, 1843) – Cobras-nariz-de-escudo / Shieldnose Cobras, Shield-nosed Cobras. Países do sul da África. 2 espécies: A. lubricus (Laurenti, 1768) – Cobra-coral-do-cabo / Cape Coral Snake, African Coral Snake. África do Sul (Província do Cabo), Angola (sul), Namíbia. A. scutatus (Smith, 1849) – Cobra-nariz-de-escudo / Shield-nosed Cobra, Shield-nose Snake. África do Sul (nordeste), Botsuana, Moçambique, Namíbia, Zimbábue.
GÊNERO: Aspidomorphus (Fitzinger, 1843) – Collared Adders
GÊNERO: Austrelaps spp. (Worrell, 1963) – Cobras-cabeça-de-cobre-australiana / Copperheads, Australian Copperheads. Apesar de partilhar o nome com a cabeça-de-cobre-americana, Agkistrodon, da Família Viperidae, ambos animais não estão relacionados. 3 espécies que ocorrem na Austrália.
GÊNERO: Boulengerina (Dollo, 1886) – Water Cobras
GÊNERO: Bungarus (Daudin, 1803) – Kraits
GÊNERO: Cacophis (Günther, 1863) – Rainforest Crowned Snakes
GÊNERO: Calliophis (Gray, 1834) – Cobra-coral-oriental / Oriental Coral Snakes, Old World Coral Snake
GÊNERO: Demansia (Gray, 1842) – Whipsnakes. Cerca de 10 espécies como, D. psammophis (Schlegel, 1837) – Yellow-faced Whip Snake, Austrália; e D. vestigiata (DE VIS, 1884) – Lesser Black Whip Snake, Austrália, Indonésia, Papua Nova Guiné.

GÊNERO: Dendroaspis spp. (Schlegel, 1848) – Mambas (a palavra mamba em suaíle significa crocodilo). Etimologia (grego): dendron (árvore) + ophis (serpente) = serpente de árvore (Tree Snake). 4 espécies de serpentes africanas arborícolas:
D. angusticeps (Smith, 1849) – Mamba-verde-oriental, mamba-comum / Eastern Green Mamba / Mamba vert. Etimologia (latim): angustus (estreito, fechado) + -ceps (cabeça). Nativa do leste e sul da África: África do Sul, Malawi, Moçambique, Quênia, Tanzânia, Zimbábue. Mostrada no selo da Zâmbia de 1994.
D. jamesoni (Traill, 1843) – Mamba-de-jameson / Jameson’s Mamba / Mamba de Jameson, Mamba verde del congo. 2 subespécies: D. j. jamesoni (Traill, 1843) – Mamba verde de Angola, e D. j. kaimosae (Loveridge, 1936) – Mamba verde de Burundi. Mostrada no selo do Zaire de 1987.
D. polylepsis (Günther 1864) – Mamba-negra (não por sua cor, mas pela boca preta que exibe quando ameaçada) / Black Mamba / Mamba noir. É considerada a 2ª serpente mais venenosa do mundo, atrás apenas da taipan. Angola, Botswana, Malawi, Moçambique, Namíbia, Quênia, Tanzânia, Zâmbia, Zimbábue. Mostrada no selo de Ruanda de 1967.
D. viridis (Hallowell, 1844) – Mamba-verde-ocidental / Western Green Mamba, West African Green Mamba. Nativa do oeste da África: Benin, Costa do Marfim, Gâmbia, Ghana, Guiné-Bissau, Libéria, Serra Leoa, São Tomé e Príncipe, Senegal. Mostrada no selo da Guiné de 1967.

GÊNERO: Denisonia (Krefft, 1869) – Ornamental Snakes
GÊNERO: Drysdalia (Worrell, 1961) – Southeastern Grass Snakes
GÊNERO: Echiopsis (Fitzinger, 1843) – Bardick
GÊNERO: Elapognathus (Boulenger, 1896) – Southwestern Grass Snakes
GÊNERO: Elapsoidea (Bocage, 1866) – African or Venomous Garter Snakes
GÊNERO: Furina (Duméril, 1853) – Pale-naped Snakes
GÊNERO: Glyphodon (Günther, 1858) – Brown-headed Snakes
GÊNERO: Hemachatus (Fleming, 1822) – Spitting Cobra
GÊNERO: Hemiaspis (Fitzinger, 1861) – Swamp Snakes
GÊNERO: Hemibungarus (Peters, 1862) – Cobra-coral-asiática / Asian Coral Snakes
GÊNERO: Homoroselaps spp. (Jan, 1858) – H. dorsalis (Smith, 1849) e H. lacteus (Lineu, 1758) – Striped Harlequin Snake, Harlequin Snakes. África do Sul e Suazilândia.
GÊNERO: Hoplocephalus (Wagler, 1830) – Broad-headed Snakes
GÊNERO: Loveridgelaps (McDowell, 1970) – Solomons Small-eyed Snakes
GÊNERO: Micropechis (Boulenger, 1896) – New Guinea Small-eyed Snakes

GÊNERO: Naja spp. (Laurenti, 1768) – Compreende cerca de 25 espécies de najas que habitam o sul da Ásia e a África que dilatam o pescoço em sinal de ameaça. As najas são os animais tipicamente utilizados pelos célebres encantadores de serpentes da Índia, entre outros países; no entanto elas apenas acompanham o movimentos da flauta, uma vez que cobras não possuem audição... A naja também é chamada de cobra de-capelo...

N. anchietae (Bocage, 1879) – Cobra-angolana / Cobra de Angola, Cobra de Anchieta. Angola, Botsuana, Namíbia, Zâmbia, Zimbábue.
N. annulifera (Peters, 1854) – Cobra-nariguda? / Snouted Cobra / Cobra hocicuda. Países do sul da África. Mostrada no selo zambiano abaixo (lado direito da tela), com valor facial de 200 K emitido em 28/09/1994 (Michel: 642). Naja hajae, supostamente esta serpente é o “asp” de Cleópatra e aquela que Moisés fez tornar-se rígida na presença do Faraó.........
N. annulata (Boulengerina) (Buchholz e Peters in Peters, 1876)?
N. arabica (Scortecci, 1932) – Cobra-árabe / Arabian Cobra / Cobra de Arabia. Arábia Saudita, Iêmen. Omã.
N. ashei (Wüster e Broadley, 2007) – Cobra-cuspideira-gigante / Ashe’s Spitting Cobra, Giant Spitting Cobra. Homenagem a James “Jimmy” Ashe, herpetólogo da região de Watamu, Quênia, fundador da “Bio-Ken Snake Farm”, e o primeiro a sugerir a existência desta espécie na década de 1960. Etiópia, Quênia, Somália, Uganda.
N. atra (Cantor, 1842) – Cobra-chinesa / Chinese Cobra / Cobra china, Cobra de Taiwán. Ásia: China, Laos, Taiwan, Vietnã.
N. christyi (Boulenger, 1904)
N. dewarycam (Cantor, 1842)
N. haje (Lineu, 1758) – Naja-egípcia (uma das maiores najas) / Egyptian Cobra / Cobra Egipcia. A subespécie N. h. anulifera é chamada de Banded Egyptian Cobra. Países do norte e centro da África e da Península Arábica.
N. kaouthia (Lesson, 1831) – Monocled Cobra / Cobra de monóculo, Cobra monocelada. Ásia: Laos, Malásia, Nepal, Tailândia, Tibet, Vietnã.
N. katiensis (Angel, 1922) – Cobra-malinesa / Mali Cobra / Cobra de Malí, Cobra de Kati. Vários países da África Ocidental.
N. mandalayensis (Slowinski e Wüster, 2000) – Cobra-cuspideira-birmanesa / Mandalay Spitting Cobra, Burmese Spitting Cobra / Cobra escupidora de Mandalay. Ocorre na antiga Birmânia (Burma), atual União de Mianmar.
N. melanoleuca (Hallowell, 1857) – Cobra-da-floresta / Forest Cobra / Cobra blanca y negra o de bosque. Vários países africanos; exceto do norte da África.
N. mossambica (Peters, 1854) – Naja-moçambicana, Cobra Cuspideira Moçambicana (como é chamada em Moçambique) / Mozambique Spitting Cobra / Cobra escupidora de Mozambique. Países do sul da África. O selo zimbabuano abaixo (no centro da tela) mostra a “Imfezi Moçambique Spitting Cobra”.
N. multifasciata (Werner, 1902)
N. naja (Lineu, 1758) – Naja-indiana ou cobra-de-óculos (devido às marcas que tem atrás) / Indian Cobra, Spectacled Cobra. Esta naja é reverenciada na mitologia e na cultura indiana. Frequentemente é vista com encantadores de serpentes na Índia, onde é protegida por “Indian Wildlife Protection Act” (1972). Pode ser encontrada também em Bangladesh, Butão, Nepal, Paquistão e Sri Lanka.
N. nigricincta (Bogert, 1940) – Zebra Spitting Cobra / Cobra escupidora cebra. África do Sul, Angola, Namíbia.
N. nigricollis (Reinhardt, 1843) – Cobra-cuspideira-de-rabo-preto / Black Necked Spitting Cobra, Western Barred Spitting Cobra / Cobra escupidora de cuello negro. África.
N. nivea (Lineu, 1758) – Cobra-do-cabo, naja-amarela / Cape Cobra, Yellow Cobra / Cobra del Cabo. Botsuana, Lesoto, Namíbia, África do Sul.
N. nubiae (Wüster e Broadly, 2003) – Cobra-cuspideira-núbia / Nubian Spitting Cobra / Cobra escupidora de Nubia. Chade, Egito, Eritrea, Níger, Sudão.
N. oxiana (Eichwald, 1831) – Cobra-centro-asiática / Central Asian Cobra. Afeganistão, Irã, Paquistão, Quirguistão, Turcomenistão, Tajiquistão, Uzbequistão. Mostrada no selo afegão abaixo (lado esquerdo da tela), emitido em 1988.
N. pallida (Boulenger, 1896) – Cobra-cuspideira-vermelha / Red Spitting Cobra / Cobra escupidora roja. Djibouti, Etiópia, Kenya, Somália, Tanzânia.
N. philippinensis (Taylor, 1922) – Cobra-filipina / Philippine Cobra / Cobra de Filipinas. Endêmica das Filipinas.
N. sagittifera (Wall, 1913) – Cobra-de-andamã / Andaman Cobra / Cobra de Andamán. Endêmica das ilhas Andamã e Nicobar, na Índia.
N. samarensis (Peters, 1861) – Peters’ cobra / Cobra de Sámar, Cobra de las Bisayas, Cobra de Peters, Cobra filipina del sudeste. Filipinas.
N. senegalensis (Trape, Chirio e Wüster, 2009)
N. siamensis (Laurenti, 1768) – Cobra-cuspideira-da-indochina / Indo-Chinese Spitting Cobra / Cobra escupidora de Indochina. Camboja, Laos, Tailândia, Vietnã.
N. sputatrix (Boie, 1827) – Cobra-indonésia / Indonesian Cobra / Cobra de Indonesia. Indonésia.
N. sumatrana (Müller, 1887? 1890) – Cobra-cuspideira-dourada / Golden Spitting Cobra / Cobra escupidora dorada, Cobra de Sumatra, Cobra escupidora ecuatorial, Cobra escupidora malaya. Sudeste da Ásia: Brunei, Indonésia (Sumatra, Bornéo), Malásia, Filipinas (Palawan), sul da Tailândia, Singapura.

