This page is part of © GIRAFAMANIA website / Esta página é parte do sítio GIRAFAMANIA

Ordem dos Primatas

MACACOS AMERICANOS

Série em bloco de 4 valores (7,80 PEN cada), emitida pelo Peru em 2011, Primatas do Peru, “Primates del Perú”, cujos selos mostram 4 espécies de macacos americanos: mono choro de cola amarilla (Lagothrix flavicauda), tocón de san martin (Callicebus oenanthe), mono nocturno andino (Aotus miconax) e wuapo colorado (Cacajao calvus).

volta ao topo

GÊNERO ALOUATTA

O macaco-uivador é muito conhecido por sua vocalização que pode ser ouvida a mais de 5 quilômetros dentro da mata, que serve para a marcação de seu território. As palavras em tupi-guarani: “guaiba, guariba, wariwa”, referem-se ao “chefe dos berradores”, bugio... Os índios também o chamam de kubut. Esses animais são folívoros (que se alimentam de folhas) e frugívoros (que se alimentam de frutos). Ocorre também no Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense. De coloração escura, cuja pele da mandíbula é barbada, o bugio vive em bandos. O bugio-preto vive em haréns de cinco a 30 indivíduos, geralmente, liderados pelo macho e com predominância em número de fêmeas...

Gênero: Alouatta (Lacepede, 1799) – macaco-uivador, bugio ou guariba / Howler Monkeys (http://en.wikipedia.org/wiki/Alouatta)
A. arctoidea () – Ursine Howler.
A. belzebul (Lineu, 1766) – Red-handed Howler / Hurleur aux mains rousses.
A. belzebul ululata (Elliot, 1912) – guariba-de-mãos-ruivas ou capelão. Categoria de ameaça: Criticamente em perigo UF: MA
A. caraya (Humboldt, 1812) – bugio-preto, bugio-negro ou macaco-guariba / Black Howler / Hurleur noir. Mono aullador negro ou carayá-hú, em espanhol. Argentina.
A. coibensis (Thomas, 1902) – Coiba Island Howler / Hurleur de l’île Coïba.
A. coibensis coibensis (Thomas, 1902)
A. coibensis trabeata (Lawrence, 1933) – Azuero Howler Monkey.
A. discolor () – Spix’s Red-handed Howler.
A. fusca ou Alouatta guariba (É. Geoffroy Saint-Hilaire, 1812) – bugio-marrom... / Hurleur brun.
A. guariba () – Brown Howler.
A. guariba clamitans – bugio-ruivo / Southern Brown Howler.
A. guariba guariba – bugio, barbado ou guariba / Northern Brown Howle. Categoria de ameaça: Criticamente em perigo. UF: BA, MG
A. juara () – Juruá Red Howler.
A. macconnelli () – Guyanan Red Howler.
A. nigerrima () – Amazon Black Howler.
A. palliata (Gray, 1849) – Mantled Howler / Hurleur à manteau.
A. palliata aequatorialis – Ecuadorian Mantled Howling Monkey.
A. palliata mexicana – Mexican Howling Monkey.
A. palliata palliata – Golden-mantled Howling Monkey.
A. pigra (Lawrence, 1933) – Guatemalan Black Howler / Hurleur du Guatemala.
A. puruensis () – Purus Red Howler.
A. sara (Elliot, 1910) – Bolivian Red Howler / Hurleur de Bolivie.
A. seniculus (Lineu, 1766) – macaco-uivador-vermelho / Venezuelan Red Howler / Hurleur Roux.
A. ululata () – Maranhão Red-handed Howler.

A imagem do lado esquerdo da tela é parte da placa instrutiva do Zoo Bauru!

volta ao topo

GÊNERO AOTUS

O macaco-noturno tem pelo cinza mesclado de marrom, macio e denso. Cabeça redonda com pelos curtos, cara branca com contornos negros da bochecha até o alto da cabeça. Olhos grandes redondos e marrons. Cauda não preênsil, nunca enrolada, marrom ou dourado-queimado da base até a metade e a ponta negra. Garganta, peito e ventre variando do amarelo pálido ao laranja brilhante. São animais noturnos, arbóreos, vivendo em pequenos grupos. Alimentam-se de frutas, insetos e néctar. Normalmente são vistos na parte superior das florestas. É espécie praticamente sedentária ocupando áreas restritas nas matas. São mais ativos em noites de lua cheia.

