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CEGONHAS

Família: Ciconiidae

Maguari Tuiuiú ou Jaburu Cabeça-seca

As cegonhas, em inglês Storks, são aves migrantes da família Ciconiidae – espécime dos Ciconiídeos, família de aves da ordem Ciconiiformes, de bico longo, reto ou curvo e que vivem em bandos.

As cegonhas ocorrem em muitas regiões do mundo e tendem a viver em habitats mais secos do que outras aves da mesma Ordem, mas de famílias diferentes como: Ardeídea (garças e socós) e Tresquiornitídea (colhereiros, curicacas, íbis e guará).

As cegonhas não têm siringe (syrinx) e são mudas, entretanto seus bicos barulhentos é um modo importante de comunicação no ninho. Muitas espécies são migratórias. A maioria das cegonhas comem rãs, peixes, insetos, minhocas e pequenos pássaros ou mamíferos.

Ordem: Ciconiiformes
Família: Ciconiídea (Ciconiidae)
Gêneros e Espécies: Existem 19 espécies de cegonhas (sem contar as extintas), classificadas em 6 gêneros.

Gênero: Anastomus (Bonnaterre, 1791) – bico-abertos / Openbill Storks / Bec-ouvert / pico abierto. Espécies (2):
A. lamelligerus (Boddaert, 1783) – cegonha-de-bico-aberto-africana / African Openbill Stork / Bec-ouvert africain (quase inteiramente preta; África e Madagascar)
A. oscitans (Boddaert, 1783) – cegonha-de-bico-aberto-indiano / Asian Openbill Stork / Bec-ouvert indien (quase inteiramente branca; Índia e Indochina)

Gênero: Ciconia (Brisson, 1760) – cegonhas e maguari / Storks / Cigogne / cigüeñas. Espécies (7):
C. abdimii (Lichtenstein, 1823) – cegonha-de-ventre-branco / Abdim’s Stork ou White-bellied Stork / Cigogne d’Abdim (África Oriental, da Etiópia à África do Sul)
C. boyciana (Swinhoe, 1873) – cegonha-branca-oriental / Oriental Stork / Cigogne orientale (Japão; similar a cegonha-branca)
C. ciconia (Linnaeus, 1758) – cegonha-branca / White Stork / Cigogne blanche (migra da África para a Ásia e Europa) Nota: Há no ZooParque.
C. episcopus (Boddaert, 1783) – cegonha-de-pescoço-branco / Woolly-necked Stork / Cigogne épiscopale (Ásia da Índia à Indonésia; parece que se reproduz na África)
C. maguari (J. F. Gmelin, 1789) – maguari ou cauanã, cauauá, jaburu-moleque, joão-grande / Maguari Stork / Cigogne maguari (RS, Brasil e países da América do Sul)
C. nigra (Linnaeus, 1758) – cegonha-preta / Black Stork / Cigogne noire (Europa)
C. stormi (Blasius, 1896) – cegonha-de-storm / Storm’s Stork / Cigogne de Storm (Ásia; Malásia; seu nome homenageia Hugo Storm)

Gênero: Ephippiorhynchus (Bonaparte, 1855) – vulgarmente são chamados “jabirus”, mas isso se refere propriamente ao parente da América Latina. Espécies (2):
E. asiaticus (Shaw, 1800) – jabiru-da-ásia / Black-necked Stork / Jabiru d’Asie (pescoço, cabeça e bico pretos; Ásia e Australásia)
E. senegalensis (Shaw, 1800) – jabiru-do-senegal ou cegonha-gigante-do-senegal / Saddle-billed Stork ou Saddlebill / Jabiru d’Afrique (pescoço e cabeça pretos, bico colorido) Nota: Há no acervo do ZooParque.

Gênero: Jabiru (Hellmayr, 1906). Espécie (1):
J. mycteria (Lichtenstein, 1819) – tuiuiú ou jaburu (português) / Jabiru (inglês) / Jabiru d’Amérique (francês) / jabirú o tuyuyu (espanhol)

Gênero: Leptoptilos (Lesson, 1831) – marabus / Storks / Marabouts / marabúes. Espécies (3):
L. crumeniferus (Lesson, 1831) – marabu-africano / Marabou Stork / Marabout d’Afrique (África Subsaariana) Nota: Há no ZooParque.
L. dubius (Gmelin, 1789) – marabu-argala / Greater Adjutant / Marabout argala (Ásia; vários países; espécie de cegonha da Índia)
L. javanicus (Horsfield, 1821) – marabu-javanês / Lesser Adjutant / Marabout chevelu (Ásia; Índia, China; Java)

Gênero: Mycteria (Linnaeus, 1758) – tântalos / Storks / Tantales / tántalos. Espécies (4):
M. americana (Linnaeus, 1758) – cabeça-seca ou tântalo-americano / Wood Stork / Tantale d’Amérique (nas Américas)
M. cinerea (Raffles, 1822) – tântalo-branco / Milky Stork / Tantale blanc (Ásia)
M. ibis (Linnaeus, 1766) – tântalo-africano / Yellow-billed Stork / Tantale ibis (África Oriental)
M. leucocephala (Pennant, 1769) – tântalo-indiano / Painted Stork / Tantale indien (Índia e Indochina)

Máximo-postal de Botsuana alusivo ao pássaro “Yellow-billed Stork”.