GÊNERO: Notechis (Boulenger, 1896) – Tiger snakes
GÊNERO: Ogmodon (Peters, 1864) – Bola
GÊNERO: Ophiophagus (Günther, 1864) – Etimologia (grego): ophis (serpente) + phagein (comer), significa “comedora de serpentes”.
O. hannah (Cantor, 1836) – A cobra-real é a maior serpente venenosa do mundo, podendo ultrapassar 6 metros de comprimento. Trata-se da única serpente que realiza a postura de ovos dentro de uma espécie de ninho. Na Birmânia é usada por mulheres encantadoras de serpentes, geralmente tatuada com três pictogramas com uma tinta misturada com o veneno da cobra, cuja superstição diz que a protege da serpente. Ela a beija no topo de sua cabeça ao final do show. Habita a Índia e o sudeste asiático, onde também é chamada de hamadríade (Hamadryad) – hamadríadas são ninfas da mitologia grega protetora das árvores.... Curiosidade: Além da palavra Hannah (Ana) ser palíndroma (que se pode ler da esquerda para a direita e vice-versa, sempre mantém o mesmo sentido), sua origem é hebraica e significa “cheia de graça”. No Antigo Testamento Ana é uma personagem bíblica mencionada como mãe do profeta Samuel, embora fosse estéril. Ela prometeu a Deus que se tivesse um filho, ele seria consagrado ao sacerdócio.

Do lado esquerdo da tela, o bloco postal emitido em 2002 sob o título Espécies de Serpentes na Malásia, “Spesies Ular Malaysia / Species of Snakes in Malaysia”, mostra a “Ular Tedung Selar”, cobra-real em malaio. Do lado direito da tela, selo postal indiano que mostra a espécie sob o nome popular “King Cobra”, cobra-rei em inglês.

GÊNERO: Oxyuranus spp. (Kinghorn, 1923) – Taipans, Australian Snakes. Etimologia (chinês): O termo taipan (tai-pan ou taepan) foi originalmente usado para descrever um “empresário estrangeiro” na China ou em Hong Kong, nos séculos XIX e XX, mas não qualquer um, só para aquele considerado o figurão, o manda-chuva... Compreende 3 espécies endêmicas da Austrália: taipan-da-costa / Coastal Taipan (O. scutellatus), taipan-central / Central Ranges Taipan (O. temporalis) e a serpente considerada a mais venenosa do mundo, a taipan-do-interior O. microlepidotus (McCoy, 1879) – Inland Taipan, Fierce Snake (o nome cobra-feroz descreve seu veneno, não o temperamento que é tímido e recluso, sempre preferindo à fuga) / Taïpan du désert. Seu veneno é o mais tóxico de todas as espécies terrestres em todo o mundo, uma picada desta serpente pode levar um ser humano à morte em menos de uma hora...
GÊNERO: Paranaja (Loveridge, 1944) – Many-banded Snakes
GÊNERO: Paroplocephalus (Keogh, Scott e Scanlon, 2000) – Lake Cronin Snakes
GÊNERO: Pseudechis (Wagler, 1830) – Black Snakes (and king brown)
GÊNERO: Pseudohaje (Günther, 1858) – Forest Snakes
GÊNERO: Pseudonaja (Günther, 1858) – Venomous Brown Snakes (and dugites)
GÊNERO: Rhinoplocephalus (Müller, 1885) – Australian Small-eyed Snakes
GÊNERO: Salomonelaps (McDowell, 1970) – Solomons Coral Snakes
GÊNERO: Simoselaps (Jan, 1859) – Australian Coral Snakes
GÊNERO: Sinomicrurus (Slowinski et al., 2001) – MacClelland’s (Asian) Coral Snakes
GÊNERO: Suta (Worrell, 1961) – Hooded Snakes (and curl snake)
GÊNERO: Thalassophis (P. Schmidt, 1852) – Anomalous Sea Snakes
GÊNERO: Toxicocalamus (Boulenger, 1896) – New Guinea Forest Snakes
GÊNERO: Tropidechis (Günther, 1863) – Rough-scaled Snakes
GÊNERO: Vermicella spp. (Gray, 1858) – Bandy-bandies. Etimologia (latim): vermi (verme) + cella (pequeno). 5 espécies: V. annulata (Gray, 1841) – Bandy-bandy, V. intermedia (Keogh e Smith, 1996), V. multifasciata (Longman, 1915) V. snelli (Storr, 1968) e V. vermiformis (Keogh e Smith, 1996).
GÊNERO: Walterinnesia (Lataste, 1887) – Black Desert Cobra

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Família: HYDROPHIIDAE (Smith, 1926) – Hidrófido (Do gr. hudor + ophis), serpentes que vivem na água... Hidrofídeos são peçonhentos: cobras-do-mar ou serpentes-marinhas (Sea Snakes). Sul da Ásia, Austrália etc. Nota: Nomenclatura inválida segundo algumas classificações; incluídos em Elapidae...
GÊNERO: Acalyptophis (Boulenger, 1869) – Spiny-headed Sea Snake, Horned Sea Snake. Espécie: A. peronii (Duméril, 1853).
GÊNERO: Aipysurus spp. (Lacépède, 1804) – Cerca de 9 espécies de serpentes-marinhas-oliva / Olive Sea Snakes...
GÊNERO: Astrotia (Fischer, 1855) – Stoke’s Sea Snakes. Espécie: A. stokesii (Gray, 1846).
GÊNERO: Disteira (Lacépède, 1804) – Oceano Índico (Sri Lanka à Austrália), Oceano Pacífico (Nova Caledônia, por exemplo)
GÊNERO: Emydocephalus spp. (Krefft, 1869) – Turtlehead Sea Snakes. 2 espécies: E. annulatus (Krefft, 1869) e E. ijimae (Stejneger, 1898).
GÊNERO: Enhydrina (Gray, 1849) – Beaked Sea Snakes. 2 espécies: E. schistosa (Daudin, 1803) e E. zweifeli (Kharin, 1985).
GÊNERO: Ephalophis (M. A. Smith, 1931) – Grey’s Mudsnake. Espécie: E. greyi (M. A. Smith, 1931).
GÊNERO: Hydrelaps (Boulenger, 1896) – Port Darwin Mudsnake. Espécie: H. darwiniensis (Boulenger, 1896).
GÊNERO: Hydrophis spp. (Latreille in Sonnini e Latreille, 1801) – Sea Snakes. Com mais de 30 espécies que vivem na região da Austrália.
GÊNERO: Kerilia (Gray, 1849) – Jerdon’s Sea Snakes. Espécie: K. jerdonii (Gray, 1849).
GÊNERO: Kolpophis (M. A. Smith, 1926) – Bighead Sea Snakes. Espécie: K. annandalei (Laidlaw, 1901).
GÊNERO: Lapemis (Gray, 1835) – Shaw’s Sea Snakes. Espécie: L. curtus (Shaw, 1802). 2 subespécies: L. c. curtus (Shaw, 1802) e L. c. hardwickii (Gray, 1835).
GÊNERO: Laticauda (Laurenti, 1768) – Sea Kraits, Seakraits. 5 espécies: L. colubrina (Schneider, 1799) – Banded Sea Krait, Banded Seakrait.
L. crockeri (Slevin, 1934), L. laticaudata (Lineu, 1758), L. schistorhynchus (Günther, 1874) e L. semifasciata (Schlegel, 1837).
GÊNERO: Parahydrophis (Burger e Natsuno, 1974) – Serpente-de-mangue-setentrional? / Northern Mangrove Sea Snakes. Espécie: P. mertoni (Roux, 1910).
GÊNERO: Parapistoclamus (Roux, 1934) – Hediger’s Snake. Espécie: P. hedigeri (Roux, 1934).
GÊNERO: Pelamis (Daudin, 1803) – Yellow-bellied Sea Snakes. Espécie: P. platura (Lineu, 1766) – Yellow-bellied Seasnake. Américas do Norte e Central, Oceania.
GÊNERO: Praescutata (Wall, 1921) – Viperine Sea Snake. Espécie: P. viperina (P. Schmidt, 1852).
GÊNERO: Thalassophina – Espécie: T. viperina (Schmidt, 1852)... Oceano Índico, Índia, Paquistão, Formosa, Omã, Indonésia (Java, Bornéu, Sumatra), Tailândia, Myanmar.
GÊNERO: Thalassophis (P. Schmidt, 1852) – Anomalous Sea Snakes. Espécie: T. anomalus (P. Schmidt, 1852).


Família: LEPTOTYPHLOPIDAE (Stejneger, 1892) – Slender Blind Snakes, Thread Snakes, Threadsnakes / pequenas cobras-cegas não venenosas. São serpentes relativamente pequenas, raramente medem mais de 30 centímetros de comprimento; exceto duas espécies. África, Américas e Ásia.
GÊNERO: Leptotyphlops spp. (Fitzinger, 1843) – Cerca de 100 espécies de cobras-cegas... Etimologia (grego): lepto, leptos, lepton significa pequeno, delicado, delgado, fino, magro. Lépton foi o peso com cerca de 13 gramas e uma moeda muito pequena usada pelos antigos gregos. Américas, África e sudoeste da Ásia.

Leptotyphlops (Fitzinger, 1843) – 19 espécies da África Austral e Oriental.
L. aethiopicus (Broadley e Wallach, 2007) – Endêmica da Etiópia.
L. conjunctus (Jan, 1861) – Cobra-cega-do-cabo / Cape Blind Snake, Cape Thread Snake. África do Sul, Botsuana, Congo, Malauí, Moçambique, Namíbia, Zâmbia, Zimbábue.
L. debilis (Chabanaud, 1918) – Cobra-cega-africana-ocidental / West African Blind Snake. Benin, Costa do Marfim, Gâmbia, Ghana, Guiné, Guiné-Bissau, Libéria, Mali, Níger, Nigéria, Senegal, Serra Leoa, Tchad, Togo.
L. distanti (Boulenger, 1892) – Distant’s Blind Snake, Transvaal Thread (Worm) Snake. África do Sul, Suazilândia, Moçambique.
L. emini (Boulenger, 1890) – Emin Pasha’s Worm Snake. África: R.D. Congo (Catanga), Quênia, Tanzânia (Tanganica), Uganda, Zâmbia (Rodésia).
L. fitzingeri (Jan, 1861) – Cobra-cega-de-fitzinger / Fitzinger’s Blind Snake. Homenagem ao zoologista austríaco Leopold Joseph Franz Johann Fitzinger (1802-1884). Entre 1817 e 1861 trabalhou no Museu de História Natural de Viena, mais tarde tornou-se diretor do zoos de Munique e Budapeste. Publicou “Neue Classification der Reptilien” (1826), baseado em parte no trabalho dos naturalistas alemães Wilhelm Friedrich Hemprich (1796-1825) e Heinrich Boie (1784-1827). Nota: Esta espécie aparece como sinônimo da cobra-cega-do-cairo...
L. howelli (Broadley e Wallach, 2007) – Endêmica da Tanzânia.
L. jacobseni (Broadley e Broadley, 1999) – Endêmica da África do Sul.
L. kafubi (Boulenger, 1919) – Angola, Congo, Zâmbia.
L. keniensis (Broadley e Wallach, 2007) – Endêmica do Quênia.
L. macrops (Broadley e Wallach, 1996) – Large-eyed Worm Snake. Quênia e Tanzânia.
L. mbanjensis (Broadley e Wallach, 2007) – Endêmica da Tanzânia.
L. nigricans (Schlegel, 1839) – Black Thread Snake. África do Sul, Angola, R.D. Congo, Etiópia, Rwanda, Somália, Sudão, Tanzânia, Uganda, Zâmbia.
L. nigroterminus (Broadley e Wallach, 2007) – 1.000 à 1.600 metros de altitude no sudoeste do Quênia e oeste da Tanzânia.
L. pembae (Loveridge, 1941) – Endêmica da Tanzânia (Pemba – uma das três ilhas do arquipélago de Zanzibar).
L. pungwensis (Broadley e Wallach, 1997) – Endêmica de Moçambique.
L. scutifrons (Peters, 1854) – Peter’s Thread Snake. África do Sul, Angola, Botsuana, Malauí, Moçambique, Namíbia, Quênia, Suazilândia, Tanzânia, Zâmbia, Zimbábue.
L. sylvicolus (Broadley e Wallach, 1997) – Endêmica da África do Sul (KwaZulu-Natal).
L. telloi (Broadley e Watson, 1976) – Tello’s Thread Snake. Endêmica da África do Sul (KwaZulu-Natal).