Gênero: Aotus (Illiger, 1811) – macaco-noturno ou macaco-da-noite, também conhecido como caraí / Night monkeys, Owl monkeys or douroucoulis
Grupo “pescoço-cinza” (gray-necked group) ou Aotus lemurinus:
A. lemurinus – Gray-bellied night monkey. Ocorre na Colômbia e Equador.
A. brumbacki – Brumback’s night monkey
A. griseimembra – Gray-handed night monkey. Ocorre na Colômbia e Venezuela.
A. jorgehernandezi – Hernández-Camacho’s night monkey. Ocorre na Colômbia, a oeste dos Andes.
A. trivirgatus – Three-striped night monkey. Ocorre no centro-norte do Brasil e Venezuela.
A. vociferans – Spix’s night monkey. Ocorre no Brasil, Equador, Colômbia e Peru.
A. zonalis – Panamanian night monkey. Ocorre no Panamá e na região de El Chocó. Há registros na Costa Rica, especialmente no Mar do Caribe.
Grupo “pescoço-vermelho” (red-necked group) ou Aotus azarae:
A. azarae – Azara’s night monkey / Mono de noche ou mirikiná, mono lechuza. Ocorre na Argentina, Brasil, Bolívia, Peru e Paraguai.
A. miconax – Peruvian night monkey. É endêmico do norte do Peru (mostrado no selo peruano: mono nocturno andino Aotus miconax).
A. nancymaae – Nancy Ma’s night monkey. Ocorre no Brasil e Peru.
A. nigriceps – Black-headed night monkey. Ocorre no Brasil, Peru e Bolívia.

volta ao topo

GÊNERO ATELES

O macaco-aranha é encontrado nas florestas amazônicas e da América Central. Ocorre no Amapá, norte do Pará, sudoeste do Amazonas, Acre, Rondônia e noroeste de Mato Grosso. São diurnos e arbóreos, no habitat vivem em grupos de sete a dez indivíduos. Esses animais são basicamente frugívoros (que se alimentam de frutos), mas em certas épocas do ano podem se tornar folívoros e comem folhas e flores novas... Inteiramente negro com a face pelada cor de carne ou vermelho. Cabeça pequena com tufos de pelos na região das orelhas descendo em faixa até o queixo; os pelos do alto da cabeça são voltados para frente e formam uma franja na altura das sobrancelhas. Braços e pernas compridos; mãos grandes e dedos finos. Costumam ficar pendurados em galhos, balançando pela cauda extremamente longa e preênsil, cujo uso é intenso ao se movimentarem entre os galhos.

Gênero: Ateles () – macacos-aranha ou coatá / Spider Monkeys (http://en.wikipedia.org/wiki/Alouatta)
A. belzebuth – macaco-aranha ou coatá | Categoria de ameaça: Vulnerável. UF: AM
A. belzebuth ...? – macaco-aranha-de-peito-amarelo
A. belzebuth belzebuth – macaco-aranha-de-peito-branco
A. belzebuth marginatusmacaco-aranha-de-testa-branca | Categoria de ameaça: Em perigo de extinção. UF: PA
A. ? – macaco-aranha-de-cara-branca
A. chameckmacaco-aranha-de-cara-preta
A. paniscus – macaco-aranha-preto
A. paniscus paniscus – macaco-aranha-de-cara-vermelha

A imagem abaixo (do lado esquerdo da tela) é parte da placa instrutiva do Zoo Bauru. As fotografias do Parque Dois Irmãos mostram o macaco-aranha-de-cara-preta (no centro da tela) e o macaco-aranha-de-testa-branca (do lado direito).

volta ao topo

GÊNERO BRACHYTELES

O mono-carvoeiro, chamado também de muriqui ou miriqui – espécie ameaçada de extinção –, é o maior primata neotropical e maior primata das Américas. Distribuição geográfica: Ocorrem na Mata Atlântica do sul da Bahia até São Paulo. Tem pelo denso e macio. Cabeça redonda, face negra contornada por estreita faixa mais clara. Orelhas peludas com formato de orelhas de filhote de urso, marrom escuro no centro. Braços, pernas e cauda preênsil longos e finos. Arborícola, herbívoro-frugívoro, alimentamdo-se de folhas e algumas frutas e flores. Utilizam e estrato superior das florestas onde vivem. Gostam de se balançar pendurados pela cauda. São diurnos, arbóreos e formam pequenos grupos. São preguiçosos, gastando três-quartos do dia em descanso.

