CERVOS – VEADOS

Ordem: Artiodáctilo (Artiodactyla)
Família: Cervídeos (Cervidae)
Nome indígena: Suassú

Em tupi, “veado” é o mesmo que “animal grande”, pois eles são chamados pelos índios de Sooassú ou Sooguassú, normalmente de Suassú... “Soo” significa animal (zoológico também é “zoo” ou “soo”) e “assú” significa grande.

Os cervídeos estão presentes em todos os continentes, mesmo na Austrália onde foram introduzidos. Essa família de herbívoros ruminantes conta com 40 espécies, subdivididas em pouco menos que 200 subespécies.

Os cervídeos colonizam todos os tipos de territórios, mesmo as zonas de alta montanha. Na África, encontram-se apenas acima do deserto do Saara. Na filatelia, existem selos postais representando quase todas as espécies, mesmo as subespécies.

Os primeiros cervídeos fósseis foram descobertos na Ásia Central e datam 30 milhões de anos. Eram animais de pequena estatura, não tinham chifres, mas possuíam caninos superiores muito desenvolvidos...

Os primeiros cervos propriamente ditos viveram há cerca de 10 milhões de anos. O maior cervo que já existiu foi o CERVO MEGACEROS, o qual desapareceu no final da era glaciária...

Com exceção da Rena, todas as fêmeas dos outros cervos são mochos, não possuem galhada, erroneamente chamados de chifres. A galhada do cervo cai anualmente e cresce de ano em ano, maior, com mais pontas e mais bonita até o envelhecimento, quando então cada nova galhada regride (cresce menos) em tamanho e qualidade.

A nova galhada cresce rapidamente, coberto de pele e, quando endurece, o cervo esfrega sua galhada nas árvores, em troncos e galhos, até limpá-la da pele ressecada.

Dos cervos menores, muitas espécies têm apenas “espetos” de poucos centímetros, algumas espécies têm “garfo” (duas pontas por galhada), à partir de 3 (formando 6 pontas), a galhada começa ficar mais bonita e, nas espécimes maiores, alcançam de 12, 14, 16 pontas, raramente mais...

Alguns tipos de cervos têm o centro da galhada alargada, formando uma lamina que é chamada de pá. A mais acentuada desta forma de galhada é a do alce.

Na maioria das espécies os cervos machos lutam entre si para manutenção do território e do harém das fêmeas. O choque das galhadas dá para escutar de longe. O macho vencido foge e desta forma a procriação é regulada pela seleção natural das melhores espécimes.

Normalmente silencioso, mas em algumas espécies o cervo macho berra durante a época de luta e acasalamento. Este berro é para desafio e determinação de território simultaneamente.

A voz grossa do macho forte faz com que os mais fracos evitem a região. O berro do cervo varia de espécie para espécie, desde assobio até o mais possante e bonito berro, a do veado-nobre-europeu...

CERVÍDEOS EUROPEUS
Alce-europeu (Alces alces)
Cabrito-montês-europeu (Capreolus capreolus)
Cervo-vermelho ou Cervo-nobre (Cervus elaphus)
Gamo ou Dama (Dama dama)
Rena ou Caribu (Rangifer tarandus) – único cervídeo que tem galhada em ambos os sexos!

CERVÍDEOS ASIÁTICOS
Alce-asiático (Alces alces...)
Cabrito-montês-asiático (Capreolus pygargus)
Cervo-elafo-asiático (Cervus elaphus...)
Wapiti-asiático (Cervus canadenses sibiricus)

CERVÍDEO AFRICANO
Cervo-da-barbária (Cervus elaphus barbarus) – único cervídeo do Continente Africano! Uma pequena população é conservada na Tunísia. Ele é uma subespécie de pequena dimensão do cervo-elafo e pesa cerca de 9kg.