Leptotyphlops sinônimos do gênero Epacrophis (Hedges, Adalsteinsson e Branch, 2009) – 3 espécies da África Oriental.
L. boulengeri, sinônimo: E. boulengeri (Boettger, 1913) – Manda flesh-pink Blind Snake. Endêmica do Quênia.
L. drewesi, sinônimo: E. drewesi (Wallach, 1996) – Cobra-cega-de-drewesi / Drewes’s Worm Snake. Endêmica do Quênia.
L. reticulatus, sinônimo: E. reticulatus (Boulenger, 1906) – Cobra-cega-reticulada / Reticulate Blind Snake. África (Somália).

Leptotyphlops sinônimos do gênero Guinea (Hedges, Adalsteinsson e Branch, 2009) – 4 espécies da África Ocidental.
L. bicolor, sinônimos: G. bicolor (Jan, 1860), L. brevicaudus (Bocage, 1887) – Cobra-cega-bicolor / Two-colored Blind Snake. Benin, Burkina Faso, Costa do Marfim, Nigéria, Ghana, Guiné, Mali, Níger, Tchad, Togo.
L. broadleyi, sinônimo: G. broadleyi (Wallach e Hahn, 1997) – Endêmica da Costa do Marfim.
L. greenwelli, sinônimo: G. greenwelli (Wallach e Boundy, 2005) – Endêmica da Nigéria.
L. sundewalli, sinônimo: G. sundewalli (Jan, 1862) – Cobra-cega-da-áfrica-central / Sundevalls Worm Snake, Central African Blind Snake. 2 subespécies: L. s. gestri (Boulenger, 1906) e L. s. sundewalli (Jan, 1862). Camarões, Ghana, Rep. Centro-Africana, Togo.

Leptotyphlops sinônimos do gênero Myriopholis (Hedges, Adalsteinsson e Branch, 2009) – 24 espécies da África e Ásia.
L. adleri, sinônimo: M. adleri (Hahn e Wallach, 1998) – Burquina Faso, Camarões, Rep. Centro-Africana, Senegal, Tchad.
L. albiventer, sinônimo: M. albiventer (Hallermann e Rödel, 1995) – Costa do Marfim, Guiné, Mali.
L. algeriensis, sinônimo: M. algeriensis (Jacquet, 1895) – Argéria, Marrocos, Mali, Mauritânia, Níger, Sahara Ocidental, Tunísia.
L. blanfordii, sinônimo: M. blanfordi (Boulenger, 1890) – Sindh Thread Snake. Afeganistão, Arábia Saudita, Índia, Irã, Paquistão.
L. boueti, sinônimo: M. boueti (Chabanaud, 1917) – Burquina Faso, Mali, Mauritânia, Senegal, Tchad.
L. braccianii, sinônimo: M. braccianii (Scortecci, 1929) – Eritreia, Etiópia, Quênia, Somália, Sudão.
L. burii, sinônimo: M. burii (Boulenger, 1905) – Cobra-cega-árabe / Arabian Blind Snake. Arábia Saudita e Iêmen.
L. cairi, sinônimo: M. cairi (Duméril e Bibron, 1844) – Cobra-cega-do-cairo / Cairo Blind Snake. Nota: Este gênero aparece com vários sinônimos (9)... África: Egito, Eritreia, Etiópia, Líbia, Mauritânia, Níger, Somália, Sudão.
L. dissimilis, sinônimo: M. dissimilis (Bocage, 1886) – Cobra-cega-sudanesa / Sudan Blind Snake. Endêmica do Sudão.
L. erythraeus, sinônimo: M. erythraeus (Scortecci, 1929) – Cobra-cega-vermelha / Red Blind Snake. Eritreia, Etiópia.
L. filiformis, sinônimo: M. filiformis (Boulenger, 1899) – Cobra-cega-de-socotra / Socotra Island Blind Snake. Endêmica da ilha de Socotra no Iêmen.
L. ionidesi, sinônimo: M. ionidesi (Broadley e Wallach, 2007) – Malauí, Moçambique, Tanzânia. ???
L. longicaudus, sinônimo: M. longicauda (Peters, 1854) – Cobra-cega-de-rabo-longo / Long-tailed Thread Snake. Países sul-africanos (África do Sul, Botsuana, Moçambique, Suazilândia, Zimbábue) e da África Oriental (Quênia, Somália, Tanzânia).
L. macrorhynchus, sinônimos: M. macrorhyncha (Jan, 1860), L. hamulirostris (Nikolsky, 1907) – Cobra-cega-de-nariz-longo / Longnosed Worm Snake. Ásia e Oriente Médio (Emirados Árabes, Índia, Irã, Iraque, Israel, Síria, Jordânia, Omã, Paquistão, Turquia), África (Argélia, Egito, Eritreia, Etiópia, Gana, Guiné, Líbia, Mali, Marrocos, Níger, Senegal, Somália, Sudão, Tunísia).
L. macrurus, sinônimo: M. macrura (Boulenger, 1903) – Cobra-cega-de-boulenger / Boulenger’s Blind Snake. Homenagem ao zoologista belga-britânico George Albert Boulenger (1858-1937). Endêmica da ilha de Socotra no Iêmen.
L. narirostris, sinônimo: M. narirostris (Peters, 1867) – Benin, Camarões, Centrafricana, Costa do Marfim, Gâmbia, Guiné-Bissau, Mali, Níger, Nigéria, Senegal.
L. natatrix, sinônimo: M. natatrix (Andersson, 1937) – Cobra-cega-gambiana / Gambia Blind Snake. Endêmica da Gâmbia.
L. nursii, sinônimo: M. nursii (Anderson, 1896) – Nurse’s Blind Snake. Arábia Saudita, Iêmen, Omã, Eritreia, Somália.
L. perreti, sinônimo: M. perreti (Wilhelm Roux-Estève, 1979) – Camarões e Gabão.
L. phillipsi, sinônimo: M. phillipsi (Barbour, 1914) – Israel e Jordânia.
L. rouxestevae, sinônimo: M. rouxestevae (Trape e Mane, 2004) – Senegal e Mali.
L. tanae, sinônimo: M. tanae (Broadley e Wallach, 2007) – Etiópia, Quênia e Somália.
L. wilsoni, sinônimo: M. wilsoni (Hahn, 1978) – Cobra-cega-de-wilson / Wilson’s Blind Snake. Endêmica da ilha de Socotra no Iêmen.
L. yemenicus, sinônimo: M. yemenicus (Scortecci, 1933) – Endêmica do Iêmen.

Leptotyphlops sinônimos do gênero Namibiana (Hedges, Adalsteinsson e Branch, 2009) – 5 espécies da África Austral.
L. gracilior, sinônimo: N. gracilior (Boulenger, 1910) – Slender Thread Snake. África do Sul e Namíbia.
L. labialis, sinônimo: N. labialis (Sternfeld, 1908) – Damara Thread Snake. Angola e Namíbia.
L. latifrons, sinônimo: N. latifrons latifrons (Sternfeld, 1908) – Endêmica da Namíbia.
L. occidentalis, sinônimo: N. occidentalis (FitzSimons, 1962) – Western Thread Snake. África do Sul e Namíbia.
L. rostratus, sinônimo: N. rostrata (Bocage, 1886) – Cobra-cega-de-bocage / Bocage’s Blind Snake. José Vicente Barbosa du Bocage (1823-1907) foi um zoólogo e político português. Foi curador de zoologia do Museu de História Natural de Lisboa. Entre suas obras destacamos “Herpethologie d’Angola et du Congo”, 1895. Endêmica de Angola.

Leptotyphlops sinônimos do gênero Epictia (Gray, 1845) – 24 espécies das Américas Central e do Sul.
L. albifrons, sinônimos: E. albifrons (Wagler, 1824), L. tenella, E. tenella (Klauber, 1939) – Cobra-cega-de-wagler, cobra-cega-guianense / Wagler’s Blind Snake, Guyana Blind Snake. Caribe e América do Sul: Colômbia, Guiana, Peru, Suriname, Venezuela, Brasil (Amazonas: Pará)...
L. albipunctus, sinônimo: E. albipuncta (Jan, 1861) – Cobra-cega-de-tucumã / Tucuman Blind Snake. Argentina, Bolívia.
L. alfredschmidti, sinônimo: E. alfredschmidti (Lehr, Wallach, Köhler e Aguilar, 2002) – Endêmica do Peru.
L. australis, sinônimo: E. australis (Freiberg e Orejas-Miranda, 1968) – Cobra-cega-de-freiberg / Freiberg’s Blind Snake. Homenagem ao herpetologista argentino Marcos Abraham Freiberg (1911-1990). Argentina, Brasil (Estado do Rio Grande do Sul / RS).
L. borapeliotes, sinônimo: E. borapeliotes (Vanzolini, 1996) – Endêmica do Brasil, nos Estados da Paraíba (PB) e do Rio Grande do Norte (RN).
L. collaris, sinônimo: E. collaris (Hoogmoed, 1977) – Cobra-cega-de-colar / Collared Blind Snake. Guiana, Suriname.
L. columbi, sinônimo: E. columbi (Klauber, 1939) – Cobra-cega-salvadorenha / San Salvador Blind Snake. Bahamas, El Salvador.
L. diaplocius, sinônimo: E. diaplocius (Orejas-Miranda, 1969) – Cobra-cega-amazônica / Amazonian Thread Snake, Common Peru Blind Snake. Amazônia: Peru e Brasil (AM).
L. goudotii, sinônimo: E. goudotii (Duméril e Bibron, 1844) – Cobra-cega-preta / Black Blind Snake / Culebra ciega termitera?... Parece que existem 4 subespécies... México, Belize, Guatemala, Honduras, El Salvador, Nicarágua, Costa Rica, Panamá, Colômbia, Venezuela etc.
L. magnamaculatus, sinônimo: E. magnamaculata (Taylor, 1940) – Endêmica de Honduras.
L. melanotermus, sinônimo: Stenostoma melanotermus (Cope, 1862) – Cobra-cega-latino-americana / Latin American Blind Snake. Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai, Peru...
L. melanurus, sinônimo: E. melanurus (Schmidt e Walker, 1943) – Cobra-cega-escura / Dark Blind Snake. Endêmica do Peru.
L. munoai, sinônimo: E. munoai (Orejas-Miranda, 1961) – Serpente-pampeana / Viborita de dos cabezas... Argentina, Uruguai e Brasil (RS, SC).
L. nasalis, sinônimo: E. nasalis (Taylor, 1940) – Cobra-cega-de-taylor / Taylor’s Blind Snake. Homenagem ao herpetologista norte-americano Edward Harrison Taylor (1889-1978). Endêmica da Nicarágua.
L. peruvianus, sinônimo: E. peruviana (Orejas-Miranda, 1969) – Cobra-cega-peruana / Peru Blind Snake. Endêmica do Peru.
L. rubrolineatus, sinônimo: E. rubrolineata (Werner, 1901) – Cobra-cega-de-linha-vermelha / Red-lined Blind Snake. Endêmica do Peru.
L. rufidorsus, sinônimo: E. rufidorsa (Taylor, 1940) – Cobra-cega-rosa / Rose Blind Snake. Endêmica do Peru.
L. signatus, sinônimo: E. signata (Jan, 1861) – Cobra-cega-sul-americana / South American Blind Snake. Colômbia, Venezuela.
L. striatulus, sinônimo: E. striatula (Smith e Laufe, 1945) – Argentina, Bolívia.
L. subcrotillus, sinônimo: E. subcrotilla (Klauber, 1939) – Cobra-cega-de-klauber / Klauber’s Blind Snake. Homenagem ao herpetologista norte-americano Laurence Monroe Klauber (1883-1968). Equador, Peru.
L. teaguei, sinônimo: E. teaguei (Orejas-Miranda, 1964) – Cobra-cega-setentrional / Northern Blind Snake. Endêmica do Peru.
L. tesselatus, sinônimo: E. tesselata (Tschudi, 1845) – Tschudi’s Blind Snake. Endêmica do Peru.
L. tricolor, sinônimo: E. tricolor (Orejas-Miranda e Zug, 1974) – Cobra-cega-tricolor / Three-colored Blind Snake. Endêmica do Peru.
L. undecimstriatus, sinônimo: E. undecimstriata (Schlegel, 1839) – Cobra-cega-de-onze-litras / Eleven-striped Blind Snake. Endêmica da Bolívia.
L. vellardi, sinônimo: E. vellardi (Laurent, 1984) – Endêmica da Argentina.
L. weyrauchi (Orejas-Miranda, 1964) – Cobra-cega-argentina / Argentine Blind Snake. Endêmica da Argentina. Nota: Talvez seja sinônimo da L. albipunctus.

