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TAMANDUÁS

Classificação Científica:
Reino: Animal
Filo: Cordados
Subfilo: Vertebrados
Classe: Mamíferos
Superordem: Xenarthra
Ordem: Pilosa
Famílias (duas): Cyclopedidae e Mirmecofagídeos (Myrmecophagidae)
Gêneros (três espécies): Cyclopes, Myrmecophaga e Tamandua

O tamanduá-bandeira tem como nome científico: Myrmecophaga tridactyla....
Nome complicado, não é?

Mas é fácil de se entender (grego): “myrmeco” se refere às formigas; “phagos”, comedor, que se alimenta de; e “tridactyla” refere-se aos seus três dedos das patas anteriores, usadas para escavar, “tri” (três), “dactylos” (dedos).

Ao lado, um fragmento de envelope com selo sobre tamanduá aposto, obliterado em 30/09/2005 com carimbo especial sobre formiga.

Muito legal este lançamento feito pela Polônia, não é?

Esta peça filatélica compreende uma série sobre os Zoológicos Poloneses.

Tamanduá-bandeira ou tamanduá-gigante (Myrmecophaga tridactyla) Família Myrmecophagidae / Terrestre, mirmecófago
Nome inglês: Giant Anteater ou apenas Anteater

Atualmente se reconhece três subespécies, as quais se distinguem pela sua distribuição geográfica, pela América Central à América do Sul. Uma dessas subespécies, a da América Central, encontra-se praticamente extinta:

  1. Tamanduá-bandeira-ocidental (Myrmecophaga tridactyla artata) Western Giant Anteater
  2. Tamanduá-bandeira-centro-americano (Myrmecophaga tridactyla centralis) Central Giant Anteater
  3. Tamanduá-bandeira-do-sul (Myrmecophaga tridactyla tridactyla) Southern Giant Anteater

Tamanduá-mirim ou meleta (Tamandua tetradactyla), às vezes chamado de lapicho ou mixila. Família Myrmecophagidae / Semi-arborícola, mirmecófago
Nome inglês: Collared Anteater / lesser anteater / Four-toed anteater

Tamanduá-i ou tamanduí (Cyclopes didactylus), Família Cyclopedidae / Arborícola, mirmecófago

Mirmecofagídeo – Diz-se de espécime dos mirmecofagídeos, família de desdentados que se nutrem de insetos, especialmente formigas. São os tamanduás.

Tamanduá Bandeira Ocidental (Myrmecophaga tridactyla artata) Tamanduá Bandeira Centro Americano (Myrmecophaga tridactyla centralis) Tamanduá Bandeira do Sul (Myrmecophaga tridactyla tridactyla)
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TAMANDUÁ-BANDEIRA

Abaixo (lado esquerdo da tela), selo da Guiana Francesa emitido em 1905, com valor facial de 1 centavo, que mostra o tamanduá-abandeira (Scott: 51, SG: 58). Do lado direito, selo brasileiro emitido em 1988, com valor facial de 20 cruzeiros. Ambos os selos postais mostram o tamanduá-bandeira.

Características gerais:

Comprimento do corpo: cerca de 1 metro e 30 centímetros
Comprimento de cauda: 90 centímetros
Altura: cerca de 60 centímetros
Peso: até 39 quilogramas
Período de gestação: 190 dias
Número de cria: 1
Maturidade sexual: 14 a 22 meses (fêmea); 24 meses (macho)
Longevidade: cerca de 15 anos

Categoria de ameaça: Vulnerável. UF: AC, AM, AP, BA, DF, GO, MA, MG, MS, MT, PA, PI, PR, RO, RR, RS, SC, SP, TO.

Pelagem das costas marrom acinzentado; pelos negros, cinza e marrom; grossos, faixa larga, negra, com contorno branco, indo do ombro ao peito e pescoço. Possui crina com pelos curtos na cabeça e aumentando de tamanho em direção à cauda. Os pelos são duros e secos. Cabeça alongada, pontuda e convexa, coberta com pelos curtos, cinza; focinho negro; orelhas pequenas e redondas. Grande cauda, não preênsil, com pelos muito grandes, grossos e pendentes. Patas dianteiras mais claras com três garras fortes e duas menores. Patas traseiras da cor do corpo e com cinco garras pequenas.

Sendo o maior de todos os membros da família Myrmecophagidae, o tamanduá-bandeira ou tamanduá-gigante é um comedor de insetos e ovos de aves, como todos as espécies atuais de tamanduás das Américas Central e do Sul. É caracterizado por seu longo focinho cônico, por suas unhas enormes e por sua língua comprida...

Com o tamanho total de 50 centímetros, a pegajosa língua coberta por um líquido é usada para capturar os insetos em seus ninhos, formigueiros e cupinzeiros. O tamanduá-bandeira pode tirar a língua cerca de 160 vezes por minuto!