Espécie: Brachyteles arachnoides (Geoffroy, 1806) Muriqui-do-sul / Southern Muriqui (selo WWF)
Espécie: Brachyteles hypoxanthus (Kuhl, 1820) / Muriqui-do-norte / Northern Muriqui

volta ao topo

GÊNERO CACAJAO

O nome uacari tem origem na vocalização do animal, que parece um “Ua-ca-ca”. “Calvus” quer dizer careca em latim e “rubicundus”, por exemplo, de cor avermelhada... O macaco-uacari tem pelo branco e cara vermelha... A expectativa de vida dessa espécie é cerca de 30 anos...

Nome científico: Cacajao calvus – uacari ou macaco-uacari (mostrado no selo peruano: wuapo colorado Cacajao calvus)

Cacajao calvus calvus (I. Geoffroy, 1847) – uacari-branco
Cacajao calvus novaesi (Hershkovitz, 1987) – uacari-de-novaes
Cacajao calvus rubicundus (I. Geoffroy & Deville, 1848) – uacari-vermelho

Em zoológicos o uacari-vermelho é uma espécie pouca conhecida, parece que existe um casal no Ecopark de Manaus e um exemplar de 4 anos no Zooparque Itatiba (fotos abaixo), o qual veio de Altamira, no coração do Pará. Adotado desde bebê por uma moradora da cidade, “Marquinhos” foi criado no colo até que cresceu e virou um bagunceiro. Sem condições de continuar com o macaco, a família o entregou a Polícia Ambiental que imediatamente chamou o Ibama... “Nós adaptamos todo o recinto para que ele não sinta frio”, comentou o biólogo Sérgio Rangel. Como no Zooparque há somente um exemplar de uacari-vermelho, ele está sendo habituado gradativamente à companhia de outros macacos e vai viver, dentro em breve, com um casal jovem de macacos-barrigudos, espécie endêmica da mesma região de origem (Amazônia).

Abaixo, um dos selos postais de uma série em quadra emitida em 04/09/2006, sobre Parques e Reserva Nacionais, que mostra a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, Amazonas (AM), com macaco, peixe, floresta de várzea inundada...

volta ao topo

GÊNERO CEBUS

Em tupi-guarani o macaco-prego é chamado de kukoire ou capuchino nos países latino-americanos – primata ameaçado de extinção. Espécie muito curiosa, tem a cauda preênsil negra ou marrom mais escura na extremidade, que se mantém enrolada enquanto o animal caminha. Palma das mãos e planta dos pés negros. É de hábito diurno, arbóreo e vive em bandos ou em grupo de 10 indivíduos, normalmente, liderados por um macho dominante. Alimentam-se de folhas e principalmente frutos, insetos, pequenos vertebrados, ovos, filhotes de pássaros e néctar. Vivem na parte inferior das florestas, porém vão ao alto das árvores em busca de frutas. O macaco-prego habita as matas ciliares dos rios e ocorre em todo o território nacional. É comum no Pantanal de Miranda e na região de Bonito, nos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Parece que o macaco-prego-do-peito-amarelo é uma espécie exclusivamente baiana e só ocorre em algumas áreas da Bahia, como o Recôncavo Baiano e Mata Atlântica...

Veja também sobre o CEBUS – Centro de Biodiversidade da Usipa!

Cebus apella – macaco-prego, chamado também de mono caí-comum ou capuchino. Argentina.
Cebus flavius – macaco-prego-galego ou macaco-louro | UF (em fragmentos de Mata Atlântica): AL, PB, RN, PE
Cebus robustus – macaco-prego... / Brown Capuchin Monkey | UF: BA, ES, MG
Cebus xanthosternos – macaco-prego-de-peito-amarelo | UF: BA, MG, SE
Cebus kaapori (Queiroz, 1982) ou será Cebus albifrons? – macaco-caiarara ou caiarara ka’apor | UF: MA, PA (região de Tucuruí?)
Cebus libidinosus (Spix, 1823) – macaco-prego...
Cebus nigritus – macaco-prego-preto
Cebus unicolorPale Capuchin

Em novembro de 2009, aproximadamente, o Parque Zoobotânico de Teresina recebeu uma das 12 espécies mais raras do planeta: o macaco-prego-galego. A espécie permaneceu durante mais de 300 anos como um enigma para a Ciência. Citado apenas em antigos livros de naturalistas europeus que passaram pelo país nos séculos 17 e 18, o macaco não era visto desde então... A doação de quatro macacos desta espécie, para o programa de reprodução em cativeiro, foi feita pelo Centro de Triagem do IBAMA...