Leptotyphlops sinônimos do gênero Mitophis (Hedges, Adalsteinsson e Branch, 2009) – 4 espécies da ilha Hispaniola (Haiti e República Dominicana).
L. asbolepis, sinônimo: M. asbolepis (Thomas, McDiarmid e Thompson, 1985) – Martin Garcia Thread Snake. Sudoseste da República Dominicana.
L. calypso, sinônimo: M. calypso (Thomas, McDiarmid e Thompson, 1985) – Samana Thread Snake. República Dominicana (Península de Samaná).
L. leptepileptus, sinônimo: M. leptipileptus (Thomas, McDiarmid e Thompson, 1985) – Haitian Border Thread Snake. Haiti.
L. pyrites, sinônimo: M. pyrites (Thomas, 1965) – Cobra-cega-de-thomas / Thomas’s Blind Snake. Sudeste do Haiti e da República Dominicana.

Leptotyphlops sinônimos do gênero Rena (Baird e Girard, 1853) – 11 espécies das Américas...
L. affinis, sinônimo: R. affinis (Boulenger, 1884) – Cobra-cega-venezuelana / Venezuela Blind Snake – Endêmica da Venezuela.
Rena boettgeri / Glauconia boettgeri (Werner, 1899) – Endêmica do México.
L. bressoni, sinônimo: R. bressoni (Taylor, 1939) – Michoacán Slender Blind Snake – Endêmica do México.
L. dimidiatus, sinônimo: R. dimidiata (Jan, 1861) – Dainty Blind Snake – Norte do Brasil, Guiana, Suriname, Venezuela.
L. dissectus, sinônimo: R. dissecta (Cope, 1896) – Estados Unidos, México.
L. dulcis, sinônimo: R. dulcis (Baird e Girard, 1853) – Com 3 subespécies de cobras-cegas-texanas / Texas Blind Snake, Plains Blind Snake / Serpent aveugle du Texas / Serpiente hilada de Texas. EUA, México. L. d. dissectus (serpente-cega-do-novo-méxico), L. d. dulcis (serpente-cega-das-planícies)...?
L. humilis, sinônimo: R. humilis (Baird e Girard, 1853) – Cerca de 10 subespécies de Western slender blind snake, Western threadsnake. Estados Unidos, México.
L. maximus, sinônimo: R. maxima (Loveridge, 1932) – Cobra-cega-gigante / Giant Blind Snake. Endêmica do México.
L. myopicus, sinônimo: R. myopica (Garman, 1884) – Endêmica do México.
L. nicefori, sinônimo: R. nicefori (Dunn, 1946) – Cobra-cega-de santander / Santander Blind Snake. Endêmica da Colômbia.
L. unguirostris, sinônimo: R. unguirostris (Boulenger, 1902) – Cobra-cega-austral / Southern Blind Snake. Argentina e Paraguai.

Leptotyphlops sinônimos do gênero Siagonodon (Peters, 1881) – 4 espécies da América do Sul.
L. borrichianus, sinônimo: S. borrichianus (Degerbøl, 1923) – Cobra-cega-de-degerbol / Degerbol’s Blind Snake. Magnus Anton Degerbøl (1895-1977) foi um herpetologista dinamarquês. Endêmica da Argentina.
L. brasiliensis, sinônimo: S. brasiliensis (Laurent, 1949) – Cobra-cega-brasileira / Brazilian Blind Snake. Endêmica do Brasil (Estado da Bahia / BA).
L. cupinensis, sinônimo: S. cupinensis (Bailey e Carvalho, 1946) – Cobra-cega-mato-grossense / Mato Grosso Blind Snake. Brasil, Guiana, Suriname.
L. septemstriatus, sinônimo: S. septemstriatus (Schneider, 1801) – Cobra-cega-de-sete-listras / Seven-striped Blind Snake. Etimologia (latim): septem (sete) + striatus (estriado), referindo-se às sete listras da serpente. Bolívia, Brasil, Guiana, Guiana Francesa, Suriname, Venezuela.

Leptotyphlops sinônimos do gênero Tetracheilostoma (Jan, 1861) – 3 espécies das Antilhas...
L. bilineatus, sinônimo: T. bilineatum (Schlegel, 1839) – Two-Lined Blind Snake. Endêmica de Martinica.
L. breuili, sinônimo: T. breuili (Hedges, 2008) – St. Lucia Threadsnake. Endêmica de Santa Lúcia.
L. carlae, sinônimo: T. carlae (Blair Hedges, 2008) – Cobra-cega-barbadensi / Barbados Threadsnake / Serpiente Hilo de Barbados. Esta espécie é considerada a menor serpente do mundo, alcança no máximo 10 centímetros de comprimento (parece um espaguete). Hedges deu-lhe o nome de carlae em homenagem à sua mulher, Carla Ann Hass, cientista especialista em répteis que estava com o marido na altura da descoberta. Endêmica da ilha caribenha de Barbados.

Leptotyphlops sinônimos do gênero Tricheilostoma (Jan, 1860) – 9 espécies da América do Sul.
L. anthracinus, sinônimo: T. anthracinum (Bailey, 1946) – Cobra-cega-de-bailey / Bailey’s Blind Snake. Colômbia, Equador.
L. brevissimus, sinônimo: T. brevissimum (Shreve, 1964) – Caqueta Blind Snake. Endêmica da Colômbia.
L. dugandi, sinônimo: T. dugandi (Dunn, 1944) – Cobra-cega-de-dugand / Dugand’s Blind Snake. Endêmica da Colômbia.
L. fuliginosus, sinônimo: T. fuliginosum (Passos, Caramaschi e Pinto, 2006) – Endêmica do Brasil, nos Estados de Goiás (GO) e Minas Gerais (MG).
L. guayaquilensis, sinônimo: T. guayaquilensis (Orejas-Miranda e Peters, 1970) – Cobra-cega-de-guayaquil / Guayaquila Blind Snake. Endêmica do Equador.
L. joshuai, sinônimo: T. joshuai (Dunn, 1944) – Cobra-cega-de-joshua / Joshua’s Blind Snake. Endêmica da Colômbia.
L. koppesi, sinônimo: T. koppesi (Amaral, 1955) – Cobra-cega-de-amaral / Amaral’s Blind Snake. Endêmica do Brasil, nos Estados de Mato Grosso (MT) e Goiás (GO).
L. macrolepis, sinônimo: T. macrolepis (Peters, 1857) – Big-scaled Blind Snake. Panamá, Colômbia, Guiana, Guiana Francesa, Suriname, Venezuela, Brasil (Pará/PA).
L. salgueiroi, sinônimo: T. salgueiroi (Amaral, 1955) – Espírito Santo Blind Snake. Endêmica do Brasil (BA, ES, MG, RJ).

GÊNERO: Rhinoleptus (Orejas-Miranda, Roux-Estève e Guibé, 1970) – Villiers’ Blind Snakes. Etimologia (grego): Rhino (nariz) + leptus (pequeno). As 2 espécies deste gênero habitam países da África Ocidental e Oriental...
R. koniagui (Villiers, 1956) – Esta é uma das menores serpentes do mundo... África Ocidental (Guiné, Guiné-Bissau, Mali, Senegal).
R. parkeri (Broadley, 1999), sinônimo: Leptotyphlops koniagui (Villiers, 1956) – África Oriental: apenas na Etiópia.

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Família: LOXOCEMIDAE (Cope, 1861) – Pítons-mexicanas / Mexican Pythons, Mexican Burrowing Pythons. GÊNERO: Loxocemus (Cope, 1861) – América Central, Caribe; nativa do México.
L. bicolor (Cope, 1861) – Jiboia ou píton-mexicana / Serpiente chatilla.

Família: PYTHONIDAE (Fitzinger, 1826) – Pitonídeos inclui cerca de 30 espécies de cobras constritoras (Pítons / Pythons). Nenhuma das serpentes desta família possui dentes inoculadores de veneno, porém presas afiadas curvadas para dentro para agarrar sua presa, as quais elas asfixiam... África, Ásia e Austrália.
GÊNERO: Antaresia spp. (Wells e Wellington, 1984) – 4 espécies da Austrália.
GÊNERO: Apodora (Kluge, 1993) – Espécie: A. papuana (Peters e Doria, 1878) – Píton-papuense / Papuan Python. Austrália, Papua Nova Guiné.
GÊNERO: Aspidites spp. (Peters, 1877) – 2 espécies da Austrália: A. melanocephalus (Krefft, 1864) e A. ramsayi (Macleay, 1882).
GÊNERO: Bothrochilus (Fitzinger, 1843) – Espécie: B. boa (Schlegel, 1837) – Bismark Ringed Python. Endêmica do Arquipélago de Bismarck (Papua Nova Guiné).
GÊNERO: Leiopython spp. (Hubrecht, 1879) – D’Albert’s Water Python, White-lipped Python (cerca de 6 espécies). Austrália, Nova Guiné.
GÊNERO: Liasis spp. (Gray, 1842) – Cerca de 3 espécies do sul da Ásia (Indonésia) e Austrália; Nova Guiné.
GÊNERO: Morelia spp. (Gray, 1842) – Cerca de 13 espécies do sul da Ásia (Indonésia), Papua Nova Guiné e Austrália.
M. amethistina (Schneider, 1801) – Amethystine Python. Austrália, Indonésia, Papua Nova Guiné.
M. boeleni (Brongersma, 1953) – Boelen’s Python. Indonésia e montanhas da Nova Guiné.
M. bredli (Gow, 1981) – Bredl’s Python. Austrália.
M. carinata (Smith, 1981) – Rough-scaled Python. Austrália.
M. oenpelliensis (Gow, 1977) – Oenpelli Python. Austrália.
M. spilota (Lacépède, 1804) – Carpet Python, Diamond Python. Austrália, Indonésia, Papua Nova Guiné. Com cerca de 7 subespécies...
M. tracyae (Harvey, Barker, Ammerman e Chippindale, 2000)
M. viridis (Schlegel, 1872) – Píton-verde, pitão-verde-arborícola / Green Tree Python. Austrália, Indonésia, Papua Nova Guiné. 2 subespécies...
GÊNERO: Python spp. (Daudin, 1803) [Broghammerus] – Pítons / Pythons. Qual será a diferença entre a píton ou pitão e a jiboia? Nota: zoo.
P. anchietae (Bocage, 1887) – Píton-angolana / Anchieta’s Dwarf Python, Angolan Python / Python d’Angola. África: sudeste de Angola e nordeste da Namíbia.
P. curtus (Schlegel, 1872) – Píton-de-rabo-curto / Short Tailed Python / Python malais / Pitón de cola corta. Ásia (Sumatra, Bornéo, Tailândia).
P. molurus (Lineu, 1758) – Píton-indiana ou píton-asiática / Indian Python / Python molure / Pitón de la India. Vários países da Ásia. Mostrada no selo indiano, “Python”.
P. natalensis (Smith, 1833? 1840) – Natal Rock Python, Southern African Python. Endêmica de Natal, na África do Sul. Mostrada no selo da Síria, “Golan Snake”.
P. regius (Shaw, 1802) – Píton-real / Royal Python, Ball Python / Python royal / Pitón real. Vários países da África. Mostrada no bloco da Tanzânia emitido em 1999.
P. reticulatus (Schneider, 1801) – Píton-reticulada (maior do mundo) / Reticulated Python / Python réticulé. Ásia: Brunei, Camboja, Cingapura, Filipinas, Índia, Indonésia, Laos, Malásia, Myanmar, Tailândia, Timor Leste, Vietnã.
P. sebae (Gmelin, 1788) – Píton-africana (maior da África) / African Rock Python / Python de Seba / Pitón africana de roca. Vários países da África.
P. timoriensis (Peters, 1876) – Píton-timorense / Timor Python / Python de Timor. Indonésia, Timor Leste.