A visão é fraca e o tamanduá-bandeira depende quase totalmente da audição e do faro para detectar inimigos, assim como para encontrar seu alimento: formigas, cupins, casulos, larvas de besouro etc. Num único dia, o tamanduá-bandeira pode comer cerca de dois milhões de formigas!

Suas longas, curvas e afiadas garras são usadas para abrir brechas nos ninhos dos insetos de que se alimenta. São também um recurso mortal de luta, já que as usa para ferir os adversários, cravando lhes as unhas nas costas.

A pelagem é característica da espécie, um acinzentado com uma faixa preta com bordas brancas e as patas de cor branca também. Sua cauda o confunde em meio a grama alta das savanas tropicais e campos, detentores de muitos cupinzeiros.

Raramente atacado por sua carne possuir um gosto ruim, seus predadores ocasionais são as onças-pintadas (os caçam por engano) e o homem, por esporte.

O tamanduá é parente das preguiças, tatus, gliptodontes, megatérios e os demais desdentados. Alguns desses parentes até possuem dentes, mas sem o esmalte.

Os tamanduás-bandeira se reúnem em pares somente na época da reprodução, normalmente na primavera. Após se acasalarem, o macho abandona a fêmea que irá cuidar do filhote (um único por ano) até que este já possa se manter sozinho.

O filhote nasce com cerca de 1,3 kg. Durante oito ou nove meses, a cria se alimenta somente de leite. Após esse prazo, a fêmea ensina as técnicas de caça aos insetos ao filhote.

Para que o filhote não se canse, a fêmea o carrega nas costas, assim como fazem algumas espécies de primatas (com os quais não tem parentesco próximo), apesar dele ser capaz de galopar lentamente um mês após seu nascimento.

Em cativeiro recebem vários tipos de alimentos, incluindo insetos (vermes, larvas, grilos e cupins), um mingau com alto índice de proteína e aperitivos como abacates, mangas, laranjas e iogurte.

Hoje em dia, só habitam a América Latina, com espécies terrícolas e arborícolas, tais como o tamanduá-mirim e o tamanduí...

Tamanduá Bandeira (Myrmecophaga tridactyla)
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TAMANDUÁ-MIRIM

O tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla) é um mamífero da família dos Mirmecofagídeos de ocorrência sulamericana, que se distribui da Venezuela ao sul do Brasil. Esta espécie encontra-se em declínio em muitas regiões, devido a redução de seu habitat e consequente redução na oferta de alimento.

Outros fatores agravantes são os atropelamentos em rodovias e ataques por cães domésticos... Um caso desses, por exemplo, foi registrado em uma propriedade rural do Município de Marau, no Estado do Rio Grande do Sul (RS)...

O nome “tetradactyla” refere-se aos seus quatro dedos, usadas para escalar árvores, “tetra” (quatro), “dactylos” (dedos).

O período gestacional é de aproximadamente 190 dias, nascendo geralmente uma única cria por ano, que é carregada no dorso da mãe nos primeiros meses de vida. Poucos estudos têm sido feitos sobre cuidado maternal – relação essencial para que o filhote adquira características e habilidades que permitam sua sobrevivência...

O tamanduá-mirim tem patas anteriores contendo garras centrais aumentadas. Possui hábitos crepuscular e noturno, alimentando-se de invertebrados, especialmente cupins. Em cativeiro, sua visualização pelo público é bastante dificultada devido aos seus hábitos...

Exemplares podem ser vistos no Zoológico da Universidade Federal de Mato Grosso, também no Parque Dois Irmãos (PE), Parque Zoológico Quinzinho de Barros (SP), Zoo Pomerode (SC), entre outros...

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O tamanduá-i, tamanduaí ou tamanduí (Cyclopes didactylus) vive em florestas tropicais do México, Peru, Brasil (Amazônia, Alagoas e Pernambuco). O tamanduaí tem o hábito noturno de escalar árvores com extrema habilidade.

O tamanduaí é o menor dos tamanduás que se conhece no mundo e, do mesmo modo do que nas outras espécies de tamanduás, o seu regime alimentar se torna muito complicado na manutenção em cativeiro...

É um animal que vive solitário. Sua pelagem é densa e dourada. Possui uma cauda grande e preênsil e dois dedos em forma de garras nas patas dianteiras. Pode ser encontrado no Parque Dois Irmãos, também em zoos peruanos...

BioData é um sítio dedicado à biodiversidade do planeta Terra. Desenvolvido pelo estudante paulista (amante de animais e plantas) Rafael Silva do Nascimento. Você quer saber mais sobre o bicho desta página, também sobre muitos outros, visite o BioData (www.geocities.ws/rsn_biodata/)!

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Última atualização: 22/03/2013.
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