Nota de 04/07/12: Marco A. Ritter (maritter @ terra.com.br), pesquisando sobre os macacos prego verifiquei que neste site existe um equivoco, pois aqui no RS está cheio de ocorrências da espécie, o que na sua informação diz que ocorre em todos os estados exceto no Rio Grande do Sul. Espero ter colaborado para a melhora deste tão útil e bem elaborado site.

As fotos abaixo mostram macacos-prego; a foto do lado direito é do Parque Dois Irmãos...

volta ao topo

GÊNERO CALLICEBUS

O gênero é formado por macacos de médio porte, que pesam em média 1 kg. São conhecidos pelos nomes de sauás, bizogue, boca-d’água, guicó, guigó, iapuçá, japuçá, saá, uaiapuçá, uapuçá, zogó e zogue-zogue. Eles passam um quarto do seu tempo alimentando-se de frutos (70%), muitas folhas, sementes macias e insetos. Possuem costeletas, laterais do pescoço, garganta, face interior dos membros e partes inferiores do corpo uniformemente avermelhadas, contrastando com a coloração marrom-amarelado do dorso, partes externas do tronco, base da cauda e coroa. Fronte em forma de coroa com coloração marrom-avermelhado, bordeada por vibrissas superciliares pretas. Tais primatas chegam a medir até 60 cm de comprimento, cauda longa, pelagem longa, macia e de coloração avermelhada, amarelada ou preta. Eles vivem no biomas sul-americanos da Floresta Amazônica e na Mata Atlântica, nos estados brasileiros de RO, AM, AC, SP, RJ e sudeste de MG, mas também na Colômbia, Peru e norte do Paraguai. Nota: Mídia.

Gênero: Callicebus
— Subgênero: Callicebus
C. callicebus
C. callicebus baptista
C. callicebus barbarabrownae
C. callicebus bernhardi
C. callicebus brunneus
C. callicebus caligatus
C. callicebus cinerascens
C. callicebus coimbrai – Callicebus coimbrai (Kobayashi & Langguth, 1999) – Guigó. Bioma: Mata Atlântica.
C. callicebus cupreus (Red titi)
C. callicebus discolor
C. callicebus donacophilus
C. callicebus dubius
C. callicebus hoffmannsi
C. callicebus melanochir
C. callicebus modestus
C. callicebus moloch – Macaco zog-zog
C. callicebus nigrifrons
C. callicebus oenanthe (mostrado no selo peruano: tocón de san martin Callicebus oenanthe)
C. callicebus olallae
Callicebus callicebus ornatus
C. callicebus pallescens
C. callicebus personatus / Sauá, Guigó / Arborícola, onívoro-frugívoro
C. callicebus stephennashii
— Subgênero: Torquatus / Viuvinha (Callicebus torquatus)
C. torquatus lucifer
C. torquatus lugens
C. torquatus medemi
C. torquatus purinus
C. torquatus regulus
C. torquatus torquatus
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Titi

volta ao topo

GÊNERO LAGOTHRIX

Os representantes do gênero Lagothrix devido ao grande volume de seu abdome recebem o nome de macaco-barrigudo. Espécie amazônica classificada como vulnerável pela IUCN, encontrada principalmente na Amazônia brasileira. Por meio de sua cauda preênsil se dependura nas árvores para dormir ou se alimentar de folhas e frutos.

Curiosidade: O macaco-barrigudo é uma espécie considerada modelo de estudos cardiovasculares em potencial por sua predisposição à hipertensão espontânea e cardiopatias... Segundo a literatura, apresenta pressão sistólica em repouso variando de 120 a 150 mmHg e, sob estresse, de 220 a 250 mmHg. A hipertensão arterial sistêmica pode ser secundária ou idiopática, e pode provocar danos em vários órgãos, notadamente: rins, olhos, SNC e sistema cardiovascular (hipertrofia ventricular esquerda, insuficiência cardíaca, arritmias e hemorragias).

A imagem do lado esquerdo da tela é parte da placa instrutiva do Zoo Bauru. A imagem central retrata um cartão-postal sobre a fauna da Amazônia: macaco-barrigudo. Selo peruano: mono choro de cola amarilla (Lagothrix flavicauda). Há o (Lagothrix lagotricha)...

Entrada principal !
Última atualização: 25/03/2013.
volta ao topo

FAUNA BRASILEIRA MAPA GIRAFAMANIA
FAUNA BRASILEIRA