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Famílias: TROPIDOPHIIDAE (Brongersma, 1951) e UNGALIOPHIIDAE (McDowell, 1987) – Dependendo da sistemática, a família Tropidophiidae inclui 2 gêneros (Exiliboa e Ungaliophis) que, às vezes, aparecem classificados na família Ungaliophiidae. De qualquer forma, juntos neste trabalho, Tropidofídeos (West Indian Dwarf Boas) e Ungaliofídeos (Central American Dwarf Boas), compreendem cerca de 23 espécies de cobras-anãs ou serpentes-anãs (Dwarf Boas) distribuídas desde o México, países da América Central e do Caribe, até o norte da América do Sul.
GÊNERO: Exiliboa (Bogert, 1968) – Espécie: E. placata (Bogert, 1968) – Boa-enana oaxaqueña. Endêmica do México.
GÊNERO: Trachyboa spp. (Peters, 1860) – Eyelash Boas
T. boulengeri (Peracca, 1910) – Northern Eyelash Boa. Panamá, Colômbia, Equador.
T. gularis (Peters, 1860) – Cobra-equatoriana-de-pestana... / Ecuadorian Eyelash Boa, Southern Eyelash Boa. Endêmica do Equador (Guayaquil). Etimologia (latim): gularis (da garganta), referindo-se à garganta da serpente...?
GÊNERO: Tropidophis spp. (Bibron, 1843) – Dwarf Boas, West Indian Wood Snake. América do Sul e Caribe. 17 espécies:
T. battersbyi (Laurent, 1949) – Ecuadorian Dwarf Boa. Equador.
T. bucculentus (Cope, 1868) – Navassa Island dwarf boa. Navassa Island.
T. canus (Cope, 1868) – Serpente-anã-bahamense / Bahamian Dwarf Boa. Bahamas.
T. caymanensis (Battersby, 1938) – Serpente-anã-caimãnesa / Cayman Islands Dwarf Boa. Endêmica das Ilhas Caymã no Caribe. Mostrada no selo (lado esquerdo da tela).
T. feicki (Schwartz, 1957) – Broad-banded Dwarf Boa. Cuba.
T. fuscus (Hedges e Garrido, 1992) – Serpente-anã-escura-cubana / Cuban Dusky Dwarf Boa. Cuba.
T. greenwayi (Barbour e Shreve, 1936) – Serpente-anã-caicense / Caicos Dwarf Boa. Ilhas Caicos, no território das ilhas Turcos e Caicos.
T. haetianus (Cope, 1879) – Serpente-anã-haitiana / Haitian Dwarf Boa. Cuba, Hispaniola e ilhas adjacentes, Jamaica.
T. maculatus (Bibron, 1840) – Spotted Red Dwarf Boa. Cuba.
T. melanurus (Schlegel, 1837) – Serpente-anã-gigante?-cubana / Cuban Giant Dwarf Boa, Cuban Woodsnake. Cuba e ilhas adjacentes.
T. nigriventris (Bailey, 1937) – Black-bellied Dwarf Boa. Cuba.
T. pardalis (Gundlach, 1840) – Serpente-anã-leopardo / Majacito Bobo / Leopard Dwarf Boa. Cuba e ilhas adjacentes. Mostrada no selo cubano de 1982 (centro da tela).
T. paucisquamis (Müller, 1901) – Jiboinha, jiboia-anã, jiboia-anã-brasileira / Brazilian Dwarf Boa. São serpentes de pequeno porte, muito raras, e no Brasil se conhece apenas esta espécie que é de cor marrom e endêmica da Mata Atlântica; ocorre na Serra do Mar (ES, RJ, SP).
T. pilsbryi (Bailey, 1937) – Serpente-anã-de-pescoço-branco-cubana / Cuban White-necked Dwarf Boa. Cuba.
T. semicinctus (Gundlach e Peters, 1864) – Yellow-banded Dwarf Boa. Cuba.
T. taczanowskyi (Steindachner, 1880) – Serpente-anã-de-taczanowski? / Taczanowski’s Dwarf Boa. Peru e Equador.
T. wrighti (Stull, 1928) – Wright’s Dwarf Boa, Gracile Banded. Cuba. Mostrada no selo cubano abaixo (do lado direito da tela), emitido em 1962.
GÊNERO: Ungaliophis spp. (Müller, 1880)
U. continentalis (Müller, 1880) – Chiapan Boa, Northern Bromeliad Boa. México, Guatemala e Honduras.
U. panamensis (Schmidt, 1933) – Cobra-anã-panamenha / Panamanian Dwarf Boa. Nicarágua, Costa Rica, Panamá e Colômbia.

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Família: TYPHLOPIDAE (Merrem, 1820) – Tiflopídeos (Tiflope + ídeo) inclui cerca de 230 espécies de cobras-cegas (Blind Snakes, Blindsnakes, Typical Blind Snakes), cujos olhos estão cobertos por escamas e são inúteis... África, América do Sul, Ásia, Austrália.
GÊNERO: Acutotyphlops spp. (Wallach, 1995)
A. banaorum (Wallach et al., 2007) – Endêmica das Filipinas.
A. infralabialis (Waite, 1918) – Endêmica das ilhas Salomão.
A. kunuaensis (Wallach, 1995) – Kunua Sharp-nosed Blind Snake. Endêmica da ilha Bougainville, Papua Nova Guiné. Mostrada no selo de Salomão abaixo, emitido em 1983.
A. solomonis (Parker, 1939) – Endêmica Papua Nova Guiné.
A. subocularis (Waite, 1897) – Endêmica do arquipélago das ilhas Salomão.
GÊNERO: Cyclotyphlops (Bosch e Ineich, 1994) – Espécie: C. deharvengi (Bosch e Ineich, 1994) – Sul da Ásia; Indonésia.
GÊNERO: Ramphotyphlops spp. (Fitzinger, 1843) – Cerca de 50 espécies de Long Tailed Blindsnakes, Long-tailed Blind Snakes. Sul da Ásia e Austrália. Uma delas, por exemplo, é a espécie R. exocoeti (Boulenger, 1887) – Christmas Island Blind Snake. Ilhas Christmas (como mostra o selo postal abaixo, do lado direito da tela).
GÊNERO: Rhinotyphlops spp. (Fitzinger, 1843) – Cerca de 30 espécies. África, Oriente Médio e Índia.
GÊNERO: Typhlops spp. (Oppel, 1811) – Cerca de 120 espécies de cobras-cegas intimamente relacionadas com a família Anomalepidae (6 ocorrem no Brasil).
T. amoipira (Rodrigues e Juncá, 2002) – América do Sul, endêmica do Brasil, no Estado da Bahia (BA).
T. brongersmianus (Vanzolini, 1976) – Burrowing snake / Serpiente cavadora. América do Sul: Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Venezuela.
T. minuisquamus (Dixon e Hendricks, 1979) – América do Sul.
T. paucisquamus (Dixon e Hendricks, 1979) – América do Sul.
T. reticulatus (Lineu, 1758) – América do Sul.
T. yonenagae (Rodrigues, 1991) – América do Sul.
GÊNERO: Xenotyphlops (Wallach e Ineich, 1996) – Espécie: X. grandidieri (Mocquard, 1905) – África, endêmica da ilha de Madagascar.

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Família: UROPELTIDAE (Müller, 1832) – Pipe Snakes, Shield-tailed Snakes. Uropéltidos inclui cerca de 47 espécies distribuidas em 8 gêneros de serpentes de corpo cilíndrico e largo... O nome deriva do grego: ura (cauda) + pelte (escudo), indicando a presença queratinosa na ponta da cauda... Índia, Sri Lanka...
GÊNERO: Brachyophidium (Wall, 1921) – Espécie: B. rhodogaster (Wall, 1921).
GÊNERO: Melanophidium spp. (Günther, 1864) – 3 espécies: M. bilineatum (Beddome, 1870), M. punctatum (Beddome, 1871) e M. wynaudense (Beddome, 1863).
GÊNERO: Platyplectrurus spp. (Günther, 1868) – 2 espécies: P. madurensis (Beddome, 1877) e P. trilineatus (Beddome, 1867).
GÊNERO: Plectrurus spp. (Duméril, 1851) – 4 espécies: P. aureus (Beddome, 1880), P. canaricus (B, 1870), P. guentheri (B, 1863) e P. perrotetii (D, 1851).
GÊNERO: Pseudotyphlops (Schlegel, 1839) – Espécie: P. philippinus (Müller, 1832).
GÊNERO: Rhinophis spp. (Hemprich, 1820) – Cerca de 12 espécies...
GÊNERO: Teretrurus (Beddome, 1886) – Espécie: T. sanguineus (Beddome, 1867) – Sul da Ásia.
GÊNERO: Uropeltis spp. (Cuvier, 1829) – Cerca de 23 espécies...

Família: XENOPELTIDAE (Bonaparte, 1845) – Sunbeam Snakes. GÊNERO: Xenopeltis spp. (Reinwardt, 1827) – 2 espécies que habitam países da região sul da Ásia: X. hainanensis (Hu e Zhao, 1972) e X. unicolor (Reinwardt, 1827).


Família: VIPERIDAE (Oppel, 1811) – Viperídeos (Vípera + ídeo) ou víboras (Pit Vipers, Vipers) são peçonhentos que vivem no mundo inteiro, exceto na Austrália e Madagascar. Compreende cerca de 300 espécies, geralmente de cabeça triangular. Uma característica distinta é a presença de fosseta loreal: um pequeno orifício localizado lateralmente entre o olho e a narina da serpente, cuja função é de orientação... O aparelho venenoso desta família é considerado o mais eficiente de todos os répteis. Produzem principalmente veneno hemotóxico, podendo, por vezes, ser neurotóxico. O par de dentes para inoculação de veneno é longo, dianteiro e curvado para trás – movimentando-se para frente no momento do bote; enquanto os demais são poucos e pequenos. Este tipo de dentição é chamado solenóglifa. Os dentes podem injetar veneno profundamente no corpo da presa. São sensíveis à radiação infravermelha, conseguindo detectar as presas devido a diferença de temperatura. Em liberdade, tem hábitos crepusculares e noturnos. Estes animais, assim como jiboias, salamantas e dormideiras, possuem a pupila com fenda.