CERVÍDEOS NORTE-AMERICANOS
Alce-americano (Alces alces...)
Alce-gigante-do-alasca – chega a 2 metros de altura
Caribu ou rena-americana (Rangifer tarandus...)
Cervo-da-virgínia (Odocoileus virginianus)
Cervo-mulet (Odocoileus hemonius)
Wapiti-americano (Cervus canadensis)

CERVÍDEOS DA AMÉRICA DO SUL
Cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus)* – maior cervídeo brasileiro!
(galhada com dez “espetos”, cinco de cada lado / filhote sem manchas / patas negras)
Veado-mateiro (Mazama americana)* – maior dos demais Mazama
(galhada com um par de “espetos” / filhote com manchas)
Veado-catingueiro (Mazama gouazoupira)*
(galhada com um par de “espetos” / filhote com manchas)
Veado-bororó-do-sul (Mazama nana)* – menor cervídeo brasileiro!
(galhada com um par de “espetos” / filhote com manchas?)
Veado-campeiro (Ozotocerus bezoarticus)*
(galhada com seis “espetos”, três de cada lado / filhote com manchas)
– Huemul (Hippocamelus bisulcus) – vive nos Andes e tem pequenos caninos superiores (incomum)
– Pudu – menor cervídeo do mundo! Com apenas 35 centímetros de altura, o pudu vive na América do Sul, no Chile e Paraguai, mas não existe no Brasil.

No Brasil, apenas um cervídeo é chamado de cervo, o do Pantanal, os outros são chamados de veados. O veado-catingueiro, o veado-bororó-do-sul e outros do Brasil Central e Norte, todos são menores que o veado-mateiro, entretanto compreendem o mesmo gênero: Mazama.

Os veados do gênero Mazama têm como galhada apenas um par de “espetos”, com uma única ponta (galhadas simples, quer dizer cada espeto tem apenas uma ponta); este é o nome correto, tradicional dos caçadores.

Há discussões se são todas espécies diferentes ou subespécies... Pois existe muita variação genética, mesmo nas consideradas em princípio como uma única espécie.

Para o leigo, as diferenças são quase imperceptíveis, muda um pouco o tamanho, comprimento das pernas e cores dos veados, e muitas vezes habitam o mesmo ambiente, como no Vale do Ribeira, por exemplo, tanto o mateiro como o catinguiero e até o veado-campeiro (outro gênero) aparece normalmente...


CERVO-DO-PANTANAL – maior veado brasileiro!
Nome científico: Blastocerus dichotomus (Illiger, 1815)
Sinônimos: veado-galheiro-grande, blastocero, cervo-do-pântano ou veado-do-pântano

O cervo-do-pantanal é o maior representante da família dos cervídeos, das espécies naturais no Brasil, atingindo entre 1 e 1,2 metro de altura na cernelha (não é a cabeça ou ponta da galhada) e peso entre 90 a 125kg. Sua galhada chega a dez pontas (cinco de cada lado), normalmente, só em casos excepcionais chega a mais. Fotografias e relatos indicam a existência de variações de tamanho, coloração e formação de galhada.

A cor básica do cervo-do-pantanal é marrom-avermelhado, sendo pretos a ponta do focinho e os pés (canelas pretas), e parte da barriga (parte traseira), a garganta, ao redor dos olhos, a testa e o interior das orelhas brancas. A testa também tem um desenho central e até os olhos, de cor cinza. Os pelos são grossos. Os cascos são largos, compridos e unidos internamente por uma forte membrana que é uma adaptação para andar em terrenos alagados ou em solos pantanosos.

Com suas pernas compridas e as patas proporcionalmente maiores do que os outros cervídeos do Brasil, o cervo-do-pantanal está bem adaptado à vida em ambiente palustre. Alimenta-se de pasto variado, incluindo arbustos. Na época do crescimento da galhada, o macho escolhe plantas que suprem as necessidades de seu organismo para o desenvolvimento da mesma.

A fêmea do cervo-do-pantanal dá à luz um filhote por ano, normalmente. O filhote já nasce com as cores dos cervos adultos, não há nele as manchas comuns nos filhotes de outros cervídeos. Vivem isolados ou em pequenos grupos.

O hábitat do cervo-do-pantanal é principalmente a região do Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense, portanto nos Estados de Mato Grosso (MT) e Mato Grosso do Sul (MS). Mas também ocorrem em regiões pantanosas nos Estados de Goiás, norte de Minas Gerais, Bahia, Paraná e Rio Grande do Sul (conforme IBAMA). Talvez em outros Estados como Roraima (RO) e Tocantins (TO)... Fora do Brasil a distribuição original do cervo abrangia áreas pantanosas ou inundáveis do sudeste do Peru, Paraguai, Bolívia, nordeste da Argentina e, possivelmente, o nordeste do Uruguai.