Em geral a cegonha é um símbolo de felicidade, na simbologia... Os orientais acreditam que ela seja um animal que atrai vida longa, além disso, é também uma representação de fertilidade... Sob o ponto de vista cristão, a cegonha é a “inimiga do mal” por se alimentar de serpentes, as quais simbolizam o diabo...

Cabeças-secas e colhereiro (rosa).

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TUIUIÚ – Ave símbolo do Pantanal Mato-Grossense e maior ave voadora do Brasil!

O tuiuiú é conhecido também por jaburu, jabiru, tuiuguaçú, tuinim, tuim-de-papo-vermelho (Mato Grosso), cauauá (Amazônia), tuiuiú-coral e jaburu-moleque. A palavra “jaburu” em tupi-guarani é uma alusão ao seu “pescoço inchado”, ou ao modo de andar da ave, “da que é inchada”... Talvez, jabiru ou jaburu derive do tupi “iambyrú”..., mas jamais encontrei esta palava que quase todos os dicionários citam...

O tuiuiú é uma ave grande, que chega a 2,50 metros de envergadura e 8 kg de peso. Tem coloração toda branca, com a cabeça e pescoço nus e negros, o longo pescoço com uma parte da base vermelha, uma faixa vermelha, em contraste ao grande bico quase negro, e levemente curvado para cima.

É grande voadora, pois se eleva a grande altura em meio a tantas outras, quando ficam fazendo inspeção às áreas alagadiças e onde as águas estão baixando, para atestarem a presença do pescado. Voando, mantém o pescoço esticado e alterna períodos de batimento das grandes asas, de mais de dois metros e meio de envergadura, com outros em que planam. Constrói grandes ninhos isolados sobre árvores altas, mas forma grandes grupos para se alimentar.

As fotos do tuiuiú em pleno voo foram tiradas na região da antiga estrada que ligava a capital de Mato Gosso do Sul, Cuiabá, à cidade de Corumbá, no extremo oeste do Estado. Hoje, ainda de terra (que permaneça assim), ela é chamada de “Estrada Parque” e margeia quase toda a extensão sul do Pantanal (MS).

Fotos by Sérgio Sakall (08/2005).

Encontrado desde a Região Norte até São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, também no México até o norte da Argentina, Paraguai e Uruguai. Habita campos com árvores esparsas às margens de grande rios e lagos, campos úmidos, pantanais e pastagens com lagoas, vivem no alto das árvores, nos pantanais.

Caça sua presa tanto em campos secos de gramíneas quanto em alagados. Alimentam-se de peixes, anfíbios, moluscos, insetos, répteis e também de pequenos mamíferos e restos de animais.

Sua função no Pantanal é muito importante, uma vez que fazem o papel de “limpadores” das áreas porque, em determinadas épocas, o pescado morto é volumoso na região, atingindo milhares de toneladas, e a decomposição é acentuada. Também outras espécies de aves, realizam a limpeza da região, mesmo já iniciada a fase de decomposição.

Fora do período reprodutivo pode ser visto solitário, em pares ou em grupos de até centenas de indivíduos. As maiores populações ocorrem no Pantanal de Mato Grosso, onde foi escolhido como animal símbolo, e no Chaco Oriental, no Paraguai.

Casal de tuiuiús e ninho de tuiuiú (“Ninho do pássaro grande”) na Estrada Parque – Pantanal (MS), fotos by Sérgio Sakall (08/2005).

Faz ninhos isolados ou em grupos de até 6, às vezes, junto aos ninhos de outras garças. O ninho é construído com ramos secos e chega a ter mais de 1 metro de diâmetro externo. Sempre no alto das árvores do Pantanal, esse ninho é trabalhado pelo casal.

A postura consiste em 2 ou 3 ovos, ambos trabalham na incubação e nos cuidados com a prole, às vezes, o ninho é também bastante rico em plumagem, para auxiliar na proteção da postura. Esse animal é caçado clandestinamente na Amazônia...

Abaixo (do lado esquerdo da tela), selo das Nações Unidas de Genebra (Suíça), emitido em 18/03/1994 em uma série de 4 valores sobre espécies ameaçadas de extinção. Do lado direito da tela, selo da cartela premiada “Pantanal Fauna e Flora” que mostra tuiuiús. Nota: Outros selos que mostram o tuiuiú: Mercosul, Pantanal Mato-Grossense...

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Última atualização: 27/08/2011.
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