Na América do Sul, normalmente são representadas por 6 gêneros: Bothriechis (jararacas-arborícolas / Palm Pit Viper), Bothriopsis (jararacas-cinzas ou de-florestas / Forest Pit Viper), Bothrops (jararacas-verdadeiras / Lancehead), Crotalus (cascavéis / Rattlesnake), Lachesis (surucucus / Bushmaster) e Porthidium (jararacas-bicudas / Hog-nosed Pit Viper). Com exceção da jararaca-verde, as Viperidae apresentam variados tons de marrom, com escamas menos brilhantes e desenhos bem marcados: arcos para as jararacas, losangos para a cascavel e triângulos invertidos para a surucucu.

1. GÊNERO: Bothriechis spp. (Peters, 1859) – Jararacas-arborícolas ou de toca (Palm Pit Viper / Nauyacas de árbol) vivem nas árvores e se entocam durante o dia. São oriundas da América Central; exceto uma espécie. A maioria vive na Costa Rica, Guatemala, Honduras, Panamá, entre outros países, também em regiões do México.

B. aurifer (Salvin, 1860) – Jararaca-arborícola-amarela / Yellow-blotched Palm Pit Viper / Nauyaca-de árbol manchas amarillas, Nauyaca.
B. bicolor (Bocourt, 1868) – Jararaca-arborícola-guatemalteca / Guatemala Palm Pit Viper / Nauyaca-de árbol bicolor, Nauyaca verde o Nauyaca lora, Tamagas Verde.
B. lateralis (Peters, 1862) – Jararaca-arborícola-listrada / Coffee Palm Viper, Side-striped Palm Pit Viper.
B. marchi (Barbour e Loveridge, 1929) – Jararaca-arborícola-hondurenha / March’s Palm Pit Viper, Honduran Palm Pit Viper.
B. nigroviridis (Peters, 1859) – Jararaca-arborícola-de-pontos-pretos? / Black-speckled Palm Pit Viper.
B. rowleyi (Bogert, 1968) – Jararaca-arborícola-mexicana / Mexican Palm-pitviper, Rowley’s Palm Pit Viper / Nauyaca-de árbol de Rowley.
B. schlegelii (Berthold, 1846) – Víbora ou cobra-de-pestana / Eyelash Viper, Eyelash Palm Pit Viper / Víbora de pestañas. México, Américas Central e do Sul.
B. supraciliaris (Taylor, 1954) – Jararaca-arborícola-manchada / Blotched Palm Pit Viper.
B. thalassinus (Campbell e Smith, 2000) – Jararaca-arborícola-? / Merendon Palm Pit Viper.

2. GÊNERO: Bothriopsis spp. (Peters, 1861) – Jararacas-cinzas ou jararacas-de-florestas (Forest Pit Viper ou Forest-pitviper). Etimologia (grego): bothros (cova, fosso, buraco) + -opsis (face, aparência), em alusão à fosseta loreal – órgão sensível ao calor localizado entre a narina e o olho destas serpentes... Vivem no Panamá e em vários países que compreendem a região norte da América do Sul... 8 espécies:

B. bilineata, sinônimo Bothrops bilineatus (Wied-Neuwied, 1821) – Jararaca-verde, jararaca-pinta-de-ouro, bico-de-papagaio, patioba / Green Jararaca, Two-striped Forest Pit Viper, Parrotsnake. Única exceção entre as demais em relação à sua coloração... Vivem na Amazônia e matas do leste do Brasil. 2 subespécies:
B. b. bilineata (Wied-Neuwied, 1821) – Amazonian Palm Viper (ocorre nas regiões de Florestas Equatoriais da Guiana, Guiana Francesa, Suriname e Venezuela, incluindo a Floresta Atlântica do Brasil).
B. b. smaragdinus (Hoge, 1966) Loro Machaco, Loromachaco (Peru) / Lorito o papagayo (Equador), que ocorre nas regiões da Amazônia (Bolívia, norte do Brasil, Colômbia, Equador, Peru e sul da Venezuela).
B. chloromelas (Boulenger, 1912) – Brasil (BA, MG etc.), Bolívia, Colômbia, Equador (região Amazônica), Peru (central Andes), Venezuela etc.
B. medusa (Sternfeld, 1920) – Jararaca-de-floresta-venezuelana / Venezuela Forest Pit Viper, Venezuelan forest-pitviper. Endêmica da Venezuela.
B. oligolepis (Werner, 1901) – Jararaca-de-floresta-inca / Peruvian Forest Pit Viper, Inca Forest Pit Viper (oligolepis), Peru Forest Pit Viper (peruviana) / Lamon, Jergón negro (Peru).
B. peruviana (Boulenger, 1903) – Jararaca-de-floresta-peruana / Peru Forest Pit Viper. Endêmica do Peru.
B. pulchra (Peters, 1862) – Jararaca-de-floresta-andina / Andean Forest Pit Viper. Equador, Peru.
B. punctata (Garcia, 1896) – Chocoan Forest Pit Viper, Chocoan Lancehead. América Central e norte da América do Sul: Colômbia, Equador, Peru.
B. taeniata (Wagler, 1824) – Jararaca-de-floresta-manchada? / Speckled Forest Pit Viper. Brasil (Amazonas), Equador, Venezuela. 2 subespécies: B. t. lichenosa (Roze, 1958) e B. t. taeniata (Wagler, 1824).

3. GÊNERO: Bothrops spp. (Wagler, 1824) – Botrope (Bótrops) compreende cerca de 35 espécies de serpentes venenosas chamadas jararacas, ou em inglês “Lanceheads”, que significa “cabeça de lança” e remete à característica que distingue esta serpente: o formato em lança de sua cabeça. Vivem nas regiões tropicais das Américas do Norte e do Sul. Com escamas aveludadas, marcas de uma cor castanha e cinzenta, e o pescoço amarelado. Cada ninhada pode ter mais de 60 crias cada qual com cerca de 30 centímetros de comprimento. A cria nasce já com os dentes da peçonha inteiramente formados, e pode dar uma picada venenosa. A jararaca é rápida no ataque. Seu comprimento pode alcançar cerca de 2,5 metros.

Jararacas ocorrem em todo o Brasil, sendo responsável por cerca de 88% dos acidentes ofídicos. A jararaca vive tanto em lugares secos como úmidos, em florestas ou em campo aberto. Habitam principalmente zonas rurais e periferias de grandes cidades. Apresentam comportamento agressivo quando se sentem ameaçadas, desferindo botes sem produzir ruídos... Jararaca = do que tem bote venenoso... Jararaca (jararacucu / cobra-topete, jaracoaytipinga, jaracopeba) pode derivar de yarará, yararág, que envenena a quem agarra; cobra que mata.

B. alcatraz (Marques, Martins e Sazima, 2002) – Jararaca-de-alcatrazes. Espécie insular do Brasil, endêmica da ilha dos Alcatrazes, ao largo de São Sebastião, cerca de 30 km da costa norte de São Paulo (SP).
B. alternatus (Duméril, Bibron e Duméril, 1854) – Urutu (do tupi: uru'tu), urutu-cruzeiro, jararaca-cruzeira / Urutu, Wutu, Crossed Pit Viper / “Vibora de la Cruz” (como mostra o selo uruguaio abaixo). Apresenta na cabeça desenho em forma de cruz, por isso também é chamada de cruzeiro e cruzeira. De corpo marrom com manchas pretas e comprimento que pode chegar a 2 metros. Argentina, Paraguai, Uruguai. No Brasil está estritamente ligada às regiões de Campos (MG, MS, PR, RS, SC, SP).
B. ammodytoides (Leybold, 1873) – Jararaca-patagônica / Patagonian Lancehead, Yararanata, Patagonian Pit Viper. Endêmica da Argentina (Estepes).
B. andianus (Amaral, 1923) – Jararaca-andina / Andean Lancehead. América do Sul, nos Andes (Peru).
B. asper (Garman, 1883) – Jararaca-veludo? / Terciopelo, Fer-de-lance. América Central e norte da América do Sul (Colômbia, Peru, Venezuela).
B. atrox (Lineu, 1758) – Jararaca-da-amazônia, jararaca-do-norte, surucucurana, comboia / Common Lancehead, Fer-de-lance, Barba amarilla. É a espécie mais encontrada em toda a região Amazônica (AC, AM, AP, MT, PA, RO, RR, TO e parte do MA).
B. barnetti (Parker, 1938) – Jararaca-de-barnett / Barnett’s Lancehead
B. brazili (Hoge, 1954) – Jararaca-de-brazil / Brazil’s Lancehead. Nomeada em homenagem ao Dr. Vital Brazil... Estritamente ligada à Floresta Amazônica (AM).
B. caribbaeus (Garman, 1887) – Jararaca-santa-lucense / Saint Lucia Lancehead. Espécie insular do Caribe, endêmica da ilha de Santa Lúcia.
B. colombiensis ou colombianus (Rendahl e Vestergren, 1940) – Jararaca-boca-de-sapo-colombiana / Colombian Toadheaded Pitviper
B. cotiara (Gomes , 1913) – Cotiara, boicoatiara, boicotiara, boiquatiara, jararaca-de-barriga-preta, jararaca-preta. Argentina e Brasil (SP, PR, SC, MG, RS; especialmente na Mata Atlântica).
B. erythromelas (Amaral, 1923) – Jararaca-da-seca, jararaca-da-caatinga, jararaca-catingueira / Caatinga Lancehead. Endêmica do Brasil em áreas xerófitas, de Caatinga (AL, BA, CE, MG, PB, PE, PI, RN, SE).
B. fonsecai (Hoge e Belluomini, 1959) – Urutu, cotiara-estrela, jararaca-de-fonseca / Fonseca’s Lancehead. Endêmica do Brasil (MG, RJ, SP; especialmente na Mata Atlântica).
B. hyoprorus (Amaral, 1935) – Jararaca-boca-de-sapo-amazônica / Amazonian Toadheaded Pitviper. Endêmica do noroeste da América do Sul.
B. iglesiasi (Amaral, 1923) – Cerrado Lancehead. Região Nordeste do Brasil, norte do Estado do Piauí...
B. insularis (Amaral, 1921) – Jararaca-ilhoa, jararaca-dourada / Golden Lancehead. Foi descrita em 1921 pelo herpetólogo Afrânio do Amaral (1894-1982), do Instituto Butantan. Espécie insular do Brasil, endêmica da Ilha da Queimada Grande (430 mil m²), cerca de 30 km da costa sul de São Paulo, no município de Itanhaém. Desabitada, também é conhecida como Ilha das Cobras e seu acesso é restrito a cientistas e analistas ambientais. Foto: Otavio A. V. Marques, do Laboratório de Herpetologia do Instituto Butantan.
B. isabelae (Sandner Montilla, 1979) –
B. itapetiningae (Boulenger, 1907) – Cotiarinha, jararaca-paulista, quatiara, boiquatiara, quatiarinha / São Paulo Lancehead. De pele avermelhada, com desenhos no padrão da urutu. Endêmica do Brasil (SP, MG, MT, PR; especialmente em regiões de Cerrado).
B. jararaca (Wied-Neuwied, 1824) – Jararaca-da-mata, jararaca-comum / Jararaca, Yarara. É a espécie que mais causa acidentes ofídicos, embora procura se afastar quando uma pessoa se aproxima. Tem muitos nomes populares: jararaca-do-campo, jararaca-do-cerrado, jararaca-preguiçosa, jararaca-verdadeira. Argentina, Paraguai. No Brasil ocorre da Bahia e Mato Grosso até o Rio Grande do Sul, especialmente na Mata Atlântica (BA, ES, MG, MT, PR, RJ, RS, SC, SP). Aparece em ambos selos brasileiros abaixo.
B. jararacussu (Lacerda, 1884) – Jararacuçu (de jararaca grande). Argentina, Bolívia, Paraguai. No Brasil ocorre da Bahia até o Rio Grande do Sul, em especial na região de Mata Atlântica (BA, ES, MG, MT, PR, RJ, RS, SC, SP).
B. jonathani (Harvey, 1994) – Cochabamba Lancehead. Endêmica da Bolívia.
B. lanceolatus (Bonnaterre, 1790) – Jararaca-de-martinica / Martinique Lancehead. Espécie insular do Caribe, endêmica de Martinica.
B. leucurus (Wagler, 1824) – Jararaca-baiana, jararaca-de-rabo-branco, jararacão, jaracuçu-malha-de-sapo / Bahia Lancehead, Whitetail Lancehead. É a serpente peçonhenta mais comum da Mata Atlântica baiana, sendo responsável pelo maior número de acidentes ofídicos naquele Estado. Endêmica do Brasil (AL, BA, CE, ES).
B. lojanus (Parker, 1930) – Lojan Lancehead
B. marajoensis (Hoge, 1966) – Jararaca-marajoense / Marajó Lancehead. Endêmica do Brasil (delta do Amazônas).
B. marmoratus (Vinícius Xavier da Silva e Miguel Trefaut Rodrigues, 2008) – Jararaca-marmorizada. Etimologia (latim): marmoratus significa “mármore, marmorizado”, referindo-se ao padrão de coloração em forma de mármore da serpente. Brasil: Goiás (GO), Tocantins (TO) e Minas Gerais (MG).
B. microphthalmus (Cope, 1875) – Small-eyed Toadheaded Pitviper. Bolívia, Colômbia, Equador, Peru.
B. moojeni (Hoge, 1966) – Caissaca, caiçaca, jararacão, jararaca-brasileira / Brazilian Lancehead. Argentina, Bolívia, Paraguai. No Brasil, vários Estados com regiões de Cerrado.
B. muriciensis (Ferrarezzi e Freire, 2001) – Jararaca-de-murici / Murici Lancehead. Endêmica da Mata Atlântica da região de Murici, no Estado de Alagoas (AL).
B. neuwiedi (Wagler, 1824) – Jararaca-pintada, jararaquinha, jararaca-de-rabo-branco, jararaca-de-neuwied / Neuwied’s Lancehead. Existem várias subespécies, como a jararaca-rabo-de-osso / Black-faced Lancehead (B. n. pauloensis, Amaral, 1925). Argentina, Bolívia, Paraguai, Uruguai. No Brasil em todo o país, exceto na Amazônia.
B. pictus (Tschudi, 1845) – Jararaca-de-deserto / Desert Lancehead. Peru.
B. pirajai, sinônimo: B. neglecta (Amaral, 1923) – Jararacuçu-tapete, jararaca-de-pirajá, jaracuçutinga / Piraja’s Lancehead. Endêmica do Brasil, cuja descrição original para sua distribuição geográfica foi para Ilhéus e Itabuna, no sul do Estado da Bahia (BA).
B. pradoi (Hoge, 1948) – Brasil, na região central do Estado do Espírito Santo (ES).
B. punctatus (Smith, 1958) – Chocoan Forest Pit Viper
B. sanctaecrucis (Hoge, 1966) – Jararaca-boliviana / Bolivian Lancehead. Endêmica da Bolívia.
B. venezuelensis (Sandner Montilla, 1952) – Jararaca-venezuelana / Venezuelan Lancehead. Endêmica da Venezuela.