O cervo-do-pantanal está na categoria de espécie ameaçada de extinção (vulnerável). Um programa de preservação do cervo-do-pantanal com a participação de criadouros sob controle do IBAMA, permite ser otimista quanto à preservação da espécie.


VEADO-MATEIRO
Nome científico: Mazama americana
Nome indígena: guatapará, guaçupita, suaçupita, guaçuetê; também chamado de veado-pardo

Às vezes, chamado de daguete-vermelho, possui dimensões pequenas e pesa cerca de 16-21 kg. Pelagem do corpo e das pernas castanho-avermelhado uniforme; cabeça e pescoço marrom-acinzentado. Testa com topete de pelos longos e escuros. Região lateral e posterior ao focinho, branca, bem como as mandíbulas, a garganta, a parte interior das pernas e da cauda. Olhos grandes.

Galhada curta (12 cm no máximo), retas, sem bifurcação e voltadas para trás somente nos machos. Cauda curta e peluda. Diurnos e noturnos, terrestres e solitários. Alimentam-se de frutas, cogumelos, pastagem, flores e frutas. Habita densas formações vegetais com farto sub-bosque. Ocorre em todo território nacional, exceto no Rio Grande do Sul.

Abaixo, este filhote foi fotografado no Zoológico da Universidade Federal de Mato Grosso (MT), by Sérgio Sakall (08/2005). Nota: por sua coloração e manchas brancas é típico do veado-mateiro, não cervo-do-pantanal como descrito em Cuiabá...

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VEADO-BORORÓ-DO-SUL – menor veado brasileiro!
Nome científico: Mazama nana (Hensel, 1872)

A palavra “bororo” (ôro) ou “bororó” é um adjetivo que se refere ao indíviduo dos bororos – povo indígena que habita áreas de Mato Grosso. O veado-bororó-do-sul está na categoria de ameaça: Vulnerável. Ele é encontrado nos Estados: PR, RS, SC, SP...

VEADO-CATINGUEIRO
Nome em inglês: Gray Brocket Deer
Nome científico: Mazama gouazoupira
Nome indígena: guazubirá (guaçubirá), guaçucatinga; também chamado de veado-virá ou virote

A palavra “catingueiro” é um adjetivo que se refere ao habitante de caatinga – vegetação arbustiva, sem folhas na estação seca, típica do Nordeste, norte de Minas Gerais e Maranhão... , esses animais ocupam ambientes mais áridos e possuem uma coloração amarronzada, mais clara em relação aqueles que habitam ambientes mais úmidos e fechados. Entretanto, variações significativas na coloração da pelagem dos catingueiros podem ser observadas em indivíduos de uma mesma população ou entre localidades diferentes.

O veado-catingueiro é um cervídeo com hábito solitário, encontrando o seu parceiro apenas para acasalar. Esse animal apresenta hábito de marcação de seu território, assim sendo observado através da presença de pilhas de fezes. Esses territórios marcados são locais freqüentemente utilizados pelos catingueiros para abrigo ou alimentação.

Os machos também utilizam sua galhada e glândulas localizadas na cabeça para marcarem arbustos, abaixo dos quais em algumas ocasiões raspam as patas dianteiras no solo, chegando a depositar um pouco de urina e fezes no local. Ocorre do sul do Panamá, por toda a América do Sul, Colômbia e Venezuela até o norte da Argentina e Uruguai e em todo o Brasil. Vive aproximadamente 13 anos.

Um dos primeiros sinais do declínio populacional rumo à extinção é o desvio na proporção de indivíduos jovens capturados pelos caçadores, comparando-se com o número de indivíduos adultos e velhos. A disponibilidade alimentar e nutricional ao longo do ano afeta a reprodução dos cervídeos. No caso do veado-catingueiro que se alimenta de frutos, brotos de arbustos e folhas, não há um período criticamente pobre em termos de recursos alimentares o que permite a esta espécie se reproduzir em todos os meses do ano.

As fêmeas dão à luz apenas um filhote, após um período de gestação de aproximadamente 7 meses; sua gestação é de 200 a 215 dias, em média. Quando nascem, os filhotes possuem manchas brancas em seu corpo, formando linhas longitudinais nos lados do corpo, isso para uma camuflagem na natureza, mas conforme o animal cresce as manchas vão sendo eliminadas, e em alguns meses já possuem a coloração do adulto.