4. GÊNERO: Crotalus spp. (Lineu, 1758) – Cascavéis possuem uma característica bastante saliente: a extremidade de sua cauda é munida de um guizo (pequenas cápsulas secas) que emite, quando agitado, ruído comparável ao de um chocalho. Com a aproximação de uma pessoa, esta cobra geralmente denuncia sua presença pelo ruído característico do guizo. De estrutura passível de quebra, o guizo é formado por resíduo de pele a cada muda, que é acrescentado aos anteriores. As cascavéis podem mudar de pele até 4 vezes no ano – o que derruba a lenda de que a idade do animal pode ser determinada pelo número de anéis...

Normalmente possuem coloração cinza-oliváceo. O corpo, com a linha vertebral bem pronunciada, apresenta um colorido de fundo castanho claro, de tonalidades variáveis, sobre o qual se destaca uma fileira de manchas dorsais com losangos marrons, mais ou menos escuras, marginadas de branco ou amarelo. São serpentes terrestres, robustas e pouco ágeis, cujo aparelho inoculador de veneno (muito ativo) é extremamente eficiente, dotado de presas móveis e canaliculadas. Entre a narina e o olho encontramos a fosseta loreal que é o órgão responsável pelas sensações térmicas, muito sensível que ajuda o animal na localização das presas e na locomoção. São de hábitos crepusculares e noturnos, em regiões de clima seco e quente, e alimentam-se de pequenos mamíferos.

Etimologia: Crótalos deriva do latim crotalum, do vocábulo original grego kròtalon (forma fonética aproximada) que indica uma espécie de instrumento musical de percussão, semelhante à castanhola ou à matraca. O gênero Crótalo (grupo dos crotalíneos ou crotalídeos) compreende pouco mais de 30 espécies de serpentes venenosas chamadas cascavéis, ou traduzido para o inglês: “Rattlesnakes”. No Brasil o gênero está representado por uma única espécie, Crotalus durissus, que é responsável por cerca de 8% dos acidentes ofídicos no pais. Exclusiva das Américas, tem uma ampla distribuição geográfica, desde o sul do Canadá até o norte da Argentina. No Brasil habitam os Cerrados da região Centro-Oeste, as regiões áridas e semiáridas do Nordeste, os campos e áreas abertas do Sudeste e Sul.

C. adamanteus (Palisot de Beauvois, 1799) – Cascavel-diamante-oriental / Eastern Diamondback Rattlesnake / Crotale diamantin / Crótalo adamantino, Cascabel diamante del este. Sudeste dos EUA.
C. aquilus (Klauber, 1952) – Cascavel-de-querétaro / Querétaro Dusky Rattlesnake, Queretaran Dusky Rattlesnake / Cascabel de Querétaro. México central.
C. atrox (Baird e Girard, 1853) – Cascavel-diamante-ocidental, cascavel-texana / Western Diamondback Rattlesnake, Texas Diamond-back / Crotale du Texas / Cascabel diamante del oeste, Cascavel ocidental do Diamondback. Sudoeste dos EUA (Califórnia, Arizona e Texas) e norte do México.
C. basiliscus (Cope, 1864) – Cascavel-mexicana-ocidental / Mexican West Coast Rattlesnake, Mexican Green Rattler / Cascabel basilisco, Serpiente de cascabel de la Costa oeste de México, Cascabel verde mexicana. Etimologia (grego): basiliskos significa rei. México ocidental.
C. catalinensis (Cliff, 1954) – Santa Catalina Rattlesnake, Santa Catalina Island Rattlesnake / Cascabel de la Isla Sª Catalina. México (Isla Santa Catalina).
C. cerastes (Hallowell, 1854) – Cascavel-chifruda, serpente-cascavel-de-chifres, cascavel-do-deserto / Sidewinder, Horned Rattlesnake, Sidewinder Rattlesnake / Crótalo cornudo. Sudoeste dos Estados Unidos e nordeste do México. 3 subespécies: C. c. cerastes (Hallowell, 1854) – Mojave Desert Sidewinder, C. c. cercobombus (Savage e Cliff, 1953) – Sonoran Desert Sidewinder, C. c. laterorepens (Klauber, 1944) – Colorado Desert Sidewinder.

C. durissus (Lineu, 1758) – Cascavel, cascavel-mexicana, cascavel-comum, boicininga, boiçununga, boiquira, maracá e maracaboia / South American Rattlesnake, Tropical Rattlesnake / Crotale cascabelle / Cascabel tropical. Mostrada no selo brasileiro abaixo. Ocorrem do México ao norte da Argentina. Parece que existem 11 subespécies (sendo que 5 delas ocorrem no Brasil):
C. d. cascavella (Wagler, 1824) – Cascavel-nordestina / Serpente nordestina. Característica das Caatingas da região Nordeste do Brasil.
C. d. collilineatus (Amaral, 1926) – Região Centro-Oeste: Distrito Federal (DF), Goiás (GO), Mato Grosso (MT), também em Minas Gerais (MG) e São Paulo (SP).
C. d. cumanensis (Humboldt, 1833) – Cascavel-venezuelana / Venezuelan Rattlesnake / Cascabel Venezolano. Zonas áridas da Colômbia e Venezuela (na cidade de Cumana).
C. d. durissus (Lineu, 1758) – Cascavel-sul-americana (cascavel propriamente dita) / South American Rattlesnake / Serpiente de cascabel. Guiana, Guiana Francesa, Suriname.
C. d. marajoensis (Hoge, 1966) – Cascavel-marajoara / Marajon Rattlesnake / Cascabel de Marajo. Endêmica da Ilha de Marajó (áreas abertas), Estado do Pará (PA).
C. d. maricelae (García Pérez, 1995) – Bolson Arido de Lagunillas, Estado Merida, Venezuela.
C. d. ruruima (Hoge, 1966) – Desde o Monte Roraima e Monte Cariman-Perú na Venezuela (Bolívar). No Brasil (nas savana de Roraima).
C. d. terrificus (Laurenti, 1768) – Cascavel-albina / Cascavel. Argentina, Bolívia, Peru, Paraguai, Uruguai. No Brasil: Distribui-se pelo Sul, mas também se estende pelo Oeste, até algumas áreas abertas de Mato Grosso, Rondônia, Amazonas e Pará (campos abertos de Humaitá, Serra do Cachimbo e Santarém).
C. d. trigonicus (Harris e Simmons, 1978) – Savanas no interior da Guiana (Rupuni).
C. d. unicolor (Lidth de Jeude, 1887) – Cascavel-arubana / Aruba Rattlesnake / Víbora de cascabel de Aruba. Endêmica da ilha de Aruba (Antilhas Neerlandesas).
C. d. vegrandis (Klauber, 1941) – Cascavel-venezuelana / Uracoan Rattlesnake / Crotale du Venezuela / Cascabel de Uracoa. Venezuela (Monagas).

C. enyo (Cope, 1861) – Baja California Rattlesnake, Lower California Rattlesnake / Cascabel Baja. Oeste do México. 2 subespécies...
C. exsul (Garman, 1884) –
C. horridus (Lineu, 1758) – Timber Rattlesnake, Canebrake Rattlesnake, Banded Rattlesnake / Crotale des bois / Cascabel de los bosques, Cascavel da madeira (T). EUA.
C. intermedius (Troschel, 1865) – Mexican Small-headed Rattlesnake / Cascabel de cabeza pequeña. México. 2 subespécies...
C. lannomi (Tanner, 1966) – Autlán Rattlesnake / Cascabel Autlan. Oeste do México.
C. lepidus (Kennicott, 1861) – Rock Rattlesnake, Green Rattlesnake, Blue Rattlesnake / Cascabel de las rocas. Sudoeste dos EUA e norte do México. 4 subespécies...
C. mitchellii (Cope, 1861) – Speckled Rattlesnake, Mitchell’s Rattlesnake, White Rattlesnake / Cascabel de lentes. Sudoeste dos EUA e Baja California México. 4 subespécies...
C. molossus (Baird e Girard, 1853) – Black-tailed Rattlesnake / Cascavel-de-rabo-preto / Cascabel de cola negra, Cascavel de Blacktail; com 4 subespécies... Sudoeste dos EUA e México.
C. oreganus (Holbrook, 1840) – Western Rattlesnake, Northern Pacific Rattlesnake, Pacific Rattlesnake / Cascavel-ocidental / Cascabel del oeste. 6 subespécies...
C. polystictus (Cope, 1865) – Mexican Lance-headed Rattlesnake / Cascabel mexicana cabeza de lanza. Centro do México.
C. pricei (Van Denburgh, 1895) – Twin-spotted Rattlesnake / Cascavel-de-duas-manchas / Cascabel de dos manchas. Sudoeste dos EUA e norte do México. 2 subespécies...
C. pusillus (Klauber, 1952) – Tancitaran Dusky Rattlesnake / Cascabel de Tancitaro. México.
C. ravus (Cope, 1865) –
C. ruber (Cope, 1892) – Red Diamond Rattlesnake / Cascabel diamante rojo. EUA e México. 4 subespécies...
C. scutulatus (Kennicott, 1861) – Mohave Rattlesnake, Mojave Green / Cascabel de Chihuahua, Cascavel de Mojave; com 1 subespécie. Sudoeste dos EUA e México.
C. simus (Latreille, 1801) – Middle American Rattlesnake, Central American Rattlesnake / Cascabel centroamericana. México, América Central. 3 subespécies...
C. stejnegeri (Dunn, 1919) – Cascabel de cola larga. Oeste do México.
C. tigris (Kennicott in Baird, 1859) – Cascavel-tigrada / Crotale tigré / Cascabel tigre. Sudoeste dos EUA e noroeste do México.
C. tortugensis (Van Denburgh e Slevin, 1921) – Cascabel diamante de la Isla Tortuga, México.
C. totonacus (Gloyd e Kauffeld, 1940) – Serpent à sonnette Totonaque / Cascabel Totonaca. México.
C. transversus (Taylor, 1944) – Cascabel rayada de la Sierra. México.
C. triseriatus (Wagler, 1830) – Cascabel Parda; com 1 subespécie. México.
C. vegrandis (?) – Crotale du Venezuela.
C. viridis (Rafinesque, 1818) – Cascabel de la pradera, Cascavel da pradaria; com 1 subespécie. Sudoeste de Canadá, oeste dos EUA e norte do México.
C. willardi (Meek, 1905) – Cascabel de Nariz Puntiaguda; com 4 subespécies. Montanhas do sudoeste dos EUA e noroeste do México.

5. GÊNERO: Lachesis spp. (Daudin, 1803) – O nome deste gênero refere-se a uma das três deusas do destino da mitologia grega, chamadas de Moiras: Cloto (significa “fiar”, segurava o fuso e tecia o fio da vida), Láquesis (significa “sortear”, puxava, enrolava e media o fio tecido) e Átropos (significa “afastar”, ela cortava o fio da vida). Láquesis sorteava as atribuições que cabe a cada um ganhar, determinando o comprimento do fio da vida...

L. acrochorda (García, 1896) – Chocoan Bushmaster / Cascabela muda chochoana, Verrugosa, diamante, mapana rayo, martiguaja, montuno, pudridora, verrugosa del Choco, guacama. Oeste do Panamá e noroeste da Colômbia, talvez Equador.
L. melanocephala (Solórzano e Cerdas, 1986) – Surucucu-de-cabeça-preta / Black-headed Bushmaster / Cascabel muda, matabuey, plato negro. Costa Rica, Panamá.
L. muta (Lineu, 1766) – Surucucu ou pico-de-jaca que, às vezes, aparece como a subespécie: L. m. rhombeata (Wied, 1825) / Bushmaster, South American Bushmaster / Cascabela pua, cuanira, diamonte, shuchupe, mapepire, parariapu etc.
L. stenophrys (Cope, 1876) – Surucucu-centro-americana / Central American Bushmaster / Boccaraca de javillo, Cascabela muda centroamericana, ija, mapana, matabuey, mazacuata, toboa real. Nicarágua, Costa Rica, Panamá; Colômbia e Equador.

Surucucus apresentam no fim da cauda escamas eriçadas e o formato das escamas dorsais parcialmente salientes parecendo a “casca de uma jaca”, por isso são chamadas de pico-de-jaca no Estado do Acre, por exemplo. Em inglês, “Bushmaster” pode ser traduzido como “senhor das florestas”, logicamente por se tratar da maior serpente peçonhenta da América do Sul, que pode chegar até quase 4 metros de comprimento... São encontradas em áreas de floresta na América Central e do Sul. Ocorre em vários países sul-americanos, na Amazônia e na Mata Atlântica, até o Estado do Rio de Janeiro, ainda em algumas regiões do Pará (Ilha do Marajó, Santarém), Amapá e Roraima. Esta espécie é responsável por cerca de 3% dos acidentes ofídicos. Entretanto, esta porcentagem pode ser maior, pois na Amazônia muitos casos não são notificados ou devidamente documentados... Mostrada nos selos postais abaixo; no selo nicaraguense, emitido em 1982, aparece também o nome vulgar: “Mata Buey” (Matabuey).

6. GÊNERO: Porthidium spp. (Cope, 1871) – Jararacas-bicudas, narigudas ou nariz-de-porco (Hog-nosed Pit Viper) apresentam a ponta da cauda lisa e normal, como as do gênero Bothrops. São endêmicas do Continente Americano, encontradas desde o México até o norte da América do Sul. Etimologia (grego): deriva de portheo + o sufixo -idus, que significa “destruir ou matar” e “ter ou tendo a natureza de”, aparentemente uma referência ao veneno...

P. arcosae (Schätti e Kramer, 1993) – Jararaca-bicuda / Manabi Hog-nosed Pit Viper. Equador.
P. dunni (Hartweg e Oliver, 1938) – Jararaca-bicuda-de-oaxaca (cidade localizada no sul do México) / Dunn’s Hog-nosed Pit Viper / Nauyaca-nariz de cerdo oxaqueña.
P. hespere (Campbell, 1976) – Jararaca-bicuda-de-colima / Colima ou Western Hog-nosed Pit Viper, Colmillo de puerco / Nauyaca-nariz de cerdo de Tecomán. México.
P. lansbergii (Schlegel, 1841) – Jararaca-bicuda-de-rabo-amarelo / Lansberg’s Hog-nosed Pit Viper / Mapana barriga del moncholo, panoco, patoco salton, saltona, daya, deroya, matacaballo, morona, petaca, sapa, sapamanare... Sul da América Central (Panamá) e na América do Sul (Colômbia, Equador, Venezuela); com subespécies.
P. nasutum (Bocourt, 1868) – Jararaca-bicuda-de-floresta / Rainforest Hog-nosed Pit Viper / Nauyaca-nariz de cerdo narigona, Tamagás de naríz chata, Pyuta, Toboba Chinga, Vibora Pajonera, cachetona, chalpate, nauyaca chatilla etc. México, Belize, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Costa Rica, Panama, Colômbia, Equador.
P. ophryomegas (Bocourt, 1868-69) – Jararaca-bicuda-delgada / Slender Hog-nosed Pit Viper / Tamagás negro, Timbo, Cantil del sur. Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Costa Rica.
P. porrasi (Lamar e Sasa, 2003) – Jararaca-bicuda-de-cauda-branca / White-tailed Hog-nosed Pit Viper / Tamaga. Costa Rica.
P. volcanicum (Solórzano, 1994-95) – Jararaca-bicuda-de-ujarran? / Ujarran Hog-nosed Pit Viper / Chinilla, Toboba. Costa Rica.
P. yucatanicum (Smith, 1941) – Jararaca-bicuda-de-yucatan / Yucatán Hog-nosed Pit Viper / Nauyaca-nariz de cerdo yucateca. México (Península de Yucatán).

Outros Gêneros da Família Viperidae que são distribuídos em cerca de 4 sub-famílias espalhadas pelo mundo: Agkistrodon (American Copperhead / cabeça-de-cobre-americana), Atheris, Atropoides, Azemiops (montanhas do sudeste Asiático, China, Tibet e Vietnã), Bitis (víbora-gabonesa: Bitis gabonica, por exemplo), Bothrocophias, Bothropoides, Calloselasma, Causus (somente na África sub-saariana), Cerastes, Cerrophidion, Cryptelytrops, Daboia, Echis, Eristicophis, Garthius, Gloydius, Himalayophis, Hypnale, Macrovipera, Montatheris, Montivipera, Ophryacus, Ovophis, Parias, Peltopelor, Popeia, Proatheris, Protobothrops, Pseudocerastes, Rhinocerophis, Sistrurus (parece que também são chamadas de cascavéis), Tropidolaemus, Viridovipera.

Abaixo são mostradas como exemplo duas espécies da família Viperidae: do lado esquerdo da tela, selo esloveno que mostra a espécie “Nose-horned Viper” (Vipera ammodytes). Do lado direito, selo indiano que mostra uma espécie de víbora que vive na Índia, cujo nome popular em inglês é “Bamboo Pit Viper” (Trimeresurus gramineus).

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CURIOSIDADES

O medo generalizado aos répteis é chamado de herpetofobia, apesar de existirem tipos mais específicos de fobias relacionadas aos répteis, o medo irracional às cobras, por exemplo, conhecido como ofidiofobia, é o mais comum.

Na simbologia, toda serpente é um animal ctônico e misterioso, pode ser rival ou instruir os homens nos mistérios divinos...

Na tradição oriental, a serpente é apontada como um símbolo de prudência e sabedoria, além de estar associada à sensualidade. Símbolo das energias adormecidas na terra e dos seres humanos (a energia kundalini que é a energia primordial de toda a vida).

Entre judeus e cristãos, a serpente é a personificação do próprio diabo. Símbolo da malícia e da traição entre os ocidentais. Entre os romanos venerava-se o impecável destino sob a forma de uma serpente... Os cristãos atribuem à serpente uma simbólica análoga à que atribuem ao dragão. Para eles a serpente é o símbolo do mal sob todas as suas formas. Numerosas peças filatélicas refletem essa crença...

Serpente é símbolo da paz para os Gregos e para os Hindus... As serpentes na religião Hinduísta são consideradas, juntamente com os dois grandes deuses védicas, Vishu e Civa, como transportadoras do mundo ao qual asseguram a estabilidade. Daí a simbólica da paz que lhes está associada nesta religião.

Se os farmacêuticos e os médicos adotaram a serpente nos seus caduceus é porque este animal representava para eles algo diferente de um símbolo maléfico... A mitologia grega conta que Hermes, tendo encontrado na Arcadia duas serpentes a lutar, separou-as com a bengala em torno da qual elas se enrolaram apaziguadas... Os gregos derivaram daí o caduceu, símbolo da paz. Nota: O caduceu dos farmacêuticos tem duas serpentes, o dos médicos tem uma única...

A efígie de faraó aparece, geralmente, com o “Némès”, o qual é ornado com a deusa cobra ou “Uraeus”. Para os antigos egípcios a cobra era o símbolo do Alto Egito. A deusa “Uraeus” era associada às representações do faraó, a quem tinha por missão proteger...

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Última atualização: 03/09/2014.
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