A fêmea da espécie veado-catingueiro que aparece na fotografia abaixo (by Layser Melo) foi doada ao Zoológico de Salvador ainda filhote e criada com ajuda de mamadeira... Existem exemplares no Zoológico da Universidade Federal de Mato Grosso, também no Zoológico de Brasília...

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VEADO-CAMPEIRO
Nome científico: Ozotocerus bezoarticus (Linnaeus, 1758)
Sinônimos: veado-branco ou cervo-dos-pampas
Nome indígena: suassú-tinga, suaçutinga, guazuti (guaçuti)

Veado de cor marrom acinzentado claro (castanho claro), com ventre (as partes baixas) e espelho brancos, no macho moldura branca ao redor dos olhos. O veado-campeiro alcança entre 70 a 80 centímetros de altura, de 1,20 até 1,35 metro de comprimento e pesa 60kg, aproximadamente. A galhada do macho atinge no máximo 6 pontas e mais de 30 centímetros de comprimento.

No primeiro ano a galhada cresce com apenas uma ponta chamada espeto, no segundo ano com duas pontas em cada galhada denominada de garfo e apenas no terceiro ano alcança a galhada completa de seis pontas (três cada lado).

A galhada cresce coberto de pele, com muitas veias fornecendo grande quantidade de sangue, ainda como estrutura macia. Atingindo seu tamanho definitivo, a galhada endurece, as veias e a pele protetora secam. O tamanho da galhada reflete a saúde, alimentação e vigor no veado, definhando (crescendo menor e mais fraco) quando de seu envelhecimento.

Geralmente, a fêmea dá à luz um filhote, raramente dois que nascem malhados, com manchas brancas, permitindo uma perfeita camuflagem na capoeira. Vive em campos e capoeiras pastando principalmente de manhã cedo e ao entardecer. Não perturbado, convive próximo à atividades humanas podendo aproveitar as novas plantações para sua alimentação.

Vive isolado ou em pequenos bandos dependendo do ambiente, formado pelo macho com suas fêmeas e filhotes. O tipo de vegetação preferida são os campos e cerrados ou áreas levemente alagadas para pastar, sem desprezar as plantações agrícolas e alguns tipos de frutas como a pitanga, por exemplo.

Rápido na corrida, ultrapassa a capoeira baixa com belos saltos e com a cauda levantada mostra aos companheiros do bando ou filhote(s) o espelho branco que permite na penumbra ou em noites claras a fuga conjunta sem se separarem, dando assim maior segurança ao grupo.

O veado-campeiro macho tem um cheiro intenso (detectável de longe), um cheiro parecido com alho, principalmente durante o período de acasalamento; durante este período os machos desenvolvidos disputam as fêmeas em luta, geralmente, sem feridos. O duelo começa com o choque dos dois, galhada contra galhada. Caso no impacto os dois agüentem com equilíbrio de força, a luta vira de resistência tentando empurrar e desequilibrar o adversário.

Demorando a luta podem ocorrer intervalos de descanso, continuando a peleja com a mesma violência até que um dos dois ceda ou se desequilibre. O perdedor abandona o local sem ser perseguido. O vencedor permanece no local com a(s) fêmea(s).

Inimigos naturais (predadores) do veado-campeiro são apenas as onças-parda e pintada, o jacaré e a jibóia ou sucuri; o mais perigoso inimigo do veado-campeiro é o homem e seus cachorros.

Normalmente silencioso, quando se assusta solta um tossido assobiante que põe o bando em posição de alerta, mas em caso de medo e dor, berra como cabrito.

É uma espécie que corre perigo de extinção... Habita áreas de campos no Brasil, Paraguai e Argentina... Veados-campeiros são encontrados no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros...

Fonte: http://www.pousalegre.com.br/histnat.htm
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CHIFRE, CORNO ou GALHADA?

Geralmente, os chifres ou as galhadas são usadas para atração sexual, as fêmeas escolhem seus parceiros sexuais pelo tamanho dos chifres. Às vezes, o chifre, o corno ou a galhada também é usada para defesa do animal. Normalmente, quando atingem um certo tamanho ou sua razão (sexual) de existência foi cumprida, eles caem...

CHIFRE – A palavra genérica chifre deve ser usada para os bovinos, caprinos, ovinos e outros antílopes... Nos bovinos e parentes mais próximos, o chifre é oco, só cresce uma vez, não cai, pode quebrar e ficar até o fim da vida do animal conforme quebrou.

CORNO – Significa apêndice duro, reto ou recurvo que guarnece a fronte de alguns animais, os quais são chamados de corníferos, o que tem cornos. São projeções ósseas do crânio, segundo o Museu de Veterinária...

GALHADA – Como a própria palavra já diz, galho, galharada, galharia, vem de ramagem de árvore, ramos de árvores, portanto significa cada um dos “galhos” ramificados dos cervídeos machos. Nota: os portugueses chamam de “armação”.

Atenção: No caso dos cervídeos, eles não têm “chifres”. Os cervídeos têm galhada! Este é o nome correto, embora muitos pesquisadores no Brasil também, erroneamente, chamem de chifres...

Já os girafídeos (girafas e ocapis) possuem duas pequenas formações cobertas de pele no alto da cabeça (mais delgadas e inteiramente cobertas por pêlos nas fêmeas, ao contrário do que acontece com os machos), por vezes antecedidas de uma proeminência na fronte e sucedidas de outras duas formações mais curtas, também cobertas de pele.

As girafas nascem com duas estruturas semelhantes a “chifres”, no alto da cabeça, entretanto são formações ossículas... Esses ossículos/ossíconos são inicialmente constituídos por cartilagem que endurecem rapidamente e se ossificam, dando origem a cornos de osso sólido, curtos e cobertos de pele nos adultos e, ao contrário dos chifres de outros bichos, nunca caem.

Em outros antílopes e ungulados que os chifres não fazem parte do esqueleto, sendo constituído de queratina e, se cair após algum acidente, ele volta a crescer, os cornos das girafas e dos ocapis fazem parte do crânio e, se acontecer algum acidente, jamais volta a crescer, resultando no corno quebrado.

Em ambos os sexos existem de dois a quatro pequenos cornos e, muitas vezes, desenvolvem um terceiro ou quinto ou uma protuberância entre os olhos, mais curtos e não pontiagudos, consoante à subespécie. Ambos os sexos possuem um par principal, mas os do macho são mais desenvolvidos do que os da fêmea, até 13 centímetros de comprimento.

Atenção: Portanto, as girafas também não possuem “chifres” propriamente ditos, o correto é chamá-los de cornos; por quê? Porque corno é para a vida inteira do animal, pois o mesmo nunca cai.

Veja mais sobre a anatomia das girafas!

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Contribuições recebidas:

Daniel – firemanfrg@hotmail.com ou firemanfrg@pop.com.br (22/05/05) – Acadêmico de biologia que, assim como você, gosta desses impressionantes animais. Não quero que me leve a mal, pois só quero acrescentar e somar para a melhoria de seu belo site. Curitiba – Paraná (PR)

András Bánffy BAK – andras@jlnet.com.br (10/09/07) – Sua página sobre veados mostra no fim uma fotografia tirada em 8/2005 que retrata um filhote de veado... Apesar das observações, seu site é bom, meus parabéns. 12/09/07: Pelos seus textos já ví que você é um cara bem aberto à comunicação. Respondendo em seqüencia às suas perguntas. Sou de ramo totalmente diferente (administrador) mas trabalho no assunto ligado à área ambiental cujos resultados estão acessíveis no endereço projetobiosfera, acrescente ex-caçador, biofotógrafo e etc. Estou no Vale do Ribeira. Tem pesquisas boas, detalhadas e geralmente limitadas em abrangência que muitas vezes são publicados como Teses nas faculdades. Específicamente há um grupo que pesquisa mais amplamente os cervídeos na Unesp. Bem, qualquer tema na área ambiental é tão extenso quanto você se dedica a ele. Até a filatelia, como seu site bem mostra (eu já larguei faz muitos anos) tem amplitude quilométrica. O problema quanto o assunto tratado é muito variado, fica-se demais na dependência de terceiros, nem sempre de confiança, como nos seus textos sobre runas, por exemplo. Até onde é histórico conforme os selos dos países que estão retratados em sua página tudo em ordem, quando começa a entrar no tema de uso para fins misteriosos e etc., cuidado, tem mais mentira do que verdade. Saudações.

Fontes:
Projeto Biosfera (http://www.projetobiosfera.com.br/)
Encyclopedia of Deer (G.K.Whitehead)
The Big Game of the World (Werner Trense)
Alain François (http://www.filatelicamente.online.pt/)

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Última atualização: 15/09/2008.
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